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ALIMENTOS BIODINÂMICOS.

terça-feira, 18 de outubro de 2016 0 comentários


Mas você já ouviu falar nos alimentos biodinâmicos? Eles prometem sabores que dão a sensação de uma experiência mais intensa e saudável, além de um modo de produção sustentável.

Fundador da Antroposofia, Rudolf Steiner é também responsável pela introdução do modelo agrícola de produção da biodinâmica. Na primeira metade do século XX, em 1924, Steiner proferiu oito palestras para agricultores falando sobre o tema da biodinâmica.

Segundo ele, “a única coisa que torna viável a vida física na Terra, é sem dúvida, a agricultura”. É a agricultura inclusive é “a atividade que mais foi afetada pela vida espiritual moderna”. Desta forma, a alimentação das pessoas foi prejudicada e os alimentos deixaram de ter elementos essenciais para o desenvolvimento humano pleno.

Assim como na agricultura orgânica, a biodinâmica não usa adubos químicos, venenos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios. A diferença é que essa prática agrícola procura a integração entre as várias atividades de uma propriedade, como horta, pomar, pastos, mananciais, criação animal e florestas nativas. Ou seja, o agricultor visa transformar sua produção em um organismo concluso e diversificado. Simples conceitos como adubar, por exemplo, tornam-se mais complexos na biodinâmica. Adubar seria semelhante a vivificar e tonificar o solo e não apenar dar nutrientes para as plantas.

Para os agricultores dessa vertente, o reino vegetal está diretamente ligado às forças cósmicas e, por isso, é um reflexo do que se passa no Cosmo. Para intensificar as relações entre Terra e Cosmo, a biodinâmica usa preparados homeopáticos feitos de minerais, esterco bovino e plantas medicinais, com o objetivo de fortalecer os alimentos.

Entre os princípios que norteiam essa forma de produção estão a cura da terra, a produção de alimentos com vitalidade, o respeito ao meio ambiente, ao agricultor e suas tradições e ao consumidor.

Presente em mais de 50 países, esse tipo de agricultura visa cultivar o meio ambiente e proporcionar uma alimentação saudável ao ser humano. No mundo inteiro, os produtos biodinâmicos levam a marca da Demeter, que garante uma cultura agrícola baseada nos campos culturais, espirituais, políticos e legais, econômicos e ecológicos.

No Brasil, é possível encontrar produtos do selo Demeter à venda. Alguns tipos de alimentos não são vistos por todo o ano no mercado, porque a biodinâmica respeita o sistema de produção e o ciclo de vida natural das plantas. “Nossos produtos são sazonais, mas de alto valor biológico, nutricional e vital”.

Fonte: Vivo verde.

ALIMENTOS SEM AGROTÓXICOS.

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Lentamente o consumidor brasileiro começa a acordar para a qualidade do alimento orgânico e,neste momento, ele também se depara com diversos termos (aparentemente) sinônimos que,com certeza, o confundem. Afinal qual é o melhor alimento e o que significa cada termo?


Agricultura Biodinâmica
O filósofo e pesquisador austríaco Rudolf Steiner(1924) ampliou a visão da agricultura baseadona ciência espiritual da Antroposofia, chamando-a de Agricultura Biodinâmica. As idéias deSteiner foram difundidas por todo o mundo com a colaboração de E.E Pfeiffer.

Na prática, o diferencial da Agricultura Biodinâmica se faz com a utilização de preparados
biodinâmicos, compostos de alta diluição elaborados na perspectiva homeopática, a partir de substâncias minerais, vegetais e animais. Os compostos biodinâmicos, além de esterco e matéria orgânica, são adicionados de plantas medicinais. Além disso, as influências cósmicas e astronômicas também são consideradas e a Biodinâmica segue um calendário de influências da lua e de outros planetas no crescimento, plantio e colheita das plantas.
Uma estreita relação com os reinos da natureza e com a fenomenologia de Goethe também está presente na Agricultura Biodinâmica, relação que embasa conceitos como o de “fazenda como organismo vivo” e “força vital ou etérica” dos alimentos, do solo e da planta. As práticas da agricultura biodinâmica possuem seu próprio sistema de certificação, o selo Demeter de qualidade, fiscalização e credenciamento de agricultores.

Agricultura Biológica
No início dos anos 30, na Suíça, surgiu também outro movimento de agricultura a partir das idéias de um biologista e político, Hans Muller, que tinha objetivos socioeconômicos e políticos e buscava a autonomia do agricultor e a comercialização direta. O modelo foi difundido por volta dos anos 60 quando o médico Hans Peter Rusch difundiu esse método que também tinha por princípios a proteção do ambiente, a qualidade biológica dos alimentos e o desenvolvimento de fontes de energia renováveis.
Uma característica inicial dessa corrente era a de não priorizar a associação agricultura/pecuária. O uso da matéria orgânica podia vir de outras unidades de produção e o essencial era a integração das unidades de produção com as atividades socioeconômicas locais.

Na França, a Fundação Nature e Progrés e na Alemanha, a Associação Bioland são adeptas
desse movimento e nesses países, bem como em Portugal, o termo mais comum é “alimento biológico”.

Agricultura Orgânica
O pesquisador Albert Howard, considerado o pai da Agricultura Orgânica, trabalhou na Índia, a serviço da Inglaterra, na estação experimental de Pusa e começou a observar a maneira que os camponeses indianos reciclavam materiais orgânicos para fazer compostos e utilizar na agricultura, evitando o uso de fertilizantes químicos. Howard percebeu a melhor qualidade do solo e das plantas nele cultivadas e que os animais dos camponeses não adoeciam, enquanto os da estação experimental, apesar dos vários métodos sanitários empregados, eram mais suscetíveis as enfermidades.

Em 1940, Howard publicou o clássico da Agricultura Orgânica, “Um Testamento Agrícola”. Na Inglaterra, Lady E. Balfour publicou “The Living Soil” (1943) e fundou a Soil Association, fatos que ajudaram a divulgar as idéias de Howard. Jerome Irving Rodale popularizou as idéias de Howard nos EUA. No ano de 1979, a Agricultura Orgânica foi regulamentada nos estados de Oregan, Maine e Califórnia e a partir daí os alimentos orgânicos puderam ser rotulados como tal.
Em 1984 a AO foi reconhecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O Brasil assumiu esse termo como genérico, assim como a Inglaterra e os EUA. 

Fonte: Agan.

A IMPORTÂNCIA DO ALIMENTO ORGÂNICO.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016 0 comentários
Produto orgânico é o resultado de um sistema de produção agrícola que não utiliza agrotóxicos, aditivos químicos ou modificações moleculares em sementes.

Este cultivo busca manejar de forma equilibrada, através de métodos naturais de adubação e de controle de pragas, o solo e demais recursos naturais, preservando-os de contaminações e utilizando-os de maneira sustentável, mantendo a harmonia entre homem e natureza.

Nas últimas décadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos e produtos químicos na produção de alimentos vem causando preocupação em diversas partes do mundo. Um forte exemplo é a crítica ao modelo de agricultura vigente que cresce à medida que estudos comprovam que os agrotóxicos contaminam os alimentos e o meio ambiente, causando danos à saúde.

A partir dos anos sessenta os efeitos nocivos da agricultura convencional especialmente os resíduos de agrotóxicos encontrados na água, no solo e nos alimentos – tornaram-se mais evidentes e, em diversos países, o movimento ambientalista fortaleceu a proposta da agricultura orgânica.

Dentro deste contexto, tem aumentado progressivamente a procura por alimentos produzidos de forma orgânica, isto é, livres de fertilizantes químicos, agrotóxicos, antibióticos, hormônios e outras drogas usualmente utilizadas. Estudos científicos sugerem que os alimentos orgânicos são melhores para a nossa saúde, pois o seu valor nutricional é maior do que aqueles produzidos convencionalmente.

Atualmente encontramos desde cereais, carne, frango, toda linha de laticínios e até papinhas e comidinhas para bebes, totalmente orgânicos, alem de alguns condimentos e outros produtos de mercearia seca que são comercializados em redes de supermercados e diversas lojas. Alguns produtores/empresas fazem o serviço de entrega domiciliar. Muitas empresas investem neste mercado “orgânico” viabilizando cada vez mais uma alimentação habitual com uma gama de muitos produtos que têm como principal característica a ausência de insumos químicos, corantes, conservantes, acidulantes, entre outros, na sua produção.

Todo produto orgânico deve ter um selo de certificação que comprova a procedência dos produtos e sua qualidade.

Os consumidores de produtos orgânicos destacam a diferença de preço e de qualidade entre os produtos orgânicos e os convencionais – “podem custar um pouco mais, mas não tem agrotóxicos, aditivos, conservantes, corantes ou acidulantes o que garante uma melhor qualidade na alimentação da minha família e estão sempre “fresquinhos”.

Facilmente comprovamos que os consumidores de produtos orgânicos fazem opções diversas em relação aos cuidados com a saúde. A alimentação orgânica representa um dos meios para garantir a saúde e, quando necessitam de outros cuidados, preferem a homeopatia e outras práticas de medicina natural ao tratamento alopático.

Percebe-se nas idéias e atitudes desses consumidores uma reação às transformações alimentares dos últimos tempos. A alimentação moderna vem mudando os hábitos das pessoas com a industrialização de refeições pré-preparadas ou prontas com adição de conservantes, estabilizantes e outros produtos químicos que ao serem consumidos ao longo da vida trarão prejuízos a saúde. Para estes consumidores, o alimento orgânico significa um meio de prevenir doenças, dessa forma, adquire um valor de garantia e investimento na saúde.

Estudos científicos sugerem que os alimentos orgânicos são melhores para a nossa saúde, pois o seu valor nutricional é maior do que aqueles produzidos convencionalmente.

A

CONSUMO DE ORGÂNICOS QUASE ZERA ABSORÇÃO DE PESTICIDAS, CONFORME PESQUISA.

segunda-feira, 23 de maio de 2016 0 comentários
Eles são polêmicos e dão o que falar no Brasil e no mundo. Geram questionamentos pela dificuldade de acesso e preço ainda elevado. Podem ser falsificados, e por aqui, onde o número de produtores praticamente dobrou nos últimos dois anos, ganharam selo de autenticidade do governo. Mas será que consumir alimentos orgânicos faz mesmo diferença para nossa saúde? Segundo uma pesquisa sueca liderada pela rede de mercados orgânicos do país e pelo instituto ambiental de pesquisas local, a resposta é sim. 

Cientistas estudaram uma família composta por cinco pessoas - sendo dois adultos e três crianças de 12, 10 e três anos - e comprovaram que ingerir alimentos produzidos de forma orgânica – ou seja, sem o auxílio de fertilizantes e agrotóxicos sintéticos - diminui drasticamente a quantidade de pesticidas e produtos químicos absorvidos pelo corpo humano (veja gráfico abaixo). 



Na primeira semana, a família se alimentou de maneira convencional. Nas duas semanas seguintes, aderiu a uma dieta inteiramente orgânica, incluindo frutas, vegetais, carne, peixe, etc. A cada dia durante o estudo, amostras de urina de cada membro eram colhidas para análise de 12 diferentes tipos de pesticidas, que estão ligados a uma série de efeitos prejudiciais à saúde, particularmente entre os trabalhadores agrícolas que estão regularmente expostos aos produtos químicos. No fim, o resultado mostrou que a exposição da família caiu drasticamente quando eles trocaram a alimentação convencional pela orgânica. 

- A produção de alimentos orgânicos é livre de contaminantes (produtos químicos, venenos, pesticidas), saudável (não oferece riscos à saúde) e sustentável. Causa menor dano à saúde dos produtores e funcionários que trabalham nas fazendas, ao consumidor e ao meio ambiente. Estudos ainda são contraditórios a respeito de possuírem maior fonte de nutrientes quando comparados aos alimentos de produção convencional, mas com certeza diminuímos a carga de produtos químicos no nosso corpo quando consumimos orgânicos, com menor risco de aparecimento de doenças (alterações na pele, câncer, alterações neurológicas...) - explicou a nutricionista do Eu Atleta, Cristiane Perroni.

E, de acordo com o site “Livestrong”, onde a pesquisa foi publicada, alguns alimentos devem ser preferencialmente comprados na versão orgânica. Mesmo se você não tiver folga no orçamento, vale um esforço para consumir ao menos alguns produtos que têm maior risco de conter pesticidas. A maçã estaria no topo da lista. O estudo mostra que 99% das maçãs testadas continham ao menos um resíduo de pesticida. Laticínios, blueberries, aipo, tomate-cereja, milho, pepino, uva, pimenta, folhas verdes, carne, pêssego, batata, ervilha, soja, espinafre, morango e pimentão também estão entre os “vilões”. 

Número de produtores orgânicos no Brasil praticamente dobrou nos últimos dois anos (Foto: Getty Images)

Para se ter uma ideia, no Rio de Janeiro, em uma rede de hortifruti, por exemplo, a banana orgânica custa cerca de 33% a mais que a versão comum. No entanto, o número de produtores e revendedores está crescendo a cada ano em todo o país. 

- O preço é alto devido a “menor oferta e a maior procura”, com a escala de produção ainda reduzida. O poder público deveria incentivar produtores a se reestruturarem para cultura orgânica e promoverem fiscalização regular em todos produtores que se denominam orgânicos, diminuindo a desconfiança por parte da população e dos profissionais da área da saúde que estimulam o consumo destes produtos - opinou a nutricionista.

Enquanto no Brasil ainda há muita desconfiança em torno dos orgânicos, nos Estados Unidos, no ano passado, três em cada quatro americanos tomaram a decisão consciente de comprar alimentos orgânicos.

- O crescimento do mercado de produtos orgânicos é uma tendência mundial, um consumidor preocupado com a qualidade dos alimentos que consome, riscos à sua saúde, aspectos ambientais e preservação do planeta. Cada vez mais se torna importante saber à procedência, a forma que o alimento foi cultivado e como chegou aos mercados e feiras livres - disse Perroni.

Fonte: Eu Atleta.

COMO REDUZIR ANTI-NUTRIENTES NOS ALIMENTOS.

quarta-feira, 11 de maio de 2016 0 comentários
Nutrientes em plantas nem sempre são de fácil digestão, porque as plantas podem conter anti-nutrientes: compostos de plantas que reduzem a absorção de nutrientes do sistema digestivo. Em alguns casos, esses compostos podem ser quase completamente eliminados.
Eles não são uma grande preocupação para a maioria das pessoas, mas podem se tornar um problema durante os períodos de desnutrição, ou entre as pessoas que baseiam suas dietas quase exclusivamente em cereais e leguminosas.

Nem sempre os anti-nutrientes são prejudiciais – em algumas circunstâncias, esses compostos, como fitato e taninos, podem ter alguns efeitos benéficos à saúde.

Quais são os anti-nutrientes? Os mais amplamente estudados incluem:
Fitato = reservatório de fosfato para a planta (ácido fítico): encontrado principalmente em sementes, grãos e legumes (cereais integrais, soja, amendoim), o fitato reduz a absorção de minerais, como ferro, zinco, magnésio e cálcio, numa refeição. Os níveis de fitato são reduzidos durante o processamento de alimentos, como o cozimento e fermentação.

Taninos: uma classe de polifenóis antioxidantes (chá verde, preto, mate) que podem prejudicar a digestão de vários nutrientes. Ocorrem nos grãos de alguns cereais e leguminosas (alguns feijões).

Lectinas: Encontradas em todas as plantas alimentares, especialmente em sementes, legumes e grãos. Algumas lectinas podem ser prejudiciais em quantidades elevadas, e interferem na absorção de nutrientes.

Inibidores de protease: amplamente distribuídos entre as plantas, especialmente em sementes, grãos e legumes. Eles interferem na digestão de proteínas por inibição de enzimas digestivas.

Oxalato = ácido oxálico (oxalato de cálcio): diminui a biodisponibilidade de cálcio, por exemplo. A forma primária de cálcio em muitos vegetais, como espinafre, ruibarbo, acelga, beterraba, tomate, nozes, cacau. O cálcio ligado ao oxalato é muito pouco absorvido. (dica: não tomar leite junto com cacau porque diminui a absorção do cálcio).

Nitratos – vegetais são fonte naturais de nitrato, composto utilizado como fonte de nitrogênio para o crescimento das plantas. Estima-se que os vegetais, em particular os verdes folhosos como espinafre, contribuam com mais de 70% do nitrato total ingerido. As concentrações normais de nitrato e nitrito nos alimentos naturais dependem do uso de fertilizantes e das condições nas quais os alimentos são cultivados, colhidos e armazenados – comprando orgânicos, evita-se esse tipo de super-concentração!

Imersão (deixar de molho)
Feijões e outras leguminosas são muitas vezes embebidos em água durante a noite para melhorar o seu valor nutricional.
A maioria dos anti-nutrientes nestes alimentos são encontrados na casca. Uma vez que muitos anti-nutrientes são solúveis em água, eles simplesmente se dissolvem quando os alimentos ficam de molho.
Em leguminosas, a imersão diminui fitato, inibidores de proteases, lectinas, taninos e oxalato de cálcio.
Por exemplo, uma imersão de 12 horas reduz o teor de fitato de ervilhas em até 9%.
No entanto, a redução de anti-nutrientes pode depender do tipo de leguminosa. Em feijão, soja e feijão fava, a imersão reduz muito pouco os inibidores da protease.
A imersão não é útil apenas para legumes: vegetais de folhas também podem ficar de molho para reduzir oxalato de cálcio. Normalmente utiliza-se a imersão em combinação com outros métodos, como germinação, fermentação e cozimento.

Germinação
A germinação é o período no ciclo de vida das plantas em que elas começam a brotar a partir das sementes. Aumenta a disponibilidade de nutrientes em sementes, cereais e leguminosas.
A germinação leva alguns dias, e pode ser iniciada com algumas etapas simples:

. Comece por enxaguar as sementes para remover toda sujeira.
. Mergulhe as sementes em água fria por 2-12 horas. O tempo de imersão dependerá do tipo de semente.
. Lave-as bem em água.
. Escorra bem a água e coloque as sementes em um vaso de brotação. Certifique-se de colocá-lo fora da luz solar direta.
. Repetir a lavagem e secagem por 2-4 vezes. Isto deve ser feito regularmente, ou uma vez a cada 8-12 horas.
Durante a brotação, as mudanças ocorrem no interior da semente, e levam à degradação dos anti-nutrientes, como os inibidores de protease e o fitato.

Ebulição
Feijões verdes cozidos, por exemplo. O calor elevado, ao ferver, pode degradar anti-nutrientes como lectinas, taninos e os inibidores da protease. Além disso, oxalato de cálcio é reduzido em 19-87% em cozidos vegetais de folhas verdes.

Visão geral:
Fitato (ácido fítico): imersão, brotação, fermentação.
Lectinas: imersão, ponto de ebulição, aquecimento, fermentação.
Taninos: imersão, fervura.
Inibidores da protease: imersão, brotação, ebulição.
Oxalato de cálcio: imersão, ebulição.
Os brotos mais fáceis de sementes são:
azuki (feijão)
alfafa
trevo
ervilhas verdes/vermelhas
lentilhas
brotos de feijão
quinoa
rabanete
trigo
grão de bico
sementes de girassol
sementes de brócolis
painço

VERDURAS E TEMPEROS SÃO CULTIVADOS DENTRO DE SUPERMERCADO.

terça-feira, 29 de março de 2016 0 comentários

Consumidores preocupados com sustentabilidade e consumo consciente preferem alimentos orgânicos, compram de pequenos produtores, escolhem produtos com embalagens menos nocivas ao meio ambiente e torcem o nariz para aqueles que precisaram viajar por horas para chegar às prateleiras. Pensando nisso, um supermercado de Berlim decidiu reduzir a distância entre os clientes e as plantações: e cultivar verduras dentro da própria loja.

O mercado Metro instalou caixas modulares nas prateleiras onde planta verduras, rabanetes e ervas. No micro jardim do supermercado, todo o ambiente é controlado por computador: umidade, temperatura, nutrientes e exposição à luz. Sem terra e com técnicas de hidroponia, as plantas crescem mais rápido, mais fortes e com economia de fertilizantes e água.

E a safra farta impressiona. De acordo com um de seus criadores, Erez Galonska, em uma bandeja de um metro quadrado é possível produzir de quatro a seis plantas por dia durante um ano - a colheita equivale ao dobro do esperado para uma estufa tradicional.

A empresa de design responsável pelo projeto, batizado de Infarm, afirma que, pelo bom aproveitamento de espaço, o método pode baratear a agricultura vertical.

Na maioria das estufas tradicionais, cada estágio de crescimento da planta acontece em um local diferente, e isso exige escala para que a plantação seja econômica e eficiente. No Infarm, todas as etapas acontecem no mesmo lugar.

"Se você olhar para o nosso sistema, vai ver um mar verde. Não há perda de espaço nem desperdício de energia", afirma o cofundador do Infarm, Guy Galonska.

Os criadores da horta futurista acreditam que o cultivo indoor de alimentos é a chave para diminuir a quantidade de dióxido de carbono na Terra. Eles se apoiam em um estudo da Universidade de Columbia que defende que se todas as cidades do mundo produzissem 10% de seus alimentos em locais fechados, seria possível "devolver" 880 mil km² de área às florestas (aproximadamente 16% do tamanho da amazônia) e, com isso, reduzir o dióxido de carbono da atmosfera ao nível que era em 1980.

Vantagens da alface de prateleira
As verduras nascidas no interior do mercado foram cultivadas com menos água, não têm pesticidas ou fertilizantes, não passaram por nenhum processo de transporte, armazenamento, refrigeração, nem estão embaladas em sacos plásticos.

Além dessas vantagens ambientais, os produtos são um prato cheio para os chefs que procuram alimentos frescos. E é por isso que o projeto piloto do Infarm está no atacado do Metro, onde os chefs de cozinha da região fazem compras para seus restaurantes.

A empresa também desenvolveu um aplicativo para que os chefs encomendem temperos e ervas especiais que não conseguem encontrar facilmente. A iniciativa serve para que os profissionais acompanhem o crescimento das plantas, tenham novas ideias de pratos e se familiarizem à agricultura vertical.

O futuro do varejo
O projeto piloto do Infarm funciona no Metro há seis meses com ervas e verduras, mas os planos são de adaptar para outros tipos de vegetais. A próxima unidade, por exemplo, será de pimentas e tomates.

"Nós vemos como essa tecnologia é capaz de fornecer muitas outras coisas, como arroz, soja e certos tipos de frutas. Se a agricultura vertical vai substituir a tradicional? Acho que vai levar algum tempo. Mas em Marte, por exemplo, será apenas vertical" afirma Galonska.

A empresa quer provar que não há limites para o cultivo vertical e que, ao contrário do que se prega em relação a esse tipo de agricultura, é possível cultivar diversas culturas mesmo estando na cidade.

A Infarm pretende adaptar as caixas em diferentes tamanhos para instalar o sistema também no varejo. Há, inclusive, a intenção de começar um modelo business-to-business em que restaurantes, cafés e mercearias cultivem seus próprios produtos. E, no melhor dos cenários, vender essa tecnologia para que as pessoas possam plantar na cozinha de casa. Seria ótimo abrir a gaveta e ter uma horta como a do cozinheiro Nicolas, do filme A espuma dos dias, não é mesmo?

ALIMENTAÇÃO ORGÂNICA X ALIMENTAÇÃO CONVENCIONAL.

sábado, 12 de março de 2016 0 comentários
Criar consciência sobre os perigos associados com a nossa indústria alimentar do dia moderno é um grande tema aqui na evolução coletiva. Esta informação não pode ser compartilhada suficiente; há boas razões para que uma série de países proibidos certos pesticidas, bem como OGM estejam cultivados ou importados para o seu país, e você vai encontrar algumas dessas razões abaixo.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as fazendas orgânicas e processadores não devem utilizar quaisquer ingredientes geneticamente modificados. Isto significa que os agricultores orgânicos não pode plantar sementes transgênicas, uma vaca orgânica não pode comer alimentos GMO, um produtor sopa orgânica não pode usar quaisquer ingredientes transgênicos, e assim por diante. Os agricultores e os transformadores devem mostrar que eles não estão usando OGM e que eles estão protegendo seus produtos do contato com substâncias proibidas da fazenda à mesa. Para que algo se qualificar como orgânica, ela também deve estar livre da maioria dos materiais sintéticos, como pesticidas e antibióticos. ( Fonte ) ( fonte )

alimento convencional é (obviamente) exatamente o oposto. alimentos convencionais podem ser pulverizadas com pesticidas, contêm ingredientes geneticamente modificados, bem como antibióticos administrar.

Comer orgânico vs Alimentação Convencional
Em 2012, um estudo da Universidade de Stanford amplamente divulgado concluiu que há pouca diferença na salubridade e segurança dos alimentos convencionais e orgânicos. ( Fonte ) Desde a sua publicação, os especialistas do departamento de ciências ambientais e de saúde criticou o estudo de vista completamente uma grande e crescente corpo de evidências sobre os efeitos adversos dos pesticidas.Mais especificamente, uma carta aceito para publicação na revista Annals of Internal Medicine apontou para a falta de informação no estudo sobre os dados extensos sobre o número, periodicidade, combinações potenciais e riscos de saúde associados de resíduos de pesticidas nos alimentos pulverizado.Esta publicação calculou uma redução de 94% no risco para a saúde atribuíveis a comer formas orgânicas de frutas intensivo de seis pesticidas. ( Fonte )

Assim é o alimento orgânico mais nutritivo?
"Em estudos cuidadosamente desenhados comparando orgânicos e convencionais maçãs, morangos, uvas, tomates, leite, cenouras, grãos e vários outros alimentos crus, a agricultura biológica leva a um aumento da ordem de 10% a 30% nos níveis de vários nutrientes, mas não tudo. Vitamina C, antioxidantes, e fenólicos ácidos tendem a ser mais elevada no alimento orgânico cerca de 60% ​​a 80% do tempo, enquanto que a vitamina A e proteínas é mais elevada em alimento convencional 50% a 80% do tempo. "- Charles Benbrook, pesquisa professor e líder do programa de medida para gerenciar (M2M): Far and Food Diagnostics para Sustentabilidade e Saúde da Universidade Estadual de Washington ( fonte )

Uma equipe liderada por Kristen Brant, um cientista do Nutrition Research Center da Universidade Humano Newcastle, no Reino Unido, realizou um dos meta-análise mais sofisticada do debate "orgânico versus convencional food" em nutrientes conteúdo. Sua análise foi publicado em Critical Reviews em Ciências Vegetais em 2011, sob o título, "Gestão Agroecosystem e nutricional de qualidade de alimentos vegetais:. A Causa de frutas e legumes orgânicos" ( fonte ) ( fonte )

Este estudo documenta diferenças significativas em favor dos alimentos cultivados organicamente e explica os diferentes fatores do sistema agrícola, ainda básicos que levam a essas diferenças. Eles concluíram que o aumento da quantidade de azoto disponível para as plantas, o que é normalmente encontrado na agricultura convencional, reduz a acumulação de (vegetais) metabólitos secundários relacionados com a defesa e vitamina C, enquanto que o conteúdo de metabolitos secundários, tais como carotenos que não estão envolvidos na defesa contra doenças e pragas pode aumentar.

Eles também descobriram que os nutrientes baseados secondary metabolite planta em frutas e legumes são 12 por cento mais elevados, em média, em alimentos orgânicos em comparação aos alimentos cultivados convencionalmente. Outro grupo de nutrientes, que são compostos de metabolitos secundários de plantas que estão envolvidos na defesa das plantas contra pragas e resposta ao stress foram, em média, 16 por cento superior.

"Este subconjunto engloba a maior parte dos antioxidantes importantes, à base de plantas que promovem a boa saúde através de vários mecanismos."

A equipe de pesquisadores estimaram que o consumo de frutas e vegetais orgânicos está associada a uma ingestão de 12 por cento mais elevado nível de nutrientes.

Este é apenas um exemplo da pesquisa realizada mostrando os níveis de nutrientes mais elevados em alimentos cultivados organicamente, e não estamos sequer a falar de pesticidas ainda.

Uma coisa sobre o alimento orgânico é que ele não está pulverizado. Um estudo recente realizado por pesquisadores da RMIT University, publicado na revista Environmental Research, descobriu que uma dieta orgânica por apenas uma semana reduziu significativamente a exposição a pesticidas em adultos em 90por cento. ( Fonte )

Cynthia Curl, um professor assistente na Escola de Allied Health Departamento de Comunidade e Saúde Ambiental Ciências da Boise State University, publicou recentemente um estudo exposição a pesticidas na revista Environmental Health Perspectives. Os resultados de sua pesquisa indicou que entre os indivíduos que comem quantidades semelhantes de vegetais e frutas, aqueles que relataram comer produtos orgânicos tinham significativamente menor exposição a pesticidas OP do que aqueles que normalmente consomem produtos cultivados convencionalmente. Você pode ler mais sobre isso aqui .

"A mudança na forma como a agricultura é produzido trouxe, francamente, uma mudança no perfil de doenças. Passamos de uma população bastante saudável para um com uma alta taxa de câncer, defeitos congênitos e doenças raramente visto antes. As empresas de tabaco negou a relação entre tabagismo e câncer, e levou décadas para reconhecer a verdade. Os biotecnologia e agroquímicos corporações são as mesmas que a indústria do tabaco; eles mentem e negócios favor sobre a saúde da população. "- Dr. Medardo Avila Vazquez, um pediatra especializado em saúde ambiental ( fonte ) (fonte ) ( fonte ) (CE relacionadas artigo no link OGM / câncer na Argentina aqui )

A lista vai, literalmente, mais e mais, os pesticidas que são pulverizadas na nossa comida têm sido associados a uma variedade de doenças e pesticidas de alto risco raramente aparecem como resíduos em alimentos orgânicos, e quando o fazem, os níveis são geralmente muito inferiores aos encontrado em alimentos convencionais -especialmente os níveis em produtos importados. ( Fonte )

"Eu completou recentemente uma avaliação dos riscos de pesticidas relativa saúde dos resíduos existentes nas seis frutos importantes - morangos, maçãs, uvas, amoras, peras, e pêssegos. Usando os dados mais recentes do Programa Pesticide dados do USDA (USDA, 2012) sobre esses alimentos, descobri que o nível de risco de pesticidas em geral nas marcas convencionais foi de 17,5 vezes superior do que as marcas orgânicas. As diferenças se traduzem em uma redução de 94 por cento no risco de saúde a partir da seleção de marcas orgânicas "- Charles Benbrook, professor de pesquisa e líder do programa de Medida para gerenciar (M2M):. Far and Diagnostics alimentares para Sustentabilidade e Saúde da Universidade Estadual de Washington, a partir de sua carta que foi publicado na revista Annals of Internal Medicine ( fonte )

Isto é muito clinicamente significativo, e é por isso que mais e mais pessoas estão começando a se preocupar com os riscos de saúde relacionados com pesticidas.

O trabalho de Chensheng (Alex) Lu, da Escola de Harvard da saúde pública é bem conhecida. Ele mostrou que quando as crianças em idade escolar mudar para uma dieta predominantemente orgânico, exposições a organofosforados (OP) inseticidas são quase completamente eliminado. ( Fonte )

"As crianças de hoje são mais doentes do que eram há uma geração. De cânceres infantis para autismo, defeitos de nascimento e asma, uma ampla gama de doenças da infância e distúrbios estão em ascensão. Nossa avaliação da ciência mais recente deixa pouca margem para dúvidas; pesticidas são um fator-chave desta tendência preocupante. "out 2012 relatório da Pesticide Action Network América do Norte (PANNA) ( fonte ) ( fonte )

Orgânico Versus Convencional Se você está grávida
"Como poderíamos já acreditava que era uma boa idéia para fazer crescer a nossa comida com venenos? ... Como parte do processo, eles retrataram as várias preocupações, como apenas as opiniões ignorantes de indivíduos mal informados -e ridicularizou-los não apenas como não-científica, mas anti-ciência. Eles, então, começou a trabalhar para convencer os funcionários públicos e governamentais, por meio da divulgação de informações falsas, que houve um consenso entre os especialistas esmagadora, com base em provas sólidas, que os OGM eram seguros "- Jane Goodall

Agora, pegue todas as informações acima (que é apenas uma fração do que está lá fora), e pensar sobre uma mulher que está grávida. OGM (e os pesticidas que vão com eles) são bastante jovem. Eles só estive em torno desde o final de 1990, e as crianças nasceram quando o surgimento de OGM estava apenas começando agora estão crescendo. Nós ainda temos que ver os efeitos a longo prazo, e é assustador considerar que não há estudos de longo prazo têm sido citados por grandes organizações governamentais confirmam o consumo a longo prazo de alimentos transgênicos. Assim como o geneticista David Suzuki disse, "deslizando-a em nossa comida sem o nosso conhecimento, sem qualquer indicação de que não são organismos geneticamente modificados na nossa alimentação, estamos agora involuntariamente parte de uma experiência enorme."

O único estudo de longo prazo que tem sido conduzida foi feito de forma independente, obviamente, longe de patrocínio indústria. Foi publicado em Ciências Ambientais Europa no ano passado, e encontrou milho geneticamente modificado que, juntamente com a exposição herbicida Roundup causado prejuízos câncer, fígado / rim, bem como perturbação hormonal grave. Roundup Ready é pulverizado sobre as culturas geneticamente modificadas que foram projetados para resistir a ela. ( Fonte )

O ingrediente ativo em roundup é o glifosato, que foi recentemente associada ao câncer pela Organização Mundial de Saúde ( fonte ).

Pesticidas pulverizados sobre nossos alimentos também têm sido associadas a defeitos de nascimento. (Fonte ) Um artigo publicado na revista Pediatrics constatou que a exposição pré-natal a alguns dos pesticidas pulverizados sobre a nossa comida poderia prejudicar o desenvolvimento antropométrico do feto, reduzindo o peso de nascimento, comprimento e perímetro cefálico. ( Fonte )

Existem uma série de estudos que examinaram doenças induzidas de pesticidas quando se trata para o feto. Você pode ver alguns deles aqui .

Numerosos estudos têm ligado defensivos agrícolas ao autismo. Você pode encontrar esses estudos aqui .

canadense de pesquisa também identificou a presença de pesticidas associados aos alimentos geneticamente modificados no sangue materno, fetal, e não uma mulher grávida. Eles também descobriram a presença de toxina Bt da Monsanto. O estudo foi publicado no Journal Toxicologia Reprodutiva em 2011. ( fonte )

O estudo concluiu, além de pesticidas, que as toxinas Bt da Monsanto são claramente detectáveis ​​e parecem atravessar a placenta para o feto. O estudo apontou que o feto é considerado altamente susceptíveis aos efeitos adversos de xenobióticos (substâncias químicas estrangeira encontrados dentro de um organismo que não é produzida naturalmente). É por isso que o estudo enfatizou saber mais sobre OGM é crucial, porque os agentes ambientais poderiam perturbar os eventos biológicos que são necessárias para garantir o crescimento e desenvolvimento normal.

Fonte: Parte do texto traduzido de Collective Evolution.

BENEFÍCIOS DA ALIMENTAÇÃO COM PRODUTOS ORGÂNICOS.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016 0 comentários
A produção de orgânicos otimiza recursos naturais e socioeconômicos, além de respeitar a cultura das comunidades rurais e incrementar e melhorar as relações de saúde.

Produção orgânica objetiva a sustentabilidade econômica e ecológica, e minimizando o uso de energias não-renováveis e sem utilizar organismos modificados geneticamente ou radiações ionizantes.

Nas últimas décadas houve um crescimento muito grande com relação à preocupação a alimentação e sua relação com a saúde, e por isso as pessoas começaram a investir numa alimentação mais saudável.

Esta mudança de comportamento fez crescer o número de produtores de alimentos orgânicos. Ao contrário dos alimentos convencionais, os produtos orgânicos utilizam técnicas específicas, que respeitam o meio ambiente e potencializam as sinergias ambientais e os serviços ecossistêmicos durante todo o seu processo de produção.

Estes alimentos são obtidos de maneira mais natural, por isso são mais saudáveis e até mais saborosos e nutritivos. Além de frutas, verduras, legumes, grãos e ovos, vem sendo implementada também a produção de carnes orgânicas.

Na produção de ovos e carnes, o cuidado com o rebanho ou a granja é grande, já que os animais não sofrem maus-tratos e não passam por estresse. A alimentação deles é feita com grãos, cereais, sementes, verduras e legumes orgânicos e os animais são criados sem a aplicação de hormônios, anabolizantes e antibióticos. Por isso, os ovos e as carnes orgânicas são mais saudáveis.

Nos grandes centros urbanos, por exemplo, os alimentos orgânicos são encontrados à venda em “Feiras Orgânicas” ou “Feiras Verdes”, que vendem exclusivamente produtos orgânicos. Já nas “feiras livres”, as barracas de orgânicos ainda são em menor número.

É lícito ou relevante evidenciar que apesar de serem alimentos orgânicos, os cuidados com a higiene devem ser os mesmos que com os alimentos convencionais. Os alimentos orgânicos crus devem ser bem lavados e em água corrente, pois também há o risco de contaminação por bactérias e coliformes fecais.

Cana e açúcar orgânicos; grãos como soja, cacau, arroz, café; gengibre, guaraná; frutas como manga, morango, uva, pêssego, rapadura orgânica, cítricos, banana; tomate orgânico e legumes. Também néctares e sucos de frutas, geleias e cosméticos, estão na relação de orgânicos já produzidos no país.

Os alimentos orgânicos evitam os problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas e estudos tem demonstrado que, os agrotóxicos são prejudiciais ao nosso organismo e os resíduos que permanecem nos alimentos podem provocar reações alérgicas, respiratórias, distúrbios hormonais, problemas neurológicos e até câncer.

Por outro lado alimentos orgânicos são mais nutritivos. Solos ricos e balanceados, com organismos agindo sinergicamente em suas funcionalidades ecossistêmicas, acrescidos de adubação natural, produzem alimentos com maior valor nutritivo.

Alimentos orgânicos são mais saborosos. O sabor e aroma são mais intensos e em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam modificar sua composição.

Agricultura orgânica não emprega substâncias químicas ou agrotóxicos. A intensa utilização destas substâncias na produção de alimentos, afeta o ar, o solo, a água, os animais e as pessoas. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico; e tem como fundamento de sua atividade a preservação dos recursos naturais.

Evita a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, e outras. Os solos se mantém férteis pela harmonia que se estabelece entre substrato físico e micro-organismos, com o solo permanecendo sempre produtivo.

Cultivos orgânicos e agroecológicos protegem a qualidade da água. Já os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis freáticos e subterrâneos e poluem rios e lagos.

Neste contexto, a biodiversidade é protegida, e também toda a vida animal e vegetal em geral. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis. A vida silvestre, que constitui parte essencial do estabelecimento agrícola é preservada e áreas naturais são conservadas.

A produção orgânica ajuda os pequenos agricultores, sendo proveniente de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico é responsável pela fixação do homem ao campo, revitalizando as comunidades rurais.

Os cultivos orgânicos dispensam os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se fundamenta no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes. Os derivados de petróleo também sustentam a intensa mecanização.

Produtos orgânicos são certificados. A qualidade dos produtos orgânicos é assegurada por um Selo de Certificação. Este Selo é fornecido pelas associações de agricultura orgânica ou por órgãos certificadores independentes, que verificam e fiscalizam a produção de alimentos orgânicos desde a sua produção até a comercialização. O Selo de Certificação é a garantia do consumidor de adquirir produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.

Fonte: Eco debate.

ORGÂNICOS APRESENTAM MAIS ANTIOXIDANTES?

sábado, 7 de novembro de 2015 0 comentários
Frutas, cereais e vegetais orgânicos têm mais antioxidantes e menos metais tóxicos e resíduos de pesticidas do que os seus equivalentes não-orgânicos, revelou o mais amplo estudo na área até o momento, um compilado de 343 pesquisas liderado pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

No que afetam a dieta nossa de cada dia, os antioxidantes adicionais significam que a simples troca para frutas, vegetais e cereais orgânicos equivaleria a acrescentar uma ou duas porções diárias desses alimentos. Os orgânicos apresentaram uma concentração entre 19% a 69% superior de antioxidantes, que vêm sendo ligados à redução dos riscos de doenças crônicas, como as cardiovasculares e as neurodegenerativas, além de alguns tipos de câncer. Os benefícios à saúde, entretanto, ainda não foram comprovados.

Em média, foi observada, nos orgânicos, uma concentração 48% menor de cádmio, metal pesado que produz efeitos tóxicos, e os vegetais convencionais apresentaram quatro vezes mais chances de conter resíduos de pesticidas.

Essa é a comparação mais extensa feita até hoje da composição de alimentos orgânicos em relação aos produzidos de maneira convencional. De acordo com o líder do estudo, Carlo Leifert, a descoberta "constitui uma importante contribuição às informações disponíveis atualmente para os consumidores, que até agora eram confusas e, em muitos casos, conflitantes".

Os resultados contradizem um estudo de 2009 da agência reguladora de alimentos britânica, a FSA, que não havia encontrado benefícios nutricionais significativos nos orgânicos. A pesquisa da FSA se baseou em 46 publicações sobre cereais, carnes e produtos lácteos, contra as 343 publicações do mundo inteiro, revisadas por pares e reunidas na análise da Universidade de Newcastle, que foi publicada no British Journal of Nutrition.

- A principal diferença dos dois estudos é o tempo. A pesquisa na área demorou a deslanchar, e agora temos muito mais dados do que tínhamos cinco anos atrás - disse Leifert, professor de Agricultura Ecológica na universidade.

- Nossos resultados são altamente relevantes e vão ajudar tanto cientistas quanto consumidores a se posicionarem frente a informações geralmente conflitantes sobre a densidade de nutrientes dos orgânicos e de alimentos vegetais convencionais - afirmou Charles Benbrook, professor da Universidade do Estado de Washington que participou do estudo. 

Embora silencie em relação aos benefícios à saúde, a pesquisa confirma a expectativa de que, sem agrotóxicos, os vegetais produziriam mais antioxidantes, já que muitos servem justamente como um mecanismo de defesa natural das plantas contra pragas e doenças. A agricultura orgânica, ao eliminar o uso de fertilizantes e pesticidas, apresenta, entre as vantagens, a menor degradação do solo e dos rios, embora produza colheitas menos fartas, o que pode implicar no preço.

Dados de 2013 do governo federal indicam que o número de produtores orgânicos individuais no Brasil ultrapassa os 6,7 mil, sendo que existem 10 mil unidades de produção com mais de um agricultor. A maior concentração de produtores está no Nordeste, com quase 3 mil deles e 3,1 mil unidades cadastradas, seguido pelo Sul, com 1,9 mil e 3,1 mil unidades.

Mas o volume de pesquisas sobre o assunto ainda é escasso. De acordo com José Pedro Santiago, engenheiro agrônomo que é diretor da IBD, uma das maiores certificadoras de orgânicos do país, essa é uma necessidade para que os produtos se tornem menos elitistas, fato que ocorre principalmente em função dos preços de mercado:

— Essas pesquisas são raras no mundo e, ainda mais, no Brasil. Ajudam a comprovar diferenças perceptíveis de forma empírica: uma planta que recebe cargas elevadas de adubos solúveis, entre outras coisas, tem de ser diferente de uma criada no ritmo da natureza.

A lei que regula a produção orgânica no Brasil abrange desde temas trabalhistas aos ambientais e sociais. Segundo o Projeto Organics Brasil, após crescimento de 22% em 2013, o mercado de produtos orgânicos deve crescer cerca de 35% neste ano.

Por que isso é importante?
Os antioxidantes são associados à redução dos riscos de doenças crônicas, como cardiovasculares e neurodegenerativas (controle dos níveis de colesterol e prevenção ao Alzheimer, por exemplo), além de diferentes tipos de câncer. Os benefícios à saúde, entretanto, ainda não foram comprovados em estudos conclusivos.

O estudo constatou que os orgânicos apresentaram uma concentração entre 19% e 69% superior de antioxidantes. Levando em conta uma dieta recomendada de cinco frutas e vegetais ao dia, substituí-los por produtos orgânicos equivale a comer uma ou duas porções a mais desses elementos no que se refere à presença de antioxidantes.

Os antioxidantes protegem as células dos efeitos danosos dos radicais livres. Alguns nutrientes, naturalmente presentes ou adicionados nos alimentos, possuem essa propriedade.

Eles agem inibindo a formação das moléculas, impedindo o ataque dos radicais livres e reparando as lesões causadas.

A forma de ação
As células do nosso corpo estão constantemente sujeitas à formação de radicais livres. Fatores externos como poluição e radiação solar e até nosso metabolismo, pela respiração, podem liberar essas moléculas instáveis (por terem perdido um elétron) no organismo. A missão deles é recuperar o elétron por meio das moléculas que estão ao seu redor. Os antioxidantes têm a missão de "devolver" esse elétron ao radical, para neutralizar sua ação nociva.

Onde eles têm atuação
Estudos indicam que a vitamina C protege contra danos pela exposição a radiações e medicamentos. Favorece a formação de dentes e ossos, ajuda na imunidade e na respiração celular. Eficaz contra doenças infecciosas e suplemento no tratamento de câncer. A vitamina E pode impedir danos associados a doenças específicas como Alzheimer e Parkinson. A vitamina A tem apresentado ação preventiva contra vários tipos de câncer como o de mama, estômago, bexiga e pele. Está relacionada ao desenvolvimento dos ossos e à ação protetora na pele e na mucosa. Os flavonoides previnem de doenças cardiovasculares. Tem ação anti-inflamatória, hormonal, anti-hemorrágica, antialérgica e anticâncer. As catequinas podem ser benéficas para algumas doenças como diabetes tipo 1, cardiopatias e infecções virais.

Como se fartar
Entre os nutrientes com ação antioxidante, estão beta-caroteno, vitaminas A, E e C, flavonoides, isoflavona, catequinas, carotenoides, licopeno. Veja em quais alimentos encontrá-los.

Beta-caroteno — presente em alimentos de cor amarela/laranja e vegetais verdes escuros, como mamão, cenoura, abóbora, manga, pêssego, espinafre, couve, chicória, agrião.

Vitamina E — grãos e sementes oleaginosas, como gérmen de trigo, semente de girasol, noz, amêndoa, avelã. Também encontrada em couve, abacate, alface, espinafre, carne magra, produto lácteo e óleo vegetal.

Vitamina C — frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi, kiwi.

Flavonoides/isoflavona — suco de uva, vinho tinto, morango, noz, soja.

Carotenoides e vitamina A — legumes e frutas de cor laranja/vermelhas. Alguns carotenoides podem se converter em vitamina A, que também pode ser encontrada, além de em legumes e frutas, em alimentos de origem animal.

Licopeno — alimentos avermelhados, como tomate, melancia, goiaba.

Fonte: Zero Hora.

CONSUMIDOR ORGÂNICO.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015 0 comentários
A indústria de alimentos e suplementos naturais não para de crescer, motivada pela maior preocupação das pessoas com sua saúde e qualidade de vida. Cada vez mais, novos produtos do gênero são lançados e o consumidor tem hoje, várias opções à sua escolha para atender suas necessidades.

No Brasil, as mulheres respondem por 70% das decisões de compra e dão prioridade a produtos confiáveis e garantidos como benéficos à saúde. A qualidade da alimentação dos filhos é uma prioridade para as mães atentas à questão dos agrotóxicos. De modo geral, o consumidor do produto orgânico apresenta três tipos diferentes:

1 – O consumidor “ecológico”e militante:
Conscientizado e informado, esse cliente sabe bem o que quer e faz suas compras com atenção e cuidado. Olha o rótulo do produto, verifica se tem algum sêlo de certificação, quer saber a origem do produto, como foi produzido e quer garantias. É o tipo de consumidor que questiona a ausência na industria, de embalagens degradáveis para os produtos orgânicos. Procura fugir da alimentação industrializada e de produtos que tenham residuos químicos.

2 – O consumidor que quer se iniciar em um novo estilo de vida e de consumo:
Procura se informar e sabe que o padrão de sua alimentação pode melhorar em qualidade. Compra o produto orgânico, pela recomendação de outras pessoas que já o conhecem, pois está acostumada a consumir apenas as marcas tradicionais do mercado.

Nessa mesma categoria, estão aqueles que buscam um novo estilo de consumo por razões de doença ou intoxicação. Procuram melhorar a qualidade de sua alimentação, orientados por médicos e nutricionistas.

3 – O consumidor gourmet:
Procura o produto de alta qualidade, orgânico ou não. Os produtos orgânicos o interessam na medida que lhe dão a garantia de um produto fresco e saboroso. Para esse consumidor, o produto processado não pode ter conservantes ou aditivos de qualquer especie. Se orienta pelo sabor e bom gosto, pois está acostumado a degustar e escolher o melhor. É tanto ou mais exigente que o consumidor militante, ainda que por motivos diferentes.

SUSTENTABILIDADE NA COZINHA.

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Atitudes simples dentro do ambiente na cozinha, seja no âmbito doméstico ou industrial podem reverter em economia de água, luz e outros benefícios ambientais.

A primeira regra é utilizar sempre que possível alimentos frescos, a granel e minimamente processados, evitando os ultra processados e os industrializados em geral. Deve-se estimular a prática de separar o lixo orgânico de papel limpo, vidros, plásticos, metais e outros resíduos inorgânicos. Morando em casa, é aconselhável fazer uma composteira, uma horta ou direcione o lixo orgânico para lugares que reciclam. Já existem ONGs que recolhem essa preciosa base de composto orgânico nos condomínios e prédios, bem como o óleo de frituras (que não deve ir para o lixo comum nem deve ser jogado na pia).

Utilizar restos, cascas, talos e folhas de alimentos vegetais é outra prática que dialoga com a discussão de reaproveitamento alimentar. Além de enriquecer preparações, as partes normalmente descartadas de vegetais podem ser usados para preparar caldos concentrados de vegetais, diminuindo o lixo orgânico.

Os melhores utensílios para o cozimento são as panelas de barro, ferro, pedra sabão, vidro e aço inox. É aconselhável descartar panelas de tefal ou esmaltadas rachadas, pois elas liberam substâncias tóxicas e metais pesados como o chumbo. O uso adequado de panelas contribuiu para o correto cozimento dos alimentos, para a preservação de suas qualidades nutricionais e para a economia de energia ou gás.

Orienta-se evitar panelas e colheres de alumínio preferindo colheres de madeira bem seca ou de bambus para o preparo dos alimentos. O alumínio é um metal comprovadamente tóxico associado a muitos casos de alergias, hiperatividade e dificuldade de aprendizagem em crianças e deve ser evitado em panelas. Os alimentos também não devem ser guardados em utensílios de alumínio.

As facas devem ser de aço inoxidável. Deve ser restrito o uso de facas de ferro, especialmente para cortar vegetais, pois elas oxidam as vitaminas.

Os utensílios para guardar alimentos devem ser, de preferência, de vidro ou esmaltados. Usar os potes de vidro de conservas para guardar alimentos é outra prática sustentável. O uso de potes plásticos, além de ser ambientalmente questionável, pode propiciar a contaminação de alimentos gordurosos com as substâncias estrogênicas da família dos fenóis, presentes nos plásticos. Os utensílios e copos descartáveis (plástico ou isopor) que recebem liquidos quentes, bem como pratos e jarras de plástico devem ser evitados.

Fogões e refrigeradores 'ecológicos', bem regulados, e o uso de lâmpadas e aparelhos em geral que economizam energia são práticas sustentáveis importantes na cozinha. Antes de tudo a cozinha deve ser projetada com muita luz natural e equipamentos de aquecimento solar, uma vez que o sol e a luminosidade são abundantes no país.

A questão da substitução dos poluentes sacos de lixo plásticos ainda é um problema. Até que a tecnologia proporcione plásticos biodegradáveis a preços acessíveis, a proposta é reduzir a utilização. Em casa é possível usar um grande saco para conter todo o lixo da semana ou fazer saquinhos de jornal de dobradura de papel que cabem nos lixos pequenos das pias na cozinha (e banheiros também).

Para lavagem de utensílios o cuidado com o uso de água corrente economizando esse importante recurso natural é essencial. Lavar a louça em dois turnos (molhar e ensaboar e depois enxaguar é uma boa dica). Também é bom priorizar produtos de limpeza biodegradáveis ou a base de bicabornato e vinagre, evitando produtos em cuja fórmula constem componentes como cloro, formaldeído e solventes.

O forno de microondas é questionado pelo efeito desconhecido de suas ondas radiotivas. Estudos citados em Fallon e Enig (1999) demonstram mudanças no conteúdo de vitaminas nos alimentos cozidos em microondas, alteração de aminoácidos no leite, tornando-os tóxicos para o fígado e sistema nervoso. Além disso, o forno de microondas esquenta por fricção molecular que libera os radicais livres no alimento.