Google Analytics Alternative
Mostrando postagens com marcador Epilepsia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Epilepsia. Mostrar todas as postagens

DIETA CETOGÊNICA EM CRIANÇAS COM EPILEPSIA.

domingo, 24 de janeiro de 2016 0 comentários
A epilepsia é um distúrbio do cérebro que se expressa por meio de crises epilépticas repetidas, onde o indivíduo possuidor deste mal sofre convulsões (ou ataques) periódicos, durante os quais podem vir a perder a consciência por alguns segundos ou, até, por vários minutos, conforme o tipo de epilepsia em questão. O objetivo desse artigo é demonstrar que através da nutrição, pode-se melhorar a qualidade de vida destas crianças e ou adolescentes.

Os registros que temos hoje sobre a epilepsia, datam de 3500 a.C. e foram feitas pelos egípcios e sumários, embora já tenha sido detectada em fósseis filogenéticamente mais antigos que o homem, sugerindo que a doença já existia antes do homem, além de haver sido citada na Bíblia, em Mateus, Marcos e Lucas, relatando uma cura de Jesus. Por volta de 1700 a.C., surgiu, no Egito, o principal documento que tratava de neurologia na época, o “Papiro de Smith”, que citava possíveis crises convulsivas e, na mesma época, na Suméria, surgiram, também, vários outros textos. O Diagnóstico da epilepsia é sempre realizado por: neurologistas; pediatras; médicos clínicos, através de exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem, que são ferramentas auxiliares do diagnóstico. Tem que se levar em conta o histórico clínico do paciente, porém, é muito importante, já que exames normais não excluem a possibilidade de a pessoa ser epiléptica.

A Dieta Cetogênica foi desenvolvida por Wilder, um diabetologista na Mayo Clinic. Não desnutre a criança, sendo calculada de acordo com as necessidades, protéico calórico de cada faixa etária. É indicada para crianças de um a oito anos, devendo ser feita de forma rígida (deve seguir a proporção de 3 a 5 g de gorduras para 1 carboidrato), tendo os alimentos sempre muitos bem pesados e quantificados. Chega a promover 75% de controle sobre as convulsões e, as crianças com as convulsões controladas podem voltar a uma dieta normal dentro de dois a três anos. É necessário que haja paciência e dedicação tanto por parte dos pais quanto dos pacientes.

O tratamento dietoterápico é voltado principalmente às crianças, pelo fato de nem sempre ser eficaz em adultos, visto que estes já possuem hábitos alimentares enraizados tornando – se mais difícil à aceitação da dieta, mas não impossível. A dieta deve sempre garantir o crescimento e o desenvolvimento das crianças, bem como a manutenção da saúde em casos de adultos. Os efeitos colaterais dos medicamentos são minimizados e sua eficácia é aumentada com o auxílio da dieta. Deve-se buscar adequar a dieta aos horários e tipos de medicamentos. A dieta cetogênica elimina o açúcar, restringe as proteínas e é rica em alimentos com alto teor de gorduras. O que ocorre com o organismo em jejum é a utilização da reserva corporal de lipídeos para a obtenção de energia, ou seja, o que a dieta faz é modificar a fonte energética do organismo que, ao invés de utilizar a glicose como fonte de energia, é forçado a utilizar a gordura.

A depleção de gordura deixa resíduos chamados “corpos cetônicos” no sangue, que são filtrados pelos rins e excretados na urina. Na presença de grandes quantidades destes corpos cetônicos as convulsões são mais bem controladas; ou seja, através da dieta cetogênica o paciente permanece em cetose constante e o estado de cetose, por sua vez, favorece mecanismos que evitam as crises epilépticas. Além disso, a quantidade de água corporal durante o jejum é menor do que a normal, devendo-se fazer também a limitação da ingestão de líquidos.