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GASTRONOMIA FUNCIONAL: UM PRATO CHEIO PARA SAÚDE.

sexta-feira, 12 de maio de 2017 0 comentários

Logo no início da vida, ficamos satisfeitos com o consumo limitado de alimentos.

Porém, à medida que vamos descobrindo novos sabores e texturas, nós nos tornamos mais exigentes. Ao longo dos anos, quando adquirimos uma consciência alimentar maior, passamos a identificar os alimentos que nos fazem bem ou não, que mexem com nossas sensações e emoções, ampliando, assim, nossas escolhas.

Nessa deliciosa história da alimentação humana, o sabor foi um fator decisivo para o desenvolvimento da arte de comer e beber. Com a utilização de condimentos, aprendemos a harmonizar, descobrimos a arte da gastronomia e aliamos os prazeres à mesa com a sua função mais simples: manutenção da saúde do organismo.

Paralelo a isso, vieram as grandes transformações do século XX e os desafios de alimentar grandes populações urbanas, trazendo a comida enlatada, congelada e rápida. Mais opções, mas menos nutritivas. O que estamos novamente presenciando e uma revolução alimentar, porém, dessa vez no sentido espiral. Um resgate a tradição, ao sabor e a nutrição consciente.

Dentro deste contexto, muito se fala sobre a gastronomia funcional, que alia o sabor a saúde. O conceito define a técnica da escolha e do preparo dos alimentos com foco na melhoria da qualidade de vida.

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina como funcionais os alimentos ou ingredientes que, além das funções nutricionais básicas, quando consumidos na dieta usual, produzem efeitos benéficos a saúde, devendo serem seguro para consumo sem supervisão medica. Um termo novo para classificar algo que sempre existiu, mas que nunca esteve tão em alta.

As primeiras pesquisas sobre alimentos que evidenciavam algum benefício à saúde foram de caráter epidemiológico. No ínicio do século passado, Thomas Latimer (Peter) Cleave (1906-1983) pesquisou os efeitos negativos do consumo de carboidratos refinados para a saúde (principalmente açúcar e farinha branca), que não estariam disponíveis durante a evolução humana primitiva.

Em 1977, ele já dizia para a revista americana Time Magazine que “o homem é o que ele come”, parafraseando um antigo provérbio, que provou ser profético anos mais tarde.

Outro estudioso, Edward Giovannucci, professor de nutrição e epidemiologia de Harvard, apontava, em 1986, correlações entre o consumo cotidiano de produtos de tomate, que são ricos em licopeno, e a reduzida incidência de câncer de próstata. Segundo ele, em revisão lançada em 1999, no Journal of the National Cancer Institute, os benefícios trazidos pela ingestão do molho de tomate possivelmente se resultariam da interação entre vários carotenoides, o ácido ascórbico e outros compostos antioxidantes.

Como se vê, pesquisas nesse campo sempre existiram. Patologias como câncer, diabetes, hipertensão, mal de Alzheimer, doenças ósseas e cardiovasculares entraram para o rol de doenças que veem na nutrição uma forma complementar de combater seus males. Cardápios balanceados fortalecem o organismo no processo da cura e exploram componentes químicos vitais para a funcionalidade dos alimentos: carotenoides, flavonoides, ácidos graxos como ômega-3, probióticos, fibras, dentre outros.

No entanto, nunca a gastronomia associada à saúde foi tão reconhecida. Virou tendência, assim como o boom que estamos presenciando de cursos, programas de televisão, revistas e livros voltados para a culinária.

Quem se aventura pelos caminhos da gastronomia funcional precisa muito mais do que uma boa mão para a cozinha, deve dominar os conceitos de nutrição e conhecer os fundamentos da química, essencial para o momento do preparo.

O livro “Nutrição - Conceitos e Controvérsias” (Sizer, 2002) mostra algumas regras gerais sobre a obtenção e conservação dos princípios ativos (fotoquímicos) presentes nos alimentos funcionais. Eis aqui algumas dicas preciosas para quem deseja novas formas de se alimentar bem:
- escolher frutas e vegetais da estação colhidos na fase completamente madura;

- dar preferência para alimentos orgânicos, preparados crus, assados ou no vapor, evitando longos períodos de fervura;

- armazenar frutas e vegetais sob-refrigeração para reduzir a destruição enzimática ou oxidativa dos fotoquímicos.

O resultado dessa consciência alimentar está intimamente ligado ao bem-estar físico, social e mental e já atrai um publico crescente de adeptos, que divulga abertamente nas redes sociais os benefícios sentidos e começam a popularizar expressões como alimentos probióticos e sono anabólico, ajudando na propagação dos benefícios da gastronomia funcional.

Mas um ponto importante nos relatos dos resultados, e que muitas vezes fica esquecido, e a percepção individual. As necessidades pessoais são distintas e precisam ser avaliadas cuidadosamente para que os objetivos traçados com um cardápio funcional sejam alcançados, pois nossos organismos não digerem um alimento da mesma forma, assim como não reagem igualmente aos exercícios, medicamentos ou ao clima, por exemplo.

“A individualidade bioquímica e a alimentação funcional não podem ser dissociadas”, explica a chef Sabrina Faccio, que trocou a alta gastronomia pela funcional.

Acostumada a aguçar os sentidos em cozinhas sofisticadas, ela dedica-se agora a um Mestrado em Alimentação e Nutrição em Barcelona e incorpora o grupo de pesquisa e desenvolvimento da Essential Nutrition. Sua proposta e buscar novas soluções alimentares, apoiadas em estudos científicos.

Sabrina descreve duas tendências sobre o futuro da alimentação, vislumbrada em um passado recente. A primeira, tradicionalista, baseia-se no resgate das origens, do natural e da agricultura local. Já a segunda caminha para fórmulas nutricionais, alimentos sintéticos e proteína texturizada, apresentados em formas variadas.

No entanto, ela acredita ainda em uma terceira: na perfeita união da natureza com a ciência, pois alem de buscar usar os ingredientes normais da gastronomia funcional, ela esta usando suplementos funcionais em sua nova culinária.

Para pesquisar um pouco mais sobre o assunto, a chef fez da cozinha da sua casa um verdadeiro laboratório e utiliza como ingredientes whey protein, enzimas digestivas, probióticos e tantos outros suplementos, buscando a inclusão de nutrientes com ação funcional sobre o corpo, sempre no ponto certo para aproveitar o melhor dos nutrientes. Sua busca constante e para associar o sabor da alta gastronomia com os conceitos da funcional, dando um passo evolutivo nesta arte: usar como ingredientes o que existe de mais avançado em suplementos nutricionais. Sua comida e de verdade, e, preferencialmente, orgânica. Sal, somente do Himalaia. A manteiga e Ghee e para aquecer, apenas óleo de coco.

Ao pesquisar um pouco mais sobre as receitas da chef, percebemos claramente que existem técnicas, ingredientes e linhas condutoras na cozinha praticada por ela. Baixo índice glicemico, baixa frutose, baixa sacarose e carboidratos complexos são alguns exemplos.

Do lado gastronômico, Sabrina traz a capacidade criativa, o cuidado com o preparo, a preocupação com a escolha dos alimentos e a paixão por receber. “Quero que meus convidados desfrutem mais do que uma experiência gastronômica incrível, quero proporcionar bem-estar”, conta ela, lembrando-se da participação no stand da Essential Nutrition este ano, no Ironman, em Florianópolis. “Preparamos algo bem especifico a base de glutamina, d-ribose e whey protein, para recuperar as energias perdidas pelos atletas durante a prova. Tudo sem glúten, sem lactose e absolutamente saboroso”.

Basta olhar as fotos dos pratos prontos para identificar na gastronomia funcional com o uso de suplementos um esforço para resgatar o prazer por comer aliado a saúde e colocar no passado recente a teoria que se pregou de uma dieta saudável, restritiva e sem graça. Aqui a regra e o equilíbrio: não a restrição e sim a expansão.

Se você tem alguma dúvida se estamos falando de mais um daqueles modismos alimentares, prepare-se para as infinitas possibilidades que a gastronomia funcional com o uso de suplementos pode lhe proporcionar.

FLAVONOIDES.

quinta-feira, 27 de abril de 2017 0 comentários
Os flavonoides são compostos encontrados, principalmente, em frutas e hortaliças. São considerados fitonutrientes, substâncias que protegem a vitalidade das plantas, preservando-as de agressões externas, como insetos, mudanças climáticas, entre outros.

O consumo de alimentos com alto teor de flavonoides apresenta efeitos benéficos ao organismo, por realizar ações importantes à saúde, principalmente devido sua ação antioxidante. Estão divididos em subclasses, sendo elas: flavonas, flavonóis, isoflavonas, flavononas, antocianinas, flavonols, flavonóis.

benefícios dos flavonoides
Antioxidante: pode ajudar no combate aos radicais livres, protegendo as células e prevenindo o envelhecimento precoce.
Anti-inflamatório: podem auxiliar na redução do processo inflamatório comum na obesidade.
Alívio dos sintomas da menopausa: pode ajudar a diminuir a quantidade de ondas de calor em mulheres durante e após a menopausa.
Prevenção do câncer: devido a potente ação antioxidante, pode ajudar a prevenir a formação de alguns tipos de câncer.
Diminuição do risco de aterosclerose (acúmulo de gordura em artérias): o efeito antioxidante pode ajudar a evitar o acúmulo e processo inflamatório das gorduras nas paredes das artérias, reduzindo o risco de enfarte ou AVC.

onde encontrar flavonoides?
Flavonoides podem ser encontrados em diversos alimentos de origem vegetal. Normalmente estão presentes em frutas avermelhadas, vegetais, cereais e sementes:
Uva e vinho tinto, presentes em grande quantidade
Morango
Maçã
Romã
Blueberry
Framboesa
Brócolis
Couve
Cebola
Chá verde
Chá preto
Café
Chocolate amargo
Mel

recomendação de consumo dos flavonoides
Não há recomendação diária exata de flavonoides e a quantidade ingerida varia de acordo com a ingestão de alimentos ricos em flavonoides. Lembrando que para oferecer todos os benefícios para saúde, devem estar associados com uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas.

Fonte: Natue.

CHÁ DE HORTELÃ-PIMENTA MELHORA MEMÓRIA E ATENÇÃO.

quarta-feira, 11 de maio de 2016 0 comentários
Camomila versus hortelã
O chá de hortelã-pimenta melhora a memória de longo prazo e a memória de trabalho em pessoas saudáveis.

A hortelã-pimenta (Mentha  piperita) é uma hortelã híbrida, obtida do cruzamento entre a Mentha aquatica e a Mentha spicata. É popularmente indicada como descongestionante nasal, antigripal, vermífugo, digestivo e analgésico.

Um total de 180 participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber um copo de chá de hortelã-pimenta, chá de camomila ou de água quente.

Inicialmente os voluntários completavam questionários relacionados com o seu humor, ou estado de espírito, e então tomavam a bebida.

Depois de 20 minutos de descanso, eles faziam testes que avaliavam sua memória e uma variedade de outras funções cognitivas. Finalmente, preenchiam outro questionário sobre seu humor.

Memória e estado de alerta
Os resultados mostraram que o chá de hortelã-pimenta melhora significativamente a memória de longo prazo, a memória de trabalho e o estado de alerta em comparação tanto com a camomila quanto com a água quente.

Na verdade, o chá de camomila desacelerou significativamente a memória e a atenção em comparação tanto com a hortelã-pimenta quanto com a água quente.

"É interessante ver os efeitos contrastantes sobre o humor e a cognição dos dois diferentes chás de ervas. Os efeitos de aceleração e despertar da hortelã-pimenta e os efeitos calmantes e sedativos da camomila observados neste estudo estão em consonância com as alegadas propriedades destas ervas e sugerem que efeitos benéficos pode ser obtidos com seu uso," disse Mark Moss, que realizou o estudo em conjunto com seus colegas Robert Jones e Lucy Moss, da Universidade de Northumbria (Reino Unido).

3 RECEITAS DE DOCES FUNCIONAIS.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016 0 comentários
Cookies de Manteiga de Amendoim
Ingredientes:
1 ovo
3/4 xícara de mascavo
1/2 xícara de demerara triturado
4 colheres de sopa de pasta de amendoim
1/2 xícara de farinha de arroz
2 colheres de sopa de farinha de linhaca dourada
1/2 xícara de farinha de amêndoas
2 colheres de sopa de fecula de batata
2 colheres de sopa de polvilho doce
1 colher de chá de fermento em pó 
Gotas de chocolate a gosto

Modo de fazer:
Misture os ovos, a pasta de amendoim e os açúcares até ficar homogêneo. Adicione as farinhas aos poucos e por último o fermento e as gotas. Leve para a geladeira para firmar por 15-20 minutos. Faça os cookies com as mãos, achatando-os levemente. Leve ao Forno 180 graus por 15 minutos.

Cookies de Macadâmias
Ingredientes:
1 ovo
100g de ghee
80g de mascavo
80g de demerara
80g de fécula de batata
40g de farinha de arroz
30g de farinha de macadâmias (só triturá-las ate virar pó)
1 colher de café de essência de baunilha
1/2 colher de café de bicarbonato
Pitada de sal

Modo de fazer:
Junte as farinhas, o sal e o bicarbonato. Reserve. Na batedeira coloque a ghee e os açúcares. Bata ate formar um creme bem fofo. Coloque o ovo e a essência. Bata mais. Incorpore os secos com uma espátula. Coloque os cookies na forma e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 15 min. Rende de 16 a 20 cookies dependendo do tamanho.

Cupcake funcional de amendoim
Ingredientes:
3 ovos
1 xícara de farinha de arroz
1/2 xícara de fécula de batata
1 xícara de farinha de amêndoas
1/2 xícara de amendoim sem casca e sem sal moído
2 xícara de açúcar demerara
3/4 xícara de óleo de girassol ou de coco
50 ml de iogurte lacfree ou 50 ml de leite de amêndoas com 1/2 limão espremido
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de sopa rasa de fermento em pó

Modo de fazer:
bata os ovos, o demerara e o óleo ate dobrar de volume. Junte o iogurte e as farinhas. Por ultimo incorpore o fermento e o bicarbonato. Leve ao forno 180 graus por 15-20 minutos. Cobertura: pasta de amendoim de sua preferência.

RICOS EM FITOQUÍMICOS, VEGETAIS INFLUENCIAM NA REPROGRAMAÇÃO DO DNA.

terça-feira, 28 de julho de 2015 0 comentários


Independente de gostarmos ou não dos alimentos vegetais, existe uma importante razão, talvez a mais poderosa, para você inserir esses alimentos sempre em suas refeições: eles são ricos em moléculas, denominadas fitoquímicos, que podem alterar a sua genética.

Esse efeito epigenético ativado pelos alimentos de origem vegetal junto com todos os benefícios antioxidantes e anti-inflamatórios justificam porque sempre ouvimos que frutas e vegetais fazem bem para saúde. 

Na maioria das vezes pensamos em nosso código genético, como uma sequência de DNA, herdada de nossos pais e que irá sinalizar o nosso destino: se seremos magros, inteligentes ou se teremos diabetes. Mas, mais importante que nossos genes para determinar a saúde e como iremos envelhecer, é como os genes interagem com a dieta e o estilo de vida. Mesmo que tenhamos herdado algum gene não muito favorável, em muitos casos, podemos influenciar através dos hábitos a expressão desse gene ou não.

Ricos em polifenóis, o brócolis, a couve, a uva, o mirtilo e o feijão estão entre os alimentos indicados (Foto: Getty Images)

Dentro das célula, isso é possível através das alterações epigenéticas – pequenas modificações que ocorrem no DNA, influenciadas pela dieta, estilo de vida e fatores ambientais a que cada um é exposto. A mais comum dessas alterações, é uma adição de um grupo metila ao DNA (metilação) ou a proteínas, que compactam o DNA, as histonas. 

Assim como a sequência de DNA, as alterações epigenéticas também podem ser transferidas ao longo das gerações. Mas ao contrário do código genético, as modificações epigenéticas são reversíveis e podem ser alteradas todos os dias ao longo da vida, dependendo das interações do indivíduo com o ambiente. 

A visão dos alimentos devem ir além das proteínas, carboidratos e gorduras que nos fornecemenergia e nutrientes. Os alimentos podem inibir, através do mecanismo epigenético, a manifestação de alguns genes que poderiam levar o indivíduo a desenvolver uma doença, por exemplo. 

A ciência está começando a entender como essas alterações se relacionam com o desenvolvimento da obesidade. Já durante a gestação e lactação, mudanças epigenéticas podem alterar a programação genética provocando um desequilíbrio ao longo da vida entre a ingestão e ogasto energético.

Na vida adulta, esse desequilíbrio pode alimentar as chances do indivíduo desenvolver obesidade, síndrome metabólica e até mesmo diabetes tipo II. Alterações epigenéticas precoces parecem afetar como o corpo responde a determinadas dietas como as de alto teor de proteínas e baixo teor de carboidratos e como os hormônios relacionados ao apetite e o reganho de peso.

O próximo passo é determinar quais são os fitoquímicos que podem alterar epigeneticamente o risco de desenvolvimento da obesidade e sobrepeso. Quando nos alimentamos, devemos pensar em ingerir aqueles que promovam a integridade do nosso DNA e interações saudáveis com o ambiente. Os já conhecidos e que são os mais saudáveis epigeneticamente falando são os ricos em polifenóis. Essas substâncias são encontradas em frutas, vegetais, sementes e castanhas.

Alguns exemplos desses micronutrientes são:
• Catequinas, encontradas nos chás verde e preto;
• Curcumina, raiz com pigmentação amarelada e com importante atividade anticancerígena;
• Resveratrol, encontrado em uvas, mirtilo e algumas castanhas;
• Isotiocianato, encontrado em verduras como brócolis, couve etc.
• Isoflavonas, encontradas nos feijões.

Ter conhecimento de que temos uma herança mas que ela não será o fator determinante da nossa saúde e bem estar é fundamental. Temos hoje a informação e o livre arbítrio e temos que ter a consciência que nossas escolhas hoje influenciam as gerações futuras.

Referências:
• Rabajante JF, Babierra AL (January 30, 2015). "Branching and oscillations in the epigenetic landscape of cell-fate determination". Progress in Biophysics and Molecular Biology.
• Berger SL, Kouzarides T, Shiekhattar R, Shilatifard A (2009). "An operational definition of epigenetics". Genes Dev. 23 (7): 781–3.
• Rando OJ, Verstrepen KJ (February 2007). "Timescales of genetic and epigenetic inheritance". Cell 128 (4): 655–68.
• Pan MH, Lai CS, Wu JC, Ho CT. Epigenetic and disease targets by polyphenols. Curr Pharm Des. 2013;19(34):6156-85.
• Yang P1, He X1, Malhotra A. Epigenetic targets of polyphenols in cancer. J Environ Pathol Toxicol Oncol. 2014;33(2):159-65.

Fonte: Eu atleta.

NUTRIÇÃO FUNCIONAL.

terça-feira, 4 de novembro de 2014 0 comentários
A Nutrição tradicional se preocupa geralmente com a saúde coletiva, buscando o estabelecimento de recomendações, as quais, se seguidas por um grupo de indivíduos, melhorarão o estado de saúde deste grupo como um todo. O modelo de conhecimento adotado geralmente é fragmentado, cartesiano, e fraciona o ser humano, desconsiderando a inseparabilidade entre as partes e a totalidade do ser. 

A Nutrição Funcional, por sua vez, considera a individualidade bioquímica do paciente, e, desta forma, as suas necessidades particulares. A Nutrição Funcional considera a interação entre todos os sistemas do corpo, incluindo as relações que existem entre o funcionamento físico e aspectos emocionais, e possui cinco princípios básicos: 

Individualidade bioquímica 
É o conjunto de fatores genéticos que controlam o metabolismo, as necessidades nutricionais e a sensibilidade ambiental de cada pessoa. A realização de exames laboratoriais, além do exame clínico detalhado, ajuda a conhecer a individualidade bioquímica do paciente, sendo fundamental para a prescrição de dietas funcionais. 

Tratamento centrado no paciente, e não na doença 
O foco dos tratamentos convencionais em saúde costuma ser a doença, e não o paciente. A Nutrição Funcional considera que o cuidado nutricional não deve considerar apenas o diagnóstico, e sim decodificar as mensagens expressas pelo paciente segundo as etapas do atendimento, que incluem anamnese clínica, psicossocial e econômica, medicamentos utilizados, exames bioquímicos e o conhecimento do diagnóstico clínico. 


Assim, o atendimento em Nutrição Funcional considera a integralidade do ser humano, uma vez que o corpo humano é único, estruturado em órgãos e sistemas que se interdependem. 

Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes 
Para que haja otimização da absorção de nutrientes, bem como de seu aproveitamento pelas células, torna-se importante a oferta de nutrientes em quantidades adequadas e em equilíbrio com todos os outros. É fundamental, portanto, conhecer o conceito de biodisponibilidade de nutrientes. 

A biodisponibilidade de um nutriente ingerido pode ser definida como sua acessibilidade para processos metabólicos e fisiológicos. 
Ou seja, a eficiência com que um componente da dieta é utilizado sistematicamente por meio de vias metabólicas normais. A biodisponibilidade é uma resposta da interação entre a dieta, o nutriente e o indivíduo, e em níveis fisiológicos pode ter influência para o lado benéfico. Por outro lado, pode afetar a natureza e gravidade toxicológica devido ao excesso.

São fatores que afetam a biodisponibilidade: concentração do nutriente, fatores dietéticos, forma química do nutriente, interação entre nutrientes, digestão, transferência, distribuição e armazenamento, condição nutricional e de saúde do indivíduo, perdas por excreção e, por fim, o metabolismo e utilização biológica do nutriente. 

Relações entre fatores fisiológicos 
Todas as funções de nosso corpo estão interligadas. A Nutrição Funcional considera a inter-relação de todos os processos bioquímicos internos, de forma que um influencia no outro, gerando desordens que abrangem os diversos sistemas. 

Hoje sabemos, por exemplo, que disfunções imunológicas podem promover doenças cardiovasculares, que desequilíbrios nutricionais provocam desequilíbrios hormonais e que exposições ambientais podem precipitar síndromes neurológicas como a doença de Parkinson. 

Esta “teia” conduz a organização do raciocínio na busca da compreensão dos desequilíbrios que estão nas bases funcionais do desenvolvimento das condições clinicas, corrigindo a causa, ao invés de apenas os sintomas genéricos. 

Saúde como vitalidade positiva 
A saúde não é meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações entre os sistemas orgânicos, por isso deve-se analisar os sinais e sintomas físicos, mentais e emocionais que podem estar nas bases dos problemas apresentados. 

A Nutracêutica, termo introduzido em 1989 por Stephen DeFelice a partir da conjunção dos conceitos de Nutrição e Farmacêutica, se constitui em um campo científico cujo objeto de estudo é a investigação dos componentes químicos presentes nos alimentos e plantas medicinais e sua influência na promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças. 

Simultaneamente, também passou a ser difundido o conceito de alimento funcional, o qual é definido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), órgão do Ministério da Saúde, como “O alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais ou de saúde pode, além de funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutriente, produzir efeitos metabólicos e ou fisiológicos e ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica”. 

Utilizando as propriedades dos alimentos funcionais, os nutricionistas atualmente podem elaborar cardápios individualizados, que proporcionem equilíbrio de nutrientes, hormônios e neurotransmissores, dentre outros componentes regulatórios do metabolismo. Desta maneira, podem contribuir para a prevenção e tratamento de distúrbios como obesidade, diabetes, câncer, envelhecimento, osteoporose, doenças cardiovasculares, dentre muitos outros.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - 

ALIMENTOS CONTRA O CÂNCER.

terça-feira, 23 de setembro de 2014 0 comentários

Dá pra medir quanto um tema é alvo do interesse público e acadêmico quando conferências são montadas exclusivamente para debatê-lo. Então junte algo que fazemos pelo menos três vezes ao dia - todo santo dia - com uma das maiores preocupações da humanidade na esfera da saúde e você tem uma mesa farta para estudos e discussões. Afinal, até que ponto nossa alimentação reduz ou aumenta o risco de um tumor? Essa foi uma das perguntas que nortearam o último Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer/Ganepão, recém-realizado na capital paulista.

Pergunta que move experiências em laboratório e levantamentos populacionais pelo mundo inteiro. E que faz muito sentido, uma vez que, tudo leva a crer, nossas escolhas alimentares pesam em nossa suscetibilidade a tumores. De acordo com Antônio Carlos Buzaid, chefe do Centro de Oncologia Antônio Ermírio de Moraes, do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, embora haja controvérsia sobre o papel isolado de certos nutrientes, já não restam dúvidas de que a dieta pode interferir no destino das nossas células. "Estudos com diversas populações mostram que a ingestão adequada de vegetais diminui a probabilidade da doença", exemplifica. 

É aí que entra e começa a pecar o cardápio do brasileiro. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, nove em cada dez cidadãos consomem menos do que 400 gramas de frutas e hortaliças por dia, meta equivalente a cinco porções e recomendada pelo Fundo Internacional de Pesquisa em Câncer. Esse débito, consequência das rotinas atribuladas e das mudanças no padrão alimentar, só vem contribuir para que os números da doença no país sigam em ascensão - calcula-se que, em 2014, serão mais de meio milhão de novas vítimas. "Em vez de lavar, picar e temperar uma verdura, as pessoas partem direto para o sanduíche com embutidos", descreve o jantar de muita gente a médica Lunamaris de Abreu, da Associação Brasileira de Nutrologia. Hoje se economiza tempo, mas amanhã ou depois...

Parece discurso batido esse de privilegiar os alimentos de origem vegetal, mas o fato é que, até o momento, nada os supera na posição de guarda-costas do organismo. Direta ou indiretamente, substâncias fornecidas por alho, tomate e brócolis impediriam danos ao DNA das células. Esses danos são o primeiro passo para a multiplicação celular perder o controle e dar origem a um tumor. Por serem fibrosos, frutas, verduras e legumes ainda promovem outra blindagem, sobretudo no sistema digestivo. "As fibras favorecem o trânsito intestinal e reduzem o contato das mucosas com moléculas cancerígenas", aponta o nutricionista Fábio Gomes, do Inca. 

No reino animal, enquanto o exagero na carne vermelha é um dos maiores alvos de crítica, a boa reputação continua mesmo a cargo dos peixes ricos em ômega-3, como a sardinha. "A ingestão rotineira dessa gordura está associada a uma queda de 14% no risco de câncer de mama", conta Rita de Cássia Castro, professora de nutrição da Universidade Potiguar, em Natal (RN). E por que o de mama? Eis uma das questões que formam o complexo quebra-cabeça do elo entre alimentação e câncer. Ao que tudo indica, existem áreas do corpo mais sensíveis aos efeitos da dieta.

Uma compilação de dados assinada por autoridades de saúde britânicas informa, por exemplo, que o nível de evidências sobre o impacto das hortaliças na diminuição do risco de câncer de esôfago é de consistência forte. Bem diferente da situação dos pulmões. Ainda não dá para cravar que os vegetais ajudam a prevenir a doença ali. 



Essa complexidade passa por outro ponto: não podemos transpor os achados de laboratório para a realidade do corpo humano. Um caso emblemático foi apresentado pela nutricionista Danielle Fontes de Almeida, de São Paulo, no Ganepão. Estudos com células e ratinhos mostram que compostos do chá-verde são, por vários mecanismos de ação, um petardo anticâncer. Mas os trabalhos clínicos, feitos com populações humanas, não trazem resultados tão animadores assim... 

Embora tenha ingredientes antioxidantes e anti-inflamatórios, o chá-verde não diminuiu a incidência de câncer de mama e cólon, segundo uma revisão epidemiológica englobando 49 mil pessoas. Outro artigo descobriu que tampouco havia vantagem em matéria de próstata. Por outro lado, um trabalho com chinesas captou um impacto protetor frente a tumores mamários. Tudo isso serve para ilustrar que diversos fatores alteram a equação aparentemente simples que faz um alimento minimizar o risco de câncer. Preparo, dose, interação com nossas células e genes... Em tese, o chá-verde pode resguardar você e fazer pouca diferença para o seu vizinho. A nova fronteira da ciência da nutrição é justamente esta: entender, com base no genoma, quem tira proveito do quê... E esse raciocínio não se resumiria às xícaras de chá. 

PARA NÃO SENTIR NA CARNE
Uma dieta saudável não vive de inclusões. Também cobra moderação, talvez uma ou outra exclusão. Nesse sentido, o menu anticâncer pede que você reflita sobre a sua dependência de bifes, hambúrgueres e companhia ilimitada. O conselho para maneirar na carne vermelha vem de um novo estudo da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo (só) 88.803 mulheres. Não houve margem de dúvida: tiveram mais câncer de mama aquelas que se fartavam desses alimentos. "Substâncias cancerígenas que surgem durante a exposição da carne a altas temperaturas podem justificar essa relação", diz a pesquisadora Maryam Farvid. Está aí por que o churrasco e a fritura não deveriam ser visitantes diários do seu prato. 

A conclusão de Harvard legitima um dos pilares que sustentam a última diretriz de prevenção da doença da Sociedade Americana de Câncer: limitar a ingestão de carne vermelha e embutidos. A entidade ainda endossa o consumo de vegetais, sugere trocar produtos refinados por integrais, pede cuidado com o álcool e manda ficar de olho no peso, uma vez que a obesidade também financia tumores.

Ora, se alimentos influem na prevenção, será que não dariam suporte a quem passa pela doença? O assunto, claro, não escapou ao Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer/Ganepão, até porque cresce o número de pesquisas verificando como os nutrientes enfrentariam tumores. Em uma das palestras, o nutrólogo Sidney Federmann, de São Paulo, apresentou cases de sucesso sobre o apoio dos alimentos durante o tratamento. "Não proponho substituir cirurgias ou quimioterapias por uma dieta, mas já temos dados de credibilidade que permitem recomendar alguns alimentos como parte do plano terapêutico", diz.



É o que o médico chama de oncologia nutricional. No protocolo desenvolvido por ele, o paciente tem de focar em cereais integrais, sementes, leguminosas, trigo germinado, frutas e verduras cruas e abolir proteínas de origem animal, incluindo o leite - aliás, esse alimento ainda é tema de muita controvérsia em se tratando de câncer.

O socorro dos nutrientes ao longo do tratamento é crucial porque a doença e a própria terapia tendem a fragilizar o indivíduo. "Algumas medicações contra a dor geram constipação e, aí, temos de aumentar a oferta de fibras", exemplifica a nutricionista Ana Gabriela Gouveia, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. "Mas, em geral, o paciente deve seguir as bases de uma dieta equilibrada, fracionando as refeições e evitando frituras e industrializados", esclarece.

O acompanhamento nutricional nessas horas faz a diferença porque a fome e o prazer à mesa não raro saem prejudicados em meio ao contra-ataque. Com informações de 4.822 pacientes, o Inquérito Brasileiro de Nutrição Oncológica do Inca constatou que 28,7% deles têm perda de apetite, 14,3% consideram a comida sem sabor e quase a metade diminui mesmo a ingestão total de alimentos. Nada que não possa ser remediado ampliando a variedade do cardápio e recorrendo a truques culinários. Mais que forrar a barriga, os nutrientes que ganham o corpo vão aumentar as chances de derrotar a doença. 


DÊ FLORES AO SEU PRATO
Brócolis, couve-flor, repolho, acelga, rúcula... Essa família, a das brássicas, é motivo de respeito quando se fala em comida com vocação para afastar tumores. Abordados em mais de uma palestra no Congresso Brasileiro de Nutrição e Câncer/Ganepão, esses alimentos são uma senhora fonte de glicosinolatos. Quando tais compostos são cortados e mastigados, há uma reação química que dá origem aos isotiocianatos, substâncias muito estudadas por sua ação anticâncer. "Elas protegem as células de elementos tóxicos como os poluentes", diz a nutricionista Rita de Cássia Castro, professora da Universidade Potiguar (RN). O mais famoso desse grupo, o sulforafano dos brócolis, ainda atua diretamente sobre o DNA, ativando genes supressores de tumores. 

PROTEÇÃO QUE VEM DO MAR















Os jornalistas de SAÚDE são testemunhas de que praticamente não existe um grande evento científico de nutrição que deixe de contemplar o ômega-3, a gordura dos pescados marinhos. Até porque uma de suas propriedades é defender nosso corpo do câncer. Estudos epidemiológicos realizados na Ásia já associam o consumo de peixes ao menor risco de tumores mamários, por exemplo. Isso porque o mais prestigiado dos ácidos graxos tem um belo efeito anti-inflamatório. "Se o corpo vive em um estado de inflamação crônica, ocorrem agressões às células que podem afetar seu material genético", explica o nutricionista Fábio Gomes, do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Para evitar esse processo que culmina na doença, dedique três refeições da semana a sardinha, cavalinha, salmão...

DE GRÃO EM GRÃO

...diminuímos a probabilidade de um câncer aparecer. Os grãos, no caso, são de feijão, ervilha, lentilha, soja e até o de bico.

Integram a família das leguminosas, um dos melhores redutos de fibra do planeta. Essas substâncias interagem com a flora intestinal e colaboram para a formação do bolo fecal. Assim, nos domínios do intestino, fazem com que compostos tóxicos sejam eliminados antes de agredirem as células. As vantagens não se restringem à redução no risco do câncer de cólon. Pesquisas já demonstraram uma associação inversa entre a ingestão de fontes fibrosas e a incidência de tumores de mama e pâncreas. Aliás, os grãos escuros, como o feijão-preto, oferecem mais antioxidantes, legítimos zeladores celulares. 

O PURO SUMO DA FRUTA FRESCA



















É de perder a conta o número de substâncias encontradas nas frutas com capacidade de resguardar as células humanas. E a cada dia um estudo é publicado relatando as propriedades de fitoquímicos e afins. Na feira, porém, merece destaque a uva vermelha. Experimentos com o suco de uva integral realizados em cobaias pela biomédica Caroline Dani no Centro Universitário Metodista de Porto Alegre (RS) indicam que seus componentes barram inflamações e danos celulares capazes de levar ao câncer. Mas não precisa viver de uva, não. Trate de comer maçãs, laranjas... Até porque uma revisão assinada por estudiosos chineses revela que a ingestão de frutas em geral afugenta tumores gástricos.

O PARADOXO DO CHÁ-VERDE




















Ele entra na maioria das listas de alimentos que combatem o câncer. "Uma de suas substâncias, a epigalocatequina, suprime a proliferação celular e combate inflamações", diz a bioquímica Elaine Hardman, da Universidade Marshall (EUA). Mas os resultados dos estudos clínicos com a bebida ainda nos fazem questionar seu real efeito protetor. 

ESPANTA ATÉ TUMOR


















O alho encabeça a seleção de alimentos anticâncer escalada pelo famoso oncologista francês David Khayat, do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. Segundo o professor, o tempero defende principalmente o esôfago, o estômago, os rins e o intestino. Seu talento? "Ele tem um antioxidante poderoso, a alicina", entrega Khayat. "Essa substância estimula o sistema imune a detectar e destruir células cancerosas e ainda pode induzir o suicídio dessas unidades defeituosas", explica. Aproveitamos melhor a alicina quando o alho chega ao prato cru, mas a versão cozida ainda agrega pitadas dela. 

COMA COM OS OLHOS


















É que as cores ajudam a reconhecer uma qualidade dos vegetais: a presença de pigmentos que, dentro do organismo, labutam contra o câncer. Exemplos clássicos são o licopeno do tomate e o betacaroteno da cenoura e da abóbora. Ambos são antioxidantes de primeira, que anulam os radicais livres capazes de danificar o DNA. E olha que eles se tornam mais operantes após passar pela panela. "Os nutrientes da cenoura, por exemplo, são mais absorvidos pelo corpo depois que ela é cozida", diz o nutrólogo Sidney Federmann, de São Paulo. 

BENDITOS MICRÓBIOS
Probióticos são aquelas bactérias benéficas incorporadas a leites fermentados e alguns iogurtes. E já existem fortes indícios de que eles cumprem um papel na prevenção do câncer. É que, por ajudarem a preservar a integridade da mucosa intestinal, minimizam a possibilidade de lesões malignas aparecerem ali.


MODERAÇÃO POR FAVOR 
Abusar com frequência de alguns alimentos pode aumentar o risco de câncer. Entenda por que eles exigem bom senso 

O REBANHO AGRADECE

Quem não dispensa carne vermelha no almoço e no jantar precisa rever esse hábito. O alerta vem de estudos populacionais que ligam seu consumo exacerbado ao câncer. Isso porque, apesar de ser fonte de proteína e ferro, ela está cheia de ácido graxo araquidônico. "Trata-se de um tipo de gordura saturada com perfil pró-inflamatório", explica a nutricionista Rosângela Passos, da Universidade Federal da Bahia. Se a inflamação é persistente, você já sabe... ponto para os tumores. Já há indícios, aliás, de que ferro em demasia e subprodutos formados na digestão da carne contribuam para danos permanentes às células. Melhor não extrapolar demais a cota de 300 gramas por semana. 

E é bom ter cuidado com o ponto! Quando a carne é tostada demais - especialmente na grelha do churrasco -, ela fica impregnada de elementos cancerígenos. Esse fenômeno acontece quando um bife é exposto a mais de 3.00oC. Por isso, os nutricionistas sugerem priorizar, no dia a dia, o cozimento na panela.

DOÇURA DEMAIS ESTRAGA



















O açúcar refinado também está pisando nos tribunais do câncer. E pode levar com ele refrigerantes, biscoitos e outros doces. Para o nutricionista Fábio Gomes, a acusação reside no fato de que seu abuso é um dos patrocinadores da pandemia de obesidade - e esta, por sua vez, deixa o terreno fértil para tumores. Só que a biologia já tem outra explicação que ligaria o apetite de formiga ao maior risco da enfermidade. Quando se enche a barriga de guloseimas e se esquece das fibras, bactérias patogênicas se proliferam no intestino. "E esse ambiente facilita a absorção de compostos carcinogênicos", revela Rosângela. 

PERIGO NO HOT DOG

Ninguém vai propor que você nunca mais coloque a salsicha no meio do pão ou petisque um salaminho com os amigos vez ou outra. Mas esses presentes ao paladar devem ser vistos rigorosamente como exceções na rotina. É que os embutidos - e lembre-se de que falamos também de presuntos, mortadelas e linguiças defumadas - têm conservantes, os nitritos e nitratos, que, ao interagir com o suco gástrico da digestão, se transformam em nitrosaminas. "Elas podem se ligar ao DNA e atrapalhar a confecção de proteínas que regulam o ciclo celular", descreve Gomes. Aí já viu... De um erro microscópico surge um problemão. Além disso, embutidos costumam vir lotados de sódio e gordura saturada, outros sabotadores do organismo. 

SOBROU ATÉ PARA O SAL
Pois é, exagerar nas pitadas ou nos produtos industrializados não descompensa só a pressão. Trabalhos feitos na Ásia mostram que pessoas que abusam do molho à base de soja, um poço de sódio, sofrem mais com o câncer de estômago e de esôfago. 




















VAI DEPENDER...
Confira no infográfico informações importantes sobre como certos fatores interferem na maneira como os alimentos são absorvidos pelo nosso organismo (a ilustração é de Sérgio Bergocce).


CHÁS: BENEFÍCIOS PARA A SAÚDE.

terça-feira, 12 de agosto de 2014 0 comentários
"É preciso cuidado ao tomar chás buscando benefícios para a saúde. Nunca se deve utilizar chás com esse objetivo sem uma orientação de um profissional que conheça bem suas indicações. Da mesma maneira que as ações dos chás podem trazer benefícios, quando empregados em excesso, ou em situações equivocadas, podem ser prejudiciais à saúde"

Chá é uma bebida quente introduzida pelo chineses há alguns milhares de anos. Chá vem da palavra “tchá” em chinês, que tem o mesmo significado. Segundo a lenda chinesa o imperador Shen Nong estava no pátio do seu palácio bebendo uma taça de água quente quando uma folha veio, trazida pelo vento, e caiu em sua taça. Ele de curiosidade experimentou e surpreendeu-se com um sabor agradável. Mais ainda, a bebida deu conforto no estômago e disposição.

Animado com sua descoberta, mandou seus guardas encontrarem a árvore de onde tinha saído a folha, e em seguida plantou muitas mudas para que seus súditos também pudessem apreciar essa nova bebida. Estava descoberto o chá verde.

Chá verde
O chá verde vem da espécie “Tea sinensis”, arbusto originário da China. O hábito de beber chá se espalhou por outros países asiáticos, assim como o plantio dessa espécie. Os ingleses aprenderam a tomar chá quando conquistaram a Índia, e então levaram esse hábito para o ocidente. Ao longo dos anos a cultura e o hábito de tomar chá foram se sofisticando, e surgiram muitos tipos de chá. Além do chá verde, há o chá preto (que é fermentado), o chá oolong (esse semifermentado), e finalmente o chá branco, feito exclusivamente com brotos e folhas jovens. Existem ainda variantes conforme o tipo de solo, a altitude e as espécies companheiras que o chá é plantado, gerando mais de uma centena de diferentes sabores e odores para essa bebida.

Independente do tipo e origem do chá, todos chás são ricos em epigalocatequina e outras substâncias da classe dos polifenóis que são potentes antioxidantes. Essas substâncias são as responsáveis pelos benefícios dos chá verde e as suas outras variantes. Por isso o uso diário de chá verde previne várias doenças como câncer, pressão alta e aterosclerose, além de proteger a mucosa do estômago e do intestino. O chá verde contém um pouco de cafeína então é também uma bebida estimulante. Mas como a quantidade de cafeína é bem menor que o café e os polifenóis são protetores, o chá é melhor tolerado.

Chá de jasmim
Mas o chá não se limita a Thea sinensis, ele pode ser feito com outras espécies vegetais. Na China também é comum o chá de jasmim. As diversas culturas foram acrescentando novas plantas ao arsenal de chás, seja para prazer, seja para digestão ou outros benefícios. No Brasil existem muitas plantas usadas para chá todas com vários benefícios à saúde.

Camomila e erva doce
A Camomila (Matricaria recutia), por exemplo é rica, em azuleno, um óleo essencial com propriedades analgésica, calmante e antiinflamatória. Por isso ela é eficiente em tratar cólicas, desconforto digestivo ou como calmante suave. Com essas qualidades temos ainda o chá de erva doce (Foeniculum vulgaris) e de macela (Achyrocline satureoides). A erva doce ainda estimula a lactação e a secreção de saliva (para boca seca), e a macela é antialérgica.

Boldo, carqueja, hortelã e espinheira santa
Existe o grupo de chás que são ativos nos problemas do fígado, ou seja, para as pessoas que têm dificuldade de digerir gorduras ou aquelas que abusam de bebidas alcoólicas. Nesse grupo há o boldo chileno (Peumus boldus), a carqueja (Bacharis trimera) e a hortelã (Mentha piperita). Há ainda de chás com efeitos parecidos, usadas como digestivo, mas que protegem a mucosa do estômago, como a espinheira santa (Maytenus ilicifolia) e o boldo nacional (Coleus barbatus).

Capim limão, melissa e quebra-pedra
Outras ervas usadas para chá encontram sua maior indicação em gripes e resfriados como o capim limão (Cymbopogon citratus) e a melissa (Melissa officinalis). Em geral essas plantas possuem atividade antitérmica, analgésica, expectorante e moduladora da imunidade. Por fim, podemos citar as que exibem ação diurética, usadas para aliviar edema, como o hibisco (Hibiscus sabdarifa) e o quebra-pedra (Phyllanthus niruri).

Entretanto é preciso cuidados ao tomar chás buscando benefícios para a saúde. Nunca se deve utilizar chás com esse objetivo sem uma orientação de um profissional que conheça bem suas indicações. Da mesma maneira que as ações dos chás podem trazer benefícios, quando empregados em excesso, ou em situações equivocadas, podem ser prejudiciais à saúde.

Fonte: Uol