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ALTERNATIVAS PARA O AÇÚCAR.

sábado, 21 de outubro de 2017 0 comentários

Se você ler regularmente o nosso conteúdo de literatura, provavelmente perceberá que estamos no modo "antiaçúcar". Muitos são os estudos que mostram os efeitos maléficos para a saúde devido o consumo de açúcar em demasia.

Como tal, vamos tocar num tópico diferente (mas certamente relacionado): Adoçantes realmente seguros e saudáveis.

Sejamos francos, uma vez ou outra, muitos de nós precisamos de um pouco de doçura. Aqui estão três maneiras de obter o sabor "doce" com segurança.

Jogue fora os adoçantes artificiais
Primeiramente, não troque o açúcar por adoçantes artificiais. Os refrigerantes artificialmente adoçados, por exemplo, foram associados a diferentes problemas de saúde, como síndrome metabólica e função renal reduzida.(1,2)

Nós simplesmente não sabemos o suficiente sobre os efeitos de longo prazo desses produtos químicos. Além disso, esses adoçantes artificiais são diferentes de qualquer coisa que nossos corpos estejam acostumados. Aqui está uma lista de alguns dos mais comuns para se evitar:

Aspartame

Acesulfame-K

Sacarina

Sucralose

Adoce com segurança usando estévia
A estévia tem sido usada como uma erva medicinal por mais de mil anos. Suas folhas fornecem uma doçura natural.

Ao contrário do açúcar de mesa, os extratos de estévia demonstraram ter efeitos positivos para a saúde, como manter níveis saudáveis de açúcar no sangue e baixar a pressão arterial.(3,4)

Você pode cultivar estévia em casa e usar suas folhas como adoçante. Mas se você comprá-la de maneira processada, use pequenas quantidades. A estévia é cerca de 300 vezes mais doce que o açúcar.

Adoce com segurança usando xilitol
O xilitol é um composto natural encontrado em frutas e vegetais. Não é um adoçante artificial, como muitas pessoas acreditam.

Com um índice glicêmico muito baixo, que significa efeitos insignificantes sobre os níveis de açúcar no sangue, o consumo de xilitol é seguro para pessoas com diabetes ou não.

Um benefício extra: este adoçante também é bom para os dentes. Uma série de estudos mostram que ele realmente reduz a cárie dentária.(5)

Adoce com mais segurança usando mel
Há muita confusão sobre o mel. Sim, ele é uma opção mais saudável do que o açúcar de mesa, mas não é livre de riscos. Os diabéticos precisam ter cuidado ao usá-lo.

No geral, o mel tem um índice glicêmico ligeiramente inferior ao açúcar, e o corpo humano parece processá-lo melhor. Em comparação com a sacarose (açúcar), o mel foi associado a menores níveis de grelina, um hormônio da fome.(6)

O mel é principalmente feito de açúcares simples, mas também contém carboidratos complexos que o corpo queima mais devagar. Os tipos de açúcares no mel diferem dependendo das flores utilizadas pelas abelhas na sua produção, causando diferentes valores de índice glicêmico.(7)

Quando possível, escolha um mel não processado (virgem) e não filtrado. Os açúcares no mel processado se transformam em açúcares simples, aumentando mais facilmente os níveis de açúcar no sangue. O mel não processado tem uma porcentagem maior de carboidratos complexos.

Qual é o veredicto final sobre o mel? Use-o com moderação e escolha os tipos mais escuros que contêm mais antioxidantes.

ADOÇANTES ARTIFICIAIS ESTÃO LIGADOS AO AUMENTO DO PESO.

domingo, 20 de agosto de 2017 0 comentários
O uso de adoçantes (ou edulcorantes) artificiais podem parecer uma maneira “zero caloria” ou “baixa caloria” de desfrutar de alimentos doces e não engordar. Mas um novo estudo de revisão os coloca no oposto deste raciocínio.

No relatório, publicado no Canadian Medical Association Journal, os pesquisadores analisaram 37 estudos sobre adoçantes artificiais para ver se eram de fato bem sucedidos para o controle de peso. Em conjunto, os estudos acompanharam mais de 400 mil pessoas por cerca de 10 anos. Sete deles foram executados como ensaios controlados randomizados, um tipo considerado padrão-ouro na pesquisa científica.

Os adoçantes artificiais não pareceram ajudar as pessoas a perder peso. Em vez disso, estudos observacionais que analisaram o consumo ao longo do tempo sugeriram que as pessoas que os consumiam regularmente – ao beber uma ou mais bebidas adoçadas artificialmente por dia – apresentavam maior risco para problemas de saúde como ganho de peso, obesidade, diabetes e doenças cardíacas.

“Eu acho que há uma suposição de que, quando há zero calorias, há zero danos”, diz a autora do estudo, Meghan Azad, professora assistente no departamento de pediatria e saúde infantil da Universidade de Manitoba, no Canadá. “Esta pesquisa me fez observar que há mais a ser pensado do que calorias.”

O novo estudo acrescenta-se a um grande número de pesquisas que sugerem que os substitutos do açúcar não são uma mágica. “Infelizmente, a qualidade da evidência que apoiaria o uso de edulcorantes não é realmente forte”, diz Susan Swithers, professora do departamento de estudos psicológicos da Universidade de Purdue, e que também estudou adoçantes artificiais (mas não esteve envolvida no novo estudo). “Eu acho que chegamos a um ponto onde podemos dizer que eles não ajudam.”

Ainda não está claro se os adoçantes artificiais realmente causam danos. Estudos observacionais que ligam os edulcorantes aos problemas de saúde não comprovam sua responsabilidade. Outros fatores podem confundir a associação: As pessoas que consomem mais edulcorantes artificiais podem comer mais alimentos processados, por exemplo, que estão ligados a um maior risco de obesidade ou problemas relacionados ao coração.
“Mais pesquisas são definitivamente necessárias”, diz Azad. “Precisamos de um estudo de longo prazo.”

Os especialistas possuem várias teorias para explicar como os edulcorantes artificiais têm sido associados a problemas de saúde. Alguns pesquisadores especulam que os edulcorantes interferem com o microbioma de uma pessoa, uma coleção de bactérias intestinais cruciais para a absorção de nutrientes. O consumo regular de alimentos com substitutos de açúcar também pode fazer com que as pessoas desejem alimentos mais doces com mais frequência. As pessoas também podem acreditar que, porque não consumiram calorias, têm licença para comer mais. Alguns pesquisadores também acreditam que os edulcorantes podem interferir nos mecanismos do organismo para metabolizar o açúcar. Até agora, as pesquisas não produziram respostas definitivas.

O Conselho de Controle de Calorias (Calorie Control Council), uma associação que representa a indústria de alimentos e bebidas com baixa ou reduzida caloria, impugnou o design do estudo e disse que “estudos experimentais não confirmaram essas descobertas”, em uma declaração fornecida ao TIME. “Os edulcorantes com baixas calorias são uma ferramenta para ajudar a fornecer sabor doce sem calorias para abordar um aspecto da ingestão de calorias”, disse Robert Rankin, presidente do Conselho. “As estratégias individualizadas são críticas para o sucesso do controle do peso corporal e devem abordar não só preferências alimentares, mas também atividades físicas e considerações médicas para ajudar cada pessoa a alcançar seus objetivos de saúde, incluindo aquelas relacionadas a doenças crônicas como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e hipertensão.”

“A conclusão até agora é que a redução de qualquer edulcorante é provavelmente uma boa ideia”, afirmou Swithers. “As pessoas precisam reduzir sua ingestão global de edulcorantes, com ou sem calorias. Se estamos consumindo adequadamente, isso pode não importar.” Azad, por sua vez, não usa mais edulcorantes artificiais. “Eu costumava ser uma pessoa que colocava Splenda no meu café todos os dias”, diz ela. “Agora eu apenas adiciono leite.”

Traduzido por Essentia Pharma.

TIPOS DE ADOÇANTES.

terça-feira, 31 de maio de 2016 0 comentários
Os adoçantes ou edulcorantes, são substâncias químicas, obtida de matérias primas naturais ou artificiais desenvolvidas pela indústria de alimentos. O poder de adoçamento é maior do que o da sacarose (obtida da extração da cana de açúcar). O objetivo destas substâncias de substituir total ou parcialmente o açúcar.

Adoçantes de mesa: produto formulado para conferir sabor doce aos alimentos e bebidas, devendo ser constituído por edulcorantes previstos na legislação e açúcar. Não é indicado para diabéticos.

Adoçantes dietéticos: produto formulado para dietas com restrição de sacarose, frutose e ou glicose para atender às necessidades de pessoas sujeitas à restrição da ingestão desses carboidratos. As matérias-primas frutose, sacarose e glicose não podem ser utilizadas em sua fabricação.

Inicialmente, os adoçantes foram formulados para atender as necessidades de diabéticos em substituição ao açúcar. Nos dias atuais os adoçantes também são utilizados em planos alimentares para perda de peso por em geral possuírem baixo ou nenhum valor calórico.

Atualmente existem 7 tipos de adoçantes liberados no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A venda destes só ocorre após testes que confirmem a segurança de utilização em humanos. O quadro 1 sintetiza as principais substâncias encontradas nos adoçantes dietéticos à venda no Brasil.
  • Sacarina: foi descoberta em 1879. Está aprovada para utilização em produtos industrializados e como adoçante de uso geral. Pode ser utilizada também em preparações assadas.
  • Aspartame: foi aprovado em 1981. Atualmente seu uso está liberado como adoçante de uso geral, mas não deve ser utilizado para alimentos que necessitem ser assados. Não pode ser utilizado por pessoas que contenham fenilcetonúria, pois um de seus componentes é a fenilalanina e a ingestão dessa substância deve ser controlada por pacientes com essa doença.
  • Acessulfame de Potássio (Acessulfame – K): Foi aprovado pela primeira vez em 1988. Geralmente aparece nos rótulos dos alimentos como: Acessulfame K, Acessulfame de potássio ou Ace-K. Em 2003 foi aprovado como adoçante de uso geral e intensificador de sabor em alimentos, sob algumas condições de uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados.
  • Sucralose: foi aprovada para utilização como adoçante de uso geral em 1999, sob algumas condições de uso. É encontrada em alimentos como: produtos de padaria, bebidas, chicletes, gelatinas e sobremesas congeladas à base de leite. É um substituto do açúcar para produtos assados.
  • Neotame: a sua utilização foi aprovada em 2002, como adoçante de uso geral e intensificador de sabor de alimentos, mas possui condições para o seu uso. Pode ser utilizado como substituto do açúcar em produtos assados.
  • Estévia: produzida com as folhas de uma planta conhecida como Stevia, encontrada em alguns lugares da América do Sul. Seus testes foram realizados em 2008 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece seu uso. Pode ser utilizada como adoçante de uso geral e como substituta do açúcar para produtos assados.
  • Ciclamato: ciclamato foi um dos primeiros adoçantes descobertos, sendo que a sua aprovação também contou com a análise de inúmeros estudos científicos. Hoje, seu consumo é permitido em mais de 50 países na Europa, Ásia, América do Sul, Norte e África . No final da década de 60 e começo da de 70, surgiu a hipótese de que o ciclamato poderia causar câncer de bexiga. Há aproximadamente 475 estudos científicos comprovando que o ciclamato não é carcinogênico. 24 estudos mostraram que, mesmo após ingestões elevadas de ciclamato durante toda a vida, não houve alteração ou formação de câncer em animais de laboratório. Inúmeros estudos também em humanos comprovaram esse mesmo resultado. Por isso, mantém se a aprovação e dosagem atribuídas ao ciclamato. No Brasil, é permitido também o uso de ciclamato. Pode ser utilizado como substituto do açúcar e para utilização em produtos assados.

Frequentemente alguns adoçantes são criticados por poderem causar doenças. Entretanto, dentro da recomendação de ingestão diária não existem estudos que comprovem os malefícios. Além disto, a segurança dos adoçantes também é testada durante o aquecimento e, por este motivo muitos não tem indicação na culinária quente.
Quadro 1: Tipos de adoçantes e IDA (Ingestão Diária Aceitável)
Quadro adaptado de: Food and Drug Administration, 2015; CUPPARI, Lilian et al., 2015; ROSS et al, 2016.

Referências:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alimentos e bebidas para fins especiais e alimentos com informação nutricional complementar. Disponível em: . Acesso em: 14 mai 2016.
AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Low - Calorie Sweeteners. Disponível em: . Acesso em: 07 mai. 2016.
BRASIL. Resolução nº 18 de 24 de março de 2008. Dispõe sobre o “Regulamento Técnico que autoriza o uso de aditivos edulcorante em alimentos, com seus respectivos limites máximos”. Publicado no D.O.U. - Diário Oficial da União; Poder Executivo, de 25 de março de 2008.
CUPPARI, Lilian et al. Guias de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da EPM – UNIFESP - Nutrição Clínica no Adulto. 3 ed. Barueri: Manole, 2015. 578 p.
ROSS, Catharine A. Nutrição Moderna de Shils na Saúde e na Doença. 11 ed. Barueri: Manole, 2016. 1.642 p.
UNITED STATES OF AMERICA. Food and Drug Administration. High Purity Steviol Glycosides. 2014, 152p.
U.S. FOOD AND DRUG ADMINISTRATION. Additional Information about High – Intensity Sweeteners Permitted for use in Food in the United States. Disponível em: . Acesso em: 06 mai. 2016
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Evaluations of the Joint FAO/ WHO Expert Committee on Food Additives (JECFA). Disponível em: . Acesso em 14 mai. 2016.

CONHEÇA A FRUTA QUE ATUA NOS RECEPTORES DE LÍNGUA, ONDE TUDO FICA DOCE.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 0 comentários
O consumo excessivo de açúcar refinado é um dos vilões da epidemia de obesidade e problemas de saúde no mundo ocidental. E a busca por um adoçante que não causasse problemas à saúde e ao mesmo tempo agradasse ao paladar tem sido um grande desafio da ciência.

Adoro coisas doces e durante minha infância bebi litros e litros de bebidas açucaradas e comi montanhas de sobremesas.

Infelizmente, este caso de amor com o açúcar só me trouxe transtornos.

O açúcar apodreceu meus dentes e praticamente todos tiveram que ser obturados ou substituídos. Os carboidratos açucarados também aumentaram a quantidade de gordura no meu corpo e a quantidade de açúcar em meu sangue.

Recentemente, consegui reduzir meu consumo de açúcar, mas nunca consegui largá-lo. Não é surpresa alguma que venha tentando achar um substituto, algo que satisfaça meu desejo por doces sem os efeitos colaterais.

Tentei aspartame, sacarina, xilitol e estévia. Nenhum deles me convenceu, apesar de a estévia pura não ter um gosto tão ruim assim quando você a mistura com açúcar e adiciona a frutas cozidas.

Por isso fiquei intrigado quando a equipe produzindo uma nova série para a BBC,Tomorrow's Food ('A Comida do Futuro' em tradução livre), convidou-me para provar o extrato de uma fruta africana, já chamada de "milagrosa". Derivada de uma planta chamada Synsepalum dulcificum, a "fruta milagrosa" é diferente de qualquer adoçante artificial que já provei.

Isso porque ela não atua tornando os alimentos mais doces, mas sim fazendo com que eles tenham gosto mais doce.

A fruta contém uma molécula chamada miraculina, que interage com receptores na língua humana, mudando seu formato. Isso faz com que alimentos azedos ganhem gosto doce. Uma vantagem de alterar temporariamente as papilas gustativas - em vez de alterar o alimento - é o efeito que isso tem no sistema digestivo.

A ciência há anos discute se o uso de adoçantes ajudam ou não a perder peso. Uma recente pesquisa analisou os resultados de mais de 100 estudos e conclui que quando adoçantes substituem o açúcar em dietas eles podem levar ao emagrecimento.

Estudos da Escola de Saúde Pública da Universidade Harvard, porém, apontam para uma série de resultados conflitantes em diferentes pesquisas, incluindo as que sugerem que o consumo de bebidas com adoçantes não apenas podem levar ao ganho de peso, mas a um aumento no risco de diabetes tipo 2.

Os diferentes tipos de adoçantes
Aspartame: inodoro e cristalino pó cristalizado que deriva de dois aminoácidos e é 200 vezes mais doce que o açúcar
Sacarina: o primeiro adoçante artificial sintetizado (1879), que causa câncer em ratos de laboratório, mas que, segundo extensivas pesquisas, não oferece riscos para humanos
Estévia: adoçante natural derivado da planta de mesmo nome

Ninguém ainda descobriu como adoçantes podem ter tais efeitos colaterais (peso e diabetes), mas um estudo israelense sugere que isso seja em decorrência dos adoçantes sobre as bactérias da flora intestinal. Publicado no ano passado pela revista científica Nature, o estudo pediu a um grupo de voluntários de peso normal e que normalmente não consumia adoçantes para, durante uma semana, consumir a dose máxima recomendável.

No final do período, metade dos voluntários apresentava sinais de intolerância a glicose, um estágio inicial do processo de desenvolvimento da diabete 2. Os pesquisadores israelenses acreditam que, nestas pessoas, as bactérias do intestino reagiram aos adoçantes e secretaram substâncias que causaram inflamações - algo já observado em estudos com animais.

O mais interessante é que a análise nas fezes dos voluntários que apresentaram intolerância aos adoçantes mostrou alterações nas bactérias intestinais.

"Nosso relacionamento com o 'mix' individual de bactérias intestinais é um fator decisivo para como os alimentos que ingerimos nos afetam", explica Eran Elinav, um dos cientistas envolvidos com o estudo. Elinav faz parte da corrente que defende uma reavaliação da disponibilidade de acesso aos adoçantes.

Independentemente dos possíveis efeitos colaterais de adoçantes, o público é normalmente cauteloso em relação a eles, e é isso que os envolvidos com aSynsepalum dulcificum querem explorar.

O problema é que as frutinhas têm cultivo caro e vida curta. Cientistas japoneses agora se dedicam a tentar sintetizar a miraculina em laboratório, por meio de modificações genéticas em tomates. Por enquanto, a maneira mais simples e barata de conseguir uma dose de miraculina é comprar os tabletes que contêm a polpa desidratada das frutinhas.

E qual é o gosto delas? Pus uma em minha boca e esperei cerca de cinco minutos para que se dissolvesse. Tinha lido algumas opiniões entusiasmadas, dizendo que o extrato faria alimentos como laranjas ter o gosto de "uma fruta colhida nos Jardins do Éden". E que resolveria minha ânsia por açúcar.

Essa não foi minha experiência. A pílula que experimentei diminuiu um pouco da acidez de um limão, mas o gosto final foi estranhamente ruim. Um vinho tinto caro se transformou em uma abominação doce e borbulhante. Tentei comer um gomo de laranja, mas o gosto foi intragável. A única coisa positiva foi que a pílula tirou minha vontade de comer qualquer coisa até que o efeito tivesse passado - pelo menos uma hora.

Outros poderão ter uma experiência melhor, mas para mim a busca pelo adoçante perfeito continua.

Fonte: BBC.

TAUMATINA: ADOÇANTE NATURAL.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015 0 comentários
O que é taumatina? 
A taumatina é um adoçante natural. É a substância mais doce conhecida (cerca de 3 mil vezes mais doce que o açúcar), um potente realçador de sabor/aroma e tem a capacidade de mascarar sabores residuais indesejáveis de inúmeras substâncias, incluindo adoçantes artificiais. Foi documentada pela primeira vez em 1855 pelo cientista W.F. Daniell, que a descreveu como um poderoso adoçante e realçador do sabor e aroma em alimentos e bebidas locais.

Consiste em uma proteína vegetal natural (presente principalmente na fruta Katemfe) composta por uma sequência de 207 aminoácidos, e é digerida pelo corpo humano e pelos animais seguindo o metabolismo normal de outras proteínas naturais. Essa é uma das razões pelas quais a taumatina é considerada por autoridades regulatórias como uma substância segura. 

A taumatina é um edulcorante extremamente estável. Sua estrutura molecular resiste a elevadas temperaturas (incluindo tratamento UHT e forneamento) e também ao baixo pH de certos alimentos.

No Brasil, foi aprovada como um edulcorante não-calórico em 2008, pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é identificado na indústria alimentícia com as siglas E 957.

Alguns estudos científicos e toxicológicos demonstram a inocuidade da taumatina à saúde do homem. Portanto, pode ser consumida por todos, incluindo os diabéticos, fenilcetonúricos, gestantes etc., sem restrições a qualquer grupo populacional.

Bibliografia (s)
Daniell W.F. Katemfe, or the miraculous fruit of Soudan. Pharm. J. 1855; 14:158.
Higginbotham JD. Snodin DJ, Eaton KK. Daniel JW. Safety Evaluation of Thaumatin. Fd. Chem. Toxicol. 1983; 21:815-823.
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 18, de 24 de março de 2008. Regulamento Técnico que autoriza o uso de aditivos edulcorantes em alimentos, com seus respectivos limites máximos.
Chinedu SN, Oluwadamisi AY, Popoola ST, David BJ, Epelle T. Analyses of the leaf, fruit and seed of Thaumatococcus daniefii (Benth.): exploring potential uses. Pak J Biol Sci. 2014;17(6):849-54.

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Adoçante ou edulcorante, como também é conhecido, é a substância utilizada em substituição ao açúcar para adoçar bebidas e alimentos. Dentre os adoçantes naturais disponíveis no mercado, o que tem se destacado por conter mais benefícios que os demais é a taumatina.

Extraída de uma fruta originária do oeste africano, a taumatina (nome científico Thaumatococcus daniellii) tem o sabor doce em média 2.500 vezes maior que do próprio açúcar (sacarose), além de mascarar o sabor amargo e metálico de inúmeras substâncias, incluindo o de adoçantes artificiais.

A fruta foi documentada pela primeira vez em 1855, pelo cientista W. F. Daniell, no Pharmaceutical Journal, onde descreveu a fruta vermelha triangular e seu uso como poderoso adoçante e realçador de sabor e aroma em alimentos e bebidas locais.

Além de ser a substância mais doce da natureza, a Taumatina - que é uma proteína 100% natural - é totalmente segura para a saúde. Ela é metabolizada/digerida pelo corpo humano e pelos animais da mesma forma que qualquer outra proteína natural. Essa é uma das razões

pelas quais ela é considerada por autoridades regulatórias em todo o mundo como uma substância segura.

O uso desta doçura é totalmente liberado para quem tem restrições com o açúcar, como diabéticos e pessoas acima do peso. E com a crescente procura por alimentos mais saudáveis e naturais, a taumatina vem de encontro com esta idéia, já que permite eliminar o açúcar e reduzir calorias sem tirar o sabor, pois apresenta um agradável sabor doce, potencializa outros

edulcorantes, realça determinados sabores/aromas e mascara sabores indesejáveis.

Outras vantagens:
- Pode ser consumida por todos, incluindo os diabéticos, fenilcetonúricos, gestantes, sem restrições a qualquer grupo populacional

- Permite eliminar o açúcar e reduzir calorias sem sacrificar o sabor

- Não amarga o paladar como os demais adoçantes naturais e sintéticos

Fonte: Nutritotal, Mais Equilíbrio

MITOS E VERDADES SOBRE OS ADOÇANTES.

domingo, 8 de março de 2015 0 comentários
São paulo - Os adoçantes, também conhecidos como edulcorantes, são substâncias com sabor adocicado e que têm baixo ou nenhum valor energético, muito usados para substituir o açúcar dos alimentos e bebidas por quem tem problemas de saúde, como diabetes ou para auxiliar na dieta. Devido ao crescente uso desses produtos, muitas dúvidas surgem entre os consumidores. Por isso, a WOW!Nutrition e a RG Nutri prepararam alguns esclarecimentos para desvendar os mitos e as verdades sobre os adoçantes.

O uso de adoçantes é prejudicial à saúde
Mito. Quando o adoçante é usado de maneira moderada, dentro dos volumes recomendados, seu papel é positivo na dieta.

Os adoçantes engordam
Mito. Os adoçantes possuem pouco valor calórico, portanto, não engordam. Entretando, nem todos os alimentos que usam adoçantes em sua composição são pouco calóricos. Os produtos diet, por exemplo, não têm redução de gorduras, proteínas, carboidratos e calorias. Não possuem açúcar, mas podem engordar. Vale lembrar também que, para o controle de peso, deve-se unir alimentação equilibrada e prática de atividade física.

Crianças não devem consumir adoçantes
Mito. O número de crianças obesas ou com sobrepeso está cada dia maior. Portanto, o uso de adoçantes em substituição do açúcar pode auxiliar no controle do peso. Crianças diabéticas também podem fazer uso do produto. O tradicional adoçante Doce Menor costuma ser bem aceito pelas crianças, por seu sabor mais doce.

Grávidas não devem consumir adoçantes
Não há consenso. A única restrição conhecida é de que o aspartame é contraindicado para portadores de fenilcetonúria (defeito ou ausência da enzima fenilalanina hidroxilase). O problema é facilmente diagnosticado em recém-nascidos pelo Teste do Pezinho, mas não é possível saber se o feto tem esse tipo de doença. Por isso a maioria dos médicos só libera a ingestão de adoçantes à base de sucralose.

Adoçantes à base de aspartame causam câncer
Mito. Não existe comprovação científica sobre o tema. Porém, quando consumidos regularmente em excesso e acima dos valores recomendados, eles podem deixar resíduos acumulados no organismo.

A sucralose não faz mal à saúde
Verdade. A sucralose é o adoçante que possui sabor mais próximo ao do açúcar, já que é um derivado da cana.

Adoçantes podem ser consumidos por qualquer pessoa
Verdade. Em geral, qualquer pessoa pode ingerir adoçantes, desde que respeite a quantidade máxima recomendada. A única restrição conhecida é do consumo do aspartame por pessoas que sofrem de fenilcetonúria.

Todo adoçante é artificial
Mito. Existem os naturais e os artificiais. Dentre os adoçantes artificiais estão o aspartame, a sacarina, o ciclamato, a sucralose e acessulfame. Fazem parte do rol de adoçantes naturais a frutose, o sorbitol, o manitol e o esteovídeo (estévia).

Fonte: Exame

CAUTELA COM O USO DE SUCRALOSE.

terça-feira, 15 de julho de 2014 0 comentários
Sucralose
Um dos ingredientes ativos de um adoçante artificial muito popular pode limitar o efeito de alguns medicamentos, reduzir o número e o equilíbrio das bactérias benéficas no intestino e ainda alterar a secreção de hormônios.

O alerta foi feito pela equipe do Dr. Mohamed Abou-Donia, da Universidade Duke (EUA), em um artigo publicado no Journal of Toxicology and Environmental Health.

No artigo, os pesquisadores detalham experimentos envolvendo o adoçante artificial, composto de sucralose de elevada potência (1,1%) em solução de maltodextrina e glicose.
A sucralose é uma substância que vem sendo utilizada como alternativa a adoçantes artificiais como a sacarina e o ciclamato, e foi liberada pelas autoridades de saúde inclusive para gestantes, crianças e diabéticos.

Adoçante com gosto amargo
O experimento, feito em cobaias, incluiu o consumo do adoçante artificial por um período de 12 semanas.
 
O adoçante artificial resultou em vários efeitos adversos nas cobaias, incluindo redução da microflora fecal benéfica, maior pH fecal e níveis ampliados de expressão dos hormônios P-gp, CYP3A4 e CYP2D1, conhecidos por limitar a biodisponibilidade de fármacos administrados por via oral.
"Em concentrações normalmente utilizadas em alimentos e bebidas, a sucralose suprime as bactérias benéficas no trato gastrointestinal, com menos efeito sobre as bactérias patogênicas," disse Susan Schiffman, coautora do estudo.

"A maioria dos consumidores não tem conhecimento desses efeitos porque nenhuma etiqueta de aviso aparece em produtos que contenham sucralose," alerta ela.
A pesquisadora ressalta ainda que a mudança no equilíbrio das bactérias gastrointestinais benéficas tem sido associada com o ganho de peso e a obesidade.
Em níveis muito elevados, acima do encontrado no adoçante, a sucralose também causa danos ao DNA.
Mas os efeitos biológicos documentados na pesquisa ocorreram com os níveis de sucralose atualmente aprovados pelas agências reguladoras para uso em alimentos


Fonte: Diário da Saúde

ATUALIZAÇÕES SOBRE ADOÇANTES.

domingo, 8 de setembro de 2013 0 comentários
Nos últimos anos, o aumento da mortalidade relacionada com a obesidade, resultou em uma onda de dietas de perda de peso, produtos alimentícios e diversas rotinas de fitness. É amplamente entendido que muitos fatores contribuem para o aumento da obesidade, como por exemplo: diabetes mellitus tipo 2 (DM2), doença cardiovascular (DCV), hipertensão e certos tipos de câncer, além de uma dieta rica em açúcar e gorduras. Como resultado das muitas condições de saúde negativas associadas com a ingestão de açúcar, tem havido um aumento no consumo de adoçantes como alternativa.
 
   O consumo de alimentos contendo adoçantes aumentou entre as pessoas de todas as idades, com 28% da ingestão total da população. Esta tendência prevalece principalmente entre as crianças, especialmente quando se trata de consumo de bebidas. Uma análise feita pela National Health and Nutrition Examination Survey, com dados coletados
AUCAR CUBOS entre 1999 e 2008, mostra que o uso de bebidas contendo adoçantes aumentou de 6,1% para 12,5% entre as crianças e de 18,7% para 24,1% entre os adultos. Uma grande variedade de adoçantes estão disponíveis, e são diferenciados com base no fato de serem de alta intensidade, de baixo teor calórico, de elevada potência e/ou não-nutritivos. Os adoçantes são conhecidos por serem pelo menos 30 a 13.000 vezes mais doce em comparação com o açúcar (sacarose). São chamados também como educolrantes e podem ser artificiais ou naturais.    
 
   Esta doçura intensa permite porções menores para produzir doçura em produtos alimentares, permitindo assim que o fabricante classifique-os como praticamente "sem açúcar" ou "não-calórico".
   Desde sua descoberta no início de 1900 e a introdução no mercado público na década de 1950 e 1960, tem havido muito debate sobre as vantagens e desvantagens de saúde dos adoçantes artificiais. A primeira evidência de problemas de saúde relacionados com o adoçante artificial foi observada pela FDA que proibiu que um substituto do açúcar, conhecido como ciclamato, fosse considerado inadequado para o consumo devido seus efeitos cancerígenos evidenciado através de muitos estudos em animais.
 
   Desde então, a indústria de adoçantes já percorreu um longo caminho e os consumidores têm agora produtos seguros para o consumo, mesmo para as crianças. No entanto, independentemente dos avanços da tecnologia, parece que a informação científica sobre esses adoçantes e os valores estabelecidos considerados seguros para o consumo parecem ser escassos.   
   Uma revisão sistemática de vários bancos de dados, incluindo MEDLINE e PubMed, e sites confiáveis na Internet foi realizada 1987-2012 para identificar a literatura relacionada ao uso de adoçantes.
 
ESTUDOS SOBRE OS EFEITOS DOS ADOÇANTES:
 
marcador-verde-ponto Homeostase da glicose e controle de peso: O estudo foi realizado com a sucralose, e se observou que ela não estimula a liberação de insulina ou o esvaziamento gástrico lento, mantendo assim a homeostase da glicose na população do estudo. Outros resultados do estudo indicam que a sucralose não teve efeito sobre o apetite em adultos saudáveis e com peso normal. (Grotz LV, Henry RR, McGill JB, Prince MJ, Shamoon H, Trout JR, et al. Lack of effect of sucralose on glucose homeostasis in subjects with type 2 diabetes.J Am Diet Assn 2003; 103:1607–12.);
 
marcador-verde-ponto Controle de peso: Os adoçantes são alternativas para substituir as calorias do açúcar de mesa, mas eles só auxiliam na perda de peso, se
FITA METRICAa ingestão de açúcar compensatório não ocorrer. A preocupação é o efeito sobre o apetite promovido pelo adoçante, ou seja, como é desprovido de energia é comum aumentar as porções para ter a mesma saciedade do que a mesma preparação com açúcar. Tratamento da obesidade é multifatorial e não existe nenhuma evidência suficiente para direcionar o uso de adoçante. É uma estratégia eficaz no controle do peso. Outros fatores associados a comportamentos de vida modernos e genética pode ser influências de confusão que promovem ganho de peso. (Livesey G, Brown JC. D-tagatose is a bulk sweetener with zero energy determined in rats. J Nutr 1996; 126:1601–9).
 
TIPOS DE ADOÇANTES
 
marcador ok SACARINA
Poder adoçante: 200 a 700 vezes mais que a sacarose e não tem nenhuma caloria.
Uso: em refrigerantes, pães, geléias, frutas em conserva, doces, salada, coberturas de sobremesa e goma de mascar, além de ser usado como adoçante de mesa.
Sacarina não é metabolizada no trato gastrointestinal (GI) e, por isso, não afeta os níveis de insulina no sangue, o que faz com que seja um substituto do açúcar, viável para os doentes com diabetes.
A ingestão adequada de alimentos (ADI) para a sacarina é de 5 mg / kg de peso corporal por dia para adultos e crianças. De acordo com um relatório de 2010 em Oncologia atual, a pessoa teria de beber cerca de 24 litros de refrigerantes diet contendo sacarina para atingir doses que podem induzir carcinogênese. Segundo estipulado pela (ADI), significa que se pode "consumir com segurança 8,5 pacotes de adoçante de mesa quase todos os dias ao longo da sua vida."
Apesar de seu questionável histórico cancerígeno, atualmente não há provas suficientes que o identifique como um agente cancerígeno e parece ser seguro para o consumo entre crianças e adultos, incluindo as mulheres grávidas e pacientes com diabetes, quando consumido em quantidades que estejam de acordo com as recomendações da ADI.
 
marcador ok ASPARTAME
É feito a partir de aminoácidos, proporciona 4 kcal/g.
Poder adoçante: 200 vezes mais doce do que a sacarose.
De acordo com a FDA, a dose diária aceitável de aspartame para os seres humanos é de 50 mg / kg de peso corporal, por adultos e crianças.
Uso: O aspartame é usado como adoçante em muitos produtos, incluindo gomas de mascar diet, misturas de bebidas secas, iogurte, pudim, chá instantâneo e café.
O aspartame é metabolizado em fenilalanina, ácido aspártico e metanol no trato gastrointestinal (GI). Pessoas com a doença genética fenilcetonúria devem ter cuidado porque eles não podem quebrar a fenilalanina em tirosina, e, portanto, deve-se evitar o aspartame. Devido aos efeitos do aspartame nesses pacientes, a FDA requer que todos os produtos com aspartame tenham uma etiqueta indicando a contenção de fenilalanina. Os efeitos colaterais mais comuns relatados de consumo de aspartame incluem tonturas, dores de cabeçador de cabea, problemas gastrointestinais e alterações de humor.
Vários estudos têm relatado que o aspartame pode ser um gatilho para causar dores de cabeça, em algumas pessoas mais suscetíveis a essa doença. Existem ainda muitas reivindicações que um certo número de problemas de saúde estão relacionados com o consumo de aspartame, incluindo, mas não se limitando a, doença de Alzheimer, distúrbios de déficit de atenção, malformações congenitas, cancro, diabetes, síndrome da Guerra do Golfo, e lúpus. Aspartame pode promover convulsões em modelos animais que são susceptíveis de aumentar os níveis de fenilalanina no cérebro. Um efeito semelhante é provável em seres humanos com convulsões causadas pelo aumento da fenilalanina.
Aspartame continua sendo um dos mais controversos, porém, o adoçante artificial mais utilizado nos dias de hoje.
 
marcador ok ACESSULFAME-K
Poder adoçante: 200 vezes mais doce do que a sacarose. Não possui nenhuma caloria.
Uso: Goma de mascar e sobremesas de gelatina.
Acessulfame de potássio é estável ao calor e podem ser usados na cozedura.
A ADI é de 15 mg / kg de peso corporal. Nos Estados Unidos, o consumo real é de cerca de 20% da DDA ao longo da vida.
Acesulfame-K é excretado pelos rins. Um dos subprodutos de degradação de acessulfame de potássio no corpo é acetoacetamida, que é tóxico em doses elevadas.
O FDA aprovou acessulfame de potássio, apesar de os testes de toxicidade serem inadequados e de má qualidade.
 
marcador ok SUCRALOSE
Poder adoçante: 600 vezes mais doce do que a sacarose. Não possui calorias.
É feito por substituição seletiva do cloro para os grupos hidroxilo em um núcleo de sacarose. Este composto não é reconhecido pelo organismo como um hidrato de carbono, pois não é bem absorvido durante o processo de digestão. Ele passa através do corpo relativamente inalterado com quantidades insignificantes para ser absorvido no trato gastrointestinal. Eventualmente é eliminado nas fezes.
É resistente a altas temperaturas.
Uso: encontra-se em mais de 4000 produtos.
Não promove a cárie dentária. Em 2006, o FDA aprovou o uso de uma alegação de saúde sobre a sucralose e a não-promoção da cárie dentária.
O perfil de segurança da sucralose foi extensivamente revisto e foi avaliado como não-carcinogênico e não genotóxico. Além disso, devido à sua falta de bio-acumulação em seres humanos e em modelos animais, a sucralose é considerada segura para utilização a longo prazo.
Além disso, a sucralose não estimula a liberação de insulina ou o esvaziamento gástrico lento, mantendo assim a homeostase da glicose na população do estudo. Outros resultados do estudo indicam que a sucralose não teve efeito sobre o apetite em adultos saudáveis e com peso normal.
Nenhum efeito adverso sobre o desenvolvimento fetal normal foi observada em ratos e coelhos gestantes quando alimentados com sucralose durante a organogénese. No entanto, alguns potenciais efeitos adversos para a saúde são relatados do uso da sucralose. Os estudos de caso identificaram a sucralose como sendo um possível agente causador de enxaquecas. Em um relatório hipotético, sucralose é sugerida como possível culpada no aumento da incidência de doença inflamatória intestinal entre os canadenses, devido à sua ação inibidora das bactérias do intestino, função de barreira intestinal e digestiva das enzimas de protease.
 
marcador ok TAGATOSE
Tagatose é um isômero frutose. Em comparação com a sacarose e outros açúcares, tem sido relatado que a tagatose produz uma resposta glicêmica inferior e virtualmente zero calorias.
Outro estudo relatou que por leis e políticas da FDA, D-tagatose não contêm compostos tóxicos, carcinogênicos ou teratogênicos.
Um problema comum associado ao consumo da maioria dos adoçantes artificiais é o fato de que eles podem atuar como laxantes e, embora a FDA não rotular um efeito laxante como tóxico, ele não exige que os fabricantes de alimentos que utilizam substitutos do açúcar em seus produtos coloquem no rótulo informações preventivas sobre as possibilidades de um efeito laxante e, posteriormente, imprimir valores que estipulem quantidades seguras para o consumo para evitar tais problemas de saúde.
Outro estudo relatou que os humanos podem tolerar facilmente a 75 g de D-tagatose, enquanto é igualmente distribuído em três refeições. Também foi relatado que, após estudos experimentais cuidadosamente controlados, a D-tagatose pode ser utilizada com segurança em produtos para auxiliar na perda de peso, assim como diabetes porque este adoçante eficaz teve um valor de energia zero, como revelado através de estudos experimentais metabólicos.
Uso: chocolates, gomas de mascar, leite e produtos lácteos.
 
marcador ok OS ÁLCOOIS DE AÇÚCAR
Os álcoois de açúcar são os derivados de sacarídeos obtidos por substituição de um grupo aldeído a um grupo hidroxilo. Além disso, os álcoois de açúcar são também classificados como monossacarídeos hidrogenados, mais vulgarmente conhecido como o sorbitol, manitol e xilitol; dissacarídeos hidrogenados tal como o isomalte, o maltitol e o lactitol, e como misturas de oligossacarídeos mono-di-and/or hidrogenados, tais como os hidrolisados de amido hidrogenados.
Vários fatores afetam a digestão e absorção de álcoois de açúcar, sendo um, o tempo de trânsito gástrico e ao fato de os álcoois de açúcar ficarem fermentados por bactérias intestinais, permitindo assim uma absorção limitada e, em certa medida, alguns álcoois de açúcar podem escapar do processo de absorção completamente.
Os estudos feitos com estes álcoois de açúcar demonstraram que eles são eficientes na homeostase da glicose e que ocorre bem menor oxidação lípidica e de hidratos de carbonos em comparação a glicose.
Por isso, pode valer a pena explorar o uso desses álcoois de açúcar em produtos alimentares comercializados para pacientes com diabetes, considerando dietas de restrição calórica.
 
marcador ok STEVIA
steviaStevia, é um adoçante natural, é um glicosídeo isolado da planta Stevia rebaudiana Bertoni e tem sido amplamente utilizada no Japão por mais de 20 anos. Recentemente, a stevia tem sido comercializada como um adoçante não calórico em produtos de panificação e refrigerantes. Estudos indicaram possíveis papéis realizados por hipotensores estévia, sugerindo que aumenta a sensibilidade à insulina e a tolerância à glicose em seres humanos.
Estudos que investigaram os efeitos da estévia na ingestão alimentar, saciedade e glicemia pós-prandial e as respostas de insulina em humanos, demonstraram sua eficácia nestes aspectos. Os participantes que consumiram produtos feitos com stevia tiveram uma menor ingestão calórica total em comparação com aqueles que consumiam sacarose. Além disso, o consumo de estévia reduziu significativamente os níveis de insulina em comparação com o aspartame e sacarose, sugerindo, assim, que o uso de estévia no lugar da sacarose pode ser uma forma eficaz de gestão da ingestão de alimentos e as preocupações de saciedade. Este estudo também relatou que os indivíduos consumindo stevia tinham significativamente menor resposta da glicose pós-prandial, em comparação com aqueles com aspartame e sacarose.
Estes resultados sugerem caminhos promissores para ambos os fabricantes e os indivíduos se voltando para os produtos feitos com adoçantes artificiais para combater as epidemias gêmeas de obesidade e DM2.
 
NOVIDADE

marcador ok Sweet Lift: 100% natural extraído do melão Chinês (Momordica grosvenori), juntamente com Eritritol, um poliol obtidos de frutas e cereais fermentados, que não causa diarréia como outros polióis, uma vez que é absorvido no intestino delgado e rapidamente é excretado do organismo sem sofrer metabolização. Não contém nenhuma substância artificial, como aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose. Pode ser consumido por crianças, gestantes, diabéticos, hipertensos ou simplesmente para manutenção de peso. Estável a temperaturas elevadas, sem alterar a doçura.
 
CONCLUSÃO

   Os consumidores muitas vezes não têm informação adequada sobre o uso de adoçantes. As informações que são fornecidas muitas vezes são contraditórias, dependendo do motivo e de quem esta fornecendo as informações. Embora as pesquisas feitas publicadas pelo FDA e (especialmente financiada pela indústria) possa endossar a segurança destes aditivos, há uma carência de pesquisas baseadas em evidências conclusivas para desencorajar ou incentivar a sua utilização. No entanto, os consumidores devem ser aconselhados a empregar uma atitude cautelosa ao usar adoçantes artificiais.
   Ao utilizar um novo produto, é importante controlar os sintomas relacionados como alergias ou intolerância, o que pode ocorrer mesmo quando quantidades muito pequenas são consumidas.
   Os dados clínicos e epidemiológicos disponíveis no momento são insuficientes para tirar conclusões firmes sobre os benefícios dos adoçantes na manutenção do equilíbrio de energia ou redução de peso corporal, ou fatores de risco cardiometabólico.
   Como resultado da escassez de dados epidemiológicos e clínicos sobre os prós e contras de consumir adoçantes artificiais, poucas recomendações sobre seu consumo são feitas.
   No entanto, a Academia de Nutrição e Dietética recomenda o uso de adoçantes artificiais em conjunto com uma dieta saudável, com moderação, desde que seja considerada as recomendações nas quantidades de segurança.
  Dado o súbito aumento na obesidade e problemas de saúde relacionados, é fundamental que os médicos e cientistas prossigam a investigação envolvendo o uso de adoçantes artificiais para compreender seus efeitos sobre o consumo de energia, apetite, saciedade, índice de massa corporal, controle de peso, parâmetros bioquímicos, tais como insulina, a glicose, leptina, cortisol e, finalmente, os efeitos de adoçantes artificiais sobre os desejos de comida.

   O consenso recente, emitido conjuntamente pela American Heart Association e da Academia de Nutrição e Dietética acrescenta credibilidade a esta afirmação. A mais recente publicação enfatiza que a obesidade não está relacionada com o consumo de açúcar. O controle de peso depende mais da restrição calórica total, em vez de usar adoçantes.

   No entanto, o uso dos adoçantes, como adjuvante da dieta na gestão de diabetes é uma tentativa para otimizar o controle glicêmico, é mais aceitável e praticado com mais frequência.
   Para a saúde, o ideal seria se consumir apenas quantidades mínimas de açúcar e adoçantes. Hoje, há uma ênfase renovada em comer alimentos frescos, locais e natural para manter uma boa saúde e promover a sustentabilidade. Isso exige uma dieta equilibrada que inclui grãos integrais, legumes, frutas, legumes, nozes, sementes, lácteos com baixo teor de gordura e carnes magras, e evitar a inclusão mínima de alimentos processados e aditivos.
 
Fonte: Equílibrio Nutricional, Atualizações no Consumo de Adoçantes. Acesso em 08/09/2013.

ADOÇANTES: ARTIFICIAIS E NATURAIS.

quinta-feira, 20 de junho de 2013 0 comentários
No Brasil, até meados dos anos 80, os produtos dietéticos eram considerados fármacos e o seu consumo limitava-se aos portadores de diabetes, sendo comercializados sob orientação médica. Mudanças na legislação, ocorridas no final da década de 80, reformularam a classificação dos adoçantes permitindo que invadissem as prateleiras dos supermercados. Com estratégias de marketing como: “isentos de açúcar e calorias”, “para você que deseja uma vida saudável”, “não causam cáries”, fizeram parecer a chegada de um milagre: comer à vontade e não engordar. Nos últimos cinco anos o mercado de adoçantes triplicou no nosso país, impulsionado por um grande número de consumidores preocupados com a saúde e, principalmente, com o culto ao corpo.

Edulcorantes são substâncias diferentes dos açúcares e com poder adoçante muito superior ao da sacarose (açúcar comum). Eles são classificados em naturais e artificiais ou sintéticos. Os naturais são obtidos sem reações químicas, a partir de plantas ou de alimentos de origem animal. Os artificiais ou sintéticos são obtidos de produtos naturais ou não, através de reações químicas apropriadas. Adoçante artificial é uma mistura de um ou mais edulcorantes capaz de conferir sabor doce aos alimentos. Esta mistura é feita porque o “blend” potencializa o poder do adoçante e mascara o gosto amargo residual de alguns dos edulcorantes. Existe um grande número de compostos capazes de produzir o sabor doce, entretanto só alguns (naturais ou artificiais) são permitidos pela legislação para serem adicionados aos alimentos.

EDULCORANTES NATURAIS
Dextrose e Maltodextrina

São extraídas do milho e tem ampla utilização na indústria alimentícia. Poder adoçante – 50 a 70% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. Muito utilizado como diluente nos adoçantes artificiais.

Frutose

Encontrado nas frutas e no mel. Valor energético - 4 Kcal/g, mas por seu poder adoçante ser 170 vezes maior que o açúcar acaba sendo pouco calórico. Sabor semelhante ao do açúcar. Uso industrial: gelatinas, pudins, geleias. Estudos recentes revelaram que a frutose ingerida juntamente com as refeições não altera a glicemia e, portanto, pode ser consumida com moderação por diabéticos.

Lactose e Tagatose

A lactose é extraída do leite, sendo muito utilizada em adoçantes de mesa. Poder adoçante – 15% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. A Tagatose é produzida a partir
da lactose e fornece 1,5Kcal/g. Costuma ser misturada a outros edulcorantes e está sendo utilizada em alguns refrigerantes dietéticos nos Estados Unidos.

Manitol, Xilitol, Sorbitol

São obtidos a partir da redução da glicose (sorbitol) e da frutose (manitol) e pela hidrogenação da xilose (xilitol). Poder adoçante – 50 a 70% maior que o da sacarose. Valor energético - 4 Kcal/g. Tem sabor semelhante à sacarose. Não alteram a glicemia. São amplamente utilizados na produção de gomas de mascar e balas, pois não causam cáries.

Steviosídeos, Truvia

Extraída da Stévia Rebaudiana, planta originária da serra do Amambaí, na fronteira do Brasil com o Paraguai. Descoberta em 1905 e industrializada a partir de 1970. Bastante utilizada no Japão, foi liberada pelo FDA em dezembro de 2008. Poder adoçante – 300 vezes maior que a sacarose. Não é calórico, tóxico e nem é metabolizado pelo organismo. Seu uso não é maior devido a sabor residual amargo. Truvia é feita utilizando-se a parte mais doce da folha da Stévia. Está sendo utilizada pela Coca-Cola americana em vários de seus produtos dietéticos.

EDULCORANTES SINTÉTICOS OU ARTIFICIAIS
Acesulfame K

Desenvolvido em 1960, é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. Foi aprovado pelo FDA em 1988. Poder adoçante – 180 a 200 vezes maior que o do açúcar. Não possui calorias, não tem sabor residual, não é metabolizado pelo organismo (é eliminado tal como ingerido). É estável em altas temperaturas, o que facilita a sua utilização em preparações de forno e fogão. Tem apresentações em pó ou líquido, geralmente associado a outros edulcorantes. É bastante utilizado pela indústria, principalmente em bebidas, chocolates, geleias, produtos lácteos, goma de mascar e na panificação.

Aspartame(o)

É um Éster Metílico do L-Aspartil--L-fenilalanina, metabolizado no trato gastrointestinal em 2 aminoácidos: ácido aspártico (40%) e fenilalanina (50%) e em metanol (10%). Poder adoçante – 200 vezes maior que o do açúcar. Valor energético - 4Kcal/g. Perde o sabor em temperaturas > 100ºC. Comercializado em mais de 100 países, é consumido por mais de 250 milhões de pessoas, em mais de 6.000 produtos. Contraindicado para portadores de fenilcetonúria (doença autossômica recessiva que acomete 1 em cada 10.000 indivíduos. Devido à ausência da enzima fenilalanina hidroxilase, que transforma a fenilalania em tirosina, há um acúmulo de fenilalanina no organismo, que ocasiona retardo mental) .

Ciclamato (ciclohexilsulfamato)

Descoberto em 1939, é comercializado desde a década de 50. Devido a uma possível associação com câncer de bexiga em ratos, foi retirada do mercado nos Estados Unidos (1969), Inglaterra (1970), França, Japão. Apesar do FDA ter concluído em 1984 que o ciclamato não é carcinogênico, ele não é comercializado nos EUA. O ciclamato está liberado pelo Parlamento Europeu, sendo utilizado nesta comunidade. Valor energético – 0 kcal/g. Poder adoçante – 40 vezes maior que o do açúcar. Apresenta sabor semelhante ao do açúcar, mas tem um leve gosto residual. Não perde a doçura quando submetido a altas ou baixas temperaturas e meios ácidos, sendo largamente utilizado no setor alimentício.

Neohesperidina Dihidrocalcona

Edulcorante que se obtêm pela modificação química de uma substância presente na laranja amarga (citrus aurantium). É um flavonóide que é degradado pela flora intestinal. Poder adoçante – 400 a 600 vezes maior que o do açúcar. É estável ao calor. Pode ser utilizado por diabéticos e geralmente é usado em combinação com outros edulcorantes.

Sacarina (ácido sulfanoilbenzóico)

É um derivado do petróleo descoberto em 1879 por Ira Remsen e Constantine Fahlberg, da Universidade Johns Hopkins. Não é metabolizado pelo organismo, sendo excretado sem alterações. Valor energético – 0 Kcal/g. Poder adoçante – 300 vezes maior que o do açúcar. É estável em altas temperaturas. Tem gosto residual amargo e metálico e, por isto, geralmente é associado a outro edulcorante, principalmente o ciclamato.

Sucralose

É o único adoçante artificial derivado do açúcar, sendo obtido a partir da cloração da sacarose. Foi desenvolvido em 1976 e aprovado pelo FDA e ANVISA em 1998. Valor energético – 0 kcal/g. Poder adoçante – 600 vezes maior que o do açúcar. Resiste a altas temperaturas, não possui sabor residual amargo, não é metabolizado pelo organismo. É o único que pode ser utilizado sem restrições por fenilcetonúricos, gestantes, crianças e diabéticos. Mais de 100 estudos (toxicologia, oncologia, teratologia, neurologia, pediatria e nutrição) comprovam a sua segurança.

Fonte: ABESO, acesso em 20/06/2013.

ADOÇANTE ARTIFICIAL CONTRA PARKINSON?

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Manitol que aglomerados da proteína a-sinucleína se formem no cérebro
Manitol que aglomerados da proteína a-sinucleína se formem no cérebro
Cientistas da American Friends Tel Aviv University, nos EUA, descobriram que um adoçante artificial muito utilizado pode ajudar a prevenir o aparecimento da doença de Parkinson.

A pesquisa demonstra que o manitol, álcool de açúcar produzido por fungos, bactérias e algas e componente comum de goma de mascar sem açúcar impede que aglomerados da proteína a-sinucleína se formem no cérebro, processo que é característico do Parkinson.

Os resultados sugerem que este adoçante artificial poderia ser uma nova terapia para o tratamento do mal de Parkinson e outras doenças neurodegenerativas.


Depois de identificar as características estruturais que facilitam o desenvolvimento de aglomerados de a-sinucleína, os pesquisadores começaram a buscar um composto que pode inibir a capacidade das proteínas se unirem. No laboratório, eles descobriram que o manitol estava entre os agentes mais eficazes na prevenção da agregação de proteínas em tubos de ensaio. "O benefício desta substância é que ela já está aprovada para utilização em uma variedade de intervenções clínicas", afirma o pesquisador Daniel Segal.

Em seguida, para testar as capacidades do manitol no cérebro vivo, os investigadores se voltaram para moscas de fruta transgênicas concebidas para transportar o gene humano para a-sinucleína.

Para medir o movimento das moscas, eles usaram um ensaio denominado "ensaio de escalada", na qual a capacidade de moscas para subir as paredes de um tubo de ensaio indica a sua capacidade de locomoção. No período experimental inicial, 72% das moscas normais foram capazes de subir o tubo de ensaio, em comparação com apenas 38% das moscas geneticamente alteradas.

Os pesquisadores então adicionaram manitol à comida das moscas geneticamente alteradas por um período de 27 dias e repetiram a experiência. Desta vez, 70% das moscas mutantes podiam subir o tubo de ensaio. Além disso, os investigadores observaram uma redução de 70% em agregados de a-sinucleína em moscas mutantes que tinham sido alimentadas com o manitol, em comparação com as que não tinham recebido a substância.

Os resultados da pesquisa foram confirmados por um segundo estudo que mediu o impacto de manitol em ratos geneticamente modificados para produzir a-sinucleína humana, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de San Diego, nos EUA. Após quatro meses, os pesquisadores descobriram que os camundongos injetados com manitol também mostraram uma redução dramática nos níveis de a-sinucleína no cérebro.

Os pesquisadores agora planejam reexaminar a estrutura do composto manitol e introduzir modificações para otimizar sua eficácia. Outros experimentos em modelos animais, incluindo o teste comportamental, são necessários, de acordo com eles.

Fonte: I Saúde, Adoçante artificial é arma potencial contra a doença de Parkinson. Estudo dos EUA revela que manitol pode evitar a formação de aglomerados de proteínas tóxicas no cérebro. Acesso em 20/06/2013.

ADOÇANTES ARTIFICIAIS AUMENTAM A PRODUÇÃO DE INSULINA NO CORPO.

sexta-feira, 31 de maio de 2013 0 comentários
Adoçante artificial pode modificar a forma como o corpo lida com o açúcar
Adoçante artificial pode modificar a forma como o corpo lida com o açúcar.

Adoçantes artificiais podem modificar a forma como o corpo lida com o açúcar. É o que revela estudo de pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA. Resultados indicam que produtos aumentam produção de insulina no corpo em 20% e podem causar diabetes.
 
A equipe, liderada por Yanina Pepino, estudou pessoas com um índice de massa corporal (IMC) médio de pouco mais de 42, uma pessoa é considerada obesa quando o IMC chega a 30.
Os pesquisadores deram aos indivíduos água ou sucralose para beber antes que eles consumissem um teste de glicose. A dosagem de glicose é muito semelhante ao que uma pessoa pode receber como parte de um teste de tolerância à glicose.
Os pesquisadores queriam saber se a combinação de sucralose e glicose afetaria a insulina e os níveis de açúcar no sangue. "Queríamos estudar esta população, pois esses adoçantes são frequentemente recomendados para eles como uma forma de tornar sua dieta mais saudável, limitando a ingestão de calorias", explica Pepino.
Cada participante foi testado duas vezes. Aqueles que beberam água seguida de glicose em uma visita consumiram sucralose seguida de glicose no teste seguinte. Deste modo, cada participante serviu como o seu próprio grupo de controle.
 
"Quando os participantes do estudo beberam sucralose, o açúcar no sangue chegou a um nível superior do que quando beberam apenas água antes de consumir glicose. Os níveis de insulina também subiram cerca de 20%. Assim, o edulcorante artificial foi relacionado com níveis mais altos de insulina no sangue e maior resposta da glicose", observa Pepino.
Segundo os pesquisadores, a resposta elevada de insulina pode ser uma coisa boa, porque mostra que a pessoa é capaz de produzir insulina suficiente para lidar com níveis altos de glicose. Mas também pode ser ruim, porque quando as pessoas secretar mais insulina rotineiramente, elas podem tornar-se resistentes aos seus efeitos, o que pode levar ao diabetes tipo 2.
 
A equipe acredita que a pesquisa pode ajudar a explicar como os adoçantes podem afetar o metabolismo, mesmo em doses muito baixas. "Nossos resultados indicam que este adoçante artificial não é inerte, que tem um efeito. E nós precisamos fazer de mais estudos para determinar se esta observação significa que o uso a longo prazo pode ser prejudicial", conclui Pepino.
 
Fonte: I Saúde, Adoçantes artificiais aumentam produção de insulina no corpo em 20%. Pesquisa sugere que sucralose pode modificar a forma como o organismo lida com o açúcar e aumentar o risco de diabetes. Acesso em 31/05/2013.