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ALIMENTAR-SE PARA REJUVENESCER.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017 0 comentários

David Wolfe *

Gerando beleza pela mineralização

Ficar mais bonito é outro efeito colateral da mineralização de organismo para alcançar uma saúde radiante. Em particular, há cinco elementos que formam compostos minerais que favorecem a geração de uma aparência física perfeita, estes são: magnésio, silício, zinco, enxofre e ferro. 

A Importância do Magnésio 
O magnésio, um dos elementos mais importantes para o nosso organismo, é também um dos mais deficientes na alimentação moderna. De fato, estima-se que perto dos 80% da nossa população é deficiente em magnésio, seguido de perto por deficiências em cromo e ferro. Para se ter uma idéia das propriedades do magnésio, considere os seguintes efeitos terapêuticos: 

• acalma os nervos

• útil no alívio de sintomas da TPM

• harmoniza os desequilíbrios mentais e emocionais

• diminui a irritabilidade

• melhora os distúrbios do sono

• aumenta a saúde dos ossos

• relaxa os músculos

• ajuda na digestão, agindo como um laxante

• alivia as enxaquecas

• alivia as cólicas ou espasmos

• ajuda no desequilíbrio do açúcar no sangue

• vital para o bom funcionamento do nosso músculo cardíaco 

Os alimentos verdes ricos em clorofila têm alto conteúdo de magnésio. Este mineral essencial é encontrado também em quantidades excepcionalmente elevadas em grãos de cacau cru e de produtos do cacau (chocolate cru e produtos de chocolate cru). O cacau cru, que é o chocolate na sua forma natural, é na verdade uma noz. Além de ser a mais rica fonte de magnésio de qualquer alimento, o cacau cru é a principal fonte de cromo, uma das melhores fontes de ferro, e também é rico em zinco, cobre e manganês. Estas são apenas algumas razões pelas quais as pessoas se sentem bem nutridas quando consomem este incrível alimento. 

Os segredos da alquimia do silício 
O silício pode ser encontrado nos nossos vasos sanguíneos, ossos, cartilagens, tecido conjuntivo, cabelo, ligamentos, pulmões, gânglios linfáticos, músculos, unhas, pele, dentes, tendões e traquéia. Os ossos em crescimento e em processos de cura têm mostrado conter altos níveis de silício. O silício também favorece os dentes fortes e a formação de uma mandíbula sadia e forte. O silício permite a flexibilidade e elasticidade de nossos músculos e tecidos. A quantidade de silício no colágeno da nossa pele diminui com a idade. 

Através do processo de transmutação biológica, o organismo tem a capacidade de transformar o silício em cálcio. A transmutação biológica é o processo alquímico desempenhado pelo organismo que permite que uma substância seja transformada em outra. Esta teoria viola a lei de Lavoisier, formulada cientificamente por primeira vez pelo recente candidato ao prêmio Nobel, o professor francês CL Kervran em seus cinco livros e cinco mil páginas de anotações de pesquisas, as quais têm sido resumidas e traduzidas ao inglês no trabalho conhecido como Transmutações Biológicas. 

Quando criança, Kervran percebeu que as galinhas bicavam incessantemente as placas de mica espalhadas pelo chão e perguntou-se por que nunca bicavam os grãos de areia. Mais tarde ele iria perceber a mãe na cozinha cortando e abrindo a moela dos frangos, aparecendo apenas pequenas pedras e areia, mas nunca a mica. Mais tarde, ele descobriu que a mica era uma substância que contém potássio e sílica e que era transformada em cálcio. 

Os alimentos ricos em silício incluem a alfafa, brotos de bambu jovem, seiva de bambu, pimentões, raiz de bardana, pepinos, folhas de cânhamo, cavalinha, lovage, manjerona, folhas adultas de capim, urtiga, espinafres da Nova Zelândia, cacto Nopal, aveia, rabanete, alface romana, tomate e plantas verdes tenras da primavera. 

Os sinais de deficiência de silício incluem pele deteriorada, unhas e cabelos quebradiços, cáries dentárias, ossos fracos, tendões e ligamentos fracos, aterosclerose, osteoporose e doenças pulmonares. 

Os segredos da beleza alquímica do enxofre 
O enxofre é um elemento químico fundamental para a beleza. Ele pode ser considerado como o melhor cosmético do mundo. A ingestão adequada de enxofre é importante na geração de cabelos belos, unhas e pele. Ele tem a capacidade de transformar a pele, especialmente do rosto, dando-lhe uma suave tonalidade luminosa. 

O enxofre pode ser a chave para ajudar as pessoas em certos tipos de acne. O enxofre ajuda a amaciar e embelezar a pele e no processo de cicatrização e nas marcas deixadas pela acne. 

O enxofre é responsável por fazer que nossos cabelos, unhas e pele brilhem com esplendor. Os cachos do cabelo dependem das uniões enxofre-enxofre do aminoácido cistina. 

O enxofre é também um poderoso desintoxicante que ajuda a aliviar a dor e a inflamação, auxiliando no processo de desintoxicação das nossas células. Pode reduzir a síntese do ácido lático, ajudando a aliviar as cãimbras e espasmos musculares das pernas e das costas.

Boas fontes de alimentos com resíduos de enxofre incluem aloe vera, noni, rúcula, pólen de abelha, algas azuis e verdes, brócolis, couve de bruxelas, repolho, alho, sementes de cânhamo, rábano, pimentão, pimentão ardido, couve, cebola, sementes de abóbora, rabanete, espirulina, e agrião. 

Os sintomas de deficiência de enxofre incluem acne, artrite, cabelos quebradiços, unhas quebradiças, transtornos gastrointestinais, disfunção do sistema imune, lesões musculares persistentes, perda da memória, erupções cutâneas, cicatrizes e cicatrização lenta. Os sintomas de deficiência de enxofre são muitas vezes qualificados erradamente como "deficiência de proteínas". 

Os segredos da beleza alquímica do Zinco 
O zinco atua principalmente através das enzimas. A atividade da enzima antioxidante superoxido dismutase (SOD), a qual é um poderoso antiinflamatório, é dependente do zinco. O desenvolvimento sexual, a saúde do nosso sistema reprodutivo, a fertilidade, a visão noturna, e o embelezamento da nossa pele também dependem de ter uma boa quantidade de zinco disponível. 

O zinco é um componente fundamental de um grupo de enzimas que ajudam ao organismo a manter o suprimento de colágeno. O colágeno é essencial para uma aparência saudável da pele do rosto e dos tecidos do organismo para permanecerem jovens. O zinco deve estar presente para que as enzimas consigam digerir o colágeno danificado e reconstruir um novo colágeno. O zinco também é útil para reduzir os sinais externos do envelhecimento, prevenção de rugas e estrias, o alívio de queimaduras, e até mesmo o reparo do DNA devido à exposição aos raios X e à radiação. 

O zinco é mais facilmente absorvido depois de ter feito uma desintoxicação dos metais pesados do organismo mediante o uso regular de MSM (metil sulfonil metano), coentro, algas chlorella, e produtos de desintoxicação zeolíticos. 

As melhores fontes de zinco, as quais devem ser comidos crus, incluem algas, cacau, sementes de papoula, sementes de abóbora, nozes, castanhas, noz macadâmia, semente de girassol, gergelim, coco, ou mesmo zinco líquido em pequeníssimas doses. 

Os sintomas de deficiência de zinco incluem: acne, perda do paladar e do olfato, o crescimento lento em crianças, alopecia, erupções cutâneas, doenças da pele, esterilidade, baixa contagem de espermatozóides, cicatrização demorada, atraso na maturação óssea, diminuição do tamanho dos testículos e visão deficiente. 

Se o zinco é obtido a partir dos alimentos, é quase impossível provocar uma overdose, porque se encontra em traços. No entanto, é importante notar que os suplementos de zinco podem produzir sintomas tóxicos se tomados por um período prolongado em doses que ultrapassem os 150 mg/dia. Os sinais e sintomas da ingestão de uma superdose de zinco incluem a diminuição do cobre no sangue, sonolência, letargia, vertigens, dificuldade com a escrita, agitação e vômitos.

Os segredos da beleza alquímica do Ferro 
Sangue rico em ferro produz uma tonalidade de suave incandescência e beleza quase transparente. Sangue rico em ferro é a fonte do magnetismo (carisma). É considerado o elemento mais ativo no sistema humano e, portanto, precisa ser reabastecido com freqüência. 

Em termos de estrutura molecular, a hemoglobina do nosso sangue é quase idêntica à estrutura da clorofila das plantas. No centro da molécula da hemoglobina encontramos o ferro, no centro da molécula de clorofila encontramos o magnésio. 

Dois terços do ferro encontrado no organismo estão no sangue. O sangue, rico em ferro, transporta o oxigênio pelo organismo. Ele gera uma corrente de sangue magnética e uma corrente de indução eletromagnética nas espirais nervosas que passam através das paredes das artérias e das veias ajudando a ativar os componentes do sangue. 

Os melhores alimentos ricos em ferro são o xarope de raiz de yacon, produtos do cacau, espirulina, alcachofra de Jerusalém, cebola, raiz de bardana, cerejas, amoras, couve, alface jovem, urtiga, salsa, cebolinha, espinafre, acelga jovem, ervas, a maior parte das hortaliças de folha verde, todas as variedades de berrys vermelhos e algas marinhas. A carne vermelha é vermelha devido ao conteúdo de ferro do sangue. 

Os sintomas de deficiência de ferro podem incluir anemia, tonturas, fraqueza, fadiga e intolerância ao frio. Engolir gelo picado sem saciedade é freqüentemente considerado um sintoma de deficiência de ferro. 

Conclusão 
A descoberta da importância fundamental da mineralização nos leva à percepção de que nossa saúde pode ser melhorada radicalmente consumindo e cultivando alimentos ricos em substâncias minerais. Levando isto um passo mais adiante, torna-se claro que o nosso estado de consciência está intimamente relacionado com nosso nível de mineralização. 

Uma adequada e abundante mineralização geram em forma natural estados de consciência prósperos. Deficiências minerais geram estados de consciência carentes. 

Nós estamos vivendo no período mais incrível de todos os tempos. Temos acesso aos melhores alimentos, aos melhores suplementos e as melhores informações. Use sua inteligência, porque agora, como nunca antes, você pode acessar os melhores minerais e os melhores alimentos. Vamos os mineralizar, alcançar o nosso pleno potencial e desfrutar do melhor de cada dia! 

Fonte: Doce Limão.

DESORDENS MITOCONDRIAIS EM ADULTOS E CRIANÇAS.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017 0 comentários
Johns, 1995
As mitocôndrias são as usinas de produção de energia de nossas células. ...esta energia é utilizada por todos os órgãos para o desempenho de suas funções. 

Disfunções mitocondriais, ou seja, alterações na produção energética em decorrência do mal funcionamento das mitocôndrias associam-se a maior incidência de doenças cardiovasculares, maior dificuldade de perda de peso e também maiores alterações comportamentais nos transtornos do espectro do autismo, na síndrome de Down e no Alzheimer. Chinnery (2015) trouxe uma revisão em que mostra que uma série de outras condições também estão associadas à fadiga mitocondrial incluindo epilepsia, demência, encefalopatias, tubulopatias renais, constipação, diabetes mellitus e hipoparatireoidismo e lipomatose.

Uma série de mutações de genes mitocondriais vem sendo estudadas na tentativa de explicar as disfunções. É o que mostra estudo publicado em 2016 por Koopman e colaboradores.



Além das mutações de genes importantes, fatores ambientais também estão podem contribuir para o surgimento da disfunção mitocondrial, como endotoxemia metabólica, disbiose intestinal, uso crônico de antiácidos, consumo excessivo de carnes, glico ou lipo toxicidade, contato com toxinas, consumo excessivo calórico (Jha et al., 2016).

Assim, o cuidado com o intestino, a redução no consumo de carnes, gorduras trans, alimentos industrializadas e carnes (especialmente as industrializadas) torna-se importante. Para melhorar a função mitocondrial a suplementação também vem sendo estudada, destacando-se compostos como ácido lipóico, coenzima Q10 e curcumina (Koopman et al., 2016). Para ajustes em sua dieta ou prescrição de nutrientes consulte um nutricionista.

8 PASSOS ANTIENVELHECIMENTO.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 2 comentários
Perda de memória, problemas cardíacos, menos força muscular, perda de visão. A idade traz, inevitavelmente, alguns problemas de saúde. 

E, ainda que não seja possível travar o envelhecimento, a ciência confirma que uma alimentação composta por nutrientes específicos pode atrasar ou mesmo fazer recuar este processo. Fomos conhecer os nutrientes chave da juventude. Faça deles os seus melhores amigos.

«Os alimentos, para além de serem fonte de energia e de substâncias necessárias às nossas funções vitais, desempenham um papel muito importante no processo de envelhecimento», refere o médico Pedro Lôbo do Vale. Alguns nutrientes são quase verdadeiros medicamentos que intervêm diretamente na nossa saúde e no nosso 
bem-estar. 

Para além disso, o facto de determinados alimentos serem eficazes a cuidar da nossa saúde, promovendo a longevidade e protegendo-nos de doenças, está comprovado cientificamente em inúmeros estudos médicos sobre a ação dos nutrientes no organismo. 

Sabemos, então, que uma atitude importante a tomar na prevenção do envelhecimento precoce é a escolha consciente de uma alimentação equilibrada e diversificada. Mas, afinal, o que é que conseguimos atingir concretamente com essa atitude? Descubra, de seguida.

8 passos antienvelhecimento 
1. Reduza os níveis de stress com alface e aveia
O stress consiste numa resposta do organismo a determinados estímulos 
que poderão levar a situações de tensão e desgaste. Cada 
pessoa reage de maneira diferente ao stress mas isso não implica que 
deixe de ser um problema com consequências fisiológicas.

O especialista 
Pedro Lôbo do Vale refere que «existem alguns alimentos com propriedades
relaxantes como a alface ou a aveia». 

Em concreto, as substâncias mais 
conhecidas por ajudar a aliviar o stress são o magnésio e as vitaminas 
do complexo B, nomeadamente a B6. O magnésio está presente 
em hortaliças de folha verde e em frutos secos oleaginosos como a 
aveia, a noz ou o caju. Atenção, Segundo a Associação Portuguesa de 
Dietistas, a maior parte dos portugueses adultos não atinge a dose 
diária recomendada de magnésio (320 mg/dia para as mulheres e 420 
mg/dia para os homens).

2. Reduza os danos celulares provocados pelos radicais livres com uvas pretas, romã e morangos
«A redução da ação dos danos causados pelos radicais livres 
passa pela ingestão de alimentos antioxidantes», refere Pedro Lôbo do 
Vale. Comprovados cientificamente estão os benefícios de frutos como o 
mangostão, o noni, a romã ou as bagas de goji, sem esquecer a riqueza 
nutricional e aporte antioxidante de produtos como vinho tinto, chá 
verde, ginkgo biloba e frutos de bagas azuis escuras ou vermelhas (uvas pretas, mirtilos, groselhas, 
morangos, entre outros).

Alimentos ricos em selénio, zinco, cobre, 
coenzima Q10, vitaminas A, C e E, resveratrol e bioflavonoides, são 
substâncias que diminuem a oxidação das células. Caso procure potenciar 
os benefícios da alimentação pode procurar tomar estas substâncias em 
fórmulas concentradas.

3. Reduza o colesterol e aumente a capacidade cardiovascular com alho, salmão, fruta, atum, óleos vegetais e sementes
Para ver diferença nos níveis de colesterol das suas próximas análises, aposte em peixes gordos, ricos em ómega-3, óleos de origem vegetal e vegetais em geral por serem ricos em fitoesteróis. «Os óleos de peixes como o salmão, o arenque, o atum ou a sardinha fornecem ácidos gordos Ómega-3, que se transformam em prostaglandinas 
anti-inflamatórias, regulando todas as funções orgânicas, incluindo as cardiovasculares, entre as quais a redução dos níveis de colesterol e triglicéridos», explica Pedro Lôbo do Vale.

Para além disso, o consumo intensificado de «frutas, produtos hortícolas, legumes, sementes, cereais, óleos vegetais e outros de origem vegetal, em detrimento da ingestão de gordura de origem animal, também contribui para a diminuição do colesterol, devido à presença de fitoesteróis, compostos cuja composição é semelhante ao colesterol e atua como bloqueador da absorção do colesterol alimentar», explica o especialista. É importante não esquecer também os benefícios do alho, que atua diretamente no sistema cardiovascular, na prevenção da aterosclerose e também na redução da viscosidade do sangue.

4. Baixe a pressão arterial com mais legumes e menos sal
A regra mais importante que deve seguir para reduzir a pressão arterial é reduzir o consumo de sal. Ao mesmo tempo, pode também aumentar o consumo de potássio, «por este se tratar de um mineral necessário a um equilíbrio hídrico adequado, assim como à contração muscular, à transmissão nervosa e à regulação dos batimentos cardíacos», explica Pedro Lôbo do Vale. Para consumir mais potássio, dê preferência a cereais, vegetais e fruta como folhas de beterraba, espinafres, batata, feijão, abóbora, ameixas secas, sumo de ameixa e passas.

5. Aumente a memória e diminua a perda cognitiva com fibra, peixe, azeite e nozes
A primeira regra está em reduzir o consumo de álcool e de nicotina presente no tabaco. Depois deste passo, «uma dieta favorecedora das capacidades da memória deve ser rica em fibras, fruta, vegetais e peixe, em detrimento da carne, gorduras e açúcares refinados», recomenda o especialista. 

Muitas investigações têm sido desenvolvidas sobre os benefícios de determinadas substâncias em doenças cognitivas como alzheimer.

Por exemplo, um estudo recente publicado no The Archives of Neurology refere que os ácidos gordos polinsaturados encontrados no peixe, nozes e azeite têm um efeito protetor contra as doenças cognitivas.

6. Reduza os níveis de homocisteína com fruta, lentilhas, espinafres e feijão

O excesso de homocisteína é um fator de risco cardiovascular. «Trata-se de um aminoácido que pode provocar um aumento do risco de coágulos e entupimento das artérias, além de contribuir para a formação de depósitos de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos», explica o médico Pedro Lôbo do Vale.

Para reduzir estes níveis, deve-se potenciar o consumo de ácido fólico, principalmente através de frutos e vegetais e/ou alimentos como cereais, lentilhas, espinafres e a maioria dos feijões. «Para além da ingestão de ácido fólico é também importante a ingestão de vitaminas B6 e B12 e lecitina de soja», acrescenta o médico.

7. Melhore a visão com cenouras, gema de ovo, pêssegos e mirtilos
Alguns alimentos garantem nutrientes importantes para a estrutura dos olhos. «A cenoura é rica em betacaroteno, um componente da vitamina A que é fundamental para a visão normal», refere Pedro Lôbo do Vale. Para além disso, é importante também o consumo de luteína, «um pigmento da família dos carotenoides que é o principal antioxidante presente nas membranas oculares (retina e mácula)», acrescenta.

A luteina está presente em alguns frutos como laranja, mamão, pêssego e quivi, bem como na gema de ovo. Um outro fruto muito especial para a visão é o mirtilo. «Estudos recentes provam que as bagas de mirtilo podem melhorar vários problemas de visão, incluindo a miopia e a degeneração da mácula devido à idade ou diabetes», refere. 

8. Fortalecer os ossos com leite, bebidas de soja, amêndoas, feijão e queijo
As substâncias que mais interagem com a saúde óssea são o cálcio (e a vitamina D), o magnésio, o boro e a vitamina k2. O cálcio está essencialmente presente no leite e nos seus derivados, mas também nos legumes, peixes gordos e bebidas à base de soja.

«O magnésio e o boro são também indispensáveis à obtenção de ossos saudáveis, devido ao seu papel para o metabolismo do cálcio», refere Pedro Lôbo do Vale. Estes estão essencialmente presentes nos cereais integrais, frutas secas, vegetais de folha verde escura e feijão.

Mais comum no queijo, «a vitamina K2 está associada à densidade óssea, havendo estudos a documentar que a toma de suplementos desta vitamina reduziu a incidência de fraturas, a taxa de perda de densidade mineral óssea e aumentou a resistência óssea», refere o médico. E, ainda que a alimentação possa prevenir estes casos, em estados mais avançados de osteoporose as concentrações de nutrientes presentes nos alimentos podem não ser suficientes para evitar fraturas graves.

As estrelas da sua despensa
Uvas, vinho tinto, chocolate negro, pistácios e amendoins
O resveratrol é um composto presente na pele com eficácia comprovada na proteção antioxidante, prevenção do envelhecimento precoce e manutenção de uma circulação sanguínea saudável. Para além disso, é conhecido por ativar o gene da sirtuina (SIRT1), conhecido como o gene da longevidade. Poderá estar associado ao padrão alimentar francês que garante valores reduzidos de cancro e de doenças cardiovasculares.

Salmão, atum, polvo, sardinha e lulas
São fontes de gordura polinsaturada, que também está presente, em menor quantidade, nas nozes e em alguns óleos vegetais, como o óleo de milho ou de girassol. O importante é equilibrar o consumo de dois ácidos gordos polinsaturados essenciais (Ómega-3 e Ómega-9). Vários estudos comprovaram a eficácia do aumento do consumo de alimentos ricos em Ómega-3 na prevenção de diversas patologias cardiovasculares inflamatórias.

Bebidas de soja, rebentos de soja, molho de soja, grão de soja, tofu e sobremesas de soja
São fonte de aminoácidos de alto valor biológico, isoflavonas, ácidos gordos polinsaturados, minerais, vitaminas e fibras. «As isoflavonas da soja são benéficas na prevenção da osteoporose e na melhoria dos sintomas associados à menopausa», refere Pedro Lôbo do Vale, sendo igualmente reconhecidos os seus efeitos ao nível do coração, da diabetes e da arteriosclerose.

Frutos vermelhos, frutos secos, tomate, cenoura, chá verde e vegetais de folha verde
Minimizam os malefícios dos radicais livres e respetivos danos provocados nas células. «Existem vários nutrientes e vitaminas que têm a função de proteger o organismo contra os efeitos nefastos dos radicais livres e proteger as células e o ADN», explica o especialista que recomenda a «ingestão de um número variado destes agentes, de forma a que o seu benefício seja potenciado, uma vez que os diversos antioxidantes atuam de modos diferentes».

Fonte: Lifestyle.

SUBSTÂNCIAS ANTIENVELHECIMENTO.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015 1 comentários
A ciência tem procurado decifrar os mecanismos básicos do percurso de amadurecimento do corpo humano. No entanto, podemos abandonar o sonho de que um dia a poção mágica da juventude saia pronta de um laboratório de um gênio.

A pele como qualquer outro órgão do corpo, também não escapa ao envelhecimento, onde podemos notar de forma mais visível o aumento das marcas da idade e o seu percurso de perda de elasticidade. Um dos fatores associados à perda de firmeza da pele é a diminuição de produção de substâncias químicas e percursores nutricionais. Esta diminuição está diretamente associada à produção de radicais livres.

O envelhecimento da pele começa, sem que o possamos perceber visivelmente, entre os 25 e 30 anos de idade. A única coisa que diferencia uma pessoa da outra é que o tempo fisiológico é inerente a cada uma, e pode fazer com que as marcas do processo de envelhecimento apareçam em determinada idade e não em outra. Nesse aspeto, os hábitos de vida têm grande importância para a saúde e beleza da pele.

Alguns fatores podem acelerar o processo, como exposição ao sol, agressões ambientais, poluição, alimentação desequilibrada, fumo, consumo de álcool e alterações hormonais que acontecem na menopausa. Se adicionarmos a tudo isto, uma alimentação pobre em nutrientes, este envelhecimento torna-se precoce.

Na luta contra este envelhecimento precoce, especialistas não param de descobrir novas técnicas e substâncias para retardar o ritmo do relógio biológico. A cada dia encontram-se mais e mais fórmulas capazes de retardar o envelhecimento da pele.

Descobertas de verdadeiras "pílulas da beleza" têm-se tornado uma febre nos consultórios e clínicas de estética. Agora a coqueluche do momento é o DMAE (dimetilaminoetanol). Começam então a aparecer no mercado cosméticos que incluem o DMAE na sua formulação.

Misturado com outros nutrientes, combinado com uma base antioxidante e aplicado sobre a pele, o DMAE proporciona uma melhoria rápida e extrema na aparência da pele flácida", afirma o dermatologista americano Nicholas Perricone, no seu livro "O Fim das Rugas".

DMAE nos alimentos
O DMAE, agora utilizado na cosmética, está também presente em alguns alimentos. Para além da cosmética, a nutrição tem um papel muito importante para manter a juventude da pele. Assim aliar uma boa nutrição à cosmética, é meio caminho andado para uma pele saudável e bonita.

O DMAE, como vimos ajuda a pele a ganhar mais firmeza, este encontra-se naturalmente no nosso corpo (fígado, cérebro e coração) e em peixes como as anchovas, as sardinhas, o salmão e o atum, assim devemos incluir na nossa alimentação este tipo de peixes.

Esta substância também pode ser ingerida em suplementos. Ao ser administrado por via oral passa pelo trânsito gastrointestinal sem sofrer grandes alterações, penetra a barreira hematoencefálica e aumenta os níveis de colina, e consequentemente, aumenta a síntese de acetil-colina diretamente a nível cerebral (é portanto um precursor indireto da acetil-colina).

Este tem a sua ação aumentada com a suplementação concomitante de vitamina B5 (pantotenato de cálcio), colina, lecitina de soja, L-fenilalanina, L-tirosina, L-acetilcarnitina e Ginkgo biloba. No entanto, o DMAE não é indicado em pessoas que sofrem de epilepsia, grávidas, mulheres em fase de amamentação e em homens com problemas de próstata.

O uso de vitaminas, minerais ou outros suplementos pode trazer bons resultados, mas a automedicação não é recomendada. Consulte sempre um médico para a sua avaliação e acompanhamento, quando se tratar de assuntos relacionados com a saúde.

Nutrição para a pele
Como já vimos, a pele é uma das vozes de alarme do nosso organismo, que se expressa sob a forma de falta de luminosidade, elasticidade, rugas, etc. Quanto antes a pessoa se interessar pela elaboração de uma alimentação rica em nutrientes, melhor.

Procurar um nutricionista pode ajudar a garantir a beleza da pele no futuro. Frutas e legumes cor de laranja e verde escuro, são alguns ingredientes indispensáveis também para a saúde da pele. Alimentos como melão, laranja, cenoura, abóbora, brócolis, manga, alperces, tangerinas e melancia são excelentes pois contêm muitas vitaminas antioxidantes.

Outros bons amigos da beleza da pele, são os ácidos gordos, ómega 6 existente nas oleaginosas e seus óleos (açafrão ou cártamo, girassol, gérmen de trigo e milho), e o Omega 3 existente nos peixes gordos (onde também existe o nosso DMAE) e nos óleos de soja e colza.

A sardinha em lata é também um alimento rico em vitamina E. Esta vitamina trabalha em equipa com os ácidos gordos essenciais e tem grande poder antioxidante. A alimentação de quem deseja manter a pele em ordem deve incluir ainda muita água. Não se deve dispensar o consumo diário de dois litros de água.

Podemos concluir que é da máxima importância manter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas ou sumos naturais, rica em gorduras polinsaturadas provenientes dos peixes gordos e oleoaginosas, e evitando o excesso de gorduras saturadas.

Fonte: Lifestyle.

DNA MITOCONDRIAL PODE SER A CHAVE PARA DESVENDAR DOENÇAS E ENVELHECIMENTO PRECOCE.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015 0 comentários
euatleta coluna guilherme mitocôndria dna célula genes genética (Foto: Getty Images)
Há milhões de anos, a célula do mamífero se tornou capaz de utilizar o oxigênio (O2) graças a uma provável simbiose (sociedade) feita com uma bactéria marinha capaz de utilizar o O2. Essa “bactéria“ foi primeiramente descrita pelo histologista alemão Richard Altmann em 1894 como organelas celulares chamadas de bioblastos. Atualmente a conhecemos como mitocôndria, e ela pode ser considerada a principal organela que habita o interior das nossas células. 

Ela é a "fornalha" celular, ou seja, local onde produzimos a energia para a vida. Sem energia não há vida e, por isso, um dos fenômenos biológicos mais estudados nos últimos anos é o declínio progressivo da função das mitocôndrias com a idade, o que leva a uma lenta diminuição da vitalidade das nossas células e menor produção de energia, o ATP. 

Curiosamente, a mitocôndria possui um DNA próprio que herdamos apenas da nossa mãe, e ele difere totalmente do DNA presente no núcleo das nossas células. Essa existência do DNA mitocondrial sugere que as mitocôndrias já existiram um dia como organismos separados das suas atuais células-hospedeiras, nesse caso, as nossas células humanas. 

Diversos estudos tentam elucidar se a origem da maioria das doenças pode estar na mitocôndria, como por exemplo o câncer. É razoável pensarmos que, se há uma falha na mitocôndria, não haveria produção de energia adequada e, consequentemente, poderíamos adoecer. Para os cientistas, a mitocôndria “doente“ não utilizaria o O2 como deveria, mesmo que as quantidades de O2 estivessem ideais. Esse novo fenômeno é conhecido pela ciência como “Hipóxia Mitocondrial“ e parece ser o cerne do envelhecimento precoce e de várias doenças degenerativas. 

As oleaginosas são ricas em gorduras boas, que favorecem a função mitocondrial (Foto: Getty Images)

Um estudo da universidade de Harvard feito pelo Dr. David Sinclair e sua equipe, publicado em 2013 na revista Cell (fator de impacto: 32,2), mostra que o envelhecimento leva a um declínio específico da função mitocondrial e a uma diminuição da oxidação (produção de energia) com maior lesão no DNA celular. Esse estudo também descreve que ocorre uma queda dos níveis de dinucleótido de nicotinamida e adenina (NAD+) com a idade. Esse substrato celular é fundamental por facilitar a oxidação mitocondrial no ciclo de Krebs. Ainda segundo os pesquisadores, a reposição com NAD+ na mitocôndria poderia diminuir a progressão de doenças, como o câncer, e retardar o envelhecimento. 

Além disso, outros estudos mostram que pequenas atitudes podem retardar o envelhecimento e evitar o declínio da função mitocondrial. São elas:

- Ter uma boa noite de sono: os mecanismos restauradores celulares são ativados principalmente durante a noite, enquanto dormimos, em especial por estimulo do hormônio do crescimento;
- Praticar exercícios físicos! Os estudo de Porter et al (2014) mostra que um atleta possui até 50% mais mitocôndrias nas células do organismo, principalmente no músculo cardíaco;
- Ter uma alimentação pobre em açúcar e rica em gorduras boas. O metabolismo celular via Piruvato gera maior quantidade de CO2 (acidifica o PH da célula) e menos ATP celular em comparação com a via dos ácidos graxos (Acetil-coa). Uma alimentação rica em gorduras boasparece potencializar a função mitocondrial, como mostra o estudo de Carabelli et al (2011);
- Possuir níveis hormonais equilibrados e manter níveis ideais de vitaminas (como vitaminas D e A) e minerais (em especial, o Magnésio);
- Ter uma alimentação rica em proteínas, em especial as que contenham o aminoácido essencial Lisina, capaz de aumentar os níveis de L-Carnitina, nutriente fundamental para o metabolismo mitocondrial. 

Futuros estudos devem elucidar outros mecanismos restauradores celulares e definir a real associação da função mitocondrial com os processos de adoecimento e envelhecimento. Para isso, pesquisadores estão voltando suas atenções ao estudo do DNA mitocondrial e dos processos causadores de alterações que poderiam gerar doenças. 

Enquanto isso, podemos melhorar a performance das nossas células e das nossas mitocôndrias com uma boa alimentação, praticando exercícios físicos regularmente e evitando o estresse. Lembre-se, a prevenção é sempre o melhor remédio!

Referências: 
1 - Braidy, N., Guillemin, G.J., Mansour, H., Chan-Ling, T., Poljak, A., and Grant, R. (2011). Age related changes in NAD+ metabolism oxidative stress and Sirt1 activity in wistar rats. PLoS ONE 6, e19194.

2 - Bell, E.L., Emerling, B.M., Ricoult, S.J., and Guarente, L. (2011). SirT3 suppresses hypoxia inducible factor 1a and tumor growth by inhibiting mitochondrial ROS production. Oncogene 30, 2986–2996.

3 -Carabelli, J., Burgueno, A.L., Rosselli, M.S., Gianotti, T.F., Lago, N.R., Pirola, C.J., and Sookoian, S. (2011). High fat diet-induced liver steatosis promotes an increase in liver mitochondrial biogenesis in response to hypoxia. J. Cell. Mol. Med. 15, 1329–1338.

4 - Sinclair, D., Gomes A., Price, L. (2013) Declining NAD+ Induces a Pseudohypoxic State Disrupting Nuclear-Mitochondrial Communication during Aging. Cell 155, 1624–1638

5 - Williamson, J.R., Chang, K., Frangos, M., Hasan, K.S., Ido, Y., Kawamura, T., Nyengaard, J.R., van den Enden, M., Kilo, C., and Tilton, R.G. (1993). Hyperglycemic pseudohypoxia and diabetic complications. Diabetes 42, 801–813.

6 - Yang, H., Baur, J.A., Chen, A., Miller, C., Adams, J.K., Kisielewski, A., Howitz, K.T., Zipkin, R.E., and Sinclair, D.A. (2007). Design and synthesis of compounds that extend yeast replicative lifespan. Aging Cell 6, 35–43.

7 - Yoshino, J., Mills, K.F., Yoon, M.J., and Imai, S. et al (2011). Nicotinamide mononucleotide, a key NAD(+) intermediate, treats the pathophysiology of diet- and age-induced diabetes in mice. Cell Metab. 14, 528–536.

8 - Porter, G., Reidy, T., Bhattarai, N. et al (2014) Resistance exercise training alters mitocondrial function in human skeletal muscle. Med Sci Sports & Exercise Vol 47. 9, 1922-1931.

9 - Iacobazzi V, Castegna A, Infantino V et al. (2013) Mitochondrial DNA methylation as a next-generation biomarker and diagnostic tool. Mol Genet Metab. 2013 Sep-Oct;110(1-2):25-34. 

Fonte: Eu atleta.

PESQUISA COMPROVA AÇÃO ANTIENVELHECIMENTO DE COMPOSTO ENCONTRADO NO VINHO.

sexta-feira, 8 de março de 2013 0 comentários
Cientistas da Harvard Medical School, nos EUA, demonstraram provas conclusivas de que o resveratrol, composto presente no vinho tinto, ativa uma proteína que promove a saúde e a longevidade em modelos animais.
 
A pesquisa sugere que compostos farmacêuticos semelhantes ao resveratrol podem tratar e prevenir doenças relacionadas ao envelhecimento em seres humanos.
Os resultados foram publicados na revista Science.
 
Durante a última década, pesquisas têm cada vez mais focado em sirtuínas, grupo de genes capazes de proteger muitos organismos, incluindo mamíferos, contra doenças do envelhecimento. Evidências crescentes demonstram que o resveratrol, substância encontrada nas uvas, bem como amendoins e frutos, aumenta a atividade de uma sirtuína específica, a SIRT1, que protege o corpo contra doenças acelerando a mitocôndria, bateria celular que decai lentamente à medida que envelhecemos. Ao recarregar as baterias, SIRT1 pode ter efeitos profundos na saúde.

Os pesquisadores mostraram que ratos recebendo resveratrol tem o dobro de resistência e são relativamente imunes a efeitos da obesidade e envelhecimento. Em experimentos com leveduras, nematoides, abelhas, moscas e ratos, o tempo de vida foi prolongado.

"Na história da indústria farmacêutica, nunca houve uma droga que se liga a uma proteína para torná-la mais acelerada da mesma forma que o resveratrol ativa SIRT1. Quase todas as drogas ou retardam ou bloqueiam a sirtuína", afirma o autor sênior da pesquisa David Sinclair.
Em 2006, Sinclair e seus colegas mostraram que o resveratrol pode prolongar o tempo de vida de ratos. No entanto, enquanto inúmeros estudos destacaram um nexo de causalidade direto entre resveratrol e SIRT1, alguns cientistas afirmavam que eles eram falhos. Outras pesquisas sugeriram que a ativação da sirtuína pelo resveratrol era experimental, que existia no laboratório, mas não em um animal real.
 
Como resultado, um debate foi criado sobre a via particular que os compostos do resveratrol e seus semelhantes afetam. O resveratrol diretamente ativa SIRT1 ou o efeito é indireto?
Para resolver esta questão, Sinclair e seus colegas descobriram uma assinatura para a ativação que é encontrada na célula e não requer a adição de outros grupos sintéticos para ocorrer.
Em seguida, a equipe testou aproximadamente 2 mil mutantes do gene SIRT1, identificando um mutante que bloqueou completamente o efeito do resveratrol. A mutação específica resultou na substituição de um único resíduo de aminoácido, dos 747 que compõem SIRT1. Os pesquisadores também testaram centenas de outras moléculas, muitas das quais são mais poderosas que o resveratrol, contra este SIRT1 mutante. Todos falharam em ativá-la.
 
Os autores propõem um modelo de como o resveratrol funciona: quando a molécula se liga, um ponto vital é ativado e SIRT1 se torna hiperativa.
 
Embora esses experimentos tenham ocorrido em um tubo de ensaio, uma vez que os pesquisadores identificaram a localização precisa do pedal do acelerador em SIRT1 e como quebrá-lo, eles puderam testar suas ideias em uma célula.
 
Eles substituíram o gene SIRT1 normal em células de músculo e da pele com o mutante sem o acelerador. Agora eles podiam testar com precisão se o resveratrol e as drogas trabalham para ativar SIRT1 ou outras proteínas em uma célula.
 
Enquanto o resveratrol e os fármacos testados aceleraram a mitocôndria em células normais (efeito causado pela ativação de SIRT1), as células mutantes eram completamente imunes.
 
"Não há outra explicação racional senão que o resveratrol ativa diretamente a SIRT1 nas células. Agora que sabemos a localização exata de SIRT1 e como o resveratrol funciona, podemos projetar moléculas ainda melhores capazes de desencadear os efeitos do composto de forma mais precisa e eficaz", conclui Sinclair.
 
Fonte: I Saúde, Pesquisa comprova ação antienvelhecimento de composto do vinho tinto. Dados sugerem que drogas semelhantes ao resveratrol podem tratar e prevenir doenças ligadas ao envelhecimento em humanos. Acesso em 08/03/2013.

EFEITOS EPIGENÉTICOS DA DIETA AJUDAM NO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 0 comentários
Idade e alimentação
Mudanças moleculares em nossos genes, conhecidas como marcas epigenéticas, são motivadas principalmente pelo envelhecimento, mas também são afetadas por aquilo que comemos.
Embora a idade tenha os maiores efeitos sobre estas mudanças moleculares, o selênio e a vitamina D reduzem o acúmulo das alterações epigenéticas.
Já elevados índices de folato no sangue - ligados à vitamina B - aumentam as mudanças epigenéticas.
Estes resultados dão suporte a ideia de que o envelhecimento saudável é afetado por aquilo que comemos.
A conclusão é de pesquisadores liderados pelo Dr. Nigel Belshaw (Instituto de Pesquisas Alimentares) pelo Dr. John Mathers (Universidade de Newcastle), no Reino Unido.

Metilação do DNA
Os cientistas examinaram as células que revestem a parede do intestino de voluntários que faziam exames de colonoscopia.
Eles buscavam modificações epigenéticas específicas dos genes que têm sido associados com os primeiros sinais do aparecimento de câncer de intestino, uma doença relacionada à idade.
Estas marcas epigenéticas, conhecidas como metilação do DNA, não alteram o código genético, mas afetam se os genes são ligados ou desligados. Estas marcas de metilação são transmitidas quando as células se dividem, e algumas têm sido associadas com o desenvolvimento do câncer.
Além das marcas epigenéticas, a equipe analisou fatores como idade, sexo, tamanho do corpo e níveis de alguns nutrientes no sangue.

Vitamina D e selênio
A maior influência sobre a metilação genética foi a idade, o que se encaixa com o fato de que o maior fator de risco para o câncer de intestino seja a idade, com o risco aumentando exponencialmente a partir dos 50 anos de idade.
Os homens tendem a ter estas alterações epigenéticas com frequência maior do que as mulheres, o que é consistente com o fato de que os homens têm um risco maior de câncer de intestino.
Mas as boas notícias vieram dos efeitos da alimentação.
Voluntários com níveis mais elevados de vitamina D e de selênio apresentaram níveis mais baixos de metilação, algo que pode ser controlado por uma dieta balanceada.
Em resumo, os resultados apoiam a hipótese de que o envelhecimento afeta o status epigenético de alguns genes, mas que esses efeitos podem ser modulados por meio da dieta e do controle da gordura corporal.

Vitamina B e obesidade
Por outro lado, níveis elevados de vitamina B, ou folato, foram associados com maiores níveis das mudanças epigenéticas relacionadas com o câncer de intestino.
Como esses nutrientes são essenciais para a saúde, os cientistas pretendem agora estudar melhor essa interação.
A obesidade também é um fator de risco para o câncer de intestino. O estudo encontrou relação entre o tamanho do corpo (altura, peso e circunferência da cintura) e as alterações epigenéticas estudadas.
 
Fonte: Diário da Saúde, Efeitos epigenéticos da dieta ajudam no envelhecimento saudável. Acesso em 13/12/2012.

ENVELHECIMENTO E CRESCIMENTO DE CÉLULAS CANCEROSAS.

sábado, 16 de junho de 2012 0 comentários
O envelhecimento normal das células age como um combustível para o crescimento do câncer, podendo levar o tumor a se espalhar para o restante do corpo. É o que sugere estudo de pesquisadores da Thomas Jefferson University, nos Estados Unidos.

Os resultados, publicados na revista Cell Cycle, põem em dúvida a teoria de que o câncer é uma doença das células genéticas autônomas e fornece novos paradigmas para o desenvolvimento de medicamentos anticâncer mais eficazes.

Pesquisas anteriores mostraram que as células cancerosas induzem uma resposta ao estresse oxidativo (autofagia) em células vizinhas ao microambiente do tumor para se alimentar e crescer.

Agora, Michael P. Lisanti e seus colegas descobriram que as células senescentes parecem ter muitas das características destes fibroblastos autofágicos associados ao câncer e fazem parte do mesmo processo fisiológico.

Os investigadores descobriram que o envelhecimento das células, que perdem sua capacidade de se dividir (senescência) e o autocanibalismo (autofagia) nas células normais vizinhas a um tumor agem como "alimento" para impulsionar o crescimento das células cancerosas.

De acordo com o estudo, as células normais vizinhas que estão se tornando senescentes ou "velhas" estão diretamente produzindo comida para "alimentar" o câncer.

Uma vez que a senescência reflete o envelhecimento biológico, a pesquisa pode explicar porque a incidência de câncer aumenta drasticamente com o avanço da idade, que proporciona um "solo fértil" que apoia o crescimento das células cancerosas. Simplificando, a equipe sugere que o envelhecimento é o motor metabólico que impulsiona o crescimento do câncer.

Para parar o crescimento do tumor e a metástase, os pesquisadores terão de "cortar o fornecimento de combustível", que é fornecido pelo envelhecimento das células, antes que ele chegue às células cancerosas, visando a autofagia e senescência no microambiente tumoral.

A equipe acredita que estes resultados põem em dúvida a teoria de que o câncer é uma doença das células genéticas autônomas. Pelo contrário, parece que o câncer é realmente uma doença do envelhecimento do hospedeiro, que alimenta o crescimento e as metástases dos tumores, determinando o resultado clínico. "Células hospedeiras com envelhecimento normal são realmente a chave para a criação de novas terapias anticâncer mais eficazes", concluem os pesquisadores.
Veja mais
detalhes sobre esta pesquisa (em inglês).

Fonte:
I Saúde, Envelhecimento celular normal impulsiona propagação do câncer no organismo. Células 'velhas' se tornam alimento para os tumores. Descoberta pode levar a medicamentos anticâncer mais eficazes. Acesso em 16/06/2012.

MARCADORES BIOLÓGICOS DE VITALIDADE.

domingo, 6 de maio de 2012 0 comentários
Recentemente, em um Seminário de Educação Continuada conduzido por Professores da Escola Médica da Universidade de Los Angeles (Califórnia - USA), umas das coisas que mais chamaram a atenção foram as pesquisas que mostravam a atividade metabólica e a emissão de energia de pessoas saudáveis na faixa dos 40 a 70 anos como sendo basicamente as mesmas, independente da idade. Dessa forma, o envelhecimento acelerado, que assola a tantos com as doenças cardiovasculares aos 40 e 50, as artrites a e diabetes a partir dos 50, pode ser o resultado de um estilo de vida insalubre (má alimentação, sedentarismo, fumo, álcool, drogas, etc.), e não apenas do envelhecimento em si, ou de uma doença insidiosa ou geneticamente predeterminada. Em suma: quase sempre, nós é que envelhecemos a nós mesmos.
Ao contrário do que se pensa, são muito comuns esses casos em que as pessoas abusam da alimentação, exageram nos fins de semana, passam o dia fora de casa trabalhando, estressados e, quando chegam em casa, correm para a TV ou Internet. Nós estamos viciados no estilo de vida moderno, o qual contribui, tanto para doenças que avançam sem sinal aparente, quanto para o envelhecimento.

Vejamos alguns marcadores biológicos de vida e vitalidade:
• Força e Massa Muscular
• Resistência e Capacidade Aeróbica
• Energia e Taxa Metabólica
• Tolerância a Glicose e Resistência a Insulina
• Pressão sangüínea, Nível de Colesterol, Proteína C reativa e Homocisteína
• Densidade Óssea, Integridade das Articulações e Mobilidade
• Fluidos e Regulação da Temperatura Corporal
• Função Cognitiva e Memória
• Peso (IMC) e Porcentagem de Gordura
• Sono, Descanso e Taxa de Recuperação após Esforços
• Cura de Ferimentos e Frequência de Gripes e Resfriados

Esses marcadores nos fornecem informações gerais, mas precisas, sobre nosso grau de envelhecimento. Eles também são bons fatores preventivos para as doenças degenerativas, como artrites, doenças cardíacas, acidentes vasculares, arteriosclerose, diabetes e até mesmo o câncer e o Mal de Alzheimer.
Agora é que a ciência moderna entrou no estudo do anti-envelhecimento, com certeza, a Medicina do Século XXI. A medicina oriental tem uma longa história de práticas de longevidade. A chinesa, por exemplo, já vem praticando terapias anti-envelhecimento há milhares de anos, enquanto a ciência só veio interessar-se pelo assunto recentemente. Qual dos dois sistemas, Oriental ou Ocidental, tem os melhores e mais seguros métodos? Não é fácil responder. Há uma grande quantidade de literatura médica que pode ser aplicada ao campo anti-envelhecimento, nos atendendo bem. Apesar disso, os chineses conseguiram o mesmo resultado, sem a utilização da ciência moderna.

Vejamos o que os chineses dizem sobre saúde e redução do envelhecimento. Eles recomendam descanso adequado; contato constante com as pessoas amadas, especialmente os netos; acordar cedo e exercitar o corpo, através da prática de tai chi ou qi gong. Eles também aconselham exercícios para a mente: estudo da literatura clássica, jogos como o xadrez, escrita de poesias, e até mesmo o estudo de medicina. Contato com a natureza, junto a árvores e lagos; alimentação moderada, e ingestão de Ginseng, Gingo Biloba e outras ervas, são outras recomendações. Assim, em uma análise final, as duas culturas vêm com conselhos semelhantes e que devem trazer resultados também similares.

Fonte: EnvelhecimentoMed, Parte do texto MARCADORES BIOLÓGICOS ANTI-AGING. Acesso em 06/05/2012.

HARMONIA NA ALIMENTAÇÃO COMBATENDO OS RADICAIS LIVRES.

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Ainda que estejamos em alerta, a cada segundo estamos promovendo uma batalha interna em nosso organismo. É a batalha dos antioxidantes e dos radicais livres.
Os radicais livres são moléculas instáveis (perderam um elétron) e altamente reativas. A sua missão é recuperar o elétron que lhe faz falta, das moléculas que estão ao seu redor, a fim de obter estabilidade.

A molécula atacada (que agora perdeu seu elétron) se converte, por conseguinte, em um radical livre e, desta maneira, se inicia uma reação em cadeia que danificará muitas células. Tal reação pode ter caráter indefinido, se não houver a intervenção dos antioxidantes.

De onde vêm os radicais livres? Os processos normais do organismo, como o metabolismo dos alimentos, a respiração e o exercício, produzem radicais livres constantemente. Ao mesmo tempo, estamos expostos a elementos do meio ambiente que também produzem radicais livres, como a poluição industrial e urbana, o cigarro, a radiação, os medicamentos, os aditivos químicos alimentares, os pesticidas, somente para nomear os mais comuns.

Nem todos os radicais livres são ruins. As células do sistema imunológico produzem radicais livres para matar bactérias e vírus, porém, se não houver um controle adequado exercido pelos antioxidantes, as células normais podem ser danificadas.

Os radicais livres tomam os elétrons das gorduras e das proteínas da membrana celular que, ao ser danificada, não poderá cumprir suas funções, tais como o intercâmbio de nutrientes e a limpeza dos materiais descartados, tornando impossível o processo de regeneração e reprodução celular.

No interior da célula, os radicais livres atacam o DNA (material genético), que é matriz provedora da reprodução celular, impedindo, portanto, a sua multiplicação.

Os radicais livres contribuem para o processo de envelhecimento quando tomam o elétron, que lhes faz falta, do tecido colágeno da pele e, como resultado, a pele perde sua elasticidade, se torna seca, enrugada e de aspecto envelhecido.

Os radicais livres podem também contribuir para o crescimento anormal das células ao perderem a capacidade de "reconhecer" as células vizinhas. Isto provoca uma proliferação descontrolada, que é o inicio da produção de tumores benignos e malignos.

Muitas doenças crônicas estão sendo ligadas diretamente aos radicais livres: enfermidades cardiovasculares, acidente vascular cerebral, hepatite, hipertensão, artrite reumatóide, lupus, diabetes mellitus, enfermidades periodontais, colite ulcerativa, arteriosclerose, insuficiência renal crônica, doença de Alzheimer, e muitas outras, ainda sendo pesquisadas.

Qual o papel dos antioxidantes? São substâncias que têm a capacidade de inibir a oxidação causada pelos radicais livres. Uns atuam a nível intracelular e outros na membrana das células, sempre em conjunto, para proteger os diferentes órgãos e sistemas.

São classificados de acordo com o seu trabalho e a sua localização. Podem ser enzimas naturais, antioxidantes obtidos da nossa alimentação, ou antioxidantes farmacológicos.

No ambiente intracelular, temos antioxidantes naturais, como a catalase, glutation peroxidase e o superóxido dismuse. O glutation contém selênio e ajuda na prevenção do radical Hidroxila; regenera também a vitamina C que, por sua vez, regenera a vitamina E.

No plasma sangüíneo, encontramos antioxidantes naturais (proteínas), como a transferrina, a lactoferina, a ceruloplasmina e a albumina. A quantidade desses antioxidantes naturais está diminuída nos pacientes com diabetes descompensado.

Outros antioxidantes encontrados no plasma sanguíneo e no soro são a bilirrubina, o ácido úrico, a vitamina C, a vitamina E, o beta caroteno, a melatonina, os flavonóides e estrogênios. Os minerais selênio e zinco também atuam com um papel importante no organismo, através do seu efeito antioxidante.

Os flavonóides são compostos polifenólicos encontrados nas frutas e vegetais, sendo excelente oxidantes. Comumente se encontram também no chá (principalmente o chá verde) e no vinho.

Nas frutas colhidas até o seu amadurecimento, se encontram grandes quantidades de flavonóides, carotenóides, licopenos, zantinas, indoles e luteínas, todos com potente ação antioxidante.

Se temos antioxidantes naturais no corpo, porque envelhecemos e temos doenças crônico-degenerativas? A produção dos oxidantes naturais e a obtenção de antioxidantes com a alimentação não são suficientes para um bom número de pessoas. A poluição do ambiente, o tabagismo, a má alimentação, o stress físico e mental, além de outras causas, irá produzir uma quantidade de radicais livres superior ao que seu corpo normalmente poderia combater, advindo daí as doenças e o envelhecimento precoce.
A saúde começa e termina em cada uma de nossas células, e elas estão em um processo constante de renovação, reparação, reprodução e auto-destruição.

Fonte: EnvelhecimentoMed, Radicais Livres. Acesso em 06/05/2012.

ALIMENTAÇÃO PARA RETARDAR O ENVELHECIMENTO.

quinta-feira, 3 de maio de 2012 0 comentários

Comer menos, dizem os cientistas, faz você viver mais. E melhor?
Não, afirma Luciana Aun, médica cirurgiã e autora de "Segredos do Antienvelhecimento" (ed. Livre Expressão, 165 págs., R$ 34).

Para manter a saúde e retardar os efeitos do passar dos anos no corpo é preciso até consumir algumas calorias extras -desde que vindas dos alimentos certos e com novos arranjos nas proporções de cada grupo de nutrientes conforme a fase da vida, segundo a médica.

Sua teoria é a de que, a partir da pré-menopausa ou da andropausa, época em que começa o declínio hormonal na mulher e no homem, respectivamente, é preciso comer mais gorduras "boas".

Ela propõe uma mudança na tradicional pirâmide alimentar, que indica as proporções de consumo diário para cada grupo de nutrientes.

 No esquema tradicional, as gorduras ficam no topo da pirâmide: significa que devem ser ingeridas nas menores quantidades diárias. Aun defende que, ao envelhecer, a pessoa mude essa proporção.

"Gorduras boas, especialmente as ricas em ômega 3, facilitam a fabricação e o transporte de hormônios, sem causar inflamação", diz.


OUTRO LADO
A ação anti-inflamatória do ômega 3 já foi comprovada. E as gorduras são mesmo importantes para o trabalho hormonal. Mas os argumentos não são suficientes para aumentar o consumo do nutriente, na opinião do cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Instituto Dante Pazzanese Cardiologia.

"As gorduras não podem passar de 35% do total de alimentos consumidos ao dia. Demais, até mesmo gordura boa faz mal."

O problema, segundo o cardiologista, é que o nutriente altamente calórico (um grama tem nove calorias) aumenta também gordurinhas que ninguém considera do bem, como aquelas ao redor da cintura.

As consequências não são só estéticas: os pneuzinhos também aumentam o risco de doenças cardiovasculares.


ANTIOXIDANTES
Outro ponto da dieta antienvelhecimento proposta por Aun é aumentar a reserva de antioxidantes, substâncias que combatem os radicais livres, moléculas relacionadas aos processos degenerativos do organismo.

Para melhorar o aproveitamento dos antioxidantes fornecidos pelos alimentos, a médica sugere que eles sejam consumidos em forma líquida pelas pessoas mais velhas.

A ideia é facilitar o trabalho de digestão. "Todo processo metabólico, como o digestivo, gera um 'lixo' celular, fonte de radicais livres. Se economizamos nesse processo, sobra energia e nutrientes para músculos, pele e órgãos funcionarem melhor."
Mas também não dá para levar muito ao pé da letra essa dieta líquida.
Em alguns casos pode ser bom, mas não é fundamental para garantir a absorção das substâncias que a pessoa precisa, segundo a bioquímica e nutricionista Lucyana Kalluf, do Instituto de Prevenção Personalizada, de São Paulo.

"O melhor é fazer um 'bem-bolado' de líquidos e sólidos, de alimentos que ajudam na regulagem hormonal e de antioxidantes", diz Kalluf.

E lembrar que, para envelhecer bem, o corpo não quer só comida. "Não adianta comer tudo certinho se você vive estressado ou deprimido", diz Aun, que também colocou a atividade física e a meditação em sua pirâmide.

Fonte:
Folha, Médica propõe mudança alimentar para retardar envelhecimento. Acesso em 03/05/2012.

DESCOBERTAS SOBRE O ENVELHECIMENTO CELULAR SÃO RELEVANTES À COMPREENSÃO DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS.

domingo, 5 de fevereiro de 2012 0 comentários
As descobertas podem ser relevantes para a compreensão
 das origens moleculares do envelhecimento e de
distúrbios neurodegenerativos como a doença de
 Alzheimer e a doença de Parkinson.

Um dos grandes mistérios da biologia é descobrir o motivo do envelhecimento das célular. Cientistas do Salk Institute for Biological Studies relatam ter descoberto uma fraqueza em um componente das células cerebrais que pode explicar como o processo de envelhecimento ocorre no cérebro. Os cientistas descobriram que determinadas proteínas encontradas sobre a superfície do núcleo dos neurônios, chamadas de proteínas de vida extremamente longa (ELLPs), têm uma vida útil notavelmente longa.

As descobertas podem ser relevantes para a compreensão das origens moleculares do envelhecimento e de distúrbios neurodegenerativos como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

Enquanto a vida útil da maioria das proteínas totaliza dois dias ou menos, os pesquisadores do Salk Institute identificaram ELLPs no cérebro de ratos que eram tão antigas quanto o organismo, uma descoberta que eles relataram na revista Science. Trata-se do primeiro relato sobre uma máquina intracelular essencial cujos componentes incluem proteínas desta idade, que duram uma vida inteira, sem serem substituidas.

As ELLPs compõem os canais de transporte na superfície do núcleo; os portões que controlam os materiais que entram e que saem. Sua longa vida poderia ser uma vantagem se não fosse o desgaste que estas proteínas sofrem ao longo do tempo. Segundo Martin Hetzer, professor no Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Salk Institute e chefe da pesquisa, tal desgaste enfraquece a capacidade dos canais tridimensionais de transporte que protegem o núcleo da célula de toxinas que podem alterar o DNA da célula e, assim, a atividade dos genes, resultando em envelhecimento celular.

Financiado pela Ellison Medical Foundation e pela Glenn Foundation for Medical Research, o grupo de pesquisa de Hetzer é o único laboratório no mundo que está investigando o papel destes canais de transporte, o chamado complexo de poro nuclear (NPC), no processo de envelhecimento.

Estudos prévios revelaram que as alterações na expressão do gene estão na base do processo de envelhecimento. Mas, até que tenha sido feita a descoberta do laboratório de Hetzer de que os NPCs dos mamíferos podem permitir que toxinas que prejudicam o DNA entrem no núcleo, a comunidade científica teve poucas pistas sólidas sobre como estas alterações genéticas ocorrem. "A característica fundamental que define o envelhecimento é um declínio geral na capacidade funcional de vários órgãos como o coração e o cérebro. Esta queda resulta da deterioração da homeostase, ou estabilidade interna, dentro das células constituintes destes órgãos. Pesquisas recentes em vários laboratórios ligaram a quebra da homeostase das proteínas ao declínio da função celular", disse Hetzer.

Os resultados que Hetzer e sua equipe relatam hoje sugerem que o declínio da função dos neurônios pode originar-se nas ELLPs que se deterioram como resultado dos danos ao longo do tempo. "A maioria das células, a não ser os neurônios, combatem a deterioração de seus componentes proteicos por meio do processo da rotatividade da proteína, no qual as partes das proteínas possivelmente lesionadas são substituídas por novas cópias funcionais. Nossos resultados também sugerem que a deterioração do poro nuclear pode ser um mecanismo geral de envelhecimento que leva a defeitos relacionados à idade na função nuclear, como a perda dos programas de expressão de genes da juventude", disse Hetzer.

A equipe de Hetzer inclui seus colegas do Salk Institute, assim como John Yates III, professor no Departamento de Fisiologia Química do Scripps Research Institute.

Fonte: I Saúde, Descoberta sobre envelhecimento celular pode explicar doenças como o Alzheimer. Descoberta de proteínas de vida longa pode fornecer informações sobre o envelhecimento celular e doenças neurodegenerativas. Acesso em 05/02/2012.