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SAÚDE E ALIMENTAÇÃO PARA O IDOSO.

terça-feira, 24 de setembro de 2013 0 comentários
A população brasileira está envelhecendo. Hoje, no Brasil, há 18 milhões de idosos no país, o que corresponde a pouco mais de 10% do total da população. Estima-se que, em 2025, essa porcentagem corresponda a 14%.
Todos os seres vivos sofrem um natural e esperado processo de envelhecimento e, para que este ocorra da melhor forma possível, é importante estarmos preparados para enfrentar os desafios que a população de idosos representa.
É preciso aceitar essa fase como um importante capítulo do livro da vida. Então, como se manter bem, mesmo na presença de algumas doenças crônicas, tão comuns nessa faixa etária?
 
  • Muitas doenças são crônicas, e não é possível ter a cura delas, mas podem e devem estar controladas. Isso, na maioria das vezes, depende muito de você.
  • Faça o tratamento de reabilitação de sequelas ocasionadas por alguma doença crônica.
  • Mantenha hábitos saudáveis: não fume, não beba em excesso, evite ambientes com ruídos intensos e exposição solar sem proteção. Tenha uma alimentação rica em fibras (frutas e verduras) e pobre em gorduras saturadas.
  • Pratique uma atividade física. Isso ajuda a melhorar a sua condição física, dá mais disposição, ajuda a controlar doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, diminuindo o estresse, a depressão e o isolamento.
  •  Tenha um sono adequado: dormir bem ajuda a manter o corpo em bom funcionamento.
  • Pratique atividades de lazer, como passear, ir ao cinema, ao teatro, viajar, fazer amigos e dançar. Enfim, tenha como lazer aquilo que lhe dá prazer.
  • Mantenha a sexualidade: não valorize apenas o ato sexual. Lembre-se de que o contato e o afeto são muito importantes.
  • Tenha metas e objetivos. Planeje o seu futuro. Participe de decisões pessoais, familiares e sociais.
  •  Não deixe de ter atividades intelectuais. Leia muito, faça cursos, esteja por dentro dos assuntos que acontecem no mundo. Isso contribui para preservar a sua memória.
  •  Tenha fé, acredite em algo, cultive a espiritualidade. Estudos mostram que são úteis para manter o equilíbrio mental.
  • Até o momento, a ciência não descobriu nenhum antídoto para combater o envelhecimento. Suplementação vitamínica, drogas antioxidantes e anestésicos, nenhuma dessas terapias têm base científica que comprove o retardamento dessa fase. No entanto, um estilo de vida saudável com medidas simples, como as apontadas acima, podem fazer a diferença e proporcionar melhor saúde e bem-estar.
     
    Até o momento, a ciência não descobriu nenhum antídoto para combater o envelhecimento. Suplementação vitamínica, drogas antioxidantes e anestésicos, nenhuma dessas terapias têm base científica que comprove o retardamento dessa fase. No entanto, um estilo de vida saudável com medidas simples, como as apontadas acima, podem fazer a diferença e proporcionar melhor saúde e bem-estar.

     A Importância da Nutrição na Terceira Idade

    Saúde e Qualidade de Vida – Idosos
    A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o idoso como “uma pessoa com 65 anos ou mais nos países desenvolvidos, e 60 anos nos países em desenvolvimento”. O aumento dessa população vem sendo observado no mundo inteiro, o que ocorre em função da melhoria na qualidade de vida, somado ao avanço da ciência e tecnologia aplicados na área da saúde.
    Segundo o IBGE, estima-se que no Brasil, entre 1950 e 2025, a quantidade de idosos aumentará 16 vezes contra cinco vezes da população total.
    Atualmente, sabe-se que as principais causas de morte entre idosos são previsíveis e passíveis de prevenção, através de ações relativamente baratas. Estudos mostram que derrames cerebrais e os infartos são as enfermidades que mais matam idosos no país, e considera-se que é possível reduzir as ocorrências através de um programa efetivo de controle da pressão arterial ou ainda pela introdução de hábitos saudáveis. Os programas de controle para idosos podem não apenas evitar as mortes precoces, mas também reduzir o sofrimento com as sequelas de algumas doenças.
    A nutrição e a alimentação na terceira idade ainda são áreas pobres em investigação, sendo pouco exploradas e não tendo recebido a atenção que lhes é devida. Em alguns países desenvolvidos, muitas pesquisas têm sido feitas, visando a identificar o consumo alimentar de idosos, porém na América Latina, particularmente no Brasil, essas investigações praticamente inexistem.
     
    E fundamental que o idoso apresente uma dieta equilibrada em carboidratos, proteínas, gorduras. O atendimento das necessidades de vitaminas e minerais é essencial, pois esses nutrientes, além de atuar regulando diversas funções no organismo, agem como antioxidante e previnem o envelhecimento e aparecimento de doenças. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor, sabor, aroma e textura, e que seja priorizado o prazer no momento da refeição, atendendo as preferências do idoso.
    Atualmente, é pertinente pensamos na necessidade de aprimoramento em produtos e serviços voltados para a população idosa, de forma a promover a prevenção e tratamento dos problemas ocorrentes nessa fase da vida. Na questão nutricional, deve-se priorizar a criação de tecnologias, produtos, serviços e conhecimentos suficientes que agreguem prazer e saúde a essa população, sem desconsiderar as características fisiológicas especiais e uma necessidade nutricional específica.
     
    As refeições na terceira idade devem ser pouco abundantes e repartidas, por forma que cada uma não sobrecarregue demasiado o estômago do idoso. À medida que aumenta a idade, a tendência será para que as refeições se tornem isocalóricas e com intervalos de cerca de 2,30 a três horas. Estas refeições devem ser preparadas para facilitarem a mastigação e permitirem uma fácil digestão, evitando a utilização de condimentos fortes e de gorduras em excesso e muito aquecidas.
    Além disso, as refeições devem ser atrativas em termos de aspecto, de  paladar e de consistência a fim de que estimulem o apetite.
    Em termos de nutrientes, para idosos, deve preparar refeições pobres em gorduras sólidas e de origem animal e ricas em proteínas de origem animal, metade das quais devem ser provenientes de produtos lácteos.
    O idoso deve ir buscar as vitaminas e minerais aos alimentos do GRUPO V da roda dos alimentos (vegetais, hortícolas, batatas, frutos), pois estes alimentos são facilmente digeríveis. As fibras podem ser adquiridas à custa do pão de mistura e de alimentos do GRUPO IV (vegetais secos, cereais e derivados, leguminosas secas, açúcar e cacau)

    Aspectos a ter em conta na preparação dos alimentos

    Ao organizar o regime alimentar de um idoso, deve ter em conta os seguintes fatores. A má dentição, ou utilização de defeituosa prótese dentária, exige o emprego de alimentos apropriados e com uma textura adequada (cozedura suficiente, fracionado ou picado, ralado, etc.). Poderá também optar por preparações dietéticas ou produtos homogeneizados, os quais, podendo dar satisfação completa nos aspectos dietéticos, levantam os problemas da aceitabilidade e do seu custo muito elevado.
    Tenha também em conta que, no idoso, é muito freqüente a obstipação, ocasionada, por um lado, pela atonia do tubo digestivo e pela diminuição das secreções digestivas e, por outro lado, pela falta de fibra. Esta falta de fibra obriga ao cálculo da quantidade de fibra fornecida pelos GRUPOS IV e V  e dos alimentos mais indicados (pão de mistura, vegetais verdes, e frutos) para se conseguir um equilíbrio em fibra.
    As dislipidemias (ou formas estabelecidas de aterosclerose e outras perturbações degenerativas), nas quais a nutrição desempenha papel fundamental, dependem de desequilíbrio entre carboidratos e gorduras, do excesso destas ou dos seus ácidos gordos saturados e colesterol, do consumo excessivo de açúcar e de álcool, que as pessoas idosas aceitam inadvertidamente.
    O idoso pode consumir cinco a seis refeições diárias. O processo de preparação mais indicado é a cozedura, bem como grelhados ou ainda assados.

    Cuidados a ter com o planejamento das dietas

    O planejamento de dietas que atendam ás necessidade dos idosos apresenta problemas que são tão variados quanto às circunstâncias nas quais estas pessoas vivem. Seja quem for o responsável pelo planejamento e preparação das suas refeições, deve atender aos gostos do paciente e às suas necessidades e limitações.
    Neste planejamento, tenha em conta fatores como a ignorância dos fatos relacionados à nutrição, os preconceitos alimentares, o temor de alimentos desconhecidos, a falta de dinheiro e a dificuldade na preparação dos alimentos.
    Embora possam necessitar de uma alimentação e preparação especial das refeições, os idosos devem, sempre que possível, participar nas refeições e comer os alimentos preparados para toda a família.
    O aspecto visual da comida é muito importante. Até uma comida simples e bem apresentada poderá fazer com que o idoso sinta prazer em comer.
    Se a capacidade digestiva é limitada, as refeições devem ser planeadas de modo que a pessoa idosa evite certos alimentos. Uma bebida quente à noite pode ser agradável para o idoso, ajudando mesmo a induzir ao sono.

    Alimentação equilibrada e orientada pode garantir maior qualidade de vida

    Nos últimos anos a melhora das condições de saúde e de tratamento tem feito com que o número de idosos venha crescendo tanto no mundo quanto no Brasil. Este fato, segundo Dr. Mauro Kleber de Sousa e Silva, especialista em clínica médica e suporte nutricional pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral pela AMB – Associação Médica Brasileira, faz com que novas preocupações e investimentos sejam feitos na identificação de particularidades que possam propiciar um melhor atendimento a pessoas desta faixa etária.
    É sabido que o envelhecimento causa alterações no corpo que podem interferir com a alimentação e o estado de nutrição de uma pessoa. São comuns, segundo Dr. Mauro Kleber, as alterações do paladar e do olfato, com redução na percepção dos sabores salgado, doce e ácido. Embora não interfiram diretamente na ingestão alimentar, ocorrem com freqüência, a redução da salivação e menor capacidade de mastigação. Seja por falta de dentes ou pelo uso de dentaduras mal adaptadas e de diversos distúrbios da deglutição. Todos estes fatores, devem ser levados em consideração quando se trata de planejar a dieta de idosos, frisa o médico.
    O idoso é em geral menos ativo fisicamente, e por isto tende a consumir menos calorias que os indivíduos mais jovens. Este fator já representa um risco aumentado de deficiência para várias vitaminas e minerais. Outra conseqüência é a alteração da sua composição corporal com diminuição da massa corporal seca (notadamente músculos e ossos) e um aumento da gordura corporal total.
    No idoso, de acordo com o médico, o desenvolvimento da desnutrição tem alguns detalhes, que se não observados podem fazer com que o médico ou nutricionista não chegue ao diagnóstico correto. “O isolamento, a perda do cônjuge, a depressão, a demência, a anorexia, o uso de medicamentos, a diminuição da mobilidade, o consumo de álcool, o de tabaco, o estado da dentição, o uso de próteses, são condições que devem merecer uma atenção especial, pois podem interferir tanto com o acesso a alimentos quanto com a sua ingestão”.
    A perda de peso e outras alterações no exame físico, tais como a diminuição de tecido adiposo, do tônus muscular e da saúde da pele, são importantes, mas devem ser interpretadas com cuidado. Mais importante parece ser uma avaliação funcional, que pesquise mudanças nos hábitos e na rotina diária de trabalho e de lazer.

    Dieta variada – Saudável – Balanceada

    De acordo com o especialista, existe o consenso de que o idoso deve receber uma dieta variada, saudável e balanceada. As necessidades proteicas  calóricas e de lipídeos diárias não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. Deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição, alerta o médico. As restrições dietéticas, decorrentes de doenças específicas, como a diabetes ou das insuficiências de órgãos, devem ser respeitadas, o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. Eventualmente será mais importante recuperar ou preservar o estado nutricional de um idoso doente, prestando a atenção no prazer da alimentação e na conservação do apetite, do que respeitar restrições dietéticas muito rígidas.
    O uso de suplementos vitamínicos pelos idosos merece um comentário à parte, pois segundo o médico, existem situações relacionadas ao envelhecimento e ao uso de dietas inadequadas, que fazem com que os idosos estejam mais propensos a ter carência de algumas vitaminas. “Este fato não justifica o uso indiscriminado de complexos vitamínicos nestas pessoas, ademais a maior parte dos idosos que recebe uma dieta adequada não apresentam sinais clínicos de deficiência vitamínica”:ratifica.
    O Dr. Mauro Kleber destaca sobre o cuidado especial deve ser dado à vitamina B12, cuja deficiência é muito mais comum nesta faixa etária. Pessoas acima dos setenta anos têm uma incidência maior de gastrite atrófica, diminuição da acidez gástrica e da produção de fator intrínseco com conseqüente deficiência da absorção intestinal da vitamina B12. “A falta desta vitamina pode levar a anemia megaloblástica, neuropatia periférica, com dificuldades de marcha e déficits de cognição, e ela deve ser, quando necessário, administrada por via parenteral”, frisa.

    Vitaminas – Uma Necessidade do Idoso

    O especialista acrescenta ainda que também são comuns entre os idosos as deficiências de vitamina D e cálcio. O envelhecimento leva a uma diminuição da absorção intestinal da vitamina D ativa e da capacidade da pele de produzir o seu precursor, a vitamina D3. A reposição de vitamina D deve ser feita com cuidado, pois é potencialmente perigosa, podendo levar a hipercalcemia e à morte. A absorção do cálcio também diminui com a idade e sua suplementação pode ser necessária, especialmente em mulheres em risco de osteoporose. A suplementação de cálcio está contra-indicada em pacientes com história de cálculos renais de cálcio, hiperparatireiodismo primário, sarcoidose e nos com hipercalciúria renal.
    Nos idosos, tão ou mais freqüente do que a desnutrição, ocorre a desidratação, que deverá ser apropriadamente diagnosticada e corrigida pelos que os tiverem assistindo. “A alimentação do idoso obedece os mesmos princípios da de outras faixas etárias. A atenção especial que requerem algumas particularidades do envelhecimento, não cria nenhuma dificuldade ou cuidado extraordinário que não devesse fazer parte do cuidado habitual a ser prestado a um paciente”, finaliza o especialista.

    A importância da nutrição na terceira idade:

    1. Os alimentos são importantes no tratamento e prevenção de doenças? Os primeiros registros de associação de alimentação à saúde datam de cerca de 2500 anos atrás. “Que o teu alimento seja o teu remédio e que teu remédio seja o teu alimento” pregava o filósofo Hipócrates, pai da Medicina e pioneiro na utilização de alimentos no tratamento e prevenção de doenças. Com o passar dos anos, nosso organismo passa por diversas transformações. Para continuar com saúde e disposição, prevenindo e tratando as doenças já instaladas, a alimentação é um ponto fundamental.
    2. A alimentação do idoso deve ser diferenciada? 

    3. Sob o ponto de vista fisiológico, o idoso tem uma redução de diversas propriedades do organismo. Além de alterações na dentição, que dificultam a mastigação; e de locomoção, um obstáculo para a busca de alimento; as funções digestiva, absortiva, gástrica e intestinal estão reduzidas. No Brasil, lembra o especialista, é também freqüente a interferência da questão financeira. Com os baixos valores das aposentadorias, há a dificuldade de aquisição de maior variedade alimentar, o que reduz as chances do indivíduo ter acesso a todos os nutrientes necessários.
    4. O que deve ser observado na alimentação do idoso? 

    5. Em qualquer faixa etária, é importante a atenção à variedade na hora das refeições. O prato típico nacional, composto de arroz, feijão, carne, salada e vegetais, é um bom começo. Na terceira idade, a receita não é diferente. Os idosos devem ter cuidado para não restringir a alimentação a carboidratos, como pães e massas; e às formas líquida ou pastosa, como as sopas. Embora mais fáceis de ingerir e preparar, devem estar sempre acompanhadas de frutas, verduras, salada e proteína. As proteínas são encontradas especialmente nas carnes. Se houver dificuldade de mastigação, o leite, ainda que o de soja em caso de intolerância à lactose; bem como peixes ou ovo, são ótimas fontes. No caso dos legumes, para facilitar devem estar bem cozidos e macios. Quanto às frutas e vegetais, podem ser ingeridos sob a forma de sucos.
    6. A orientação profissional é importante nesta fase da vida? Assim como os medicamentos, suplementos vitamínicos e alimentação devem ser consumidos a partir de orientação de profissionais especializados. Isso porque a existência de doenças crônicas é um fator relevante a ser considerado. A vitamina A, por exemplo, é hepatotóxica. Sua suplementação não deve ser indicada para portadores de insuficiência hepática. Diabéticos, hipertensos e portadores de insuficiência renal ou cardíaca são outros exemplos que devem receber atenção especial neste aspecto. O mesmo vale para os preparados de líquidos de fórmulas nutricionais especiais para idosos, disponíveis em casas especializadas. Ainda que voltados às carências típicas desse público, seu consumo tem seguir indicação profissional.
    7. Que sinais de alerta devemos observar? Familiares e cuidadores devem estar sempre atentos aos hábitos alimentares dos idosos, verificando quantidades e variedades ingeridas a cada refeição, bem como sua frequência. Em caso de visível perda ou ganho de peso repentinos, é necessária avaliação médica para investigação das causas. Muito mais que um sinal de alimentação inadequada, tais sintomas podem advir de doenças graves. A depressão é outro problema frequentemente refletido na alimentação. A perda do cônjuge ou de pessoa próxima é um dos principais fatores desencadeantes. Tendência ao isolamento e perda de apetite são alguns dos sintomas.
    Fonte: Vida Saudável, Alimentação para o idoso. Acesso em 24/09/2013.

    RECOMENDAÇÃO DE PROTEÍNAS PARA IDOSOS.

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    Novas evidências mostram que idosos necessitam de um maior aporte proteico na dieta para promoção da saúde, auxiliar na recuperação de doenças e na manutenção do correto funcionamento do organismo. Idosos necessitam compensar as mudanças no metabolismo de proteínas relacionadas à idade, como a alta extração esplênica e o declínio da resposta anabólica a ingestão proteica. Além disso, um maior aporte proteico é requerido para reparo de condições inflamatórias e catabólicas associadas com doenças crônicas e agudas comuns no envelhecimento. Com o objetivo de fornecer recomendações atuais baseadas em evidências para a ingestão proteica ideal para idosos, a European Union Geriatric Medicine Society (EUGMS), em cooperação com outras organizações científicas, nomeou um grupo de estudos internacional para análise das necessidades proteicas dietéticas durante o envelhecimento (grupo de estudos PRO-AGE). Para auxílio na manutenção e recuperação da massa magra corporal, o PROT-AGE recomenda que idosos consumam diariamente, em média, no mínimo 1.0 a 1.2 g de proteína por quilograma de peso corporal/ dia. Tanto o exercício de endurance como de resistência são recomendados em níveis individuais seguros e bem tolerados, sendo que uma maior ingestão proteica (por exemplo, 1.2 g/ kg/ dia) é recomendada para aqueles são ativos e praticam atividade física. Grande parte dos idosos que apresentam doenças agudas ou crônicas necessitam de um maior aporte proteico na dieta (por exemplo, de 1.2 a 1.5 g/ kg/ dia). Indivíduos com doença renal grave (taxa de filtração glomerular estimada menos 30 ml/ min/ 1.73m2), mas que não estão em dialise, são uma exceção a esta regra, uma vez que necessitam limitar o consumo de proteína.
     
    A qualidade da proteína ingerida, tempo de ingestão e o consumo de outros suplementos podem se apresentar relevantes, mas as evidencias ainda são insuficientes para apoiar recomendações específicas. Idosos são particularmente um grupo vulnerável a diminuição da capacidade física, diminuição esta que pode impactar em dependência, quedas e ate mesmo mortalidade. Ainda, estudos futuros com o objetivo de identificar a ingestão ideal de proteínas por idosos precisam incluir a mensuração da função física.

    Referência bibliográfica:
    BAUER, J.; BIOLO, G.; CEDERHOLM, T. Evidence-based recommendations for optimal dietary protein intake in older people: a position paper from the PROT-AGE study group. JAMDA; 2013 (in press).
    Fonte: VP Online, Recomendações baseadas em evidências para o consumo dietético de proteína por idosos. Acesso em 24/09/2013.

    IDOSOS TÊM 3,7 VEZES MAIS RISCO DE DESNUTRIÇÃO.

    segunda-feira, 19 de agosto de 2013 0 comentários
    Um estudo feito pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo, mostrou que os idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição do que os pacientes adultos. Foram analisados dados de 950 pacientes, entre homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, internados no Serviço de Cardiologia do Hospital do Servidor Público Estadual.

    Depois de analisar dados sobre peso e altura para determinar o índice de Massa Corpórea dos idosos, de acordo com o especificado pela Organização Mundial de Saúde, o resultado apontou que 46,3% dos casos tinham risco de desnutrição. Nos pacientes com mais de 60 anos o risco foi 53% e nos adultos 23%.

    Segundo a nutricionista Erica Moura Fernandes, do Serviço de Nutrição e Dietética do hospital do servidor, o risco de desnutrição nos idosos é maior porque eles costumam desenvolver problemas de coração a partir dos 60 anos de idade. "São vários fatores que interferem no aparecimento da desnutrição, como baixa ingestão de alimentos, complicações relacionadas a doenças cardiovasculares, idade avançada e perda de peso involuntária", disse.

    O fato de viverem sozinhos também interfere na nutrição, explicou Erica, pois muitos dos idosos são responsáveis por comprar seus próprios alimentos e prepará-los. Outros não se alimentam bem porque não têm próteses ou sofrem com ausência de dentes. "Com a dificuldade para mastigar, o idoso não come carne, fonte importante para a boa qualidade nutricional. Normalmente, idosos também tomam muitos remédios o que altera seu paladar, diminuindo a vontade de comer".

    Outro fator que interfere na alimentação é a viuvez, que muitas vezes leva o idoso à depressão, estado emocional que diminui a fome. Além disso, a nutricionista destacou o baixo poder aquisitivo da grande maioria dos idosos, que são aposentados, e recebem um benefício baixo para suas necessidades. "Eles têm que priorizar a compra dos medicamentos e não conseguem comprar os alimentos adequados". A queda da capacidade cognitiva também pode levar o idoso a se alimentar mal. "Muitos não podem ir até o fogão e dependem de alguém para preparar sua comida, e nem sempre isso é possível".

    Devido a esses fatores a possibilidade de o idoso desenvolver desnutrição é maior, e Erica ressaltou que quando os pacientes chegam ao hospital estão bastante debilitados. "Normalmente os cardiopatas chegam a enfartar ou a ter complicações, geralmente porque não têm uma alimentação adequada. Quando chegam ao hospital são submetidos a uma dieta diferente, com pouco sal e restrições, o que interfere na aceitação alimentar".

    Erica explicou que o paciente cardiopata precisa de mais energia para digerir os alimentos, o que o faz entrar em hipermetabolismo. "Isso também pode provocar a desnutrição porque ele consome muito mais nutrientes do que uma pessoa normal". A cardiopatia também causa inchaços o que provocam má absorção de nutrientes, resultando na desnutrição. "O paciente que está inchado tem ma sensação de plenitude gástrica, ou seja, come mas não consegue aceitar o alimento".

    A nutricionista ressaltou que é importante identificar a desnutrição assim que o paciente chega ao hospital para assim determinar a alimentação adequada durante a internação e depois da alta.
     
    Fonte: I Saúde, Idosos têm 3,7 vezes mais risco de desnutrição, afirma estudo brasileiro. Problemas cardíacos, viuvez e baixo poder aquisitivo são alguns dos fatores que levam ao quadro de desnutrição. Acesso em 19/08/2013.

    CARBOIDRATOS EM EXCESSO AUMENTAM AS CHANCES DE TRANSTORNO COGNITIVO LEVE EM IDOSOS.

    sábado, 20 de outubro de 2012 0 comentários


    Pessoas acima de 70 anos que ingerem alta quantidade de carboidratos têm quatro vezes mais chances de desenvolver transtorno cognitivo leve. É o que mostra estudo de pesquisadores da Mayo Clinic, nos EUA.
     
    A pesquisa sugere que esse risco é ainda maior se a pessoa apresenta também um alto consumo de açúcar.
    Uma equipe de médicos, enfermeiros e neurocirurgiões acompanhou 1.230 pessoas com idades entre 70 e 89 anos durante um ano. Eles recolheram dados sobre o que os participantes comeram e avaliaram suas funções cognitivas. Desses participantes, 940 que não demonstraram sinais de prejuízo cognitivo foram convidados a retornar para acompanhamento e avaliação.
     
    Durante 4 anos de estudo, 200 participantes começaram a mostrar comprometimentos leves, como problemas com memória, julgamento e linguagem.
    Os resultados mostraram que aqueles que relataram ter ingerido grande quantidade de carboidrato no início da pesquisa foram considerados 1,9 vezes mais propensos a desenvolver transtorno cognitivo leve em comparação com aqueles que ingeriram uma quantidade menor.
    De forma semelhante, participantes que consumiram muito açúcar foram 1,5 vezes mais propensos ao desenvolvimento do transtorno.
    A pesquisa revela ainda que as pessoas que consomem grande quantidade de proteína e gordura são menos propensas a problemas cognitivos.
     
    "A pesquisa destaca a importância de se ter uma dieta bem equilibrada. É importante ter uma alimentação balanceada de carboidratos, açúcares, gordura e proteína, já que cada um desses nutrientes tem seu papel no organismo", conclui o autor Rosebud Roberts.
     
    Fonte: I Saúde, Carboidrato e açúcar em excesso aumentam risco de transtorno mental em idosos. Estudo mostra ainda que alimentos ricos em gordura e proteína parecem proteger desempenho cognitivo em pessoas acima de 70 anos. Acesso em 20/10/2012.

    MAIS DE METADE DOS IDOSOS TÊM DEFICIÊNCIA DE VITAMINA D.

    domingo, 23 de setembro de 2012 0 comentários
    Mais de 50% dos idosos brasileiros têm falta de vitamina D, concluiu uma pesquisa do Delboni Medicina Diagnóstica divulgada nesta segunda-feira (17). A análise usou como amostra os 2.735 exames feitos entre os dias 20 de junho e dez de setembro de 2012, com pacientes acima de 60 anos. A pesquisa detectou que 53,6% das mulheres e 53,4% dos homens têm necessidade de reposição desta vitamina.
     
    De acordo com a responsável pela pesquisa, a endocrinologista Myrna Campagnoli, os valores de referência usados em exames de vitamina D são:
    -deficiência para menos de 20 ng/mL
    -insuficiência para 20 a 30 ng/mL
    -normal ou suficiência para 30 a 100 ng/mL
    -hipervitaminose (excesso) para acima de 100 ng/mL
    Entre as pacientes, 24% apresentou deficiência, 30,3% insuficiência, 44,8% suficiência e 0,6% hipervitaminose. Já no público masculino, 21,4% apresentou deficiência, 32% insuficiência, 46,3% suficiência e 0,3% hipervitaminose. A especialista afirma que os idosos que apresentam falta de vitamina devem iniciar um tratamento com reposição da vitamina por meio de remédios, além de incluir pelo menos 15 minutos de banho de sol na rotina diária.
     
    Segundo a especialista, a vitamina D, por meio das ações no intestino, rim, osso e glândulas paratiroides, é um hormônio fundamental para o desenvolvimento de um esqueleto saudável. Ela é formada na pele pela ação dos raios solares ou obtida por meio de alimentos como leite e derivados, óleo de fígado de bacalhau, peixes e camarões. A deficiência de vitamina D, que é bastante comum em idosos, tem sido relacionada a um aumento da incidência de quedas, diminuição da força muscular e deterioração do equilíbrio, devido a uma oscilação do corpo na postura ereta. “As pesquisas têm indicado que a suplementação associada de cálcio e vitamina D em idosos deficientes contribui para melhorar aspectos da função neuromuscular”, diz.
     
    A eficiência de vitamina D é considerada um dos principais determinantes da osteoporose senil. “Estudos também têm mostrado uma relação entre o diabetes e a falta de vitamina D”, afirma Myrna.
     
    Fonte: Texto em Revista Época, Mais da metade dos idosos têm falta de vitamina D, diz pesquisa. A deficiência da substância é relacionada ao aumento da incidência de quedas, diminuição da força muscular e deterioração do equilíbrio. Acesso em 23/09/2012.

    QUALIDADE DE VIDA, NA VIDA DOS IDOSOS.

    quarta-feira, 29 de agosto de 2012 0 comentários
    Avaliando riscos futuros em idosos saudáveis
     
    Chegar com saúde à terceira idade é a realidade de 83% dos brasileiros. Isso não significa estar isento de hipertensão, excesso de peso ou redução da capacidade respiratória. Alterações no organismo, sem dúvida, ocorrem com o passar dos anos, mas é possível agir para evitar que essas mudanças se tornem limitantes ou riscos iminentes à saúde. Muito se investe nas formas de atuação junto a idosos com problemas crônicos graves, mas, o que se pode fazer de positivo com a grande maioria que é saudável? As ações de prevenção são sempre mais eficientes quando agem em fases iniciais das doenças e, melhor ainda, se a prevenção for realizada antes do surgimento da doença. Afinal, um fator de risco nessa fase é a própria idade.
     
    Para se ter sucesso na prevenção é essencial um bom diagnóstico como o feito por meio da Avaliação Gerontológica Ampla (AGA), um serviço de saúde e bem estar exclusivo para a terceira idade. Trata-se de um método no qual o idoso é avaliado por uma série de profissionais - geriatra, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta - com a finalidade de identificar os riscos atuais e futuros. Mais do que um check-up tradicional, a AGA identifica riscos de doenças que ainda não apresentam nenhum sinal, pois leva em consideração hábitos de vida e a história passada do paciente.
     
    “A AGA é uma maneira de entendermos quais as prioridades a serem trabalhadas em cada paciente. Fazer atividades físicas, ter uma alimentação balanceada, não fumar, cuidar de suas emoções são recomendações úteis para todos; mas cada pessoa tem questões muito próprias, de acordo com suas histórias de vida e hábitos adotados durantes décadas”, afirma o médico Rodrigo Bassi, geriatra do Age Vida Ativa, clínica que utiliza esse sistema. “Esse sistema pode complementar qualquer tratamento em andamento ou ajudar o médico de confiança do paciente a atuar preventivamente”, explica.
     
    O coração e os problemas a ele relacionados são um dos principais pontos de preocupação, em especial em idade mais avançada. Porém cada pessoa possui diferentes prioridades de atuação para atingir o mesmo resultado, pois quando se fala em qualidade de vida e longevidade, o que há de comum é a importância de se agir na causa e não na conseqüência.
     
    Fonte: Coração Saudável, Qualidade de vida. Acesso em 29/08/2012.

    DIETA ADEQUADA E ATIVIDADE FÍSICA AJUDAM A COMBATER A OBESIDADE SARCOPÊNICA EM IDOSOS.

    quinta-feira, 23 de agosto de 2012 0 comentários
    Dieta adequada e atividade física ajudam a combater a obesidade sarcopênica, mal que é associado a mudanças na composição corporal com envelhecimento. O tema foi alvo de um estudo da pesquisadora Kátia Cristina Portero McLellan, professora da Faculdade de Medicina (FM) da Unesp de Botucatu, no interior de São Paulo.
     
    Em dois trabalhos apresentados em um evento internacional este ano, a autora demonstrou que a obesidade sarcopênica está relacionada com o estado pró-inflamatório e com o aumento da prevalência da síndrome metabólica e seus componentes alterados.
    Os resultados de estudos preliminares da pesquisadora enfatizam ainda a importância do consumo adequado de leguminosas, frutas, fibras e proteína, além de uma dieta de boa qualidade, para prevenção da obesidade sarcopênica na população estudada.
    Dieta adequada e atividade física ajudam a combater a obesidade sarcopênica, mal que é associado a mudanças na composição corporal com envelhecimento.
     
    Obesidade sarcopênica
    Diversos estudos mostram que a obesidade sarcopênica representa uma condição negativa para a saúde do idoso, devido ao aumento do risco de quedas e fraturas, diminuição da capacidade de realizar atividades da vida diária, perda de independência, além de estar associada com aumento da mortalidade.
    A obesidade sarcopênica vem se tornando prevalente na população de idosos. Além do próprio processo de envelhecimento, esta doença pode ser desenvolvida precocemente, devido aos padrões alimentares inadequados, sedentarismo, doenças crônicas e tratamentos medicamentosos.
     
    Fonte: I Saúde, Atividade física ajuda a combater obesidade sarcopênica em idosos. Mal é associado a mudanças na composição corporal com envelhecimento; tema é alvo de estudo da Unesp de Botucatu. Acesso em 23/08/2012.

    CONSUMO DIÁRIO DE CACAU MELHORA DESEMPENHO CEREBRAL DE IDOSOS.

    terça-feira, 14 de agosto de 2012 0 comentários
    Consumo diário de cacau pode melhorar o comprometimento cognitivo leve, de acordo com pesquisa publicada pela American Heart Association.

    Pesquisa sugere que os flavonoides presentes no cacau, e também encontrados em frutas e no vinho tinto, protegem os neurônios de lesões, melhorando o metabolismo e sua interação com a estrutura molecular responsável pela memória, além de, indiretamente, melhorar o fluxo sanguíneo cerebral.

    Cada ano, mais de 6% das pessoas com 70 anos ou mais velhos desenvolvem transtorno cognitivo leve, condição que envolve a perda de memória que pode evoluir para a demência e doença de Alzheimer.

    A equipe da Universidade de L'Aquila, na Itália, avaliou 90 idosos com transtorno cognitivo leve separados em grupos para consumir diariamente 990 miligramas; 520 mg ou 45 mg de uma bebida de leite com cacau rico em flavonoides durante oito semanas.
    A dieta foi restrita para eliminar outras fontes de flavonoides de alimentos e bebidas que não fossem à base de cacau.

    A função cognitiva foi avaliada por testes neuropsicológicos da função executiva, memória operacional, memória de curto prazo, memória de longo prazo episódica, velocidade de processamento e cognição global.
    Os pesquisadores descobriram que idosos que consumiam bebidas com níveis altos e moderados de flavonoides apresentaram melhores pontuações na capacidade de relacionar estímulos visuais a respostas motoras e na memória de trabalho.
    funcionamento do intestino.
    Ingestão diária de cacau melhora desempenho cognitivo global de pessoas mais velhas.

    Aqueles que bebiam diariamente bebidas com os níveis mais elevados de flavonoides tinham significativamente melhor desempenho cognitivo global.
    A resistência à insulina, pressão arterial e estresse oxidativo também diminuíram em pessoas que consumiam diariamente bebidas com níveis alto e médio de flavonoides.
    Segundo os pesquisadores, alterações na resistência à insulina explicaram cerca de 40% das melhorias no funcionamento cognitivo.

    "Este estudo fornece evidências encorajadoras de que o consumo de cacau rico em flavonoides, como parte de uma dieta de calorias controladas e nutricionalmente equilibrada, poderia melhorar a função cognitiva. O efeito positivo sobre a função cognitiva pode ser mediada principalmente por uma melhora na sensibilidade à insulina. Ainda não é claro se esses benefícios na cognição são uma consequência direta dos flavonoides de cacau ou um efeito secundário de melhorias gerais na função cardiovascular", afirma o pesquisador Giovambattista Desideri.

    Fonte: I Saúde, Consumo diário de cacau melhora desempenho cerebral de idosos. Pesquisa revela que flavonoides presentes no fruto protegem neurônios de lesões e melhoram fluxo sanguíneo para o cérebro. Acesso em 14/08/2012.

    LEITE FORTIFICADO COM GINSENG MELHORA A FUNÇÃO COGNITIVA DE IDOSOS.

    segunda-feira, 23 de julho de 2012 0 comentários
    Cientistas da Espanha desenvolvem leite fortificado com ginseng capaz de melhorar cognição de idosos. O ginseng americano é conhecido por ter efeitos neurocognitivos, no entanto, o gosto amargo e o fato de o processamento da planta muitas vezes eliminar suas propriedades saudáveis dificultam sua incorporação na alimentação diária. Por esse motivo um grupo de pesquisadores trabalhou na formulação de um leite de baixa lactose capaz de manter os níveis benéficos do ginseng americano após o processamento.

    "Nosso objetivo foi desenvolver um leite de baixa lactose para ser consumido por idosos para melhorar a função cognitiva", relata a pesquisadora envolvida no estudo Susana Fiszman, do Instituto de Agroquímica y Tecnologia de Alimentos (IATA), Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), em Valencia.
    "Beber 150 a 300 ml deste leite enriquecido pode fornecer a quantidade indicada de ginseng para proporcionar melhoria na função cognitiva. Além disso, a nova fórmula é combinada com baixos níveis de lactose, o que a torna uma bebida adequada para idosos", diz Fiszman.
    Os pesquisadores desenvolveram uma fórmula de baixa lactose porque pessoas mais velhas muitas vezes têm dificuldade de digerir produtos lácteos. Para reduzir o sabor amargo do ginseng, os investigadores desenvolveram amostras com extratos de baunilha e sucralose, um adoçante artificial de zero calorias.
    Análises da nova fórmula reúnem evidências que níveis suficientes de ginseng permaneceram no leite após o tratamento, o que faz com que o líquido seja capaz de proporcionar melhoria na função cognitiva.

    Acesse aqui o Abastract do estudo publicado no Journal of Dairy Science.

    Para reduzir o sabor amargo do ginseng, os investigadores desenvolveram amostras com extratos de baunilha e sucralose, um adoçante artificial de zero calorias.

    Fonte: I Saúde, Leite fortificado com ginseng melhora função cognitiva de idosos. Fórmula contém baixos níveis de lactose, o que é indicado para idosos que muitas vezes têm dificuldade de digerir produtos lácteos. Acesso em 23/07/2012.

    MAIORES DOSES DE VITAMINA D PODEM EVITAR FRATURAS EM IDOSOS.

    domingo, 8 de julho de 2012 0 comentários
    Uma pesquisa que observou os efeitos da vitamina D sobre o risco de fraturas em idosos concluiu que, para que essas chances sejam reduzidas, é necessária uma ingestão diária maior do que a costumeiramente recomendada pelas autoridades de saúde no mundo — inclusive no Brasil. Atualmente, o Ministério da Saúde indica o consumo de 10 a 20 microgramas de vitamina D por dia para adultos. O estudo, publicado nesta quinta-feira no periódico The New England Journal of Medicine, mostrou que consumir 20 microgramas ou mais do nutriente ao dia diminui em até 30% a probabilidade de fraturas, mas que o risco não se altera com uma quantidade menor do que essa.
    CONHEÇA A PESQUISA
    Título original: A Pooled Analysis of Vitamin D Dose Requirements for Fracture Prevention
    Onde foi divulgada: periódico The New England Journal of Medicine
    Quem fez: Heike A. Bischoff-Ferrari, Walter Willett, Endel Orav, Paul Lips, Pierre Meunier, Ronan Lyons, Leon Flicker, John Wark, Rebecca Jackson, Jane Cauley e outros
    Instituição: Universidade de Zurique, Suíça
    Dados de amostragem: 31.022 pessoas (sendo 91% mulheres) com idade média de 76 anos
    Resultado: Ingerir menos do que 20 microgramas ao dia não altera risco de fratura entre idosos. No entanto, a ingestão de uma quantidade maior do que essa diminui as chances do problema em até 30%

    Ainda são conflitantes os resultados dos estudos que abordam os efeitos da vitamina D para a saúde óssea do indivíduo, especialmente das mulheres, que têm maior risco de apresentarem problemas como a osteoporose. Embora diversas pesquisas tenham apontado para os benefícios do nutriente, alguns trabalhos alertaram para os possíveis efeitos negativos de grandes quantidades da vitamina, como doenças cardiovasculares e renais.

    Nesse trabalho, pesquisadores da Universidade de Zurique, na Suíça, analisaram outros onze estudos sobre suplementos de vitamina D e os efeitos na saúde. Ao todo, essas pesquisas envolveram 31.022 pessoas, a maioria do sexo feminino, com idade média de 76 anos. Os resultados mostraram que os indivíduos que ingeriam menos do que 20 microgramas de vitamina C ao dia não tinham redução significativa no risco de fraturas. Por outro lado, o consumo de uma quantidade maior do que essa diminuiu essas chances em até 30%.

    Saiba mais
    Vitamina D
    Também chamada calciferol, a vitamina D promove a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. 90% da vitamina D que precisamos vem da exposição ao sol. A deficiência da vitamina pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. A vitamina D está relacionada ainda ao bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas. A presença significativa da substância é vista em poucos alimentos, como fígado, óleos de peixes gordurosos e gema de ovo. 100 gramas de salmão, por exemplo, tem 11,8 microgramas de vitamina D.

    Fraturas em ascensão — De acordo com os pesquisadores, se as pessoas passassem a ingerir mais do que 20 microgramas de vitamina D ao dia, poderia haver um impacto enorme na saúde pública, uma vez que o número de fraturas entre idosos vem crescendo. No Brasil, por exemplo,
    o número de fraturas no quadril provocadas por fragilidade óssea deve aumentar em 16% até 2020 e 32% até 2050, especialmente devido à osteoporose entre idosos. Esses dados fazem parte de um levantamento da a Fundação Internacional para Osteoporose (IOF, sigla em inglês) divulgado em maio deste ano, que ainda mostrou que 121.700 fraturas ósseas ocorrem todos os anos no país.

    Fonte: Veja, Para evitar fraturas em idosos, pesquisa recomenda ingestão diária de vitamina D maior do que a recomendada. Pesquisa concluiu que 20 microgramas ou mais do nutriente ao dia diminui em até 30% probabilidade de fratura em idosos. Acesso em 08/07/2012.

    CÁLCIO E VITAMINA D JUNTOS AUMENTAM A EXPECTATIVA DE VIDA DE IDOSOS.

    segunda-feira, 18 de junho de 2012 0 comentários
    Idosos que tomam suplementos de cálcio e vitamina D podem ter uma expectativa de vida maior do que aqueles que não ingerem quantidades suficientes dos nutrientes. Essa é a conclusão de um estudo publicado na edição deste mês do periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. Segundo a pesquisa, feita na Universidade da Aarhus, na Dinamarca, os suplementos reduzem em até 9% as chances de mortalidade em um período de três anos entre pessoas com idade média de 70 anos.

    CONHEÇA A PESQUISA
    Título original: Vitamin D with Calcium Reduces Mortality: Patient Level Pooled Analysis of 70,528 Patients from Eight Major Vitamin D Trials
    Onde foi divulgada: periódico Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
    Quem fez: Lars Rejnmark, Alison Avenell, Tahir Masud, Frazer Anderson, Haakon Meyer, Kerrie Sanders, Kari Salovaara, Cyrus Cooper, Helen Smith, Elizabeth. Jacobs, David Torgerson, Rebecca Jackson e outros
    Instituição: Universidade da Aarhus, Dinamarca
    Dados de amostragem: 70.528 idosos com idade média de 70 anos
    Resultado: Fazer uso de suplementos de cálcio e vitamina D pode reduzir em até 9% as chances de mortalidade em um período de três anos

    “Uma diminuição de 9% em relação ao risco de morte pode parecer um benefício pequeno, mas, essa redução entre uma população de idosos já é de grande importância”, disse à agência Reuters o coordenador do estudo, Lars Rejnmark. “Há poucas intervenções conhecidas capazes de reduzir a mortalidade entre pessoas dessa faixa etária. A principal é o fim do tabagismo, mas é preciso descobrir outras".
    Os autores da pesquisa chegaram a essa conclusão após analisarem outros oito estudos clínicos sobre os efeitos de suplementos de vitamina D e de cálcio sobre a saúde do indivíduo. Ao todo, esses trabalhos envolveram mais de 70.000 idosos, a maior parte mulheres aos 70 anos.

    De acordo com a pesquisa, esse benefício foi encontrado com a ingestão diária suplementos contendo de 10 a 20 microgramas de vitamina D e 1.000 miligramas de cálcio — quantidades correspondentes às recomendações do Ministério da Saúde. O estudo ainda observou que, sozinho, o suplemento de vitamina D não tem impacto sobre a redução da mortalidade.

    Para os pesquisadores, embora estudos anteriores tenham mostrado que a combinação desses dois suplementos pode evitar a osteoporose entre idosos, principalmente do sexo feminino, isso não explica a diminuição da mortalidade. Segundo Rejnmark, pode ser que os suplementos ajudem a reduzir a incidência de mortes por câncer, mas são necessários outros trabalhos para que essa hipótese avaliada.

    Saiba mais
    CÁLCIO
    O cálcio pode ser encontrado em alimentos como os laticínios, alguns vegetais, especialmente os de folhas verdes (brócolis, couve-flor e repolho roxo), peixes como sardinha e salmão, feijão, entre outros. O Ministério da Saúde recomenda o consumo de 1.000 miligramas de cálcio ao dia para adultos e de 700 miligramas para crianças de 7 a 10 anos. 100 gramas de queijo muzzarela, por exemplo, tem 875 miligramas de cálcio.

    VITAMINA D
    Também chamada calciferol, a vitamina D promove a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. 90% da vitamina D que precisamos vem da exposição ao sol. A deficiência da vitamina pode provocar raquitismo, alterações no crescimento e nos ossos, além de reduzir a imunidade. A vitamina D está relacionada ainda ao bom funcionamento do coração, do cérebro e da secreção de insulina pelo pâncreas. A presença significativa da substância é vista em poucos alimentos, como fígado, óleos de peixes gordurosos e gema de ovo.

    Fonte: Veja, Vitamina D e cálcio juntos podem aumentar expectativa de vida de idosos. Ingestão diária de suplementos desses nutrientes reduz em 9% o risco de mortalidade em um período de três anos entre pessoas com 70 anos. Acesso em 18/06/2012.

    CHÁ VERDE E SEUS ANTIOXIDANTES BENEFICIANDO A SAÚDE DOS IDOSOS.

    terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 0 comentários
    O chá-verde contém químicos antioxidantes que ajudam
     a evitar os danos celulares que são
    capazes de levar a doenças.


    Adultos idosos que bebem chá-verde regularmente podem permanecer mais ágeis e independentes do que seus contemporâneos com o passar do tempo.

    O chá-verde contém químicos antioxidantes que ajudam a evitar os danos celulares que são capazes de levar a doenças.

    Os pesquisadores estão estudando o efeito do chá-verde em tudo --do colesterol ao risco de certos cânceres-- com resultados mistos até agora.

    Pelo estudo recente, publicado no "American Journal of Clinical Nutrition", os cientistas decidiram examinar se bebedores de chá-verde têm um menor risco de fragilidade e incapacidade conforme envelhecem.

    Yasutake Tomata, da Escola de Medicina da Universidade Tohoku, e seus colegas acompanharam perto de 14 mil adultos com mais de 65 anos durante três anos.

    Eles descobriram que os que beberam mais chá-verde eram os menos propensos a desenvolver "incapacidade funcional", ou problemas com atividades diárias e necessidades básicas, como se vestir ou tomar banho.

    Quase 13% dos adultos que beberam menos de uma xícara de chá-verde por dia tornaram-se funcionalmente incapacitados, em comparação com pouco mais de 7% das pessoas que beberam pelo menos cinco xícaras por dia.

    "O consumo de chá-verde está associado de forma significativa a um menor risco de incapacidade funcional incidente, mesmo após o ajuste para possíveis fatores de confusão", disse Tomata.

    O estudo não provou que apenas o chá-verde mantinha as pessoas ágeis com a idade.
    Os aficionados do chá-verde geralmente têm dietas mais saudáveis, incluindo mais peixe, vegetais e frutas, assim como uma instrução maior, uma taxa menor de fumantes, menos ataques cardíacos e derrames, e uma maior acuidade mental.

    Eles também tendem a ser mais ativos socialmente e a ter mais amigos e familiares com quem contar.

    Mas, apesar desses fatores, o chá-verde sozinho foi relacionado a um menor risco de deficiência, disseram os pesquisadores.

    Pessoas que ingerem pelo menos cinco xícaras por dia tiveram 1/3 de probabilidade menor de desenvolver deficiências do que as que ingeriram menos de uma xícara por dia.

    Os que beberam em média três ou quatro xícaras por dia tiveram um risco 25% menor.
    Embora não esteja claro como o chá-verde pode oferecer uma defesa contra a incapacidade, a equipe de Tomata observou que um estudo recente descobriu que extratos do chá-verde pareciam aumentar a força muscular na perna em mulheres mais velhas.

    Embora o chá-verde e seus extratos sejam considerados seguros em pequenas quantidades, eles contêm cafeína e pequenas quantias de vitamina K, e isso pode interferir com medicamentos que impedem a coagulação do sangue.

    Fonte: Folha, Chá-verde reduz deficiências em idosos, revela estudo. Acesso em 07/02/2012.

    ALIMENTAÇÃO E SAÚDE MENTAL EM IDOSOS.

    quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 0 comentários
    
    Estudo concluiu que os idosos que consomem certas vitaminas e ácidos graxos omega 3 não experimentam uma redução do volume de seu cérebro.

    Washington - Os idosos cujo sangue apresenta maiores teores de certas vitaminas e ácidos graxos omega 3 mantêm sua capacidade mental e de memória por mais tempo, revela um estudo publicado nesta quarta-feira.

    O trabalho concluiu que os idosos que consomem estas vitaminas e ácidos graxos omega 3 não experimentam uma redução do volume de seu cérebro, um fenômeno tipicamente observado nas pessoas que sofrem de Alzheimer.
    Publicado na edição de 28 de novembro da revista Neurology, o estudo determina que os altos níveis de vitamina B, C, D e E, assim como de omega 3, encontrado principalmente nos peixes, têm efeitos positivos na saúde mental e no restante do organismo.
    "Este enfoque mostra claramente os efeitos neurológicos e biológicos, bons e maus, ligados aos níveis de diferentes nutrientes no sangue", explica Maret Traber, do Instituto Linus Pauling da Universidade do Oregon, no noroeste dos Estados Unidos.

    "As vitaminas e os nutrientes que se obtém comendo uma grande variedade de frutas, legumes e peixes podem ser medidas com o auxílio de biomarcadores sanguíneos. Estou convencida de que estes nutrientes têm um grande potencial para proteger o cérebro e fazê-lo funcionar melhor", afirma Traber.

    A pesquisa também revela que os participantes do estudo com alimentação rica em ácidos e gorduras trans, abundantes em produtos lácteos e frituras, obtiveram resultados piores no teste cognitivo e apresentaram redução do cérebro considerável.

    Os pesquisadores analisaram 104 indivíduos com idade média de 87 anos, submetidos a testes com 30 biomarcadores de nutrientes no sangue. Deste total, 42 também passaram por exames de ressonância magnética para medir o volume de seus cérebros.

    Fonte: Exame, Alimentos têm influência na capacidade mental de idosos. Estudo concluiu que os idosos que consomem certas vitaminas e ácidos graxos omega 3 não experimentam uma redução do volume de seu cérebro. Acesso em 29/12/2011.

    DIETA DO MEDITERRÂNEO E LONGEVIDADE.

    quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 0 comentários
    Pessoas que seguem a dieta do Mediterrâneo aumentam sua longevidade - sua chance de esticar o tempo de vida cresce até 20%. É o que aponta um estudo conduzido pela Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

    A dieta do Mediterrâneo é uma alimentação baseada em peixes, vegetais, castanhas e frutas. Há ainda um baixo consumo de produtos animais, como carnes vermelhas e brancas, além de laticínios. Estudos conduzidos desde a década de 1950 já vinham demonstrando que essa dieta leva a uma melhor saúde.

    No estudo atual, os pesquisadores de Sahlgrenska estudaram os efeitos da dieta em pessoas idosas na Suécia. Eles usaram um levantamento chamado H70 para poder comparar idosos acima dos 70 que faziam e que não faziam a dieta do Mediterrâneo. Os resultados da pesquisa apontam que aquelas pessoas que seguem a dieta têm 20% a mais de chances de viverem mais anos.

    Evidências científicas - Os resultados têm apoio em outros três ainda não publicados: um realizado em pessoas da Dinamarca, o segundo no norte da Suécia e o terceiro em crianças. “A conclusão que podemos tirar desses estudos é que não existe dúvida de que a dieta do Mediterrâneo está relacionada a uma saúde melhor, não apenas para os idosos, mas também para os jovens”, diz Gianluca Tognon, cientista da Academia.

    Fonte: VEJA, Dieta do Mediterrâneo leva a uma vida mais longa. Idoso que segue a dieta tem 20% mais chances de viver por mais tempo. Acesso em 21/12/2011.