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INTOXICAÇÃO POR MERCÚRIO.

quarta-feira, 19 de abril de 2017 0 comentários
O mercúrio é um metal prateado e líquido a temperatura ambiente. Empregado na medicina desde a antiguidade, inclusive em vacinas, vem sofrendo substituição por outras substâncias mais potentes e menos tóxicas.

Intoxicação por Mercúrio
Uma vez absorvido, o mercúrio passa ao sangue e às células podendo interferir no metabolismo pela sua capacidade de inativar enzimas. Os sintomas da intoxicação incluem coloração acizentada na boca e faringe, dor intensa, vômitos, sangramento nas gengivas, sabor metálico na boca, ardência no aparelho digestivo, diarréia grave ou sanguinolenta, estomatite, glossite, nefrose, problemas hepáticos graves, transtornos nervosos, caquexia, anemia, hipertensão, possibilidade de alteração cromossômica.

Fontes de contaminação
- Liberação constante pela crosta terrestre e exposição ambiental
- Alimentos expostos a fungicidas (metilmercúrio) e inseticidas
- Lodo de esgoto para fertilização – 80% se mantém por 25 anos no solo
- Peixes contaminados (> fonte de mercúrio da dieta - metil-mercúrio com 85% de absorção)
- Tatuagens vermelhas
- Vacinas com o conservante timerosal
- Amálgamas dentários (50% mercúrio elementar)
- Antissépticos a base de mercurio

Prevenção da intoxicação:
- Evite peixes e frutos do mar grandes como tubarão, peixe espada, cavala, filé de atum, arenque e cação);
- Converse com seu dentista sobre a possibilidade de substituição das amálgamas de mercúrio pelas de cerâmica;
- Prefira alimentos orgânicos.

Quanto tempo o mercúrio leva para sair do corpo?
O mercúrio pode levar um tempo para sair do corpo. Um estudo mostrou que mulheres que consumiam peixes regularmente passavam quantidades substanciais de mercúrio aos bebês pelo leite materno. E que o mercúrio pode levar entre 2 e 12 meses para ser completamente eliminado do corpo, após a exclusão de peixes da dieta da mãe (Dórea et al., 2011).

O fígado é o principal responsável pelos processos de destoxificação e para que os mesmos ocorram com eficiência um bom estado nutricional é fundamental. A figura a seguir mostra nutrientes importantes às fases 1 e 2 que ocorrem no fígado para a eliminação de toxinas do corpo.


A MANEIRA COMO VOCÊ COZINHA O ARROZ PODE FAZER A DIFERENÇA.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 0 comentários
THINKSTOCKO arsênio pode contaminar o arroz por causa do uso de toxinas e pesticidas no solo

Ir à cozinha preparar um arroz pode não ser algo tão inofensivo quanto você imagina.

É possível que o grão apresente uma alta concentração de arsênio, um elemento químico que pode colaborar para o desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer ou cardíacas e prejudicar o desenvolvimento de crianças caso seja ingerido em quantidades acima das recomendadas.

A boa notícia é que há maneiras simples de evitar essa contaminação, como adicionar mais água na panela ou deixar o grão de molho durante a noite, como pesquisou o programa Trust Me, I'm A Doctor ("Confie em mim, eu sou um médico"), da BBC.

O arsênio pode contaminar o arroz por causa do uso de toxinas e pesticidas, que permanecem no solo durante décadas. Como o cultivo desse grão envolve irrigação, ele acaba absorvendo mais a substância do que outras culturas.

Um exemplo do caráter venenoso do arsênio ocorreu em Bangladesh, onde uma epidemia de casos de câncer foi reportada após pessoas beberem água contaminada.

No Brasil, uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP identificou em 2013 quantidades expressivas de arsênio em vários tipos de arroz consumidos no país, como o branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido) integral ou branco.

Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama (g) de arroz. O tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, já que o arsênio pode se acumular no farelo.
Dependência de arsênio

"A única coisa com a qual eu posso comparar é o fumo", disse à BBC Andy Meharg, professor de ciências biológicas da Universidade de Belfast, na Irlanda do Norte, e pesquisador do Instituto para a Segurança Alimentar Mundial.THINKSTOCK Riscos são maiores para crianças e bebês, diz pesquisador

"Se você fumar dois cigarros por dia, você corre menos riscos do que se fumar 30 ou 40 cigarros por dia. É a dependência da dose - quanto mais você comer, maior o risco", explicou.

Para Meharg, a regulação sobre o arsênio é insuficiente, e mais esforços são necessários para proteger as pessoas que comem arroz com frequência.

O pesquisador diz que comer algumas porções por semana não coloca em risco a saúde de um adulto, mas pode ser perigoso para crianças e bebês.

"Sabemos que níveis baixos de arsênio afetam o desenvolvimento da imunidade, impactam no crescimento e no desenvolvimento do QI", afirma.

Por isso, a regulação de alimentos voltados para crianças é mais dura - mas outros produtos que elas também comem, como cereais ou biscoitos de arroz, podem conter níveis de arsênio recomendados apenas para adultos.
Como evitar

A boa notícia é que é possível reduzir os níveis de arsênio em casa.

Após uma série de experimentos, Meharg concluiu que a melhor técnica é deixar o arroz em uma travessa com água durante a noite antes de cozinhá-lo em uma proporção de cinco xícaras de água para cada xícara de arroz.

Essa técnica reduz o nível de arsênio em 80% se comparada à maneira mais comum de fazer o arroz, sem deixá-lo "de molho" por horas antes do cozimento e com a proporção de duas xícaras de água para cada uma de arroz.

Usar a proporção de 5 para 1 mesmo sem deixar o grão de molho também reduz os níveis de arsênio, mas não tanto quanto a primeira técnica.

Fonte: BBC. Por que a maneira como você cozinha o arroz pode ameaçar sua saúde, acesso em 20/02/2017.

NÃO É ACONSELHÁVEL DESCONGELAR OS ALIMENTOS EM TEMPERATURA AMBIENTE.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017 0 comentários
O congelamento é um meio de conservação muito utilizado pelas cozinheiras e cozinheiros para aumentar a vida útil de alimentos, tanto crus quanto já pré-cozidos ou pré-preparados. Mas o congelamento de alimentos – e o posterior descongelamento – requer alguns cuidados básicos, para garantir a segurança da conservação do alimento e evitar a ocorrência de doenças de origem alimentar.

“Carne, aves, ovos, frutos do mar e outros produtos perecíveis devem ser refrigerados ou congelados em até duas horas após o cozimento ou a compra. Se a temperatura ambiente for superior a 30°C, leve esses produtos à geladeira no máximo dentro de uma hora após a compra ou cozimento”, orienta o professor Uelinton Pinto, pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC).

Uma vez no freezer, os alimentos devem ser mantidos a uma temperatura de -18°C, no mínimo. O ideal é manter carnes e aves em sua embalagem original ou em recipientes fechados. Se for congelar esses alimentos por mais de dois meses, envolva os pacotes em filme plástico ou embalagem própria para congelador, ou coloque-os dentro de sacos plásticos (Veja na tabela abaixo a duração de cada tipo de alimento no freezer e na geladeira).


“Nunca descongele alimentos à temperatura ambiente, como por exemplo em cima do balcão ou da pia”, ressalta. O alimento deve ser mantido a uma temperatura segura durante o descongelamento. “Se estiver fora da geladeira durante o processo de descongelamento, partes do alimento poderão alcançar uma temperatura que incentiva o crescimento de micro-organismos. Dentro do refrigerador, o alimento vai descongelar e ficar na temperatura da geladeira, que é, no máximo, 4°C ou 5° C. E nessa temperatura não há multiplicação dos patógenos e nem produção de toxinas.”

É importante garantir que o suco proveniente do descongelamento não caia sobre os alimentos estocados na geladeira, portanto, utilize recipientes adequados para evitar gotejamento e contaminação de outras preparações no seu refrigerador.

Há duas maneiras seguras para se descongelar alimentos: na geladeira ou no micro-ondas. “Se você não vai usar os alimentos imediatamente, pode simplesmente passar do freezer para a geladeira e deixá-los descongelando. Mas alimentos descongelados no micro-ondas devem ser cozidos ou preparados imediatamente após o descongelamento”, aconselha. Em alguns casos, pequenas porções também podem ser descongeladas diretamente na panela, sem necessidade de descongelamento prévio.

Uelinton ressalta que é preciso se certificar de que o alimento descongelou por completo. “Quando ele for levado ao fogo, nenhum ponto deve ainda estar congelado. Porque aquele ponto, durante o cozimento, pode não atingir a temperatura de 70° C, que é necessária para eliminar Salmonella, Listeria, E. coli, e outros micro-organismos patogênicos.”

Já para garantir a segurança de alimentos resfriados (na geladeira), a temperatura máxima em que podem ser mantidos é de 5°C. E, quando for resfriar o que “sobrou” do almoço ou do jantar, procure dividir os restos de comida em recipientes rasos, para resfriamento mais rápido. Lembre-se: a prática de deixar alimentos prontos sobre o fogão ou mesa por tempos prolongados é associada a surtos de doenças transmitidas por alimentos. 

FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES PERDEM SUAS PROPRIEDADES NUTRICIONAIS SE CONGELADOS?

quarta-feira, 20 de julho de 2016 0 comentários
Muitos erroneamente associam alimentos congelados a baixos níveis nutricionais.

Com frequência os consumidores associam os alimentos congelados a uma perda de qualidade e a um menor nível nutricional.

Porém, a verdade é que não existem razões para que uma cenoura congelada seja menos nutritiva que uma fresca.

E se as verduras e legumes passarem pelo processo seguindo os procedimentos recomendados pelas autoridades de vigilância alimentar, também podem conservar o sabor e a textura.

Mas uma coisa é real: qualquer processamento de alimento sempre faz com que ele sofra alguma alteração.

O congelamento, por exemplo, pode levar à perda de algumas das qualidades organolépticas (cheiro, textura, sabor e cor). No entanto, as perdas serão mínimas se o processo for realizado de forma adequada.

Mesmo assim, especialistas recomendam que as pessoas consumam alimentos frescos produzidos na região em que vivem sempre que possível.

Se o acesso a produtos frescos - e maduros - colhidos localmente não for possível, é aí que os congelados surgem como uma boa alternativa.

O custo nutricional do transporteColheita costuma ocorrer antes da total maturação.

Frutas e verduras geralmente são colhidas antes de chegar ao ponto de maturação.

Ao fazer a colheita antes de elas ficarem totalmente maduras, os agricultores evitam danos durante o transporte até os pontos de comercialização.

Se por um lado há um ganho na conservação dos alimentos, por outro eles não alcançam seu nível nutricional máximo se são colhidos precocemente.

E continuam perdendo nutrientes durante todo no tempo que passam na prateleira do supermercado - ou seja, até o momento de serem consumidos.
Ultracongelamento

As frutas, verduras e legumes que serão congelados geralmente são colhidos em seu ponto certo de maturação. E passam pelo processo de forma quase imediata.
Na falta de acesso a alimentos frescos, os congelados podem ser boa opção.

Antes, são mergulhados rapidamente em água fervendo, segundo recomendações da FDA (Food and Drug Administration, ou Agência de Alimentos e Remédios, em tradução livre), a Anvisa dos Estados Unidos, e da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar.

As duas instituições também descrevem a técnica de ultracongelamento ideal: os alimentos são congelados o mais rapidamente possível a temperaturas que alcançam os 40 graus negativos, o que leva a uma maior conservação de sabor, textura, cor e cheiro.

Com essa técnica, os micro-organismos potencialmente nocivos são mortos e a vida útil do alimento aumenta, segundo especialistas. Além disso, ele continua com 100% de seu conteúdo nutricional, afirmam.

Fonte: BBC Brasil.

TIPOS DE CONTAMINAÇÃO NOS ALIMENTOS.

quarta-feira, 27 de abril de 2016 0 comentários
As Boas Práticas de Fabricação estão relacionadas com o conjunto de procedimentos adotados pelo estabelecimento para garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos alimentos e embalagens servidos aos consumidores. Na ausência destes procedimentos ocorre a contaminação.

A contaminação é a presença indesejável de qualquer matéria estranha que não pertença ao alimento, podendo ser dividida em três grupos:
Contaminação Física: causada por materiais que podem machucar como: cabelo, caco de vidro, pedras, prego, grampos, anzol e adornos.
Contaminação Química: causada por materiais que podem causar doenças ou matar como: pesticidas, aditivos alimentares, substâncias hormonais, metais pesados, produtos de limpeza, agrotóxicos e sanitizantes.
Contaminação Biológica: causada pela presença de microrganismos indesejáveis nos alimentos que podem causar intoxicações alimentares ou matar como: bactérias, fungos (bolores/ mofos), parasitas e vírus.

Além disso, a contaminação pode acontecer através de duas maneiras. São elas:
Contaminação de Origem: considerando que todo alimento possui certa quantidade de microrganismos, é necessário impedir o aumento da contaminação, sobrevivência e multiplicação destes microrganismos.
Contaminação Cruzada: é a transferência de microrganismos de um alimento ou superfície para outro alimento através de utensílios, equipamentos ou do próprio manipular. Exemplos:
o De um objeto para outro objeto;
o De um alimento para outro alimento;
o De um alimento para um objeto e vice-versa.

Portanto, atenção e cuidado!

Os microrganismos estão presentes em todos os lugares.
Por isso é importante à prática de higiene constante para reduzir os riscos de contaminação.

Confira as dicas de como evitar a Contaminação!
Higienizar frequentemente as mãos;
Manipular corretamente os alimentos;
Manter mesas, bancadas e tábuas sempre limpos;
Armazenar corretamente os alimentos (protegendo);
Cozinhar bem os alimentos e não misturar com os in natura.

Implante em seu estabelecimento as Tábuas de Corte Coloridas!

O uso destas tábuas de polietileno é recomendado pela ANVISA, porém devem ser descartadas com o tempo porque podem aparecer fissuras provocadas pelas facas. Essas fissuras podem acumular restos de comida e favorecer a multiplicação de bactérias e a contaminação entre os alimentos.

Fonte: Nutrisafety.

RISCOS DA CONTAMINAÇÃO CRUZADA.

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Pesquisa da mestranda Daniele Faria, orientada pela professora Bernadette Franco, coordenadora do Centro de Pesquisa em Alimentos/ Food Research Center (FoRC) da USP, mostra como se dá a contaminação cruzada da bactéria Listeria monocytogenes no processo de corte de frios. A contaminação cruzada é o processo de transferência de micro-organismos de um alimento contaminado para outro não contaminado. No estudo, ela simulou em laboratório a contaminação cruzada em um fatiador de frios e conseguiu demonstrar que essa bactéria é transferida a duas centenas de fatias de rosbife cortadas por um aparelho contaminado com o micro-organismo.

O estudo comprova que, apesar de o processamento térmico desses alimentos ser suficiente para eliminar esse micro-organismo, a ocorrência de contaminação cruzada pós-processamento pode resultar em aumento do risco à saúde do consumidor. A Listeria monocytogenes é uma bactéria que pode colocar em risco a vida de pessoas com imunidade baixa e a dos bebês durante a gravidez. O micro-organismo é um patógeno que pode estar presente em alimentos prontos para o consumo, pois são mantidos em refrigeração e possuem longa vida de prateleira, favorecendo a multiplicação deste patógeno. “O Brasil precisa estudar melhor essa bactéria. Trata-se de um patógeno que sequer aparece nas nossas estatísticas epidemiológicas”, afirma Daniele.

A Listeria monocytogenes é causadora da doença listeriose, infecção que tem incidência baixa, mas alto grau de severidade e alto índice de mortalidade (20% a 30%) e cujos sintomas em um adulto normal são semelhantes aos da gripe.”Trata-se de uma bactéria que pode causar problemas sérios em gestantes, recém-nascidos, idosos e pacientes debilitados e imuno-deprimidos”, alerta. “No caso das gestantes, a listeriose materno-fetal ocorre com mais frequência no último trimestre da gestação. Os sintomas iniciais são semelhantes a uma gripe, com febre, mialgias e dor de cabeça, seguidos de complicações, como aborto, feto natimorto, nascimento prematuro e infecções neonatais”, explica.

Já a listeriose invasiva, se caracteriza por bacteremia, doença caracterizada pela grande presença de bactérias no sangue, com ou sem focos evidentes de infecção, ou por afetar o sistema nervoso central podendo causar meningite, meningoencefalite e abscessos no cérebro. “Afeta principalmente pacientes com mais de 50 anos, causando febre, alterações na percepção sensorial e dor de cabeça”, acrescenta.

Contaminação
Para estudar a extensão da contaminação cruzada, Daniele adquiriu uma peça de rosbife não contaminado, inseriu a bactéria em uma peça e a cortou. Depois de contaminado o cortador, ela passou a fatiar uma peça não contaminada. O processo foi feito em laboratório, mas em temperatura ambiente. Ela estudou cada uma das fatias, verificando quantas bactérias estavam presentes, e descobrindo que até a ducentésima fatia ainda havia presença da Listeria monocytogenes. “Apesar da transferência de bactérias de uma fatia para outra ir decrescendo, em número, a pesquisa mostra que a contagem na última fatia obtida é alta”, aponta.

Segundo Daniele, essa bactéria sobrevive a grande variação de temperatura — de quatro graus negativos até 50 graus Celsius. Portanto, o problema pode se dar tanto em locais onde as pessoas pedem o produto fatiado quanto para quem compra a peça inteira ou ainda fatiada e acondicionada em embalagens de isopor. “Se o alimento contaminado estiver em uma bandeja, a bactéria pode sobreviver ao processo de resfriamento”, completa. “A Listeriasobrevive a temperaturas muito frias e a alimentos com muito sal, então esse tipo de produto é ideal para ela se estabelecer”, diz.

Um dos principais objetivos de Daniele com a pesquisa é alertar as autoridades sanitárias no Brasil. “O País não tem legislação para garantir que produtos como o rosbife e outros frios estejam livres da Listeria, bem como exigir um processo de limpeza e sanitização adequados em locais de fatiamento, e não faz alertas para os grupos mais vulneráveis ao risco de contaminação”, conclui.

Criado em 2013, o FoRC é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) reúne equipes multidisciplinares e infraestrutura laboratorial de diferentes instituições de pesquisa do Estado de São Paulo, como USP, Unicamp, Unesp, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) e Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Suas linhas de pesquisa estão estruturadas em quatro pilares: Sistemas Biológicos em Alimentos; Alimentos, Nutrição e Saúde; Qualidade e Segurança dos Alimentos; e Novas Tecnologias e Inovação. Atualmente, cerca de 30 pesquisadores integram o FoRC.

Fonte: Usp.

6 ALIMENTOS QUE SEGUNDO UM ESPECIALISTA EM SEGURANÇA ALIMENTAR NUNCA COMERIA.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016 0 comentários
Ovos precisam ser mantidos na geladeira e precisam ser bem cozidos para evitar Salmonella

Os dois surtos da bactéria E. coli que afetaram em 2015 os restaurantes da popular rede de restaurantes Chipotle, nos Estados Unidos, trouxeram à tona mais uma vez o risco de intoxicação apresentado por alguns alimentos.
A forma como os alimentos são processados hoje em dia cria várias chances para que agentes patogênicos cheguem a nossas mesas.

E, como foi demonstrado no caso da rede Chipotle, está cada vez mais difícil rastrear as fontes destas contaminações.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC na sigla em inglês ) anunciou nesta semana que os surtos de E. coli na rede de restaurantes parecem ter acabado.

Mas o CDC não conseguiu encontrar as causas do surto que afetou cerca de 60 pessoas em 11 Estados americanos, 22 delas em estado grave.

"A prova epidemiológica recolhida durante a investigação sugere que um produto alimentício comum ou um ingrediente servido nos restaurantes do Chipotle Mexican Grill foi a causa provável dos dois surtos", afirmou o órgão em uma declaração.

"A investigação não identificou um alimento ou ingrediente específico vinculado à doença", acrescentou o CDC.

O surto de E. coli na rede Chipotle não é um caso isolado. De acordo com o CDC, a cada ano nos Estados Unidos cerca de 48 milhões de pessoas ficam doentes devido a algum problema com origem na alimentação.

Destas, 128 mil precisam ser internadas e cerca de 3 mil morrem por causa destas doenças.

Bill Marler, advogado e especialista em segurança alimentar, representou vítimas de quase todos os surtos de intoxicação que ocorreram nos Estados Unidos nos últimos 20 anos, incluindo os últimos casos relacionados à rede Chipotle.

Marler acaba de publicar em uma revista online, a Bottom Line Health, uma lista com seis alimentos que, segundo ele, jamais comeria. Veja abaixo:

1. Leite e sucos sem pasteurização
Segundo Marler, estes alimentos podem estar contaminados com vírus, parasitas e bactérias como a Salmonella, E. coli e Listeria.

O CDC informa que, entre 1993 e 2006, cerca de 1,5 mil pessoas ficaram doentes nos Estados Unidos por consumir leite "cru", sem pasteurização, ou queijos produzidos com este tipo de leite.

O leite sem pasteurização tem 150 vezes mais chances de causar doenças do que os produtos lácteos pasteurizados.

E a mesma advertência se aplica aos sucos não pasteurizados, muitos populares em lojas de produtos saudáveis ou comprados nas ruas, feitos de frutas, que podem conter bactérias perigosas.

De acordo com Marler, o mais seguro é verificar se a embalagem do suco tem uma etiqueta afirmando que "este alimento foi pasteurizado".

2. Brotos ou germinados (de soja, feijão, alfafa etc) crus
Desde o meio da década de 1990 os brotos crus ou levemente cozidos já foram ligados a mais de 30 surtos bacterianos nos Estados Unidos, principalmente causados por Salmonella e E. coli.

Em 2011, quase 4 mil pessoas ficaram doentes e 53 morreram devido a uma intoxicação na Alemanha cuja causa foi justamente a E. coli em brotos.

Em 2014, um surto de Salmonella em brotos de feijão levou 19 pessoas para o hospital nos Estados Unidos.

Marler afirma que todo tipo de germinado pode propagar uma infecção bacteriana que tem origem em suas sementes. Mas o especialista também acrescenta que, se os brotos forem bem cozidos, ele comeria sem problemas.

3. Carne malpassada (inclusive hambúrguer)
Para Marler, os hambúrgueres sempre devem estar bem cozidos.

"A razão de os produtos moídos serem problemáticos e necessitarem um bom cozimento é porque qualquer bactéria que está na superfície da carne pode contaminar o interior", afirmou.

Se a carne moída não for cozida a 70 graus interna e externamente pode causar intoxicação por E. coli, Salmonella e outras bactérias.

Marler afirma que também há problemas na técnica de maceração dos bifes: a prática de furar a carne com uma agulha para amaciá-la e que pode transferir micróbios da superfície para o interior da carne.

Se a carne está macerada, Marler afirma que prefere comer o bife bem passado. Se não está, escolhe o bife ao ponto.

4. Frutas e vegetais que se vendem lavados ou cortados, "prontos" para comer
"Fujo destes como se fosse uma praga", disse Marler.

O especialista afirma que quanto mais se manipula e processa um produto, maior é o risco de contaminação.

Nos últimos anos houve um grande aumento nas vendas de saladas, frutas ou verduras lavados, cortados e prontos para o consumo.

Para Marler, a "conveniência é maravilhosa, mas acho que, às vezes, não vale a pena assumir o risco".

O especialista compra frutas e verduras sem lavar nem cortar, em pequenas quantidades, e as consome em um prazo de três a quatro dias para reduzir o risco de listeria, uma bactéria letal que prospera dentro da geladeira.

5. Ovos crus ou semicrus
Apesar de no final da década de1980 uma epidemia de Salmonella na Grã-Bretanha ter transformado o ovo em inimigo número um, muitas pessoas não deixaram de consumi-lo cru.

O ovo é um dos alimentos mais nutritivos e econômicos do mundo, mas tem muitos riscos.
E, para evitar doenças, os especialistas recomendam armazenar os ovos na geladeira e servi-los após cozimento.

6. Ostras e outros moluscos crus
Segundo Bill Marler os moluscos crus, principalmente as ostras, estão causando cada vez mais intoxicações.

A teoria do especialista é que o aumento da temperatura das águas do mar aumentou o desenvolvimento de micróbios. Portanto é preciso ter cada vez mais cuidado com estes produtos.

"As ostras são animais filtradores, quer dizer, recolhem tudo o que está na água. Se existe bactéria, ela entra em seu sistema e se você comer esta ostra terá problemas", afirmou.

"Vi muito mais casos disto nos últimos cinco anos do que nos últimos 20. Simplesmente não vale a pena o risco", acrescentou.

Fonte: BBC.

ALIMENTOS NÃO SAUDÁVEIS COLOCAM EM RISCO A SAÚDE.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 0 comentários
As doenças diarreicas são causadas basicamente por norovírus, campilobactérias, salmonela entérica não tifoides e Escherichia coli (Foto: Scot Nelson/CCommons)
Cerca de 420 mil pessoas - um terço delas menores de cinco anos - morrem por ano no mundo por causa de doenças transmitidas por alimentos insalubres, segundo o primeiro estudo sobre este tema elaborado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório, apresentado nesta quinta-feira (3/12), é o resultado de oito anos de trabalho de mais de 150 cientistas de todo o mundo que tentaram determinar a repercussão da ingestão de alimentos estragados na morbidade e mortalidade da população.

Dos mais de 200 agentes que podem provocar intoxicações alimentares, a OMS só conseguiu estudar em profundidade os efeitos de 31 elementos - entre eles bactérias, vírus, parasitas, toxinas e químicos -, visto que do resto não se conta com informação suficiente ou conclusivo em nível mundial.

"Estamos lutando contra um inimigo invisível", advertiu na apresentação do dossiê o diretor de Saúde Alimentar da OMS, Kazuaki Miyagishima.

Os resultados revelaram que todo ano, 600 milhões de pessoas sofrem uma intoxicação alimentar, o que representa quase uma em cada dez pessoas no mundo. Dessas, 420 mil morrem, incluindo 125 mil menores de cinco anos, apesar de que este grupo de idade só represente 9% da população mundial. As crianças menores de cinco anos são especialmente sensíveis às doenças diarreicas, muito ligadas à intoxicação alimentar.

De fato, as doenças diarreicas são responsáveis por 550 milhões de pessoas doentes a cada ano e que delas 230 mil morram. Em relação às crianças, calcula-se que 220 milhões tenham doenças diarreicas, das quais 96 mil morrem anualmente. 

As doenças diarreicas são causadas basicamente por norovírus, campilobactérias, salmonela entérica não tifoides e Escherichia coli. "Consideramos os resultados conservadores, dado que fizemos estimativas, mas sabemos que o efeito real é muito maior", assinalou Miyagishima.

Uma contaminação alimentar pode causar sintomas a curto prazo, mas também causar doenças graves a longo prazo como câncer, falhas renais, doenças hepáticas e desordens neuronais.

As crianças que sobrevivem às formas mais graves de intoxicação alimentar podem sofrer atraso em seu desenvolvimento físico e mental. Estas doenças graves afetam especialmente não somente as crianças, mas também mulheres grávidas, idosos e pessoas com sistemas imunológicos frágeis.

O risco das doenças relacionadas com a comida insalubre é muito maior em países em desenvolvimento, dado que seu surgimento está intimamente ligado à preparação de alimentos com água contaminada, com a falta de higiene e com as condições inadequadas de armazenamento.

De fato, as duas regiões mais afetadas são África - com 91 milhões de doentes e 137 mil mortos por ano - e o Sudeste Asiático - com 150 milhões de casos e 175 mil mortes.

Na região das Américas, 77 milhões de pessoas adoecem anualmente por causa de uma intoxicação alimentar, das quais se estima que 9.000 morram.

Dos que adoecem na região das Américas, 31 milhões são crianças menores de cinco anos, das quais duas mil morrem. O principal causador destas doenças e mortes é a diarreia.

Um dos principais focos de contaminação é a chamada aflatoxina, que aparece em comida infectada com mofo e que é ingerida por pessoas que contam com uma única fonte de alimento.

É por isso que os especialistas da OMS defendem o fomento da relação entre saúde e agricultura para conseguir obter segurança alimentar dupla, ou seja, acesso a alimentos, mas que estes sejam seguros para ser ingeridos.

Em geral, os principais agentes da intoxicação alimentar são as bactérias da listeria, da Brucella e do cólera; o vírus da hepatite A; os parasitas da toxoplasmose, Taenia solium, do echinococcus, e do Clonorchis sinensis; o cianureto e a aflatoxina.

O que são alimentos seguros?

Entende-se como alimentos seguros os produtos obtidos, conservados, transportados, transformados, expostos à venda ou consumo e preparados em condições que garantam o controle de perigos e agentes de doenças ao homem. São alimentos que não apresentam riscos de causar danos à saúde do consumidor. 

A segurança dos alimentos é consequência do controle de todas as etapas e de cada elo da cadeia produtiva, desde a produção primária (no campo) até a mesa do consumidor. A produção agrícola, quando conduzida sob as condições necessárias de higiene, reduz a possibilidade de presença, introdução e aumento de perigos que possam afetar, de forma adversa, a segurança e a propriedade para o consumo dos produtos agrícolas, incluindo os estágios posteriores da cadeia do alimento.

Para garantir a segurança dos alimentos, é preciso aplicar as boas práticas agrícolas na pré-colheita e na pós-colheita.

PREVINA A INTOXICAÇÃO ALIMENTAR EM BEBÊS.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013 0 comentários
Desinfecção de legumes pode prevenir intoxicação alimentar em bebês Charles Guerra/Agencia RBS
Legumes, que muitas vezes ficam expostos, devem ser devidamente
lavados antes de serem preparados, especialmente para crianças          .
Foto: Charles Guerra / Agencia RBS
 
A transição do leite materno para a alimentação sólida é uma fase importante da vida das crianças, pois é a partir desse período que elas passam a necessitar de um cardápio balanceado. Para isso, uma alternativa comum aderida por pais e mães é o uso das papinhas caseiras, mas, se os legumes e verduras que compõem a mistura não estiverem devidamente desinfetados, as papinhas que não forem cozidas corretamente podem ser grandes vilãs para a saúde dos bebês.
 
— Folhas e legumes podem conter bactérias causadoras de gastroenterites DTA's (Doenças Transmitidas por Alimentos) e, por isso, é extremamente importante que os pais criem o hábito de desinfetá-los— explica a farmacêutica Adriana Coppola Faria.
 
Para proteger a saúde a especialista indica o uso de bactericidas à frio, que não necessitem de enxágue e que tenham eficácia comprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo ela, somente assim o alimento fica 100% livre de bactérias, pronto para ser utilizado em papinhas caseiras. O mesmo procedimento serve para as frutas, que também podem causar as DTA's.
 
— O organismo de bebês e crianças ainda não está totalmente preparado para suportar uma carga bacteriana intensa e é por conta disso que quando eles ingerem alimentos infectados sofrem efeitos nocivos como vômitos, diarreia, desidratação, entre outros — completa Adriana.
 
Os hábitos diários de saúde dos pais como lavar sempre as mãos antes das refeições e após o uso de banheiros são medidas preventivas que podem diminuir as chances das bactérias chegarem aos alimentos dos filhos.
 
Fonte: Zero Hora, Desinfecção de legumes pode prevenir intoxicação alimentar em bebês. Alimentos que compõem as papinhas caseiras podem conter bactérias nocivas à saúde. Acesso em 14/10/2013.

EVITE CONTAMINAÇÕES NA COZINHA.

domingo, 24 de fevereiro de 2013 0 comentários
Preparar um bolo para a família, um jantar para os amigos ou aquele almoço de domingo é uma delícia. Mas você já observou os objetos que usa na hora de cozinhar? Uma colher de pau mal higienizada ou um pano de prato usado podem representar riscos que você nem imagina. "Lugares úmidos, quentes e com resíduos de alimentos são perfeitos para a proliferação de bactérias", afirma a patologista Adília Segura, do laboratório Pasteur, em Brasília. Conversamos com os especialistas e elaboramos uma lista com dicas simples, mas muito eficientes, para manter a higiene na cozinha e afastar os micro-organismos causadores de doenças. Confira!
 
Aposente a colher de pau
Velha conhecida das cozinhas, a colher de pau é um dos maiores vilões quando o assunto é contaminação. "Isso porque os microrganismos se fixam nas ranhuras da madeira e dificilmente são retirados na lavagem e sobrevivem por longos períodos", diz a patologista Adília Segura. Ao reutilizar essa colher de pau, as bactérias podem contaminar os alimentos, causando doenças. Por isso, o ideal é trocar por colheres e espátulas de silicone.

Use utensílios diferentes
Existe um tipo de contaminação chamada de cruzada. "Todos os alimentos possuem bactérias de sua própria natureza que, se misturadas, podem contribuir para a deterioração do produto ou então facilitar mutações que podem não ser benéficas para o nosso organismo", diz o nutricionista Omar de Faria, do Centro de Longevidade Golden Spa, de Brasília. Portanto, evite usar a mesma colher para todas as panelas ou colocar diferentes alimentos em um único recipiente.

Higienize as mãos
Manter as mãos limpas é essencial para não contaminar os alimentos com sujeira ou bactérias do ambiente. "Lembrando que o ideal são unhas curtas, sem esmaltes, anéis ou pulseiras", afirma a nutricionista Cátia Medeiros, da clínica Atual Nutrição, em São Paulo. Veja o passo a passo para higienizar corretamente as mãos antes de cozinhar:

1º Molhe as mãos e antebraços com água;
2º Lave-os com sabonete líquido e neutro por 15 a 20 segundos (palma, dorso da mão, espaço entre os dedos, unhas e antebraços);
3º Enxague bem as mãos e os antebraços;
4º Seque bem as mãos com toalha descartável (papel não reciclado) e uma toalha limpa somente para uso das mãos;
5º Se quiser, aplique produtos sanitários, como álcool em gel 70.


Não guarde enlatados na geladeira
Quando você abre um produto enlatado ou em conserva e usa apenas uma parte no preparo da refeição, é comum devolver a lata com o que sobrou direto na geladeira, para usar em outra ocasião. "No entanto, o contato nos alimentos com o verniz de revestimento das latas (que fica exposto após a lata ser furada com o abridor), pode acelerar a oxidação do alimento e causar inclusive contaminação pela transferência de metais ao alimento", afirma a nutricionista Thatyana Freitas, da clínica Stesis, em São Paulo. O ideal é transferir para um pote plástico ou de vidro com tampa para que fique bem vedado. "É importante também sempre lavar a lata com água e sabão antes de abri-la, pois seu armazenamento em supermercados e durante o transporte pode expor o produto à contaminação, seja por conta da manipulação dos clientes nas prateleiras ou mesmo pelo contato com roedores e baratas", afirma a nutricionista Cátia.
 
Evite quebrar os ovos na pia
Neste caso, a contaminação é uma via de mão dupla. De acordo com a patologista Adília, se a pia não estiver devidamente higienizada, é possível que os ovos fiquem contaminados pelo contato ao serem quebrados. Além disso, os ovos podem conter salmonella, uma bactéria que provoca diversas doenças gastrointestinais graves. "Em muitos casos, o alimento contamina a pia e, por contaminação cruzada, atinge outros alimentos", afirma o nutricionista Omar.
 
Higienize as frutas e legumes corretamente
De acordo com Thatyana, o ideal é começar pelos vegetais: retire as folhas estragadas e, se possível, descarte também as folhas externas dos vegetais, para reduzir a carga de agrotóxicos na refeição; lave folha por folha em água tratada, tirando a terra e as sujeiras com as mãos. Feito isso, lave bem as verduras com água corrente. Por fim, coloque tudo em uma travessa com uma colher de água sanitária dissolvida em um litro de água e deixe de molho por 15 minutos.

Para as folhas e frutas rasteiras que serão consumidas com casca, lave em água corrente, deixe de molho em uma solução de um litro de água para uma colher de chá de bicarbonato de sódio durante 20 minutos e, por fim, lave tudo em água corrente. "O uso de escovinha só é indicado caso haja sujeiras muito difíceis de retirar", diz a nutricionista.

Esqueça a lixeira de pia
"Ter uma lixeira na pia é o mesmo que cozinhar ao lado do lixo e perto de muitos contaminates", afirma a nutricionista Thatyana. A lixeira com restos de comida é ótima para o crescimento de bactérias, que podem ser transferidas para os alimentos repousados na pia. "O lugar da lixeira é no chão, com saco próprio trocado diariamente e abertura por pedal, para evitar que as mãos toquem no lixo", completa a especialista.
 
Jogue fora o pano de pia
"Água e resíduos de alimentos são necessariamente o que as bactérias e micro-organismos precisam para se proliferar", diz o nutricionista Osmar. Por conta disso, tanto o pano de prato quanto o pano de pia são um ambiente perfeito para essa proliferação. "A melhor dica é usar toalhas descartáveis ou mesmo aqueles rodinhos, que podem ser mais bem higienizados."
 
Evite guardar panelas na geladeira
Se a panela for de alumínio, o ideal passar o alimento para um recipiente de vidro ou plástico. "Quando em contato com o alimento por muito tempo, o alumínio é liberado e gera uma contaminação", explica a nutricionista Cátia. Se a panela for de vidro, inox com pré-tratamento, antiaderente ou de cerâmica nova, pode até ser guardada na geladeira, mas o melhor mesmo é colocar em potes. "Não deixe o alimento ficar mais de 2 horas em exposição à temperatura ambiente, pois isto torna propício à proliferação de bactérias", lembra Thatyana Freitas.

Fonte: Minha Vida, Higiene na cozinha: evite contaminações com nove cuidados. Aposentar as colheres de pau e o lixo de pia são recomendações de especialistas. Acesso em 24/02/2013.

MAIOR PARTE DAS CONTAMINAÇÕES POR ALIMENTOS OCORREM EM CASA.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 0 comentários
A maioria das contaminações alimentares ocorre dentro da própria casa dos brasileiros, e não em locais onde a comida possa ter procedência duvidosa, segundo a gerente da Unidade Técnica de Doenças de Veiculação Hídrica e Alimentar da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Rejane Alves.
 
Em seguida, os focos mais comuns são restaurantes, padarias, creches, escolas e hospitais. E os alimentos mais perigosos para intoxicação são ovos, carnes (frango e boi), leite e queijos não pasteurizados, vegetais crus e frescos, doces e água, destacou a representante do governo na 2ª Conferência Internacional em Epidemiologia, realizada entre esta segunda (12) e quarta-feira (14) no Expo Center Norte, em São Paulo.
 
"Nas creches e escolas, precisamos educar, informar e orientar as merendeiras para que mantenham sempre as mãos e as unhas limpas", disse. Essa recomendação vale também para as donas de casa e para qualquer pessoa que for manipular, preparar ou consumir alimentos.
Outra dica é manter a comida fora da zona de temperatura considerada perigosa, que fica entre os 5°C e os 60°C. Ou seja, para ter um bom cozimento, é importante chegar a pelo menos 70° C.
 
Mulheres, crianças e adolescentes costumam ser os principais alvos das fontes de contaminação, por terem uma exposição maior e muitas vezes um sistema de defesa enfraquecido – como é o caso de grávidas e bebês.
Os principais patógenos que causam infecção, segundo o Ministério da Saúde, são bactérias do tipo Salmonella, Staphylococcus aureus, Escherichia coli, Bacillus cereus, Clostridium perfringens, os organismos que provocam hepatite A e o rotavírus – uma das principais causas de diarreia em crianças, contra a qual existe vacina na rede pública desde 2006.
 
Por região do país, o Sul concentra 42% dos casos de contaminação alimentar; o Sudeste, 37,3%; o Nordeste, 12%; o Centro-Oeste, 5,2%; e o Norte, 3,5%. Mas, segundo Rejane Alves, esses dados evidenciam apenas uma maior vigilância no Sul e no Sudeste, e não um maior número de ocorrências nesses lugares.
 
Dados nacionais de 2007 sobre mortalidade no Brasil apontam que 10% eram por doenças infecciosas, 72% por doenças crônicas não-transmissíveis (como diabetes, infarto e derrame), 13% por causas externas (como acidentes e homicídios) e 5% por doenças materno-infantis.
Segundo ressaltou o diretor da Divisão de Doenças de Transmissão Alimentar, Hídrica e Ambiental do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA, Tom Chiller, que também esteve presente no congresso na capital paulista, toda a cadeia produtiva de alimentos precisa estar envolvida para evitar contaminações – desde a fazenda até a mesa.
 
"Na maior parte das vezes, as comidas contaminadas têm aspecto, cheiro e gosto normais, mas contêm toxinas que só podem ser identificadas por uma análise laboratorial", disse.
De acordo com a pesquisadora Friederike Mayen, do Centro Panamericano de Febre Aftosa (Panaftosa), ligado à Organização Panamericana de Saúde (Opas), que integrou a mesa de debates sobre o tema, o direito do consumidor e a responsabilidade dos produtores não existem em todos os países do mundo, o que dificulta muito o controle de itens importados.
"Quando o surto ocorre, não adianta apenas medicar o paciente, precisa também fazer um relatório sobre a doença e notificar a rede de saúde", afirmou.
 
 
Fonte: G1, Maior parte das contaminações por alimentos ocorre em casa, diz Saúde. Restaurantes, padarias, creches, escolas e hospitais aparecem em seguida. Ovos, carnes, leite, doces e água são as principais fontes de infecções. Acesso em 16/11/2012.

BOTULISMO.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012 0 comentários

Clostridium botulinum, um bacilo anaeróbico que produz esporos resistentes e é encontrado no solo, nas fezes humanas e de animais e nos alimentos.
 
A doença pode apresentar-se sob diferentes formas: botulismo alimentar, em lactente, das feridas. A mais comum é o botulismo produzido pela ingestão de alimentos contaminados, na maioria dos casos, alimentos em conserva ou feitos em casa. São exemplos os vegetais, especialmente o palmito, os embutidos, os peixes e os frutos do mar preparados sem respeitar as regras básicas de esterilização.
O botulismo do lactente se manifesta nos primeiros meses de vida, em decorrência da ingestão de esporos do Clostridium, que proliferam no solo ou nos alimentos e liberam toxinas no intestino da criança. Nesse caso, a gravidade vai desde problemas gastrintestinais contornáveis até episódios de síndrome da morte súbita.
O botulismo por feridas tem como causa lesões traumáticas ou cirúrgicas infectadas pelo Clostridium botulinum e o uso de drogas injetáveis.
 
Incubação e sintomas
O período de incubação varia de algumas horas até oito dias. Sua duração está diretamente associada à quantidade de toxina liberada no organismo.
Os principais sintomas são visão dupla e embaçada, fotofobia (aversão à luz), ptose palpebral (queda da pálpebra), tonturas, boca seca, intestino preso e dificuldade para urinar.
À medida que a intoxicação evolui, o comprometimento progressivo do sistema nervoso se manifesta na dificuldade para engolir, falar e de locomoção. O mais grave de todos os sintomas do botulismo é a paralisia dos músculos respiratórios, que pode ser fatal.
 
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, a resposta ao exame neurológico, o resultado da pesquisa sobre os alimentos ingeridos e a ocorrência de casos de intoxicação em pessoas próximas, que possam ter consumido os mesmos alimentos contaminados.
No entanto, o diagnóstico de certeza só é dado por exames que demonstram a presença da toxina no sangue ou da bactéria nas fezes do paciente.
 
Tratamento
Paciente com botulismo exige internação hospitalar para terapia de suporte e controle das complicações, especialmente dos problemas respiratórios, que podem ser letais.
O processo de recuperação é lento e depende de como o sistema imunológico reage para eliminar a toxina. Quanto ao uso de medicamentos, antibióticos não são eficazes para reverter o quadro, mas a aplicação de soro antibotulínico pode evitar que a toxina circulante no sangue alcance o sistema nervoso.
 
Recomendações
* Toda atenção é pouca, quando se trata de alimentos enlatados, em vidros, ou embalados a vácuo, porque a bactéria tem predileção por ambientes sem oxigênio. Não os consuma, se notar qualquer irregularidade na embalagem, como lata enferrujada ou estufada ou água turva dentro dos vidros;
* O preparo de conservas caseiras deve obedecer rigorosamente aos cuidados de higiene para evitar a contaminação pelo Clostridium;
* Ferver os alimentos enlatados, especialmente palmito, ou as conservas antes de consumi-los, é uma boa dica para destruir toxinas liberadas pela bactéria;
* O mel pode ser um reservatório da bactéria do botulismo. Só consuma os fabricados por companhias idôneas.
 
Fonte: Dr Dauzio Varella, acesso em 22/08/2012.

NOVAS NORMAS ALIMENTARES VISANDO PROTEGER A SAÚDE DOS CONSUMIDORES.

quinta-feira, 5 de julho de 2012 0 comentários




 A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que foram aprovadas novas normas alimentares com objetivo de proteger a saúde de consumidores em todo o mundo. Entre as medidas adotadas então: estabelecimento de nível máximo de melamina para leite em pó e fórmulas infantis, adoção de novas normas de segurança alimentar para frutos do mar, melões e figos secos, além de orientações para rotulagem de alimentos.

A Comissão do
Codex Alimentarius, dirigida conjuntamente pela Food and Agriculture Organization da ONU (FAO) e pela OMS definiram padrões internacionais de segurança e qualidade alimentar para promover alimentos mais nutritivos e seguros para consumidores em todo o mundo. Em muitos casos, as normas da Codex servem como base para a legislação de muitos países e fornecem valores de referência de segurança alimentar no comércio internacional de alimentos.

Frutos do mar e vírus
Higiene alimentar em frutos do mar, principalmente de moluscos, como mexilhões e ostras, se tornaram uma grande preocupação no que diz respeito a segurança alimentar. Por esta razão, a Comissão adotou um conjunto de medidas de higiene preventivas para controlar o vírus de origem alimentar. Os vírus são geralmente mais resistentes do que as bactérias e os transmitidos por via fecal-oral podem persistir por meses em moluscos bivalves, água, solo e sedimentos. os vírus podem sobreviver ao congelamento, refrigeração, radiação UV, desinfecção, mas são sensíveis ao calor.

Doenças comuns de origem alimentar são causadas por vírus, como a hepatite A e o norovírus. A Comissão observou que o principal risco para a produção de moluscos, como ostras e mexilhões, foi a contaminação biológica das águas em que crescem.

Portanto, a Comissão destaca a importância de garantir a qualidade da água do mar de áreas de cultivo. Quando há uma probabilidade ou sinais de contaminação viral, é recomendado o encerramento das atividades na área, a destruição dos moluscos contaminados e / ou tratamento térmico antes do consumo dos moluscos já colhidos.
Melamina
A melamina pode ser letal em concentrações elevadas e tem sido usada ilegalmente para aumentar o teor de proteína aparente em produtos alimentares, incluindo fórmula infantil e leite em pó. Leite contaminado com melamina já causou mortes e doenças em crianças. Há dois anos, a Comissão Codex adotou nível de máximo de melamina de 1 mg / kg para fórmulas infantis em pó e de 2,5 mg / kg para outros alimentos e ração animal. Agora, a comissão estabeleceu limite máximo de 0,15 mg / kg para melamina presente em leite líquido infantil.

A melamina é usada para fazer louça e utensílios de cozinha, entre outras aplicações industriais. O novo limite vai ajudar os governos a protegerem os consumidores determinando se os níveis detectados de melamina são resultado de contaminação inevitável que não causam dano à saúde ou de adulteração deliberada.
Melões
Um problema emergente de saúde pública se refere ao aumento da comercialização de fatias pré-cortadas de melão. Polpa exposta do fruto pode se tornar um terreno fértil para bactérias. A prática tem sido associada a risco de infecção por salmonelas e surtos listeria.

A Comissão recomenda que as fatias de melão devem ser embaladas o mais rápido possível após o corte e refrigeradas em temperaturas inferiores a 4 graus Celsius. O resfriamento da fruta é aconselhado o mais rápido possível após a colheita e a faca utilizada para cortar o melão deve ser desinfetada regularmente.


Figos secos e aflatoxinas
Aflatoxinas, um grupo de micotoxinas produzidas por moldes, são tóxicos e conhecidos por serem cancerígenos. Eles podem ser encontradas em altos níveis em uma variedade de produtos tais como frutos secos, nozes, especiarias e cereais, se os produto não são armazenados de forma adequada. A Comissão agora estabeleceu um limite máximo de segurança de 10 mg / kg de aflatoxinas em figos secos.

Fonte: I Saúde, ONU divulga novas normas alimentares para proteger consumidores. Comissão do Codex Alimentarius estabeleceu novos padrões de segurança para frutos do mar, frutas e níveis de melamina. Acesso em 05/07/2012.

INGESTÃO DE VINHO DIMINUI O NÚMERO DE BACTÉRIAS PATOGÊNICAS.

quinta-feira, 31 de maio de 2012 0 comentários

Ingestão de vinho diminui o número de bactérias patogênicas presentes em alimentos contaminados. É o que apontam estudos realizados na Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Católica Porto, em Portugal.

De acordo com informações divulgadas pelo site Ciência Hoje, a investigação em curso revela que organismos infecciosos são fortemente afetados quando são diretamente expostos à ação do vinho, devido à propriedade antimicrobiana da bebida. Resultados levaram a pressuposição de que a ingestão moderada de vinho durante as refeições tem potencial para contribuir para a diminuição do número de bactérias patogênicas presentes em alimentos contaminados.
"Concluímos que o vinho exerce uma forte ação de inativação dos organismos estudados", afirma o líder do projeto José António Couto.

Segundo o investigador da ESB, este efeito foi verificado em alimentos contaminados e em condições representativas do sistema gastrointestinal. Experiências realizadas in vitro com Listeria, Campylobacter jejuni e Bacillus cereus revelaram que "o vinho exerce um efeito de inativação celular significativo, além do efeito do suco gástrico, contribuindo para a diminuição do número de células viáveis de bactérias patogênicas".

A taxa e a extensão da inativação dependem, no entanto, da matriz alimentar, devido ao conhecido papel de proteção microbiana conferido por certos componentes dos alimentos.

Além disso, os mecanismos responsáveis pelo efeito antimicrobiano do vinho não estão completamente esclarecidos. Outros trabalhos mostram que este efeito resulta de uma combinação complexa de vários fatores/componentes do vinho que atuam de forma sinérgica.

Os investigadores da ESB pretendem agora aprofundar o estudo dos mecanismos responsáveis pela ação antimicrobiana do vinho. Além disso, "pretendemos avaliar o efeito do vinho sobre os fatores de virulência de bactérias patogênicas", conclui José António Couto.

Fonte:
I Saúde, Vinho diminui número de bactérias presentes em alimentos contaminados. Organismos infecciosos são afetados quando são diretamente expostos à ação do vinho, devido à propriedade antimicrobiana da bebida. Acesso em 31/05/2012.