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FITOESTRÓGENOS E FUNÇÃO DA TIREOIDE.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 0 comentários
Alimentar-se de forma equilibrada é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.

Segundo a especialista, quem tem problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.

A endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.

Atenção para a Soja
De acordo com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.

Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica. “Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina, especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.

Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas. 

NUTRIÇÃO E TIREOIDE.

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Uma queda brusca nas reservas de energia, um cansaço implacável, o intestino que resolve travar, inchaços nas pernas e sem falar nos ponteiros da balança que custam a baixar. Estes podem ser os sinais de que a tireoide está funcionando em marcha lenta. A pequena glândula endócrina, em formato de borboleta e localizada na parte anterior do pescoço, no famoso gogó, é responsável pela produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo.

"A tireoide produz principalmente o T4 que será transformado dentro das células em T3, o hormônio ativo. O T3 se ligará a receptores no núcleo das células e incitará o funcionamento das mesmas. O T3 age em praticamente todos os órgãos, estimulando várias funções. Por exemplo, no coração, controla os batimentos cardíacos; no intestino, monitora o peristaltismo e a frequência de evacuações; e no cérebro, interfere na memória, no humor e em outras funções cognitivas", explica a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, membro do departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

E quando a tireoide desacelera - problema conhecido como hipotireoidismo - todo o corpo fica preguiçoso. Com a diminuição no metabolismo geral, há uma verdadeira pane e, ainda, a tendência a engordar, que pode chegar a 10% do peso corporal. Mas, atenção! Segundo o endocrinologista Filippo Pedrinola, apesar do problema poder sim aumentar a silhueta, raramente a deficiência da tireoide leva à obesidade. O tratamento é feito por meio da reposição hormonal com levotiroxina, que deve ser ingerida diariamente em jejum.

A solução pode estar no seu pratoO principal nutriente para o bom funcionamento da tireoide é o iodo. A glândula utiliza este mineral - que pode ser ingerido na dieta - para a produção dos hormônios. "Uma dieta adequada fornece cerca de 150 microgramas (mcg) de iodo por dia, quantidade suficiente para uma adequada fabricação de T3 e T4", explica Gisah Amaral de Carvalho. Mas, ela alerta para o exagero. "Medicamentos, vitaminas ou alimentos com grande quantidade do mineral podem fornecer uma dose exagerada, o que pode atrapalhar o funcionamento da glândula." Vale lembrar, que com uma estratégia para suprir a necessidade de iodo pelas populações, diversos países, até mesmo o Brasil, adotam a iodação do sal para consumo. "Embora não se deva consumir sal em excesso, porque pode trazer prejuízos à saúde, o seu consumo moderado e diário é essencial para que a necessidade do mineral seja suprida", explica a nutróloga Regina Mestre, do RJ.

OUTROS PROBLEMAS
Mas, além do hipotireoidismo, que é a disfunção mais comum na glândula, há um outro distúrbio preocupante: o hipertireoidismo. A doença é caracterizada pela aceleração da tireoide, ou seja, pela produção excessiva de T3 e T4. Os sintomas mais comuns são insônia, taquicardia, irritabilidade, falta de concentração e, ao contrário do hipotireoidismo, perda abrupta de peso. O tratamento pode incluir a droga antitireoidiana.

Em casos severos pode-se recorrer ao iodo radioativo, que vai provocar a morte celular, e hipotireoidismo, o que resulta em reposição hormonal posteriormente. A recomendação cirúrgica é apenas para os casos graves. "As duas disfunções são geneticamente herdadas. Tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo são doenças auto-imunes, ou seja, o indivíduo produz anticorpos contra a tireoide", explica Gisah.

No momento em que a produção de T3 e T4 fica muito baixa, a hipófise recebe a mensagem para produzir mais TSH, hormônio que vai estimular a fabricação dos dois primeiros. Mas quando os níveis de T3 e T4 aumentam, a hipófise é avisada para cessar a produção de TSH. É por essa razão que um dos exames sanguíneos que verificam o funcionamento da tireoide é o nível de TSH. Se estiver muito alto, o resultado aponta o hipotireoidismo. Porém, se estiver baixo, indica hipertireoidismo.

A tireoide também pode ter alteração anatômica, resultado da presença de nódulos ou do crescimento uniforme da glândula (bócio difuso). "Os nódulos são detectados ao exame clínico (apalpação do pescoço) em 4% a 7% da população e em 95% dos casos são benignos.", explica Gisah.

Fonte: Revista Viva Saúde.

DIETAS RESTRITIVAS PREJUDICAM A TIREÓIDE.

terça-feira, 24 de novembro de 2015 0 comentários
As férias de verão estão chegando e muita gente se desespera para emagrecer. Aí voltam à moda a dieta do suco, da melancia, da sopa, da proteína, do shake, das 500 kcal. As revistas ganham um monte de dinheiro com manchetes como: "perca 10 kg em 1 mês". E você sabe bem que nada disso vai funcionar então caia fora! Dietas super restritivas causam vários desequilíbrios no organismo, como a inibição da enzima da tireóide deiodinase 2, cuja principal função é converter o hormônio T4 (tiroxina) em T3 (triiodotironina), que é fundamental para a queima de gordura e para o emagrecimento. Mas quanto maior é a restrição de calorias e carboidratos na dieta menos T3 será produzido, o que desacelera o metabolismo e acaba com as chances de emagrecimento. E você já deve ter visto isto, gente que não come nada e também não emagrece nada!

Se você fizer um exame de sangue, a concentração de T3 estará baixinha, claro. A solução? Comer mais. Se não voltar a comer não emagrecerá. E o pior, se entregar seus exames a um profissional de saúde inexperiente ele te receitará T3. E olha que loucura: o uso de T3 exógeno em altas doses (na forma de medicação) vai inibir sua tireóide. O provável é que ela nunca mais volte a produzir T3 e você ficará dependente da medicação até para conseguir manter o peso atual... Este uso do T3 também pode causar perda de massa magra e óssea e arritmias cardíacas.

Quer naturalmente estimular a conversão de T4 em T3? Aumente o consumo de calorias, carboidratos (aveia, arroz integral, batata doce, frutas) e selênio, presente em grande quantidade na castanha do Brasil. 

Equilibrando a tireóide
Queixas comuns no meu consultório: tristeza, dores, baixa libido, ganho de peso, resfriados de repetição, cabelo quebradiço, pele seca... Estes sintomas comuns no hipotireoidismo podem aparecer também em indivíduos que tem a glândula tireoide funcionando normalmente. A tireoide produz hormônios que regulam o crescimento, o metabolismo, a produção de energia... No cérebro, a glândula pituitária produz TSH (hormônio estimulador da tireoide), o qual estimula a produção de T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Esta produção é dependente de um consumo adequado de iodo. Quando a tireoide não produz seus hormônios em quantidade suficiente os sintomas acima aparecem. Estão em maior risco mulheres, indivíduos acima de 60 anos, pessoas com história familiar de problemas de tireoide, pacientes com doenças autoimunes como diabetes tipo 1, artrite reumatóide e lúpus. Outros sintomas possíveis incluem dores articulares, aumento da glândula, sensibilidade ao calor ou frio, ataques de pânico, aumento do colesterol plasmático, diminuição da memória e problemas de visão. O diagnóstico é feito pela medida do TSH e do T4, que estão baixos no hipotireoidismo. O tratamento inclui o uso e monitoramento dos níveis de T4.

Bom, e se você possui estes sintomas, fez os exames e deram todos normais? Neste caso, sua tireoide pode estar sofrendo as consequências de um estilo de vida inadequado mas ainda luta para funcionar. O tratamento exige modificações em sua alimentação e em sua rotina:
Desestresse: o estresse diminui as reservas de nutrientes no nosso organismo fazendo com que a produção de alguns hormônios seja prejudicada. Diminua a carga de trabalho, medite, faça yoga, durma mais, diminua o consumo de açúcar e aumente o consumo de chás calmantes como o de camomila.
Movimente-se: a atividade física aeróbica de baixa intensidade, como a caminhada, estimula a produção de hormônios da tireóide.
Fique de olho nas vitaminas: o consumo adequado de magnésio, selênio, iodo e vitaminas A, C, D e E são importantes para a produção dos hormônios da tireoide.

Fonte: Nutriyoga.

HIPERTIREOIDISMO E HIPOTIREOIDISMO.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014 0 comentários
A tireoide - ou tiroide - é uma glândula que fica localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da região conhecida como "pomo de Adão" - ou gogó.

A tireoide produz os hormônios tireoidianos, que são responsáveis por várias atividades do corpo, principalmente aquelas relacionadas com o crescimento e desenvolvimento de órgãos e sistemas.

Uma secreção dos hormônios tireoidianos acima do normal provoca o hipertireoidismo, enquanto uma secreção insuficiente provoca o hipotireoidismo.

A diferença entre essas duas doenças está não só nos sintomas e sinais que apresentam, mas também nas suas causas.

Hipertireoidismo
O hipertireoidismo é caracterizado pela hiperatividade da tireoide. A síndrome causada pelo excesso de hormônios tiroidianos chama-se tirotoxicose. É preciso diferenciá-las, pois pode haver tirotoxicose sem hipertireoidismo.

A causa mais comum da tirotoxicose é a Doença de Graves, caracterizada por hipertireoidismo, alterações oculares, doença cutânea localizada e, raramente, aumento das pontas dos dedos. Em geral, o bócio, que é o aumento do volume da tireoide, e o excesso de hormônios tiroidianos são os predominantes, e os sinais específicos são a projeção do globo ocular para a frente e as alterações da pele.

Já as causas de tirotoxicose sem hipertireoidismo são doenças inflamatórias da tireoide, como a tireoidite subaguda, tireoidite crônica de Hashimoto e uso de amiodarona, um medicamento utilizado no tratamento da arritmia cardíaca, uso de hormônios tiroidianos para emagrecer e até mesmo um tipo de tumor ovariano que desenvolve células produtoras de hormônios tiroidianos.

Em sua forma mais suave, o hipertireoidismo pode não apresentar sintomas reconhecíveis ou apresentar apenas sintomas generalizados, como sensação de desconforto e fraqueza. Com o desenvolvimento da doença, há um aumento na tireoide, que pode estar associado a vários outros sintomas e sinais, como hiperatividade, irritabilidade, insônia, ansiedade, intolerância ao calor, pele quente e suada, queda de cabelos, aceleração dos batimentos cardíacos, palpitações, nervosismo, mãos trêmulas e suadas, perda de peso cansaço ao exercício, coceira no corpo, sede e poliúria (aumento do volume urinário), aumento do número de defecações, redução ou suspensão da menstruação, perda da libido, disfunção erétil , náusea e mal-estar gástrico.

De forma geral, os medicamentos antitireoidianos podem ser utilizados para baixar os níveis dos hormônios no sangue, mas o tratamento da tirotoxicose e do hipertireoidismo depende da causa da condição.

Tirotoxicose: uso de medicamentos antitiroidianos, iodo radioativo e a retirada cirúrgica da glândula, esta indicada em poucos casos.
Exoftalmia: uso de medicamento (corticoide e imunossupressores) e, quando indicada, cirurgia.
Bócio multinodular tóxico: com medicamentos antitiroidianos, remoção cirúrgica, iodo radioativo ou injeção percutânea de álcool (etanol).
Adenoma tóxico: pode-se indicar medicamentos antiroidianos, iodo radioativo ou remoção cirúrgica.
Tumores de placenta: são tratados com cirurgia e quimioterapia.
Tiroidites: com medicamentos analgésicos e betabloqueadores e, se indicado, cirurgia.
Struma ovarii: com ressecção cirúrgica do(s) ovário(s) e iodo radioativo.


Hipotireoidismo
Os principais sintomas e sinais do hipotireoidismo são: fadiga, fraqueza, intolerância ao frio, desaceleração dos batimentos cardíacos, perda do apetite, rouquidão, inchaço, face mixedematosa, aumento da língua, surdez, depressão, dor nas juntas, intestino preso, menstruação irregular, pele seca e áspera, queda de cabelo, ganho de peso e aumento do colesterol no sangue.

Como causas do hipotireoidismo, pode-se citar a idade acima de 60 anos, doença tiroidiana primária ou secundária, a doença da hipófise, tireoidite autoimune, tratamento com iodo radioativo (após cirurgia de câncer de tireoide), radioterapia no pescoço, ressecção parcial ou total da tireoide (tireoidectomia por bócio ou câncer) e uso de medicamento (lítio, amiodarona, iodo e antitiroidianose tratamentos).

Algumas crianças nascem com hipotireoidismo porque não têm a tireoide ou porque a mesma não funciona bem.

O Teste do Pezinho, que é feito em recém-nascidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é capaz de diagnosticá-la. A criança identificada com a doença deve começar a ser tratada de imediato, para ter um desenvolvimento físico e mental normal, e tomar o medicamento, que é o hormônio tiroidiano sintético, por toda a vida.
O tratamento do hipotireoidismo é realizado com reposição de hormônio tireoideano (sintetizado em comprimidos) que a glândula não é mais capaz de produzir em quantidade suficiente. Desta forma, os sintomas são corrigidos em algumas semanas, sendo que o tratamento deve ser mantido pelo resto da vida. A dose varia conforme a causa e o grau do hipotireoidismo.


Tireoide: descobertas sobre o diagnóstico e o tratamento de disfunções na glândula.


Terapias fáceis de adotar, exames de última geração, novas conexões entre a glândula e problemas pelo corpo... Eis as novidades que prometem mexer com o controle dos distúrbios tireoidianos.


1. Dá pra tomar o remédio junto com a comida
Um dos empecilhos relatados por quem tem hipotireoidismo é a exigência de tomar o medicamento que repõe os hormônios da tireoide (o T3 e o T4) logo ao acordar, em jejum, cerca de 30 minutos antes do café da manhã. "A droga precisa de um pH mais ácido no estômago para ser absorvida. Se comemos, a redução da acidez diminui seu aproveitamento", explica a endocrinologista Camila Luhm Perez, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Só que essa orientação nem sempre é seguida à risca: 30% dos indivíduos usam os comprimidos de maneira incorreta e, daí, chegam até a abandonar o tratamento.

Pensando em driblar tal dificuldade, Camila conduziu um estudo em que 45 voluntários ingeriram o remédio junto com a primeira refeição do dia. E o resultado, quem diria, foi satisfatório. "Houve um discreto prejuízo, mas nada que afetasse a saúde deles", relata. Diante do achado, a ideia é que se possa indicar o esquema alternativo a quem tem impedimentos em levantar mais cedo ou esperar um tempo para o desjejum. 

2. Dose única por semana
Em vez de um comprimido diário do hormônio, cientistas da UFPR estudam a criação de um fármaco cujo efeito duraria sete dias - um sonho de praticidade. Os primeiros testes, com indivíduos saudáveis, foram bastante animadores.

3. Cápsula em gel
Essa versão do hormônio evita a necessidade de jejum e seria absorvida mais facilmente. "Ela já está à venda na Europa, mas ainda não decolou nas prescrições", diz Geraldo Medeiros, professor de endocrinologia da Universidade de São Paulo (USP). 

4. Tomar o remédio antes de dormir seria melhor
Essa é outra saída cada vez mais receitada. "Aconselhamos o uso do hormônio à noite a quem toma outros remédios de manhã", conta o professor Medeiros. Mas há um detalhe: o sujeito precisa aguardar duas horas entre o jantar e a cama.

5. Nova droga com T3 e T4 juntos
A levotiroxina, remédio contra o hipotireoidismo, concentra só o hormônio T4. É que o corpo fabrica, a partir dele, sua versão ativa, o T3. Mas algumas pessoas se sentem mal com a droga. Para elas, os médicos já discutem uma nova fórmula, que alia T3 e T4 prontinhos.

6. Hipotireoidismo afeta o coração
Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Nova York, nos Estados Unidos, mostra que uma dose baixa dos hormônios tireoidianos ameaça o bem-estar cardíaco. "Os desfalques levam a contrações mais fracas e até lesões", conta Martin Gerdes, autor do trabalho. Restaurar os níveis de T3 e T4 evitaria o chabu. 

7. Falta de hormônios tireoidianos pode ser a causa do colesterol alto
"Um em cada dez casos de colesterol alto tem o hipotireoidismo como pano de fundo", estima Elizabeth Pearce, endocrinologista da Universidade de Boston (EUA). Ela descobriu que metade das pessoas com níveis altos da gordura não checa a tireoide. "E tratar a disfunção ali pode baixar o colesterol." 

8. Hipotireoidismo leva à obesidade?
Outra investigação da Universidade de Boston revela que, ao contrário do que se pensava, o tratamento do hipotireoidismo não faz o excesso de peso diminuir necessariamente. "Por isso é preciso abordar os dois problemas de forma simultânea", avalia o endocrinologista Cleo Otaviano Mesa Junior, do Hospital de Clínicas da UFPR. 

9. A importância do selênio
A falta do mineral, segundo uma pesquisa do endocrinologista Cley Rocha de Farias, do Hospital das Clínicas de São Paulo, propicia o hipotireoidismo. "Para atingir a quantia ideal de selênio, basta comer uma ou duas castanhas-do-Pará por dia", indica. A substância ativaria enzimas que protegem e estimulam a tireoide. 

10. Tireoide lenta e o diabetes
A Universidade Goethe, na Alemanha, fez um levantamento com dados de 1 900 diabéticos do tipo 2 e detectou que 27% deles tinham uma tireoide em marcha lenta. De acordo com os estudiosos, controlar as duas condições exige uma abordagem terapêutica cuidadosa - e uma não exclui a outra.

DIETA PERSONALIZADA PARA COMBATER PROBLEMAS NA TIREOIDE.

terça-feira, 29 de abril de 2014 0 comentários

Os nutrientes que ingerimos podem muito bem influenciar na produção hormonal da tireoide, até porque o iodo é o ingrediente chave na receita química do T3 e do T4. Veja como melhorar sua alimentação diária e prevenir problemas na glândula.
Quem diz que os alimentos são matéria-prima do nosso corpo não está nem um pouco enganado. E, se você duvida dessa afirmação, a prova maior está na tireoide: como seus hormônios são compostos por iodo, seu consumo influencia na produção da glândula. “O excesso de iodo pode causa hipotireoidismo e a falta se relaciona ao aparecimento de cânceres”, pondera o endocrinologista Felipe Gaia. Essa ligação é uma velha conhecida, pois no começo do século XX o bócio — doença que se caracteriza pelo aumento fora do comum da tireoide— era considerado uma epidemia, e em 1920 foi tida a ideia de complementar o sal de cozinha com iodo, para conter o surto da doença. O resultado deu tão certo, que até hoje o sal é iodado, inclusive aqui no Brasil isso é regulado pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que exige entre 15 e 45 gramas do mineral a cada quilo de sal.

Diversos estudos científicos investigam e comprovam a relação entre uma dieta saudável e a saúde da glândula equilibrada, e não apenas devido a esse primeiro nutriente. “A alimentação garante um organismo metabolicamente ativo e rico em nutrientes, importante para o metabolismo tireoidiano, como no caso da ingestão adequada de selênio, vitamina A e ferro”, salienta a nutricionista Luciana Harfenist, especialista em nutrição funcional. Além disso, alguns outros nutrientes podem mesmo é atrapalhar a captação das vitaminas e minerais considerados eficientes para o funcionamento da glândula.

DIETA PERSONALIZADA
Mas como os males da tireoide são variados, é importante destacar que a dieta correta
 varia de caso a caso. Como o hipotireoidismo é o problema com maior incidência entre os listados, os alimentos que separamos a seguir são poderosos no controle dele. Para sintomas de hipertireoidismo, por exemplo, indica-se a investigação das causas. “Uma alimentação equilibrada e livre de toxinas, priorizando o consumo de alimentos naturais, pois não tratamos os sintomas e sim as causas, que podem cursar desde a contaminação por metais tóxicos, uso de medicamentos/drogas, consumo excessivo de sal iodado, carências nutricionais e doenças autoimunes”, destaca a nutricionista.
 
Fonte: Revista Viva Saúde, Alimentação ideal para combater problemas na tireoide. Acesso em 29/04/2013.