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DICAS DE COMO DEIXAR A DIETA VEGETARIANA AINDA MAIS SAUDÁVEL. VOCÊ SABE O QUE É AQUAFABA?

quinta-feira, 15 de março de 2018 0 comentários
Você quer se alimentar melhor mas não sabe o que fazer para deixar suas receitas mais saudáveis? Seguem algumas dicas:
Substitua 2 colheres de sopa (no cozimento) por:
  • 1,5 colheres de sopa de azeite de oliva  ou óleo de abacate
Substitua 1 xícara de manteiga ou margarina por:
  • 1 xícara de abacate amassado
  • 1/2 xícara de azeite ou outro óleo vegetal + 1/2 xícara de purê de maçã sem açúcar
  • 1 xícara de banana amassada
  • 3/4 xícara de ameixas desidratadas adicionar a 1/4 colher de sopa de água quente para fazer um purê
Se você for vegano, substitua o ovo da receita por:
  • Goma de linhaça: 1 colher de sopa de semente de linhaça de molho em 3 colheres de sopa de água (por 5 minutos). 
  • Goma de chia: 1 colher de sopa de chia moída deixada de molho em 1/3 xícara de água por 15 minutos
  • Aquafaba: líquido obtido após fermentação do grão de bico.
1 copo de leite pode ser substituído por:
  • 1 xícara de leite de amêndoas, soja, inhame, coco, amendoim, aveia... (capriche durante o dia no consumo de sementes e vegetais verde escuros para um adequado aporte de cálcio). 
1 xícara de creme de leite ou iogurte pode ser substituído por:
  • 1 xícara de leite de coco;
  • 1 xícara de castanha de caju sem sal deixada de molho por 6 horas. Escorrer e bater no liquidificador com 1/2 xícara de água;
  • 85g de tofu orgânico amassado como purê
Substitua 30g de queijo por:
  • 1 colher de sopa de levedura nutricional;
  • 30 g de tofu.

A aquafaba é o líquido viscoso obtido após a fermentação do grão-de-bico. É a proposta do chef francês Joël Roessel para a substituição do ovo nas receitas veganas.
O líquido pode ser mantido na geladeira por 2 a 3 dias. A aquafaba funciona bem em torradas francesas, waffles, fritadas, mousse de chocolate, maionese e queijo. 
Normalmente 1 a 2 colheres de sopa substituem uma clara de ovo enquanto 2 a 3 colheres de sopa substituem um ovo inteiro.  receitas de torradas francesas e waffles, e é um ótimo substituto de ovos em pratos salgados, como frittatas. Pode até ser usado para fazer mousse de chocolate, maionese e queijo.

Receita da aquafaba:

  • Coloque o grão-de-bico de molho na água. Deixe de molho por pelo menos 6 horas. Neste período, escorra e troque a água pelo menos 2 vezes. Ao final do período descarte toda a água.
  • Coloque o grão-de-bico escorrido em uma panela de pressão, e adicione 3 xícaras de água. Feche a panela e leve ao fogo alto, sem sal nem outros temperos.
  • Quando a panela de pressão começar a fazer barulho, baixe o fogo e deixe cozinhar por 20 minutos.
  • Desligue o fogo, espere esfriar.
  • Abra a panela. Despeje tudo (grão-de-bico + água) em um pote com tampa e leve à geladeira até o dia seguinte.
  • No dia seguinte, passe o grão-de-bico por uma peneira e recolha o líquido, que é a aquafaba.
  • O rendimento deve ser de 1 xícara de aquafaba. Se for maior que isso, leve ao fogo até reduzir para 1 xícara. 

Receita da maionese de aquafaba:

Ingredientes: 100ml de aquafaba, 200ml de óleo (suficiente para dar o ponto de maionese), 1 colher de sopa de vinagre branco, 1 colher de sopa de mostarda e 1 pitada de sal.
Modo de preparo: Coloque a aquafaba no liquidificador  e bata até que ela fique com uma aparência esbranquiçada. Vá adicionando os temperos que preferir e o vinagre até que a mistura fique mais espessa. Vá acrescentando o óleo devagar até que adquira a consistência desejada. Guarde em um recipiente bem fechado na geladeira e consuma em suas receitas favoritas.

Sorvete de morango:

Ingredientes: 1 xícara de aquafaba, 8 morangos, 1 colher de chá de essência de baunilha, 1/4 colher de sopa de cremor tártaro, açúcar a gosto.
Modo de preparo: Coloque uma xícara de aquafaba pra esfriar na geladeira. Depois de gelar bem, bata a aquafaba até que forme uma espuma mais firme. Feito isso, acrescente o açúcar aos poucos e o cremor tártaro. Quando a mistura estiver mais espessa, adicione os morangos já batidos e a essência. Coloque no freezer pra gelar.

MITOS SOBRE O VEGANISMO PARA ATLETAS.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017 0 comentários
Foto: Shutterstock

Quem disse que quem sua a camisa na academia não pode adotar o veganismo como estilo de vida? Atletas como os lutadores do UFC, Nate Diaz, Mac Danzing, Mark Hunt, Abel Trujillo e o atleta da NFL, David Carter excluíram todos os alimentos de origem animal da alimentação. Com a restrição alimentar, crescem as dúvidas sobre a eficiência dessa dieta para praticantes de exercícios físicos, em especial os que exigem força, como a musculação.

A maior lenda sobre o veganismo está relacionada ao consumo de proteína. E como consequência, nos resultados obtidos, com o medo de não desenvolver os músculos. A proteína é o macronutriente fundamental na recuperação, aumento e manutenção da massa magra. Isso está muito relacionado a uma alimentação adequada. Se a pessoa conseguir realmente ingerir as proteínas, vitaminas e minerais, não tem nenhum impedimento para ganhar massa muscular. Existe hipertrofia (aumento de massa magra) em veganos.


Foto: Shutterstock

O que comer?
A combinação de leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha e soja) com cereais (arroz, milho e trigo) já é capaz de suprir a ausência de carnes e ovos do cardápio. Arroz e feijão juntos são considerados proteína completa, pois eles se complementam na questão dos aminoácidos.

Outros alimentos fundamentais para quem segue uma dieta livre de produtos de origem animal são as oleaginosas, como nozes, castanhas e avelãs. Nelas, há uma grande concentração de gorduras, proteínas e minerais.

Recomendada desde 2003 pela Associação de Dietistas do Canadá e dos Estados Unidos, órgãos equivalentes a associações de nutricionistas no Brasil, a dieta vegana para atletas tem como principal benefício a facilidade em consumir mais vitaminas e minerais, micronutrientes essenciais para o sistema imunológico e recuperação muscular. Corredores, maratonistas, ciclistas e demais esportistas de resistência ainda se beneficiam dos carboidratos presentes nesses alimentos. Além disso, a alimentação vegana larga na frente quando se fala na ingestão de “comida de verdade”.

Se a pessoa quiser uma alimentação vegana, saudável, tanto para o exercício, quanto para a saúde, ela precisa pensar em comer alimentos de verdade. Aqueles que não duram semanas, meses, anos em uma prateleira. Essa é uma grande vantagem do veganismo. Se basear em comida de verdade, vegetais, frutas, verduras, as oleaginosas, leguminosas e, preferencialmente, poucos alimentos industrializados.

Atletas podem ser veganos?
Dependentes de uma dieta rica em nutrientes e calorias, atletas tendem a ter dietas muito variadas e sem limitações de consumo de proteínas ou quaisquer derivados animais. Porém, já sabemos que uma dieta vegan não impede uma pessoa de ter todos os nutrientes e calorias que precisa para seu dia a dia normal. Será possível então que um atleta possa ser vegan sem problemas para seu desempenho?
Foto: iStock

Existem vários atletas que são vegetarianos. Mas não existem pesquisas suficientes dizendo como uma dieta vegetariana ou vegan afeta um atleta. Informalmente, tais dietas fazem bem à saúde. É possível que atletas vegan tenham um nível mais baixo de creatina em seus organismos. Ela é um nutriente obtido diretamente da carne e que pode ajudar muito em exercícios de alta intensidade, como corrida. Suplementos alimentares acabarão sendo necessários e uma dieta, quando saudável, não fará muita diferença no desempenho do atleta.

As proteínas, essenciais para um atleta de alta performance, podem ser obtidas facilmente em grãos, nozes e soja. A vitamina B12 é que pode ser um problema. Ela só é encontrada na carne e é essencial para atletas de resistência, já que afeta a produção de glóbulos vermelhos no sangue. Muitos cereais e leites de soja são enriquecidos com B12. O atleta também pode optar por suplementos alimentares com esta vitamina. O importante é manter a ingestão de proteína em altos níveis para que a performance não seja prejudicada.

Como começar no veganismo?
Normalmente, um atleta começa o caminho rumo ao veganismo parando com as carnes e, em sequência, com alguns derivados animais. Não adianta também o atleta querer essa proteína toda de uma só fonte. Estudos mostraram que quando alimentados com uma só fonte de proteína, como o milho, o corpo ficará deficiente de quantidades suficientes de aminoácidos essenciais. Portanto, uma dieta bem variada fará com que você retire o máximo de uma dieta vegan ao longo do dia.

Sobre a quantidade certa de calorias para um atleta: todo tipo de dieta pode ter a ingestão calórica correta. Mesmo lutadores, que tem de se preocupar com o peso certo para suas lutas, podem fazer a manutenção de seu peso bebendo sucos de diferentes sabores, como uva, romã e cereja. Este último, inclusive, acelera a recuperação do atleta e todos os 3 tem uma alta dose de calorias para o indivíduo.

Apesar de estudos mostrarem que as pessoas que adotam estas dietas são 6-10 mais leves do que comedores de carne, existem muitos que são obesos. É ideal que haja uma combinação entre a dieta ideal para seu metabolismo e organismo, além da prática saudável de exercícios físicos.

Foto: Getty Images

Uma questão de escolha
Quando tratando de esportes de resistência, as dietas são todas com o foco em carboidratos. E você pode obtê-los em qualquer tipo de dieta, seja você um vegetariano ou comedor de carne. É tudo baseado na ingestão da quantidade certa de nutrientes para seu organismo.

Em geral, a maior motivação para um atleta tornar-se vegetariano ou vegan baseia-se no fato de que esses indivíduos são mais saudáveis, tendo menor risco de doenças cardíacas e obesidade. Muitos que adotam estas dietas sentem-se mais dispostos e saudáveis. É óbvio que muitos deles tinham uma dieta ruim a base de carne antes. Eles poderiam ter mudado para uma dieta com carne e derivados e se sentir bem com isso. Contudo, temos também questões éticas envolvidas ao assumir uma dieta vegan ou vegetariana que pode compensar a mudança na alimentação.

O importante mesmo, no final das contas é dizer que com uma alimentação bem regulada e saudável, qualquer um pode ser vegan ou vegetariano. Fica apenas uma questão de escolha e, principalmente, de disciplina.

Qual a vantagem para a saúde em consumir alimentos veganos?
Os alimentos veganos, por serem isentos de qualquer componente de origem animal, também são isentos de colesterol e, em geral, contêm menos gordura total e gordura saturada. Mas cuidado! Um produto vegano não é necessariamente mais saudável. Por exemplo, 1 pacote de batata frita industrializada é um produto vegano, porém contêm alto teor de sódio e gordura. O importante é evitar os industrializados, pois estes contém muito sal, açúcar e gordura hidrogenada e pouco e são na maioria das vezes, nutricionalmente vazios.

Deve-se aumentar o consumo de produtos em natura, assim como, aumentar o tempo e contato com os alimentos e o preparo deles. Quanto menos processado melhor! Leia sempre a lista de ingrediente. Desta forma, a alimentação vegana é muito saudável, pois é rica em vitaminas, minerais, fibras, e baixa em gordura (além de isenta de colesterol). Sempre que possível, adquira produtos orgânicos (procure em sua cidade feiras orgânicas e se informe sobre produtores locais). Dica: Faça um horta de temperos e hortaliças em casa!

Fonte: Sport Life.

ALIMENTOS VEGANOS.

quarta-feira, 19 de julho de 2017 0 comentários
Fazer uma alimentação vegana não se resume a eliminar a carne, o peixe, os lacticínios, os ovos e outros produtos de origem animal. É preciso introduzir outros alimentos que tomem o lugar dos eliminados para não ficarmos com uma dieta nutricionalmente pobre — sobretudo se a nossa dieta já não era muito variada anteriormente.

Como vegano, podes descobrir todo um novo mundo de ingredientes e sabores. Uma coisa que a tua dieta não terá de ser é monótona! Contudo, não tens de mudar a tua alimentação radicalmente de um dia para o outro. Podes perfeitamente continuar a fazer os pratos que já fazias trocando os produtos de origem animal por produtos de origem vegetal e continuar a basear a tua alimentação em alimentos tradicionais como o feijão, o grão-de-bico, os tremoços, as lentilhas, o arroz e os legumes.

Cereais Integrais
Numa dieta equilibrada, a principal fonte de energia (hidratos de carbono) devem ser os cereais integrais, nomeadamente arroz, trigo (massa, pão), aveia e milhete, entre outros. Claro que os veganos podem perfeitamente consumir cereais refinados (brancos), mas as alternativas integrais são muito mais ricas em nutrientes (nomeadamente minerais e vitaminas) e, por conseguinte, melhores opções.

Às vezes, ficamos com a ideia de que os alimentos integrais não sabem muito bem, mas a verdade é que são muito mais ricos em sabor. É uma questão de cozinhar e temperar os alimentos ao nosso gosto e também uma questão de hábito. Quando te habituares à riqueza do sabor dos alimentos integrais, vais provavelmente achar que os alimentos refinados têm um sabor muito pouco interessante.

Hortaliças e Fruta

As hortaliças e a fruta são extremamente importantes para a saúde e devem fazer parte da dieta diária de qualquer pessoa. Os legumes de folha verde escura são muito ricos em nutrientes importantes, nomeadamente vitaminas, ferro, cálcio e outros minerais, sendo recomendável consumi-los todos os dias. A tradicional sopa é uma excelente forma de consumir diversas hortaliças em conjunto e é fácil obter um sabor que nos agrade, combinando várias hortaliças e utilizando ervas aromáticas — as sopas não têm certamente de ser insossas, como algumas sopas de cantina que deixam os estudantes traumatizados...

A fruta, claro está, também é muito importante. Se não gostares muito de comer fruta individualmente, experimenta fazer uma salada de diversos frutos, de modo a misturar diferentes sabores. Por exemplo, uma combinação de banana, kiwi, maçã e laranja é uma escolha acertada. Se mexeres bem a fruta na saladeira, ainda mais saboroso fica.

Leguminosas
As leguminosas devem ser a fonte de proteína de eleição dos veganos. Mas, além de serem uma excelente fonte de proteína, as leguminosas são também ricas em fibra e minerais (incluindo ferro).

As leguminosas incluem diversos tipos de feijão/grão: feijão preto, feijão encarnado, feijão frade, feijão azuki, feijão mung, grão-de-bico, tremoços, lentilhas castanhas, lentilhas verdes, lentilhas amarelas, ervilhas, tofu e tempeh (feitos de feijão de soja), entre outros. A escolha é muito variada e as formas de cozinhar leguminosas também o são: desde comer o feijão simples (cozido), passando pela feijoada ou chili vegano, até ao hummus (preparado de grão-de-bico e tahini).

Tofu

O tofu é um alimento feito a partir de feijões de soja, água e um agente coagulante. Tem origem na China, onde já é utilizado há milhares de anos. O tofu é uma excelente fonte de proteína e de cálcio. É um alimento com um sabor neutro, mas que absorve muito facilmente diferentes sabores, o que o torna num alimento extremamente versátil que tanto pode ser utilizado em pratos salgados como doces.

Normalmente, o tofu vende-se embalado com água. Depois de aberto, o tofu não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Seitan
O seitan é um alimento rico em proteína feito à base de glúten de trigo e utilizado na Ásia há centenas de anos. Embora seja feito de trigo, não tem grandes semelhanças com o pão. Quando cozinhado, o seitan tem um aspecto e textura extremamente idênticos aos da carne.

Normalmente, o seitan vende-se embalado com água. Depois de aberto, o seitan não utilizado pode voltar a ser armazenado no frigorífico, imerso em água num recipiente fechado.

Quinoa

A quinoa é um alimento nativo da América do Sul, conhecido como o "ouro dos Incas". Embora seja conhecida como cereal, trata-se de uma semente de excelente valor nutricional. É muito rica em proteínas, incluindo todas as proteínas essenciais, o que faz dela um alimento bastante adequado para os veganos. A quinoa é também muito rica em fibra, magnésio, ferro e fósforo, e é isenta de glúten, sendo por isso um alimento de fácil digestão.

A preparação da quinoa é idêntica à dos cereais integrais (como o arroz), mas a sua cozedura é bastante mais rápida (15-20 minutos).

Tahini


O tahini é uma pasta feita a partir de sementes de sésamo sem casca e tem origem no Médio Oriente, onde é utilizado há centenas de anos. Existem pastas de sésamo feitas a partir de sementes de sésamo com casca, mas são mais amargas e espessas do que o tahini.

O tahini é idêntico à manteiga de amendoim em consistência e também em sabor, mas tem um valor nutricional superior. É muito rico em cálcio, sendo muito popular sobretudo como ingrediente para fazer hummus. O hummus é um alimento típico do Médio Oriente, feito à base de grão-de-bico e tahini. É delicioso, especialmente quando saboreado com azeitonas pretas.

Tempeh


O tempeh é um dos alimentos de soja mais saudáveis. É altamente nutritivo, rico em proteína, cálcio e isoflavonóides, e com muito baixo teor de gordura. É feito a partir de feijão de soja integral, cozinhado e fermentado.

Trata-se de um aglomerado firme e compacto, sendo recomendável cortá-lo em rodelas ou pequenos cubos para o cozinhar, por exemplo, num refogado. Ao contrário do tofu, tem um sabor distinto (pode ser necessário algum tempo até nos habituarmos ao seu sabor característico), sendo por vezes incluídos cereais na sua produção.

Molho de Soja (Shoyu)


O molho de soja é um condimento utilizado em substituição do sal e foi originalmente criado na China há milhares de anos. O molho de soja é feito com soja fermentada, trigo, sal e água.

No Japão, o molho de soja é denominado shoyu, sendo este o molho de soja mais popular de boa qualidade que se encontra à venda em Portugal. Também de origem japonesa, o tamari é outro molho de soja popular, mas com um sabor mais forte e sem trigo (ou com quantidade muito reduzida de trigo).

Dado que contém sal, o molho de soja deve ser utilizado com moderação. No entanto, o molho de soja permite conferir um sabor agradável e característico aos alimentos com menor quantidade de sal do que se fosse utilizado sal por si só.

Miso

O miso é uma pasta feita de feijões de soja fermentados ao longo de semanas ou anos. Por se tratar de um alimento feito de soja fermentada, o miso é um alimento rico em vários minerais, tais como o magnésio, zinco e cobre, para além de apresentar diversos benefícios para a saúde. A fermentação do feijão de soja pode ser efetuada em conjunto com outro cereal, como o arroz, a cevada ou o trigo, o que confere um sabor diferente e mais suave ao miso.

É originário do Japão, onde é amplamente utilizado na cozinha tradicional há largas centenas de anos. Pode ser utilizado como condimento (substituindo o sal) em diversos pratos, sendo o mais comum a sopa.

Proteína de Soja Texturizada/Soja Granulada
A proteína de soja texturizada (ou soja granulada) é uma fonte de proteína muito económica criada a partir de farinha de soja por um processo industrial. A proteína de soja texturizada é também rica em ferro, cálcio, fibra e zinco. Dado que se trata de um alimento desidratado, a proteína de soja texturizada tem de ser reidratada em água quente durante uns 10 minutos ou durante o processo de cozedura.

A proteína de soja texturizada tem cerca de 50% de proteína (antes de ser reidratada) e, depois de cozinhada, tem uma textura idêntica à de carne picada. Para além do granulado fino, existe também proteína de soja texturizada em pedaços maiores (mas não costuma ficar tão saborosa).

Dado que se trata de um alimento bastante processado, não é muito recomendável como opção frequente.

Leite Vegetal

O leite vegetal mais popular entre os veganos é o leite de soja, mas também existe leite de aveia, leite de arroz e leite de amêndoa, entre outros. Os diferentes leites veganos têm sabores bastantes distintos e os leites de soja também variam bastante de sabor consoante a marca.

A maioria dos leites vegetais é enriquecida com cálcio numa quantidade idêntica ao existente no leite de vaca, pelo que esses leites vegetais são uma fonte de cálcio equiparável ao leite de vaca.

Iogurte Vegetal

Existem muitos iogurtes vegetais à disposição dos veganos que são tão ou mais saborosos que as alternativas de origem animal. A maioria dos iogurtes veganos é feita de soja e contém as benéficas bactérias probióticas que ajudam a fortalecer a flora intestinal. Não confundir os iogurtes com as sobremesas de soja: os iogurtes são nutricionalmente mais interessantes, pois tratam-se de alimentos fermentados.

Para além dos iogurtes veganos que é possível encontrar nas lojas de produtos naturais/dietéticos, existem diversos iogurtes vegetais na maioria dos supermercados. 

RECEITAS COM INHAME.

sexta-feira, 30 de junho de 2017 0 comentários
"Maionese" de inhame

Esta “maionese” de inhame é muito levinha e saudável, pois não precisa de tanto óleo como algumas maioneses tradicionais (e sim azeite). É uma opção bem prática para o dia a dia, para se ter sempre na geladeira, pois é fácil de fazer e pode ser servida de diversas formas (com pães, torradas, saladas e lanches, por exemplo).

Ingredientes: 
300g de inhame cru picado (ou 1 e 1/2 xícara de inhame cozido)
4 colheres (de sopa) de azeite
1 colher (de sopa) de suco de limão
1 dente de alho pequeno
Sal a gosto
Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:
Cozinhe o inhame cru como preferir. Seja na água ou no vapor. Eu cozinho na água da seguinte forma: uso uma panela com antiaderente alta, coloco água e deixo ferver em fogo médio. Depois coloco o inhame descascado e picado e deixo ferver em fogo baixo até ficarem macios e uma faca atravessá-los com facilidade. (Dica: evite usar panelas baixas ou com muita água, pois a água do inhame sobe muito rápido)
No final, estas 300g vão se tornar 1 e 1/2 xícara de inhame cozido.

Coloque estes inhames cozidos no liquidificador, adicione o azeite, o alho (de quiser, retire o miolo), o suco de limão, e tempere com sal e pimenta a gosto. Bata tudo até ficar uniforme e caso for necessário, coloque um pouco mais de azeite.
Ela pode ser servida em temperatura ambiente, mas se deixar na geladeira por 2 horas ficará ainda mais gostosa. Está pronto!
Dicas
Você pode adicionar mostarda, azeitona, tomate seco ou salsinha picada pra temperar esta “maionese”.
Se preferir, pode fazer sem o dente de alho, para a “maionese” ficar mais neutra (mas eu gosto com ele). Inclusive é uma opção para passar no pão, no café da manhã.
Esta receita rende pouco mais de uma xícara. Para guardar, coloque em um pote fechado e deixe na geladeia por até 4 dias. (Não testei deixar por mais tempo, mas em 4 dias ainda estava boa para o consumo).

Pão de inhame
Ingredientes: 
500 gr de inhame cru
3 colheres (sopa) de sementes de linhaça
3 colheres (sopa) de leite em pó
1 colher (chá) de açúcar mascavo
10 gr fermento biológico
2 ovos
3 colheres (sopa) de azeite extravirgem de oliva
1 colher (chá) de sal
1 colher (chá) de vinagre
300 gr de farinha de arroz

Modo de preparo: 
Corte os inhames, previamente descascados, em pedaços pequenos e junte no liquidificador com as sementes de linhaça e uma xícara de água quente. A água deve ser quente, não pode estar fervendo, para não estragar a mistura. Bata até obter um creme homogêneo.
Coloque esse creme em um pote fundo, junte o leite em pó, o açúcar mascavo e misture. Quando a mistura estiver morninha, junte o fermento biológico seco, mexa bem e, os ovos, o sal, o vinagre e o azeite.

Por último, aos poucos vá juntando a farinha de arroz, misturando sempre. A massa deste pão deve ficar parecida com a de bolo, consistente porém que escorra para a assadeira. Não é uma massa pesada como a de pão.
Coloque em uma forma untada - a mais adequada é a forma retangular, para bolo inglês, que tem altura suficiente - e deixe descansar, coberto, por 1 hora.
Leve ao forno médio, preaquecido, na parte alta, e asse por meia hora. Sirva em fatias, quentinho. Uma delícia.

VEJA AS OPÇÕES PARA SUBSTITUIR O FEIJÃO.

terça-feira, 30 de agosto de 2016 0 comentários
O grupo das leguminosas é composto por feijão, grão de bico, lentilha, ervilha e soja, excelentes fontes de proteína vegetal, carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais. São ricos na maioria dos aminoácidos essenciais, principalmente lisina. É o que explica a nutricionista Cristiane Perroni, especialista do Eu Atleta.

O feijão ainda é o mais difundido e utilizado na cultura brasileira. Possuem fatores antinutricionais, mas também substâncias que podem provocar efeitos fisiológicos adversos ou diminuir a biodisponibilidade de certos nutrientes. 

O grupo da leguminosas é muito utilizado por vegetarianos para substituir a proteína animal. Podem ocupar o lugar do feijão no dia a dia, acompanhando o arroz, em saladas, sopas e petiscos. Estudos científicos têm demonstrado que a utilização das leguminosas na dieta possui efeito benéfico na promoção da saúde e prevenção de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, dislipidemias, constipação, câncer de intestino, entre outras.



Entre as leguminosas o grão de bico é o que possui melhor digestibilidade e disponibilidade de ferro. É excelente fonte de minerais, como fósforo, potássio, magnésio, ferro, manganês e cobre.

Já o grão de bico cru possui grande quantidade de oligossacarídeos (carboidratos: maltose, sacarose, lactose, rafinose, estaquiose) que podem causar flatulência (maior formação de gases). Entretanto, são consumidos cozidos ou assados no forno e o aquecimento inativa estas substâncias.

A lentilha, por sua vez, é muito consumida nas festas de ano novo para trazer fartura, mas pode ser usada na nossa alimentação diária por também ser boa fonte energética, de proteína vegetal, carboidratos de baixo índice glicêmico, fibras, ferro, zinco, potássio, fósforo e magnésio.

Dicas importantes:
- Para potencializar a absorção de ferro das leguminosas é fundamental associar fonte de Vitamina C na mesma refeição: laranja, acerola, limão, morango, manga, kiwi, goiaba, pimentão, brócolis, tomate.
- Para reduzir os fatores nutricionais que causam “produção de gases” e diminuem a absorção de alguns nutrientes, é importante deixar as leguminosas 12h de molho e trocar esta água para o cozimento. O feijão deve ser deixado por mais tempo (12 a 24h) e as demais leguminosas podem ser deixadas por menos tempo de molho.
- Não acrescentar carnes salgadas (paio, linguiça, carne seca) no preparo, pois a gordura e sal também vão para o caldo. Faça refogado com pouquíssima quantidade de azeite virgem, bastante alho e cebola. Use temperos e ervas naturais à vontade.

Fonte: Eu atleta.

DIETA VEGANA E GANHO DE MASSA MUSCULAR.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016 0 comentários
Além de ser extremamente saudável, a dieta vegetariana pode ser usada para o ganho de massa muscular e o bom desempenho físico de quem pratica exercícios. Para esclarecer isso em detalhes, confira as dicas da nutricionista Fabiana Honda

A dieta vegana fornece o necessário ao ganho de massa muscular?

Sim. A dieta vegana bem planejada pode fornecer a quantidade adequada de proteínas para o ganho de massa muscular. Vegetais como a soja e combinações de alimentos (como arroz e feijão) fornecem os aminoácidos essenciais – “pedaços” que compõem a proteína. Deve-se estar atento também aos níveis de vitamina B12 (que pode ser suplementada ou consumida em alimentos fortificados); de ferro (leguminosas, castanhas, sementes, vegetais verde escuros) e de cálcio (vegetais verde-escuros, castanhas e leguminosas).

Quais são os suplementos veganos e que cuidados tomar?
Os principais são à base de soja. Os melhores são os 100% isolados. Há também a proteína do arroz integral. Ela tem bom perfil de aminoácidos, boa quantidade de proteína e pouca gordura. Os suplementos podem ser usados após o treino, mas o consumo deve ser com recomendação médica a fim de verificar a necessidade e adequação individual. O excesso de suplemento pode sobrecarregar os rins e o fígado.

O que comer antes e depois dos treinos?
Antes, consuma carboidratos para dar energia e poupar o glicogênio (reserva energética) dos músculos. Exemplos: pão integral com geleia, fruta com aveia ou com óleo de coco. Durante o exercício, a hidratação é essencial. Depois do treino, consuma fontes de proteína. Até uma hora após o exercício, o organismo está na chamada “janela de oportunidade”, captando mais aminoácidos para recuperação e aumento do volume muscular. Algumas opções são: combinação de grãos (arroz integral, milho e quinua) e de leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico ou ervilha); ou sanduíche com patê de tofu. A soja (grãos e derivados) e as oleaginosas também são boas opções para consumo.

NUTRIENTES QUE MERECEM ATENÇÃO ESPECIAL PARA ATLETAS VEGETARIANOS.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016 0 comentários
Já é consenso entre as organizações de saúde internacionais, como a American Dietetic Association (ADA), que a alimentação vegetariana pode ser planejada para atender às necessidades nutricionais durante todos os estágios da vida: primeira infância, infância, adolescência e fase adulta, assim como para gestantes e lactantes, idosos e também para atletas. A dieta vegetariana costuma apresentar maiores quantidades de cereais integrais, castanhas, frutas, legumes e verduras quando comparada a uma dieta onívora.

Conheça quais nutrientes merecem atenção no manejo à dieta do esportista vegetariano:
Ferro
Um bom status de ferro é essencial para todo praticante de atividade física e atleta. O ferro heme, presente em alimentos de origem animal, preserva uma absorção que varia de 15% a 35%; já o ferro não heme, presente nos alimentos vegetais, entre 2 e 20%. Estudos indicam que diferentemente do raciocínio comum, dietas vegetarianas contêm maiores quantidades de ferro do que dietas onívoras. No entanto, existem fatores que devem ser levados em consideração, como a presença de fitatos, que inibem a absorção do ferro não heme; e a vitamina C e outros ácidos orgânicos que potencializam essa absorção. A atenção ao ferro dietético é idêntica para onívoros e vegetarianos.

Zinco
O zinco também é encontrado facilmente na alimentação vegetariana, mas a biodisponibilidade pode ser afetada por diversos fatores. Existem recomendações para que os veganos (não consomem nenhum produto de origem animal – carnes, ovos, leite e derivados) tenham uma ingestão de zinco 50% maior do que a DRI atual. Ao mesmo tempo, os estudos populacionais não revelam prevalência documentada maior da deficiência clínica em vegetarianos.

Vitamina B12
Uma alimentação ovolactovegetariana pode oferecer as quantidades necessárias de vitamina B12, no entanto, na alimentação vegana, sem a presença de alimentos enriquecidos, deve haver suplementação. Porém, em ambos os casos, os níveis de B12 devem ser avaliados. Lembrando que devido a particularidades do metabolismo da B12, a prevalência de deficiência desta vitamina em onívoros também é elevada e, no Brasil, sua deficiência acomete mais de 50% da população onívora.

Cálcio
O cálcio presente nos vegetais, sementes e certas oleaginosas possui ótima biodisponibilidade, portanto, alcançar as recomendações de cálcio para um atleta vegetariano deixa de ser uma preocupação. Neste momento, a ciência da nutrição se conecta com a gastronomia para, além de termos um prato rico em cálcio, também, fornecermos um bom perfil de aminoácidos e ácidos graxos, assim como um sabor inovador e fascinante.

Outros ajustes nos macronutrientes dependem da modalidade esportiva escolhida e o ritmo de treinos. É importante adequar as quantidades de carboidratos, gorduras e proteínas sempre visando ao desempenho e saúde do atleta. Pode ser um grande desafio, porque cada indivíduo possui uma resposta diferente. A melhora do desempenho, recuperação pós-treino, imunidade, disposição, qualidade do sono, saúde emocional e vitalidade estão entre alguns dos relatos importantes que fazem aumentar cada vez mais o número de esportistas vegetarianos.

Fonte: Revista Nutri On-line
Referências
ADA: Position of the American Dietetic Association: Vegetarian Diets. J Am Diet Assoc. 2009;109: 1266-1282.

Messina M, Messina V. Vegetarian diets for athletes. In: Messina M, Messina V, editors. The dietitian’s guide to vegetarian diets: issues and applications. Gaithersburg (MD): Aspen Publishers; 1996. p. 124-35, 354-67.

Fuhrman J, Ferreri DM. Fueling the vegetarian (vegan) athlete. Curr Sports Med Rep. 2010;9(4):233-41.

Couceiro P, Slywitch E, Lenz F. Padrão alimentar da dieta vegetariana. Einstein 2008;6 (3):365-373.

Davey G, Spencer E, Appleby P, Allen N, Knox K, Key T. Epic-Oxford: lifestyle characteristics and nutrient intakes in a cohort of 33883 meat-eaters and 31546 non meat-eaters in the UK. Public Health Nutr. 2003;6:259-269.

SVB. Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos. 2012.

Venderley AM, Campbell WW. Vegetarian diets: nutritional considerations for athletes. Sports Med. 2006;36(4):293-305.

Fonte: Nutrição Esportiva Brasil.

MINERAIS IMPORTANTES NA ALIMENTAÇÃO.

segunda-feira, 30 de maio de 2016 0 comentários
Confira a quantidade de alguns deles que são encontrados na natureza

- Fósforo:
853 mg de fósforo é a quantidade presente em 100 g (cerca de 1 xícara) de castanha de caju (crua). A versão torrada e salgada oferece menos (239 mg). O fósforo é muito importante para a saúde, principalmente para os ossos.

- Cobre:
1,36 mg de cobre é a média desse mineral encontrada em 100 g de mamão formosa. Raramente divulgado em tabelas nutricionais, o cobre é basicamente responsável pela produção de melanina (coloração da pele, dos pelos e dos olhos), além da formação de tecidos.

- Manganês:
4,05 mg de manganês é a quantia contida em 100 g de nozes. Para você ter ideia de como as nozes são ricas desse nutriente, a mesma quantidade de ervilha, por exemplo, tem apenas 0,28 mg. Para quem não sabe, o manganês ajuda na cicatrização de feridas e é essencial para o desenvolvimento dos ossos.

- Zinco:
5,2 mg de zinco pode ser encontrado em 100 g de gergelim (o pinhão, por exemplo, oferece 0,8 mg). O zinco é fundamental para o bom funcionamento do metabolismo do corpo.

- Magnésio:
347 mg de magnésio é a quantidade encontrada em apenas 100 g de linhaça. Basicamente, o magnésio é muito importante para os músculos, nervos e ossos.

Fonte: Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos (TACO)

ALIMENTOS VEGETAIS RICOS EM CÁLCIO.

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Mineral essencial para a saúde, o cálcio atua na construção e no fortalecimento dos ossos e muito frequentemente é associado a leite e derivados, como queijos.

Porém, é possível suprir sua recomendação diária, de 1000 mg para adultos, com o consumo de alguns alimentos de origem vegetal. Além disso, muitos dos leites vegetais encontrados no mercado são enriquecidos com o cálcio. Confira os cinco alimentos vegetais mais ricos no mineral e dicas sobre como melhorar sua absorção.

Confira a lista com 5 alimentos que são ricos em cálcio:
- 5º lugar Amêndoas: 269 mg em 100 g do alimento
Ótima opção para o lanche da manhã ou da tarde. Elas também podem ser batidas no liquidificador.

- 4º lugar Tofu: 345 mg em 100 g do alimento
O tofu soft pode ser usado em receitas de patês e pudins. Já o firme pode ser frito, assado ou compor receitas de hambúrgueres. A quantidade presente de cálcio varia de acordo com a marca.

- 3º lugar Folhas de uva: 363 mg em 100 g do alimento
Um clássico da culinária árabe, as folhas de uva geralmente são usadas para fazer charutinhos recheados com arroz e especiarias, como canela.

- 2º lugar Maca Peruana: 600 mg em 100 g do alimento
Em lojas de produtos naturais, você encontra o pó da maca peruana, que pode ser usado para compor vitaminas, sucos e saladas. Além de cálcio, ela fornece muita disposição.

- 1º lugar Gergelim: 975 mg em 100 g do alimento
A semente do gergelim agrega sabor a saladas, massas, pães e sobremesas. Tem ainda o tahine – a pasta de gergelim – que fica uma delícia com melado, tomate, pasta de berinjela (babaganuche) ou de grão-de-bico (homus).


Dicas
A absorção de cálcio pode ser prejudicada pela presença do ácido oxálico, um fator antinutricional presente em alimentos como espinafre, acelga, folhas de beterraba e cacau. Por isso, o ideal é evitar consumir os alimentos ricos em cálcio em conjunto com os que possuem grandes quantidades desse ácido. O sal também deve ser controlado, pois quanto maior a quantidade ingerida de sódio, maior será a quantidade de cálcio eliminada pela urina.

Outros alimentos ricos em cálcio, porém, mais difíceis de serem consumidos na quantidade de 100 g são: o coentro desidratado (1.246 mg), as folhas de louro (834 mg), a chia em pó (631 mg) e a alfavaca (258 mg).

Fontes: Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), Guia Alimentar de Dietas Vegetarianas (SVB) e Tese “Caracterização parcial de carboidrases do grão de amido e composição centesimal de raízes de maca”, Dra. Gerby Sanabria.

FIBRAS X ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA.

domingo, 15 de maio de 2016 0 comentários

E mais uma vez os estudos confirmam que a ALIMENTAÇÃO BASEADA EM PLANTAS tem efeitos benéficos à saúde humana. Sem dúvidas, se beneficiam mais os veganos e vegetarianos, mas os onívoros também podem começar a prestar mais atenção neste caminho... 

A ingesta de quantidades significativas de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes - típicos de uma dieta mediterrânea ou BASEADA EM PLANTAS - está ligada com um aumento da promoção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) benéficos para a saúde. Resultados encontrados em pesquisa publicada online pela revista Gut.

O estudo sugere que, apesar de recomendável, o indivíduo não precisa ser necessariamente vegetariano ou vegano para obter os benefícios.

Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que incluem acetato, propionato e butirato, são produzidos pelas bactérias no intestino durante a fermentação de fibras insolúveis da matéria vegetal contida na dieta.

Os AGCC têm sido associados com a promoção da boa saúde, incluindo a redução do risco de doenças inflamatórias, diabetes e doença cardiovascular. 

Os pesquisadores reuniram informações por um período de uma semana da dieta diária típica de 153 adultos divididos da seguinte forma: 

- 51 onívoros (que comem de tudo, incluso carnes e outros alimentos de origem animal)

- 51 veganos (não consomem qualquer alimento ou derivados de origem animal)

- 51 vegetarianos (consumem derivados como o mel, ovos e laticínios)

Os participantes viviam em quatro cidades geograficamente distantes na Itália. Eles também avaliaram os níveis de bactérias nos intestinos e os marcadores bioquímicos de processos celulares (metabólitos) em amostras de fezes e de urina. 

A dieta mediterrânea caracteriza-se pela alta ingesta de frutas, verduras, legumes, nozes e cereais; consumo moderadamente alto de peixe; consumo diário porém moderado de álcool; e baixo consumo de gordura saturada, carne vermelha e produtos lácteos. 

A maioria, (88%) dos veganos, quase dois terços dos vegetarianos (65%), e cerca de um terço (30%) dos onívoros consistentemente consumiram uma dieta predominantemente mediterrânea. 

A pesquisa mostrou padrões distintos de colonização microbiana de acordo com o hábito alimentar. 

Bacteroidetes foram mais abundantes nas amostras de fezes daqueles que consumiram uma dieta predominante de plantas, enquanto Firmicutes foram mais abundantes em amostras daqueles que consumiram uma dieta de base animal. 

Ambas as categorias de organismos (filos) contêm espécies microbianas que podem quebrar os hidratos de carbono complexos, resultando na produção de AGCC. 

Especificamente as bactérias Prevotella e Lachnospira foram mais comuns entre os vegetarianos e veganos, enquanto a bacteria Streptococcus foi mais comum entre os onívoros. 

Os níveis mais elevados de AGCC foram encontrados em veganos, vegetarianos, 
e naqueles que consistentemente seguiram uma dieta mediterrânea. 

Níveis de AGCC também foram fortemente associados com a quantidade de frutas, verduras, legumes e fibra consumida habitualmente, independentemente do tipo de dieta normalmente consumida. 

Por outro lado, os níveis de óxido de trimetilamina (OTMA) - um composto que tem sido associada à doença cardiovascular - foram significativamente menores nas amostras de urina de vegetarianos e veganos em comparação com as amostras dos onívoros. 

Além disto, quanto mais os onívoros adotaram uma dieta mediterrânea e mais rigorosa no consumo de plantas, mais BAIXOS seus níveis de OTMA. 

Os níveis de OTMA foram associados com a prevalência de micro-organismos
relacionados com a ingesta de proteínas animais e gorduras, 
incluindo a L-Ruminococcus (da família Lachnospiraceae). 

Ovos, carne de vaca, porco e peixe são as fontes primárias de carnitina e colina - compostos que são convertidos por micróbios do intestino em trimetilamina, e que então são processados pelo fígado e liberados na circulação como OTMA. 

Os pesquisadores ressaltaram não obstante que os níveis de AGCC podem variar com a idade e o sexo, e que o estudo não se propôs a estabelecer quaisquer relações causais. 

Mas, no entanto, eles sugerem que a dieta mediterrânea parece sim estar relacionada com a produção de AGCC benéficos para saúde. 

Eles concluem: "Fornecemos aqui evidências tangíveis do impacto de uma dieta saudável e de um padrão de dieta mediterrânea (OU BASEADA EM PLANTAS), sobre a microbiota intestinal e a regulação do metabolismo microbiano, todos fatores benéficos para a manutenção da saúde do hospedeiro." 

E acrescentam: "as dietas onívoras ocidentais não são necessariamente prejudiciais quando um certo nível de consumo de plantas está incluído na alimentação."

(*) Fonte: BMJ. "High dietary fiber intake linked to health promoting short chain fatty acids: Beneficial effects not limited to vegetarian or vegan diets." ScienceDaily.

Journal Reference: Francesca De Filippis, Nicoletta Pellegrini, Lucia Vannini, Ian B Jeffery, Antonietta La Storia, Luca Laghi, Diana I Serrazanetti, Raffaella Di Cagno, Ilario Ferrocino, Camilla Lazzi, Silvia Turroni, Luca Cocolin, Patrizia Brigidi, Erasmo Neviani, Marco Gobbetti, Paul W O'Toole, Danilo Ercolini. High-level adherence to a Mediterranean diet beneficially impacts the gut microbiota and associated metabolome. Gut, 2015; gutjnl-2015-309957 DOI: 10.1136/gutjnl-2015-309957

Matéria publicada pela Revista Inglesa GUT - em 29.09.2015
Tradução Fernando Trucco
Comentários Conceição Trucom *

Fonte: Doce Limão.

DIETA VEGETARIANA.

terça-feira, 26 de abril de 2016 0 comentários
O que eu coloco no lugar da carne? Essa é uma das principais dúvidas entre os novos vegetarianos. É muito prudente e importante cuidar do planejamento adequado da dieta vegetariana, mas esta pergunta incorre em alguns erros. O primeiro deles é a ideia de que o ajuste no cardápio para adequação a uma dieta vegetariana seria algo tão simples quanto a substituição de um alimento por outro. O outro erro é o aparente entendimento de que a carne precisa ser substituída.

Os nutrientes habitualmente fornecidos pela carne (proteína, ferro, vitaminas do complexo B...) devem sim receber o cuidado de estarem contemplados na dieta vegetariana, mas o equívoco está na falsa premissa de que a carne seria a principal fonte destes nutrientes, e de que os outros alimentos seriam apenas um complemento ou uma “substituição”. Tanto no que diz respeito às proteínas, quanto no que diz respeito ao ferro e aos outros nutrientes fornecidos pela carne, podemos encontrar fontes tão boas ou até superiores nos alimentos vegetais.

Outro erro é querer “trocar” a carne por um outro único alimento. A pessoa que adota uma dieta vegetariana deve ter clareza de que a sua dieta deverá passar por mudanças mais amplas para que todas as necessidades nutricionais do indivíduo sejam supridas. Muitos novos vegetarianos acabam simplesmente aumentando a ingestão de alimentos derivados de animais, como os ovos e os laticínios, ou passam a comer de maneira exagerada um determinada alimento, como a soja por exemplo.

Uma ingestão muito aumentada de ovos pode facilmente elevar os níveis de colesterol sanguíneo. Assim, em vez de aproveitar o potencial da dieta vegetariana em reduzir as taxas de colesterol, o vegetariano acaba sendo surpreendido por uma taxa elevada de colesterol.

Outra falha bastante comum é o aumento no consumo de laticínios, como forma de “compensação” pela retirada da carne. Os laticínios, além de terem uma poderosa capacidade alergênica, estão entre os alimentos mais pobres em ferro que podemos encontrar na natureza. Ao retirar da dieta um alimento rico em ferro (carne) e incluir no seu lugar um alimento pobre em ferro (leite, queijos, iogurtes), o risco de desenvolver anemia ferropriva é grande.

Escolher “substituir” a carne por um único alimento vegetal também incorre em outros erros, pois assim como os derivados animais, nenhum é idêntico a ela. E nem precisa ser, pois a dieta vegetariana pode ser muito mais rica e variada do que a dieta que onívora (que inclui as carnes). O desafio consiste em mudar paradigmas: a carne não é o centro da dieta, ela é apenas uma opção e, quando ela deixa de ser uma opção, é atotalidade da grande gama de alimentos vegetais que será capaz de suprir as nossas necessidades nutricionais.

Como exemplo, a proteína e o ferro podem ser fornecidos pelas castanhas e sementes (nozes, avelãs, castanha-do-Pará, castanha de caju, amêndoas, gergelim, semente de girassol) e pelas leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e derivados). Se as compararmos à carne, veremos que estes alimentos vegetais irão suprir as nossas necessidades destes nutrientes, mas com uma carga menor de gordura total e gordura saturada. Isto permite que haja espaço para a inclusão de outros alimentos que serão fontes de ainda outros nutrientes e assim a dieta se torna mais rica e mais completa. Quando a proteína e o ferro são fornecidos pelas castanhas e pelas leguminosas ao invés da carne, há ainda a vantagem de se estar consumindo mais fibras e outras substâncias protetoras, ao mesmo tempo em que não conseguimos fornecer a vitamina B12. Ou seja, ainda que as castanhas e leguminosas supram a nossa necessidade protéica e de ferro, elas trazem tanto vantagens quanto desvantagens sobre a opção pela carne.

Se considerarmos a qualidade desta proteína, veremos ainda que a ideia da “substituição”, nestes termos, fica ainda mais inviável. Isto não significa dizer que seja inviável suprir a nossa necessidade protéica com vegetais, significa apenas que a busca por um substituto vegetal idêntico à carne tem grandes chances de ser frustrada, pois é raro um alimento vegetal que contenha todos os aminoácidos essenciais. No entanto, uma combinação de alimentos vegetais garante a ingestão destes aminoácidos de forma completa e é aqui que encontramos a melhor ilustração deste paradigma inerente: se são raros os vegetais com um bom perfil de aminoácidos, como pode um vegetal suprir adequadamente a nossa necessidade destes? Um único vegetal raramente poderá, mas uma variedade de vegetais o fará tranquilamente, reforçando a ideia de que a adequação da dieta não está em um “substituto” à carne, mas na reforma global das escolhas alimentares.

Os maiores benefícios da dieta vegetariana advém justamente desta necessidade de variar a dieta. Para ser praticada com critério, a dieta vegetariana não pode se ater aos velhos hábitos que contam com uma variedade muito limitada de alimentos para manter o indivíduo razoavelmente saudável. Seja pela descoberta culinária ou pela necessidade de adequação da dieta, logo o novo vegetariano percebe a necessidade de explorar novos ingredientes, novas preparações, novas influências culinárias. O resultado é uma dieta bastante variada, que permite o consumo de uma gama maior de nutrientes, Mais do que isso, permite também o consumo de uma gama maior de substâncias protetoras (antioxidantes, fitoquímicos, fibras), um quesito essencial para elevar o estado de saúde de razoavelmente saudável a excelente.

Quando observamos estudos que apontam para os efeitos protetores da dieta vegetariana, é importante entender que a dieta vegetariana é mais saudável não apenas porque elimina do cardápio um alimento que é rico em substâncias nocivas ao organismo (gordura saturada, colesterol, contaminantes), mas também porque permite a inclusão de uma maior variedade de alimentos. A busca pelos nutrientes essenciais, diferentemente da busca por um substituto à carne animal, naturalmente leva o indivíduo a ampliar o seu cardápio. Com isto mudam as características da dieta, ampliando a ingestão dos elementos que nutrem e ainda dos fatores que protegem. Para se obter os melhores resultados para a saúde como um todo, o melhor substituo a carne animal está, portanto, na revisão do hábito alimentar como um todo e a informação é ponto chave para fazer isto com sucesso.

Fonte: Nutriveg.

FONTES DE PROTEÍNAS VEGETAIS.

sexta-feira, 8 de abril de 2016 0 comentários
Precisa mesmo de carne?
Se você já foi vegetariano alguma vez na vida, muito provavelmente perguntavam-lhe "como consegues obter suficiente proteína?" Muita gente pensa que é necessário consumir produtos de origem animal para obter as proteínas necessárias. Na verdade, muitos vegetais estão cheios de proteína e se você incorporar 2- 3 fontes de proteína nas suas refeições provavelmente atinge os níveis proteicos adequado.

O exemplo dos culturistas
Precisa de provas de que os vegetarianos ou vegan não sofrem carências de proteína? Basta olhar para a crescente popularidade do veganismo entre os praticantes de culturismo! Quando se treina com pesos pesados, como os culturistas fazem, precisamos de muito mais proteínas do que as doses normalmente recomendadas. Se fosse difícil obter proteína a partir de uma dieta vegan, não veríamos tantos culturistas a falar sobre os seus benefícios.

Afinal que proteínas precisamos?
A quantidade de proteína que você precisa na sua alimentação depende muito do seu peso e atividade física. Os americanos, de um modo geral, comem muito mais proteína diariamente do que precisam. A dose recomendada de proteína é 0.8 gramas por quilograma de peso corporal. Assim, se pesar 60 kilos, precisa de mais ou menos de 48 gramas de proteína por dia.

Como já referimos, você apenas precisa de 2 fontes de proteína em cada refeição para ficar equilibrado, podendo até reduzir para uma única fonte se esta for suficientemente rica. O que é importante é não confundir esta ideia com a prática desnecessária de combinação de proteínas.
Combinação de proteínas

As proteínas contêm aminoácidos, que são necessários para uma boa saúde. Há nove aminoácidos que o nosso corpo precisa para funcionar, e a maioria dos produtos de origem animal contêm estes nove aminoácidos. Contudo, à maior parte das proteínas de origem vegetal falta-lhes um ou dois tipos de aminoácidos e vegetais diferentes faltam-lhes aminoácidos diferentes.

É verdade que é necessário comer uma certa variedade de proteínas para obter todos os aminoácidos que o organismo necessita mas não da forma que a maioria dos métodos de combinação de proteína sugere. Na verdade você não precisa de absorver todos os nove aminoácidos na mesma refeição, nem mesmo todos os dias. Se consumir a variedade das proteínas descritas a seguir, ficará fantástico. Talvez até se dedique à musculação!
25 fontes de proteínas vegetais

Existem imensas fontes de proteínas vegetais. Certifique-se que come fontes variadas ao longo da semana e não precisa mais de se preocupar em obter as proteínas suficientes.

Sabemos que nem toda a gente vai comer todos estes 25 alimentos. Esta lista é apenas para começar. Feijões, cereais integrais e até frutas contem proteínas. Se alguns dos seus alimentos preferidos não estiverem nesta lista, sugiro que consulte informação especializada (ex:USDA Nutrition Database) para verificar o valor proteico de cada alimento.
1. Tempeh(soja) 
2. Lentilhas 
3. Leite de soja 
4. Edamame 
5. Seitan 
6. Tofu 
7. Ervilhas 
8. Arroz integral
9. Arroz branco 
10. Bróculos cozidos 
11. Sementes de girassol 
12. Quinoa 
13. Espinafres cozidos 
14. Abacate 
15. Pão Integral 
16. Feijão preto 
17. Caju 
18. Semola cozida 
19. Sementes de linhaça 
20. Sementes de chia 
21. Bulgar (trigo)
22. Manteiga amendoim 
23. Manteiga de girassol 
24. Batata vermelha 
25. Cevada