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LEITE EM PÓ, FAZ BEM À SAÚDE?

segunda-feira, 20 de agosto de 2018 0 comentários
Quando crianças, a maioria das pessoas experimentou, pelo menos uma vez, o tão famoso leite em pó. Sim, o produto faz sucesso no universo infantil, e tem, atualmente, uma gama de opções nas prateleiras dos supermercados: tem leite em pó para cada faixa de idade, acrescidos de vitaminas e minerais, integral, desnatado, semidesnatado, sem lactose, entre outros.

No entanto, muita gente fica com aquela dúvida a respeito desse tipo de leite: mas será que existe leite mesmo em sua composição ou o processamento químico do produto o transforma em qualquer outra coisa, menos em leite?

Do que é feito o leite em pó?
A resposta é muito simples. O leite em pó é um produto feito, basicamente, de leite. A grande diferença dele em relação à versão líquida é mesmo a forma de fabricação e processamento. O principal método para torná-lo um pó é desidratá-lo, retirando a água (o leite é composto de 90% de água).

Com isso, há uma diminuição considerável no volume de produto e uma melhora significativa na durabilidade dele. Enquanto o leite líquido dura, no máximo, três dias, na geladeira, o leite em pó pode durar até 1 mês, depois de aberto.
Leite em pó faz bem para a saúde?

Como não existe grande diferença entre a versão líquida e a em pó, os benefícios nutricionais são bastante similares. Vale lembrar que no processamento do leite em pó há sim alguma perda dos compostos originais da bebida.

Basta notar que, mesmo com bastante dedicação, o leite em pó diluído em água nunca fica igual à versão original. Além disso, alguns aditivos são acrescentados ao leite em pó para aumentar a durabilidade e fazê-lo ficar com “cara de leite”. Fora isso, o leite em pó é até mais recomendável pelo seu maior tempo de validade.
Mas há quem diga que leite (em geral) faz mal


Essa talvez seja a grande discussão a respeito do leite. Seja ele em pó ou na sua forma líquida, muitos são os grupos que questionam o seu uso pelo homem. Um dos estudos mais famosos foi publicado, em 2005, por T.Collin Campbell e Thomas M. Campbell. O livro chama-se The China Study e relaciona o consumo de leite ao aparecimento de uma série de doenças degenerativas e ao câncer. Evidentemente, nenhum estudo é conclusivo, mas sabe-se hoje que o leite é um alimento muito complexo para o organismo humano.

Por esse motivo não é recomendado para crianças menores de 1 ano. Nesse caso, o leite materno cumpre bem o papel de dar os nutrientes que os pequenos precisam no começo da vida.

Além do China Study, a Universidade de Harvard vem recomendando uma diminuição no consumo de leite, tendo em vista todas essas desvantagens do produto.

Pouca gente sabe mas há cálcio em diversos outros alimentos, como espinafre, brócolis, feijão e outras leguminosas. Não se sabe ao certo se a culpa é toda do leite, mas atualmente há um aumento considerável de casos de intolerância à lactose e outras alergias.

Por esse motivo, vale sempre pesquisar bastante uma alternativa mais saudável e conhecer bem os produtos ingeridos no dia a dia. Quem sai ganhando é a sua saúde.

Fonte: Greenme.

LEITE EM PÓ É TÃO NUTRITIVO QUANTO O PASTEURIZADO.

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Engana-se quem pensa que o leite em pó é menos nutritivo ou saudável do que o leite pasteurizado, aquele que é vendido refrigerado. O engenheiro químico Jorge Gut, pesquisador do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) e professor do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), afirma que o processo de produção do leite em pó não afeta o valor nutricional do produto, uma vez que é feito a partir da desidratação do leite pasteurizado, com controle da qualidade da matéria-prima.

“Trata-se de um produto de alto valor agregado e de custos de produção elevados, dada a sofisticação do processo”, afirma. A indústria, explica ele, utiliza nesse processo um equipamento chamado de spray dryer, ou secador por atomização. Formado por uma torre oca com um atomizador instalado na parte superior interna, o leite é bombeado através de um bico pressurizado (ou por um disco rotativo), que gera uma névoa de gotículas bem pequenas do líquido. Correntes de ar quente se encarregam do processo de evaporação da água.

Processo complexo – “Em poucos segundos, as gotículas de leite secam e formam um pó fino. O ar quente carrega estas partículas do spray dryer para um ciclone. Neste equipamento o ar gira como em um furacão. Como as partículas de leite são mais pesadas do que o ar, elas são deslocadas para a parede do equipamento e escorregam para a parte debaixo do ciclone, onde se coleta o leite em pó, enquanto o ar quente sai pela parte de cima do ciclone”, descreve Gut. Um filtro é instalado para não deixar partículas escaparem para o ambiente. 

Por serem muitas finas, as partículas do leite passam por outro processo, chamado de aglomeração, para garantir que o produto final seja facilmente solúvel em água. “Neste processo, as partículas se espalham em uma ‘cama’, chamada de leito fluidizado. Depois, são movimentadas até formar uma nuvem suspensa do pó, sobre a qual se aplica vapor de água. Isso possibilita reumidificar as partículas e aumentar seu tamanho. Como resultado, a dissolução em água pelo consumidor é mais rápida”, explica a vice-diretora e coordenadora de Transferência de Tecnologia do FoRC, Carmen Tadini, professora titular do Departamento de Engenharia Química da Poli-USP. 

Segundo ela, a introdução do leito fluidizado resolveu um problema para as indústrias. “Antes, para melhorar a solubilidade do leite em pó na água, adicionava-se um emulsificante. O mais comum era a lecitina de soja, mas começaram a surgir casos de alergia. Esse novo processo, desenvolvido na Alemanha, eliminou a necessidade do emulsificante”, conta.

Vida de prateleira – O processo de oxidação dos lipídios, caso da gordura do leite, é o principal responsável pela deterioração do leite em pó, podendo causar alterações indesejáveis de cor, sabor e aroma. Trata-se de uma série complexa de reações químicas, que ocorrem em presença do oxigênio e os ácidos graxos insaturados dos lipídios.

Por isso, a presença ou ausência de gordura no leite em pó, assim como o tipo de embalagem, definem a durabilida: ede do produto. O leite em pó desnatado, armazenado em lata, tem validade de até três anos, já que praticamente não tem gordura. Já o leite integral pode ter validade de até seis meses.

As embalagens, por sua vez, não permitem que o oxigênio do ar penetre e também isolam o produto da ação da luz. Além disso, antes de fechar a embalagem na fábrica, seja lata ou saco plástico aluminizado, retira-se de dentro o ar (que contém oxigênio) e coloca-se o nitrogênio, que é um gás inerte. Sem a presença de oxigênio dentro da embalagem, são retardadas as reações de oxidação, aumentando o período de validade do produto. Tudo isso sem a adição de conservantes. 

Você sabia?
O FoRC possui um spray dryer em escala piloto, que é usado para pesquisar novas aplicações do atomizador ou para testar a viabilidade do processo em diversos alimentos. O equipamento também dá respaldo às atividades de ensino, em uma disciplina do curso de Engenharia Química da Poli-USP. Recentemente, um grupo de pesquisa usou o equipamento para estudar o processo na secagem de extrato de café. Outra pesquisa verificou a viabilidade de transformar iogurte em pó. “São pesquisas importantes que geram avanços no conhecimento científico e que podem resultar em uma nova tecnologia para a indústria”, afirma a professora Carmen Tadini.

NUTRIENTES DO LEITE DE BÚFALA EM COMPARAÇÃO AO LEITE DE VACA.

sábado, 17 de fevereiro de 2018 0 comentários
Aos poucos começam a aparecer, nos supermercados, outros produtos à base de leite de búfala além da muçarela, já popularizada e cuja tradição e “receita” são italianas. Manteiga, ricota, cottage, requeijão, queijo coalho, parmesão e até “pecorino de búfala” já estão entre os produtos que alguns laticínios brasileiros vêm produzindo nos últimos anos. 

De acordo com estudos comparativos feitos por instituições como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o leite de búfala tem níveis maiores de gordura e possui mais cálcio, mais proteínas, mais carboidratos e mais vitamina A do que o leite de vaca.

“O leite de búfala tem entre 50% e 60% de sólidos a mais que o bovino. Do ponto de vista econômico isso é muito importante, já que mais da metade do leite produzido no mundo se come em forma de leite pulverizado, condensado ou processado em derivados. Os leites passaram a ter valor quanto maior a quantidade de sólidos que contêm”, explica Otávio Bernardes, que cria búfalos desde 1973. Ele exemplifica: “Com três litros de leite de búfala se faz um queijo frescal de um quilo. Se for feito com o leite de vaca, são necessários cinco ou seis litros”.

“Do ponto de vista nutricional, o leite de búfalas tem maior concentração de alguns nutrientes que o leite de vaca, caso das proteínas. Quanto aos minerais, muitos estão presentes em quantidades similares ao leite bovino, mas o cálcio, ferro e fósforo estão em quantidades maiores, assim como a vitamina A. Cabe lembrar que esse leite também tem maior teor de lipídios, o que é interessante do ponto de vista de produção de laticínios. Estudos que compararam lipídios do leite de búfala aos do leite de vaca concluíram que o primeiro tem menor concentração de colesterol por 100 g de lipídios. Porém, como a fração desse nutriente é maior no leite integral de búfalas, isso implica em maior teor de colesterol e lipídios saturados em relação ao de vaca”, explica a nutricionista Eliana Bistriche Giuntini, pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC – Food Research Center). Assim, segundo ela, o consumo do leite de búfala deve ser evitado por pessoas cujas dietas recomendam restrição de colesterol. Veja abaixo uma comparação das composições químicas dos dois tipos de leite. 

Alergia – Pesquisas recentes também mostram que o leite de búfala não possui a beta-caseína A1, proteína ligada ao aparecimento de uma série de doenças, como inflamações intestinais, e responsável pelo desencadeamento de alergias que muitas pessoas apresentam ao consumir leite de vaca, que geralmente tem beta-caseína A1 e A2.

“Pesquisas com leite de vaca têm mostrado que sintomas gastrintestinais similares aos da intolerância à lactose e outros, relativos ao sistema imune, decorrentes de seu consumo, podem ser atribuídos a um produto da digestão da beta-caseína A1: a beta-casomorfina-7 (BCM-7). Em estudo com animais, a BCM-7 provocou alterações nas funções intestinais – como amplitude e frequência das contrações intestinais e aumento da secreção de muco –, além da supressão da proliferação de linfócitos, que são células de defesa do organismo”, esclarece Eliana.

Algumas raças bovinas têm maior proporção de beta-caseína A2 (como a raça Gir), mas depende também da genética dos pais, mesmo sendo ambos da mesma raça. Para produzir leite bovino somente com beta-caseína A2 é necessária uma seleção do rebanho (melhoramento genético), o que começou a ser feito na Nova Zelândia, que já está produzindo esse tipo de leite bovino.

No caso do rebanho bubalino não há necessidade de nenhuma intervenção, uma vez que ele não tem a beta-caseína A1. “Nenhuma raça de bubalino tem a beta-caseína A1. Só a A2”, diz Bernardes. A beta-caseína A2 não produz o peptídio (fragmento de proteína) BCM-7, pois tem estrutura diferente da A1. Para pessoas que têm sensibilidade a esta última, a substituição do leite de vaca por leite de búfala pode ser uma opção interessante.

Fique atento!
Nem toda bolinha de muçarela que está na prateleira do supermercado é de búfala. Algumas marcas fazem um produto misto de leite de búfala e de vaca (atente para o rótulo) e outras oferecem a chamada fior di latte, que é a bolinha de muçarela de leite de vaca. Geralmente, são produtos mais baratos.

Parte do texto em Alimentos sem mitos.

RELAÇÃO ENTRE LEITE E EMAGRECIMENTO.

sexta-feira, 17 de junho de 2016 0 comentários
Novos Estudos Comprovam a Relação do Leite com o Emagrecimento

1) Existe relação entre o consumo de leite e perda de peso?
O leite é muito conhecido pela importante função que um dos seus nutrientes principais, o cálcio, exerce na formação de ossos e dentes. No entanto, há algum tempo vem se discutindo a importância da ingestão de leite e seus derivados para uma dieta saudável e nutritiva. Segundo o recente estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition, pela pesquisadora Marta Van Loan, PhD. da Universidade da Califórnia (EUA), o consumo da bebida pode ajudar também no processo de perda de peso e, com isso, prevenir problemas como a obesidade. 

O artigo mostra que populações de diferentes faixas etárias que consomem leite são mais magras e menos predispostas a obesidade. Além disso, programas de emagrecimento com dietas ricas em leite apresentam maiores taxas de perda de peso, quando comparadas a dietas pobres neste alimento. 
De acordo com o estudo, isto acontece porque o alto teor de cálcio presente no leite estimula a queima de gordura no organismo, o aumento de peso. Já a falta de cálcio estimula as células de gordura a aumentar seus estoques, e diminui a queima de gordura. Outro mecanismo da ação do cálcio é baseado no fato deste nutriente ter o potencial de se ligar a molécula de gordura e, com isso, impedir sua absorção pelas células. 

2) Profissionais da área da saúde recomendam o leite em dietas de emagrecimento?
No Brasil, profissionais da área da saúde apostam no alimento como um importante coadjuvante no processo de emagrecimento. O consumo regular é recomendado para as suas pacientes e os resultados podem ser facilmente observados. O leite, por seu alto teor de proteínas, está relacionado ao aumento da sensação de saciedade. Além disso, as proteínas também favorecem os processos de crescimento e renovação dos músculos e por isso é um alimento importante para praticantes de exercícios. Em relação ao efeito do cálcio na prevenção da obesidade e na manutenção do peso, observa-se um resultado efetivo conforme o consumo ao longo do tempo.
O ideal é que uma pessoa ingira entre 1000mg e 1200mg de cálcio por dia. Como o leite é a principal fonte deste nutriente, se a pessoa ingerir apenas leite para alcançar a recomendação de cálcio, o consumo deve ser de três a quatro copos por dia 

A conclusão do artigo propõe que o leite, além de nutritivo e do papel importante que exerce no controle do peso corporal, deve ser utilizado por pessoas de todas as idades. Trata-se de um alimento rico em cálcio, proteínas e outros nutrientes, como fósforo e zinco, que atuam de forma importante na nutrição do corpo 

3) Qual é a quantidade de cálcio contida em uma porção de leite?


Alimento                         Porção (ml)    Cálcio (mg)

Leite desnatado               236                  288
Leite semidesnatado        236                  283
Leite integral                   236                  278

Fonte: Nutrição em Pauta.

DÚVIDAS SOBRE TOMAR OU NÃO LEITE?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016 0 comentários
No mundo de hoje, há dois tipos de pessoas: as que toleram a lactose e as que não. Se você está no segundo grupo, não tem opção a não ser restringir os lácteos ou eliminá-los (conforme o grau de intolerância que tiver) para evitar problemas. Mas inclusive se você não tem dificuldade de ingerir leite e derivados, possivelmente acredita que esses alimentos possam causar danos ou prejudicar sua saúde; talvez tenha lido ou ouvido todo tipo de afirmações, muitas delas contraditórias, pois esse líquido branco suscita fortes paixões e fobias entre críticos e partidários. Não há motivo para o temor, como diz Giuseppe Russolillo, presidente da Fundação Espanhola de Dietistas-Nutricionistas: “Os membros da comunidade científica, e os nutricionistas em particular, veem o leite como o alimento biologicamente completo e muito apto para o consumo humano.”

Para poder digerir o açúcar do leite é necessário uma enzima chamada 'lactase'. Na Europa, onde a capacidade de produção dessa enzima aumentou, entre 70% e 90% da população a produzem (mas isso pode mudar ao longo da vida)

A seguir, apresentamos algumas afirmações sobre o leite que podem confundir o consumidor. E oferecemos a informação para responder, com rigor, a essas sentenças frequentes.

“A maioria da população mundial não pode beber leite”

É verdade. Estima-se que dois terços da população mundial não podem ingerir a lactose depois dos oito anos. Um poderoso argumento para que essa maioria restrinja os lácteos (iogurtes e alguns queijos costumam ser bem digeridos pela maioria dos que têm intolerância, assim como pequenas quantidades de outros laticínios) ou não os consuma nos casos mais extremos. Para poder digerir o açúcar do leite, é necessária uma enzima chamada lactase. Na Europa, onde a capacidade de produção dessa enzima aumentou, entre 70% e 90% da população a produz (embora isso possa mudar ao longo da vida). Na Ásia e na África, ao contrário, a maioria dos habitantes são intolerantes, com taxas que superam 90% em muitos lugares. Por outro lado, existe a alergia ao leite (mais exatamente à sua proteína), que não tem nada a ver e afeta uma porcentagem mínima da população – em geral, menos de 1%. Além disso, a alergia costuma ser transitória. Um conselho pode ser útil para quem sofre dela: não tome lácteos. Já para você que não tem intolerância nem é alérgico, mesmo que se compadeça e se solidarize com os demais, a afirmação que encabeça esse parágrafo não o impede de se deleitar.

No ano passado, só 0,09% do leite analisado apresentou uma quantidade de antibióticos acima dos limites que estabelece a legislação

“O ser humano é o único animal que bebe leite após a amamentação"

Também é certo. Isso porque o ser humano é o único animal que desenvolveu a agricultura e pecuária. Também é o único que cozinha feijoada, que joga futebol e diz obviedades. Os traços que nos tornam humanos são exatamente os que apenas nós desenvolvemos – muitos deles bons, outros nem tanto. Além disso, embora a frase aí de cima geralmente seja aplicada como argumento contrário, poderia ser perfeitamente a favor. Há cerca de 8.000 anos, um grupo de humanos utilizou o leite para se alimentar na Europa e, com o tempo, acabou desenvolvendo a capacidade de digeri-lo. E onde o hábito foi adotado, a adaptação (ao longo de gerações) foi majoritária, de modo que a digestão da lactose parece mais uma vantagem evolutiva que um inconveniente.
“Os produtos lácteos contêm muita gordura saturada”

Há muitos outros alimentos que também fornecem cálcio, como os legumes e as frutas secas, e sua absorção pode ser inclusive melhor

Para começar, há lácteos desnatados que praticamente não contêm gordura alguma. Entre os demais, alguns têm porcentagens modestas (o leite integral tem 3,6% e um iogurte não desnatado tem ao redor de 3%). Esse é um terreno escorregadio, onde a evidência científica parece colocar em xeque ideias que estavam muito arraigadas. Como explica o nutricionista Juan Revenga, durante um tempo pensou-se que todas as gorduras saturadas eram ruins, mas novos estudos mostram que não se pode generalizar e que as provenientes do leite podem inclusive ser benéficas para a saúde.

“O leite está cheio de antibióticos e hormônios aplicados às vacas”

Começando pelo final, dar hormônios aos animais é uma prática proibida há anos. Aplicar antibióticos para fomentar o crescimento também é (na União Europeia desde 2006). Miguel Ángel Lurueña, doutor em ciência e tecnologia dos alimentos e autor do blogGominolas de Petróleo, explica que os antibióticos só podem ser empregados em situações específicas, exclusivamente para fins de tratamento. “Caso sejam administrados, é necessário respeitar um tempo de espera para conseguir que o animal metabolize essas substâncias, a fim de que não estejam presentes no leite (ou na carne) em quantidades que possam representar um risco à saúde humana. Quem menos deseja que haja resíduos de antibióticos no leite é a indústria de alimentos: a presença dessas substâncias traz enormes inconvenientes, entre eles a impossibilidade de elaborar laticínios fermentados como queijo e iogurte. Isso porque os antibióticos podem impedir o desenvolvimento das bactérias que entram em sua elaboração”, diz Lurueña. A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) publica todo ano um relatório mostrando os resultados do controle que realiza periodicamente sobre os alimentos. No relatório do ano passado, apenas 0,09% do leite analisado apresentou uma quantidade de antibióticos acima dos limites estabelecidos por lei.

“O leite favorece o câncer”

Sobre esse tema não há conclusões científicas sólidas. Ou seja: se favorece ou impede o desenvolvimento do câncer, não seria de forma determinante, posto que não existe uma clara evidência de uma coisa ou de outra. Em todo caso, os estudos realizados vão na linha do que resume a Escola de Saúde Pública de Harvard: “Enquanto o cálcio e os lácteos podem reduzir o risco de câncer de cólon, um alto consumo desse grupo de alimentos poderia, possivelmente, aumentar ao mesmo tempo o risco de câncer de próstata e de ovário.” Os especialistas tomam essa afirmação com cuidado, já que foram encontradas correlações, mas não causalidades: ou seja, não se sabe se o que provoca um aumento ou uma redução dos tumores seja o leite; pode haver outros fatores na equação. “Esses valores tão estreitos não deveriam ser utilizados para fazer recomendações radicais ou excludentes demais”, conclui Luis Jiménez, químico e autor do livro Lo que dice la ciencia para adelgazar (“O que diz a ciência para emagrecer”).

“O leite produz catarro e favorece o resfriado”

A comunidade científica não tem dúvidas sobre isso. É um mito sem nenhum fundamento. O pediatra Carlos González explica desse modo: “Como o catarro é um mecanismo de defesa das vias respiratórias contra as infecções, poderia-se considerar que essa é uma vantagem do leite. No entanto, vários estudos realizados com um grupo placebo (leite de vaca ou de soja com substâncias que maquiam a diferença do sabor) mostraram que isso não acontece. O leite não produz muco.”

“Os lácteos contribuem para a osteoporose”

Não parece que seja assim. Como dizia numa entrevista de 2013 Sergio Calsamiglia, catedrático do Departamento de Ciência Animal e dos Alimentos da Faculdade de Veterinária da Universidade Autônoma de Barcelona, nos últimos 25 anos foram realizadas 138 pesquisas a respeito. E apenas duas indicaram uma maior incidência de osteoporose entre consumidores de leite. Na imensa maioria ocorreu o contrário. Calsamiglia afirma que esse panorama continua vigente. A Escola de Saúde Pública de Harvard conclui que o consumo de lácteos e cálcio parece “reduzir o risco de osteoporose”, como apontam dezenas de pesquisas.

E no outro extremo, alguém poderia dizer: “O leite é um alimento imprescindível para ter ossos saudáveis”

Isso é totalmente correto? O leite é uma rica fonte de cálcio, que é importante para os ossos. Portanto, os nutricionistas costumam recomendar sua ingestão para o aporte desse mineral. Mas o leite está longe de ser o único alimento que contém cálcio. Muitos outros também o oferecem, como os legumes e as frutas secas, e sua absorção pode inclusive ser melhor nesses casos. Além disso, como explica Revenga, para ter uma saúde óssea adequada existem muitos fatores em jogo. “A presença de cálcio na dieta é só um deles (e não tem por que ser o mais importante); também influem, e de forma importante: a adequada presença de vitaminas D e K; não consumir vitamina A em excesso; ter um adequado, não excessivo, aporte de proteína; não tomar refrigerante em excesso; e ter um padrão de vida ativo”, afirma.

Conclusão: Se você tem intolerância à lactose, é melhor não ingerir lácteos (ou consumir só alguns e em pequenas quantidades). Se tem alergia à proteína do leite, também deve evitá-los. Mas se não se enquadrar nos casos anteriores e gostar do leite e dos seus derivados, aproveite-os e saiba que o leite é um alimento completo cujo consumo habitual tem uma grande quantidade de benefícios em quantidades moderadas. Se você não gosta de lácteos, não quer toma-los, odeia-os, é filosoficamente contra eles por algum motivo ou quer se solidarizar com os que não podem prová-los, escolha outros alimentos que proporcionem uma dieta equilibrada. Nenhum é imprescindível.

Fonte: El País.

LEITE DE CABRA TEM CARACTERÍSTICAS FUNCIONAIS.

segunda-feira, 1 de junho de 2015 0 comentários
Mesmo pouco comum na dieta dos brasileiros, o leite de cabra pode ser encontrado em receitas de queijos, bebidas lácteas, iogurtes e mesmo sorvetes. Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o produto mobiliza uma rede que conta com 18 mil produtores e resulta em um total de 35 milhões de litros por ano no Brasil.

Sendo uma alternativa para quem não pode ingerir leite de vaca ou simplesmente quer variar, os nutrientes do leite de cabra apresentam inúmeros benefícios para o organismo. Quer incluir a bebida em sua alimentação? Conheça suas principais características, curiosidades e indicações.

Benefícios do leite de cabra
Embora a quantidade de gorduras e nutrientes que compõem o leite de cabra e o de vaca sejam semelhantes, o primeiro possui características específicas de composição que trazem mais benefícios ao organismo humano. Com partículas de gordura menores, ele facilita a digestão e permite que vitaminas, sais minerais e proteínas sejam absorvidos mais facilmente.

Por conta de suas semelhanças, o valor calórico de ambos também é parecido. Os nutricionistas e os médicos costumam indicar o leite caprino, em especial, para quem possui intolerância ao leite de vaca e, por conta da facilidade na digestão, também para crianças e idosos.

Disponível principalmente em mercados maiores, o leite de cabra já pode ser encontrado, inclusive, na versão em pó. As duas opções, porém, custam um preço mais elevado que as embalagens do leite de vaca.

O leite de cabra também causa outros efeitos no organismo. Ele ajuda, por exemplo, a melhorarproblemas digestivos. O leite caprino pode ter efeito sobre inflamações como úlcera e gastrite, e ainda diminuir a acidez do estômago.

Ele proporciona melhor circulação. Por conta dos níveis de potássio que possui em sua composição, ajuda a regular a pressão arterial. Ainda, dá mais energia ao corpo, um efeito das proteínas presentes na bebida. A dica é especialmente válida para crianças.

Leite de cabra com características funcionais
A descoberta dos benefícios do leite de cabra fez com que surgissem novas pesquisas relacionadas ao produto. Na Embrapa, por exemplo, a ênfase tem sido na produção de alimentos probióticos e prebióticos, que auxiliam as atividades do intestino.

"Os prebióticos estimulam seletivamente a população de probióticos, que são os micro-organismos benéficos. Esses, por sua vez, integram-se a essa população ambiente intestinal e lá realizam atividades relacionadas ao controle de patógenos, à resistência do sistema imunológico, à produção de nutrientes e à digestão da lactose", explica Karina Olbrich, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ).

O resultado das pesquisas realizadas até agora são produtos como os queijos caprinos probióticos do tipo coalho, cremoso e minas frescal. Também, bebida láctea probiótica à base de leite e soro de cabra, nos sabores goiaba e graviola, e sorvete potencialmente probiótico de cajá e chocolate.

Além disso, a Embrapa identificou características benéficas em micro-organismos que fazem parte da produção de alimentos que utilizam o leite caprino. Entre as principais, a possibilidade de reduzir a pressão arterial, de regular o intestino e de combater diarreias.

ALIMENTOS QUE SACIAM A FOME.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013 0 comentários

Frutas frescas e secas com molho de iogurte

Ingredientes

. 1/2 abacaxi
. 2 goiabas vermelhas
. 4 kiwis
. 1/2 melão
. 30 morangos
. 2 papaias
. 1 xícara (chá) de damasco seco
. 1 xícara (chá) de nozes
. 2/3 de xícara (chá) de amendoim picado
. 1 1/4 de xícara (chá) de uva-passa preta
. 1 1/2 xícara (chá) de iogurte natural
. 1/3 de xícara (chá) de açúcar mascavo
. Gergelim a gosto

Modo de preparo

1. Corte as frutas frescas em lâminas e disponha de forma decorativa em uma travessa grande e rasa ou em taças individuais. Cubra com filme plástico e leve para gelar.

2. Numa tigela, bata o iogurte com o açúcar e reserve. Se quiser, junte as sementes.

3. Corte o damasco em lascas e pique as nozes.

4. Na hora de servir, salpique metade das frutas secas por cima das frutas frescas arrumadas na travessa. Finalize com o restante das frutas secas.

Dica: adicione, se desejar, amêndoas picadas ou em lascas.
Fonte: m de mulher
Alimentar-se a cada três horas, uma das regras de ouro do emagrecimento saudável, não só garante o bom funcionamento do metabolismo (essencial para queimar gordurinhas) como ajuda a evitar exageros à mesa. Mas se a sensação de fome aparece nesse intervalo, obrigando-a a beliscar uma bolachinha ali e um doce acolá, é sinal de que está na hora de abastecer o prato com alimentos que causem saciedade sem colocar a dieta em risco. Saiba quem são seus aliados nesse desafio!
Ovo
De acordo com Fernanda Furmankiewicz, nutricionista da academia Cia Athletica, unidade Kansas, na capital paulista, o ovo é uma excelente pedida para enganar a fome, já que apresenta taxas elevadas de proteína, nutriente que demora mais para ser metabolizado pelo organismo.

Quando precisar fazer um lanche rápido no almoço ou jantar, pode consumi-lo com pão integral, combinação ideal para deixá-la satisfeita. “Só não vale incluir carne, outra fonte de proteína”, alerta Ana Paula de Souza, nutricionista da Clínica de Nutrição Santé, de Maringá (PR).


Oleaginosas
Nozes, castanhas e avelãs fazem parte desse grupo, bastante conhecido por carregar boas doses de gorduras mono e poliinsaturadas, consideradas saudáveis para o organismo. “Como elas também são digeridas de forma mais lenta, ajudam a prolongar a sensação de saciedade”, revela Fernanda. Para tirar proveito dessa propriedade, procure consumir cerca de três sementes meia hora antes do almoço.


Frutas
Elas são carregadas de fibras, outro composto que retarda a digestão. “Além disso, as frutas possuem uma enzima que inibe o metabolismo do carboidrato. Por isso, aumentam o tempo da sensação de saciedade”, lembra a profissional paulista.

Segundo Ana Paula, a banana nanica é uma ótima escolha, principalmente para ser consumida no lanche da manhã – por volta das 10 horas –, pois impede abusos no almoço. “Sem contar que ela evita a ansiedade, já que é rica em triptofano, um aminoácido que melhora a produção de serotonina, responsável pela sensação de prazer”, completa a nutricionista.


Vegetais folhosos
“Eles são ricos em fibras e se misturam a outros alimentos dentro do estômago, proporcionando saciedade. Dessa forma, reduzem a fome até a próxima refeição”, explica Maribel Melos, nutricionista funcional de Porto Alegre (RS). Bons representantes desse grupo: alface, rúcula, couve, repolho, espinafre e agrião.


Leite desnatado
Isento de gordura e rico em proteína, esse tipo de leite pode ser misturado a sucos e batido com frutas para proporcionar maior satisfação, impedindo ataques à geladeira. Para a nutricionista da clínica Santé, ele é indicado principalmente à noite, algumas horas após o jantar, quando bate muita vontade de beliscar.


Queijo
Assim como o leite e o ovo, o queijo é considerado uma fonte exemplar de proteína. Dessa forma, também funciona como um freio para barrar a fome fora de hora. “Prefira o tipo branco ao amarelo, pois a quantidade de gorduras é menor”, ensina Fernanda, nutricionista da Cia Athletica.

Quem aproveita para dar outra dica é Ana Paula, profissional paranaense: “Se passar três horas após o jantar e ainda estiver acordada, coma uma fatia de queijo branco. Para dar sabor, pode temperá-lo com azeite e orégano”.


Grãos e cereais integrais
Maribel conta que substituir itens refinados pelos integrais é uma boa para ficar saciada por mais tempo. Isso porque eles contêm muitas fibras, que fazem volume no estômago e ainda retardam a liberação de glicose no sangue – quando isso acontece, a fome demora mais a aparecer.

A analista de meio ambiente Érica Camargo, 33 anos, conta que aposta na aveia para segurar a compulsão alimentar: “Sinto que ela prolonga o efeito de satisfação. Por isso, gosto de colocá-la em vitaminas, mingais e salpicada em saladas de frutas”. Outras boas fontes de cereais são o arroz, trigo, centeio, entre outros.

No caso dos grãos, como se não bastasse a presença marcante de fibras, alguns ainda ostentam níveis elevados de proteína, como o feijão, a lentilha e a soja, contribuindo bastante para desacelerar a digestão.
 
Fonte: Saúde Ig, Alimentos que dão saciedade favorecem a dieta. Acesso em 26/09/2013.