Google Analytics Alternative
Mostrando postagens com marcador Gorduras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gorduras. Mostrar todas as postagens

OS PERIGOS DOS POLI-INSATURADOS.

quinta-feira, 12 de abril de 2018 0 comentários
OS PERIGOS DOS POLI-INSATURADOS
O público tem sido alimentado com uma grande quantidade de desinformação sobre as relativas virtudes das gorduras saturadas em comparação com os óleos poli-insaturados. Os gurus das dietas politicamente corretas nos dizem que os óleos poli-insaturados nos fazem bem e que as gorduras saturadas causam câncer e doenças cardíacas. Como resultado, mudanças fundamentais têm ocorrido nas dietas ocidentais.

Na virada do século XX, a maioria dos ácidos graxos na dieta alimentar era de saturados ou monoinsaturados, fundamentalmente da manteiga, banha, sebo, gordura de coco e pequenas quantidades de azeite de oliva. Hoje a maioria das gorduras na dieta é de poli-insaturados de óleos vegetais, derivados principalmente da soja, bem como do milho, cártamo e canola.

As dietas modernas podem conter até 30% de calorias na forma de óleos poli-insaturados, porém a pesquisa científica indica que essa quantidade é demasiadamente elevada. As melhores evidências indicam que a nossa ingestão de poli-insaturados não deve ser maior que 4% das calorias totais, na proporção aproximada de 2% de ácido linolênico ômega-3 e 2% de ácido linoleico ômega-6.30

Um consumo de EFA nessa faixa ideal é encontrado em populações nativas de regiões temperadas e tropicais, cuja ingestão de óleos poli-insaturados vem de pequenas quantidades dos legumes, grãos, nozes, hortaliças verdes, peixes, azeite de oliva e gorduras animais, mas não de óleos vegetais comerciais.

O excessivo consumo de óleos poli-insaturado tem demonstrado contribuir para um grande número de doenças, inclusive aumento de câncer e doenças cardíacas; disfunções do sistema imunológico; danos no fígado, pulmão e órgãos reprodutivos; distúrbios digestivos; diminuição na capacidade de aprendizagem; crescimento prejudicado; e aumento de peso.31

Uma das razões de os poli-insaturados causarem tantos problemas de saúde é que eles tendem a ficar oxidados ou rançosos quando submetidos ao calor, oxigênio e umidade, como no cozimento e processamento. Os óleos rançosos são caracterizados por radicais livres (um átomo ou grupo de átomos contendo um elétron desemparelhado na órbita externa). Esses compostos são extremamente reativos quimicamente.

Eles têm sido caracterizados como “saqueadores” do organismo, pois atacam as membranas das células e os glóbulos vermelhos e causam danos nas cadeias de DNA/RNA, desencadeando dessa forma mutações nos tecidos, vasos sanguíneos e pele. Os danos dos radicais livres causam rugas e envelhecimento precoce, preparam o terreno para os tumores e iniciam o acúmulo de placas nos vasos sanguíneos.

Então, não é de se admirar que exames e estudos tenham repetidamente demonstrado uma alta correlação entre câncer e doenças cardíacas com o consumo de poli-insaturados.32 Novos indícios relacionam a exposição a radicais livres com o envelhecimento precoce, doenças autoimunes (como a artrite) e com o mal de Parkinson, doença de Lou Gehrig, mal de Alzheimer e cataratas.33

EXCESSO DE ÔMEGA-6
Os problemas associados com excesso de poli-insaturados são exacerbados pelo fato de que a maioria dos poli-insaturados nos óleos vegetais comerciais se encontra na forma de ácido linoleico ômega-6 duplamente insaturado, contendo muito pouco do vital ácido linolênico ômega-3 triplamente insaturado. A proporção, em alguns destes óleos, pode chegar a 40 partes de ômega 6 para uma parte de ômega 3.

Pesquisa recente revelou que um excesso de ômega-6 na dieta alimentar cria um desequilíbrio que pode interferir na produção de importantes prostaglandinas.34 Essa ruptura pode resultar numa tendência crescente de formar coágulos sanguíneos, inflamações, pressão alta, irritação do trato digestivo, repressão da função imunológica, esterilidade, proliferação de células, câncer e aumento de peso.35

FALTA DE ÔMEGA-3
Vários pesquisadores têm argumentado que, juntamente com um excesso de ácidos graxos ômega-6, a dieta alimentar norte-americana é deficiente no ácido linolênico ômega-3, mais insaturado. Esse ácido graxo é necessário para oxidação das células, para metabolizar importantes aminoácidos que contêm enxofre, e para manter o equilíbrio adequado na produção de prostaglandinas. Essas deficiências têm sido associadas com asma, doenças cardíacas e deficiências de aprendizagem.36

A maioria dos óleos vegetais comerciais contém muito pouco ácido linolênico ômega-3 e grandes quantidades de ácido linoleico ômega-6. Além disso, as modernas práticas agrárias e industriais têm reduzido a quantidade de ômega-3 nos óleos vegetais disponíveis no mercado, nos ovos, peixes e carnes. Por exemplo, ovos orgânicos de galinhas que se alimentam de insetos e plantas verdes, podem conter ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 na boa proporção de aproximadamente um para um (1:1). Mas os ovos comerciais de supermercado podem conter até 19 vezes mais ômega-6 que ômega-3… 37

Fonte: Parte do texto em Flavio Passos.

DIFERENÇAS ENTRE ÓLEO DE COCO E TCM.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017 0 comentários
Os motivos pelo qual o óleo de coco é muito conhecido estão associados à presença dos ácidos graxos de cadeia média (TCMs) contidos nele, onde se destacam os ácidos láurico, cáprico e caprílico. O ácido láurico representa, em média, 47% da composição do óleo de coco e, por isso, acaba recebendo mais destaque. Presente em grande quantidade no leite materno, o ácido láurico exerce importante ação antimicrobiana, antiviral e antifúngica. Já os ácidos cáprico e caprílico, mais conhecidos pelas suas funções energéticas, também estão presentes no óleo de coco, porém em menores quantidades.1

O MCT oil ou TCM, como é chamado no Brasil, não deve ser confundido com o óleo de coco tradicional. Suplementos de TCM combinam apenas os ácidos caprílico e cáprico, geralmente na proporção de 7 vezes mais concentrados do que o óleo de coco. Essa maior concentração deve-se ao fato de que os ácidos caprílico e cáprico desempenham funções direcionadas em especial ao fornecimento rápido de energia aos músculos e cérebro.

Além do fornecimento de energia, os metabólitos dos ácidos cáprico e caprilíco, chamados de corpos cetônicos, promovem maior sensação de saciedade, efeito termogênico, melhora das funções cognitivas, dentre outros benefícios. TCM é uma fonte de energia importante em dietas cetogênicas ou low carb.2-6

Dietas com baixa ingestão de carboidratos necessitam de fontes alternativas de energia. TCM é uma fonte de gordura saudável e, quando adicionado aos shakes, saladas e utilizado no preparo do bulletproof coffee, fornece energia que estimula o estado de cetose nutricional, condição em que o organismo utiliza a gordura como principal fonte de energia ao invés do carboidrato, tornando-se assim um queimador de gorduras.

DIETA CETOGÊNICA: consiste em dieta rica em gorduras saudáveis, muito baixa em carboidratos e adequada em proteínas que proporciona ao organismo o alcance do estado de cetose nutricional.

Principais diferenças entre MCT e Óleo de coco
Óleo de coco
• Prevalência de ácido láurico (C12) – 47%, em média 
• Pobre em ácido caprílico (em média, 7%) e cáprico (em média, 6%)
• Sabor característico de coco
• Solidifica em temperaturas abaixo de 25°C

MCT
• Constituído por 60% de ácido caprílico e 40% de ácido cáprico, fontes de energia rápida
• Não possui ácido láurico (C12)
• Sabor e aroma neutros
• Não solidifica
• Maior solubilidade
• Menor valor calórico

REFERÊNCIAS:
1. Ribeiro, Lair Geraldo Theodoro. The Scientific Truth About A Super Functional Food Denominated Coconut Oil. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, 2017.

2. St-Onge et al. Impact of medium and long chain triglycerides consumption on appetite and food intake in overweight men. Eur J Clin Nutr., 2014.

3. Miriam E. Clegg et al. Combined medium-chain triglyceride and chilli feeding increases diet-induced thermogenesis in normal-weight humans. Eur J Nutr., 2012.

4. M-P St-Onge and PJH Jones. Greater rise in fat oxidation with medium-chain triglyceride consumption relative to long-chain triglyceride is associated with lower initial body weight and greater loss of subcutaneous adipose tissue. International Journal of Obesity, 2003.

5. M-P St-Onge et al. Medium- versus long-chain triglycerides for 27 days increases fat oxidation and energy expenditure without resulting in changes in body composition in overweight women. International Journal of Obesity, 2003.

6. Cunnane et al. Can Ketones Help Rescue Brain Fuel Supply in Later Life? Implications for Cognitive Health during Aging and the Treatment of Alzheimer’s Disease. HYPOTHESIS AND THEORY, 2016.

DHA: POR QUE DEVE FAZER PARTE DE SUA DIETA.

segunda-feira, 17 de julho de 2017 0 comentários
O DHA é importante para o seu organismo, e o seu bom funcionamento. Na realidade ele desempenha um papel essencial em seu cérebro e é absolutamente crucial durante a gravidez e infância.

O ácido docosahexaenóico ou DHA é um dos mais importantes ácidos graxos ômega-3.

E como a maioria das gorduras omega-3, ele está ligado a muitos benefícios à saúde.

Para você ter uma ideia, esse ácido faz parte de cada célula do seu corpo, desempenha um papel vital em seu cérebro e é absolutamente crucial durante a gravidez e infância.

Se o seu corpo não consegue produzi-lo em quantidades adequadas, você precisa inclui-lo em sua dieta.

Neste artigo, eu explico tudo o que você precisa saber sobre o DHA.

O Que É O DHA
O ácido docosahexaenóico (DHA) é um ácido gordo de cadeia longa omega-3, encontrado principalmente em frutos do mar, como peixes, mariscos, óleos de peixe e alguns tipos de algas.

Ele é um componente presente em cada célula do seu corpo e um componente estrutural vital da sua pele, olhos e cérebro (1, 2, 3).

Na verdade, o DHA se torna mais de 90% dos ácidos graxos ômega-3 em seu cérebro e até 25% de seu conteúdo de gordura total.

Tecnicamente, ele pode ser sintetizado a partir de um outro ácido gordo de origem vegetal omega-3, chamado ácido alfa-linolénico (ALA).

No entanto, este processo é muito ineficiente, e apenas 0,1-0,5% de ALA é convertido em DHA no seu corpo.

Além do mais, a conversão também depende de níveis adequados de outras vitaminas e minerais, bem como a quantidade de ácidos graxos ômega-6 em sua dieta.

Então, se seu corpo não consegue produzir DHA em quantidades significativas, você deve partir para dieta ou suplementos.
Como Funciona

O DHA é um ácido gordo insaturado com 6 ligações duplas. Em outras palavras, isto significa que ele é muito flexível.

Ele está localizado principalmente nas membranas das células, onde faz com que as membranas e lacunas entre as células fiquem mais fluidas.

Isto facilita, por exemplo, que as células nervosas enviem e recebam sinais elétricos, que é o seu modo de comunicação.

Sim! Níveis adequados de DHA tornam mais fácil, mais rápido e mais eficiente a comunicação das células nervosas (olha só a sua importância!).

Níveis baixos deste ácido em seu cérebro ou nos olhos pode retardar a sinalização entre as células, resultando em deficiência visual ou função cerebral alterada.

O DHA também possui várias outras funções no corpo. Por exemplo, ele combate a inflamação e reduz as triglicérides no sangue.
Principais Fontes Alimentares De DHA

Se você quer aumentar seus níveis de DHA, anote aí: ele é encontrado principalmente em frutos do mar, como peixes, crustáceos e algas.

Vários tipos de peixe e seus derivados são excelentes fontes de DHA, fornecendo até vários gramas por porção.

São eles:
– Cavalinha;
– Salmão;
– Arenque;
– Sardinhas;
– Caviar.

Alguns óleos de peixe, como óleo de fígado de bacalhau, fornecem 1 grama de DHA em uma colher de sopa (10-15 ml).

Mas tenha em mente que alguns óleos de peixe também podem ser ricos em vitamina A, que é prejudicial em grandes quantidades.

Outra fonte de DHA, mas em pequenas quantidades, são as carnes e produtos lácteos vindos de animais alimentados com capim.

No entanto, pode ser difícil obter DHA suficiente apenas com a dieta.

Se você não come regularmente os alimentos mencionados acima, tomar um suplemento pode ser uma boa ideia.

Benefícios Do DHA
1-Efeitos Sobre o Cérebro
O DHA é o ômega-3 mais presente no cérebro e desempenha um papel crítico no desenvolvimento da sua função.

Colocando em números, os níveis cerebrais de outros ácidos graxos ômega-3, tais como EPA, são tipicamente 250-300 vezes mais baixos.

Assim, o ácido DHA é extremamente importante para o crescimento do tecido do cérebro, especialmente durante o seu desenvolvimento e na infância.

Encontramos o ácido docosahexaenóico principalmente na matéria cinzenta do cérebro, e os lóbulos frontais são particularmente dependentes dele durante o desenvolvimento.

Essas partes do cérebro são responsáveis pelo processamento de informação, memórias e emoções.

São importantes também para a atenção, planejamento e resolução de problemas, desenvolvimento social, emocional e comportamental.

Nos seres humanos, a deficiência de DHA no início da vida tem sido associado com dificuldades de aprendizagem, ADHD, agressividade e vários outros distúrbios.

Além disso, estudos ligaram níveis baixos na mãe a um risco aumentado de desenvolvimento neural e visual deficientes na criança.

Pesquisas mostraram que bebês de mães que consumiram 200 mg por dia a partir da 24ª semana de gestação até o parto tiveram melhoras na visão e resolução de problemas.

2-Benefícios para o Envelhecimento Cerebral
O envelhecimento do cérebro causa estresse oxidativo, metabolismo energético alterado e danos no DNA.

A estrutura do cérebro também muda, o que reduz o seu tamanho, peso e teor de gordura.

Curiosamente, muitas dessas alterações também são observados quando os níveis de DHA diminuem.

Isso inclui propriedades da membrana alterados, perda de memória, atividade da enzima alterada e a função dos neurônios alterados.

3-Encefalopatias
A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência nos idosos.

Ela afeta cerca de 4,4% dos adultos com mais de 65 anos e causa impactos na função do cérebro, humor e comportamento.

Alterações na memória episódica estão entre os primeiros sinais de mudanças cerebrais em adultos mais velhos.

Isso significa ter dificuldade em recordar acontecimentos que ocorreram em um tempo e lugar específicos.

Curiosamente, os pacientes com doença de Alzheimer têm menores quantidades de DHA no cérebro e no fígado, enquanto os níveis de EPA e DPA são elevados.

Estudos mostram que níveis de DHA superiores no sangue estão ligados a um risco reduzido de desenvolvimento de demência e doença de Alzheimer.

4-Efeitos nos Olhos e Visão
O DHA é um componente da membrana muito importante no olho.

Ele ajuda a ativar uma proteína chamada rodopsina, que recebe imagens de seus olhos, alterando a permeabilidade da membrana, fluidez, espessura e outras propriedades dentro do olho.

Uma deficiência de DHA pode causar problemas de visão, especialmente em crianças.

Portanto, alimentos infantis são, geralmente, enriquecidos com DHA, o que ajuda a prevenir a deficiência de visão em bebês.

5-Efeitos sobre a Saúde do Coração

Os ácidos graxos ômega-3 são associados a um risco reduzido de doença cardíaca.

Por outro lado, níveis baixos estão associados com um risco aumentado da doença.

Isso se aplica especialmente para os ácidos graxos ômega-3 de cadeia longa encontrados em óleos de peixes gordos e peixes, tais como EPA e DHA.

Outros Benefícios Do DHA
– Triglicérides no sangue: os ácidos graxos de cadeia longa ômega-3 podem reduzir triglicérides no sangue em até 30%.

– Pressão arterial: Os ácidos graxos ômega-3 podem reduzir a pressão arterial em pessoas com pressão arterial elevada.

– Níveis de colesterol: Os óleos de peixe e ômega-3 podem reduzir o colesterol total e aumentar o HDL em pessoas com níveis elevados de colesterol.

– Função endotelial: pode proteger contra a disfunção endotelial, que pode causar doenças de coração.

Outros Benefícios
O DHA também pode te proteger contra outras doenças:
– Artrite: reduz a inflamação no corpo e pode aliviar a dor e a inflamação nas articulações das pessoas com artrite.

– Câncer: dificulta a sobrevivência de células cancerígenas.

– Asma: pode reduzir os sintomas da asma, bloqueando a secreção de muco e reduzindo a pressão arterial.

A Importância Da Gestação Á Infância
Ele é essencial durante os últimos meses de gravidez e no início da vida de um bebê.

Bebês até os dois anos de idade têm mais necessidade do ácido graxo do que as crianças mais velhas e adultos.

Isso porque o cérebro cresce rapidamente e para isso, precisam de grandes quantidades de DHA para formar estruturas de membrana de células vitais no cérebro e olhos.

Os estudos em animais mostram que as dietas deficientes em DHA durante a gravidez, lactação e desmame limitam o fornecimento da substância para o cérebro do bebê em cerca de 20% dos níveis normais.

A deficiência está associada a alterações na função cerebral, incluindo dificuldades de aprendizagem, alterações na expressão genética e deficiência visual.

Quanto DHA O Seu Corpo Precisa
A quantidade ideal depende de cada organismo, por isso, é importante se consultar com seu médico

Suplementos de DHA são geralmente seguros. No entanto, ingerir mais de 2 gramas por dia não tem nenhum benefício adicional e não é recomendado.

Curiosamente, a curcumina – o composto ativo em cúrcuma – pode melhorar a absorção de dele no corpo.

Ela está relacionada com muitos benefícios para a saúde, e estudos em animais mostraram que pode aumentar os níveis de DHA no cérebro.

Portanto, a curcumina pode ser tão útil quanto a suplementação com DHA.
Considerações E Efeitos Prejudiciais

A suplementação de DHA são geralmente bem toleradas pelo organismo.

No entanto, o ômega-3 funciona como anti-inflamatório e pode diluir o sangue.

Consequentemente, muito ômega-3 pode causar o afinamento do sangue ou sangramento excessivo.

Se você planeja passar por cirurgia, deve parar a suplementação de ômega-3 com uma ou duas semanas de antecedência.

Também fale com o seu médico antes de tomar ômega-3 se você tem distúrbio de coagulação do sangue ou toma medicamentos para diluir o sangue.

Espero que tenha ficado claro que ele é parte vital de cada célula do seu corpo, especialmente as células do cérebro e dos olhos.

É também uma parte essencial do desenvolvimento e função do cérebro.

ÁCIDO GRAXO PRESENTO NO AZEITE PODE MELHORAR REGENERAÇÃO MUSCULAR.

quinta-feira, 6 de julho de 2017 0 comentários
Experimentos em animais analisaram efeitos da suplementação com ácidos linoleico (presente no óleo de girassol) e oleico (presente no azeite de oliva) no processo de regeneração muscular. Suplementação com ácido oleico apresentou bons resultados. Fotomontagem – Imagens: Wikimedia Commons

No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, pesquisa investiga estratégicas terapêuticas para melhorar a capacidade de recuperação do tecido muscular esquelético após lesão. O trabalho do pesquisador Phablo Abreu verificou o efeito da suplementação com ácidos oleico (existente no azeite de oliva) e linoleico (existente no óleo de girassol) no processo de regeneração do músculo gastrocnêmio, a “batata da perna”, em ratos. O estudo mostra que o ácido oleico otimizou a capacidade regenerativa e a função contrátil (contração que gera movimento) do músculo lesionado. O estudo foi orientado pelo professor Rui Curi, do ICB, e co-orientado por Sandro Hirabara.

O tecido muscular esquelético é constituído por células alongadas altamente organizadas, responsáveis pela contração muscular, que permite, por exemplo a locomoção, além de apresentar a capacidade plástica de adaptar-se a condições internas e ambientais. “Uma importante característica deste tecido é a capacidade de se reparar após lesão”, afirma Abreu. “Quando não regeneradas, as lesões podem levar à perda de massa muscular e à formação de tecido cicatricial (fibroso), resultando em reparo incompleto.”

O ácido oleico é um ácido graxo monoinsaturado da família ômega 9, enquanto que o ácido linoleico é um ácido graxo polinsaturado ômega 6. Ambos são abundantes na dieta ocidental. “A dieta dos povos do Mediterrâneo é rica em óleo de oliva, que contém muito ácido oleico, e está associada à redução no risco de doenças cardiovasculares e diabete”, lembra o pesquisador. “O ácido linoleico, abundante no óleo de girassol, por sua vez, é essencial para o desenvolvimento saudável dos seres humanos”, aponta.

Formação de tecido e regeneração
Sabe-se que alguns ácidos graxos, como os ácidos oleico e linoleico, exercem efeito pró-proliferativo no músculo liso (com características diferentes do esquelético) de vasos sanguíneos, podendo regular o crescimento muscular. “No entanto, há poucos trabalhos sobre o envolvimento dos ácidos graxos na formação de tecido muscular (miogênese) in vitro e não há estudo envolvendo ácidos graxos e a regeneração do músculo esquelético in vivo”, como observa Abreu. “Por este motivo, neste trabalho optou-se por analisar os efeitos da suplementação com os ácidos graxos sobre proteínas estruturais da fibra muscular, e também na função contrátil no processo de regeneração do músculo esquelético.”

Verificou-se que a suplementação com o ácido linoleico comprometeu a regeneração do músculo esquelético lesionado, causando redução da massa muscular, elevação de tecido fibroso e recuperação parcial da função contrátil. “Essa função é realizada por células especializadas chamadas fibras musculares, as quais se contraem sob estimulação, gerando movimento”, aponta o pesquisador. “O ácido oleico, por sua vez, atenuou o quadro de reparo incompleto, otimizando a capacidade regenerativa e a função contrátil do músculo lesionado.”
Como acontece

O mecanismo de ação do ácido oleico envolve aumento da expressão de MyoD (marcador de diferenciação ou passo inicial do comprometimento dessas células com a miogênese e geração de mioblastos para formação do músculo esquelético) em células-tronco musculares e de desmina (proteína que integra a arquitetura ou citoesqueleto da fibra muscular madura ou adulta) em miotubos diferenciados. “Miotubos são fibras musculares esqueléticas praticamente maduras, formadas pela fusão de mioblastos durante, por exemplo, estágio de desenvolvimento ou reparo”, destaca Abreu.


A ação do ácido oleico também levou à diminuição de PCNA (marcador de proliferação celular), colágeno e fibronectina em fibroblastos, células que têm como função a síntese de componentes, como o colágeno, da matriz extracelular presente no músculo. “Quando a expressão de fibroblastos durante a regeneração é exacerbada, seus componentes são comumente utilizados como marcadores de fibrose e perda de função muscular”, observa o pesquisador. “A diminuição de PCNA, fibronectina e colágeno indica que a deposição de tecido fibroso durante a regeneração foi diminuída, restaurando a função muscular.”

Abreu ressalta que os resultados obtidos nesta pesquisa precisam ser reforçados com mais estudos, permitindo observar novos marcadores que reforcem as descobertas a respeito do efeito do ácido oleico. “Serão necessários dados adicionais para poder dizer com segurança se a utilização de ácidos graxos específicos na dieta, durante período de regeneração muscular, pode ou não prejudicar o processo de reparo deste tecido”, afirma.

Fonte: Usp.

MANTEIGA X MARGARINA

quarta-feira, 5 de julho de 2017 0 comentários
Ambas são alimentos lipídicos, servem para comer com pão e afins, para cozinhar e fritar alimentos. Ambas já foram demonizadas e santificadas pela mídia especializada em saúde. Mas os pontos comuns param aí. De acordo com Fabiana Hoffman Sardá, pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC - Food Research Center), a grande diferença está justamente no tipo de gordura que cada uma possui. “A manteiga tem gordura animal. Já na margarina, a gordura é vegetal – pode ser óleo de palma, de palmiste, de soja.”

Segundo ela, uma porção de uma colher de sopa de manteiga (ou 10 g) tem 80% de gorduras totais. “Destas, 50% a 60% são gorduras saturadas. As gorduras saturadas são mais abundantes nas fontes animais”, explica, lembrando que o consumo excessivo de gorduras saturadas vem sendo conectado à ocorrência de doenças cardiovasculares e processos cardiovasculares negativos, como LDL alto, por exemplo. Por serem de origem animal, também contêm colesterol.

Já as margarinas, Fabiana divide em dois tipos: as comuns e as mais leves, com apelo mais saudável. “Nas usuais, em uma porção de 10 g, encontramos 70% a 80% de ácidos graxos, ou gorduras, sendo 25% de ácidos graxos saturados. Nas mais leves, essa porcentagem cai para algo entre 30% e 40%. Nestes casos, as gorduras são substituídas por água ou emulsificantes, também de origem vegetal”, revela.

De acordo com a pesquisadora, os óleos vegetais utilizados nas margarinas mais leves têm o perfil mais balanceado entre os ácidos graxos polinsaturados e monoinsaturados, gorduras consideradas mais saudáveis do que as saturadas e as gorduras trans. E nenhuma margarina, ou óleo vegetal, tem colesterol, embora algumas marcas coloquem essa informação em seus rótulos, como se fosse um benefício exclusivo.

“Nas margarinas comuns, há alguns anos, era habitual a utilização de gorduras trans, isso antes do mundo atentar para a questão do risco que elas representam. Hoje em dia existem até margarinas comuns com zero de gorduras trans. Nesses casos, essa informação vem escrita no rótulo.”

A melhor escolha é sempre o bom senso: se o recomendável é a ingestão de 60 g de lipídios por dia (em uma dieta de 2000 kcal – 8400 kJ), pode incluir nesta conta aquele pãozinho com manteiga ou margarina, mas sem exagero, porque ainda há as gorduras dos próprios alimentos e as usadas em suas preparações. Nunca é demais lembrar que pessoas com problemas cardiovasculares ou histórico familiar de eventos cardíacos devem maneirar no consumo de ácidos graxos saturados. 

LIPÍDEOS NA DIETA.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017 0 comentários
Nas décadas de 1980 e 1990, a comunidade médica apresentou inúmeras evidências científicas sobre os perigos da ingestão elevada de gorduras para a saúde. Uma verdadeira "fat fobia" que fez muitas pessoas excluírem todos os tipos de gorduras da alimentação. O discurso mudou nos últimos anos e atualmente várias publicações falam dos benefícios de seu consumo. Até um possível efeito "queimador de gorduras" foi atribuído a alguns tipos de lipídios, em particular à gordura do coco. Mas, afinal, ingerir gorduras é bom ou ruim?

A resposta vai depender do tipo de gordura e da quantidade de lipídios que estamos ingerindo. A gordura é um dos componentes essenciais da dieta humana, pois, entre outras coisas, é ela que fornece maior quantidade de energia, quando comparada aos carboidratos e proteínas. Também auxilia no transporte e na absorção de vitaminas lipossolúveis, como A, D, E e K pelo intestino. Alguns tipos de lipídios participam da composição de nossas membranas celulares. Portanto, seu consumo acaba sendo fundamental para o processo de recuperativo. Uma ingestão reduzida de gorduras pode afetar a produção natural de hormônios anabólicos, como a testosterona.

Na maioria dos casos, recomendamos que aproximadamente 30% da ingestão calórica seja de lipídios (em casos particulares, utilizo estratégias com uma ingestão maior de gordura dietética). Desses 30%, cerca de 2/3 devem provir de gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, as chamadas "boas gorduras". Como exemplo, podemos citar: abacate, azeite de oliva, oleaginosas (castanhas, nozes, amendoim), gordura de peixes (salmão, sardinha), linhaça e chia. A ingestão de "boas gorduras" pode ajudar na redução da pressão arterial, do colesterol LDL (ruim), dos triglicérides, e pode colaborar para o aumento do colesterol HDL (bom), que funciona como fator de proteção para o coração e para o sistema vascular. Não bastassem esses benefícios, as boas gorduras também ajudam a controlar os sintomas da tensão pré-menstrual, a fortalecer o sistema imune, e na formação das membranas celulares.

Muitas vezes a suplementação, principalmente com ácidos graxos ômega 3, acaba sendo interessante. Os peixes de águas profundas e frias (salmão, bacalhau, truta, atum, sardinha e etc.) são os campeões de ômega 3. Óleos de peixe e de linhaça também têm ótimos níveis desse tipo de gordura. Mas, se no dia a dia é difícil ingerir regularmente esses alimentos, os suplementos podem garantir a dose diária necessária com bastante praticidade. Os principais constituintes dos ácidos graxos ômega 3 são os ácidos eicosapentaenoico (EPA) e docosahexaenóico (DHA). O EPA possui um papel fundamental no cérebro, enquanto o DHA desempenha um papel estrutural.

Os ácidos graxos ômega-3 constituem uma classe especial de ácidos graxos poli-insaturados. Em geral, a ingestão adequada desse tipo de gordura está associada com efeitos benéficos à saúde. São utilizados com sucesso no tratamento de várias patologias, e sua carência está relacionada a problemas neurológicos e visuais.

Além dos benefícios relacionados à saúde, também são excelentes para a melhora da performance em atividades físicas. Eles podem alterar a composição da membrana muscular, resultando na melhora do transporte da glicose e na redução da degradação proteica. Observa-se, ainda, menor resposta inflamatória após o treinamento e maior estímulo na produção de testosterona e hormônio do crescimento. Com isso, sua ingestão dietética ou suplementação pode auxiliar no aumento da massa magra, da força muscular e da potência aeróbica. No caso de atletas ou praticantes de atividades físicas intensas, recomenda-se a suplementação com uma dosagem entre 2 e 4 gramas ao dia. Observar sempre as concentrações de EPA e DHA, pois muitos suplementos à base de ômega 3, apresentam baixas concentrações, sendo necessária a administração de muitas cápsulas. 

Já as gorduras hidrogenadas, como a margarina e alguns alimentos industrializados, devem ser evitados ao máximo. O processo (introdução de moléculas de hidrogênio em sua composição) que dá um aspecto mais sólido à gordura vegetal (líquida em temperatura ambiente) tem custo baixo para a indústria e aumenta a "vida de prateleira" do produto. A gordura hidrogenada se comporta em nosso organismo como uma gordura saturada, ou seja, dependendo da quantidade, a ingestão dessas gorduras pode aumentar o risco de doenças vasculares, como a hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e a arteriosclerose.

Já o óleo de coco, rico em triglicerídeos de cadeia média (TCM), possui uma rápida absorção pelo organismo, sendo uma boa opção energética. Para pessoas com dietas controladas em carboidratos, o uso de óleo de coco é uma boa opção, principalmente nos momentos relacionados ao exercício (pré-treino). 

Em um passado não muito distante era comum preparar os alimentos com "banha de porco", consumir as versões mais gordurosas dos laticínios e comprar cortes gordos de carne sem peso na consciência. Hoje, mesmo com a utilização de óleos vegetais no preparo dos alimentos, laticínios com teores reduzidos de gordura e a consciência de que é melhor comer carnes magras, a incidência de doenças cardíacas tem aumentado consideravelmente. 

Por que será que isso acontece?
Simples! A população de maneira geral reduziu a ingestão de gordura, mas aumentou a ingestão de carboidratos refinados, principalmente de açúcar, associado a uma considerável redução no gasto energético! 

Portanto, não adianta procurarmos um "vilão" ou um "mocinho" em nossa alimentação. Tudo vai depender da distribuição e da qualidade das refeições feitas ao longo do dia, da associação dos nutrientes com atividade física, dentre outros fatores. Procure a orientação de um nutricionista! Viva em dieta, Viva melhor!

ENDOTOXEMIA METABÓLICA.

segunda-feira, 30 de maio de 2016 0 comentários
Em uma pessoa com peso normal existem 10 a 15 % de macrófagos no tecido adiposo
EM UMA PESSOA COM PESO NORMAL EXISTEM 10 A 15 % DE MACRÓFAGOS NO TECIDO ADIPOSO
As células adiposas de um obeso possuem 50 a 60% de macrófagos
AS CÉLULAS ADIPOSAS DE UM OBESO POSSUEM 50 A 60% DE MACRÓFAGOS
As figuras mostram as células adiposas de uma pessoa magra e uma pessoa com alto percentual de gordura. Observe que acúmulo de gordura aumenta a infiltração de macrófagos, células responsáveis pela fagocitose de substâncias estranhas ao organismo (Odegaard e Chawla, 2012).

Esta infiltração aumenta a inflamação e a resistência à insulina no tecido. Um dos responsáveis por esta inflamação é o LPS - Lipopolissacarídeo (componente de membrana celular de bactérias gram negativas) que pode atravessar o intestino e chegar às células adiposas. O LPS é uma toxina que provoca uma forte resposta pelo sistema imune. Macrófagos que entram em contato com o LPS promovem resposta inflamatória. 

Pessoas com dietas ruins, estresse elevado ou consumo excessivo de remédios tem alteração na permeabilidade intestinal. Com isso mais LPS chega à corrente sanguínea. A figura a seguir mostra uma série d fatores que afetam o intestino (Ananthakrishnan, 2015) causando disbiose e aumentando a permeabilidade intestinal.


Quando a alteração da permeabilidade é devido ao LPS se denominada endotoxemia metabólica. Ela promove resistência à insulina, inflamação no tecido adiposo e maior chance de infiltração de macrófagos M1. Dependendo do local da inflamação pode aparecer celulite, esteatose hepática, obesidade, aumentar o risco de diabetes e outras doenças.

Quando emagrecemos nossa própria gordura pode começar a liberar no sistema toxinas que estavam anteriormente acumuladas devido ao nosso contato com medicamentos, pesticidas, metais pesados, etc. Assim, a inflamação sistêmica acaba aumentando e gerando mais hiperplasia e hipertrofia do tecido adiposo. Assim, fica difícil emagrecer.



Estudos mostram que o tecido adiposo inflamado mobiliza muito macrófago M1 (Ota, 2013).

FONTE: OTA, 2013

Por isso, para emagrecer ou desinflamar você precisará tratar o intestino e fornecer nutrientes que ajudem seu fígado a eliminar toxinas. Além disso precisará inibir macrófagos M1. Para tanto é importante aumentar interleucina 10, que por sua vez é aumentada pelas células Treg (T reguladoras). Estas células aumentam na presença de probióticos (que reparam o intestino), vitaminas A e D, DHA (ômega-3) e complexo B (Kunisawa & Kiyono, 2013). Diminuem com dietas ricas em gordura, no estresse oxidativo e na presença de glúten (Issazadeh-navikas, Teimer & Bockermann, 2012).

Moral da história? Para emagrecer, reduzir celulite, risco de resistência à insulina, disbiose, risco de esteatose e diabetes a dieta balanceada é muito importante. Para reduzir toxinas reduza o consumo de industrializados e dê preferência a alimentos orgânicos. Além disso faça acompanhamento com um nutricionista para avaliar a necessidade de suplementação.

Fonte: Nutri Yoga.

A IMPORTÂNCIA DO ÔMEGA 3 NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS.

quarta-feira, 18 de maio de 2016 0 comentários
Em 1994, o comitê em aspectos médicos de controle de alimentos publicou um relato com evidências em vários determinantes nutricionais da doença cardíaca. Um destes foi o efeito benéfico do óleo de peixe e seus constituintes, incluindo ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 na agregação plaquetária e tendência a inibir a trombose.

A recomendação diária emergente desta discussão em particular foi de 0.2g de ácidos graxos poliinsaturados ômega-3. Desde então, evidência extensa tem sido publicada com referência aos benefícios à saúde do óleo de peixe e seus constituintes, os ácidos graxos docosahexaenóico (DHA) e eicosapentaenóico (EPA).

Os ácidos graxos, tipicamente, têm sempre número de átomos de carbono, variando de 16 a 26. Os com ligações simples entre átomos de carbono adjacentes são chamados de saturados, enquanto que os com pelo menos uma dupla ligação C=C são chamados insaturados.

Os ácidos graxos poliinsaturados têm duas ou mais dessas ligações na sua cadeia. O DHA (20:6), como exemplo, é um ácido graxo ômega-3 com 22 átomos de carbono e seis duplas ligações. O termo ômega-3 indica que, contando do metil terminal da molécula, a primeira dupla ligação está localizada entre o terceiro e o quarto carbono.

DHA e EPA são sintetizados pelo precursor ômega-3 ácidos alfa-linolênico (ALA), enquanto ácidos graxos poliinsaturados ômega-6, como o ácido araquidônico (AA) são sintetizados a partir do precursor ácido linoléico (LA). ALA e LA são essenciais na dieta humana, pois nenhum desses pode ser sintetizado endogenamente por humanos; e as famílias de ômega-3/ômega-6 não podem ser interconvertidas.

Na teoria, a habilidade para converter ALA a EPA e DHA significa que humanos não têm necessidade de suplementar de forma exógena estes ácidos. Entretanto há duas razões pelas quais isto não é uma verdade definitiva. Primeiro, o caminho de síntese para ambas famílias de ômega-3 e 6 utilizam a enzima delta-6-desaturase. Esta enzima, que é vital para conversão de ALA a DHA e EPA, tem preferência por ALA, mas a presença de altos níveis de LA pode trocar as atividades que convertem ALA a EPA e DHA e, possivelmente, diminuir o nível plasmático desses ácidos.

Trabalho de revisão publicado este ano por Ruxton e colaboradores, no Journal of Nutritional and Dietetics, traz a atualização sobre o uso dos ácidos graxos ômega-3 em saúde humana, sintetizados a seguir:

Doença cardiovascular
A doença cardiovascular é comum no mundo ocidental. Informações sobre esta patologia e dieta têm mostrado tendência a focar em ácidos graxos saturados e poliinsaturados. Estudo epidemiológico por Hu e cols, realizado com 84.688 mulheres, encontrou que a morte por doença cardiovascular é 50% menor em consumidores que ingerem peixe cinco vezes por semana. Trabalhos clínicos de distribuição aleatória e controlados têm demonstrado que os ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 têm papel na prevenção secundária de doença cardiovascular.

Doença inflamatória
Há evidências crescentes de estudos em animais e humanos que os ácidos graxos poliinsaturados ômega-3 têm um efeito imunomodulador em várias patologias associadas à inflamação, como artrite reumatóide, doença de Crohn, colite ulcerativa, psoríase, asma, lúpus e fibrose cística. Na doença inflamatória intestinal, evidências dos efeitos de óleo de peixe na condição são conflitantes. Estudos de distribuição aleatória em concentrações variadas têm relatado ou melhora significativa ou efeito leve ou moderado na colite ulcerativa ativa, porém efeito modesto na recorrência da doença.

Já uma revisão do Cochrane sobre o efeito de ômega-3 na asma encontrou melhora dos sintomas e uso de medicação, porém sem efeitos consistentes. Não foi encontrado nenhum risco, sugerindo o suplemento ser seguro a esses pacientes. Na artrite reumatóide os efeitos de suplemento de ômega-3 têm demonstrado modular o sistema imune e reduzir a ação de compostos inflamatórios.

Sistema nervoso central
Informações na função de DHA no cérebro foram obtidas de animais experimentais, porém dado a importância de DHA no desenvolvimento precoce do cérebro, tem sido aceito como lógico que o estado pobre de ômega-3 tem efeito adverso no bebê.

Um estudo de distribuição aleatória em mulheres grávidas usando ômega-3 foi realizado, sendo que os bebês foram acompanhados até os quatro anos de idade. Aqueles cujas mães receberam suplemento de ômega-3 tiveram avaliação mais alta nos testes de processamento mental.

Saúde mental
O suplemento de ômega-3 tem também demonstrado ser benéfico em depressão e desordens bipolares. Em uma revisão em 23 países, Hibbeln e colaboradores encontraram que tanto baixo conteúdo de DHA no leite materno quanto o baixo consumo de alimento marinho foram associados às maiores taxas de depressão pós-parto.

Função cognitiva
Demência é uma desordem comum entre idosos. Sua prevalência aumenta com a idade para mais de 30% entre aqueles com mais de 85 anos de idade. Grandes estudos epidemiológicos têm identificado o consumo de óleo de peixe com um fator protetor potencial contra demência. Autores têm relatado a melhora de escores de demência com a suplementação de DHA aos pacientes. Os autores concluem ao final da revisão que o aumento da ingestão de ácidos graxos ômega-3 pode ter impacto positivo na saúde de grande parte da população.

Referências bibliográficas
1. Ruxton CHS, Reed SC, Simpson MJA, Millington KJ. The health benefits of omega-3 polyunsaturated fatty acid: a review of the evidence. J hum nutr dietet, 20:275-285

PARA QUE SERVEM OS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA?

domingo, 15 de maio de 2016 0 comentários
Para que servem os ácidos graxos de cadeia curta? 
Ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são ácidos graxos orgânicos, contendo de um a seis átomos de carbono. São produzidos por meio da fermentação de carboidratos e proteínas ingeridos pela dieta, como fibras, prebióticos e probióticos. Essa fermentação é realizada por bactérias anaeróbicas, principalmente dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus, presentes no intestino grosso. O crescimento dessas bactérias é, portanto, benéfico para a saúde intestinal e, ao mesmo tempo, inibe o crescimento de bactérias patogênicas. Dessa maneira, a composição da dieta influencia diretamente a produção dos AGCC. Os AGCC produzidos em maior abundância são o acetato, o propionato e o butirato.

O aumento da concentração de AGCC também pode trazer efeitos benéficos para os sintomas da constipação. Isso porque esses ácidos graxos são capazes de aumentar o volume fecal e reduzir o tempo de trânsito intestinal. Além disso, os AGCC são rapidamente absorvidos e oxidados pelos colonócitos (células do cólon), suprindo em aproximadamente 60% a 70% das necessidades energéticas destas células. Assim, a disponibilidade de AGCC preserva, por exemplo, os estoques de glutamina, aminoácido considerado como principal combustível para os enterócito. Outra vantagem é o estímulo à proliferação celular do epitélio, do fluxo sanguíneo visceral e aumento da absorção de água e sódio.

Com estes benefícios, os AGCC estão associados com a redução do risco de desenvolver algumas doenças, como a síndrome do cólon irritável, doença inflamatória intestinal, doença cardiovascular e câncer.

Bibliografia (s)
Wong JM, de Souza R, Kendall CW, Emam A, Jenkins DJ. Colonic health: fermentation and short chain fatty acids. J Clin Gastroenterol. 2006;40(3):235-43.

Campos FG, Habr-Gama A, Plopper C, Terra RM, Waitzberg DL. Ácidos Graxos de Cadeia Curta e doenças colorretais. Rev. Bras Coloproct. 1999;19:11-16. Disponível em:http://www.sbcp.org.br/pdfs/19_1/02.pdf. Acessado em 9/11/06.

Fonte: Nutri total.

A GORDURA COMO HÁBITO ALIMENTAR.

terça-feira, 12 de abril de 2016 0 comentários
 Durante anos o Dr. Mark Hyman foi um vegetariano que manteve sua ingestão de gordura alimentar a um nível mínimo. Pães integrais, cereais, feijão, massas, frutas e legumes compunham a maior parte de sua dieta, assim como as diretrizes alimentares do governo federal há muito recomendavam.

Mas, com o passar dos anos, o Dr. Hyman percebeu algo que o incomodava: Apesar de muito exercício e uma aparente dieta saudável, estava ganhando peso e ficando flácido. No começo, pensou ser parte normal do envelhecimento. Mas então, mudou sua dieta, decidindo comer mais gordura, e não menos - e as mudanças ocorridas o surpreendeu. Perdeu peso, suas ‘cartucheiras’ da cintura desapareceram, e ele sentia mais energia. Ao encorajar seus pacientes a consumir mais gordura, observou que muitos deles emagreceram e obtiveram melhores níveis de colesterol. Alguns até inverteram o diabetes tipo 2.

Hoje, como diretor do Centro Clínico de Cleveland para Medicina Funcional, Dr. Hyman tornou-se um defensor da gordura e seus benefícios para a saúde através de talk shows e compartilhamentos com outros médicos. Também conseguiu convencer seu amigo Bill Clinton a deixar sua dieta vegana de baixo teor de gordura, anteriormente prescrita.


Agora, em um novo livro chamado "Eat Fat, Get Thin" (em tradução livre, coma gordura e emagreça), Dr. Hyman mergulha profundamente na ciência por trás da gordura na dieta, colocando sentido nas décadas de recomendações de saúde confusas, e construindo um caso sobre o porquê que gorduras saturadas, aquelas vilificadas por tanto tempo, pertencem em uma dieta saudável. Ele argumenta que os americanos foram enganados sobre os benefícios da gordura por causa de uma desconexão entre a ciência da nutrição e a política alimentar. No livro, ele desafia a ortodoxia da nutrição ao mesmo tempo em que explora a influência desmedida da indústria de alimentos sobre as recomendações oficiais de saúde.

Recentemente, nos sentamos com o Dr. Hyman para discutir seus pensamentos sobre a lacuna entre a ciência da nutrição e as recomendações de saúde, a razão pela qual você deve sempre planejar suas refeições, e por que ele nunca sai de casa sem um estoque de "alimentos de emergência" em sua mochila. Aqui estão trechos editados da conversa:

Por que você escreveu o livro?
"Eu o escrevi porque temos sido vítimas de 40 anos de maus conselhos sobre a gordura os quais levaram à maior epidemia de obesidade e diabetes na história. O mito de que a gordura engorda e causa doenças do coração levou o nosso quadro nutricional a um colapso total. Senti que era importante contar a história de como a gordura o emagrece e previne doenças cardíacas, podendo reverter o diabetes. Acho que as pessoas ainda estão muito confusas sobre ela."


No livro você argumenta que as recomendações nutricionais são muitas vezes contraditórias. Como assim?
"Este ano, por exemplo, as Diretrizes Dietéticas dos EUA, pela primeira vez, removeu as suas restrições de longa data sobre a gordura dietética. Mas ainda recomendam alimentos com baixo teor de gordura; dizem que a gordura total não é um problema, mas que você deve beber leite com baixo teor de gordura, bem como se alimentar como tal. É uma recomendação esquizofrênica do governo, e acontece o mesmo com outras organizações profissionais, como a American College of Cardiology e a American Heart Association. Há uma incompatibilidade entre a ciência, o governo e as recomendações profissionais."


O que está dirigindo esta desconexão?
"Acho que o governo baseou as suas recomendações sobre alguma ciência muito imperfeita. Tornou-se política que foi transformada em orientações dietéticas e a pirâmide alimentar, que nos recomenda de 6 a 11 porções de pão, arroz, cereais e massas por dia, mas comer gorduras e óleos com moderação. É muito difícil derrubar um dogma desde que já está incorporado na nossa cultura e nos produtos alimentares. A indústria de alimentos abraçou o movimento de baixo teor de gordura, e as associações de profissionais continuaram transmitindo a mensagem. Infelizmente, a ciência leva décadas para recuperar o atraso na política e na prática. E eu estou tentando fechar essa lacuna, trazendo consciência para a ciência mais recente sobre como gorduras e carboidratos trabalham no corpo."


Você revisou centenas de estudos ao escrever o livro. Qual é a sua conclusão sobre a gordura saturada?
"É uma grande área de controvérsia. Mas grandes revisões de estudos randomizados, dados de pesquisa observacional e de nível de sangue encontraram nenhuma ligação entre a gordura saturada ou gordura total e a doença cardíaca. No entanto, ainda existem recomendações destinadas a limitar a gordura saturada, pois aumenta o colesterol total e o colesterol LDL. Mas também aumenta o HDL, e isso aumenta o tamanho das partículas de colesterol, o que realmente lhe dá um benefício líquido."


O que você diz para os cientistas que argumentam que a gordura saturada, de fato, causa a doença do coração?
"Acho que o desafio com a pesquisa é que muitos dos dados combinam gordura saturada no contexto de uma dieta rica em carboidratos. O perigo real é a gordura doce. Se você comer gordura com doces - assim açúcar e gordura, ou carboidratos refinados e gorduras -, em seguida, a insulina sobe e isso lhe engorda. Mas se você eliminar os carboidratos refinados e açúcar, isso não acontece. Eu acho que as gorduras saturadas podem ser ruins no contexto de uma dieta rica em carboidratos. Mas, na ausência disso, elas não são."


Quais os alimentos que você come e recomenda aos seus pacientes?
"O que eu como é um cruzamento entre as dietas paleo e vegan, combinando elementos das duas, o que eu chamo de dieta "pegan". É baixa em açúcares e carboidratos refinados, e é muito rica em alimentos vegetais. Cerca de 70 a 80% de sua dieta deve ser de alimentos de origem vegetal. Também deve incluir gorduras de boa qualidade, como nozes e sementes, azeite de oliva, abacate, óleo de coco e peixe gordo. Basicamente, deve incluir alimentos frescos ricos em fibras e fitonutrientes, não muito processados. Eu sempre digo que os vegetais devem fazer parte do seu prato em 50 a 75%."


Em um mundo onde a fast food está em toda parte, isto não seria bastante difícil para a maioria das pessoas?
"É realmente muito fácil comer bem se você sabe o que fazer. A razão pela qual a maioria das pessoas não consegue é que elas não planejam sua alimentação. Planejam suas férias, sua reforma da cozinha, mas não planejam o que estão comendo, e isso é uma receita para o fracasso. Eu sempre penso em como e onde eu vou obter a minha comida cada dia de cada semana. Eu também levo comigo um conjunto de alimentos de emergência."


Quais são os "alimentos de emergência" que você carrega?
"Eu tenho que me proteger de mim mesmo, porque, em caso de fome, eu como qualquer coisa. Então, sempre tenho comigo alimentos (lanches) à base de gordura e proteína, e tenho comida suficiente na minha bolsa para durar um dia inteiro, para não fazer más escolhas."


Conversamos muito sobre a gordura. Mas qual seria uma mensagem geral que você mais gostaria que as pessoas entendessem?
"Eu acho que temos que nos livrar do dogma predominante de que todas as calorias são iguais, e que só precisamos exercitar mais e comer menos - que é o que a indústria de alimentos e o governo promovem. A verdade é que você não pode se exercitar o suficiente para se safar de uma dieta ruim. O metabolismo não é um problema de matemática. É um problema hormonal. A comida não é apenas energia, mas informações. Instruções que ativam ou desativam opções diferentes em seu corpo que regulam a fome e o metabolismo. A obesidade não é sobre o quanto você come. É sobre o que você come. Se você se concentrar apenas na qualidade, não nas calorias, a quantidade cuidará de si mesmo."