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ARROZ VERMELHO E NEGRO SÃO RICOS EM FITOQUÍMICOS.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017 0 comentários
O mercado brasileiro já oferece diferentes tipos de arroz. Vermelho, preto, selvagem, cateto e arbóreo são alguns deles. No que diz respeito aos nutrientes, de acordo com Isabel Massaretto, pós-doutoranda ligada ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), os tipos preto e vermelho não diferem muito do arroz branco integral. Isabel realizou mestrado e doutorado em Ciência dos Alimentos, analisando as características nutricionais e propriedades funcionais do arroz.

“O arroz integral, seja ele branco, vermelho ou preto, tem mais proteínas e mais fibras que o branco polido, mas a composição dos integrais branco, preto e vermelho, em termos de macronutrientes e minerais, não é muito diferente”, esclarece.

A diferença se dá na composição de fitoquímicos, ou compostos bioativos, que não são nutrientes, mas colaboram com a manutenção da saúde. “O preto e o vermelho são ricos em compostos fenólicos, apresentando teores de seis a oito vezes maiores do que o branco integral. O principal composto fenólico do arroz preto são as antocianinas, mesma substância que dá cor a frutas como a amora e o mirtilo.” As antocianinas vêm sendo estudadas por sua atividade antioxidante e sua capacidade de prevenir ou controlar doenças inflamatórias, entre outras.

Já no arroz vermelho, os principais compostos fenólicos são as proantocianidinas, que têm alta capacidade antioxidante, mas cujos benefícios à saúde humana ainda não estão cientificamente comprovados.

Isabel ressalta que há vários estudos sobre essas substâncias sendo conduzidos. “São estudadas suas ações antialérgicas, anti-inflamatórias, anti-hipertensivas e preventivas no desenvolvimento de alguns tipos de câncer.”
Tanto o arroz preto como o vermelho são produzidos no Brasil, sendo o vermelho típico do Nordeste, cultivado também no Centro Oeste e no Norte por pequenos agricultores. A maior produção de arroz vermelho do Brasil está no sertão da Paraíba. “Em algumas regiões do Brasil ele é considerado, pelos plantadores de arroz branco, como uma erva daninha, que compete com a lavoura por água, luz e nutrientes.”

Quanto ao arroz preto, há pelos menos dois cultivares brasileiros: o IAC 600, lançado em 2004 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). E o SCS 120 Onix, lançado em 2013 pela Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI).

Arroz selvagem – Esse tipo de arroz não é produzido no Brasil. Ele não é do gênero Oryza, como o arroz branco, vermelho, ou preto, mas sim do gênero Zizânia. “É um grão proveniente de outro tipo de gramínea, muito característico da América do Norte, dos ecossistemas alagados do Canadá e dos EUA.”

O arroz selvagem apresenta teores de compostos bioativos quatro vezes maiores que o arroz integral branco. Mas, comparado aos outros tipos coloridos de arroz, ele tem os menores teores de fitoquímicos: 50% menos que o preto e 30% menos que o vermelho. Em compensação, tem teor proteico 40% mais alto do que todos os integrais, sejam coloridos ou não.

“Como os diferentes tipos de grãos têm composições químicas distintas, pode-se dizer que cada um tem propriedades particulares e proveitosas para a saúde. O selvagem pode ser interessante, por exemplo, quando se deseja aumentar a ingestão de proteínas na dieta, especialmente a de pessoas que têm restrição ao consumo de produtos de origem animal”, destaca Isabel.

Outro aspecto observado por ela é que, entre as amostras de arroz integral que usou em sua pesquisa, os maiores ou menores teores de proteínas, fibras e lipídeos estão mais relacionados ao formato do que à coloração do grão. “Percebi que grãos integrais mais alongados tendem a apresentar mais proteínas, fibras e lipídeos do que grãos menos alongados. Assim, o arroz preto de grãos alongados, que se destacou dos outros tipos avaliados, apresentou 10% a mais de proteínas e 15% a mais de fibras do que os demais grãos integrais.”



A MANEIRA COMO VOCÊ COZINHA O ARROZ PODE FAZER A DIFERENÇA.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017 0 comentários
THINKSTOCKO arsênio pode contaminar o arroz por causa do uso de toxinas e pesticidas no solo

Ir à cozinha preparar um arroz pode não ser algo tão inofensivo quanto você imagina.

É possível que o grão apresente uma alta concentração de arsênio, um elemento químico que pode colaborar para o desenvolvimento de doenças crônicas como o câncer ou cardíacas e prejudicar o desenvolvimento de crianças caso seja ingerido em quantidades acima das recomendadas.

A boa notícia é que há maneiras simples de evitar essa contaminação, como adicionar mais água na panela ou deixar o grão de molho durante a noite, como pesquisou o programa Trust Me, I'm A Doctor ("Confie em mim, eu sou um médico"), da BBC.

O arsênio pode contaminar o arroz por causa do uso de toxinas e pesticidas, que permanecem no solo durante décadas. Como o cultivo desse grão envolve irrigação, ele acaba absorvendo mais a substância do que outras culturas.

Um exemplo do caráter venenoso do arsênio ocorreu em Bangladesh, onde uma epidemia de casos de câncer foi reportada após pessoas beberem água contaminada.

No Brasil, uma pesquisa da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP identificou em 2013 quantidades expressivas de arsênio em vários tipos de arroz consumidos no país, como o branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido) integral ou branco.

Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama (g) de arroz. O tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, já que o arsênio pode se acumular no farelo.
Dependência de arsênio

"A única coisa com a qual eu posso comparar é o fumo", disse à BBC Andy Meharg, professor de ciências biológicas da Universidade de Belfast, na Irlanda do Norte, e pesquisador do Instituto para a Segurança Alimentar Mundial.THINKSTOCK Riscos são maiores para crianças e bebês, diz pesquisador

"Se você fumar dois cigarros por dia, você corre menos riscos do que se fumar 30 ou 40 cigarros por dia. É a dependência da dose - quanto mais você comer, maior o risco", explicou.

Para Meharg, a regulação sobre o arsênio é insuficiente, e mais esforços são necessários para proteger as pessoas que comem arroz com frequência.

O pesquisador diz que comer algumas porções por semana não coloca em risco a saúde de um adulto, mas pode ser perigoso para crianças e bebês.

"Sabemos que níveis baixos de arsênio afetam o desenvolvimento da imunidade, impactam no crescimento e no desenvolvimento do QI", afirma.

Por isso, a regulação de alimentos voltados para crianças é mais dura - mas outros produtos que elas também comem, como cereais ou biscoitos de arroz, podem conter níveis de arsênio recomendados apenas para adultos.
Como evitar

A boa notícia é que é possível reduzir os níveis de arsênio em casa.

Após uma série de experimentos, Meharg concluiu que a melhor técnica é deixar o arroz em uma travessa com água durante a noite antes de cozinhá-lo em uma proporção de cinco xícaras de água para cada xícara de arroz.

Essa técnica reduz o nível de arsênio em 80% se comparada à maneira mais comum de fazer o arroz, sem deixá-lo "de molho" por horas antes do cozimento e com a proporção de duas xícaras de água para cada uma de arroz.

Usar a proporção de 5 para 1 mesmo sem deixar o grão de molho também reduz os níveis de arsênio, mas não tanto quanto a primeira técnica.

Fonte: BBC. Por que a maneira como você cozinha o arroz pode ameaçar sua saúde, acesso em 20/02/2017.

BENEFÍCIOS DO ARROZ INTEGRAL.

terça-feira, 17 de maio de 2016 1 comentários
Ingredientes: Arroz integral, cenoura,
abobrinha, vagem, pimentão vermelho,
alho, cebola, cheiro-verde, manjericão e sal.
Excelente fonte de carboidratos complexos e fibras, por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando suas fibras, vitaminas, como as vitaminas A, B1, B2, B3, B6 e E; e minerais como magnésio,fósforo, ferro e potássio. 

Com destaque para os compostos fenólicos (ácidos fenólicos e flavonóides), tocoferóis, tocotrienóis e orizanóis. Mesmo após cozido, o arroz integral conserva o orizanol, substância que ser mantém em mais de 90% de sua concentração em relação ao arroz cru. 
Estudos sobre as propriedades do orizanol mostram sua relação à prevenção e controle de doenças cardiovasculares, com diminuição da síntese de colesterol e diminuição da absorção intestinal do colesterol dos alimentos.
Essas substâncias bioativas e compostos fenólicos, atuam como antioxidantes, diminuindo o risco de desenvolver problemas cardiovasculares, diversos tipos de câncer... 

Sem glúten, de fácil digestão e de menor índice glicêmico quando comparado ao arroz branco, o consumo nas porções adequadas promove mais saciedade. misturando legumes e temperos dará um sabor especial ao prato, deixando-o saboroso, nutritivo e com boa apresentação! 
Estudos apontam que o arroz integral contribui no controle da pressão sanguínea, protege contra diabetes, pelos nutrientes que contêm, além de suas fibras.

O alimente-se com Sabedoria indica Tui Alimentos!

Por Greice Caroline Baggio Simioni.

BENEFÍCIOS DA PROTEÍNA DE ARROZ E ERVILHA.

sábado, 14 de maio de 2016 1 comentários
euatleta proteina arroz ervilha este (Foto: eu atleta)
Aumenta o número de Brasileiros adeptos do vegetarianismo ou apenas diminuindo o consumo de alimentos de origem animal, devido procura por um estilo de vida saudável, grande preocupação com a origem e a qualidade dos alimentos que estão sendo ingeridos e cuidados com o meio ambiente e os animais. Mas quais são os tipos de vegetarianismo e suas diferenças:
Ovo-lactovegetariano: Não utiliza carne\ frango\ peixe, mas ingere leite e derivados e ovos.

Lactovegetariano: das proteínas de origem animal utiliza leite, iogurte e queijos.

Vegetariano estrito: Não come nenhum alimento de origem animal - carnes, leite, iogurte, queijo ou ovo.

Vegano: É um vegetariano estrito e não utiliza nenhum produto, roupas (seda, lã e couro) ou cosméticos que tenham na sua composição animal ou que foram testados em animais.

Com o objetivo em atender a este público, principalmente veganos, indivíduos com alergia a proteína do leite, intolerantes à lactose e alérgicos à proteína da soja, o mercado internacional e recentemente o mercado brasileiro estão produzindo novos suplementos proteicos à base deproteínas vegetais, como a de arroz e a de ervilha.

Os vegetarianos que querem melhorar sua performance esportiva nas atividades de força (como a musculação) e de endurance (corrida, natação, ciclismo, triatlo e etc) ou ainda para aqueles que têm dificuldades em combinar e equilibrar os alimentos ou ter adequada ingestão proteica, conseguiram opções de proteína vegetais de sabor agradável e de alta qualidade.

Novas alternativas de suplementos proteicos vegetais:

A proteína isolada da soja foi à primeira proteína vegetal a utilizada em substituição às proteínas do soro do leite e caseína. Suas propriedades já estão muito bem comprovadas em estudos científicos. Excelente qualidade de aminoácidos e velocidade de absorção, entretanto muitos questionam a procedência e por ser transgênica. As proteínas de arroz e ervilha são hipoalergênicas e não são transgênicas.

- Proteína isolada da ervilha ou pea protein: boa qualidade de aminoácidos essenciais e não essenciais, excelente fonte de BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e fonte de ferro (não heme) e zinco. Deficiente no aminoácido metionina, mas possui altas quantidades de aminoácidolisina.

- Proteína de arroz ou rice protein: boa qualidade de aminoácidos, altas quantidades metionina e deficiente em lisina. Estas proteínas podem ainda se apresentar na forma de “Blends”/ Mistura Hiperproteica. A associação de proteínas melhora o perfil de aminoácidos.

Foram produzidos também produtos hipercalóricos, que associam pequena quantidade de proteína vegetal a carboidratos como a maltodextrina, frutose, dextrose, D-ribose entre outros componentes. A indicação é para indivíduos que querem ganhar peso com qualidade, aumentar o aporte energético da dieta, podendo ser adicionados as proteínas vegetais.

A prática de exercício e o tipo determinam a necessidade de proteínas, o aumento do volume de exercícios aumenta a necessidade delas. A utilização de suplementos ricos em proteínas animais (whey protein, caseína, albumina) e vegetais (soja, arroz e ervilha) potencializa a performance esportiva em exercícios de força e endurance. Durante a prática esportiva a ingestão proteica é fundamental para construção, reparação e crescimento muscular e em pequena proporção para o metabolismo energético.

Em exercícios prolongados, como maratona e ultramaratona, ocorre grande degradação de proteína corporal e diminuição da síntese proteica, sendo benéfica a utilização destes suplementos.

O melhor momento para ocorrer à suplementação proteica é após a prática do exercício pelo surgimento da “janela da oportunidade”, momento em que há maior fluxo sanguíneo para o músculo, maior absorção de nutrientes e síntese proteica. Mas, as proteínas vegetais também podem ser adicionadas como ingredientes de receitas para aumentar a quantidade de proteína na dieta de vegetarianos estritos e veganos.

Fonte: Eu atleta.

RECEITAS COM ARROZ INTEGRAL.

quarta-feira, 16 de julho de 2014 0 comentários
PARA PREPARAR UM BOM ARROZ INTEGRAL: utilizar sal marinho/ água e arroz integral. PREPARO: Colocar em uma panela o arroz a água e o sal. A proporção de água e arroz é de 3:1. Deixar cozinhar em fogo médio. Até secar. Se necessário acrescentar mais água. O arroz integral é mais duro, portanto mais difícil para cozinhar; requer mais tempo, por isso, recomendamos iniciar o almoço com o preparo do arroz.

PARA ENRIQUECER ENRIQUECER O ARROZ DO DIA-DIA, ACRESCENTAR: Legumes/ quinua em grãos cozida/ ervas

ARROZ COM GERGELIM
Ingredientes: Arroz integral/ sal marinho/ 2 colheres de gergelim branco
Preparo: Seguir o modo de preparo básico do arroz integral. Quando o arroz secar totalmente, acrescente o gergelim, misture e sirva quente.
Benefício: Arroz enriquecido com cálcio.

ARROZ INTEGRAL COM LINHAÇA
Ingredientes: 1 colher (sobremesa) Semente de Linhaça / 2 xícaras (chá) Arroz Integral / Sal marinho/  colher (sobremesa) de azeite extra-virgem
PREPARO: Cozinhar o arroz como de costume. Quando estiver pronto, acrescentar a linhaça e o azeite. Servir. 

ARROZ VERDE: Ingredientes:1 xícara de arroz integral/ 1 colher de sopa de cebola picada/ 1 dente de alho/ 1 colher de sopa de óleo de canola/ sal  marinho a gosto/ ½ maço de couve manteiga. PREPARO: Cozinhar o arroz conforme o costume. Bater a couve com água e formar um caldo verde. Em uma panela dourar a cebola e o alho no óleo de canola. Acrescentar o arroz e em seguida o caldo verde. Ajustar o sal e deixe cozinhar até secar a água. Em seguida servir quente.

ARROZ COM UVA PASSA E SÁLVIA: 1 dente de alho amassado / 1 colher de sopa de cebola picada / 2 xícaras de chá de arroz cozido / 1 colher de sopa de sálvia picada / 1 colher de sopa de uva passa picada /  sal a gosto PREPARO: Em uma panela refogar o alho e a cebola. Acrescentar o arroz, mexer bem, juntar a sálvia e a uva passa. Deixe cozinhar e servir em seguida.

ARROZ COM TOMATE E MANJERICÃO: 1 dente de alho amassado / 1 colher de sopa de cebola picada / 2 xícaras de chá de arroz cozido / ½ xícara de chá de tomate em cubos pequenos /  1 colher de sopa de folha de manjericão /  salsinha a gusto PREPARO: Em uma panela aquecida, refogue o alho e a cebola. Junte o arroz e mexa com colher de pau. Acrescente o tomate e o manjericão e misture delicadamente. Retire do fogo e tempere com sal e salsinha.

ARROZ COM BRÓCOLIS E COUVE FLOR: 1 dente de alho amassado / 1 colher de sopa de cebola picada / 1 colher de sopa de brócolis cozido / 1 colher de sopa de couve flor cozida / 2  xícaras de chá de arroz cozido /  sal a gosto / salsinha picada a gosto PREPARO: Em uma panela aquecida, refogue o alho e a cebola. Acrescente, aos poucos, os brócolis e a couve flor e misture rapidamente. Junte o arroz cozido e mexa bem. Retire do fogo e tempere com sal e salsinha. Tampe de deixe descansar por 5 minutos. Sirva em seguida ainda quente.


ARROZ COM MARACUJÁ: ½ maracujá /1 colher de sopa de cebola picada/ sal a gosto/ 1 dente de alho amassado PREPARO: Em uma panela aquecida, refogue o alho e a cebola sem óleo. Acrescente o arroz, mexa bem. Prepare o suco de maracujá como de costume sem adicionar açúcar. Adicione no arroz e complete com mais água. Deixe cozinhar e quando estiver pronto, desligue o fogo e regue com azeite de oliva.

ARROZ COM TALOS: 1 kg de arroz integral/ 3 colheres de sopa de óleo de canola/ 2 pratos de sopa cheio de talos picados (talos de couve-manteiga, beterraba, salsinha, repolho, couve-flor)/ 1 prato de entrecasca de melancia em cubinhos (parte branca)/ 200g de cebola cortada em cubinhos/ 3 dentes de alho/ 300g de abóbora cortada em cubinhos com casca ou a mesma quantidade de cenoura/ sal a gosto PREPARO: Refogar os talos, a cebola, o sal, o alho, o repolho, a abóbora ou a cenoura com óleo. Depois, acrescente o arroz e adicione água o suficiente para cozinhar o arroz.

ARROZ COM AMÊNDOAS E PASSAS:  ½ xícara (chá) de amêndoas sem pele torradas e picadas/ 2 xícara (chá) de arroz lavado e escorrido/ 4 xícara (chá) de água fervente/ 1 xícara (chá) de uvas passas/ 1 xícara(sopa) de manteiga
Modo de preparo: Refogar o arroz na manteiga. Acrescentar a água fervente e as uvas passas, misturar bem. Deixar cozinhar em fogo baixo, em panela parcialmente tampada, por 15 minutos ou até o arroz ficar seco. Retirar do fogo, tampar a panela e deixar descansar por 10 minutos. Juntar as amêndoas picadas e servir a seguir.


TIPOS DE ARROZ PARA VARIAR O SEU CARDÁPIO.

quarta-feira, 30 de abril de 2014 0 comentários
Um prato tipicamente brasileiro não deixa de fora a dupla arroz e feijão. E mesmo com uma combinação tão tradicional, dá para variar o cardápio e contar com os benefícios a nossa saúde e à dieta. Já pensou em substituir o arroz branco por uma outra versão? Integral, negro ou parboilizado, contabilizamos nove tipos de arroz mais encontrados no Brasil. "O arroz é um cereal importante por ser uma boa fonte de carboidratos. Ele também contém proteínas e fibras e, em algumas versões, é fonte de vitaminas e minerais", diz a nutricionista Audrey Abe, da rede Natural em Casa. Cada um possui uma qualidade específica, seja em relação ao seu valor nutritivo ou na mudança de sabor. Conheça mais sobre cada variedade.
 
Polido ou agulha
Esse é o arroz mais comum, também chamado de arroz branco ou tradicional. Como tem sua "casca" retirada durante o seu processo de fabricação - por isso recebe o nome de polido - não é um dos tipos de arroz mais nutritivos. O seu ponto forte é ser o mais barato, mais fácil de encontrar e o que tem maior funcionalidade, podendo ser usado para fazer uma lista grande receitas. Além disso, o arroz polido é que demora menos tempo para ficar pronto. A proporção de água deve ser de duas xícaras de água para cada uma de arroz, para que ele fique macio sem ficar com o aspecto "papa" ou grudento.
 
Arroz integral
Por não passar pelo processo normal de industrialização, o arroz integral mantém a camada externa do grão, conservando as suas principais qualidades e contém três vezes mais fibras do que o industrializado, cinco vezes mais vitaminas e quatro vezes mais magnésio. "Além de ter vitaminas A, B1, B2, B6, B12 e minerais, é rico em fibras, que ajudam a manter o intestino regulado", diz a nutricionista. O integral pode ser encontrado com facilidade, mas o seu preço é maior que a versão tradicional.

Na hora de preparar um prato com arroz integral, é importante lembrar que ele demora mais para ficar pronto e precisa de mais água para ficar com uma consistência boa para consumo. Deve-se usar o mesmo número de xícaras de água e de arroz e esperar pelo menos duas vezes mais tempo até tirá-lo da panela.
 
Arroz parboilizado
Esse tipo de arroz, assim como o integral, está caindo cada vez mais no gosto dos brasileiros. Ao passar por um tratamento hidrotérmico (água fervente), que consiste em cozinhar parcialmente os grãos com casca, parte das vitaminas e minerais passam da casca para o interior do arroz, aumentando o valor nutritivo e concentrando uma maior quantidade vitaminas do complexo B em cada grão.

"O processo hidrotérmico enriquece a parte interna do arroz, deixando-a com valores nutritivos próximos ao arroz vendido com casca. Além disso, a temperatura superior a 58 graus usada no processo de parboilização muda a composição do amido, fazendo com que o arroz absorva ainda mais nutrientes da casca", diz Audrey Abe.
 
Facilmente encontrado, principalmente em lojas de produtos naturais, esse tipo de arroz segue o mesmo padrão de preparo do arroz branco, já que não tem casca. 
 
Arroz cateto ou japonês
Como o próprio nome já diz, essa variedade é a base da culinária japonesa. Com grãos curtos, curvados e um pouco transparentes, têm grande quantidade de amido e, após o preparo, tende a ficar mais macio e cremoso, se comparado com o arroz polido. Ele também pode ser encontrado com grãos que mantêm a sua casca e o gérmen, concentrando assim o seu valor nutricional. "Esse tipo de arroz também tem a sua versão "integral", que conserva maiores quantidades de vitaminas do complexo B e minerais", explica a nutricionista.

Para deixar o arroz cateto mais macio, sem que ele fique grudado, é importante deixá-lo um pouco mais de tempo cozinhando do que o arroz tradicional, seguindo o padrão de uma xícara de água para cada duas de arroz.

Arroz arbóreo
sui o grão mais arredondado e concentra bastante amido, conferindo consistência cremosa. Também tem uma incrível capacidade de absorver condimentos. Por isso, é o mais indicado para preparações de risotos. "Como não possui casca e não passa por nenhum processo que conserve seus nutrientes, o arroz arbóreo tem o mesmo valor nutricional do arroz tradicional", diz Audrey Abe. Ele pode ser encontrado em redes de supermercados normais, e o seu modo de preparo é o mesmo do arroz tradicional.
 
Arroz basmati ou indiano
Famoso por seu aroma adocicado de nozes, o diferencial do arroz basmati em relação ao comum é o seu gosto mais forte e a sua capacidade de reter água durante o preparo sem que os grãos fiquem grudados uns nos outros. "Os grãos deste tipo de arroz são bem mais longos e ficam ainda mais compridos quando cozidos. Mesmo que os níveis nutricionais sejam praticamente iguais aos do arroz branco, ele pode ser usado em ocasiões especiais para variar o cardápio", diz a especialista.

O arroz indiano é mais caro que o tradicional, e só é encontrá-lo em lojas especializadas em produtos naturais ou orientais. Como já possui um gosto bastante característico, ele dispensa a adição de temperos durante o preparo.
Arroz vermelho
O arroz vermelho é rico em monocolina, substância que pode auxiliar na redução do nível de LDL (colesterol ruim) no sangue, aquele que pode causar infartos e derrames cerebrais.

Além disso, segundo a nutricionista, o extrato desse tipo de arroz pode auxiliar na circulação sanguínea, na digestão e nas funções intestinais. Apresenta também três vezes mais ferro e duas vezes mais zinco que o arroz branco. O preparo pode ser feito da mesma maneira que o arroz tradicional. Ele também é bastante acessível e pode ser encontrado em redes de supermercados.
 
Arroz negro
Apesar de ainda não ser muito popular, o sabor e a cor acastanhada do arroz negro podem ser novidade por aqui, mas já é conhecido na China há milhares de anos. "Este tipo de arroz contém 20% a mais de proteínas e 30% a mais de fibras em relação ao arroz integral", diz Audrey Abe. Quer mais? Ele tem um elevado teor de ferro, menos gordura e menor valor calórico. Análises do produto também apontaram o grande conteúdo de compostos fenólicos, substâncias antioxidantes, que combatem os radicais livres, prevenindo o envelhecimento precoce, doenças crônico-degenerativas, problemas cardiovasculares e até câncer.
 
Arroz selvagem
Ainda pouco encontrado no Brasil, o arroz selvagem, apesar do nome, não é um arroz de verdade, mas um tipo diferente de gramínea. Os grãos são escuros (marrons e pretos) e o seu comprimento é três vezes maior que o do arroz comum, tendo em seu interior um aspecto claro e macio. "Ele é bastante usado na culinária oriental, mas como são poucos os lugares em que é produzido (Estados Unidos e Canadá), ainda é pouco conhecido no Brasil e difícil de ser encontrado fora de lojas especializadas em produtos naturais", diz a nutricionista Audrey Abe.

As suas qualidades nutricionais também chamam a atenção, pois este grão é pobre em gorduras e rico em proteínas, a lisina (uma aminoácido benéfico ao corpo) e fibras. É também uma boa fonte de potássio, fósforo e vitaminas.
 
Tipo de arrozCalorias (Kcal) Carboidratos (g)Proteínas (g)Gorduras (g)Fibras (g)
Branco12426,62,321,180,49
Integral7614,53,01,02,7
Parboilizado12325,63,20,60,63
Cateto18039,14,01,01,0
Arbóreo17539,24,161,170,50
Basmati17138,13,50,50,8
Vermelho17336,44,91,04,2
Negro17336,44,91,04,2
Selvagem17035,66,00,53,0
 
Fonte: Minha Vida, acesso em 30/04/2014.

ARROZ PRETO E VERMELHO TÊM SUBSTÂNCIAS ANTIOXIDANTES.

terça-feira, 1 de abril de 2014 0 comentários
Os arrozes vermelhos e pretos têm 15% mais proteínas
 e 2,5 vezes mais fibras em relação ao arroz branco,
que é o mais consumido no Brasil.
Substituir o arroz branco comum pelos tipos coloridos, preto ou vermelho, contribui para um envelhecimento mais lento das células, prevenindo doenças crônicas.
 
Isto porque esses tipos menos comuns de arroz apresentam um maior teor de compostos fenólicos, substâncias com atividade antioxidante.
 
Já quando o assunto são as proteínas, o arroz selvagem, aquele de cor escura, grãos finos e longos, é líder, com o maior teor deste nutriente.
Dentre os grãos integrais, a quantidade de proteínas está mais relacionada ao formato alongado do grão do que com a sua coloração.
 
Estas conclusões são resultado do estudo da farmacêutica-bioquímica Isabel Louro Massaretto, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP.
Ela também avaliou o efeito do cozimento no arroz e descobriu que o processo provoca perda dos compostos fenólicos. Mesmo assim, o arroz preto e o vermelho ainda permanecem com alto teor destas substâncias.
 
Arrozes coloridos
Os arrozes vermelhos e pretos têm 15% mais proteínas e 2,5 vezes mais fibras em relação ao arroz branco, que é o mais consumido no Brasil.
Tanto o arroz branco como o preto e o vermelho pertencem à mesma espécie (Oryza sativa L.). A diferença é que o grão de cor clara é o resultado do polimento das estruturas que o recobrem, que podem ser coloridas.
 
Quando elas não são polidas, o alimento é considerado integral. "Os compostos que atribuem cor ao arroz estão no pericarpo, estrutura que recobre o grão e está presente somente nos tipos integrais", explica Isabel.
Dentre os integrais, alguns nutrientes variaram mais de acordo com o formato do grão do que com sua coloração. Segundo pesquisa da farmacêutica, "grãos integrais mais alongados tendem a apresentar mais proteínas, fibra e lipídeos do que os menos alongados".
 
Arroz selvagem
Curiosamente, o chamado arroz selvagem não é arroz. Ele é, na verdade, a semente de uma gramínea aquática do gênero Zizania e tem a composição química que mais se diferencia dos demais grãos analisados.
O arroz selvagem tem o maior teor de proteína, menor quantidade de lipídeos e a menor atividade antioxidante, por apresentar um teor menor de compostos fenólicos.
 
Atividade antioxidante
A atividade antioxidante é a propriedade de componentes de alguns alimentos que se acredita retardar o envelhecimento das células, ajudando também a prevenir algumas doenças crônicas.
O arroz preto e o arroz vermelho detêm este atributo por possuir, em suas composições, compostos fenólicos. Em relação ao integral branco, o arroz preto contém antocianinas, e tem oito vezes mais compostos fenólicos.
 
Já o arroz vermelho, rico em protoantocianidinas, apresenta quantidade seis vezes superior desses compostos. Isabel destaca "esses grãos apresentam perfil diferente de fitoquímicos e, consequentemente, podem exercer funções diferentes no organismo humano."
 
Fonte: Diário da Saúde, Arroz preto e vermelho têm alta atividade antioxidante. Acesso em 01/04/2014.

CEREAIS QUE FAZEM BEM À SAÚDE.

quinta-feira, 20 de março de 2014 0 comentários
O aumento no consumo de cereais diariamente pode te ajudar a perder alguns quilinhos em pouco tempo, pois melhoram o funcionamento do intestino, possuem baixo nível de gordura, reduzem a compulsão por doces e deixam sua saúde em dia. Conheça algumas opções de grãos que podem entrar na sua dieta e trazer todos esses benefícios para o seu corpo:

Milho
Principais benefícios: rico em aminoácidos, betacaroteno (precursor da vitamina A) e vitaminas do complexo B, esse é mais um que entra para a lista dos cereais com potencial antioxidante e redutor do envelhecimento. Renova as células, produz glóbulos vermelhos e estimula o funcionamento da tireoide e do aparelho reprodutor.

Ao contrário do trigo, refinado durante seu processo de industrialização, o milho conserva sua casca, cheia de nutrientes fundamentais para a eliminação das toxinas.
Na dieta: para aproveitar todos os seus compostos, cozinhe o grão. Mas também dá para incorporar os flocos ao café da manhã e usar os diversos tipos de farinha no preparo de pães, bolos e biscoitos.
Dica: a pipoca é um snack muito saudável, sabia? Mas evite as estouradas em micro-ondas, cheias de gordura e aditivos. Prefira as que são feitas na panela, sem muito óleo.

Cevadinha
Principais benefícios: ao mesmo tempo em que carece de gorduras e sódio, não economiza em niacina e manganês. “A primeira participa do metabolismo energético e a segunda tem função antioxidante e favorece a saúde dos ossos e das cartilagens”, explica Paula Crook.
Na dieta: pode ser cozida como ingrediente de sopas e saladas.
Dica: substitua o arroz por esse cereal em uma das refeições.

Quinoa
Principais benefícios: possui 23% de proteínas, nível considerado alto quando comparado a outros alimentos de origem vegetal. Também tem boas quantidades de gorduras saudáveis, vitaminas e minerais.
Na dieta: em grãos, pode ser incorporada a massas. Mas cozinhe antes. Já os flocos podem ser misturados com frutas e sucos.
Dica: salpicar em saladas dá uma textura mais interessante ao prato.
 
Amaranto
Principais benefícios: seu alto percentual proteico varia entre 12% a 17% e ainda conta com cálcio, ferro e sódio. Outro destaque são os tocoferóis, antioxidantes que previnem o envelhecimento e a morte celular.
Na dieta: pode ser consumido em todas as formas sem perde rsuas propriedades nutricionais.
Dica: seu gosto é imperceptível, então use a farinha para preparar bolos e pães caseiros.

Trigo
Principais benefícios: A lista é extensa. Fibras, proteínas, vitaminas, minerais... Por isso, o ideal é consumir o trigo em grãos: o farelo esbanja zinco, e o gérmen tem proteínas, potássio e vitaminas. Juntos, previnem doenças cardíacas e turbinam o sistema imunológico.
Na dieta: deve ser usado em sua versão integral. Misture com frutas, iogurtes e saladas. Dá até pra tentar montar a própria granola com ele.
Dica: como o cardápio brasileiro apresenta um excesso de alimentos preparados a partir do trigo (pães, biscoitos, macarrão e bolos), é importante variar e introduzir outros grãos na dieta.

Aveia
Principais benefícios: possui betaglucana, substância de ação comprovada na diminuição do colesterol. Além disso, é riquíssima em fibra solúvel, tipo que contribui para controlar o açúcar no sangue. A Food and Drug Administration (FDA), órgão regulamentador de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, reconheceu a eficiência da ingestão diária de três gramas desse tipo de fibra na redução dos riscos de doenças coronarianas. Em quatro colheres (sopa) de aveia (50 g) encontramos em média cinco gramas de fibras. A aveia ainda oferece diversas vitaminas e minerais como ferro, cálcio e antioxidantes.
Na dieta: ideal para o café da manhã, pode ser misturada com cereais matinais, pães e granola. Cai bem como complemento de saladas de frutas e vitaminas.
Dica: a variedade é grande. Na hora de comprar, escolha qual tipo mais se adapta ao seu cardápio — grãos, flocos, flocos finos ou farelo.

Trigo-sarraceno
Principais benefícios: contém ferro, magnésio e rutina. Esse último é um flavonoide que promove a saúde dos vasos sanguíneos e previne problemas cardíacos e diabetes.
Na dieta: pode ser adicionado a saladas em forma de grão cozido ou utilizado para preparar mingaus. Já sua farinha é usada para engrossar molhos e ensopados.
Dica: ele é muito utilizado para a fabricação de massas. Ao preparar um macarrão feito com esse ingrediente, combine com molho de tomates frescos ou pesto.

Centeio
Principais benefícios: excelente fonte de manganês, o mesmo mineral antioxidante do trigo-sarraceno que ativa as enzimas do metabolismo e mantém a saúde dos ossos. E se tudo isso não fosse suficiente, ainda é rico em fibras, selênio e fósforo. Seu glúten é menos elástico que o do trigo tradicional e por isso, pães feitos com ele são mais compactos e densos.
Na dieta: cozinhe para aproveitar todas as suas benesses. Se tiver de escolher entre algum tipo de farinha, prefira a desse tipo de cereal.
Dica: incorpore o pão de centeio ou o preto ao café da manhã.

Arroz negro
Principais benefícios: Seus compostos fenólicos previnem o envelhecimento graças ao poder antioxidante. “A película que envolve esse arroz possui vitaminas A, B1, B2, B6, B12, C e E”, explica Paula Crook.
Na dieta: cozinhe com água, temperos e sem adição de óleo.
Dica: pelo formato curto, essa variedade fica ótima em receitas de risotos.

Arroz integral
Principais benefícios: Tem baixo teor de gordura, é de fácil digestão e pouco alergênico. “Contém gama-orizanol, ativo importante para a saúde da pele e muito utilizado na produção de cosméticos. Além disso, quando comparado ao branco, é mais estável quando exposto ao fogo. Mantém 90% de sua concentração de nutrientes após o cozimento”, diz Valéria Paschoal, nutricionista e diretora da VP Consultoria Nutricional (SP).
Na dieta: quando associado a alguma leguminosa (feijão, lentilha, grão-de-bico), se transforma em uma boa alternativa proteica.
Dica: misturar legumes e ervas dá um toque especial ao prato, deixando-o colorido e nutritivo.
 
Fonte: Corpo a corpo, Os cereais que fazem bem à saúde.
Acesso em 20/03/2014.

COMBINAÇÃO NACIONAL.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014 0 comentários
Comum no dia a dia de muitos brasileiros, o arroz com feijão fornece importantes reforços ao organismo.

A mistura é mais do que popular no Brasil: simplesmente não pode faltar à mesa! Além de formarem uma combinação perfeita, feijão e arroz fornecem nutrientes capazes de fortalecer a saúde. “O arroz é um alimento rico em carboidrato, nutriente que o organismo usa como fonte primária de energia. O feijão possui proteína, ferro, fibras, magnésio, potássio e zinco. A combinação faz desse prato uma ótima fonte de nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo”, destaca a nutricionista Patrícia Fan.

Branquinho de todo dia
Não importa qual seja o acompanhamento, o arroz é sempre bem vindo. Seu nutriente mais importante é o carboidrato, essencial para a realização das atividades do dia a dia. “O carboidrato é quebrado em glicose para fornecer quase toda a energia que o corpo necessita durante o dia, além de glicogênio (forma de armazenamento de glicose no fígado e nos músculos). O carboidrato também regula o metabolismo de proteínas e gorduras, poupando-as de serem usadas como fonte de energia”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio. Além de tudo isso, por ser fonte exclusiva de energia para o cérebro, o carboidrato também é importante para o funcionamento do sistema nervoso. Existem, basicamente, dois tipos de carboidratos: simples e complexos. Os simples são aqueles presentes nos doces, frutas, arroz branco, já os complexos (presentes no arroz integral) são metabolizados aos poucos pelo organismo, evitando picos de glicose e dando sensação de saciedade. Para não correr o risco de exagerar no consumo de carboidratos, prefira o arroz integral que, além de possuir menores concentrações desse nutriente, ainda conta com elevada quantidade de fibras, que melhoram o funcionamento intestinal e promovem equilíbrio das funções do organismo.

Por que o “carioca”?
O feijão carioca é o mais consumido pelos brasileiros, principalmente para fazer par com o arroz. Porém, o porquê do nome dessa variedade pouca gente conhece: é devido aos desenhos que se formam em sua casca, que lembram as ondas do calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Famoso Complemento
Adicionar colheres de feijão às refeições significa adquirir nutrientes como ferro, essencial para o transporte de oxigênio das células através das hemoglobinas do sangue; magnésio, importante para a manutenção dos músculos e ossos; potássio, que regula a atividade neuromuscular e controla a pressão arterial; e zinco, que faz parte da estrutura óssea, além de participar do metabolismo de diversos nutrientes e síntese de DNA. O feijão é ainda excelente fonte de proteína. “É um nutriente estrutural e faz parte de toda a formação do nosso corpo. Músculos, órgãos, hormônios, enzimas, unhas, cabelos, pele, precisam desse nutriente para manterem a sua integridade”, esclarece patrícia. Quando consumido junto com o arroz, a proteína do feijão, rica em lisina, liga-se com aminoácidos como metionina e cistina presentes no arroz, garantindo uma eficiente combinação. As fibras também estão em boa quantidade no alimento, proporcionando saciedade e benefícios ao intestino.

Muitos Nutrientes em um só Prato
Arroz + Feijão

Proteínas, potássio, fibras, magnésio, ferro, zinco e carboidratos.

 
Arroz com Feijão e Couve
Ingredientes:
Alho amassado                                            1 colher (chá)
Cebola picada                                             1 xícara (chá)
Caldo de carne                                            1 tablete
Ovos                                                           4
Azeite                                                         1 colher (sopa)
Sal e pimenta do reino                                 a gosto
Arroz integral cozido com sal e temperos      1 xícara (chá)
Feijão carioca cozido sem sal e sem caldo    1 ½ xícaras (chá)
Couve rasgada                                            10 folhas

Preparo:
Refogue a cebola e o alho.
Misture o caldo de carne.
Puxe o refogado para o canto da panela e abaixe o fogo.
No centro da panela, coloque os ovos, fure as gemas com um garfo e frite até ficarem firmes.
Coloque os ovos sobre o refogado.
Coloque o azeite, a pimenta, o sal, o arroz e o feijão no centro da panela e refogue.
Misture com os ingredientes reservados no canto.
Puxe tudo para o canto de novo e, no espaço vazio, refogue a couve por 5 minutos, sem parar de mexer.
Misture tudo e sirva.
 
Fonte: O Poder dos Grãos e Cereais – Editora Astral.

INGREDIENTES SEM GLÚTEN QUE SUBSTITUEM O TRIGO.

terça-feira, 15 de outubro de 2013 0 comentários
A restrição do glúten na alimentação é recomendada quando a pessoa tem a doença celíaca, intolerância ao glúten. Os sintomas do problema podem ser leves e pouco específicos até à síndrome clássica de má absorção intestinal. Entre os celíacos, a ingestão da substância pode causar diarreias, vômitos, enxaquecas, dermatites, entre outras complicações.
Porém, a maior dificuldade está em substituir a farinha de trigo por outros alimentos livres de glúten, já que este não é um processo fácil. "Nenhuma farinha substitui a de trigo com o mesmo resultado no que se refere à estrutura e textura. Isto porque é justamente o glúten que fornece a elasticidade necessária para que a massa se desenvolva e não fique farelenta", observa a chef Carla Serrano consultora da Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA).

Por isso, nas preparações de tortas, bolos, pães e outros alimentos que utilizam a farinha de trigo é necessário fazer uma mistura entre alguns ingredientes sem glúten para se obter uma textura similar e aprovada para os celíacos.

E quem não sofre com esta doença, não precisa tirar o glúten e o trigo completamente da dieta, a não ser para mudar um pouco os nutrientes a disposição do seu prato. Porém, existe uma troca que é sempre mais saudável: "A farinha de trigo integral é um bom alimento, ela possui fibras, vitaminas e minerais", orienta a nutricionista Natália Dourado, coordenadora do Gluten Free São Paulo. Na preparação das receitas com a versão integral é importante adicionar um pouco de outra farinha para evitar o sabor amargo do alimento. É possível colocar farinha de arroz, de trigo comum, entre outras.

Conversamos com especialistas e selecionamos as melhores alternativas sem glúten para a farinha de trigo. Confira quais são elas.  
 

Farinha de arroz

A farinha de arroz é a principal substituta da farinha de trigo nas receitas porque proporciona o espessamento da massa, assemelhando a textura de ambas as massas. Prefira a versão de arroz integral. "Ela garante mais nutrientes como fibras e vitaminas do complexo B. Alguns estudos mostram a presença de compostos como o ácido fítico que ajudaria na prevenção do câncer", conta a nutricionista Gabriela Maia. Porém, é preciso moderação, pois o ácido fítico também pode diminuir a absorção de vitaminas e minerais. Crianças e idosos, que precisam de aproveitamento máximo dos alimentos, devem ter atenção no consumo.

A farinha de arroz possui 4, 5 vezes menos gorduras totais do que a farinha de trigo, a primeira tem 0,3 gramas por porção de 100 gramas, enquanto a segunda possui 1,4 gramas para cada a mesma proporção. A farinha de arroz misturada com outros alimentos consegue substituir a farinha de trigo em todas as preparações. Confira quais são elas:

Pães: ela costuma ser misturada com outros alimentos na preparação do pão, como o trigo sarraceno e lentilha moída, pois comidas apenas com a farinha de arroz possuem alto índice glicêmico e ao combinar dois alimentos há variedade de nutrientes. Para dar leveza, acrescenta-se a batata doce, mandioquinha ou biomassa de banana verde. O vinagre de maçã é utilizado para deixar a massa mais molhadinha e o fermento biológico irá ajudá-la a crescer.

Bolos: ela pode ser misturada com a farinha de coco ou oleaginosas (como amêndoa, macadâmia, castanha do Pará, entre outras...), que quando trituradas formam farinhas.

Massas: Na hora de fazer um saboroso macarrão ou a massa da sua lasanha, combine a farinha de arroz com a fécula de batata e o polvilho doce. Para quem gostar, a quinoa também pode ser adicionada na mistura.

Tortas salgadas: podem ser preparadas com a farinha de arroz misturada a outros alimentos como o trigo sarraceno, lentilha moída, biomassa de banana verde, batata doce, mandioquinha, entre outros. Além disso, a chia ou o amaranto podem ser adicionados para proporcionar crocância ao alimento.

Tortas doces: a farinha de arroz pode ser misturada a farinhas de grão de bico ou quinoa e as de linhaça, amaranto ou chia. "Eu costumo triturar a tâmara com água até ela virar um purê e em vez de adicionar uma xícara de açúcar, eu adiciono esta mistura e fica muito saboroso", revela a culinarista funcional Lidiane Barbosa.

Pizzas: nesses casos a farinha de arroz acompanhada da goma xantana, açúcar demerara, linhaça dourada e pyssilium forma um ótimo substituto. "A principal diferença está no tempo em que essa massa precisará ser sovada, o segredo é sovar o dobro do tempo de uma massa com glúten", orienta Barbosa.

Salgados: a chef Carla Serrano dá algumas dicas de como preparar uma saborosa coxinha sem glúten e com a farinha de arroz. "Misture mandioquinha, inhame, batata ou mandioca com polvilho doce e a farinha de arroz", orienta. É possível fazer esfiha com a combinação entre um mix de farinha sem glúten, inclusive a de arroz, com o polvilho doce, o polvilho azedo e gergelim moído.

Biscoitos: os biscoitos podem ser feitos a partir da combinação de farinha de arroz, chia, quinoa em flocos e manteiga clarificada.  

Farinha de trigo sarraceno

A farinha de trigo sarraceno também pode ser chamada de mourisco e possui ferro, magnésio e rutina. "Este último é um flavonoide que melhora a saúde dos vasos sanguíneos e consequentemente problemas cardíacos", explica a nutricionista Maia.

Esta farinha possui quase o dobro de fibras do que a farinha de trigo, enquanto 100 gramas do primeiro possui 4,1 gramas de fibras, a mesma quantidade do segundo conta com somente 2,3 gramas do nutriente.

Confira em quais preparações a farinha de trigo sarraceno pode ser utilizada.

Pães: a farinha de trigo sarraceno pode ser misturada com a farinha de arroz, na proporção de um para um. O vinagre de maçã pode ser utilizado na mistura para deixar a massa mais umedecida. Tortas salgadas: a farinha de trigo sarraceno pode ser misturada com a de arroz. A chia ou o amaranto podem ser adicionados para proporcionar crocância ao alimento.  

Biomassa de banana verde

A biomassa de banana verde é interessante por ser uma fonte de amido resistente. "Esta substância passa direto pelo intestino delgado e não é nem absorvida, nem digerida. Quando chega ao intestino grosso, é digerida pelas bactérias que a tem como um 'alimento especial'. Essas bactérias, quando digerem esse amido resistente, produzem substâncias que são benéficas, tanto no intestino grosso, ajudando na manutenção da flora intestinal como no organismo em geral", explica Maia.

Além disso, o amido resistente auxilia a diminuir a produção de
colesterol pelo fígado e a aumentar a sua eliminação pelos ácidos biliares, contribuindo para baixar os níveis de colesterol. A biomassa de banana verde ainda é rica em fibras e ajuda no controle da glicose.

Confira como a biomassa de banana verde pode ser utilizada:

Pães: a biomassa de banana verde pode ser adicionada à mistura entre a farinha de arroz e de trigo sarraceno ou outro alimento. Ela é interessante porque proporciona leveza ao pão.  

Mandioquinha

A mandioquinha, também conhecida como batata baroa, é interessante por possuir boas quantidade de cálcio, ferro, fósforo, potássio, magnésio, vitamina C e do complexo B e betacaroteno. O fósforo é um mineral que atua no metabolismo auxiliando na ativação das vitaminas do complexo B e também tem a função de fortalecer ossos e dentes, juntamente com o cálcio. Enquanto, a vitamina C aumenta as defesas do organismo, ajudando na prevenção e no combate de infecções como a gripe.

Confira como a mandioquinha pode ser utilizada.

Pães: a mandioquinha é utilizada cozida juntamente com a mistura entre a farinha de arroz e outro alimento, como a farinha de trigo sarraceno. O tubérculo irá proporcionar maior leveza ao pão.  

Batata doce

A batata doce é rica em betacaroteno e antocianinas. "Isso garante a ela um bom status de antioxidante", destaca Maia. Quando comparada a batata inglesa, o alimento possui mais cálcio e vitamina C. A batata doce ainda é rica em ferro, fibras e conta com um baixo índice glicêmico, ou seja, demora mais tempo para se transformar em glicose, garantindo maior saciedade.

Assim como a biomassa de banana verde, este tubérculo também possui o amido resistente. Esta substância auxilia na manutenção da flora intestinal e no controle dos níveis de colesterol e glicose.

Confira em quais preparações a batata doce pode ser utilizada.

Pães:
a batata doce é utilizada cozida juntamente com a mistura entre a farinha de arroz e outro alimento, como a farinha de trigo sarraceno. O tubérculo irá proporcionar maior leveza ao pão.  

Farinha de coco

A farinha de coco é extraída da polpa branca da fruta. Ela é rica em fibras e por isso auxilia no trânsito intestinal, ajuda a diminuir os níveis de colesterol, glicose e melhora a flora intestinal. "O alimento também contém aproximadamente 17% de ácido láurico e 1,5% de ácido cáprico, o que também pode torná-lo um alimento com propriedades antifúngicas, antimicrobianas, anti-inflamatórias e vermífugas", conta Maia.

Confira em quais preparações a farinha de coco pode ser utilizada:

Bolos: na hora de fazer bolos sem glúten, a farinha de coco costuma ser misturada a de arroz na proporção de um para um. "Este alimento é a melhor opção no preparo de bolos porque já possui o doce da própria fruta e assim eu consigo tirar o açúcar da receita", conta Barbosa.

Tortas doces: a farinha de coco também pode ser utilizada na preparação de algumas tortas doces.  

Quinoa em flocos

A quinoa em flocos é rica em nutrientes. "Podemos destacar o bom conteúdo de proteínas e a presença de aminoácidos lisina e metionina que está relacionado a aprendizagem e memória. Ela também é fonte de triptofano que está relacionado a sensação de prazer e relaxamento", explica Maia. A quinoa também possui fibras que ajudam no trânsito intestinal.

Confira em quais preparações a quinoa em flocos pode ser utilizada.

Massas: é interessante criar uma mistura de fécula de batata, polvilho doce, farinha de arroz e quinoa em flocos.

Biscoitos: uma opção interessante é mesclar a farinha de arroz com a chia e a quinoa em flocos no lugar da
aveia que pode conter glúten por contaminação e misturar tudo com manteiga clarificada.  

Fubá

O fubá ou farinha de milho é rico em betacaroteno e vitaminas do complexo B como a B1 e B3. "Elas são essenciais para o bom funcionamento cognitivo. Além disso, o fubá possui vitamina K, importante para a coagulação do sangue e que fornece bastante energia", afirma Maia. O alimento possui o dobro de fibras do que a farinha de trigo.

Confira em quais preparações a fubá pode ser utilizada.

Bolos: o fubá é um ótimo ingrediente para ser utilizado na preparação de bolos sem glúten. Ele pode ser combinado com a farinha de arroz, de coco e outros alimentos.

Salgados: na preparação de salgadinhos empanados, o fubá é uma ótima opção. "Eu utilizo o fubá com a farinha de grão de bico como base e na hora de empanar eu trituro a quinoa, castanha de caju ou amêndoas", explica Barbosa.  
polvilho doce é uma boa opção para substituir a farinha de trigo - Imagem ilustrativa                         

Outros alimentos

A fécula de batata também é muito utilizada nas preparações de alimentos sem glúten. Porém, ela não é um alimento muito nutritivo. O alimento pode ser utilizado na preparação de pães, bolos e massas.

Os polvilhos, doce e azedo, também são opções nas preparações de alimentos sem glúten. Eles proporcionam uma elasticidade ao produto. "Com ele podemos produzir a tapioca que pode substituir o pão, mas deve ser feita com um recheio leve como tomate com manjericão ou ovo mexido com ervas. Como ela vem da mandioca contém bastante carboidrato e pouca fibra, por isso o consumo deve ser moderado", explica Maia.  
 
Fonte: Minha vida, Alimentos sem glúten que substituem a farinha de trigo. Confira quais são as alternativas na hora de cozinhar e os seus benefícios. Acesso em 15/10/2013.