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MANTEIGA X MARGARINA

quarta-feira, 5 de julho de 2017 0 comentários
Ambas são alimentos lipídicos, servem para comer com pão e afins, para cozinhar e fritar alimentos. Ambas já foram demonizadas e santificadas pela mídia especializada em saúde. Mas os pontos comuns param aí. De acordo com Fabiana Hoffman Sardá, pesquisadora do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC - Food Research Center), a grande diferença está justamente no tipo de gordura que cada uma possui. “A manteiga tem gordura animal. Já na margarina, a gordura é vegetal – pode ser óleo de palma, de palmiste, de soja.”

Segundo ela, uma porção de uma colher de sopa de manteiga (ou 10 g) tem 80% de gorduras totais. “Destas, 50% a 60% são gorduras saturadas. As gorduras saturadas são mais abundantes nas fontes animais”, explica, lembrando que o consumo excessivo de gorduras saturadas vem sendo conectado à ocorrência de doenças cardiovasculares e processos cardiovasculares negativos, como LDL alto, por exemplo. Por serem de origem animal, também contêm colesterol.

Já as margarinas, Fabiana divide em dois tipos: as comuns e as mais leves, com apelo mais saudável. “Nas usuais, em uma porção de 10 g, encontramos 70% a 80% de ácidos graxos, ou gorduras, sendo 25% de ácidos graxos saturados. Nas mais leves, essa porcentagem cai para algo entre 30% e 40%. Nestes casos, as gorduras são substituídas por água ou emulsificantes, também de origem vegetal”, revela.

De acordo com a pesquisadora, os óleos vegetais utilizados nas margarinas mais leves têm o perfil mais balanceado entre os ácidos graxos polinsaturados e monoinsaturados, gorduras consideradas mais saudáveis do que as saturadas e as gorduras trans. E nenhuma margarina, ou óleo vegetal, tem colesterol, embora algumas marcas coloquem essa informação em seus rótulos, como se fosse um benefício exclusivo.

“Nas margarinas comuns, há alguns anos, era habitual a utilização de gorduras trans, isso antes do mundo atentar para a questão do risco que elas representam. Hoje em dia existem até margarinas comuns com zero de gorduras trans. Nesses casos, essa informação vem escrita no rótulo.”

A melhor escolha é sempre o bom senso: se o recomendável é a ingestão de 60 g de lipídios por dia (em uma dieta de 2000 kcal – 8400 kJ), pode incluir nesta conta aquele pãozinho com manteiga ou margarina, mas sem exagero, porque ainda há as gorduras dos próprios alimentos e as usadas em suas preparações. Nunca é demais lembrar que pessoas com problemas cardiovasculares ou histórico familiar de eventos cardíacos devem maneirar no consumo de ácidos graxos saturados. 

ÓLEOS QUE CONTRIBUEM A SAÚDE E PERDA DE PESO.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016 0 comentários
Ao invés de entrar em dietas malucas que prejudicam a saúde ou fazer exercícios físicos que esgotam o organismo, a chave para o emagrecimento está na adoção de um estilo de vida saudável baseado em alimentação balanceada e atividade física. E uma ajuda extra para reduzir o as medidas são os óleos funcionais.

Felizmente, existem no mercado inúmeros óleos funcionais capazes de impulsionar a eliminação de gordura corporal. Selecionei sete produtos disponíveis para compararmos suas qualidades nutricionais.

Óleo de Coco - antioxidante natural, ele retarda o envelhecimento, previne doenças como o câncer, reduz as taxas de colesterol sanguíneo e também promove saciedade ao corpo. Atua com agilidade na absorção e no transporte da gordura para o fígado, onde esta se transforma em energia, acelerando o metabolismo. Cerca de 50% da gordura do coco é composta por ácido láurico (ácido graxo), de ação antibacteriana, antifúngica, antiviral e antiprotozoária, que atuam diretamente no fortalecimento do sistema imunológico. 

Óleo de Baru - novidade no mercado, esse óleo é extraído da semente da castanha de baru. Possui propriedades nutricionais por ser rico em ácidos graxos - ômega 3, ômega 6 e ômega 9 - proteínas, fibras, além de ser fonte de minerais, como cálcio, ferro e zinco. O baru aumenta a atividade das enzimas antioxidantes e desempenha papel importante na redução do estresse, um dos principais agentes causadores do ganho de peso. Com propriedade sacietógena tão grande quanto a chia, o produto desempenha ação cardioprotetora, uma vez que promove a redução do colesterol LDL e o aumento nos níveis do colesterol HDL, o chamado bom colesterol. O produto foi testado em estudo cientifico e comprovou a perda 1.5kg de gordura em dois meses. 

Óleo de Linhaça - Rico em ácidos graxos que estimulam a saciedade, o óleo da semente de linhaça auxilia na redução do colesterol ruim, o LDL e protege o organismo de doenças cardiovasculares e doenças cancerígenas na mama e na próstata. Outro benefício do consumo deste óleo é a prevenção dos sintomas da menopausa.

Óleo de Amêndoas – fonte de acido oleico, ácido linoléico, ácido palmítico, ferro, cálcio e fósforo, o óleo de amêndoas é muito utilizado no preparo de licores e produtos de confeitaria e receitas culinárias, bem como em saladas e refogados. Seu uso cosmético amacia e tonifica a pele, alivia coceira e possui propriedades rejuvenescedoras, regeneradoras, hidratantes e nutritivas. 

Óleo de Abóbora – extraído da semente de abóbora possui propriedades antioxidantes por ser abundante em vitamina E, alfa-tocoferol e gama-tocoferol. É também fonte de Vitamina A e complexo B, minerais como cálcio, ferro, potássio, fósforo e selênio. Além de ser um poderoso antioxidante, ele ajuda a prevenir o câncer de próstata, inibir a inflamação ou o crescimento do tecido prostático. Também é utilizado pela medicina popular como diurético e vermífugo.

Óleo de Cártamo – Excelente para aqueles que buscam redução da gordura corporal e o aumento da massa magra. o óleo extraído da semente de cártamo atua na gordura localizada do abdômem. Possui de 60 a 80% de ácido linoleico e de 20 a 40% de ácido oleico, duas substâncias importantes para ajudar na perda de peso. Mas, como todo óleo, seu uso deve ser moderado: tome no máximo de duas a três cápsulas por dia (ou uma colher de sopa), meia hora antes ou depois das principais refeições. Além disso, para turbinar os efeitos, o melhor é combinar com exercícios físicos.

Óleo de Gergelim – Alivia os sintomas da TPM por conter elevadas quantidades de vitamina E. Antioxidante natural protege as células contra os radicais livres e o envelhecimento precoce. Fonte de ácidos graxos insaturados, ômega 9 e 6, é indicado para quem deseja suplementar a alimentação com nutrientes fundamentais para o funcionamento do corpo.

ÓLEOS VEGETAIS.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015 0 comentários
Com tantas opções de óleos de cozinha no mercado e com as informações diversas sobre eles, a gente sempre fica na dúvida de qual usar e por que seria a melhor escolha.

Segundo a nutricionista Luciana Harfenist, para o bem da nossa saúde, o melhor óleo é sempre o que vem da fonte mais natural possível. "Azeite, milho, coco. Mas, como cada óleo tem uma composição e o nosso organismo necessita de todas as gorduras, o ideal é alternar o consumo deles", ensina a especialista.

Mas, dependendo do que você vá preparar na cozinha, é bom ter em mente como cada um desses óleos podem beneficiar o sabor do seu prato. "Sempre recomendo que o refogado seja feito com azeite e a fritura, quando for necessária, no óleo de canola por conta do seu ponto de fusão", sugere Alessandra Almeida, nutricionista funcional da Clinica Andrea Santa Rosa.

Abaixo, como cada um pode fazer o seu prato ficar mais saboroso e saudável:


Fonte:GNT

PESQUISA IDENTIFICA ÓLEOS MAIS SAUDÁVEIS PARA COZINHAR.

domingo, 2 de agosto de 2015 0 comentários
Qual é o melhor óleo para cozinhar? Pesquisadores de uma universidade britânica analisaram cinco tipos para determinar qual seria o mais saudável

Escolher o óleo certo para cozinhar não é fácil.
Quando o assunto é gorduras e óleos, temos dezenas de opções disponíveis e é complicado saber qual delas será a "mais saudável". As prateleiras dos supermercados têm de tudo. E, nos dias de hoje, apesar de termos mais informações, elas muitas vezes se confundem, porque há muito debate sobre os benefícios e os danos que podem vir do consumo de diferentes tipos de gordura.

Na série da BBC Trust Me, I'm a Doctor perguntamos: "Quais tipos de gordura e óleo são os melhores para cozinhar?"

Você pode pensar que é óbvio que frituras feitas com óleo vegetal são mais saudáveis do que se fosse feitas com óleo animal, como banha ou manteiga.

Mas será?
Para descobrir isso, demos a alguns moradores de Leicester, na Inglaterra, uma variedade de gorduras e óleos e pedimos aos voluntários para usarem todos eles. Também pedimos aos voluntários que guardassem o que sobrasse do óleo para podermos analisar.

As gorduras e óleos usados foram: óleo de girassol, óleo vegetal, óleo de milho, óleo de canola, azeite, manteiga e banha animal.

Depois de usadas para cozinhar, foram coletadas amostras dos óleos e das gorduras e enviadas para a Leicester School of Pharmacy na Universidade de Leicester, onde o professor Martin Grootveld e sua equipe fizeram um experimento paralelo onde eles aqueceram de novo os mesmos óleos a temperaturas altas para fazer frituras.

Quando você está fritando ou cozinhando em uma alta temperatura (próximo de 180°C), as estruturas moleculares de gorduras e óleos mudam. Acontece o que chamamos de oxidação – elas reagem com o oxigênio do ar formando aldeídos e peróxidos de lipídio. Na temperatura ambiente, algo semelhante acontece, mas de maneira muito mais lenta. Quando lipídios se decompõem, eles se tornam oxidados.

O consumo de aldeídos, mesmo que em pequenas quantidades, tem sido relacionado a um risco de doenças do coração e câncer. Então o que Grootveld e sua equipe descobriram?

"Descobrimos que os óleos que eram ricos em poliinssaturados – o de milho e o de girassol – geravam altos níveis de aldeídos."

O resultado foi surpreendente, já que muita gente pensava que o óleo de girassol era o mais "saudável".Manteiga e banha animal são melhores que óleos de girassol ou de milho para frituras

"Óleo de girassol e de milho são bons", diz o professor Grootveld, "desde que você não submeta eles ao calor, como ao fritar alimentos ou ao cozinhar algo. É um fator químico simples faz com que algo que é visto como saudável para nós se converta em algo que faz mal quando é submetido a temperaturas mais altas."

O azeite e o óleo de canola produziram muito menos aldeídos, assim como a manteiga e a banha animal. O motivo é que esses óleos são ricos em ácidos graxos monoinsaturados e saturados, que são muito mais estáveis quando submetidos ao calor. Na verdade, gorduras saturadas raramente passam pelo processo de oxidação.

Segundo Grootveld, o melhor óleo para fritar e cozinhar é o azeite. "Primeiro porque esses compostos tóxicos são gerados em baixa quantidade e segundo porque os compostos que são formados são menos maléficos para o corpo humano."

A pesquisa dele também sugere que, quando o assunto é cozinhar ou fritar, manteiga ou banha animal são mais indicadas do que óleo de girassol e de milho.

"Se eu tivesse escolha entre banha e polinsaturados, eu optaria pela banha sempre."

A banha animal, apesar de ter uma reputação de "não saudável", é, na verdade, rica em gorduras monoinsaturadas.

O estudo também revela outros aldeídos identificado na análise das amostras enviadas para a universidade que ainda não haviam aparecido em outros experimentos com óleos.

"Nós descobrimos algo novo para a ciência aqui. Nunca tínhamos visto isso, estou impressionado."

Os voluntários provavelmente não ficariam muito felizes ao descobrir que o óleo que usaram para cozinhar gerou tantos compostos tóxicos.

O conselho final de Grootveld é, primeiramente, evitar frituras, especialmente aquelas em temperaturas muito altas. Se você estiver fritando algo, tente usar o mínimo possível de óleo e tente remover todo o óleo do alimento após a fritura usando uma toalha de papel, por exemplo.

Para reduzir a produção de aldeídos, opte por um óleo ou gordura que sejam ricos em lipídios monoinsaturados ou saturados (preferencialmente 60% para um ou outro) e mais de 80% para os dois juntos), e que sejam pobres em polinsaturados (menos de 20%).

O professor acredita que o "óleo ideal" para cozinhar seja o azeite, porque "tem 76% de lipídios monoinsaturados, 14% saturados e apenas 10% polinsaturados".

E, nesse caso, o azeite não importa se o azeite é "extra virgem" ou não. "Os níveis antioxidantes presentes em produtos extra virgem são insuficientes para proteger contra a oxidação induzida pelo calor."

O último conselho é manter sempre o óleo guardado longe da luz e não reutilizá-lo, já que isso também leva ao acúmulo de substâncias ruins.Escolher o óleo certo para cozinhar os alimentos pode evitar riscos de doenças coronárias

Sobre gorduras:
Gorduras polinsaturadas: contêm duas ou mais ligações carbono-carbono. Em alimentos como sementes, peixes, folhas verdes e nozes, podem trazer vários benefícios para a saúde. No entanto, os benefícios advindos do consumo de óleo de girassol e de milho, apesar de ricos em poliinstaturados, ainda não estão tão claros.
Óleos monoinsaturados: contêm apenas uma ligação dupla carbono-carbono. São encontrados em abacates, azeitonas, azeite, amêndoas e avelãs e também em banha animal. O azeite, que tem aproximadamente 76% de monoinsaturados, é um dos principais elementos da dieta mediterrânea, que tem se mostrado muito efetiva para reduzir o risco de doenças do coração.
Gorduras saturadas: não têm ligação dupla de átomos de carbono. Apesar de especialistas indicarem o consumo desse tipo de gordura, recentemente os benefícios dela e de outras gorduras derivadas de animais têm sido questionados.

Fonte: BBC.

ÓLEO E COCO E EXERCÍCIOS FÍSICOS COMBATEM A HIPERTENSÃO.

domingo, 15 de março de 2015 0 comentários
Superalimento
O óleo de coco é um dos poucos alimentos que podem ser classificados como um "superalimento".

Sua combinação exclusiva de ácidos graxos pode ter efeitos positivos profundos na saúde, incluindo a perda de gordura, aumento do colesterol bom, melhor funcionamento do cérebro e muitos outros benefícios, incluindo o combate a cáries e aftas.

Agora, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba dispuseram-se a testar a hipótese de que uma combinação de óleo de coco por dia e treinamento físico poderia restaurar a pressão arterial normal em indivíduos hipertensos.

Óleo de coco com exercício
Usando animais de laboratório espontaneamente hipertensos - sem alterações genéticas - a equipe constatou que tanto o óleo de coco quanto o treinamento físico reduzem o ganho de peso.

Igualmente, tanto a suplementação de óleo de coco quanto o condicionamento físico, ambos aplicados individualmente, reduziram a pressão sanguínea.

No entanto, somente quando o óleo de coco e o treinamento físico foram combinados, eles foram capazes de trazer a pressão arterial de volta aos valores normais.

"Esta é uma descoberta importante, uma vez que o óleo de coco está sendo considerado um 'superalimento' e está sendo consumido por atletas e pela população em geral que procura um estilo de vida saudável," disse o Dr. Valdir de Andrade Braga, um dos autores do estudo.

Testes em humanos
"A possibilidade de usar o óleo de coco como adjuvante no tratamento da hipertensão vem se somar à longa lista de benefícios associados ao seu consumo.

"Nosso próximo passo é começar alguns ensaios clínicos a fim de verificar se podemos reproduzir esses resultados em pacientes humanos hipertensos," finalizou Valdir.