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HIPERTENSÃO ESTÁ ENTRE AS PRINCIPAIS CAUSAS DE MORTALIDADE MATERNA NA GRAVIDEZ.

quarta-feira, 13 de março de 2013 0 comentários
Estudo da Universidade Estadual Paulista (Unicamp) apontou que os distúrbios hipertensivos estão entre as principais causas de mortalidade e morbidade entre as mulheres durante a gravidez, o parto e o puerpério (fase pós-parto).
 
Foram estudados 9.555 casos em 27 maternidades. A pesquisa analisou dados da Rede Brasileira de Vigilância da Morbidade Materna Grave em 27 maternidades. Os distúrbios hipertensivos representaram na investigação cerca de 70% da morbidade materna grave e 30% da mortalidade.
 
O termo morbidade materna grave é utilizado para conceituar as complicações ocorridas durante a fase da gravidez e do pós-parto. O estudo também utilizou outro conceito similar ao de morbidade materna grave. Trata-se do near miss (quase perda, em português), que compreende situações em que mulheres passaram por graves complicações e sobreviveram, por sorte ou por um bom cuidado obstétrico. São casos úteis para obter informações da própria paciente, que pode fornecer dados importantes acerca do seu atendimento.
 
O trabalho foi conduzido pela ginecologista Elvira Amélia de Oliveira Zanette como parte de sua pesquisa de mestrado, defendida junto ao programa de Pós-Graduação em Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp. O estudo gerou artigo submetido à revista científica "British Journal of Obstetrics and Gynaecology".
 
A médica pondera que houve redução de 51% nas mortes maternas no Brasil entre 1990 e 2010. Apesar disso, o número ainda é preocupante,
 
Fonte: I Saúde, Hipertensão está entre as principais causas de mortalidade materna na gravidez. Distúrbios hipertensivos representaram cerca de 70% da morbidade materna grave e 30% da mortalidade, aponta Unicamp. Acesso em 13/03/2013.

ESTUDO REFORÇA QUE ÁCIDO FÓLICO NA GRAVIDEZ PODE REDUZIR O RISCO DE AUTISMO.

sábado, 23 de fevereiro de 2013 0 comentários
Gravidez
Gravidez: Pesquisa reforça a possibilidade de o ácido fólico consumido por grávidas reduzir o risco de seus filhos serem autistas.
 
Um extenso estudo americano concluiu que tomar suplementos de ácido fólico durante a gravidez reduz em até 40% o risco de o bebê ter autismo. Essa vitamina, presente em alimentos como brócolis, tomate, lentilha e também em bebidas como a cerveja, diminui as chances de haver má formação congênita, mas ainda não está claro se a substância protege a criança contra problemas neurológicos. A nova pesquisa, publicada nesta quarta-feira no periódico The Journal of The American Association (JAMA), fornece novas evidências que reforçam tal relação, que já havia sido apontada por trabalhos anteriores.
 
ÁCIDO FÓLICO
Também chamado de vitamina B9, pode ser encontrado em alimentos como brócolis, couve, tomate, feijão, lentilha e cogumelo, em bebidas como a cerveja e em suplementos vitamínicos. Uma concha de feijão preto, por exemplo, tem 119 microgramas da vitamina. O ácido fólico atua no processo de multiplicação celular e na formação da hemoglobina. Recomenda-se o consumo da vitamina a mulheres que estão pensando em engravidar — de preferência 30 dias antes da fecundação e durante o primeiro trimestre gestação. O ácido é associado a um menor risco de má formação congênita.
A pesquisa, feita na Universidade da Califórnia, Davis, nos Estados Unidos, se baseou nos dados de 85.176 bebês inscritos no Estudo de Corte de Mães e Crianças Norueguesas, o maior trabalho já feito sobre a influência de fatores genéticos e ambientais sobre doenças neurológicas. Os pais dessas crianças também participaram da pesquisa. Após acompanhar as crianças entre três e dez anos após o seu nascimento, a equipe observou que 270 delas apresentaram algum transtorno do espectro autista.
 
De acordo com os resultados da pesquisa, mães que fizeram uso de suplementos de ácido fólico antes e durante a gestação tiveram filhos com um risco até 40% menor de serem diagnosticados com autismo na infância. Esse benefício foi observado apenas em mulheres que tomaram os suplementos durante o período entre quatro semanas antes de engravidarem e oito semanas após o início da gestação — o que revela que o momento do consumo da vitamina é crucial para reduzir os riscos de saúde ao bebê. Os pesquisadores não encontraram evidências de que outros suplementos alimentares, como de ômega-3, por exemplo, na gravidez influenciam no risco de autismo no filho.
Consumo ideal — Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o consumo de suplementos de ácido fólico é indicado para prevenir anencefalia (defeito congênito na formação do cérebro e da medula) e espinha bífida (formação anômala dos ossos da coluna vertebral) — dois defeitos de fechamento do tubo neural (estrutura que dará origem ao sistema nervoso central do bebê, incluindo cérebro e coluna). 
 
A recomendação do órgão é a de que as mulheres consumam 400 microgramas por dia de ácido fólico durante pelo menos um mês antes de engravidar e ao longo do primeiro trimestre de gestação — período em que o tubo neural está em pleno desenvolvimento.
Em 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adição de 4,2 miligramas de ferro e de 150 miligramas de ácido fólico para cada 100 gramas de farinha de trigo e de milho. A intenção era reduzir a prevalência de anemia por deficiência de ferro e prevenir defeitos do tubo neural.
 
Fonte: Veja, Estudo reforça que ácido fólico na gravidez pode reduzir o risco de autismo nos bebês. Suplementos da vitamina já são recomendados a gestantes e a mulheres que pretendem engravidar para reduzir o risco de má formação congênita. Acesso em 23/02/2013.

1 EM CADA 20 CASOS DE PRÉ-ECLÂMPSIA PODE ESTAR RELACIONADO À POLUIÇÃO DO AR.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013 0 comentários
Gravidez
Pesquisa mostra que exposição à poluição por ozônio
durante o primeiro trimeste de gestação pode
aumentar o risco de complicações na gravidez.
A pré-eclâmpsia é uma condição caracterizada pelo aumento da pressão arterial e liberação de proteínas na urina durante a gestação (Thinkstock)
Um a cada vinte casos de pré-eclâmpsia, condição que afeta a gravidez, pode estar relacionado à exposição, nos três primeiros meses da gestação, à poluição do ar por ozônio. Essa é a conclusão de um estudo realizado na Universidade de Umeå, na Suécia. De acordo com a pesquisa, o risco de parto prematuro também é aumentado pela presença desse poluente.
Conheça a pesquisa
TÍTULO ORIGINAL: Air pollution exposure in early pregnancy and adverse pregnancy outcomes: a register-based cohort study
ONDE FOI DIVULGADA: periódico British medical Journal Open
QUEM FEZ: David Olsson, Ingrid Mogren e Bertil Forsberg
INSTITUIÇÃO: Universidade de Umeå, na Suécia
RESULTADO: O risco de nascimentos prematuros e pré-eclâmpsia cresceu 4% para cada aumento de 10 microgramas de ozônio por metro cúbico de ar (µg/m3) nesse período. Os autores calculam que 5% dos casos de pré-eclâmpsia estavam relacionados aos níveis de ozônio do primeiro trimestre de gestação
A pré-eclâmpsia é uma condição que afeta cerca de 5% das gestantes, surgindo, normalmente, entre a vigésima semana da gravidez e a primeira semana após o parto. Os sintomas são aumento da pressão arterial e perda de proteínas pela urina. A condição pode dar origem a um descolamento precoce da placenta — recém-nascidos de mulheres com pré-eclâmpsia têm quatro a cinco vezes mais riscos de complicações de saúde.
 
Levantamento — Para a realização do estudo, publicado no periódico British Medical Journal Open, foram utilizados dados de 121.000 nascimentos (de gestações de um único bebê) ocorridos entre 1998 e 2006 na área metropolitana de Estocolmo. Dentre eles, 4,4% foram partos prematuros e a pré-eclâmpsia ocorreu em 2,7% dos casos.
Os pesquisadores também analisaram dados nacionais de prevalência de asma entre mães e níveis de ozônio e óxido de nitrogênio no ar. Nenhuma relação foi encontrada entre o óxido de nitrogênio, liberado por veículos, e complicações na gravidez, assim como nenhum dos poluentes pode ser relacionado ao nascimento de bebês abaixo do peso.
Quanto à asma, os pesquisadores concluíram que mães asmáticas têm uma chance 25% maior de terem um filho prematuro e um risco 10% maior de apresentarem pré-eclâmpsia.
Os resultados mostraram uma associação entre os níveis de ozônio durante o primeiro trimestre de gestação e o risco de nascimentos prematuros e pré-eclâmpsia. Cada uma dessas condições cresceu 4% para cada aumento de 10 microgramas de ozônio por metro cúbico de ar (µg/m3) nesse período. Os autores calculam que 5% dos casos de pré-eclâmpsia estavam relacionados aos níveis de ozônio do primeiro trimestre de gestação.
 
Fonte: Veja, 1 em cada 20 casos de pré-eclâmpsia pode estar relacionado à poluição do ar. Acesso em 11/02/2013.

OBESIDADE MATERNA POSSUI RELAÇÃO A UMA MENOR QUANTIDADE DE VITAMINA D AO RECÉM-NASCIDO.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013 0 comentários
Pesquisadores descobriram que existe uma relação entre a obesidade materna e a quantidade de vitamina D no cordão umbilical de recém nascidos. O estudo foi publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism e traz novas informações referentes a já conhecida relação inversa existente entre a quantidade de vitamina D e o aumento de gordura corporal em crianças, adolescentes e adultos. Ainda não se tinha notícias relacionadas aos recém-nascidos.

CONHEÇA A PESQUISA
Onde foi divulgada: jornal The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism
Quem fez: Jami L. Josefson, Joseph Feinglass, Alfred W. Rademaker, Boyd E. Metzger, Dinah M. Zeiss, Heather E. Price and Craig B. Langman
Instituição: Ann and Robert H. Lurie Children's Hospital of Chicago
Dados de amostragem: 45 mães, com massas corpóreas normal e obesa, e respectivos bebês
Resultado: Mães obesas transferem menos vitamina D para os recém nascidos.

Tanto a obesidade materna como a deficiência de vitamina D durante a gravidez são comuns e estão associadas a resultados adversos da gravidez, que são complicações tais como cesariana, diabetes gestational, pré-eclâmpsia e baixo peso ao nascer. A pesquisa teve como objetivo determinar a relação entre os níves de vitamina D em mães e recém-nascidos, influenciada pela obesidade da mãe, e avaliar essas associações com o acúmulo de gordura do recém-nascido.

Para a realização do estudo foram recrutadas 46 mulheres grávidas saudáveis com índices de Massa Corpórea (IMC) normal e acima do limite, das quais foram coletadas amostras de sangue entre 36 e 38 semanas de gestação. Como a única fonte de vitamina D em recém-nascidos é o nutriente 25-hidroxivitamina D (25-OH D), transferido através da placenta materna, também foram coletadas amostras de sangue de cordões umbilicais no momento do parto. Os bebês ainda passaram por medidas antropométricas — que medem o tamanho, o peso e as proporções do corpo humano, através de medidas de rápida e fácil realização — em até 48 horas após o nascimento. 

Os resultados do estudo indicaram que a variação nos níveis de 25-OH D no sangue do cordão umbilical está relacionada a quatro fatores: o nível de 25-OH D da mãe, a obesidade materna, a idade da mãe e a acumulação de gordura no recém nascido. Embora ambos os grupos de mães tenham apresentado níveis de 25-OH D similares durante o fim da gravidez, recém nascidos de mães obesas tiveram nível de 25-OH D significantemente menor que recém nascidos de mães com peso normal.

"Os resultados podem indicar que as mulheres obesas grávidas não estão transferindo o nutriente 25-OH D para os bebês tão eficazmente como as mulheres magras, apesar de ambas terem quantidades equivalente da vitamina, consistente com a teoria da reduzida disponibilidade da vitamina D na obesidade", diz trecho do estudo.

A partir dessa conclusão, as obesas podem necessitar de maiores quantidades de suplementação de vitamina D para fornecer aos recém nascidos níveis suficientes do nutriente.

Fonte: Veja, Mães obesas passam menos vitamina D para os filhos. Estudo mediu a presença da vitamina no sangue materno e no cordão umbilical de recém-nascidos. Acesso em 18/01/2013.

RECOMENDAÇÃO DO CONSUMO DE PEIXES DURANTE A GESTAÇÃO.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013 0 comentários

Benefícios e riscos dos peixes
Para as mulheres grávidas e seus bebês, os benefícios da ingestão de peixes podem superar os riscos associados com o alimento.
Quando uma mulher grávida ingere peixe, ela expõe seu bebê à neurotoxina metil mercúrio.
Por outro lado, ela ingere compostos que estimulam o desenvolvimento cerebral do feto, essencialmente os ácidos graxos poli-insaturados, mais conhecidos como ômega-3.

Recomendações sobre peixes para grávidas
A agência norte-americana FDA recomenda que as mulheres grávidas comam não mais do que duas porções de peixe por semana, e evitem a maioria dos peixes grandes, em razão do eventual maior acúmulo de metil mercúrio.
Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde e a Organização para Alimentação e Agricultura lançaram recentemente um comunicado conjunto enfatizando os benefícios da ingestão de peixe pelas mulheres grávidas e mães que estão amamentando.
Segundo as duas entidades, a falta do consumo de peixe pode ter um forte impacto negativo no desenvolvimento cerebral do bebê.
Essas mensagens conflitantes deixam as mães sem saber o que fazer.
Para tentar dirimir as dúvidas, cientistas da Universidade de Rochester (EUA) fizeram avaliações nutricionais detalhadas em 225 mulheres grávidas, e depois monitoraram o desenvolvimento da fala e da inteligência de seus filhos durante vários anos.

Mamãe, coma peixe
"Este estudo mostra que não há efeitos adversos da exposição pré-natal ao mercúrio dos peixes em crianças de 5 anos de idade em 10 indicadores de desenvolvimento, quando ajustados para os níveis maternos de ácidos graxos poli-insaturados. De fato, encontramos associações positivas entre esses nutrientes e o desenvolvimento da linguagem infantil," disse o Dr. Phil Davidson, líder do estudo.

O estudo foi feito na República das Seychelles, no Oceano Índico, onde as mulheres consomem em média 10 vezes mais peixes do que as mulheres ocidentais - lá, os peixes têm os mesmos níveis de metil mercúrio do que os vendidos nos supermercados dos EUA.
Quanto maior é o nível dos ácidos graxos ômega-3 nas mães - derivados da ingestão de peixes - melhor é o desenvolvimento da fala de seus filhos.

"Com base em nossos resultados, podemos afirmar que os efeitos benéficos do consumo de peixes durante a gravidez mais do que compensam quaisquer efeitos adversos do metil mercúrio," disse o Dr. Sean Strain, idealizador do estudo.

Fonte: Diário da Saúde, É saudável comer peixe durante a gravidez? Acesso em 11/01/2013.

CONSUMO DE PEIXES DURANTE A GESTAÇÃO ESTÁ RELACIONADO A REDUÇÃO DO BEBÊ DESENVOLVER TDAH.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012 0 comentários
A quantidade de peixe ingerida durante a gravidez pode afetar as chances da criança desenvolver Transtorno de Déficite de Atenção e Hiperatividade (TDAH). De acordo com uma pesquisa feita pela “Boston University School of Public Health”, comer peixe duas vezes por semana durante a gestação diminui em 60% os risco do desenvolvimento de TDAH do bebê.
 
O importante mesmo é comer peixe — disse a professora Sharon Sagiv, principal autora do estudo, que ressalta ainda a diferença entre os tipos de peixe.
De acordo com a pesquisadora, mulheres grávidas devem evitar peixes “grandes” e mais oleosos, como o atum e o peixe-espada, que normalmente contêm mais mercúrio. Para as refeições, devem optar por tipos como haddock ou salmão.
Níveis elevados de mercúrio também foram associados a um maior risco de sintomas de TDAH.
Para o novo estudo, os pesquisadores acompanharam 788 crianças nascidas em Massachusetts, entre 1993 e 1998. Eles usaram amostras de cabelo das mães, retiradas logo após o parto, para testar os níveis de mercúrio. O estudo levou em conta também a quantidade de peixe ingerida durante a gestação. Quando as crianças estavam com cerca de oito anos de idade, os pesquisadores pediram a seus professores para avaliarem o comportamento delas.
 
O estudo concluiu que quanto maior o nível de mercúrio encontrado na amostra de cabelo da mãe, maior as chances da criança apresentar sintomas de TDAH. A pesquisa mostrou ainda que 60% das crianças das quais as mães comeram duas ou mais porções de peixe por semana apresentaram menor propensão a comportamentos impulsivo ou hiperativo.

Fonte: O Globo, Relação entre o consumo de peixe na gravidez e o TDAH. Gestantes que comem duas porções por semana podem diminuir o risco dos sintomas do distúrbio no filho. Acesso em 11/10/2012.

A IMPORTÂNCIA DO ÁCIDO FÓLICO NA GESTAÇÃO.

domingo, 2 de setembro de 2012 0 comentários
Uma medida simples para evitar malformações em bebês ainda é pouco adotada pelas brasileiras e será tema de campanha nacional com lançamento marcado para hoje em São Paulo.
 
Um levantamento com 500 mulheres realizado pelo médico Eduardo Borges da Fonseca, professor de obstetrícia da Universidade Federal da Paraíba, mostra que só 13,8% tomaram suplemento de ácido fólico antes de engravidar.
 
O uso dessa vitamina ao menos 30 dias antes do início da gestação, continuando até o terceiro mês, reduz em cerca de 75% a ocorrência dos defeitos de fechamento do tubo neural (a região do embrião que vai dar origem ao sistema nervoso central).
Hoje, 1 em 1.000 crianças nasce com algum desses problemas no país. Os mais comuns são espinha bífida (exposição dos nervos da medula espinhal) e anencefalia.
A anencefalia leva à morte do bebê. No caso da espinha bífida, a gravidade varia conforme a posição da lesão e a extensão. Algumas crianças não precisam de tratamento e outras podem ser submetidas a cirurgia logo após o parto. Mas muitas, mesmo após a operação, sofrem sequelas, como paralisia e dificuldades de aprendizagem.
No estudo, feito em João Pessoa, a maioria das que usaram o ácido fólico o fez de forma incorreta, muitas vezes com doses maiores dos que as ideais (de 400 microgramas por dia). Estudos com animais apontam que a suplementação em excesso pode levar a bebês com baixo peso.
Cerca de metade da amostra era de mulheres atendidas pelo SUS e a outra metade, de clínicas particulares. "Não houve diferença entre os grupos", afirma Fonseca, que é presidente da comissão de medicina fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
"Os números que nós encontramos são muito semelhantes aos de um estudo feito em Pelotas (RS) há seis anos. A situação não melhorou desde então."
O fechamento do tubo neural acontece entre a segunda e a quarta semana de gravidez. No Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz com 22 mil mulheres, 55% das gestações não são planejadas.
 
"Em geral, a mulher só chega ao médico de dois a três meses depois do início da gravidez, o que já é uma fase tardia para o início da suplementação", afirma o médico.
Por isso, um dos focos da campanha da Febrasgo é estimular médicos a informar as mulheres sobre a importância do suplemento durante as consultas anuais.
A fortificação de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico, obrigatória no Brasil desde 2004, consegue reduzir em 39% a ocorrência das malformações.
 
"Mas essa medida não atinge a todas. Muitas mulheres hoje adotam dietas da proteína, com baixa ingestão de carboidrato. Por isso é melhor usar as duas formas de prevenção: a alimentação fortificada e a suplementação."
 
 
Fonte: Folha, Prevenção com ácido fólico na gravidez é rara e incorreta no Brasil. Acesso em 02/09/2012.

CONSUMO DE ÔMEGA 3 NA GESTAÇÃO PODE EVTAR SINTOMAS DEPRESSIVOS NOS BEBÊS.

sábado, 1 de setembro de 2012 0 comentários
Gestantes que mantêm uma alimentação privilegiada em salmão e sardinhas, ricos em ômega-3, podem reduzir as chances de seus filhos apresentarem sintomas da depressão. Uma pesquisa apresentada durante a Reunião Anual da Federação das Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), em Águas de Lindóia, encontrou uma relação direta entre a ingestão desse ácido graxo poli-insaturado e uma melhora em comportamentos relacionados ao estado depressivo em ratos de laboratório.
 
Pesquisas prévias já haviam relacionado uma dieta rica em óleo de peixe à melhora de quadros depressivos. Para tentar encontrar as bases moleculares que definem essa relação, a pesquisadora Anete Curte Ferraz, coordenadora do Laboratório de Neurofisiologia da Universidade Federal do Paraná, deu suplementos de ômega-3 para ratas grávidas durante toda a gestação. Os animais receberam o suplemento por mais 21 dias após o parto, tempo que corresponde ao período de amamentação.
 
Aos 90 dias de idade, os filhotes já crescidos foram submetidos a testes de natação forçada. Havia três resultados possíveis. No primeiro, os ratos ficariam imóveis (comportamento depressivo). No segundo, nadariam (relacionado à liberação do hormônio serotonina) e, no terceiro, tentariam escalar as paredes da piscina — relacionado à liberação de noradrenalina. Percebeu-se, então, que os animais do grupo de controle, que não receberam a suplementação do óleo, apresentavam maior índice de imobilidade. "Aqueles que ingeriram o ácido graxo, por sua vez, tiveram uma redução na imobilidade, aumento da natação e nenhuma alteração na escalada. Isso indica que a ação desse composto está relacionada à liberação de serotonina", diz Anete.
 
Resultados — Uma hipótese levantada pela pesquisadora para essa ação benéfica do ômega-3 é que os ácidos graxos docosahexaenoico (DHA) e eicosapentaenoico (EPA), ambos componentes do ômega-3, estariam modulando a atividade do receptor de serotonina chamado 5HTIA. Esse receptor está localizado no hipocampo e no córtex cerebral, regiões neurológicas relacionadas à depressão. Isso significa que sua ativação levaria a uma maior ação do neurotransmissor serotonina, que regula o humor — indivíduos deprimidos têm níveis baixos de serotonina.
 
O ômega-3 estaria ainda levando a uma maior produção do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF, sigla em inglês). Esse fator é responsável por garantir a sobrevivência das células nervosas que produzem serotonina. Com a indução de produção do BNDF, o ômega-3 acaba por garantir também a sobrevivência, a plasticidade e o crescimento dos neurônios serotoninérgicos.
 
"A alimentação com ômega-3 pode vir a ser uma coadjuvante ao tratamento para a depressão", diz Anete. Em gestantes, diz a pesquisadora, seu consumo pode ser fundamental para o favorecimento do processo de desenvolvimento cerebral do feto.
 
Fonte: Veja, Consumir ômega-3 na gestação pode evitar sintomas depressivos nos bebês. Pesquisa feita em ratos aponta relação entre o óleo graxo poli-insaturado e o hormônio serotonina, que controla o humor. Acesso em 01/09/2012.

A HIPERTENSÃO ARTERIAL DURANTE A GESTAÇÃO, INFORME-SE PARA PREVENIR.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012 0 comentários
Um dos quadros de complicações clínicas mais presentes em mulheres durante a gravidez é a hipertensão arterial, que quando não diagnosticada e tratada rapidamente pode culminar com a morte do bebê e da mãe. O fato requer tanta atenção que a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e o Instituto do Coração (Incor) têm promovido ações preventivas contra o problema.
 
A doença hipertensiva da gravidez aparece durante a gestação e é denominada como pré-eclâmpsia. De acordo com os especialistas, em geral afeta cerca de 5% das gestantes.
Segundo uma publicação do Incor, é mais comum a doença se manifestar na primeira gestação e naquelas pacientes que possuem outras complicações, como hipertensão arterial crônica, diabetes e doenças do colágeno, como lupus. Pesquisas recentes mostram que a chance de acontecer a pré-eclâmpsia em mulheres que já são hipertensas é de 25% a 30%.
Ainda de acordo com o Incor, complicações mais sérias podem ser causadas nos casos em que a hipertensão não é detectada e controlada frequentemente. Entre os problemas, destaque para a ocorrência de convulsões, descolamento prematuro da placenta, hemorragias, edema agudo dos pulmões e insuficiência renal.
 
Cerca de 5% das gestantes sofrem com a pré-eclâmpsia, a hipertensão da gravidez.           
Além disso, a hipertensão arterial durante a gestação pode afetar também o feto, uma vez que prejudica o crescimento. Os bebês podem nascer abaixo do peso e correm mais riscos de nascerem prematuramente. Em casos mais sérios, a hipertensão pode levar ao óbito. Os médicos destacam a importância do diagnóstico precoce e do controle clínico e obstétrico adequados, especialmente para aquelas gestantes que apresentam a pressão arterial alta.

Fonte:
Coração Saudável, A hipertensão na gravidez. Acesso em 29/08/2012.

DIETA RICA EM PEIXES NA GESTAÇÃO OFERECE PROTEÇÃO IMUNOLÓGICA AOS RECÉM-NASCIDOS.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012 0 comentários
O consumo de ácido graxo ômega-3 durante a gravidez pode reduzir a produção de um anticorpo importante na prevenção de infecções no bebê. De acordo com um estudo publicado no periódico médico The Journal of Nutrition, mulheres que mantinham uma dieta rica em salmão secretavam menos imunoglobina-A, um anticorpo passado de mãe para filho durante a amamentação.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Salmon Consumption during Pregnancy Alters Fatty Acid Composition and Secretory IgA Concentration in Human Breast Milk
Onde foi divulgada: periódico The Journal of Nutrition
Quem fez: Heidi J. Urwin, Parveen Yaqoob e equipe
Instituição: Universidade de Reading e Universidade de Southampton
Dados de amostragem: 123 gestantes
Resultado: O consumo de peixes gordos, fonte de ácido graxo ômega-3, durante a gestação reduziu a secreção de imunoglobina-A pelo leite materno. O anticorpo é importante na prevenção de infecções no bebê. De efeito benéfico e conhecido para a saúde do coração e até na prevenção da depressão pós-parto, o ácido graxo ômega-3, encontrado em peixes gordos como o salmão, é indicado para qualquer pessoa que queira manter uma dieta saudável. Como são fundamentais para a formação do cérebro de um feto, mulheres grávidas também são costumeiramente encorajadas a ter uma dieta rica da substância. Esse ácido é importante ainda para o desenvolvimento dos vasos sanguíneos, do coração e do sistema imunológico.

Apesar de todos os efeitos benéficos conhecidos do óleo graxo ômega-3, pouco era sabido sobre a influência de sua ingestão na composição do leite materno e das substâncias imunológicas transferidas de mãe para filho. A proteção imunológica que a amamentação fornece aos recém-nascidos é uma das razões pelas quais o aleitamento materno é recomendado por profissionais de todo o mundo. Daí, a importância de se avaliar a influência do consumo de peixes gordos por gestantes.

Pesquisa – Um grupo de pesquisadores, coordenados pela Universidade de Reading e a Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, separou 123 mulheres grávidas, que raramente consumiam peixes gordos, em dois grupos. Metade manteve sua dieta regular. A outra metade ingeriu duas porções de salmão por semana, começando na vigésima semana de gestação até o nascimento.

Descobriu-se, então, que as mães que comeram salmão nos estágios finais da gravidez tiveram um aumento na quantia de ômega-3 presente no leite no primeiro mês após o nascimento. Mas elas tiveram também uma redução na secreção de imunoglobina-A, um anticorpo que ajuda o recém-nascido a se proteger de infecções virais e bacterianas através das mucosas.

“A dieta rica em peixes gordos é eficiente na transmissão de nutrientes saudáveis para os bebês. Mas são necessários mais estudos para examinar como a baixa desse anticorpo específico pode afetar os recém-nascidos”, diz Parveen Yaqoob, coordenadora do estudo.

Fonte: Veja, Consumo elevado de salmão na gravidez reduz produção de anticorpo. Índice da imunoglobina-A no leite materno, importante para a prevenção de infecções no bebê, tem queda quando há alto consumo de ômega-3. Acesso em 06/08/2012.

AMAMENTAÇÃO REDUZ GORDURA CORPORAL MESMO DÉCADAS APÓS O PARTO.

quarta-feira, 11 de julho de 2012 0 comentários
Mulheres que amamentam seus filhos têm um menor índice de massa corporal (IMC), mesmo décadas após o parto, de acordo com pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

A pesquisa, publicada no
International Journal of Obesity, revela que quanto mais filhos uma mulher tem, maior sua chance de engordar. No entanto, o excesso de peso foi menor em mulheres que haviam amamentado, independentemente de quantas vezes elas tinham engravidado.

O estudo mostrou que para cada seis meses de amamentação, houve uma redução de 1% no IMC, mesmo depois de considerarem outros fatores conhecidos por afetar a obesidade como falta de exercício e fumo.

"Nossa pesquisa sugere que apenas poucos meses de amamentação pode reduzir o risco de obesidade na vida adulta. A redução no IMC pode parecer pequena, mas se espalhada por toda a população do Reino Unido pode significar menos cerca de 10 mil mortes prematuras por década por condições relacionada à obesidade, tais como diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer", observa a pesquisadora Dame Valerie Beral.

Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que a amamentação pode ajudar as mulheres a perder peso acumulado durante a gravidez nos meses imediatamente após o nascimento, mas poucos estudos têm abordado a relação a longo prazo.

Para o trabalho, os pesquisadores avaliaram 740 mil mulheres com idade média de 57,5 anos e IMC médio de 26,2 kg/m2.

A maioria das mulheres teve pelo menos um filho e destes 70% haviam amamentado, em média, durante 7,7 meses.

Apesar dos resultados positivos, a equipe afirma que mais pesquisas são necessárias para descobrir se esse efeito é observado em outras populações, particularmente nos países em desenvolvimento.

Fonte:
I Saúde, Amamentação reduz gordura corporal mesmo décadas após o parto. Pesquisa mostrou que para cada seis meses de amamentação, houve uma redução de 1% no IMC das mães a longo prazo. Acesso em 11/07/2012.

SENSIBILIDADE MATERNA AO GLÚTEN E SUA RELAÇÃO COM ESQUIZOFRENIA NOS FILHOS.

terça-feira, 3 de julho de 2012 0 comentários
Mães que são sensíveis ao glúten, proteína presente no trigo, na cevada, na aveia e no centeio, podem influenciar o risco de seus filhos terem problemas psiquiátricos, como esquizofrenia, segundo pesquisadores do Instituto Karolinska, na Suécia, e da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Essa é a primeira vez em que tal associação é feita. Antes, o aumento das chances de distúrbios como esses só havia sido relacionado com infecções e outras desordens inflamatórias maternas. O resultado faz parte de uma pesquisa que será publicada na edição do mês de junho do periódico American Journal of Psychiatry.

CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Maternal Antibodies to Dietary Antigens and Risk for Nonaffective Psychosis in Offspring
Onde foi divulgada: periódico American Journal of Psychiatry
Quem fez: Hakan Karlsson, Åsa Blomström, Susanne Wicks, Shuojia Yang, Robert Yolken e Christina Dalman
Instituição: Instituto Karolinska, Suécia, e Universidade Johns Hopkins Estados Unidos
Dados de amostragem: 764 recém-nascidos
Resultado: Sensibilidade da mãe ao glúten está associada ao dobro do risco do filho apresentar uma desordem psiquiátrica, como esquizofrenia ou transtorno delirante, ao longo da vida

Os pesquisadores analisaram dados do nascimento e amostras de sangue de 764 recém-nascidos entre 1975 e 1985. Eles mediram, no sangue dos bebês, os níveis do anticorpo IgG, que ataca a proteína do leite de vaca e também a gliadina, um dos componentes do glúten. Esse anticorpo, cuja presença determina a sensibilidade que uma pessoa tem a esses alimentos, atravessa a placenta durante a gravidez para conferir ao bebê imunidade.

Ao longo dos anos seguintes, 211 dessas crianças desenvolveram alguma desordem psiquiátrica, como esquizofrenia ou transtorno delirante. Os resultados indicaram que crianças que tinham maiores níveis do anticorpo anti-gliadina apresentaram o dobro de risco de terem um problema psiquiátrico do que as crianças com quantidades normais do anticorpo. A associação continuou a mesma mesmo depois de a equipe adequar os resultados para fatores que ajudam a desencadear desordens psiquiátricas, como idade da gestante e peso do bebê ao nascer.

De acordo com Hakan Karlsson, que coordenou o trabalho, esses dados reforçam a ideia de que os riscos de uma desordem psiquiátrica podem ser moldados por, além de genes e estilo de vida, fatores associados à gestação da mãe. “No entanto, isso não significa de maneira alguma que todo o tipo de sensibilidade a alimentos provoquem esquizofrenia”, diz o pesquisador.

Fonte: Veja, Sensibilidade materna ao glúten aumenta risco de esquizofrenia nos filhos. Recém-nascido com maiores níveis de anticorpo associado à sensibilidade pode ter até o dobro de risco de apresentar uma desordem psiquiátrica. Acesso em 03/07/2012.

SOBREPESO NA GRAVIDEZ AFETA SAÚDE DOS FILHOS.

quinta-feira, 28 de junho de 2012 0 comentários
Pesquisa realizada por pesquisadores das universidades Hebraica de Jerusalém, em Israel, e de Washington, nos Estados Unidos, indica que excesso de peso antes e durante a gravidez pode ter consequências negativas duradouras para a saúde dos filhos, que se estendem até a vida adulta.

A equipe de pesquisa identificou uma correlação direta entre excesso de peso materno e tendências mais elevadas de seus filhos sofrerem de excesso de peso na vida adulta, como também de pressão arterial elevada e taxas elevadas de açúcar e gordura no sangue.

A pesquisa - cujos resultados foram publicados recentemente na revista Circulation - foi baseada na análise de informações clínicas sobre 1.400 pessoas que nasceram em Jerusalém entre os anos de 1974 e 1976. Os dados forneceram informações como pesos das mães antes e durante a gravidez e peso da criança ao nascer. Os pesquisadores também reuniram dados clínicos mais atuais do grupo examinado, quando os filhos completaram 32 anos, incluindo peso corporal, pressão arterial e níveis de gordura e açúcar no sangue, além de medições do índice de massa corporal (IMC), bem como da largura do quadril.

Os resultados da pesquisa mostraram uma clara influência do excesso de peso das mães sobre o excesso de peso de seus filhos, afetando por sua vez, outros fatores de risco na fase adulta.

Assim, por exemplo, os filhos de mães que ganharam mais de 14 quilos durante a gravidez foram medidos a ter um IMC maior do que aqueles que nasceram de mães que não ganham mais de nove quilos durante a gravidez. Em termos de medidas de quadril, os filhos adultos de mães grávidas obesas tinham, em média, medidas de quadril quase 10 centímetros mais largo que aqueles que nasceram de mães que não estavam com sobrepeso.

Comparações semelhantes foram feitas em relação níveis de açúcar e gordura no sangue, todos os dados indicaram que aqueles nascidos de mães com sobrepeso tinham características prejudiciais sobre sua saúde e expectativa de vida em comparação com aqueles que nasceram de mães que não haviam ganhado peso em excesso.

"Em uma época de uma epidemia de excesso de peso no mundo, é importante conhecer os fatores que estão envolvidos em conduzir a riscos de saúde com excesso de peso e outros. Esse entendimento torna essencial que identificar as janelas iniciais da oportunidade em que podemos intervir para reduzir os riscos de doença crônica mais tarde na vida", conclui a pesquisadora envolvida no estudo Orly Manor.

Fonte:
I Saúde, Sobrepeso antes e durante gravidez afeta saúde de filhos na idade adulta. Obesidade materna aumenta tendência de filhos para excesso de peso, pressão alta e taxas elevadas de açúcar e gordura no sangue. Acesso em 28/06/2012.

DIETA BALANCEADA EVITA DIABETES E PRESSÃO ALTA NA GESTAÇÃO.

segunda-feira, 21 de maio de 2012 0 comentários
Uma pesquisa britânica concluiu que uma dieta balanceada seria mais eficiente do que atividades físicas para ajudar mulheres com sobrepeso a evitarem engordar excessivamente na gravidez.

A pesquisa, publicada no British Medical Journal, analisou os resultados de 44 estudos, com dados sobre 7.000 mulheres.

O sobrepeso durante a gravidez está associado a problemas como diabetes, pressão alta e parto prematuro.

Até agora a recomendação do sistema de saúde britânico era que as gestantes não fizessem dieta, porque acreditava-se que isso poderia prejudicar o bebê. Mas, o estudo concluiu que o peso do recém-nascido não é afetado pela dieta.

A pesquisa comparou mulheres que adotaram uma dieta balanceada com outras que fizeram apenas exercícios físicos e um terceiro grupo que combinou os dois.
Os pesquisadores analisaram quanto peso as mulheres ganharam durante a gestação e se elas sofreram com complicações.

Enquanto todos os métodos ajudaram as mulheres a evitar um ganho de peso excessivo, o mais eficiente foi a dieta com restrição calórica e rica em frutas, verduras e grãos integrais.
As gestantes que fizeram só dieta ganharam em média 4 kg a menos que o grupo de controle, contra 0,7 kg das que fizeram atividades físicas e 1 kg das que combinaram os dois.

Obesidade na gravidez
"Estamos vendo um número cada vez maior de mulheres grávidas com excesso de peso e sabemos que essas mulheres e seus bebês estão sob risco crescente de complicações", diz a obstetra Shakila Thangaratinam, da Universidade de Londres, que coordenou o estudo.

"A pesquisa demonstrou que fazer dieta é seguro e o peso do bebê não é afetado."

Na Europa e nos Estados Unidos, entre 20% e 40% das mulheres ganham mais peso que o recomendado durante a gravidez.
"É preciso ressaltar que os pesquisadores não estão recomendando que as mulheres emagreçam durante a gravidez, mas que apenas controlem o ganho de peso", afirmou Janine Stockdale, pesquisadora da Royal College of Midwives.

"Se uma mulher já está ganhando uma quantidade ideal de peso durante a gravidez, não deve fazer dieta ou restringir calorias."

Em comentário ao artigo, na mesma publicação, especialistas em saúde da mulher do hospital St Thomas, em Londres, disseram que ainda é cedo para mudar as atuais diretrizes do sistema de saúde britânico.

Fonte:
BBC, Dieta é melhor que exercício para grávidas acima do peso, diz pesquisa. Acesso em 21/05/2012.

GESTANTES! CONSUMAM COLINA.

sexta-feira, 4 de maio de 2012 0 comentários
Consumo materno de alimentos com colina causa redução na concentração de cortisol - hormônio produzido em resposta ao estresse, que também aumenta taxa de açúcar no sangue - dos fetos.
Mulheres grávidas podem ter um incentivo adicional par aumentar a ingestão de alimentos como brócolis e ovos. Pesquisa desenvolvida na Cornell University, nos Estados Unidos, encontrou evidências que o aumento da ingestão materna do nutriente colina diminui as chances de bebês desenvolverem hipertensão e diabetes mais tarde na vida.

A pesquisa foi liderada pela professora de ciências da nutrição Marie Caudill e pela estudante de graduação Xinyin Jiang. De acordo com informações divulgadas no site Newswise, no estudo um grupo de mulheres que estava no terceiro trimestre de gravidez consumiu 930 miligramas de colina, mais que o dobro da recomendação diária, 450 miligramas. Como resultado, seus bebês apresentaram concentrações cerca de 33% mais baixas de cortisol, hormônio produzido em resposta ao estresse, que também aumenta a taxa de açúcar no sangue. Estes bebês foram comparados com filhos de mulheres que consumiram cerca de 480 miligramas de colina diariamente.

Caudill defende a hipótese de que isso aconteceu porque a colina mudou os padrões de expressão de genes envolvidos na produção de cortisol. O trabalho, publicado online esta semana no The Journal of the Federation of American Societies for Experimental Biology, é o primeiro a sugerir um papel para a colina na programação dos principais processos biológicos de bebês.

"Resultados levantam a possibilidade que maior ingestão materna de colina tem potencial para combater alguns efeitos adversos do estresse pré-natal sobre o desenvolvimento comportamental, neuroendócrino e metabólico da prole", diz Caudill.

O nutriente pode ser especialmente útil para mulheres que sofrem de ansiedade e depressão durante a gravidez, bem como de condições como pré-eclampsia. No entanto, as pesquisadoras dizem que mais estudos são necessários para confirmar os resultados e explorar os efeitos em logo prazo.

As fontes dietéticas de colina incluem gemas de ovos, carne bovina, suína, frango, leite, leguminosas e alguns vegetais. A maioria dos suplementos vitamínicos pré-natais não inclui colina.

Fonte:
I Saúde, Gravidez: ingestão de ovos e brócolis ajuda a "programar" bebês mais saudáveis. Aumento da ingestão materna do nutriente colina diminui chances de bebês desenvolverem hipertensão e diabetes mais tarde na vida. Acesso em 04/05/2012.

ÁCIDO FÓLICO: NA DOSE CERTA DURANTE A GESTAÇÃO.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011 0 comentários

A dose preconizada para esta prevenção é de 400 microgramas
 por dia, no período de pelo menos 3 meses antes da gravidez.
Muitas mulheres que planejam engravidar já conhecem os benefícios da suplementação do ácido fólico. Um estudo americano, no entanto, alerta para os riscos do consumo excessivo.

A grande maioria das mulheres já sabe da importância do uso do ácido fólico antes da concepção. Estudos prévios mostraram com clareza que este suplementação reduz os riscos do futuro bebê vir a ter defeitos do tubo neural. Problemas raros, mas extremamente graves que incluem inclusive anencefalia. A dose preconizada para esta prevenção é de 400 microgramas por dia, no período de pelo menos 3 meses antes da gravidez. Uma dose que será mantida no início da gestação. O problema é que hoje em dias muitos alimentos são fortificados com o ácido fólico e neste caso há um risco das mulheres virem a receber uma dose exagerada da vitamina. Esta questão polêmica foi respondida por um estudo americano realizado na Carolina do Norte que objetivou avaliar a proporção de mulheres que tomam ácido fólico (AF) em doses superiores ao recomendado. Para isso eles entrevistaram mais de 500 gestantes para obter dados sobre padrão nutricional ante e durante a gravidez.

Seguem os resultados. A boa notícia é que antes da gravidez, metade das mulheres fez a suplementação de ácido fólico. Na gestação, este número sobre para 2 em cada 3 mulheres. Porém, antes e durante a gravidez, 11% das mulheres excederam a dose máxima de 1000 mg/dia. Em geral, este hábito foi mais frequente nas mulheres da etnia brancas. Embora o estudo tenha sido conduzido nos Estados Unidos ele levanta tema interessante para todas as gestantes, que nem sempre tem um controle apurado da ingestão alimentar. Isso possivelmente se aplica às gestantes brasileiras. Para os autores é recomendado monitorizar os níveis de ácido fólico no organismo e nas dietas das gestantes.

A questão subseqüente é sobre os eventuais efeitos do excesso de ácido fólico sobre o futuro bebê. Alguns estudos estão em andamento para identificar possíveis efeitos genéticos e não-genotóxicos destas doses elevadas. Mas não se pode garantir que a suplementação de ácido fólico seja inócua, apenas porque se trata de uma vitamina. Vitamina, em excesso e sem indicação, também pode fazer mal. É aquela velha história de que uma coisa boa, quando em excesso, pode se tornar ruim. (Hoyo et al. Folic acid supplementation before and during pregnancy in the Newborn Epigenetics STudy (NEST). BMC Public Health 2011,11(1):46).

Fonte: Dr. Alexandre Faisal, Excesso de ácido fólico pode prejudicar o feto. Acesso em 17/11/2011.

CONSUMO DE IOGURTE LIGHT NA GESTAÇÃO E ALERGIAS.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011 0 comentários
Ácidos graxos
Grávidas que comem iogurtes com baixo teor de gordura aumentam o risco de que seu bebê venha a sofrer de asma e rinite alérgica, afirmam pesquisadores dinamarqueses e norte-americanos.
Esses iogurtes normalmente são comercializados com as indicações light ou diet.
O estudo tinha como objetivo avaliar se os ácidos graxos encontrados em produtos lácteos poderiam proteger contra o desenvolvimento de doenças alérgicas em crianças.

Os iogurtes com baixo teor de gordura geralmente não contêm esses ácidos graxos.

Efeito protetor do leite
Os pesquisadores avaliaram a ingestão de leite e laticínios durante a gravidez e monitoraram a ocorrência de asma e rinite alérgica mais tarde nas crianças nascidas dessas gravidezes.
Os cientistas descartaram a hipótese de que o problema possa ser causado pelo leite.
Os resultados mostraram que a ingestão de leite durante a gravidez não foi associada com maior risco de desenvolver asma - na verdade, foi verificado um efeito protetor do leite contra o desenvolvimento de asma.
Iogurte light e alergias nos bebês

Ao contrário do leite, porém, as crianças nascidas de mães que comeram iogurte com baixos teores de gordura uma vez por dia apresentaram 1,6 vez mais probabilidade de desenvolver asma até os 7 anos.
Elas também se mostraram mais propensas a ter rinite alérgica e apresentar os sintomas da asma.

Causas incertas
Os pesquisadores não sabem exatamente qual é o mecanismo responsável por essa maior ocorrência de asma e rinite alérgica.
Uma das possibilidades é a falta do efeito protetor dos ácidos graxos que estão ausentes nos iogurtes light.
Os cientistas também sugerem que os componentes nutricionais não relacionados diretamente com a gordura, mas que entram na composição desse tipo específico de iogurte, podem ser os causadores do aumento no risco.

Eles pretendem estudar ainda a possibilidade de que o consumo de iogurte com baixo teor de gordura possa servir como um sinalizador para outros fatores do estilo de vida ou da dieta, que possam ser os responsáveis pelo problema.

Fonte: Diário da Saúde, 17/09/2011. Iogurte light na gravidez aumenta risco de alergias no bebê.

DIETA MATERNA E ALERGIAS.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011 0 comentários
Ácidos graxos poli-insaturados
Cientistas identificaram uma conexão entre o que a mãe come durante a gravidez e o risco de alergias na criança em desenvolvimento.
Se a dieta da mãe contém um certo grupo de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) - tais como aqueles encontrados nos peixes, nozes e semente de linhaça - o intestino do bebê se desenvolve de forma diferente.

Os PUFAs parecem melhorar a forma como as células do sistema imunológico do intestino respondem às bactérias e outras substâncias estranhas, tornando o bebê menos suscetível de sofrer de alergias.

Dieta da mãe e alergia do bebê
Já são vários os estudos que mostram que incluir peixe ou suplementos com óleo de noz na dieta de mulheres grávidas reduz o risco de alergia em seus bebês.

Mas, até agora, o mecanismo por trás desses benefícios era desconhecido.

"Na dieta ocidental, o grupo de ácidos graxos poliinsaturados que ajudam na função intestinal estão realmente desaparecendo - nossa ingestão de óleos de peixe e castanha está sendo substituída por óleos de milho, que contêm um tipo diferente de ácidos graxos," disse a Dra. Gaëlle Boudry, do Instituto INRA, da França.
Esta pode ser uma das principais razões do aumento da ocorrência de alergias.

Intestino e alergias
O estudo identificou um grupo específico de ácidos graxos poli-insaturados - conhecido como n-3PUFAs - capaz de mudar a forma como o intestino do bebê se desenvolve.

A equipe descobriu que suplementos de n-3PUFA incluídos na dieta da mãe fazem o intestino do recém-nascido tornar-se mais permeável.
Um intestino mais permeável permite que bactérias e novas substâncias passem mais facilmente através do revestimento do intestino para chegar à corrente sanguínea.

Ao chegar no sangue, estas novas substâncias disparam a resposta imunológica do bebê e a produção de anticorpos, tornando-o mais resistente e menos suscetível às alergias.

Fonte: Diário da Saúde, 09/09/2011. Dieta da mãe afeta alergias do bebê.

ALEITAMENTO MATERNO.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 0 comentários
ALEITAMENTO MATERNO
A partir de 1º de agosto, celebra-se a Semana Mundial da Amamentação. Pelos próximos sete dias, países em todo o mundo vão reforçar o alerta para a importância do aleitamento materno.

Vantagens do aleitamento
Para o bebê:
Protege contra diarréia e infecção de ouvido.
Diminui o risco de alergias.
Ele terá menos cáries nos dentes.
Previne problemas de fala.
A criança cresce mais sadia.

Para a mãe:
O útero volta mais rapidamente ao seu tamanho normal.
O sangramento após o parto diminui.
A chance de ter câncer de mama no futuro é menor.
Aproxima você do seu bebê e este se sente querido e seguro

Para a família:
O Leite materno não custa nada.
É limpo e não contém micróbios.
Já vem pronto e está na temperatura certa


Armazenamento do leite materno:
O leite materno pode ser armazenado:
Fora da geladeira – 6 horas
Geladeira – 24 horas
Freezer – 20 dias