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TIPOS DE DIABETES.

sexta-feira, 13 de abril de 2018 0 comentários
Você conhece o famoso pâncreas?
O pâncreas é um órgão localizado atrás do estômago que produz alguns hormônios importantes para nosso sistema digestivo. Em condições rotineiras, quando o nível de glicose no sangue sobe, células especiais, chamadas células beta, produzem insulina. Assim, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se essa glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura.

Isso faz com que o nível de glicose (ou taxa de glicemia) no sangue volte ao normal.

O que é Diabetes Tipo 1?
Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

O que é Diabetes Tipo 2?
O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Há outros tipos?
Entre o Tipo 1 e o Tipo 2, foi identificado ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA). Algumas pessoas que são diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas. E há também o diabetes gestacional, uma condição temporária que acontece durante a gravidez. Ela afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê. 

Diabetes Gestacional
O que é?
Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudan-ças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hor-mônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glico-se pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. 

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Como eu percebo que estou com diabetes gestacional?
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

Quais são os fatores de risco?
Idade materna mais avançada;
Ganho de peso excessivo durante a gestação;
Sobrepeso ou obesidade;
Síndrome dos ovários policísticos;
História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional;
História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos);
História de diabetes gestacional na mãe da gestante;
Hipertensão arterial na gestação;
Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

É possível controlar?
Sim. O controle do diabetes gestacional é feito, na maioria das vezes, com a orientação nutricional adequada. Para cada período da gravidez, uma quantidade certa de nutrientes. A prática de atividade física é outra medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contraindicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.

Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física têm indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratadas de maneira adequada, terão excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.

Cuidados
O histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de Diabetes Tipo 2. Aproximadamente seis semanas após o parto, a mãe deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos.

Uma ótima notícia é que o aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto. A alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas completam essa ‘fórmula infalível’.

SUCO FUNCIONAL DE YACON COM CANELA.

quinta-feira, 22 de março de 2018 0 comentários
Procurando um suco saboroso, saudável, rápido de preparar e que possa ser tomado como um lanche da manhã ou da tarde? Pois pode parar de procurar, você acabou de encontra-lo.

Usando apenas 5 minutos do seu tempo você pode preparar a nossa sugestão de hoje. Aproveite e coloque mais cor e frutas em seu dia!

Suco Funcional de Yacon com Canela

Rendimento: 2 copos de 200ml
Tempo de preparo: 5 minutos

Ingredientes:
Maçã – 1 unidade
Batata Yacon – 1 unidade pequena (100g)
Adoçante Linea Forno e Fogão – 1 colher de café
Água – 1 xícara (200ml)
Canela em pó – 1 colher de chá

Modo de preparo
1. Descasque apenas a Batata Yacon, deixando a maçã com casca. Corte os dois em pedaços menores, para facilitar na hora de bater.

Dica da Chef Diet: como a maçã oxida facilmente, ficando mais escura, faça tudo isso na hora que for tomar o suco senão ele vai escurecer. Para evitar que isto aconteça, adicione um pouco de suco de limão ou laranja à maçã picada.

2. Coloque os cubos e os demais ingredientes no liquidificador e bata até tudo estar bem misturado.

3. Sirva em 2 copos bem bonitos e prove.

Este suco fica bem consistente. Se quiser um suco mais líquido, adicione mais ½ xícara de água quando for bater.


Obs: Minha sugestão é colocar 1 colher de sopa de chia.

TESTE DE HEMOGLOBINA GLICADA.

terça-feira, 9 de maio de 2017 0 comentários
O teste de A1C é um dos instrumentos mais importantes para avaliar o controle glicêmico da pessoa com diabetes e, também, para confirmar o diagnóstico de diabetes ou de pré-diabetes, denominação dada a uma condição clínica muito próxima do diabetes mas que ainda não pode ser caracterizada como tal.

Princípio do teste

A glicose sanguínea liga-se à molécula de hemoglobina (o pigmento vermelho que dá cor ao sangue). Quanto maior for o nível de glicose na circulação, maior será a ligação da glicose com a hemoglobina. O resultado do teste de A1C é dado em porcentagem de hemoglobina ligada à glicose.


Interpretação dos resultados do teste de A1C

Quando a A1C é utilizada para avaliação do controle glicêmico em pessoas com diabetes:
A1C entre 4% a 6% = faixa de resultados normais;
A1C entre 6% a 7% = diabetes moderadamente controlado;
A1C maior que 7% = diabetes mal controlado.

Quando a A1C é utilizada para diagnóstico do diabetes:
A1C abaixo de 5,7% = ausência de diabetes;
A1C entre 5,7% e 6,4% = presença de pré-diabetes;
A1C maior ou igual a 6,5% = diabetes mal controlado.

Frequência de realização dos testes de A1C

Quando utilizado para a avaliação do controle glicêmico de pessoas com diabetes, o teste de A1C deve ser repetido a cada três meses nos casos de diabetes mal controlado ou a cada seis meses, nos casos de diabetes estável e sob controle dos níveis glicêmicos.

Fonte: Diabetes.org

SUBSTÂNCIA TÓXICA DA CARAMBOLA PODE CAUSAR INSUFICIÊNCIA RENAL.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017 0 comentários
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto (SP) descobriram uma substância existente na carambola que pode causar intoxicação e danos à saúde, principalmente em pessoas com problemas nos rins. De acordo com o estudo, a caramboxina pode provocar crise de soluço, epilepsia, convulsões e até levar à morte.

O nefrologista Miguel Moysés perdeu um paciente na década de 1990 que morreu depois de sofrer várias convulsões e ficar em coma. Foi quando o médico decidiu estudar a relação entre o consumo da carambola e a intoxicação de pacientes com insuficiência renal. “O paciente não tinha nada, fazia hemodiálise, comeu duas carambolas e começou a passar mal. Na mesma semana surgiu outro caso similar com um paciente em coma, que também havia ingerido grande quantidade de suco de carambola”, explica o médico.

A pesquisa já se estende por mais dez anos com o envolvimento de 19 profissionais, entre biólogos, químicos e médicos que fizeram teste em ratos de laboratório para comprovar os efeitos da fruta nos pacientes com problemas nos rins. “Esses animais, quando recebiam a carambola, entravam em um estado epilético, uma convulsão prolongada, e faleciam por conta da convulsão. E foi possível estabelecer os mesmos sintomas nos humanos”, conta o nefrologista Márcio Dantas.
Substância da carambola pode causar insuficiência
renal, diz USP (Foto: Maurício Glauco/EPTV).

No decorrer dos estudos, os pesquisadores conseguiram isolar e identificar a molécula da fruta que causa a intoxicação. Nomeada de caramboxina pelos pesquisadores, a substância existe em baixa concentração na fruta, mas é tóxica. Em pessoas saudáveis, ela é facilmente eliminada pelo organismo. Mas em pacientes com problemas renais ela se concentra no organismo e causa sintomas como soluços constantes por várias horas, confusão mental, convulsão e sem tratamento adequado, pode levar à morte.

“A molécula que caracterizamos é bastante instável, porque é derivada de um aminoácido natural e o organismo a confunde. A alta solubilidade em água deveria fazê-la ir embora pela filtração renal, mas, se o paciente não filtra, essa molécula fica na circulação. Em seguida, mascarada, ela penetra, chega ao sistema nervoso central e pode causar vários danos”, explica o farmacêutico Norberto Lopes, que participou da pesquisa da molécula.

Segundo os pesquisadores, pessoas sem problemas nos rins, se comerem ou tomarem o suco da carambola em grandes quantidades, podem desenvolver problemas neurológicos e insuficiência renal aguda. “O ideal é comer sem exageros”, alerta Dantas.

Fonte: G1.

ALIMENTOS FUNCIONAIS NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016 0 comentários
O crescimento da preocupação para aumentar a expectativa de vida tem conduzido a vários estudos sobre nutrição, especialmente no que diz respeito aos alimentos e seus efeitos sobre o corpo humano para melhorar, a qualidade de vida, proteção de órgãos e tecidos, manutenção das reações básicas, entre outros.

A alimentação é o principal fator na prevenção de doenças e melhorar a saúde. Previne e controla vários tipos de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como Diabetes, Hipertensão, Câncer e Doenças Cardíacas.

Vários estudos tem sido realizados para provar as propriedades benéficas de certos alimentos frente à diminuição da resistência, por diarreias devido ao desiquilíbrio da flora microbiótica, enfermidades inflamatórias do intestino, eczema atópico entre outros, esses alimentos são chamados Funcionais.

O mercado de alimentos funcionais está crescendo em todo o mundo e tem sido buscado constantemente novos ingredientes e produtos inovadores com características funcionais, tecnológicas e fisiológicas.

De acordo com a ANVISA -Agência Nacional de Vigilância Sanitária - propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.Um bom exemplo são os chamados Probióticos e Prebióticos, que ajudam o intestino a funcionar melhor. O termo Probiótico significa “favorável à vida”.Para que o organismo funcione ainda melhor, o ideal é unir os Probióticos aos Prebióticos, e esta associação é denominada Simbiótica, e o consumo destes alimentos deve ser estimulado.

Prebióticos e Probióticos: como agem e onde encontrá-los.
Prebióticos: pela Legislação Brasileira são definidos como todo ingrediente alimentar não digerível, alguns tipos de fibras alimentares - carboidratos- que afetam de maneira benéfica o organismo por estimular seletivamente o crescimento ou atividade de um número limitado de bactérias Probióticas no intestino, beneficiando a saúde.Os Prebióticos apresentam substâncias que modificam a composição da microbiota intestinal de tal forma que se tornam predominantes os microrganismos com potencial de promoção de saúde. Possuem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas.

Benefícios dos Prebióticos:
• Ajudam na manutenção da flora intestinal
• Estimulam o crescimento das bifidobactérias (responsáveis por suprimir a atividade de bactérias putrefativas, ou seja, que podem formar substâncias tóxicas)
• Facilitam o trânsito intestinal
• Contribuem com a consistência normal das fezes (prevenindo a diarreia e a constipação por alterarem a microflora colônica por uma microflora saudável)
• Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue; e aumentam a absorção de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio.

Fontes de Prebióticos:

1. Os Frutooligosacarídeos (FOS), estão concentrados em alimentos de origem vegetal tais como: cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel.
2. A Inulina , um polímetro da glicose está presente principalmente na raiz da chicória, e está também presente no alho, na cebola, no aspargo e na alcachofra. A inulina extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituto do açúcar e contém de 1 a 2 kcal/g.
3. A pectina, encontrada em frutas cítricas, maças, cenoura, farelo de aveia, soja, lentilha e ervilha

Probióticos, são microorganismos que, quando ingeridos, exercem efeitos benéficos para a saúde.

Esses microorganismos são adicionados aos alimentos ou ingeridos sob formulações farmacêuticas, contêm bactérias que têm como objetivo atuar no trato gastrointestinal, ajudando a manter a flora intestinal saudável. Isto ocorre porque o intestino concentra cerca de 70% das nossas células de defesa, e ele tanto pode receber nutrientes saudáveis quanto nocivos à saúde. Assim, quando a bactéria instalada no intestino for um Probiótico, o organismo vai identificá-lo como um micro-organismo benéfico, e não serão ativadas células para rejeitá-lo. Mas, se, por outro lado, a bactéria for uma Salmonella, aí ela será identificada como uma bactéria patogênica, ou seja, maléfica à saúde.
Estes microorganismos agem produzindo compostos como as citoquinas e o ácido butírico que são antimicrobianos e antibacterianos, ou seja, favorecem a presença de bactérias benéficas ao organismo e diminuem a concentração de bactérias e microorganismos indesejáveis.

Benefícios dos Probióticos:
• Mantem o equilíbrio da microbiota intestinal em casos de diarréia, constipação intestinal, síndrome do intestino irritável, reto colite ulcerativa
• Fortalecem o sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras
• Inibem o desenvolvimento de microrganismos patogênicos e putrefativos
• Previnem infecções urogenitais e vaginais
• Auxiliam na redução do colesterol
• Auxiliam na redução da pressão arterial
• Reduzem a intolerância à lactose devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose
• Impedem a reabsorção de compostos aminados indesejáveis
• Ajudam na recuperação mais rápida nas crises da Doença de Crohn: devido a melhora da permeabilidade intestinal
• Favorecem a absorção de cálcio , ferro e vitaminas (B12, ácido fólico, tiamina, etc.)
• Apresentam atividade antimutagênica

Fontes de Probióticos

Os Probióticos mais conhecidos que exercem essa função são as bactéricas Bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus. A indústria leiteira é realmente o foco da atenção pela disponibilidade dos seus produtos, especialmente os iogurtes , leites fermentados e bebidas lácteas tem sido as principais fontes desses microorganismos, mas já existem alguns suplementos nutricionais com eles enriquecidos.

A Food News Latam, em nota publicada em outubro de 2014 , anunciou o início da produção de queijos com a adição do Probiótico Lactobacillus casei BGP 93 , e mostrou que o queijo Petit-Suisse ser um bom veículo para a adição de microorganismos probióticos.Além dos produtos lácteos , derivados da soja tem se revelado veículos apropriados de culturas Probióticas. Além desses, outros alimentos têm o mesmo potencial e já estão sendo devidamente estudados tais como: maionese, carnes, patês, extratos de sementes vegetais e peixes.

O nutrólogo Gabriel Araújo pondera que é importante ler a bula desses produtos para se certificar sobre a presença dos Probióticos e, em caso positivo, saber quais deles estão disponíveis. As doses benéficas para a saúde devem corresponder a pelo menos 10 milhões de bactérias dos grupos bifidobactérias ou lactobacilos.

Uso de Probiótico e a Autoimunidade da Ilhota em crianças
A microbiota intestinal desempenha um papel importante no aumento do sistema imune e excluindo a competição com patógenos . 
Estudos anteriores demonstraram que a disbiose na microbiota intestinal e na barreira intestinal pode estar associada com o Diabetes Tipo 1 em seres humanos e animais.

Em um estudo apresentado em 2014 no encontro da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) a Dra. Ulla Uusitalo da University of South Florida, Tampa e colaboradores avaliaram 8.502 crianças com Diabetes Tipo 1, desde os determinantes ambientais da Diabetes no Jovem ( TEDDY) para determinar a associação entre o uso precoce de Probióticos e a autoimunidade da ilhota (IA).
IA foi definida como a presença de um ou mais anticorpos de ilhotas - GADA, IAA ou IA-2A - confirmados em duas consultas consecutivas.
Introdução de Probióticos na forma de um suplemento ou fórmula infantil contendo Probiótico foi classificada como:

1. Introdução precoce (com a idade inferior a meses),
2. Introdução tardia (com a idade igual ou superior a 3 meses) ,
3. De introdução ( não foi introduzido durante os primeiros 12 meses).

Os resultados do estudo revelaram que a Introdução Precoce de Probióticos foi mais comum na Finlândia (35,9%), seguida pela Alemanha (24%), Suécia (11,6%) e os EUA (2,2%).Além isso, foi associada à redução do risco de IA, comparado com a Introdução Tardia ou de Introdução (HR 0,62, 95% CI 0,45-0,84, P = 0,0018).Segundo os pesquisadores, os dados deste estudo sugerem que pode reduzir o risco de IA em crianças que estão em risco genético elevado de Diabetes Tipo 1."

Probióticos poderiam atuar Contra Obesidade e Diabetes
De acordo com um novo estudo realizado no Instituto Nacional de Saúde, a ingestão diária do VSL # 3 produto Probiótico comercial levou a um nível aumentado de butirato, que, por sua vez, aumentou a liberação de um hormônio do apetite suprimindo o chamado GLP-1.

Este resultado, levou a redução do consumo de alimentos e aumento de tolerância à glucose em ratos. (H. Yadav, JH Lee, J. Lloyd, P. Walter, SG Rane, The Journal of Biological Chemistry)Hariom Yadav, PhD, do Instituto Nacional de Diabetes e Digestivo e doença renal, afirmou : "O novo achado deste estudo é que VSL # 3 pode aumentar a produção de butirato no intestino. Estamos agora desenvolvendo espécies individuais que podem produzir maiores níveis de butirato, e podem ser usados para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais ou formulações médicas para os obesos e diabéticos”.

O produto VSL # 3 é produzido pela indústria farmacêutica Sigma Tau e fornece uma maior quantidade de bactérias benéficas in vivo do que qualquer outro Probiótico no mundo. Ele contém uma combinação de oito diferentes espécies bacterianas e está disponível em 4 diferentes formulações que possuem até 450 mil milhões de bactérias vivas.

O estudo dividiu ratos de laboratório em grupos com dieta com baixo teor e alto teor de gordura, com e sem consumo do Probiótico VSL # 3 por 8 semanas. Os ratos que consumiram VSL # 3 apresentaram menor deposição de gordura, mas o mais importante, apresentaram níveis mais baixos de glicose no sangue, com maior tolerância à glicose e à insulina. Fatores metabólicos gerais também foram melhorados.

Os autores concluem : "A possibilidade da suplementação dietética com Probióticos pode modificar a flora intestinal, levando a alterações nos níveis de ácidos graxos de cadeia curta que promovem a liberação de hormônios como GLP1. Este achado estimulará a pesquisa a buscar e compreender o mecanismo de ação de outro benefícios dos Probióticos.

CONSIDERAÇÕES SOBRE PRÉ-DIABETES.

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Será que o pré-diabetes é reversível ou não? Afinal, o que realmente distingue o diabetes do pré-diabetes?

O diabetes é uma doença causada pelo aumento da glicose (açúcar) na corrente sanguínea. Pode acontecer quando há falta de insulina ou uma dificuldade da insulina do nosso corpo em exercer adequadamente seus efeitos.

A insulina é um hormônio que tem o papel de reduzir a glicemia ao permitir que o açúcar presente no sangue entre dentro das células, para ser utilizado como fonte de energia. Na falta da insulina ou quando a insulina não funciona corretamente, há um aumento de glicose no sangue e, consequentemente, o diabetes.

No diabetes tipo 1, o pâncreas perde a capacidade de produzir insulina, enquanto que no diabetes tipo 2, o corpo vai se tornando resistente à insulina. A diferença básica é que no tipo 1 o organismo não produz a insulina enquanto que, no tipo 2, inicialmente os níveis da insulina produzida varia de casos a caso.

Pré-diabetes é um termo usado para indicar que o paciente tem potencial para desenvolver a doença, como se fosse um estado intermediário entre a pessoa saudável e o diabetes tipo 2. Geralmente, no quadro de pré-diabetes, já conseguimos identificar alterações de glicemia e também resistência dos pacientes à ação da insulina.

O ponto central nos cuidados do pré-diabetes é que ele indica a ponta do iceberg, ou melhor, o começo de uma escada que, no seu final, termina com o diabetes estabelecido como doença e todas as suas possíveis complicações: retina, rins, coração, nervos... enfim, uma série de problemas que enquanto o paciente ainda tem pré-diabetes, é possível evitar.

Se a glicemia de jejum estiver entre 70 mg/dL e 100 mg/dL, fica caracterizado um estado de normalidade. Resultados de 100 mg/dL a 126 mg/dL sugerem a presença de pré-diabetes. O estado de diabetes pode ser sugerido se a glicemia de jejum for superior a 126 mg/dL.

O ganho de peso, a tendência genética, o sedentarismo e a alimentação baseada em alimentos hipercalóricos estão todos envolvidos como possíveis causas de pré-diabetes. Mas, o principal fator de risco, atualmente, para o desenvolvimento do pré-diabetes é o ganho de peso. Com o aumento do peso, o pâncreas passa a produzir mais insulina na tentativa de controlar os níveis de açúcar. E, no entanto, o organismo não interpreta este aumento na produção de insulina de forma benéfica e o estado de resistência insulínica surge, fazendo com que apesar de muita insulina estar disponível, ela acabe funcionando pouco.

Mas será que o diagnóstico de pré-diabetes é um kit de más notícias? Não, muito pelo contrário. Na maior parte dos casos, apesar do paciente ser diagnosticado com pré-diabetes e estar sem sintomas, conseguimos traçar uma estratégia de prevenção de evolução para o diabetes e os resultados, quando as orientações são seguidas, podem ser os melhores possíveis.

Nos pacientes com pré-diabetes, se estão em sobrepeso ou obesidade, uma perda de cerca de 5% a 7% do peso corporal já leva a uma melhora metabólica importante.

Com o uso de medicação de forma associada, também é possível evitar a progressão para diabetes em muitos casos.

As mudanças do estilo de vida são o pilar do tratamento do pré-diabetes. Sabendo que é um quadro reversível, a nossa preocupação é que o paciente adote novos hábitos saudáveis para o resto da vida. Atividades físicas programadas e não programadas como subir e descer escadas, dieta com redução de carboidratos simples e troca por carboidratos complexos, diminuição do consumo de gorduras saturadas e aumento do consumo de fibras e carnes magras, enfim, estas medidas somadas à avaliação médica regular e na maior parte dos casos, além da perda de peso vão levar ao controle e muitas vezes à regressão do pré-diabetes. Neste caso, de fato, o que queremos é um passo para trás nesta escalada do diabetes!

PRODUTOS DIETÉTICOS: DE OLHO NOS RÓTULOS.

sábado, 24 de setembro de 2016 0 comentários

No Brasil a rotulagem nutricional é obrigatória e é uma maneira de comunicar as características dos alimentos para os consumidores. Por isso, compreender as informações que estão no rótulo pode ajudar nas escolhas alimentares e, assim, a manter uma alimentação mais adequada. Porém, não são todos que conseguem ler e entender as informações descritas. Será pontuado abaixo o que deve conter em um rótulo e como interpretar tais informações.

Os termos diet e light foram criados para facilitar e ajudar na identificação de diferentes tipos de alimentos. Quando se tem o diagnóstico de Diabetes, a primeira ideia é que devemos usar a partir de então somente produtos dietéticos. Mas para isso é importante analisar se todos são mesmo indicados, até porque nem todos os alimentos diet são sem açúcar.

Os alimentos diet se destinam a grupos populacionais com necessidades específicas e significa que o produto é isento de um determinado nutriente. Na maioria dos produtos, os diet são sem açúcar, mas é importante comprovar se o nutriente retirado foi mesmo o açúcar, e não gordura, sódio ou outro componente.

É importante que fique claro também que nem todos os alimentos diet apresentam diminuição significativa na quantidade de calorias e, portanto, podem não ser adequados para pessoas que querem emagrecer.

Um exemplo clássico é o chocolate diet que apresenta teor calórico próximo do chocolate normal. O chocolate diet pode ser indicado para as pessoas com diabetes, pois é isento de açúcar (carboidrato de absorção rápida), mas não para as que desejam reduzir o peso já que tem maior adição de gordura. Além disso, os produtos dietéticos sem adição de açúcar podem conter outras formas de carboidratos que também interferem na glicemia, como frutose, lactose, amido ou maltodextrina. Contudo, o mais importante é usar com moderação e ficar sempre “de olho” na quantidade de carboidratos contida no produto.

Já o produto light é direcionado a pessoas que buscam uma alimentação mais saudável e apresenta redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias quando comparado ao produto convencional. A redução de calorias pode vir da diminuição no teor de qualquer nutriente (carboidrato, gordura, proteína), mas não quer dizer que seja sem açúcar.

Exemplo:
DIET
Balas sem açúcar
Capuccino sem adição de açúcar
Geléia sem adição de açúcar
Biscoito waffer sem adição de açúcar
LIGHT
Bolo light - com teor reduzido de açúcar
Açúcar light - com teor reduzido de açúcar e inclusão de adoçante
Margarina light – com teor reduzido de gordura
Refrigerante light - com teor reduzido de calorias pela retirada do açúcar (pode ser chamado também de diet)



Para minimizar as dúvidas, na hora da compra, deve-se sempre ler os rótulos dos alimentos. Mas o que verificar?

Para identificar se o alimento diet é mesmo sem açúcar, observe no rótulo principal se está escrito sem adição de açúcar ou zero açúcar. Caso não encontre essa informação de forma fácil na frente do rótulo, procure nos ingredientes. O açúcar pode ter vários nomes como sacarose, glicose ou dextrose, açucar invertido, açúcar demerara, açúcar mascavo. E se ver a palavra edulcorante na lista de ingredientes, quer dizer que esse produto foi adicionado adoçante. Edulcorante é o nome da substância adoçante. Exemplo: edulcorante aspartame, sucralose, acessulfame K.

ÔMEGA 3 E DIABETES MELLITUS TIPO 2.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016 0 comentários
Nos dias de hoje, os hábitos de vida da sociedade moderna são em sua maioria caracterizados por dieta inadequada e sedentarismo, e isso têm trazido uma série de implicações para a saúde da população, como obesidade, resistência à insulina e a síndrome metabólica, que potencializam o risco para a ocorrência dediabetes mellitus tipo 2 (DM2). A doença tem alcançado proporções alarmantes, sendo considerada uma epidemia mundial. O número de indivíduos com diabetes poderá chegar a 300 milhões até o ano de 2025.

Considerada uma doença crônica, o DM2 é caracterizado pelo aumento da glicose no sangue, ou seja, a hiperglicemia.Esse aumento ocorre porque a insulina, hormônio responsável pela absorção da glicose pelas células, deixa de ser produzida pelo pâncreas, ou, então, passa a ser produzida de forma ineficiente não funcionando adequadamente.

Portadores de diabetes apresentam uma suscetibilidade maior aosprocessos inflamatórios: tanto os níveis de estresse oxidativo quanto os de inflamação encontram‑se elevados nos diabéticos. Pensando nisso, alguns nutrientes têm sido estudados com o propósito de diminuir os níveis de estresse oxidativo e de inflamação nessas pessoas.

Um desses nutrientes é o ácido graxo poli-insaturado ômega 3. Este ácido está relacionado com a diminuição de marcadores inflamatórios, produção de citocinas, coagulação e função endotelial, tendo em vista que o aumento do ácido graxo nas células dos músculos esqueléticos melhora a sensibilidade à insulina. Além disso, esse lipídeo aumenta os níveis de um hormônio chamado adiponectina, que é benéfico em processos que afetam o metabolismo, como a regulação do açúcar no sangue e processos inflamatórios.

Ômega 3 constitui um termo genérico que se refere a um conjunto de lipídios que possuem uma insaturação, ou dupla ligação, na posição n-3 das cadeias hidrocarbonadas. Como os mamíferos não apresentam enzimas que possuem habilidade de inserir dupla ligação nessa posição, esses ácidos graxos são considerados essenciais, portanto somente podem ser obtidos por meio da dieta ou suplementação.

Estudos mostram que a suplementação de ômega 3 traz efeitos benéficos à saúde dos portadores de diabetes. Estes benefícios estão relacionados, principalmente, com as alterações no perfil lipídico, melhora na pressão arterial, diminuição das concentrações de triglicerídeos sanguíneos e glicose plasmática, melhora na função endotelial e diminuição de marcadores inflamatórios.

Um estudo da Universidade de Ciências Médicas, no Teerã, analisou a suplementação com 2 gramas de ômega 3 diariamente no período de 3 meses, em 67 pacientes portadores de sobrepeso e diabetes tipo 2, e constatou que a suplementação foi capaz de diminuir significativamente os níveis de insulina, hemoglobina glicada e resistência à insulina.

Apesar de ainda serem necessários mais estudos para se conhecer melhor os efeitos do ômega 3, já é uma indicação de que muitas pessoas poderão se beneficiar. Além disso é importante enfatizar que, apesar da maioria das investigações se concentrarem na relação entre a suplementação e o melhor controle de DM tipo 2, a alimentação adequada, incluindo alimentos ricos em ômega 3, apresenta grande importância. São considerados alimentos ricos em ômega 3 os óleos vegetais (como o azeite, soja e a canola), sementes (como nozes e castanhas), vegetais verde-escuros (brócolis, agrião, espinafre), linhaça, chia e peixes de águas frias que não sejam de cativeiro (atum, salmão, sardinha). Estudo publicado em 2011 no American Journal of Clinical Nutrition mostrou associação entre o menor risco de DM tipo 2 e o consumo de fontes vegetais de ômega 3 entre chineses.

Por isso, inclua práticas alimentares que poderão te trazer benefícios:
Regue a salada com óleos vegetais, coma castanhas e nozes várias vezes na semana,
Inclua vegetais verde-escuros no almoço e no jantar,
Se tiver acesso a peixes de boa qualidade, inclua, pelo menos, três vezes na semana.

Referências:

– Brostow DP, Odegaard AO, Koh WP, Duval S, Gross MD, et al. Omega-3 fatty acids and incident type 2 diabetes: the Singapore Chinese Health Study. American Society for Nutrition. 2011; 10: 1-7.

– Costa JA, Balga RSM, Alfenas RCGA, Cotta RMM. Promoção da saúde e diabetes: discutindo a adesão e a motivação de indivíduos diabéticos participantes de programas de saúde. Ciências & Saúde Coletiva. 2011; 16(3): 2001-2009.

– Fernandes CAM, Junior NN, Tasca RS, Pelloso SM, Cuman RKN. A importância da associação de dieta e de atividade física na prevenção e controle do Diabetes mellitus tipo 2. Acta Sci. Health Sci. 2005; 27(2): 195-205.

– Harris WS. The Omega-3 Index: Clinical Utility for Therapeutic Intervention. Curr. Cardiol. Rep. 2010; 12: 503-508.

– Oliveira JM, Luzia LA, Rondó PHC. Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3: saúde cardiovascular e sustentabilidade ambiental. Segurança Alimentar e Nutricional. 2012; 19(1): 89-96.

– Raposo HF. Efeitos dos ácidos graxos n-3 e n-6 na expressão de genes do metabolismo de lipídeos e risco de aterosclerose. Rev. Nutr. 2010; 23(5): 871-879.

– Sapara KB. Efeitos da suplementação de ômega 3 e do exercício sobre os parâmetros de estresse oxidativo e proteína c reativa em diabéticos tipo 2. Porto Alegre. Tese [Mestrado em Ciências do Movimento Humano] – Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2008.

– Sarbolouki S, Javanbakht MH, Derakhshanian H, Hosseinzadeh P, Zareei M, et al. Eicosapentaenoic acid improves insulin sensitivity and blood sugar in overweight type 2 diabetes mellituspatients: a double-blind randomised clinical trial. Singapore Med J. 2013; 54(7): 387-390

Fonte: Fsp. Usp.

CHÁ VERDE REDUZ COMPLICAÇÕES COM O DIABETES.

quarta-feira, 22 de junho de 2016 0 comentários
Nefropatia diabética
Os pesquisadores brasileiros Cynthia Borges e José Butori de Faria, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), comprovaram que o chá verde possui um forte efeito positivo no controle das doenças renais induzidas pelo diabetes.

A equipe já havia demonstrado que o chá verde e o cacau protegem contra complicações do diabetes usando animais de laboratório. Agora eles confirmaram os resultados em pacientes humanos.

"Realizamos um ensaio clínico com 42 pacientes diabéticos, portadores de doença renal secundária ao diabetes, todos eles recebendo o melhor tratamento disponível, incluindo dose máxima de bloqueador do sistema renina-angiotensina [padrão ouro para o tratamento da doença renal associada ao diabetes]. Metade dos integrantes do grupo recebeu extrato de chá verde e metade recebeu placebo," explica o professor José Butori.

"O grupo que recebeu o extrato de chá verde teve uma redução de 41% na albuminúria [perda da proteína albumina por meio da urina], ao passo que o grupo que recebeu placebo teve um aumento de 3%," acrescentou.

Perda de albumina
É normal eliminar albumina na urina, em quantidades muito pequenas, de até 30 miligramas por dia. Os pacientes diabéticos, porém, costumam eliminar quantidades muito superiores, apesar do tratamento medicamentoso.

"Essa albumina provém do sangue do indivíduo. O sangue passa pelos rins originando o que chamamos de 'ultrafiltrado', e é esse 'ultrafiltrado' que, depois de sofrer algumas transformações, dá origem à urina. No 'ultrafiltrado' de uma pessoa normal, a quantidade de albumina é muito baixa. Porém no paciente com doença renal em decorrência do diabetes ela se torna bem maior," disse o pesquisador

O ensaio clínico atendeu aos requisitos mais rigorosos da pesquisa científica, sendo randomizado, isto é, a seleção para integrar um ou outro subgrupo se deu ao acaso, e duplo-cego, isto é, nem os pacientes e nem os pesquisadores sabiam quem estava recebendo chá verde e quem estava recebendo placebo.

"Mantida a medicação para todos os pacientes, os que receberam chá verde consumiram, diariamente, durante 12 semanas, uma quantidade de extrato que continha 800 miligramas de epigalocatequina-galato, um polifenol que constitui o principal princípio ativo do produto. Essa dose, que equivale a três xícaras de chá, já havia sido utilizada em um estudo com pacientes com câncer e se mostrado segura", informou o pesquisador.

CASOS DE DIABETES QUADRUPLICARAM, ALERTA OMS.

quinta-feira, 7 de abril de 2016 0 comentários
Casos de diabetes praticamente quadruplicaram

O mundo está enfrentando uma "marcha implacável" de diabetes, doença que já afeta quase 1 em cada 11 adultos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em um grande relatório, o órgão alertou que os casos praticamente quadruplicaram, passando de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014.

Níveis elevados de açúcar no sangue estão relacionados a 3,7 milhões de mortes por ano, de acordo com a OMS.

A OMS diz que os números continuarão a aumentar se "ações drásticas" não forem tomadas.

O relatório coloca os tipos 1 e 2 de diabetes juntos, mas o aumento de casos se deve principalmente ao tipo 2, que está ligado à alimentação pouco saudável.

Com o aumento do número de pessoas acima do peso no mundo - atualmente, 1 em cada 3 tem sobrepeso -, os casos de diabetes também aumentaram.

Raio-x da diabetes
422 milhões
de adultos tinham diabetes em 2014, ou

314 milhões
a mais do que em 1980

8,5% de adultos têm diabetes no mundo

1,5 milhão de pessoas morreram em consequência da diabetes em 2012

2,2 milhões de outras mortes foram causadas por níveis de açúcar altos no sangue

43% dessas 3,7 mi pessoas morreram antes dos 70 anos
Fonte: OMS

"A diabetes é uma doença silenciosa, mas está em uma marcha implacável que precisamos interromper", diz Etienne Krug, da OMS.

"Podemos interrompê-la, sabemos o que precisa ser feito - não podemos deixá-la evoluir como tem ocorrido, porque isso tem um impacto enorme na saúde das pessoas, famílias e sociedade."

O descontrole de níveis de açúcar no sangue tem consequências devastadoras. Ele triplica os riscos de ataque cardíaco e aumenta em 20 vezes as chances de a pessoa ter a perna amputada, além de aumentar os riscos de derrame, falência nos rins, cegueira e complicações na gravidez.

A diabetes é a oitava maior causa de morte no mundo - são 1,5 milhão de mortes por ano.

Mas outras 2,2 milhões de mortes são relacionadas a altos níveis de açúcar no sangue. E 43% dessas mortes ocorreram antes dos 70 anos.

Mudança
Nos anos 1980, as maiores taxas de diabetes estavam em países ricos.

Mas, em uma transformação marcante, são os países de baixa e média renda que estão lidando com o fardo mais pesado agora.

"Foi neles que vimos o maior aumento. Como sabemos que a maioria da população mora nessa parte do mundo, isso mostra que os números vão continuar a crescer se uma ação drástica não for tomada", diz Krug.

O Oriente Médio viu a diabetes aumentar percentualmente de 5,9% dos adultos em 1980 para 13,7% em 2014.

"Somos a região que experimentou o maior aumento em diabetes, indo de 6 milhões para 43 milhões (de pacientes) - é um aumento enorme", diz Slim Slama, especialista da OMS na região.

"No Catar ou Kuwait temos mais de 20% da população com diabetes e, quando você olha para subgrupos, pessoas com idades entre 45 e 60 anos, a taxa sobe para 30 ou 40%, o que é ainda mais preocupante."

Ele disse que populações que estão crescendo e envelhecendo estavam entre as razões do aumento, mas que o problema maior era dieta pobre e falta de atividade física.

Mais de três quartos dos adolescentes da região fazem menos exercícios do que o recomendado, diz.
Ação

O relatório da OMS diz que a solução para o problema passava pela ação da sociedade como um todo.

"A solução 'fácil' é que todos passem a fazer exercício, comam de forma saudável e não ganhem peso em excesso - mas claro que isso não é tão fácil", diz Krug.

Ele pediu que governos regulem quantidades de gordura e açúcar nos alimentos para garantir uma oferta saudável de alimentos.

Um planejamento urbano melhor, que encoraje as pessoas a andar de bicicleta e a pé, também é essencial, de acordo com o especialista.

Ele também pediu que a indústria alimentícia aja com responsabilidade e reduza as quantidades de gordura e açúcar nos alimentos - e que pare de fazer propaganda de alimentos pouco saudáveis para jovens.

Apenas por meio do controle dos níveis de açúcar no sangue é possível controlar as complicações potencialmente fatais da diabetes.

Mas o relatório mostra que dois terços dos países de baixa renda não conseguiam fornecer acompanhamento especializado ou drogas como insulina ou metformina para a maioria das pessoas.

"Duas coisas me preocuparam no relatório. Uma é que 1 em cada 11 pessoas, hoje, tem diabetes. Outra é a desigualdade. Hoje, nos países em desenvolvimento, a maioria das pessoas que têm diabetes e precisam de acesso a medicamentos e tecnologia não o consegue", afirma Krug.

Fonte: BBC.

MITOS E VERDADES SOBRE O DIABETES.

domingo, 29 de novembro de 2015 0 comentários
No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina - hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar. O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável. "É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença. 

1.Diabetes é contagioso 
Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista. 

2.Canela ajuda a controlar o diabetes 
Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri. 

3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas 
Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua.

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes 
Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua 

5.A aplicação de insulina causa dependência química 
Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia. "Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige. 

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante 
Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista. 

7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos 
Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia. 

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas 
Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista. Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad. 

9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal
Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista. 

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves 
Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista. 

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes 
Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia. 

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés 
Mito: Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia.

3 RECEITAS SALGADAS.

sábado, 7 de novembro de 2015 0 comentários
QUINUA COM FRANGO DESFIADO
Ingredientes
1 xícara de chá de quinua
2 xícaras de chá de água
1/2 xícara de frango desfiado ou em cubos pequenos
1 punhado de brócolis, folhas de salsinha frescas, sal e pimenta do reino a gosto. 

Preparo
Aqueça a água em uma panela e despeje a quinua. Cozinhe por aproximadamente 15 minutos, mexendo de vez em quando. Se notar que a água está secando muito e o grão ainda não está cozido, adicione mais um pouco de água. Antes da água secar completamente, adicione os demais ingredientes e misture tudo. Se precisar, junte um pouquinho mais de água para completar o cozimento do restante. Antes da água secar completamente, adicione o frango desfiado (já pronto) e o brócolis (cozido no micro-ondas). Se ainda precisar, junte um pouquinho mais de água e assim completar o cozimento. Tempere tudo com sal e pimenta do reino a gosto. A água secou, está pronto. Para servir adicione folhas de salsinha e um fio de azeite de oliva extra virgem, mas não abuse.

RISOTO DO MAR
Rendimento: 4 porções

Ingredientes
1 colher (sopa) de azeite de oliva
200 g de filé de badejo cortado em tiras
1 cebola pequena ralada
1/2 xícara (chá) de arroz integral
1/2 xícara (chá) de vinho branco
2 xícaras (chá) de caldo de galinha (0% gordura)
1/2 xícara (chá) de creme de leite light
1 xícara (chá) de brócolis cozido e picado
1 colher (chá) de açafrão em pó
1 colher (sopa) de queijo parmesão ralado light

Preparo
Aqueça o azeite em uma panela antiaderente e doure as tiras de peixe. Retire e reserve. Na mesma panela, refogue a cebola. Acrescente o arroz, o vinho e metade do caldo de galinha e deixe ferver. Diminua o fogo e cozinhe o arroz regando com o restante do caldo de galinha até que o líquido reduza e o arroz fique macio. Adicione o creme de leite, o peixe, o brócolis e o açafrão e misture. Desligue o fogo, junte o parmesão e sirva em seguida.

Informações nutricionais 
1 Porção = 1 Fatia 140 g
Calorias 233
Proteínas 10,8 g
Gorduras totais 13,9 g
Carboidratos 16,2 g
Fibras 1,3 g
Sódio 336 mg
Gorduras saturadas 3,4 g
Colesterol 27 mg

Fonte: Diabetes.org

TORTA DE PALMITO
Massa
3/4 de xíc. (chá) de farinha de arroz
3/4 de xíc. (chá) de fécula de batata (ou fubá)
1/2 xíc. (chá) de amido de milho
1 col. (chá) de fermento em pó
1 col. (café) de goma xantana (à venda em lojas de produtos naturais)
2 col. (sopa) de semente de gergelim torrada
1 col. (café) de sal
1/3 de xíc. (chá) de azeite extravirgem
1 ovo em temperatura ambiente
Água (quanto baste)

Recheio
2 col. (sopa) de azeite extravirgem
1 cebola média picada
3 dentes de alho picados
2 tomates picados
1/2 xíc. (chá) de água
2 xíc. (chá) de palmito em rodelas
1 xíc. (chá) de ervilha
Sal a gosto
4 col. (sopa) de biomassa de banana-verde (cozinhe a banana bem verde com a casca por 15 minutos na panela de pressão, retire a casca e bata no liquidificador até formar uma massa. Ou compre pronta.)
3 ramos de salsa picada
2 col. (sopa) de sementes de girassol

Preparo
Em uma panela média, prepare o recheio: aqueça o azeite e refogue a cebola e o alho em fogo baixo. Acrescente os tomates e a água. Tampe e cozinhe por 5 minutos. Junte o palmito, a ervilha e o sal e cozinhe por mais 5 minutos. Adicione a biomassa e cozinhe por mais 3 minutos. Coloque a salsa, desligue o fogo e deixe esfriar. Em uma tigela funda, prepare a massa: junte os ingredientes secos, deixando o óleo por último. Misture tudo com as mãos e vá adicionando a água aos poucos, até obter uma massa compacta. Deixe descansar por 15 minutos. Cubra o fundo e as laterais de uma fôrma de aro removível usando a ponta dos dedos para esticar a massa. Fure-a com um garfo para evitar a formação de bolhas. Coloque o recheio, polvilhe com as sementes e asse no forno preaquecido a 160 oC por 40 minutos.
Calorias por pedaço: 168

Fonte: Receitas.