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MITOS E VERDADES SOBRE A QUALIDADE DE SALMÃO DE CATIVEIRO.

sexta-feira, 22 de abril de 2016 0 comentários
Salmão passou de iguaria a alimento popular no Brasil em poucos anos

De iguaria rara à opção de refeição saudável encontrada facilmente em qualquer bufê a quilo ou restaurante japonês. Em menos de duas décadas, o salmão se tornou um peixe popular no Brasil devido ao paladar que agrada muita gente, aos propalados benefícios à saúde e ao fato de ter tido o preço reduzido.

Isso só foi possível devido ao aumento da criação do peixe em cativeiro, tornando a oferta bem maior e o produto, mais barato.

De tempos em tempos, no entanto, textos se disseminam em alta velocidade nas redes sociais condenando o consumo do salmão de cativeiro – que seria repleto de corantes e antibióticos e, portanto, maléfico à saúde.

Para tirar isso a limpo, a BBC Brasil procurou alguns dos maiores especialistas do país em nutrição e também em criação de peixes em cativeiro. Em resumo, eles dizem que não há motivo para tanta preocupação.

De acordo com José Eurico Possebon Cyrino, especialista do setor de piscicultura da Escola Superior de Agricultura da USP, qualquer diferença de origem do pescado se reflete na sua composição.

"A composição corporal do salmão capturado no Alasca é diferente daquela do salmão capturado no Canadá, que é diferente daquele capturado na Europa", explica. "Em peixes, mais do que em qualquer outro animal, vale o aforismo: 'você é aquilo que você come'."

CativeiroDiversos textos em redes sociais 'denunciam' os males de salmões criados em cativeiro

De acordo com os textos que circulam na internet, o problema seria justamente a alimentação do animal de cativeiro. Os animais criados em viveiros teriam menos ômega-3 que os selvagens e seriam coloridos artificialmente com substâncias supostamente causadora de câncer, problemas de visão e alergias. Os especialistas afirmam que isso não é verdade.

"As rações utilizadas na salmonicultura são muito boas, excelentes mesmo", diz Cyrino, que também é professor da USP. "Assim não fosse, as operações seriam economicamente inviáveis; os animais simplesmente morreriam (a má alimentação causa um colapso do sistema imunológico do animal)."

Supervisor da área de Pesca e Aquicultura da Embrapa em Palmas (TO), Giovanni Vitti Moro vai na mesma linha.

"A farinha utilizada como ração para peixes carnívoros é obtida a partir de resíduos do processamento de peixes ou de peixes inteiros capturados para este fim", explica Vitti Moro. "Esse ingrediente não traz nenhum risco para a saúde humana, nem para os peixes, desde que processado de maneira adequada."

Ainda de acordo com o especialista da Embrapa, o uso de corante tampouco representa problema.

"Eles geralmente são produzidos a partir de leveduras, de forma natural, sendo que os que são utilizados são compostos carotenoides (pigmentos naturais encontrados em alimentos como a cenoura)", acrescentou Moro.

Qualidade
Nos restaurantes japoneses do Brasil, o peixe é um sucesso

O salmão criado em cativeiro não tem necessariamente a mesma composição corporal do animal selvagem, mas isso não significa que seja de qualidade inferior, sustenta Cyrino.

"Muito pelo contrário: mesmo que ligeiramente diferente na composição, é um alimento da melhor qualidade nutricional."

Não há criação de salmão no Brasil. Mas o consumo se popularizou ao longo dos últimos anos devido ao aumento da criação no Chile. Há dez anos, o Brasil importava 10 mil toneladas do peixe do país vizinho. Hoje, já são 80 mil.

"Se a salmonicultura não tivesse sido desenvolvida no mundo inteiro, e no Chile em particular, os estoques naturais de salmão estariam em perigo de extinção", argumenta Cyrino.

"A geração de empregos diretos e indiretos pela aquicultura é um benefício socioeconômico palpável. Preço ainda é uma questão delicada (embora o salmão de cativeiro seja mais barato que o selvagem, ainda é um produto caro), mas, certamente, se não fosse o desenvolvimento da salmonicultura, não haveria salmão inteiro, em postas ou em filés disponíveis nas gôndolas frias dos supermercados brasileiros."

A especialista Marília Oetterer, do Laboratório de Tecnologia do Pescado da Escola Superior de Agricultura da USP, lembra ainda que a importação de salmão de cativeiro propiciou um aumento significativo do consumo de peixe no país, o que é positivo.

"O pescado em geral apresenta todos os aminoácidos essenciais, sendo rico particularmente em lisina, que, no peixe, encontra-se em maior quantidade do que nas outras carnes, no ovo e no leite", afirmou a especialista. "Cerca de 250 gramas por dia de pescado representa adequação de todos os aminoácidos essenciais."

Antibióticos
Os especialistas explicam que antibióticos são eventualmente usados misturados à ração dada aos peixes para prevenir parasitoses nos animais. Esses remédios, segundo eles, não fazem mal ao homem. E sua administração segue uma rígida legislação.

"Qualquer medicamento utilizado na produção animal no Brasil e no mundo deve respeitar um período de carência antes do processamento e da venda do produto", explica Vitti Moro, da Embrapa. "A legislação que controla a comercialização dos produtos de origem animal para consumo humano define os tempos (de carência) para cada tipo de medicamento, não sendo permitida a comercialização caso esse tempo não seja respeitado."

Sobre possíveis fraudes, a especialista lembra ainda: "Hoje, há inspeções regulares da Anvisa. As amostras são submetidas a análises instrumentais e é feito ainda o sequenciamento genético; uma forma eficiente de detectar, pelo DNA da amostra, qualquer provável fraude."

O especialista da Embrapa acrescenta: "Todo produto de origem animal que entra no país passa por um rigoroso controle e fiscalização. Não é permitido entrar em território nacional nenhum produto importado que traga algum risco à saúde humana."

Fonte: BBC Brasil.

PEIXES: NUTRITIVOS E VERSÁTEIS.

sábado, 28 de março de 2015 0 comentários
Não tem quem não saiba que o peixe é um alimento nutritivo e deve ser consumido, pelo menos, duas vezes por semana, intercalando com outros tipos de carnes como, bovina, suína e aves. Mas, apesar da grande extensão do litoral brasileiro, a ingestão de peixes no Brasil ainda é muito pequena.

Para que a alimentação fique mais rica e nutritiva, deve ser incentivado o consumo de peixe visando a diminuição da ingestão de ácidos graxos saturados e o aumento de poliinsaturados ômega 3, vitaminas e minerais.

A seguir, você conhecerá as principais vantagens para a saúde obtidas através dos nutrientes presentes nos peixes.

Os peixes são ricos em proteínas de alta qualidade.
Por serem ricos em aminoácidos essenciais (substâncias não produzidas pelo nosso organismo), os peixes possuem proteínas com valor nutritivo ligeiramente superior às das carnes vermelhas (como as de boi e porco). Além disso, as proteínas dos peixes são de alta digestibilidade, favorecendo o processo de digestão.

Em geral, os peixes possuem menos gordura que a maioria das carnes bovinas e suínas.

A porcentagem de lipídeos (gorduras) da maioria dos peixes encontra-se entre 0,2 a 23,7%. Essa quantidade varia de acordo com a espécie, sexo, idade, tipo de alimentação, estação do ano (verão ou inverno) entre outros fatores. Assim, eles podem ser classificados em:

Baixo teor de gordura: menor que 2%

Médio teor de gordura: de 2 a 5%

Alto teor de gordura: acima de 5%

Os peixes de carne clara como, por exemplo, bacalhau, badejo, corvina, carpa, dourado, garoupa, linguado, pescada; apresentam menor quantidade de lipídeo que os de carne escura como, por exemplo, atum, anchova, arenque, bagre, cavala, sardinha, salmão, tainha.

Os peixes são ricos em ômega 3.
O tipo de gordura predominante nos peixes é a poliinsaturada diferentemente das carnes vermelhas, as quais contêm uma alta proporção de gordura saturada. A do tipo saturada, quando consumida em grande quantidade, pode ser prejudicial para o coração.

Dentre as "famílias" de gordura poliinsaturada, destaca-se o ômega 3, devido aos grandes benefícios proporcionados à nossa saúde, como: diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral (derrame), redução da pressão arterial, ação anti-inflamatória, diminuição das taxas de triglicérides e colesterol total no sangue.

O ômega 3 está presente, em maior quantidade, nos peixes de águas salgadas e frias, como: atum, arenque, bacalhau, sardinha e salmão. Os de águas doces, também apresentam ômega 3, mas em quantidade muito inferior quando comparados aos primeiros.

Os peixes são boas fontes de vitaminas e minerais.
Eles apresentam boas concentrações de vitaminas lipossolúveis (solúveis em gorduras), como A, E e, principalmente, D. Também são ricos em vitaminas hidrossolúveis (solúveis em água) como niacina - presente nas reações químicas de liberação de energia em nosso corpo - e ácido pantotênico - essencial no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras.

Além disso, os peixes contêm vários minerais importantes como, sódio, potássio, magnésio, cálcio, ferro, fósforo, iodo, flúor, selênio, manganês e cobalto.

Os peixes são versáteis.
Outra grande vantagem dos peixes em relação às carnes de boi e porco é a facilidade em seu preparo: os frescos cozinham em pouquíssimo tempo e podem ser usados em diversas preparações, como: ao molho, empanado, assado, ensopado, cozido, grelhado, frito e até mesmo cru - desde que seja proveniente de um fornecedor que possua boas condições higiênico-sanitárias e seja de sua confiança.

Também podem ser adquiridos em conserva (enlatados), resfriados, congelados, salgados (bacalhau) e defumados (arenque, salmão ou truta).

Por causa de todas as vantagens descritas, incluir ou aumentar o consumo de peixes é uma boa atitude para obter os benefícios que os seus nutrientes essenciais fornecem.

APROVEITE OS NUTRIENTES DA SARDINHA.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014 0 comentários
"Apesar de bom comedor de peixe, o brasileiro não elegeu, como o português (...), um tipo específico para consumo, tornando-o nacional..." A análise, um tanto atual, é do historiador e antropólogo Luís da Câmara Cascudo (1898-1986) no clássico História da Alimentação no Brasil, e a eleita dos lusitanos, você deve imaginar, foi a sardinha. O estudioso argumentou que a variedade de espécies de água doce e salgada por aqui e um certo desprestígio pelos pescados como fonte de sustança fizeram nosso povo se abster de uma escolha semelhante. 

Pois, se fôssemos convocados a participar de um pleito desses, a mesma sardinha despontaria como principal candidata. "Em termos econômicos, é o peixe mais importante do país", afirma Paulo Ricardo Schwingel, professor de oceanografia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Santa Catarina. A abundância nos mares e o preço mais em conta um dia lhe renderam a imagem de pescado pouco nobre. Vivemos, no entanto, o seu redescobrimento, impulsionado pelaciência da nutrição. Chegou a hora de esmiuçar esse alimento valioso à saúde que, sem abrir mão do seu apelo democrático, hoje frequenta da cesta básica às rodas da alta gastronomia. 

Quando ouvimos a recomendação de que precisamos comer mais peixe - no mínimo duas vezes por semana -, boa parte do motivo recai sobre uma palavrinha mágica nos domínios da nutrição, o ômega-3. É que essa gordura protagonizaria seus efeitos pró-longevidade. 

O grupo de estudos Predimed, iniciativa de cientistas espanhóis que desde 2003 averiguam o potencial da dieta mediterrânea, comprovou recentemente que o menu estrelado por pescados, azeite e nozes baixa o risco cardiovascular, sobretudo em quem tem maior propensão a infartos. Em paralelo, uma revisão de 21 pesquisas englobando mais de 880 mil mulheres publicada por especialistas chineses no British Medical Journal flagrou uma associação inversa entre o consumo de fontes marinhas do nutriente e a probabilidade de ter um câncer de mama. 

E a sardinha com isso? Ora, embora seja pequena e aparentemente magrinha... "Ela é classificada como um peixe gordo, só que apresenta gordura de boa qualidade, com uma fração considerável de ômega-3", diz Marília Oetterer, cientista de alimentos e professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, em Piracicaba (SP). 

Os números ajudam a entender. Para ser rico nessa substância, um produto deve carregar pelo menos 80 miligramas em uma porção de 100 gramas. Nesse quesito, a sardinha enlatada, versão mais ingerida de norte a sul do país, seria milionária: são entre 1 200 e 2 mil miligramas. "A vantagem da lata é que podemos comer o peixe bem mais íntegro, com parte das suas vísceras, justamente os redutos do ômega-3", ensina o nutricionista Dennys Cintra, professor da Universidade Estadual de Campinas (SP).

Pobre salmão! Quer dizer, salmão de cativeiro, esse que impera no mercado e nos rodízios japoneses do Brasil. Diferentemente do seu primo selvagem e da própria sardinha, ele oferece doses mais modestas dessa gordura. Culpa da dieta, carente de algas e plânctons que, dentro do animal, viram substratos para a formação do ômega-3.

A bagagem nutricional da Sardinella brasiliensis, espécie que vive em nosso litoral, pode até superar a das sardinhas que nadam em outros mares. "Já há indícios de que ela seria mais magra e dotada de um melhor perfil de gorduras, com maior concentração daquelas bem-vindas à saúde", revela Adão Pereira, diretor industrial da Gomes da Costa, empresa que produz, por dia, 1,3 milhão de latas do pescado.

A sardinha enlatada, aliás, contraria a tese de que sempre o industrializado é pior em nutrientes. Lembra aquela história de que ela vai quase íntegra para a lata? Isso significa que essa versão também se destaca pelo aporte de cálcio, o mineral dos ossos fortes. "Quando preparamos o peixe fresco, costumamos descartar sua espinha, parte que segue inteira para a conserva. É por isso que uma lata de sardinha tem mais cálcio que um copo de leite", explica Marcos Luiz Pessatti, professor de bioquímica da Univali. No embate com o pescado comprado na feira, porém, o enlatado perde pontos por concentrar mais calorias e sódio. 

Mesmo assim, o índice não é nada salgado: em uma lata (entre 230 e 280 mg) há menos do que em uma unidade e meia de hambúrguer de carne (530 mg). A despeito da forma de consumo, a sardinha ainda representa uma senhora fonte de proteína e vitamina D. Também é um reservatório de fósforo, triptofano e vitamina B12, que asseguram o estado de bem-estar cerebral. 

"Em 2004, entraram em vigor regras de proteção, como o regime de defesos, dois períodos no ano em que a pesca é proibida", conta a bióloga Maria Cristina Cergole, doInstituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o professor Schwingel, ele se mostrou um modelo de sucesso. E olha que muita sardinha ainda é retirada do mar - estima-se que só a versão em lata gere um consumo na ordem de 100 mil toneladas anualmente. "Só que hoje não se fala em ameaça de extinção", pontua Maria Cristina. A experiência dos pescadores diz que temporada de rede cheia vem seguida de safra mais escassa. "No entanto, vemos atualmente uma grande estabilidade na pescaria", afirma Schwingel. Os pesquisadores acreditam, apesar de tudo, que o governo federal deveria participar mais das discussões e investir em estudos de biologia pesqueira - ironicamente, sua atuação começou a cair quando foi oficializado o Ministério da Pesca, em 2009.

DAS REDES PARA A COZINHA
Bons personagens têm características marcantes. No caso da sardinha, o cheiro e o sabor. É um efeito colateral da sua fartura em gordura que faz algumas pessoas torcerem o nariz. Por causa disso, a própria indústria quer deixá-la mais agradável ao paladar. A tática, entre os enlatados, é apostar no pré-cozimento - uma passadinha no forno antes de ir para a lata e seguir viagem na linha de produção. "Isso reduz o teor gorduroso, mas os níveis continuam tão elevados que há ganho sensorial sem prejuízo nutritivo", esclarece Pereira, que pretende estender o método, comum na Europa, a todo produto da sua marca até 2020. 

Hoje você encontra no mercado filés pré-cozidos, que, embora sejam ricos em ômega-3, carregam menos minerais. O peixe fresco também rende pratos fisgadores: basta conhecer alguns truques, demonstrados na mesa à sua direita. Em ano de eleição, comece pelo cardápio. Dê um voto à sardinha - a retribuição à saúde é de prestar reverência. 

Destrinchamos alguns dos principais nutrientes da sardinha e a colocamos frente a frente com outras fontes. Veja no que vai dar:
Energia - Apesar do tamanho, a sardinha é um peixe rico em gordura. E isso tem repercussão nas calorias: são 114 em 100 g do peixe fresco. Quase o dobro do encontrado na mesma porção de abadejo (59 cal).
Cálcio - Uma lata de sardinha (85 g) oferta mais de 460 mg do mineral que afasta aosteoporose - e a mesma quantidade da assada reúne 372 mg. Em um copo de leite de 200 ml, são 246 mg.
Vitamina D - A dieta ajuda a cumprir a meta da substância obtida via exposição ao sol - que varia de 400 a 1 000 UI. A sardinha em lata contribui com 250 UI. O atum oferece algo por aí. Já o ovo, coitado, entre 15 e 30 UI.
Proteína - Dizem que ninguém bate a carne vermelha nessa categoria. Mas a sardinha faz bonito: 100 g da assada (32,2 g) têm quase a mesma porção de um filé-mignon grelhado (32,8 g).
Ômega-3 - Em uma lata de sardinha há mais de 1 g da gordura - valor diário sugerido pela Associação Americana do Coração. A de atum tem ao redor de 0,6 g. O salmão de cativeiro perde o duelo, mas o selvagem empata. Só que no custo/benefício a sardinha é imbatível.

Agora, veja o infográfico que compara o potencial da sardinha com o de outros alimentos. 

NA LATA OU IN NATURA? 
Comparamos as duas opções mais consumidas do peixe. Os dados se referem a 100 gramas: 
Cálcio - Devido à espinha, a versão em conserva tem 550 mg, ante 167 mg da fresca. Se você assar, vai para a casa dos 480 mg.
Gorduras - Por causa da pele e de parte das vísceras, a enlatada tem uma quantidade bem maior de gorduras boas, como o Ômega-3.
Sódio - A sardinha no óleo tem mais sódio que o peixe preparado em casa, frito ou assado. Por isso é que hoje tem até opção light. 
Calorias - A lata com óleo pesa mais na balança, com 285 calorias. Só que, ao fritar a fresca, o valor decola e perde-se ômega-3. 
Segurança - A vantagem da enlatada está na menor exposição a agentes contaminantes e na validade de quatro anos. 

Fontes: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos da Unicamp; Departamento de Agricultura dos EUA; Adão Pereira, diretor industrial da Gomes da Costa 

O EXEMPLO PORTUGUÊS 
Do outro lado do Atlântico, a sardinha e outros peixes são muito prestigiados. Veja: 
- Os brasileiros estão levando mais pescados à mesa, e hoje já chegamos à recomendação da Organização Mundial da Saúde de ingerir no mínimo 12 quilos de peixe anualmente por habitante. O dado, contudo, se refere a uma média. "A região Norte, por exemplo, consome oito vezes mais que a Sudeste", conta Marília Oetterer, da USP. 

- Enquanto tem gente comendo quase 30 quilos por ano, há aqueles que não veem o alimento no prato. É um retrato muito diferente de Portugal, onde se devoram mais de 50 quilos por ano per capita. Essa baita quantidade, encabeçada pela sardinha, tem origem antiga. Diz um historiador lusitano do século 16 que o pequeno pescado sustentava o reino. A tradição se perpetuou e hoje ele faz parte de receitas finas e populares. 

O MAPA DAS SARDINHAS
Visualize no infográfico as condições que favorecem o ecossistema do peixe e o local ideal para a pesca entre o Sul e o Sudeste do país. 


Ilustrações Daniel Almeida






















ELA REINA NA COZINHA 
Hora de aprender a deixar a sardinha mais gostosa e vantajosa à saúde. Ela pode virar salada, ir para o macarrão, rechear uma torta... 


Fotos Alex Silva























Até tu, cabeça? - Ela é riquíssima em ômega-3. Então, trate de pedi-la ao peixeiro. Em casa, coloque-a na panela com água e leve ao fogo até o conteúdo gorduroso amolecer. Descarte a parte dura e use o caldo, que pode ser enriquecido com cebola, cenoura e alho-poró para fazer um pirão. 
Na peixaria, olho no olho - Alguns experts sugerem priorizar o peixe já embalado e congelado para evitar riscos microbianos. Se preferir o fresco, atenção: os olhos devem estar brilhantes e ocupando toda a órbita ocular, as escamas não podem soltar-se, as guelras precisam exibir um vermelho vivo... Fuja se houver cheiro forte e o pescado não estiver sobre gelo. 
Abrindo a lata - A maioria delas vem preenchida de óleo de soja. A dica, se está contando as calorias, é jogar fora o líquido. Hoje já há versões banhadas em água e que, assim, são mais magrinhas. Se for preparar uma macarronada, existe o produto recoberto com molho de tomate.
O tempero que casa - O limão, embora seja popular no preparo de peixes, não deve ser usado à exaustão porque desidrata a proteína da sardinha. Recorra também a pitadas de tomilho, alecrim, salsinha, cebola e alho. 
O prato saudável - Para começar, evite a fritura, que degrada parte das gorduras boas. Vá de assada ou, melhor ainda, prepare um escabeche levando o peixe fresco (com azeite, cebola, tomate e pimentão) para a panela de pressão por 40 minutos. Depois de pronta, dá até pra comer a espinha central, que estará molinha e cheia de minerais. 

DE ONDE VEM ESSA RIQUEZA
A sardinha abunda em uma faixa do litoral brasileiro que vai do Rio de Janeiro a Santa Catarina. "Em 2013 foram pescadas ao redor de 100 mil toneladas", conta Schwingel. É, de longe, o peixe mais capturado no país. Apesar da alta capacidade de regenerar sua população, a espécie precisou de uma lei para preservar-se. Isso porque os anos de 1990 e 2000 marcaram o quase colapso da sardinha, obrigando pesquisadores e autoridades a formularem uma estratégia a fim de garantir a pesca sustentável. 


3 RECEITAS COM PEIXES.

segunda-feira, 21 de julho de 2014 0 comentários
Salmão com molho de alcaparras 
Rende: 1 porção

Tempo de preparo: 20 minutos

Ingredientes
- 200 g de filé de salmão
- 1 dente de alho amassado
- Sal a gosto
- Pimenta do reino a gosto
- 1 colher (sopa) de alcaparras
- 1 colher (sobremesa) de cebolinha picadinha
 1 colher (sobremesa) de salsa picadinha
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 1 colher (sopa) de suco de limão

Modo de preparo
Tempere o filé de salmão com sal, pimenta e alho e deixe tomar gosto.
Grelhe em frigideira com um fio de azeite ou asse envolto em papel alumínio
em forno pré aquecido por 15 minutos.

Molho
Pique as alcaparras e misture com a cebolinha, a salsinha e o suco de limão.

Montagem
Transfira o salmão para o prato, e derrame delicadamente o molho sobre o
filé grelhado.
Sirva com arroz integral e seleta de legumes, ou com arroz branco e brócolis.


Filé de peixe com alecrim
Rende = 8 porções de 200g

Ingredientes
- 1 pescada inteira de 1 kg
- 2 cebolas cortadas em rodelas
- 2 cenouras cortadas em tiras
- 2 tomates cortados em rodelas
- 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
- 2 dentes de alho picados
- 2 colheres (sopa) de suco de limão
- 2 colheres (sopa) de vinho branco
- 1 colher (sopa) de alecrim fresco
- sal e pimenta a gosto

Modo de Preparo
Limpe bem o peixe, e faça cortes verticais nos dois lados. A seguir tempere com sal, pimenta, alecrim, alho, suco de limão e o vinho branco. Deixe marinar por 40 minutos. Pegue uma assadeira unte com um pouco do azeite e distribua as fatias de cebola no centro da assadeira. Coloque o peixe sobre as cebolas cubra com as rodelas de tomates, o azeite, as cenouras e a marinada. Cubra com papel alumínio e leve para assar em forno médio por 20 minutos. Retire o alumínio e deixe dourar por mais uns 15 minutos.


O salmão é rico em ômega 3, nutriente essencial para o bom funcionamento do organismo. Já o maracujá contém vitaminas do complexo B, que ajudam na regeneração celular. Veja como preparar o prato:


Salmão ao molho de maracujá
Rende: 4 porções
Tempo de preparo: 50 min.



Ingredientes:
- Meia xícara (chá) de suco de laranja
- Meia xícara (chá) de molho de soja
- 2 colheres (sopa) de gengibre ralado
- 1 colher (sopa) de mel
- 1 colher (sopa) de mostarda
- Sal a gosto
- 4  filés de salmão

Molho de maracujá:
- 1 colher (sopa) de manteiga
- 1 colher (sopa) de cebola ralada
- 1 xícara (chá) de suco concentrado de maracujá
- 1 xícara (chá) de creme de leite fresco
- 1 colher (sopa) de polpa de maracujá
- Sal a gosto

Modo de preparo:
Em uma tigela, misture o suco de laranja, o molho de soja, o gengibre ralado, o mel, a mostarda e o sal. Cubra os filés de salmão com o molho e deixe marinar por 30 minutos. Retire os filés de salmão da marinada. Grelhe os filés dos dois lados até que fiquem dourados. Enquanto isso, prepare o molho. Aqueça a manteiga em uma panela e doure a cebola. Despeje o suco de maracujá e o creme de leite fresco, a polpa de maracujá, o sal, misture e deixe apurar por 10 minutos no fogo médio. Despeje sobre os filés de salmão.

APROVEITE OS NUTRIENTES DOS PEIXES.

terça-feira, 15 de abril de 2014 0 comentários
O peixe é um alimento muito nutritivo independentemente do tipo. "É rico em proteínas, iodo, fósforo, cálcio - possui quatro vezes mais este nutriente que os outros tipos de carne - vitaminas A, E, do complexo B e D", constata a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. "Mas, sem dúvida, seu principal nutriente é o ômega 3".


É o ômega 3, uma gordura poli-insaturada, que proporciona boa parte dos benefícios do peixe. Portanto, as espécies que tiverem maior quantidade deste lipídio serão as melhores para a sua saúde. Conheça sete tipos que são ricos em ômega 3 e como eles podem ajudar em diversos problemas, como evitar complicações cardíacas, combater o diabetes e até mesmo prevenir a depressão.
 
Arenque
Este peixe é de água fria e isto já o ajuda a ser mais nutritivo. "Como ele vive em um ambiente frio, tem tendência a acumular moléculas que são excelentes para a saúde, as gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas", afirma a bióloga Lícia Maria Lundstedt da Embrapa Pesca e Agricultura.

Então, as concentrações de ômega 3 no arenque são altíssimas. "100 gramas do alimento possui 1,2 a 3,1 gramas do lipídio", diz a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. Para se ter uma ideia, a quantidade diária recomendada do nutriente é cerca de um grama. Um dos principais benefícios do ômega 3 é o controle do
colesterol, pois ele diminui os níveis do LDL, colesterol ruim que em excesso pode causar problemas para a saúde.

Sardinha
Esta espécie é riquíssima em vitamina D e também em ômega 3. "A sardinha possui de 1,5 a 2,5 gramas deste ácido graxo na porção de 100 gramas", conta Goulart. Não é apenas o peixe fresco que é saudável, a versão em lata também possui muitos nutrientes.

O ômega 3 presente no animal é importante para o coração. Existem dois tipos deste ácido graxo no peixe, o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). "O primeiro diminui as atividades das plaquetas sanguíneas, evitando os coágulos de sangue que podem levar a um derrame ou infarto. Eles também reduzem os níveis dos triglicerídeos e o segundo ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração", explica Goulart.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixes ricos em ômega 3 têm 35% menos chances de morrer por doenças cardiovasculares e 27% menos de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa. Outro estudo realizado pelo Centro para Programação Fetal no Statens Serum Institut de Copenhagen e publicado na revista da Associação Americana do Coração demonstrou que mulheres que nunca ou raramente ingeriram pescados demonstraram 50% mais problemas cardiovasculares do que aquelas que consumiam o alimento com frequência e 90% a mais em relação às mulheres que comiam peixes ricos em ômega 3 semanalmente.
 
Salmão
Este é outro alimento é rico em ômega 3. "Uma porção de 100 gramas de salmão possui entre 1 e 1,4 gramas do lipídio", conta Goulart. É importante deixar claro que tanto o salmão selvagem quanto o de cativeiro possuem o ômega 3. "A diferença é que o salmão da natureza come outros peixes e camarões que proporcionam esse ácido graxo para ele, enquanto o de cativeiro tem o nutriente incluído em sua ração. Assim, o salmão da natureza possui maior concentração de ômega 3 em relação ao ômega 6, enquanto o de cativeiro ocorre o contrário", explica Lundstedt.

O fato desse peixe possuir boas quantidades de ômega 3 é benéfico para o cérebro. Isto porque uma das funções desta gordura poli-insaturada é contribuir para a formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios. "O cérebro é feito de cerca de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, um tipo de ômega 3, substância fundamental para a formação do córtex cerebral, por isso devemos selecionar o tipo de gordura que ingerimos", explica Goulart.

O ômega 3 ainda tem um efeito vasodilatador aumentando o aporte de oxigênio e nutrientes no cérebro, o que pode melhorar a cognição. Uma pesquisa da Northumbria University, no Reino Unido, concluiu que consumir peixe semanalmente melhora a circulação cerebral e diminui o risco de demência ao envelhecer.

Ingerir salmão também contribui para prevenir a depressão. "Isto porque ele é rico não só em ômega 3 como também em vitamina D. Pessoas com depressão possuem baixos níveis do ácido graxo, entre outros nutrientes que podem ocasionar diminuição do número e funções de neurotransmissores e receptores, inflamações. A ingestão de ômega 3 melhora a fluidez das membranas que encapam as células nervosas e aumentam a produção de diversos neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, melhorando assim o humor e autoestima", explica Goulart. Além disso, a falta de vitamina D está relacionada a maior probabilidade de depressão.
 
Atum
O atum é outro peixe que agrega a lista dos ricos em ômega 3. "100 gramas dele possui entre 0,5 e 1,6 gramas do nutriente", diz Goulart. Um dos benefícios deste ácido graxo está no fato de ele prevenir a degeneração da mácula, parte da retina responsável pela percepção dos detalhes, que é a principal causa de cegueira em idosos.

Um estudo publicado na revista Ophtalmology e feito pela Universidade Tufts de Boston, nos Estados Unidos, atestou que o índice de degeneração macular é mais baixo entre pessoas que consomem peixes e ainda demonstra que o ômega 3 pode afetar o desenvolvimento ou progressão da degeneração macular. Os três mil voluntários da pesquisa que consumiram uma ou mais porções de peixe por semana tiveram probabilidade 60% inferior de apresentar o problema em estágio avançado.

Bacalhau
O bacalhau também faz parte do grupo de peixes ricos em ômega 3. "100 gramas deste alimento possui entre 0,2 a 0,3 gramas do ácido graxo", observa Goulart. Uma pesquisa da Universidade de Valencia, na Espanha, avaliou o consumo de carne e peixe em pessoas com idades entre 55 e 80 anos com alto risco cardiovascular e concluiu que ingerir peixe está ligado a diminuição da incidência de diabetes e concentração de glicose. A razão para isto é porque o ômega 3 melhora a sensibilidade do organismo à insulina.

Porém, é importante ficar atento para a presença de mercúrio nos peixes. "Trata-se de uma substância poluente muito tóxica que geralmente pode estar em peixes contaminados e o excesso ocasiona diminuição da imunidade, e até inflamação do pâncreas, o órgão que produz a insulina. Desta maneira poderia ocasionar diabetes", explica Goulart. Então, fique atento para a procedência do peixe que você ingere, mas saiba que os animais que acumulam mais mercúrio são o peixe-espada e os tubarões e os que menos possuem são o salmão e o bacalhau.

Linguado
O linguado é rico em ômega 3. "100 gramas do alimento possui entre 0,2 a 0,3 gramas do ácido graxo", constata Goulart. Outro benefício do ômega 3 é ter efeito anti-inflamatório e relaxar as vias áreas, reduzindo ocorrências de asma.

Uma pesquisa feita pelo Erasmus Medical Center e o Department of Human Nutrition, ambos da Holanda, concluiu que o consumo de peixe durante o primeiro ano de vida pode diminuir o risco de
asma.
 
Pescadinha
Este peixe possui entre 0,2 a 0,3 gramas de ômega 3 na porção de 100 gramas, de acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Por ter uma ação anti-inflamatória, o ômega 3 pode ajudar a aliviar os sintomas da artrite reumatoide.

Um estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado no periódico Annals of the Rheumatic Diseases comprovou que consumir peixe frequentemente pode diminuir em até 52% o risco de artrite reumatoide.
 
 
Fonte: Minha Vida, As melhores espécies de peixes para a sua saúde. Entre os benefícios dos alimentos estão combater o diabetes, proteger o coração e prevenir depressão. Acesso em 14/04/2014.

COMER PEIXE PODE AUMENTAR O HDL COLESTEROL.

quinta-feira, 20 de março de 2014 0 comentários
Aumentar a ingestão de peixes com alto teor de gordura aumenta o número de grandes partículas de HDL, o chamado colesterol bom.

São as grandes partículas de HDL que protegem contra as doenças cardiovasculares.

Para tirar proveito desse benefício, as pessoas devem consumir peixe em 3 a 4 refeições semanais, segundo pesquisadores da Universidade do Leste da Finlândia.

Há muito sabe que o consumo de peixe é benéfico para a saúde. No entanto, os mecanismos pelos quais as gorduras e outros nutrientes úteis encontrados nos peixes funcionam no corpo humano não são totalmente conhecidos.

Este novo estudo fornece novas informações sobre como o consumo de peixes afeta as concentrações e o tamanho das lipoproteínas que transportam os lipídeos no sangue.

Grandes partículas de HDL
As grandes partículas de
HDL têm sido associadas com um risco reduzido de doenças cardiovasculares, ao passo que as pequenas partículas de HDL podem até ter efeitos opostos.

Observou-se que um elevado consumo de peixe aumenta o número de grandes partículas de HDL e moléculas de lipídeos contidas nessas partículas.

Estudos de base populacional têm mostrado que o colesterol HDL e grandes partículas de HDL são eficientes em arrancar o colesterol extra das paredes das artérias.
Os participantes do estudo comeram peixes gordos, como salmão, truta arco-íris, arenque e corégono branco.

Para maior rigor, os peixes foram preparados sem qualquer tipo de manteiga.

O estudo não permite saber se um efeito semelhante poderia ser observado com a ingestão de peixes mais magros.

Mas os peixes com pouca gordura podem ter outros benefícios à saúde, como redução da pressão arterial, o que foi observado em um estudo anterior feito pela mesma equipe.

 
Fonte: Diário da saúde, Comer peixe aumenta parcela boa do colesterol bom. Acesso em 20/03/2014.

ALIMENTOS QUE AUMENTAM O BEM-ESTAR.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013 0 comentários
Não tem quem não seja tomado por uma sensação reconfortante depois de fazer uma deliciosa refeição. E se no cardápio tiver um docinho de brinde, a vida fica melhor ainda. "Isso por que independente do alimento que consumimos, comer provoca uma confortável sensação de bem-estar já que suprimos as necessidades físicas do nosso organismo. Mas ainda há a turma de alimentos que potencializam esta reação, já que levam em sua composição, substâncias que aumentam a liberação da serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de prazer", explica a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.

A seguir, a especialista sugere 10 alimentos que são obrigatórios para um prato e dias mais alegres. Confira: 

Banana

 
A fruta é um carboidrato rico no aminoácido triptofano ( cada 100g da banana contém em média 18mg de triptofano). Acontece que este aminoácido é uma substância precursora da serotonina. "Sem serotonina, o organismo fica suscetível a males como depressão, irritabilidade, insônia, ansiedade, mal humor e hiperfagia (aumento exagerado da fome)", explica Lucyanna Kalluf. A serotonina também é considerada como sendo uma substância anorexígena, diminuindo a compulsividade e a fome.

Abacate

 
Esta fruta rica em ácido fólico, vitamina B3 ( niacinamida) e potássio. O abacate também tem mais proteína que qualquer outra fruta, cerca de 2 g para cada porção de 110 g. Possui, ainda, quantidades úteis de ferro, magnésio e vitaminas C, E e B6. A niacinamida ( Vitamina B3) tem ação específica sobre o sistema nervoso central, colaborando com a manutenção de hormônios que regulam as substâncias químicas do cérebro e garante efeito relaxante. Esta vitamina tem ação conjunta com o ácido fólico, que atua como coenzima de diversos neurotransmissores do bom humor. Dica: fique atento ao valor calórico da fruta: cada 110 g contém cerca de 200 calorias.

Mel

 
O alimento é um carboidrato fonte de triptofano, com ação calmante que induz a uma sensação de bem estar melhorando a função da serotonina no cérebro. O mel tem uma função importante como regenerador da microflora intestinal, quando combinado aos lactobacilos presentes no intestino. Sabe-se que mais de 90% da serotonina é produzida no intestino, portanto o mel ajuda a manter a integridade intestinal colaborando com uma melhor regulação neuro-endócrina, com mais serotonina e mais disposição e sensação de prazer.

Nozes


Esta oleaginosas possui vitamina B1 (tiamina), que ajuda a converter glicose em energia. Também imita a acetilcolina, neurotrasmissor que possui um papel nas funções cerebrais relacionadas com memória e cognição. Também carrega o Inositol (fosfatidilinositol), substância reconhecida como parte do complexo B, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina.

Tofu


É o queijo à base de soja. Com muitos nutrientes, o tofu tem o dobro de proteínas do feijão e 45% menos calorias que o queijo minas. Importante fonte de magnésio mineral que atua na regulação do metabolismo cerebral e participa da metabolização de alguns aminoácidos. "A deficiência de magnésio resulta em fadiga e deficiência de enzimas envolvidas na produção de energia", explica Lucyanna Kalluf. Meia xícara de tofu tem em média 110mg desse mineral.

Ômega 3


Os peixes de água fria (salmão, atum, cavalinha) são considerados excelentes fontes de ômega 3 , um ácido graxo com efeito protetor sobre os neurônios. A relação de consumo desse ácido graxo e a felicidade, está no aumento na produção dos receptores de neurotransmissores como: a serotonina, a dopamina e a noradrenalina que protegem o cérebro e o sistema nervoso central dos radicais livres, substâncias responsáveis pelo envelhecimento celular.

Gérmen de trigo

 
É a parte mais nobre do trigo, que quando é refinado perde esta propriedade, e uma excelente fonte de todo aporte vitamínico do complexo B, atuando como calmante natural que diminui a irritabilidade e o nervosimo. Tem inositol, presente nas membranas celulares como fosfatidilinositol, que é necessário para o correto funcionamento dos neurotransmissores serotonina e acetilcolina. "Também carrega o ácido pantotênico, a vitamina B5 ou vitamina anti-estresse que atua na síntese da acetilcolina, conferindo melhor adequação dos impulsos nervosos e das funções cerebrais", aponta a nutricionista.

Canela


Rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces. Assim, colabora para evitar o sobrepeso e o acúmulo de gorduras na região abdominal e mantém a produção de serotonina em equilíbrio.

Lentilha


É fonte de proteínas vegetais e cálcio, contribuindo significativamente para a regulação da flora intestinal. O equilíbrio do cálcio e magnésio no organismo atua no metabolismo cerebral e na produção de neurotransmissores, como serotonina e dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

Chá verde

 
A bebida afasta os riscos do estresse oxidativo, que é a deficiência de substâncias antioxidantes no organismo, trazendo como consequências doenças como a obesidade e até depressão. O chá verde é rico em polifenóis, nutrientes antioxidantes que atacam os radicais livres das células cerebrais, mantendo a sua atividade neuroprotetora, diminuindo a probabilidade de inflamação cerebral e favorecendo sensação de bem-estar.
 
Fonte: Minha Vida, Inclua no cardápio 10 alimentos que te deixam mais feliz. Mel, abacate e banana fazem parte da turma que aumentam a sensação de bem-estar. Acesso em 04/11/2013.

OS MELHORES PEIXES À SAÚDE.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013 0 comentários
O peixe é um alimento muito nutritivo independentemente do tipo. "É rico em proteínas, iodo, fósforo, cálcio - possui quatro vezes mais este nutriente que os outros tipos de carne - vitaminas A, E, do complexo B e D", constata a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. "Mas, sem dúvida, seu principal nutriente é o ômega 3".

É o ômega 3, uma gordura poli-insaturada, que proporciona boa parte dos benefícios do peixe. Portanto, as espécies que tiverem maior quantidade deste lipídio serão as melhores para a sua saúde. Conheça sete tipos que são ricos em ômega 3 e como eles podem ajudar em diversos problemas, como evitar complicações cardíacas, combater o diabetes e até mesmo prevenir a depressão. 

Arenque

Este peixe é de água fria e isto já o ajuda a ser mais nutritivo. "Como ele vive em um ambiente frio, tem tendência a acumular moléculas que são excelentes para a saúde, as gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas", afirma a bióloga Lícia Maria Lundstedt da Embrapa Pesca e Agricultura.

Então, as concentrações de ômega 3 no arenque são altíssimas. "100 gramas do alimento possui 1,2 a 3,1 gramas do lipídio", diz a nutróloga Valéria Goulart, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia. Para se ter uma ideia, a quantidade diária recomendada do nutriente é cerca de um grama. Um dos principais benefícios do ômega 3 é o controle do
colesterol, pois ele diminui os níveis do LDL, colesterol ruim que em excesso pode causar problemas para a saúde.
Sardinha é boa para o coração  - Foto: Getty Images

Sardinha

Esta espécie é riquíssima em vitamina D e também em ômega 3. "A sardinha possui de 1,5 a 2,5 gramas deste ácido graxo na porção de 100 gramas", conta Goulart. Não é apenas o peixe fresco que é saudável, a versão em lata também possui muitos nutrientes.

O ômega 3 presente no animal é importante para o coração. Existem dois tipos deste ácido graxo no peixe, o ácido eicosapentaenóico (EPA) e o ácido docosahexaenóico (DHA). "O primeiro diminui as atividades das plaquetas sanguíneas, evitando os coágulos de sangue que podem levar a um derrame ou infarto. Eles também reduzem os níveis dos triglicerídeos e o segundo ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração", explica Goulart.

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com mais de 65 anos que têm o hábito de comer peixes ricos em ômega 3 têm 35% menos chances de morrer por doenças cardiovasculares e 27% menos de morrer por qualquer causa durante o período da pesquisa. Outro estudo realizado pelo Centro para Programação Fetal no Statens Serum Institut de Copenhagen e publicado na revista da Associação Americana do Coração demonstrou que mulheres que nunca ou raramente ingeriram pescados demonstraram 50% mais problemas cardiovasculares do que aquelas que consumiam o alimento com frequência e 90% a mais em relação às mulheres que comiam peixes ricos em ômega 3 semanalmente.  
Salmão é interessante para pessoas que sofrem de depressão - Foto: Getty Images

Salmão

Este é outro alimento é rico em ômega 3. "Uma porção de 100 gramas de salmão possui entre 1 e 1,4 gramas do lipídio", conta Goulart. É importante deixar claro que tanto o salmão selvagem quanto o de cativeiro possuem o ômega 3. "A diferença é que o salmão da natureza come outros peixes e camarões que proporcionam esse ácido graxo para ele, enquanto o de cativeiro tem o nutriente incluído em sua ração. Assim, o salmão da natureza possui maior concentração de ômega 3 em relação ao ômega 6, enquanto o de cativeiro ocorre o contrário", explica Lundstedt.

O fato desse peixe possuir boas quantidades de ômega 3 é benéfico para o cérebro. Isto porque uma das funções desta gordura poli-insaturada é contribuir para a formação da bainha de mielina, um componente dos neurônios. "O cérebro é feito de cerca de 65% de gordura, sendo a maior parte composta por DHA, um tipo de ômega 3, substância fundamental para a formação do córtex cerebral, por isso devemos selecionar o tipo de gordura que ingerimos", explica Goulart.

O ômega 3 ainda tem um efeito vasodilatador aumentando o aporte de oxigênio e nutrientes no cérebro, o que pode melhorar a cognição. Uma pesquisa da Northumbria University, no Reino Unido, concluiu que consumir peixe semanalmente melhora a circulação cerebral e diminui o risco de demência ao envelhecer.

Ingerir salmão também contribui para prevenir a depressão. "Isto porque ele é rico não só em ômega 3 como também em vitamina D. Pessoas com depressão possuem baixos níveis do ácido graxo, entre outros nutrientes que podem ocasionar diminuição do número e funções de neurotransmissores e receptores, inflamações. A ingestão de ômega 3 melhora a fluidez das membranas que encapam as células nervosas e aumentam a produção de diversos neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina, melhorando assim o humor e autoestima", explica Goulart. Além disso, a falta de vitamina D está relacionada a maior probabilidade de depressão.  
O atum é bom para os olhos - Foto: Getty Images

Atum

O atum é outro peixe que agrega a lista dos ricos em ômega 3. "100 gramas dele possui entre 0,5 e 1,6 gramas do nutriente", diz Goulart. Um dos benefícios deste ácido graxo está no fato de ele prevenir a degeneração da mácula, parte da retina responsável pela percepção dos detalhes, que é a principal causa de cegueira em idosos.

Um estudo publicado na revista Ophtalmology e feito pela Universidade Tufts de Boston, nos Estados Unidos, atestou que o índice de degeneração macular é mais baixo entre pessoas que consomem peixes e ainda demonstra que o ômega 3 pode afetar o desenvolvimento ou progressão da degeneração macular. Os três mil voluntários da pesquisa que consumiram uma ou mais porções de peixe por semana tiveram probabilidade 60% inferior de apresentar o problema em estágio avançado.  
O bacalhau diminui a incidência de diabetes - Foto: Getty Images

Bacalhau

O bacalhau também faz parte do grupo de peixes ricos em ômega 3. "100 gramas deste alimento possui entre 0,2 a 0,3 gramas do ácido graxo", observa Goulart. Uma pesquisa da Universidade de Valencia, na Espanha, avaliou o consumo de carne e peixe em pessoas com idades entre 55 e 80 anos com alto risco cardiovascular e concluiu que ingerir peixe está ligado a diminuição da incidência de diabetes e concentração de glicose. A razão para isto é porque o ômega 3 melhora a sensibilidade do organismo à insulina.

Porém, é importante ficar atento para a presença de mercúrio nos peixes. "Trata-se de uma substância poluente muito tóxica que geralmente pode estar em peixes contaminados e o excesso ocasiona diminuição da imunidade, e até inflamação do pâncreas, o órgão que produz a insulina. Desta maneira poderia ocasionar diabetes", explica Goulart. Então, fique atento para a procedência do peixe que você ingere, mas saiba que os animais que acumulam mais mercúrio são o peixe-espada e os tubarões e os que menos possuem são o salmão e o bacalhau.  
Comer linguado diminui o risco de asma - Foto:Getty Images

Linguado

O linguado é rico em ômega 3. "100 gramas do alimento possui entre 0,2 a 0,3 gramas do ácido graxo", constata Goulart. Outro benefício do ômega 3 é ter efeito anti-inflamatório e relaxar as vias áreas, reduzindo ocorrências de asma.

Uma pesquisa feita pelo Erasmus Medical Center e o Department of Human Nutrition, ambos da Holanda, concluiu que o consumo de peixe durante o primeiro ano de vida pode diminuir o risco de
asma.  
Consumir peixe diminui o risco de artrite reumatoide - Foto: Getty Images

Pescadinha

Este peixe possui entre 0,2 a 0,3 gramas de ômega 3 na porção de 100 gramas, de acordo com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Por ter uma ação anti-inflamatória, o ômega 3 pode ajudar a aliviar os sintomas da artrite reumatoide.

Um estudo feito pelo Instituto Karolinska, na Suécia, e publicado no periódico Annals of the Rheumatic Diseases comprovou que consumir peixe frequentemente pode diminuir em até 52% o risco de artrite reumatoide.  


Fonte: Minha Vida, As melhores espécies de peixes para a sua saúde. Entre os benefícios dos alimentos estão combater o diabetes, proteger o coração e prevenir depressão. Acesso em 31/10/2013.