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INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES MERECEM MAIS ATENÇÃO.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017 0 comentários
Distensão abdominal, flatulências ou diarreia alternada com episódios de constipação intestinal são alguns dos sintomas de quem convive com a intolerância alimentar. A condição é caracterizada pela manifestação de sintomas digestivos que são atribuídos aos alimentos pelos pacientes, ou pela ação nociva de certos componentes da dieta à integridade do revestimento do intestino ou ao seu funcionamento. Diferentemente da alergia alimentar, em que ocorre uma resposta imediata do sistema imunológico, na intolerância há uma reação que pode ser intensa desencadeando sintomas no sistema gastrointestinal. Com sinais que variam de acordo com cada organismo, as intolerâncias à lactose e ao glúten (doença celíaca) são as mais prevalentes e merecem maior atenção.

Um simples copo de leite ou iogurte pode provocar sintomas em pessoas mais intolerantes à lactose, condição identificada pela deficiência na produção da lactase, enzima que quebra e digere a lactose em dois monossacarídeos: a glicose e a galactose. “Quando há ausência da lactase, a lactose se torna fonte de energia para microrganismos do cólon, é fermentada e cria desconforto intestinal”, descreve a professora adjunta de Endocrinologia e Metabologia do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), Célia Regina Nogueira. A intolerância pode ser classificada em congênita ou genética – tipo mais comum desenvolvido na infância; e secundária, devido à perda transitória da lactase decorrente de lesões causadas por alguma doença, que volta a ser produzida assim que o intestino se recupera.

Para o professor Carlos Fernando Francisconi, titular do Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é preciso tomar cuidado com diagnósticos errados, que ocorrem quando o paciente aponta sintomas nem sempre associados à intolerância e que coincidem com manifestações funcionais do aparelho digestivo. “A intolerância à lactose é secundária a um fator genético que se expressa precocemente e, portanto, não é uma condição que se manifeste na fase adulta”, ensina. O especialista recomenda prudência na realização de exames laboratoriais que avaliem a deficiência da lactase. Além do teste de tolerância oral à lactose (mais acessível), existe a alternativa de teste genético, coletado em material biológico como sangue e saliva. Também pode ser realizado, em alguns centros, o teste de hidrogênio expirado, padrão ouro de diagnóstico não invasivo e de grande sensibilidade, que avalia precisamente a causa dos sintomas.

A intolerância à lactose é uma carência do organismo que pode ser controlada com dieta, garantindo uma vida saudável e sem riscos à saúde mesmo com a ingestão de leite e derivados. “Não é preciso eliminar o consumo desses alimentos. O controle da dieta depende dos limites que cada um suporta, sem que sintomas adversos se manifestem”, orienta a gastroenterologista Thaisa de Moraes Ribeiro Espírito Santo, do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (HUCAM-UFES). Desta forma, é possível manter a oferta de cálcio, fundamental para a massa óssea e para a manutenção de várias funções do organismo. Além disso, suplementos com lactase e produtos sem ou com baixo teor de lactose podem auxiliar no aporte de cálcio, quando a ingestão de leite for insuficiente.

Doença celíaca – Ao contrário da lactose, pacientes com doença celíaca, que se caracteriza pela intolerância ao glúten – proteína presente no trigo, cevada, centeio, malte e seus derivados – precisam de uma dieta mais rigorosa, em que a restrição desses alimentos se faz necessária para garantir a plena saúde. Essa doença autoimune, que acomete cerca de 1% da população ocidental, é caracterizada por um processo inflamatório que envolve a mucosa do intestino delgado, levando à atrofia das vilosidades intestinais e gerando diminuição da absorção de nutrientes como, por exemplo, ferro e cálcio. “É grave porque, se não for tratada, pode causar alta taxa de morbimortalidade”, adverte a professora Célia Regina Nogueira.

Mais observados na infância, os sintomas clássicos da doença celíaca são baixa estatura para a idade, reduzido ganho de peso e reações como diarreia, barriga distendida, anemia e vômito. Já nos quadros denominados não clássicos, os pacientes apresentam sinais isolados. “Em geral, o celíaco manifesta os primeiros sintomas da intolerância assim que começa a ingerir alimentos sólidos com a proteína, entre 1 e 3 anos de idade”, observa a gastroenterologista Thaisa de Moraes Ribeiro Espírito Santo. O diagnóstico mais seguro é feito pela dosagem no sangue dos anticorpos contra o glúten, mas o exame mais importante é a biópsia do intestino, para verificar se há alterações de inflamação e atrofia das vilosidades.

Apesar de se manifestar precocemente, a doença celíaca também acomete adultos de ambos os sexos. “Muitas vezes, a intolerância não é detectada pela manifestação de sintomas percebidos após a ingestão dos alimentos, mas por causa de outros problemas. Por exemplo, uma mulher jovem com osteoporose como consequência de má absorção de algum nutriente”, relata o professor Carlos Fernando Francisconi. Além da descoberta tardia, a intolerância pode vir acompanhada de outras doenças autoimunes, como tireoidite, diabetes e manifestações hepáticas, o que certamente contribui para a queda na qualidade de vida.

Sem cura, a doença celíaca só é controlada com o rigor de uma dieta absolutamente restrita e com a retirada total do glúten. “Por menor que seja a quantidade ingerida, isso pode contribuir para as lesões intestinais, que costumam se manifestar como anemia ferropriva, dor ou desconforto abdominal frequentes, osteoporose precoce, perda de peso, desnutrição, déficit importante de desenvolvimento e crescimento, infertilidade e até neoplasia do trato intestinal”, enumera o professor da UFRGS. Na presença de sintomas recorrentes, após a ingestão de alimentos com glúten, é importante buscar auxílio de um especialista para o diagnóstico preciso.

Fonte: Yakult.

COMER AMENDOIM DESDE CEDO REDUZ O RISCO DE ALERGIA.

sábado, 5 de março de 2016 0 comentários
Image copyrightThinkstockImage caption. Nos EUA e Reino Unido, 20 mil bebês por ano recebem diagnóstico de alergia amendoim

Os efeitos benéficos de alimentar bebês com produtos à base de amendoim para diminuir o risco de alergia foram endossados por um novo estudo de pesquisadores de Estados Unidos e Reino Unido.

No ano passado, um outro estudo afirmou que o consumo de amendoim poderia reduzir em 80% as chances de reações alérgicas futuras. Mas os cientistas agora foram além: proteção a longo prazo contra alergias não apenas pode ser obtida, mas mantida mesmo se produtos à base de amendoim forem evitados pelas crianças por um ano.

O resultados da pesquisa foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine. Os pesquisadores estudaram 550 crianças consideradas sob risco de desenvolver alergias - porque tinham sofrido de eczema quando bebês - e prosseguiram o trabalho feito no ano passado por cientistas americanos e britânicos, em que pela primeira vez cientistas perceberam que a exposição de crianças a pequenas quantidades de lanches à base de amendoim poderia evitar alergias.
Diagnósticos

O novo estudo argumenta que, se houver consumo nos primeiros 11 meses de vida, uma criança de cinco anos de idade pode parar de comer amendoim por um ano e, ainda assim, não desenvolver alergias.

"Acreditamos que o medo de alergias alimentares é o que chamamos de profecia auto-realizável: o alimento é excluído da dieta e, como resultado, a criança não desenvolve tolerância", disse à BBC Gideon Lack, um dos principais autores do novo estudo.Image copyrightThinkstockImage caption. Estudo anterior estimou redução de até 80% em reações alérgicas

Os pesquisadores usaram as mesmas crianças testadas no estudo original - metade delas tinham recebido alimentos à base de amendoim enquanto bebês e a outra apenas se alimentado de leite materno. Segundo os cientistas, aos seis anos de idade não havia crescimento estatístico significativo em alergia após 12 meses de interrupção no consumo nas crianças que tinham ingerido amendoim.

Para o professor Lack, novos estudos são necessários para estabelecer se a resistência pode durar mais que 12 meses. Segundo dados do estudo, 20 mil bebês por ano são diagnosticados com alergia a amendoim nos EUA e no Reino Unido. e, entre 1995 e 2005, o número de diagnósticos triplicou. Os pesquisadores afirmam que os métodos de deteçcão permaneceram os mesmos.

"Os resultados mostram uma nova maneira de analisar os mecanismos de tolerância para comidas alergênicas em crianças sob risco", diz Barry Kay, cientista do Imperial College, em Londres.

Fonte: BBC.

ALERGIA AO AMENDOIM TORRADO.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014 0 comentários
Amendoins torrados são mais propensos a desencadear alergias do que amendoins crus.

Esta conclusão é da equipe do professor Quentin Sattentau, da Universidade de Oxford (Reino Unido) e foi publicada no Journal of Allergy and Clinical Immunology.

Alergia a amendoim
Embora a ingestão de amendoins in natura levante sua própria dose de preocupações, os pesquisadores afirmam que as mudanças químicas específicas causadas pelas elevadas temperaturas do processo de torrefação a seco são reconhecidas pelo sistema imunológico.

Isto leva o corpo a detonar uma resposta alérgica da próxima vez que detecta a ingestão de qualquer tipo de amendoim.

Os pesquisadores afirmam que os resultados de seus estudos, feitos em camundongos, podem explicar a diferença no número de pessoas com alergia a amendoim no mundo ocidental, em comparação com as populações do Leste da Ásia.

No Ocidente, onde amendoins torrados e secos são comuns, existem muito mais pessoas com alergia a amendoim do que no Oriente, onde os amendoins são mais frequentemente consumidos crus, cozidos ou fritos.

O número de pessoas com outras alergias alimentares não mostra essa diferença entre as duas regiões.

Proteínas do amendoim torrado
Os pesquisadores purificaram proteínas a partir de amendoins torrados e de amendoins crus e introduziram essas proteínas na alimentação dos camundongos.

Os animais expostos às proteínas dos amendoins torrados apresentaram respostas imunológicas grandemente aumentadas na próxima ingestão do alimento de qualquer tipo.

"Acreditamos ter identificado as modificações químicas envolvidas no desencadeamento de uma resposta alérgica a amendoins, e estamos atualmente estudando métodos para eliminar esses grupos [proteicos] que sejam passíveis de adoção pela indústria de alimentos," diz a equipe.

ALERGIA ALIMENTAR.

terça-feira, 29 de outubro de 2013 0 comentários
Imagem: Medcenter
Alergia ou hipersensibilidade alimentar é a denominação utilizada para caracterizar as reações clínicas, locais ou sistêmicas, atribuídas à ingestão de proteínas alimentares. Essas reações são obrigatoriamente de caráter imunológico (diferente das intolerâncias e reações tóxicas), mediadas ou não por imunoglobulinas E (IgE).
 
Embora qualquer alimento possa desencadear as reações alérgicas, um grupo de oito alimentos responde por cerca de 90% dessas reações. Em razão de algumas características na estrutura de suas proteínas, leite de vaca,  ovo, soja, trigo, peixe, amendoim, castanhas e frutos do mar aparecem como os principais responsáveis pelas manifestações clínicas de alergia alimentar.
 
Deve-se investigar detalhadamente o alimento suspeito, a quantidade que foi ingerida, o tempo entre a ingestão e o aparecimento dos sintomas, grau e tipo de sintoma e fatores associados (ingestão de álcool, prática de exercícios....).
Em um caso de alergia alimentar, o sistema imunológico reage e identifica o alimento como agressor ao organismo, produzindo anticorpos denominados imunoglobulinas IgE, liberando histamina e demais elementos químicos com o objetivo de atacar o elemento "estranho".
 
Suspeitando que determinados alimentos não lhe fazem bem, ocasionando problemas crônicos como dores de cabeça, alterações no humor, dor e desconforto abdominal, diarreia ... procure através da tentativa e erro eliminar de sua rotina alimentar possíveis causadores.
- Para de consumir por uma semana os alimentos que suspeite que esteja lhe causando desconforto. Procure eliminar alimentos mais comuns causadores de alergia tais como leite e derivados, trigo e derivados.. ler o rótula faz todos sentido já que boa parte de alergênicos podem estar em ingredientes de produtos industrializados. Assim evitar alimentos industrializados também é viável.
- Observe como se sente na retirado de alimentos suspeitos, reduziu o inchaço abdominal? Dores de cabeça, cólicas ou diarreias não estão mais presentes?
 
Consulte um médico e nutricionista caso sintomas sejam recorrentes e crônicos, testes e exames detectam reações imunológicas e uma dieta específica com a retirada dos possíveis alergênicos com a devida inclusão de nutrientes irão proporcionar bem-estar.
 
Por Greice Caroline Baggio.
Carper, Jean. Editora: Campus.6ª edição. Alimentos o melhore remédio para a saúde.

ALERGIAS E INTOLERÂNCIAS ALIMENTARES.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013 0 comentários
As alergias e intolerâncias alimentares produzem sintomas semelhantes, mas envolvem mecanismos diferentes. As alergias alimentares são causadas pelo sistema imune, que reage de maneira anormal ao alimento. A maioria dos alimentos pode desencadear uma resposta alérgica, mas a preparação, o cozimento e a ação do ácido digestivo e das enzimas destroem este potencial.

Quando o sistema de defesa do seu corpo encontra uma substância potencialmente danosa, ele responde com uma reação imunológica. Esta libera histamina e outras substâncias na sua circulação, causando coceira na pele e alterações dos vasos sangüíneos. Em casos sérios, essa reação pode levar a uma queda rápida da pressão arterial e a uma reação dramática, potencialmente fatal, conhecida como choque anafilático, que pode interferir na capacidade da pessoa respirar. Estas substâncias também causam constrição dos brônquios pulmonares.

As intolerâncias alimentares não envolvem uma reação imunológica. Alguns dos mecanismos envolvidos não são completamente compreendidos. Reações de intolerância alimentar incluem:

Liberação não-alérgica de histamina. Os mariscos e os morangos causam esta reação em alguns indivíduos, que geralmente desenvolvem a erupção cutânea.
Defeitos nas enzimas. Indivíduos com uma deficiência de lactase, por exemplo, não podem digerir o açúcar do leite, lactose. O tratamento consiste de uma dieta com pouco leite e laticínios.
Reações farmacológicas. Estas ocorrem em resposta a componentes alimentares, como as aminas. As aminas são encontradas em alimentos que contêm nitrogênio (por exemplo, aminoácidos em alimentos como chá, café, bebidas de cola e chocolate). Os efeitos podem ser desencadeados por pequenas quantidades do alimento e incluem enxaqueca, tremores, sudorese e palpitações, que podem ser alarmantes.
Efeitos irritantes. Alimentos como o curry podem irritar o intestino. O glutamato monossódico pode causar uma doença conhecida como a síndrome do restaurante chinês, que resulta em dor no peito, palpitações e fraqueza.

Tratamento dietético
Qualquer indivíduo com suspeita de ter uma alergia alimentar deve ser diagnosticado e tratado por um médico e um nutricionista. O diagnóstico geralmente se baseia na eliminação de possíveis alérgenos, substâncias que causam uma reação alérgica, da dieta. A dieta de eliminação é, algumas vezes, baseada nos poucos alimentos que não têm chance de causar uma reação alérgica. Esta dieta limitada é muito rigorosa e difícil de ser seguida.

À medida que cada alimento é gradualmente reintroduzido na dieta, um nutricionista avalia qual deles é responsável por cada sintoma. Este processo exige uma monitoração cuidadosa. Não é seguro tentar excluir alimentos suspeitos da sua dieta por conta própria. Se for necessário usar uma dieta muito restritiva, há risco de deficiências nutricionais aparecerem, a menos que seja cuidadosamente controlada. Isto é especialmente importante para crianças, que precisam de um suprimento adequado dos nutrientes certos para crescer normalmente e manter uma boa saúde. O perigo da anafilaxia, ou outras reações graves, associadas ao diagnóstico de alergias alimentares, significa que o nutricionista deve trabalhar de maneira integrada com os colegas médicos.

Prevenindo as alergias alimentares
Algumas alergias alimentares são herdadas ou podem estar relacionadas com a sensitização ocorrida no útero ou nos primeiros meses depois do nascimento.

Eczema atópico
O eczema atópico afeta crianças com uma história de alergias, incluindo a febre do feno e a asma, e foi relacionada com alergias alimentares. Algumas pessoas sugeriram que mulheres grávidas ou em amamentação devem mudar suas dietas para reduzir ou prevenir o risco de que seus filhos desenvolvam alergias alimentares. Mães de crianças com risco de desenvolverem eczema atópico (o tipo que é hereditário e que frequentemente aparece junto com a asma) deveriam tentar evitar alimentos altamente alergênicos, como o leite e os produtos derivados, nozes, ovos e sementes de soja. Pode também valer a pena atrasar a introdução de cada um destes alimentos para as crianças até que estejam com oito meses de idade. O leite materno parece dar alguma proteção, mas ninguém sabe ao certo se o leite de vaca tem algum papel desencadeador de alergias.
Intolerância à lactose
Indivíduos com deficiência de lactose devem evitar os produtos listados abaixo. Vários produtos e leites com lactose reduzida estão disponíveis comercialmente.

Leite de vaca, cabra e carneiro.
Derivados de leite, como queijos e leite desnatado.
Derivativos do leite frequentemente usados na produção de alimentos, como a caseína e o soro de leite hidrolisado.
Alimentos como cubinhos de caldo (de carne, por exemplo) e torradas, que freqüentemente contêm soro de leite.
Medicações que usam derivados de leite para preenchimento.

Alergia a nozes
Os amendoins são a causa mais comum das reações alérgicas graves (algumas vezes fatais), conhecidas como anafilase. Geralmente necessita-se de cuidados médicos imediatos, embora algumas pessoas que conhecem a sua alergia levem consigo comprimidos que neutralizam a resposta do organismo. Nem todos os que têm alergia a amendoins apresentam uma reação alérgica tão dramática e rápida.

Estudos recentes demonstraram que a alergia ao amendoim é mais comum do que anteriormente imaginado e parece estar aumentando. Isto pode estar relacionado ao fato de que mulheres frequentemente comem quantidades maiores de amendoins e de produtos que contêm óleo de amendoim quando estão grávidas ou amamentando. Alergias a amendoim e outras nozes podem ser herdadas, por isso todas as mulheres com uma história familiar deste tipo de alergia devem evitar estes alimentos durante a gravidez e amamentação.

Hiperatividade
O elo entre crianças hiperativas e aditivos nos alimentos foi sugerido pela primeira vez na década de 70 e, desde então, recebeu apoio popular. Alguns cientistas descobriram que o comportamento destas crianças melhora quando alguns alimentos são retirados da dieta. Estes incluem o leite, os ovos, o trigo, as nozes, os corantes e os conservantes como tartrazina e ácido benzóico. Existe uma relação entre alimentação e hiperatividade em uma minoria das crianças, principalmente naquelas com condições alérgicas como asma e eczema. Contudo, não há evidências definitivas de que algum alimento seja responsável por desencadear o comportamento da maioria das crianças hiperativas.

História de Caso: Doença celíaca
Margaret estava apresentando fraqueza, perda de peso, dor abdominal e diarréia, com fezes volumosas de cheiro mim, que não iam embora com a descarga. Os exames de sangue revelaram que ela estava anêmica, com deficiências de ferro e folato. Uma amostra de tecido do seu jejuno (intestino pequeno) indicou que a parede intestinal era reta, com poucas das protusões características chamadas vilos.

Margaret tinha uma doença chamada doença celíaca. A parede do seu intestino estava reagindo ao glúten, um constituinte do trigo, como se fosse tóxico. O glúten faz com que produtos com trigo como bolos e pão cresçam. O achatamento dos vilos indicava que Margaret não podia absorver os nutrientes adequadamente, resultando em perda de peso e deficiências, causando anemia e diarréia. As fezes volumosas e repugnantes eram causadas por uma impossibilidade de absorver a gordura adequadamente. Elas não iam embora com a descarga por terem muita gordura.

O médico de Margaret prescreveu ferro e suplementos de folato para curar a anemia e a encaminhou para um nutricionista especializado em problemas gastrointestinais. Ela iniciou uma dieta sem glúten, evitando todos os alimentos que contêm trigo, centeio ou cevada. O nutricionista disse a Margaret que nem todos concordam com a necessidade de se evitar a aveia, mas sugeriu que ela fizesse isso em princípio. Mais tarde ela reincluiu a aveia no menu para ver se os sintomas reapareciam. Uma dieta sem glúten não é fácil de ser seguida porque produtos como farinha são incluídos em muitos produtos alimentares como um agente engrossante. Mesmo pequenas quantidades de glúten podem causar problemas para os pacientes celíacos. Margaret descobriu que era essencial ler os rótulos dos alimentos e obter listas de alimentos sem glúten. O seu clínico-geral pode prescrever produtos sem glúten. Os sintomas de Margaret levaram vários meses para melhorar. Ela deve permanecer em dieta pelo resto da vida para atingir um alívio permanente dos seus sintomas.

História de Caso: Intolerância à lactose
Ken foi admitido em uma unidade especializada em nutrição, porque estava gravemente obeso. Ele foi avaliado para um tratamento controverso que envolvia amarrar a mandíbula com arame para que sua boca só pudesse abrir um pouco. Ken nunca tinha gostado muito de leite, mas estava resignado ao fato de que, se ele tivesse suas mandíbulas amarradas, o leite se torraria um componente importante da sua dieta. Decidiu-se prosseguir com o tratamento. Sob supervisão médica, Ken iniciou uma dieta baseada em leite integral. Logo depois, ele apresentou náusea, distensão do abdômen, dor abdominal e diarréia. Descobriu-se que Ken tinha intolerância ao açúcar do leite, a lactose. O nutricionista planejou uma outra dieta para Ken, baseada em produtos fermentados do leite, como o iogurte.

Pontos centrais
As alergias aos alimentos envolvem reações imunológicas; as intolerâncias aos alimentos envolvem vários mecanismos não-imunológicos diferentes, alguns dos quais não são completamente compreendidos.
Nunca coloque seu filho numa dieta restritiva antes de obter orientação especializada mesmo que você suspeite de uma alergia, não importa quão leves os sintomas.

Guia da Saúde Familiar - revista ISTOÉ - Volume 16 - 03/2002.
Fonte: Rio sem Glúten, acesso em 23/10/2013.

CERCA DE 40% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA TEM INTOLERÂNCIA À LACTOSE.

segunda-feira, 17 de junho de 2013 0 comentários
Leite, queijo, iogurte e manteiga são alimentos facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas para cerca de 40% da população podem trazer náuseas, diarreia, excesso de gases, dor de estômago entre outros incômodos. Isso acontece devido a uma incapacidade que essas pessoas têm de digerir lactose, o açúcar do leite. É a intolerância à lactose.
 
Para digerir esse açúcar, o organismo precisa produzir uma enzima chamada lactase, que divide o açúcar do leite em glicose e galactose. A incapacidade de produzir a lactase pode ser genética ou ocasionada por algum problema intestinal que a interrompe temporariamente.
 
De acordo com Ricardo Barbuti, gastroenterologista membro da Federação Brasileira de Gastroenterologia, a capacidade de produzir a lactase é geneticamente determinada.
— Quem tem a predisposição para produzir menos enzimas, na medida em que o tempo passa, vai perdendo a capacidade de digerir a lactose. Todo mundo que tem geneticamente uma intolerância, tem uma má absorção de lactose, mas isso não causa sintomas sempre — disse Barbuti. Há países, como o Japão, em que praticamente toda a população tem essa característica.
 
O especialista explica que geralmente os sintomas aparecem entre meia hora e uma hora depois da ingestão do leite ou derivados, como chocolate, sorvetes, leite condensado, creme de leite, iogurte, manteiga, pudins e queijos. Barbuti ressalta porém, que isso depende do grau de intolerância à lactose e de quanta lactose tem o alimento ingerido.
— Queijos quanto mais duros, menos lactose. Um parmesão, por exemplo, tem pouca lactose, enquanto um queijo mais mole tem mais lactose — explicou o especialista.
O Iogurte, por exemplo, tem menos lactose, já que o leite é fermentado e, no processo de fermentação, as bactérias consomem a lactose.
 
Já para Simone Rocha, nutricionista presidente da Associação de Nutricionistas do Distrito Federal, outro fator que pode causar intolerância alimentar de qualquer tipo, inclusive à lactose, é a superexposição a determinado alimento.
— A superexposição pode causar intolerância, porque você come tanto que o seu organismo não consegue produzir enzimas para quebrar tudo — explica Simone.
De acordo com Barbuti, as pessoas estão tendo mais acesso ao diagnóstico de intolerância à lactose.
 
— O médico está mais atento a esse problema. O exame mais comum, que é o teste sanguíneo, é de fácil execução e está mais disponível à população, inclusive pelo SUS [Sistema Único de Saúde] — avaliou o especialista.
Ele conta que existe ainda um teste genético, em que os genes do paciente são estudados para saber se existe carga para a intolerância, porém este exame está disponível em pouquíssimos lugares no Brasil.
 
O especialista ressalta que existe diferença entre intolerância alimentar e alergia, que é uma reação imunológica descontrolada do organismo a alguma substância.
Para quem tem intolerância à lactose e faz questão de continuar consumindo derivados do leite, Barbuti explica que existem no mercado comprimidos de lactase. No Brasil, a lactase é encontrada apenas nas farmácias de manipulação, pois, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a enzima lactase é um medicamento de origem biológica. Em outros países, no entanto, a enzima é considerada alimento e tem venda liberada em farmácias e supermercados. Segundo a agência reguladora, ainda não há, no país, interesse das empresas em desenvolver o produto para vendas nas farmácias.
 
Outra alternativa para não passar mal ao ingerir derivados de leite são os probióticos, 'as bactérias do bem', que quando tomadas continuamente podem melhorar a digestão da lactose. Estes recursos são especialmente importantes para mulheres que já passaram pelo período da menopausa e precisam ingerir derivados do leite para absorverem cálcio.
 
Fonte: Zero Hora, Cerca de 40% da população brasileira tem intolerância a lactose. Incapacidade de digerir o açúcar do leite pode ser causada por fatores genéticos ou por algum problema de saúde. Acesso em 17/05/2013.
 

OS PRINCIPAIS CAUSADORES DE ALERGIA ALIMENTAR.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 0 comentários
A repetição de determinados sintomas após uma refeição - que vão desde problemas gastrointestinais até dificuldades respiratórias - levam à suspeita de uma alergia alimentar. A hipersensibilidade a determinados alimentos é uma reação do corpo que pode afetar em cheio a sua imunidade. A solução? Excluir o desencadeante da dieta.

Segundo a alergista Ana Paula Castro, diretora da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ASBAI), 85% das reações se dão por leite, ovo, amendoim, crustáceos e peixes. "Mas praticamente todo alimento pode desencadear uma alergia alimentar", complementa. No Dia Mundial da Alergia, marcado para 8 de julho, conheça melhor os principais alimentos alérgenos e saiba como a sua exclusão afeta a dieta.

Leite
"A alergia ao leite é especialmente comum em crianças, o que pode ser bastante complicado entre os bebês menores de um ano que consomem somente este alimento", aponta o alergista Daniel Strozzi, professor da Unidade de Alergia e Imunologia da PUC de Goiás. Segundo a nutricionista funcional Ana Flávia Marçal, do Centro de Alergia e Imunologia Ymune, em Goiânia, o leite possui mais de 20 proteínas sensibilizantes.

A grande preocupação de quem precisa excluí-lo da dieta deve ser o cálcio, fundamental para a saúde dos ossos. Para suprir a deficiência, recomenda-se o consumo de produtos fortificados com cálcio, além de legumes verdes, cereais e peixes. Se for necessário, o médico que está acompanhando o caso pode indicar suplementação.

Fique atento a: biscoitos, bolachas, bolos, pães, chantilly, chocolate, coalhada, pudim, manjar, iogurtes, molho branco, molho nechamel, pão de queijo e sorvete.

Em receitas, substitua o leite por: leites vegetais - como o de coco, amêndoas, arroz, quinoa e girassol -, água e suco de frutas.


Ovo
O ovo é o segundo maior causador de alergias alimentares. Tirá-lo da alimentação pode levar à deficiência de ferro no organismo. Por isso, o nutrólogo Carlos Alberto Nogueira de Almeida, da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), sugere investir na tradicional combinação de arroz com feijão. "O feijão é rico em ferro, enquanto o arroz fornece aminoácidos que o feijão não possui e, assim, eles se complementam, formando uma refeição de alto valor biológico", explica.

Fique atento a: maionese, chantilly, marshmallow, merengue, molho holandês e molho bernaise ? alimentos que levam ovo na receita.

Em receitas, substitua por: linhaça, polvilho ou vinagre de maçã.


Trigo
O glúten, presente no trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte é uma proteína de difícil digestão. "Ela é responsável pela elasticidade e plasticidade das massas, fazendo com que elas cresçam macias", diz a nutricionista Ana Flávia. Diferente da intolerância ao glúten, o alérgico não pode ingerir qualquer quantia de alimentos com essa proteína. A principal dificuldade, portanto, não está relacionada a deficiências nutricionais, mas sim à difícil tarefa de manter uma dieta sem glúten, já que grande parte do que consumimos contém esse nutriente. Por isso, o acompanhamento de um nutricionista é fundamental.

Fique atento a: macarrão, pão, tabule, bolos e chocolates.

Em receitas, substitua por: produtos sem glúten, farinha de arroz, creme de arroz, polvilho e fécula de batata.


Peixes
De acordo com o nutrólogo Carlos, não é porque você tem alergia a determinado peixe que terá alergia a todos os peixes. Por isso, sob orientação profissional, vale experimentar outros tipos. Mas, imaginando que eles seriam excluídos da dieta ou consumidos com menor frequência, o paciente deveria buscar outras fontes de ômega-3. "Exemplos são óleo de canola, óleo de soja, azeite de oliva, rúcula e espinafre", diz.

Crustáceos
A alergia a camarão, lagosta e outros crustáceos pode ser um problema em regiões do Brasil próximas ao litoral, em pessoas que se alimentam principalmente desse tipo de alimento. Entre os nutrientes mais relevantes desses alimentos está o zinco, o selênio e o iodo. Como nosso sal é iodado, é raro apresentar deficiência desse nutriente. Os demais podem ser obtidos em nozes, castanhas, milho, carne bovina, frango, arroz integral, feijão e leite.

Corantes
"Alergia a corantes não é comum, pois eles são incansavelmente testados antes de irem para o mercado", afirma o nutrólogo Carlos. Entretanto, Ana Paula Castro aponta que o vermelho carmin pode atuar como alérgeno. "Neste caso, verifique nos rótulos dos produtos a presença desse componente e evite o alimento", recomenda a alergista.

Milho
Como todo cereal, o milho é rico em carboidratos. Além disso, ele fornece boas quantias de vitaminas do completo B, vitamina E e fibras. Alimentos integrais, ovo, brócolis, fígado e verduras verde escuro podem fornecer esses nutrientes.

Fique atento a: pamonha, curau, bebidas alcoólicas e corantes amarelos.


Amendoim
A retirada do amendoim da dieta não causa qualquer prejuízo, mas, de acordo com a nutricionista Ana Flávia, é possível ser alérgico ao amendoim e não apresentar qualquer reação a outros alimentos da mesma família que ele, como a castanha de caju.

Fique atento a: bombons de chocolate, confeitos, marzipã, nougat, paçoca e nozes.

Em receitas, substitua por: amêndoas, nozes e castanhas.
 
Fonte: Minha Vida, Alergia alimentar: conheça os principais causadores. Siga a orientação médica para excluí-los da dieta sem causar deficiências nutricionais. Acesso em 12/02/2013.

TECNOLOGIA PERMITE O DIAGNÓSTICO DE ALERGIAS EM 15 MINUTOS.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013 0 comentários

Pesquisadores da Universitat de València, na Espanha, desenvolveram um sistema baseado em biossensores fotônicos para o diagnóstico rápido de alergias alimentares.

O projeto consiste em um instrumento de baixo custo que, em 15 minutos, e a partir de uma única gota de sangue, para realizar testes de alergia para centenas de alimentos simultaneamente e sem risco para os pacientes.

Alergias alimentares não diagnosticadas e dietas inadequadas são, de acordo com os especialistas, fatores que podem reduzir significativamente a qualidade de vida das pessoas, e até mesmo causar morte. Mais de 15 milhões de pessoas na Europa sofrem de alergias alimentares, incluindo 6% das crianças, e esse número cresce progressivamente com grandes custos sociais e econômicos.
"Atualmente, os testes de alergia mais comuns são caros e, especialmente traumáticos para as crianças, bem como trazem um risco de reações adversas. Além do projeto, a ideia é ser capaz de colocar um instrumento de diagnóstico de alergia alimentar que é rápido, eficaz e seguro em consultórios de pediatra, para que os médicos possam testar durante os primeiros anos de vida. A tecnologia integrada, por um lado permite a análise de apenas uma gota de sangue e por outro fornecer muito mais informações para um diagnóstico mais preciso", afirma o pesquisador Daniel Hill.

O projeto emprega um sistema de alta tecnologia de biossensores orientados para o reconhecimento de biomoléculas sintomáticas de reações alérgicas aos alimentos.
Segundo Hill, o instrumento estará pronto para começar os testes clínicos com pacientes de junho, e os ensaios serão realizados na Alemanha. "De acordo com os nossos cálculos, a partir dos bioensaios utilizando amostras de moléculas não humanas, o protótipo final será capaz de detectar até dez alergias alimentares diferentes. O objetivo, uma vez que o projeto estiver terminado, é a construção de um instrumento comercial capaz de detectar todas as alergias alimentares, ao mesmo tempo, rapidamente, com segurança e com um custo muito baixo", conclui o pesquisador.

Fonte: I Saúde, Tecnologia permite diagnóstico de alergias alimentares em 15 minutos. Instrumento pode detectar, a partir de uma gota de sangue, alergia a dez alimentos diferentes sem risco para os pacientes. Acesso em 16/01/2013.

CELULAR DETECTA RISCO DE ALERGIA EM ALIMENTOS.

sábado, 15 de dezembro de 2012 0 comentários
Detector de alergia
Você gostaria de comprar um biscoito ou torta, mas tem receio de que a guloseima contenha algo a que você tem alergia? A solução está chegando.
Brevemente você poderá testar o alimento para verificar se ele contém algo que lhe dá alergia. E usando pouco mais do que o seu telefone celular.
O aparelho acaba de ser apresentado por cientistas da Universidade da Califórnia de Los Angeles (EUA).

iTube
Os pesquisadores desenvolveram um pequeno aparelho, que eles batizaram - sem muita criatividade - de iTube, que pode ser conectado a um telefone celular comum para detectar alérgenos nos alimentos.
O acessório iTube usa a câmera do celular, juntamente com um aplicativo que faz um exame que oferece o mesmo nível de precisão que hoje só é alcançado em laboratórios.
 
Celular detecta risco de alergia em alimentos
Esquerda: A plataforma iTube, que utiliza um teste colorimétrico feito a partir de imagens captadas pela câmera do celular. Direita: A tela do aplicativo iTube. [Imagem: UCLA]

Já existem vários produtos para detectar alérgenos na comida, mas são complexos e grandes, adequados para laboratórios.
Os pesquisadores esperam que, aproveitando o celular como sensor e como computador, o aparelho possa evitar muitos mais casos de intoxicação alimentar.

Alérgenos
O kit converte as imagens obtidas com a câmera do celular em medições de concentração das substâncias detectadas no alimento.
E, em vez de um simples "sim" ou "não", o aplicativo quantifica a proporção dos alérgenos na unidade ppm - partes por milhão.
Segundo Aydogan Ozcan, um dos criadores do aparelho, a plataforma baseada no celular já foi testada com sucesso para detectar a presença de amendoins, amêndoas, ovos, glúten e avelãs, alimentos com grande probabilidade de causar alergias.
O inconveniente é que, neste protótipo, ainda é necessário triturar o alimento para que ele seja analisado, inviabilizando seu uso fora de casa.
As reações alérgicas a alimentos podem ser sérias e até mesmo apresentarem risco de vida. Calcula-se que 8% das crianças e 2% dos adultos tenham algum tipo de alergia alimentar.
 
Fonte: Diário da Saúde, Celular detecta risco de alergia em alimentos. Acesso em 15/12/2012.

AGROTÓXICOS USADOS NA ÁGUA PODEM CAUSAR ALERGIAS.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 0 comentários
Agrotóxicos usados para purificar a água podem causar alergias alimentares, de acordo com pesquisadores do American College of Allergy, Asthma and Immunology.
 
O estudo sugere que entre as causas principais da epidemia de alergia a alimentos estaria uma alta presença de diclorofenóis, substância química usada em agrotóxicos em plantações e para purificar a água distribuída na rede de tratamento. Alergias alimentares já afetam cerca de 15 milhões de americanos.
"Nossa pesquisa mostra que os níveis elevados de agrotóxicos contendo diclorofenóis podem eventualmente enfraquecer a tolerância alimentar em algumas pessoas, causando alergia a certos alimentos. Este químico é encontrado com frequência em agrotóxicos usados por fazendeiros, em produtos para controlar insetos e pragas e na água tratada", afirma a líder da pesquisa Elina Jerschow.
 
Jerschow e seus colegas examinaram 10.348 participantes de um estudo nacional entre 2005 e 2006. Entre os participantes, eles encontraram altos níveis de diclorofenóis na urina de 2.548 e 2.211 foram incluídos no estudo. Alergia alimentar foi observada em 411 desses participantes, enquanto que 1.016 tinha alergia a elementos do meio ambiente.
"Estudos anteriores mostraram que as alergias alimentares e à poluição ambiental estão aumentando nos Estados Unidos. Os resultados de nossa pesquisa sugerem que estas duas tendências podem estar ligadas, e que o uso crescente de pesticidas e outros produtos químicos está associado a uma maior prevalência de alergias alimentares", observa Jerschow.
 
A equipe destaca ainda que optar por água engarrafada em vez de água da torneira pode não ser uma solução para reduzir o risco de desenvolver alergia. "Outras fontes de diclorofenóis, como frutas e vegetais tratados com agrotóxicos, podem ter um papel mais representativo na incidência de alergias", afirma Jerschow.
Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDCs), um aumento de 18% no número de casos de alergias foi registrado entre 1997 e 2007. As mais comuns são as intolerâncias a leite, ovos, amendoins, trigo, castanhas, soja, peixe e frutos do mar
 
 
Fonte: I Saúde, Agrotóxicos usados para purificar a água são causa de alergias alimentares. Estudo sugere que entre as causas principais da epidemia de alergia estaria a alta presença de diclorofenóis na água tratada. Acesso em 03/12/2012.

CRIANÇAS QUE MORAM EM ÁREAS URBANAS TÊM MAIORES RISCOS DE TEREM ALERGIA ALIMENTAR.

sábado, 9 de junho de 2012 2 comentários
De acordo com um estudo que será publicado na edição de julho do periódico Clinical Pediatrics, crianças que moram em áreas urbanas têm mais riscos de terem alergia alimentar. Dados do levantamento apontam que enquanto 9,8% das crianças de centros urbanos têm alergia alimentar, 6,2% das que vivem em áreas rurais têm o problema. Aquelas que moram em grandes cidades são as mais prejudicadas: elas têm duas vezes mais riscos de desenvolver alergias a amendoim e a crustáceos.“Descobrimos, pela primeira vez, que regiões com alta densidade populacional têm uma maior probabilidade de terem crianças com alergias alimentares”, diz Ruchi Gupta, responsável pelo estudo. “Tendências semelhantes sobre o impacto do ambiente também já foram vistas com a asma. A grande questão, no entanto, é descobrir quais fatores do ambiente que estão desencadeando essas alergias”, diz.

Levantamento – O estudo analisou dados de 38.465 jovens com menos de 18 anos. A alergia alimentar foi mapeada de acordo com o código postal de cada voluntário. Descobriu-se, então, que 9,8% das crianças de centros urbanos têm alergia alimentar, frente a 6,2% das de áreas rurais. Alergias a amendoim são duas vezes mais comuns em centros urbanos, com 2,8% das crianças – frente a 1,3% nas áreas rurais. Alergias a crustáceos têm mais do que o dobro da prevalência em centros urbanos: 2,4%, frente a 0,8% em áreas rurais.

As alergias alimentares são igualmente severas, independente de onde a criança resida. Quase 40% das que têm a condição já vivenciaram uma reação grave e com risco de vida. Segundo o estudo, os estados americanos (país onde foi feito o levantamento) que têm as maiores prevalências de crianças com alergias alimentares são Nevada, Flórida, Geórgia, Alasca, Nova Jersey, Delaware, Maryland e o Distrito de Columbia.

Incidência - A alergia alimentar é um problema de saúde sério e crescente. Estima-se que 5,9 milhões de jovens com menos de 18 anos – ou 1 a cada 13 – tenham algum tipo de alergia alimentar que pode colocar sua vida em risco. Uma reação alérgica severa que pode levar à morte traz consequências como queda de pressão sanguínea, problemas para respirar e inchaço na garganta.

Pesquisas anteriores já haviam apontado um aumento nos casos de asma, eczema, rinite alérgica e conjuntivite em áreas urbanas, frente à rural. Uma hipótese é a de que a exposição nas primeiras fases da vida a certas bactérias associadas com a vida rural pode proteger contra a hipersensibilidade hereditária a alguns alergênicos. Há ainda a tese de que muitos poluentes encontrados em áreas urbanas podem desencadear o desenvolvimento de alergias.

Fonte:
Veja, Crianças urbanas têm mais alergias alimentares do que as que vivem em áreas rurais. Estudo aponta que 9,8% das crianças de áreas urbanas e 6,2% das que vivem em regiões rurais têm algum tipo de alergia alimentar. Acesso em 09/06/2012.

O QUE VOCÊ DEVE SABER SOBRE O GLÚTEN.

sexta-feira, 8 de abril de 2011 0 comentários
Indepentente de ter ou não doenças celíaca...
O glúten é uma proteína insolúvel em água que está presente no trigo, no centeio, na cevada e na aveia. A doença celíaca, intolerância ao glúten está mais comum do que algum tempo atrás.

O sistema imunológico de pacientes com a intolerância respondem a gliadina, presente no glúten, atacando os microvilosidades do intestino delgado, com a liberação de citoquinas, prejudicando a absorção de nutrientes.

Indepentente de ter ou não doenças celíaca...

* Muitas pessoas estão interessadas ​​em seguir uma dieta livre de glúten. Se uma pessoa sofre de sensibilidade ao glúten ou tenha desenvolvido a doença celíaca, que seguem uma dieta sem glúten isso pode ser benéfico por vários motivos. Assim, se uma pessoa tiver optado por seguir uma dieta livre de glúten, existem algumas coisas que ele ou ela pode estar interessado em aprender.

* A quinoa é isenta de glúten. Ao contrário de muitos alimentos de origem vegetal, a quinoa é uma proteína completa. Felizmente para as pessoas que tentam seguir uma dieta livre de glúten, arroz, milheto, milho e amaranto também são livres de glúten. Pessoas sensíveis ao glúten não precisam se sacrificar, mas precisam mudar. Por exemplo, em vez de comer pão de trigo, as pessoas com intolerância ao glúten podem comer pão feito com farinha de arroz. 

Como sabemos, a doença celíaca pode ser controlada com uma dieta isenta de glúten, o que para alguns pode ser um desafio. Conforme as referências, quase a metade dos pacientes quando iniciam uma dieta isenta de glúten, já possuem algum comprometimento do intestino.

Comer sem glúten não é difícil quando uma pessoa sabe o que procurar. Felizmente, existem muitas alternativas. Estar familiarizado com as variedades de grãos com e sem glúten e ler os rótulos dos produtos que não são bem conhecidos são a chave para o sucesso.

A dieta isente em glúten contribui à você PLANEJAR a quantidade de GRUPOS ALIMENTATES afim de impedir a inflamação e reduzir o risco de complicações crônicas. Você pode incluir estes alimentos, essencial à saúde: 

1. Cogumelos comestíveis: Os cogumelos contêm compostos de impulsionar o sistema imunológico, ajudando a prevenir doenças. A menos de 100 calorias por xícara, eles são bons para sua dieta também. Mas cuidado, você perderá os benefícios se não forem bem cozidos. (Note são pouco calóricos, ricos em vitamina D, vitaminas do complexo B como riboflavina, niacina...)

2. Soja (Porção: 1-2 porções por dia): Quando você for fazer compras procure por tofu, tempeh, leite de soja (bebida à base de soja) e grãos de soja. São boas fontes de proteínas e ajudam a proteger contra cânceres, como o câncer de próstata e câncer de mama. (Há controvérsias quanto à consumir somente produtos fermentados ou o grão e seus derivados, neste caso vale-se a moderação).

3. Os vegetais crucíferos: Os vegetais crucíferos pertencem à família do repolho que protegem contra o câncer. Procure repolho, couve-flor, brócolis, couve chinesa, couve e couve de bruxelas.

Dúvidas sobre o glúten, procure um profissional capacitado para lhe orientar. Busque saúde.

* Parte traduzido em Natural news, Facts you might not know about gluten, 08/04/11.
Por Greice Caroline Baggio.

INTOLERÂNCIA À LACTOSE. INFORME-SE.

quarta-feira, 2 de março de 2011 0 comentários
A intolerância à lactose é causada
 pela deficiência da enzima lactase.
A intolerância à lactose é a incapacidade ou capacidade insuficiente para digerir a lactose, um açúcar encontrado no leite e derivados.

A INTOLERÂNCIA À LACTOSE é causada pela deficiência da enzima lactase, que é produzida pelas células que revestem o intestino delgado. A lactase quebra a lactose em duas formas mais simples de açúcar chamado GLICOSE e GALACTOSE, que são absorvidos pela corrente sanguínea.

Nem todas as pessoas com deficiência de lactase apresentam sintomas digestivos, nem sempre e precoce, às vezes tardiamente, e a maioria das pessoas com intolerância à lactose podem tolerar uma CERTA quantidade de lactose na sua dieta.

Nota: Às vezes as pessoas confundem intolerância à lactose com alergia ao leite de vaca. Alergia ao leite é uma reação do sistema IMUNE a uma ou mais proteínas do leite e pode ser fatal. A alergia ao leite com mais frequência no primeiro ano de vida, enquanto a intolerância à lactose ocorre mais frequentemente na idade adulta.

Quais são os sintomas?
Pessoas com intolerância à lactose podem sentir desconfortos 30 minutos à 2 horas após consumir leite e derivados. Com base na quantidade em que foi CONSUMIDA e quantidade TOLERADA, os sintomas variam de leve a grave, em muitos dos casos aparecem após comer aquela sobremesa, ou ir a pizzaria. Os mais comuns incluem: • Dor, desconforto e distensão abdominal • Naúseas • Flatulência e diarréia.

Como restringir os sintomas?
Embora não altera-se a capacidade do organismo em produzir a enzima lactase, a intolerância à lactose pode ser controlada com MUDANÇAS NA DIETA, para reduzir os sintomas e melhorar o BEM-ESTAR do paciente. 
 
E em relação ao cálcio?
Ao restringir lácteos, o paciente deve adicionar outras fontes de cálcio na dieta, bem como de vitamina D, o cálcio está em peixes, como sardinha, vegetais verde-escuros, como espinafre, gergelim, grão-de-bico. O Iogurte PROBIÓTICO, é bem tolerado na maioria dos casos, EVENTUALMENTE alguns tipos de queijos. Leite sem lactose pode ser encontrado nos supermercados, bem como você pode optar pelo extrato de soja ou conhecido como "leite de soja" e seus derivados.

Os ALIMENTOS estão ai para nutri-lo, NUTRIR as células que necessitam diariamente de BONS ingredientes. Ao retirar os alimentos "agressores" terá uma melhor ABSORÇÃO dos alimentos.

Por Greice Caroline Baggio.