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EXERCÍCIOS FÍSICOS NO COMBATE AO CÂNCER.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015 0 comentários
Com diagnóstico de câncer, a empresária Luciana Provenzano lembra que recebeu de seu médico um artigo científico sobre os benefícios do exercício físico para reduzir os sintomas da quimioterapia. De início, a notícia da doença, confessa ela, deixou-a “aterrorizada”. Pensava que ficaria fraca e magra demais. Mas como já era fisicamente ativa, seguiu a recomendação: caminhadas, ioga e musculação faziam parte de sua rotina.
“Como queria ter o mínimo de sintomas, me exercitava quase todos os dias. Quando estava muito cansada, meu professor ia lá em casa fazer uma sessão mais leve de ioga ou reiki. E nos dias críticos, não fazia nada”, lembra Luciana, diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin, que resume: “Passei muito bem todo o tratamento”.

Praticar atividade física e manter uma alimentação saudável estão mudando a cara do tratamento do câncer. Novos estudos trazem dados mostrando que até os resultados do tratamento são melhores quando atrelado ao exercício, respeitando-se, claro, os limites de cada paciente. E mais: as chances de retorno do câncer são menores.

Na outra ponta, o impacto da obesidade na ocorrência da doença está ganhando proporções enormes. A Asco (Sociedade Americana de Oncologia Clínica) identificou o combate ao excesso de peso como uma iniciativa-chave para que não se percam as décadas de progresso na prevenção do câncer. A obesidade está rapidamente superando o tabaco, e estima-se que ela se tornará a principal causa de câncer prevenível no mundo, um alerta que ganhou a atenção de médicos.

“A obesidade causa uma síndrome metabólica, desequilibrando, por exemplo, o metabolismo da insulina. Ela não está ligada apenas ao açúcar, como costumamos pensar, mas a outras ações, como a divisão celular. Não se sabe exatamente o mecanismo, mas acredita-se que este desequilíbrio aumenta o risco de alterações que provocam o tumor”, explica o oncologista Benedito Rossi.

O médico de Luciana, o oncologista Daniel Tabak, lembra que os benefícios do exercício durante o tratamento não têm relação com a intensidade do treinamento. “O cansaço associado à quimioterapia pode desestimular a atividade, mas mesmo em níveis leves e moderados nota-se melhora”, explica.

Segundo Tabak, não há restrições à atividade, apenas recomenda-se que ela seja intensificada de forma gradual e seguindo os limites de cada um, de acordo com a rotina de exercício antes do diagnóstico. Por sinal, os cuidados devem ser redobrados se o paciente era sedentário.

Um artigo publicado durante o último congresso da Asco pelo pesquisador Lee Jones, do Centro de Câncer Memorial Sloan (EUA), ressalta que apenas recentemente se passou a investigar se fatores modificáveis, como peso corporal, dieta e atividade física, teriam alguma influência no indivíduo após o diagnóstico do câncer. Segundo ele, os novos estudos sugerem que, geralmente, exercícios regulares estão associados com uma redução de 10% a 50% do risco de recorrência do tumor. Um deles, da pesquisadora Jennifer Ligibel, do Instituto de Câncer Dana-Farber (EUA), mostrou essa eficácia para tumores de mama e gastrointestinais.
Jennifer lembra que nos próximos 20 anos são estimados 500 mil novos casos de câncer devido à obesidade. No entanto, se cada americano perdesse em média 1 quilo, poderiam ser evitados 100 mil novos casos. (AG)

Fonte: O Sul

ALIMENTOS DE BAIXO IG AJUDAM NO EMAGRECIMENTO.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014 0 comentários
Não é só a batata doce que faz sucesso nos cardápios de emagrecimento. Outros alimentos de baixo índice glicêmico (IG) são peças chave para eliminar os quilos extras.

A nutróloga Alice Amaral explica que isso se deve ao fato de que essas opções retardam a absorção de açúcar pelo organismo, garantindo saciedade por mais tempo.

Quando o alimento possui alto IG, ele é processado rapidamente. Enquanto uma opção com índice baixo tem metabolização lenta devido à riqueza de fibras.
Fotos: Shutterstock e Thinkstock Images

Dá mais saciedade
“Quanto mais lentamente o açúcar do alimento chegar à corrente sanguínea, menos insulina será produzida pelo pâncreas resultando em maior tempo de saciedade e menor risco para aparecimento de diabetes e obesidade”, completa Alice.

Combate o pneuzinho
A nutróloga revela que a elevação do nível de insulina, muitas vezes causada pela ingestão de alimentos de alto IG, é responsável pelo acúmulo de gordura abdominal. “Pois produz uma série de sinais inflamatórios e provoca doenças”, esclarece.

Diminui o colesterol e afasta a obesidade
“Os alimentos de alto IG elevam os níveis de triglicérides, reduzem o colesterol bom (HDL) e aumentam a tendência do sangue formar coágulos”, alerta Alice. Enquanto os de baixo índice contribuem para a manutenção da saúde.

Alimentos de baixo IG para incluir na dieta
+ Brócolis;
+ Repolho;
+ Alface;
+ Espinafre;
+ Tomate;
+ Couve-flor;
+ Abobrinha;
+ Maçã;
+ Pera;
+ Ameixa.
“A dieta deve ser variada para não desenvolver carências nutricionais”, acrescenta a nutróloga.

Batata Doce como carboidrato favorito
Ela fornece energia sem provocar picos de glicose ou demanda excessiva de insulina, e auxilia na prevenção e tratamento de diabetes tipo 2.

Além disso, Alice ainda comenta que, por ser um amido resistente, a batata doce escapa da digestão do intestino delgado servindo de substrato benéfico para a flora bacteriana do intestino grosso.

“ Dessa forma, seu efeito tem sido comparado ao das fibras alimentares, visto que resiste a ação das enzimas digestivas”, complementa.

Alerta vermelho
Apesar de todos os benefícios, a nutróloga diz que o IG não aponta a quantidade de carboidratos presente no alimento. E o consumo em excesso pode trazer outros resultados.

“ Há pesquisas que não consideram o índice glicêmico como fidedigno, visto que o mesmo não considera as porções reais consumidas por um indivíduo”, ressalta.

A Carga Glicêmica (CG), que é uma extensão e ampliação do IG e inclui outros dados sobre o alimento, é mais utilizadas para essas pesquisas. Mas, Alice não a considera prática.

Dicas da nutróloga para mudar no cardápio
+ Substitua arroz branco por arroz integral;
+ Troque pão branco por pão sem glúten;
+ Prefira massas sem glúten;
+Opte por produtos integrais e não processados.

“Lembre-se sempre de comer carboidratos complexos ao invés de simples. Isto resultará em energia e disposição constantes, controle da insulina, menor armazenamento de gordura e saciedade prolongada”, finaliza.

Fonte: Revista Shape

O segredo do frango com batata doce
Confira o porquê do sucesso dessa dupla gastronômica
Fotos: Shutterstock Images

Sucesso garantido
O frango é rico em proteína magra e tem baixo teor de gorduras saturadas. A batata doce é rica em carboidratos de baixo índice glicêmico (IG). “Quando ingerimos alimentos de baixo índice glicêmico, o corpo digere e libera mais lentamente a glicose na corrente sanguínea. Dessa forma, o hormônio insulina é liberado de forma mais lenta para absorver e conduzir a glicose à célula de uma forma mais eficaz”, explica Aritiane.

Já para os vegetarianos que não comem o frango, a nutricionista sugere a opção de comer 100 gramas de cogumelo ou 2 ovos caipiras que equivalem a uma porção de 100 gramas de frango. “Podemos utilizar também queijos e derivados como fonte de proteína e as leguminosas: feijão, lentilha ou grão de bico”, completa.

Carboidrato do bem
Não há muita diferença entre a batata comum e a doce quando comparada à composição nutricional. O que muda são os altos valores nutricionais:

+ Valor energético: contém amido e açúcares. “Por isso é considerado um alimento adequado para indivíduos com elevado gasto energético”, acrescenta;

+Rico em vitamina A: potente antioxidante também presente em verduras verde escuras;

+ Fonte de vitamina C e E: fortalece o sistema imunológico, combate radicais livres, aumenta a absorção de ferro e previne doenças;

+ Fonte de ácido fólico: auxilia no metabolismo dos aminoácidos, formação de hemácias e tecidos nervosos;

Variando o cardápio
Apesar de ser uma combinação potente, comer todos os dias pode se tornar enjoativo. Pensando nisso, a nutricionista indica algumas substituições:

+ Carbo: abóbora, mandioquinha ou arroz integral.
+ Proteína: peixe, cogumelo, abobrinha, ovo caipira, berinjela ou brócolis.

Alerta
Aritiane deixa claro que cada corpo possui um necessidade nutricional diferenciada. Portanto, ao fazer alterações no cardápio, ela recomenda consultar um profissional para descobrir as demandas reais do organismo. “Não podemos esquecer que a combinação carboidrato e proteína é responsável pela hipertrofia”, conclui a nutricionista.

Fonte: Revista Shape

5 ATITUDES PARA EVITAR E MANTER A BOA FORMA.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014 0 comentários
Perder gordura não é uma tarefa simples. Algumas atitudes e pensamentos, no entanto, dificultam ainda mais o processo.

O personal trainer amenricano Michael Matthews, autor do livro Malhar, Secar e Definir (Ed. Princípio) aponta cinco fatores comuns no imaginário popular que não resolvem e podem até prejudicar a perda de gordura.

Conheça atitudes e pensamentos que você deve evitar se deseja eliminar gordura corporal:

1 – Não contar calorias
Contar calorias é essencial para conseguir perder peso. O esquecimento dessa diretriz tão importante resulta em quilos a mais, afirma Michael Matthews.

“Essa atitude é quase tão lógica quanto dizer que quer atravessar o país de carro, mas não quer ser obrigado a prestar atenção no tanque de combustível”, diz o personal trainer.

Para perder gordura, é necessário queimar mais calorias do que consumimos. É preciso controlar o que comer, para não extrapolar os limites diários.

“Se oferecer ao corpo mais energia do que precisa, o organismo não terá incentivo para queimar gordura”, explica.

Para Matthews, o maior problema desse hábito é a falta de planejamento. Sem contar calorias, as pessoas perdem de vista a quantidade consumida por dia.

2 – Fazer mais exercícios aeróbicos para perder mais peso
Aeróbicos ajudam, mas não compensam a comilança. Se a pessoa ingerir 600 calorias a mais do que realmente precisa, uma corrida básica, que queima 300 calorias, não vai fazer a pessoa emagrecer. As 300 calorias restantes serão armazenadas sob a forma de gordura.

Para sobreviver e manter as funções vitais, o corpo queima um determinado número de calorias naturalmente, a chamada de taxa de metabolismo basal (TMB).

“O gasto calórico total num dia é a TMB mais a energia despendida em qualquer atividade física”, explica Matthews.

Logo, se o total de calorias ingeridas for maior do que a taxa de metabolismo basal mais as calorias perdidas com aeróbica, a pessoa vai engordar.

“Você pode continuar fazendo isso durante anos e nunca emagrecer. Aliás, é provável que você aumente de peso aos poucos”, diz o personal trainer.

3 – Seguir a dieta da moda
Existem mil tipos de dieta, e a cada mês surgem outras novas. Segundo Matthews, algumas são boas e muitas outras são ruins.

“Essa diversidade está deixando as pessoas confusas sobre o jeito certo de perder peso”, explica ele.

O resultado disso é que elas trocam de dieta com bastante frequência, deixando de alcançar os resultados que tanto desejam.

“Além disso, aceitam coisas bastante idiotas simplesmente porque não entendem a fisiologia do metabolismo e da perda de gordura. Regras são regras e não há nome estiloso nem suplemento que sirva para se livrar dela”, explica.

4 – Trabalhar com pesos leves e muitas repetições
Fazer inúmeras repetições com peso leve não resolve nada na questão de ter uma aparência magra e tonificada. Segundo Matthew, um corpo enxuto depende de ter pouca gordura corporal.

“Aumentar a massa muscular é uma questão de sobrecarregar os músculos e deixar que eles se recuperem. Pesos leves não sobrecarregam os músculos, não importa quantas repetições você fizer. Lembre-se: fadiga não promove o aumento da musculatura. Sem sobrecarga não há crescimento de músculos”, diz Matthews.

5 – Reduzir gordura localizada com exercícios específicos
Não é possível reduzir a gordura de uma parte específica do corpo com exercícios físicos específicos. Com exercícios físicos ou dieta, é o corpo quem vai decidir onde vai eliminar gordura primeiro, ou seja, quais áreas vão ficar mais magras primeiro – e também as partes que vão resistir mais em manter gordurinhas.

“Cada corpo tem a própria programação genética e não há nada que se possa fazer para mudar isso. Todos temos nossas ‘zonas gordas’, que nos aborrecem o tempo inteiro e, no entanto, não há o que fazer com a genética”, explica Matthews.

O personal trainner explica que é possível ficar magro do jeito que deseja, basta ter paciência e deixar o corpo eliminar as gorduras do jeito que foi programado geneticamente.

Fonte:Saúde ig

NA MEDIDA CERTA COM 7 ALIMENTOS.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014 0 comentários
As calorias de sobra que foram consumidas durante anos não dão trégua: a gordura localizada no abdômen denuncia que faltou cuidado com a dieta e que os exercícios foram deixados de lado ou praticados com menos intensidade do que seu corpo merecia. "Na maioria das vezes, este acúmulo de gordura vem da ingestão de carboidratos simples, presentes em pães, massas, doces, refrigerantes, e bebidas alcoólicas", afirma a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 

Além do incômodo estético, a barriga costuma ser um fator de risco para a saúde cardiovascular - reduzir medidas abdominais, portanto, não significa apenas caber num manequim menor. Colesterol, hipertensão e outros problemas de saúde também são benefícios que você passa a usufruir. Se esta meta está na sua lista, alguns alimentos podem ajudar: eles aceleram a queima de gordura e combatem o ganho de peso. Fique de olho nas opções que engordam seu prato, mas deixam sua cintura na medida.


Peixes e frutos do mar
A inflamação é um dos principais responsáveis pelo ganho de peso. Peixes e frutos do mar, por serem ricos em ômega-3, um ácido graxo essencial, ajudam a desinflamar as células de gordura, atuando no controle do problema. Além disso, esses alimentos também aceleram a transformação da glicose em energia, impedindo que ela seja estocada sob a forma de gordura. A nutróloga Tamara orienta a inclusão desses alimentos no cardápio pelo menos três vezes por semana. 

Óleos funcionais
Não é a toa que os óleos funcionais são tão conhecidos quando o assunto é emagrecimento. "Os óleos funcionais atuam no metabolismo das gorduras, aumentando a quebra da dos ácidos graxos para produção de energia e, consequentemente, diminuindo as reservas de gordura", afirma a nutricionista Raquel Maranhão, da clínica BeSlim, no Rio de Janeiro. Entre os mais famosos, estão o óleo de cártamo e o óleo de coco, que agem também na aceleração do metabolismo. Mas também vale destacar o óleo das sementes de gergelim, que previne o armazenamento de gordura corporal através da inibição de fosfodiesterase, uma enzima responsável pelo acúmulo de gorduras no organismo. 

Alimentos probióticos
A nutróloga Tamara explica que existem várias hipóteses para explicar como os alimentos probióticos auxiliam o emagrecimento. "Alguns lactobacilos produzem um tipo de gordura, o CLA (ácido linoléico conjugado), que é capaz de reduzir o porcentual de gordura", explica a especialista. Além disso, esse tipo de alimento tem como função básica equilibrar a flora intestinal. Um estudo publicado em 2006 pela revista científica Nature mostrou que as bactérias presentes na flora intestinal de pessoas com obesidade é muito diferente da de pessoas com peso adequado. A descoberta sugere que a absorção inadequada de gorduras no intestino, que ocorre nas pessoas com flora comprometida, pode estar relacionada ao ganho de peso. 

Abacate
A bioquímica e os estudos científicos explicam: justamente pela sua alta concentração de gorduras benéficas, que promovem a saciedade por mais tempo, o abacate pode ajudar a reduzir o peso. Apesar da alta concentração de calorias, elas provêm da gordura monoinsaturada, que ajuda a reduzir o pico de insulina, hormônio que desencadeia o armazenamento das calorias extras sob a forma de gordura localizada. Além disso, o ômega-9 presente ativa outro hormônio, a adiponectina, que induz o corpo a produzir energia a partir dos depósitos de gordura, ou seja, derretendo o que sobra no abdômen. A nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba, recomenda comer três colheres de sopa em dias alternados. "Cem gramas (cerca de três colheres de sopa) de abacate têm 182 calorias, então, quem quer emagrecer não deve abusar do alimento. Comê-lo três vezes por semana é o ideal." 

Frutas vermelhas
As frutinhas vermelho-arroxeadas (framboesa, amora, morango, cereja, jabuticaba, mirtilo, melancia e uva roxa) são poderosas aliadas no combate à gordura localizada. A nutricionista Renata explica que existem, nas cascas dessas frutas, substâncias fitoquímicas com ação antioxidante, como a antocianina, que mantém o sistema circulatório eficiente, melhorando a irrigação dos tecidos e ajudando na queima de gordura abdominal. A especialista recomenda o consumo de uma ou duas xícaras por dia, sem adição de açúcar.

Chá verde
Além de atuarem no sistema nervoso central acelerando o metabolismo e aumentando a temperatura corporal, as xantinas (cafeína, teofilina e teobromina) presentes no café, chá verde e preto, mate e chocolate aumentam a mobilização de gorduras estocadas. Os polifenóis, também presentes no chá verde, eliminam radicais livres, o que diminui a oxidação de gorduras. A nutricionista Renata orienta tomar uma xícara de chá de 30 a 40 minutos após almoço e jantar, com cuidado especial para não consumi-lo antes de dormir (o que pode atrapalhar o sono) e se você for hipertenso, porque essas substâncias aumentam a pressão arterial. 

Azeite
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Salud Carlos III, da Espanha, em parceria com a Universidade de Cambridge, da Inglaterra, aponta que a ingestão diária de azeite evita a formação de gorduras na região da cintura. O estudo foi publicado na revista Diabetes Care e afirma que as gorduras monoinsaturadas presentes do azeite previne o acúmulo de gordura na região. 

Renata Fidelis enfatiza que o azeite é um excelente alimento para prevenir doenças cardiovasculares, já que tem componentes anti-inflamatórios que atuam nos vasos, diminuindo a agregação de placas de gordura. Três colheres de sopa por dia do alimento cru (o cozimento transforma a gordura saudável em vilã) são suficientes para colher os benefícios.


Fonte: Minha Vida

TAPIOCA: ALIADA DA DIETA.

terça-feira, 5 de agosto de 2014 1 comentários
Dos índios veio o cultivo da mandioca, ainda antes da chegada de Pedro Álvares Cabral. A raiz deu origem à fécula, que é base para a tapioca, também conhecida como beiju. Essa iguaria logo conquistou o paladar dos colonizadores e ainda hoje reina absoluta na gastronomia brasileira. Entre os benefícios, podemos citar que, por ser derivada da mandioca, não contém glúten em sua composição. “Além disso, é uma fonte de carboidratos e, logo, de energia. Porém, é pobre em proteínas e fibras”, conta a nutricionista Raphaella Cordeiro (SP).

A receita é simples e rápida, ótima para os dias em que falta tempo para uma refeição elaborada. Tamanha praticidade permite que a delícia marque presença em qualquer momento do dia, até no café da manhã. “Mesmo a goma industrializada não leva produtos químicos, portanto é uma ótima alternativa para substituir os pães”, revela a nutricionista Andréa Santa Rosa (RJ).

Em meio a tantas vantagens, encontramos apenas alguns impasses: a tapioca, em si, não possui tantos nutrientes. Felizmente, é fácil resolver a questão: “Adicione uma colher (chá) de chia à massa para cada duas (sopa) de goma”, indica a nutricionista Stela Besso (SP). A tática garante saciedade e evita prisões de ventre.

O outro é em relação aos diabéticos: “Eles devem ter mais cautela. Como é um produto com baixo teor de fibras, a absorção é mais rápida. Para minimizar os problemas neste aspecto, basta escolher bem os recheios”, sugere Raphaella.




A tapioca é uma das receitas mais adotadas pelas pessoas que adotam uma dieta equilibrada e buscam ter o físico perfeito. A tapioca em si, sem recheio, possui pouquíssimas calorias, o que torna esse alimento tão proporcional á uma dieta e oferece extremos benefícios para sua alimentação. Basta escolher o recheio certo e equilibrado que o resultado será uma alimentação saudável e uma receita fitness para a sua dieta.

A tapioca é uma receita extremamente comum nas regiões do norte e nordeste do Brasil, e para as musas fitness, é a opção ideal para um café da manhã leve e bem nutritivo. O pão é o principal alimento do café da manhã, porém para as pessoas que estão buscando emagrecer e conquistar o físico ideal, ele é uma grande ameaça, por conter uma enorme quantidade de carboidratos, gordura, calorias e ainda conter glúten. Existem hoje em dia pães diversificados que são leves e mais saudáveis, mas com o preço elevado.

Por isso foi adotado o consumo da tapioca no café da manhã, e também em lanches intermediários, assim como no da tarde e no pré ou pós-treino. O valor nutricional da tapioca é pobre, porém ela proporciona carboidratos, mesmo sendo levíssima. O ideal do seu consumo é misturar outros alimentos que servirão como recheio, para fazer com que ela tenha um valor nutricional maior, e satisfaça mais o organismo. Veja abaixo algumas opções valiosas de recheios saudáveis e deliciosos.

Como fazer a tapioca perfeita 
Os experts contam todos os segredos para você fazer um beiju crocante, delicioso e com poucas calorias: 

O caminho mais fácil é comprar a goma de tapioca já hidratada, passar a farinha por uma peneira e armazenar na geladeira. "Ela também pode ser congelada", garante a alagoana Simone Brandão, que faz a melhor tapioca de Salvador, segundo o guia Comer e Beber da revista VEJA. Abaixo, ela ensina o passo a passo. 

1. Se a massa já estiver armazenada há algum tempo ou contiver alguns caroços, passe mais uma vez pela peneira no dia do preparo. Separe todos os ingredientes que for usar: a fécula já peneirada e cada componente do recheio já ralado ou cortado. Há quem goste de acrescentar uma pitada de sal na fécula antes de colocar na frigideira 

2. Coloque uma frigideira antiaderente pequena (de 10 a 12 centímetros de diâmetro) no fogo, mas não deixe esquentar demais ou o beiju ficará borrachudo. A textura ideal é crocante. Importante: não precisa colocar um pingo de gordura na frigideira para fazer. 

3. Espalhe 2 colheres de sopa da farinha na frigideira, de modo a formar um disco fino uniforme, sem buracos. Ou use uma peneirinha para espalhar a farinha na frigideira, contando com a ajuda de uma colher para desmanchar eventuais carocinhos. 

4. Quando a massa estiver coagulada, grudada, coloque recheio, não precisa virar, apenas espalhe os ingredientes e feche, dobrando a massa ao meio, como uma meia-lua. Ela não demora mais do que três ou quatro minutos para ficar pronta. 

5. Se for fazer a tapioca simples, pura, ou apenas com manteiga, vire, passe a manteiga (ou margarina ou azeite) e deixe alguns minutos, até o outro lado também ficar croconte. 

6. Passe sempre um papel-toalha na frigideira entre o preparo de um beiju e outro. 

Recheios levinhos 
Doce ou salgado? Você escolhe! Veja as sugestões de Eneida Bomfim 

Queijo de minas com ervas 
1 fatia média de queijo de minas picada ou ralada em ralo grosso , 1 pitada de manjericão seco ou algumas folhas de manjericão fresco. 
Rende: 1 porção (123 calorias) 

Ricota, tomate e orégano 
1 fatia média de ricota passada no ralo grosso, 5 tomates-cereja cortado em rodelas, 1 pitada de orégano. 
Rende: 1 porção (188 calorias) 

Frango grelhado, tomate, azeitona e alface 
2 col. (sopa) de de frango grelhado, cortado em cubos, 3 tomates -cereja cortados em rodelas, 4 azeitonas pretas picadas, 1 folha de alface picado 
Rende: 1 porção (214 calorias) 

Damasco, ameixa, morango e cereja 
1 damasco seco picado, 1 ameixa seca picada, 3 morangos frescos picados, 3 cerejas picadas. 
Rende: 1 porção (120 calorias) 

Morango e chocolate 
4 morangos pequenos picados, 25 gramas de chocolate amargo derretido 
Rende: 1 porção (216 calorias)

MEDIR PORCENTAGEM DE GORDURA POSSIBILITA AVALIAR MUDANÇAS CORPORAIS.

terça-feira, 8 de julho de 2014 0 comentários
Preocupar-se apenas com o peso durante o processo de emagrecimento não é uma boa estratégia. É importante observar também a porcentagem de gordura. Isto porque ela vai permitir dividir o corpo em dois compartimentos que são a massa magra, músculo, vísceras, ossos e sangue, e massa gorda, gordura.  
Desta forma, o avaliado vai saber exatamente o que aconteceu e o professor vai poder fazer todos os ajustes necessários para assegurar que tudo está indo no caminho correto. Uma das polêmicas mais comuns que essa avaliação esclarece é o fato de alguém treinar e mesmo assim não ocorrer mudanças no peso da balança. Se a pessoa, por exemplo, perdeu 2 quilos de gordura, mas aumentou 2 quilos de massa magra, a balança não vai mexer, mas toda a composição foi modificada para melhor. 
Como medir a porcentagem de gordura
Os dois principais métodos para medir a porcentagem de gordura são das dobras cutâneas e bioimpedância elétrica. 
O método de dobras cutâneas é realizado com um aparelho que se chama adipômetro, que é parecido com um alicate e consegue medir a gordura subcutânea em milímetros através das famosas dobras cutâneas. Importante deixar claro que ele não mede diretamente a gordura total do corpo, existe um procedimento para encontrar essa gordura corporal direcionado por protocolos que foram validados por algum pesquisador e dão as diretrizes de quantas e quais são as dobras cutâneas que devem ser medidas para encontrar o percentual de gordura. 
O percentual de gordura é estimado usando a somatória de todas as dobras que o protocolo pediu e depois disso esse valor é usando em uma equação que vai encontrar a densidade corporal e depois esse resultado da densidade corporal é usado em outra equação que vai enfim encontrar o percentual de gordura. 
A bioimpedância elétrica é realizada por meio de um aparelho que é capaz de mandar um estímulo elétrico de baixa voltagem, você não sente nada, que atravessam os hemisférios do corpo e fornece com isso o valor da quantidade de água corporal e depois esse valor e usado em uma outra equação que estima o percentual de gordura. 
Existem praticamente dois tipos de bioimpedância, a bipolar e a tetrapolar. A bipolar normalmente é uma balança que possui eletrodos em sua base para mandar o estímulo elétrico de uma perna a outra ou um aparelho que o avaliado segura com as duas mãos que manda o estímulo elétrico de um braço ao outro. Já na tetrapolar normalmente o avaliado fica deitado em uma maca e são ligados eletrodos nos pés e nas mãos para passar esse estímulo no corpo todo. 
A principal diferença entre as máquinas está no fato de as bipolares estimarem quanto que o avaliado tem que gordura no corpo inteiro avaliando só os membros inferiores ou só os membros superiores, e isso aumentar o risco de erro do resultado. Portanto, se for para usar esse método dê preferência para a bioimpedância tetrapolar.  
Precisão dos métodos
Existem diferentes maneiras de medir a porcentagem de gordura por meio das dobras cutâneas. A diferença é de protocolos, existem vários autores que validaram protocolos. Tranquilamente, posso assegurar que existe mais de 50 protocolos validados por ai, e cada um deles tem as suas particularidades que envolve quantas dobras foram usadas para formatar a equação que vai estimar a gordura corporal e qual foi a população estudada relacionada basicamente à idade e sexo. 
Então, na hora de realizar essas medidas o avaliador deve optar por um protocolo que esteja mais adequado ao perfil o avaliado. Todos eles terão uma margem de erro, por isso é importante sempre utilizar o mesmo protocolo ou até mesmo método para permitir que as comparações sejam precisas nas reavaliações e com isso descobrir o que realmente aconteceu após um período de treino e dieta.
Os métodos para medir a porcentagem de gordura que temos acesso no dia a dia, tanto o de dobras cutâneas quanto a bioimpedância elétrica, não medem a gordura diretamente, por isso todos têm uma margem de erro que são em média 15%. A única forma de saber se a gordura é realmente aquela é usar um método mais avançado como o dexa, pesagem hidrostática ou a plestomografia, mas esses costumam ser limitados ao uso de pesquisas que por sinal validam esses outros métodos que temos mais acesso. 
Possíveis erros
Para realizar qualquer tipo de avaliação, é preciso levar em consideração 3 princípios, que são o da reprodutibilidade, objetividade e o da fidedignidade. Este último é o mais importante, pois ele considera que para uma avaliação ser fiel é preciso que repita essas avaliações usando o mesmo método, mesmo protocolo, mesmos equipamentos, mesmas condições climáticas, mesmos procedimentos prévios por parte de quem é avaliado e preferencialmente o mesmo avaliador que acima de tudo precisa ser muito bem treinado a fazer isso. Hoje as principais diferenças entre as medições se dão simplesmente pelo não seguimento dessas recomendações. 
Na bioimpedância uma questão que não pode ser esquecida é que a gordura é estimada por meio da quantidade de água corporal, portanto qualquer alteração no nível de hidratação antes de realizar o teste vai prejudicar os resultados, por isso antes de fazer o teste é recomendado seguir alguns procedimentos prévios como não realizar atividade física 24 horas antes do teste, não ingerir bebidas alcoólicas 48 horas antes do teste, urinar 30 minutos antes do teste e não usar medicamentos diuréticos 7 dias que antecedem o teste. 
Pelo que já ouvi de pessoas que realizaram esse teste os procedimentos prévios não foram mencionados por parte de quem avalia ou se foram o avaliado não conseguiu seguir à risca e tudo isso compromete mais ainda o resultado. 
Quanto às dobras cutâneas, os problemas normalmente ocorrem devido ao fato do avaliado não seguir os procedimentos prévios. Nesse caso, o avaliado não aparecer com os trajes adequados dificultando as realizações das medidas. Fora isso, também corremos os riscos dos equipamentos usados no teste serem de baixa qualidade ou não estarem devidamente calibrados e também o risco de uma inexperiência do avaliador. 
Esse método de dobras cutâneas exige muito treinamento por parte do avaliador que deve fazer cursos específicos para atuar nesse segmento e o problema é que hoje em dia isso não tem muito controle, pois ficou muito fácil comprar um adipômetro, balança e um software e sair fazendo avaliação por ai. 
Valores de referência da porcentagem de gordura
Faixa etáriaMuito magroMagroMuito bomSaudávelSobrepesoGordoMuito gordo
Homem - 20 a 29 anosMenos de 5,2%5,3% - 9,3%9,4% - 14,01%14,02% - 17,5%17,6% - 22,4%22,5% - 29,2%Maior do que 29,3%
Homem - 30 a 39 anosMenos de 9,2%9,3% - 14%14,1% ? 17,5%17,6% - 20,6%20,7% - 24,2%24,3% - 30%Maior do que 30,1%
Homem - 40 a 49 anosMenos de 11,5%11,6% -16,3%16,4% -19,6%19,7% - 22,5%22,6% - 26,2%26,3% - 31,4%Maior do que 31,5%
Homem - 50 a 59 anosMenos de 12,9%13% - 18,1%18,2% -21,2%21,3% - 24,2%24,3% - 27,6%27,7% - 32,4%Maior do que 32,5%
Homem com mais de 60 anosMenos de 13%13,1% - 18,5%18,6% -22%22,1% - 25%25,1% - 28,4%28,5% - 33,5%Maior do que 33,6%
Mulher - 20 a 29 anosMenos de 10,7%10,8% - 17%17,1% -20,5%20,6% - 23,8%23,9% - 27,6%27,7% - 35,5%Maior do que 35,6%
Mulher - 30 a 39 anosMenos de 13,3%13,4% - 18%18,1% - 21,8%21,9% - 24,8%24,9% - 30%30,1% - 35,8%Maior do que 35,9%
Mulher - 40 a 49 anosMenos de 16,1%16,2% - 21,4%21,5% - 25,1%25,2% ? 28,3%28,4% - 32,1%32,2% - 37,7%Maior do que 37,8%
Mulher - 50 a 59 anosMenos de 18,8%18,9% - 25,1%25,2% - 28,6%28,7% -32,5%32,6% - 35,6%35,7% - 39,6%Maior do que 39,7%
Mulher com mais de 60 anosMenos de 19,1%19,2% - 25%25,1% - 29,5%29,6% - 32,8%32,9% - 36,7%36,8% - 40,4%Maior do que 40,5%
Fonte: Minha Vida

7 SUBSTÂNCIAS QUE AUXILIAM NO GANHO DE MASSA MAGRA.

segunda-feira, 7 de julho de 2014 0 comentários
Reforços externos para o treino são muito bem-vindos para a construção de um corpo magro e definido. Aqui, você encontra uma seleção de 7 produtos seguros e eficazes, testados por estudos e aprovados por especialistas para deixar o seu corpo definido. Conheça as ervas que têm um efeito a favor dos seus músculos - para completar o seu projeto de um corpo bonito e saudável:
 
1. Avena sativa (Avena sativa)
Por que funciona:
Avena sativa é o nome científico da aveia integral. Ela contém saponina, um fitoquímico que estimula a hipófise a aumentar os níveis de testosterona e liberar o hormônio luteinizante (LH), importante para os músculos. Também oferece zinco, mineral essencial para a produção de testosterona. Na forma de alimento, seria necessária uma quantidade muito grande para que surtisse efeito no ganho de massa magra.
Contraindicações: não são conhecidas.
2. Eurycoma longfolia (E. longfolia jack)
Por que funciona:
o extrato dessa erva originária da Malásia, também conhecida como tongkat ali, possui cerca de 22% de peptídeos, fragmentos de aminoácidos que estimulam a produção de testosterona. Como têm boa biodisponibilidade, são facilmente absorvidos pelas células musculares.
Contraindicações: pessoas que sofrem de insônia e/ou irritabilidade.
3. Ginseng (Panax sp)
Por que funciona:
popularmente conhecido como ginseng coreano, possui propriedades estimulantes e vasodilatadoras, diminui a fadiga crônica e favorece o fornecimento de nutrientes para o músculo. Mais: ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue, diminui o cortisol (que prejudica o ganho de massa muscular), é antioxidante, ativa o sistema imunológico e estimula a produção de testosterona.
Contraindicações: pessoas hipertensas e/ou com infecções renais.
4. Pycnogenol (Pinus pinaster) Por que funciona: o extrato da casca do pinheiro marítimo francês é um antioxidante 50 vezes mais potente do que a vitamina E e 20 vezes mais do que a vitamina C. Além de neutralizar os radicais livres, o pycnogenol pode aumentar a produção do óxido nítrico, substância que dilata os vasos, favorecendo o fluxo sanguíneo e melhorando o desempenho durante o treino de força. Os músculos, menos fatigados e com maior poder de recuperação, agradecem.
Contraindicações: não são conhecidas.
5. Teanina (theanine) Por que funciona: esse aminoácido é extraído das folhas do chá verde e promove o relaxamento físico e mental. Por essa razão, e também porque modula o cortisol, que é o hormônio do stress, pode até reduzir o mau humor. A substância também estimula a produção do hormônio do crescimento (GH), que é secretado durante o sono e contribui para o ganho muscular.
Contraindicações: para pacientes sensíveis a algum componente da fórmula.
6. Tribulus (Tribulus terrestris) Por que funciona: contém flavonoides, alcaloides e saponinas - que, segundo estudos clínicos, estimulam a secreção de testosterona. Também pode aumentar os teores de estrogênio e do hormônio luteinizante (LH), que contribuem para o aumento da massa magra.
Contraindicações: mulheres com histórico de câncer de mama.
7. Urtiga dioica (Urtica dioica) Por que funciona: impede a conversão da testosterona em estrogênio, o que aumenta os níveis do hormônio masculino no organismo. Também atende pelo nome de stinging nettle root.
Contraindicações: hipertensos.
 
Fonte: Boa Forma

ENDENTA OS MECANISMOS E RISCOS DOS PRINCIPAIS SUPLEMENTOS.

terça-feira, 13 de maio de 2014 0 comentários
Em 2010, o administrador William Oliveira, de 22 anos, decidiu se matricular em uma academia de ginástica. O objetivo era o mesmo que motiva muitos homens: ganhar massa muscular. Afinal, para muitos deles o corpo musculoso é a maneira mais fácil de fisgar olhares femininos.

Mas para o resultado aparecer é necessário disciplina, treino e muita paciência, um conjunto de fatores separado da maioria dos seres humanos por grandes quantidades de ansiedade e imediatismo. Às vezes, e não muito raramente, mesmo seguindo um treinamento com rigor, os efeitos acabam ficando distantes do esperado, principalmente para os tipos físicos fadados pela genética a uma constituição mais enxuta. É nessa hora que uma ajuda extra pode ser bem-vinda.

Por meio de conversas com amigos e instrutores da academia, William descobriu a saída para transformar seu corpo esguio de 49 quilos e 1,72 metros de altura e alcançar logo seu objetivo: suplementos alimentares. “Queria melhorar meu desempenho e ganhar musculatura mais rígida. Adotei a recomendação dos meus amigos e passei a tomar massa hipercalórica e creatina”, explicou. Mesmo sem indicação nutricional, ele obteve resultados e, dois anos depois, conseguiu chegar aos 65 quilos com 4,5% de gordura, ou seja: os 16 quilos ganhos foram de musculatura, e não de gordura.

É assim que a maioria dos alunos de academia entra no universo da suplementação, por indicação de quem já usou e garante os resultados. Mas a nutricionista Vivian Ragasso, do Centro Olímpico e do Instituto Cohen de Medicina do Esporte, ressalta que o resultado alheio não é comprovação de eficácia. “Em geral, o instrutor não estudou nutrição, então não é da competência dele prescrever suplementação. É preciso saber como é a rotina alimentar do aluno, se há deficiência de nutrientes, se a quantidade e intensidade de exercícios pedem suplementação ou se suas necessidades já são supridas pelas refeições. Fora isso, ainda é necessário fazer uma avaliação clínica do aluno, para saber se há deficiência hormonal, problemas cardíacos, renais ou hepáticos”, reforça Ragasso.

Já a presidente da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva, Heloisa Guarita, adverte que o grande problema da autosuplementação é que nem sempre o usuário conhece seu funcionamento e, principalmente, seus componentes. A fotógrafa Mylena Perdomo quase caiu nessa. Em busca de emagrecimento rápido, seguiu a indicação de uma amiga e optou por tomar um termogênico, que altera a temperatura do corpo visando intensificar a queima de gordura. Ao checar o rótulo do suplemento, entretanto, viu que entre os componentes estava um medicamento que ela já tomava para regular a tireoide. “Liguei para um parente que é médico e ele me orientou para que eu não tomasse o remédio, pois poderia desregular a produção natural do hormônio, que já é deficiente no meu corpo. Ao mesmo tempo, o suplemento não podia substituir o meu remédio, que possui outros componentes para o controle da tireoide”, conta.

“É comum suplementos da classe dos termogênicos conterem hormônios para controlar a tireoide, uma vez que alterações nessa glândula provocam, em última instância, mudanças no peso. Mas seu uso inadequado pode futuramente descontrolar a produção natural e trazer problemas que antes eram inexistentes”, explica Guarita. O termogênico em questão era o Lipo Black 6, que recentemente foi incluído na lista de produtos proibidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), junto com o também termogênico OxyElite e o pré-treino Jack 3D.

Pré-treino, aliás, foi um dos suplementos experimentados por William. Esse tipo de produto funciona como um vasodilatador que facilita a passagem de oxigênio e nutrientes pelos vasos sanguíneos, fazendo com que eles alcancem rapidamente as células musculares, aumentando a oferta de energia. A ideia é que, assim, o aluno aguente cargas maiores por mais tempo. Apesar de ter percebido esse efeito, o administrador confessa que sentiu também reações adversas. “Senti formigamento e insônia, mas agora meu organismo já acostumou e não sinto mais nada, só ficou o efeito estimulante do produto”, relata.

A nutricionista Vivian Ragasso explica que William “não sentir mais nada” se deve ao fato de que o organismo acabou se viciando, uma consequência comum do uso do produto, e os sintomas acabaram “maquiados”, dando a impressão de que desapareceram.

Psicoestimulantes e hormônios

Bruno Gualano, coordenador adjunto do Laboratório de Nutrição e Metabolismo da Escola de Educação Física da USP, explica que alguns pré-treinos e termogênicos afetam os campos neurológico e hormonal. “Ambos têm aditivos psicoestimulantes, que prometem oferecer disposição ao usuário e melhorar o rendimento dos exercícios atuando diretamente no sistema nervoso central. Há ainda os que são capazes de induzir a liberação de hormônios que ajudam a fortalecer os músculos, como a testosterona, a insulina e o GH. Por atuarem em áreas de controle do organismo, apresentam resultados mais rápidos”, comenta Gualano.

Mas é justamente nesse mecanismo que reside o perigo maior. Agindo em áreas de controle, essa classe de suplementos pode desregular funções do organismo e provocar reações em cadeia. Psicoestimulantes agem diretamente no sistema nervoso central, podem provocar taquicardia, hipertensão, aumento de agressividade e cefaleia.

Já o uso de hormônios desequilibra a produção natural do corpo, pois o organismo tem um sistema inteligente próprio para manter as taxas hormonais estabilizadas. “Se a pessoa ingere doses de um determinado hormônio, essa quantidade é somada à que já é produzida. O organismo, então, entende que há uma desregulação no processo natural e tenta equilibrar, produzindo mais hormônios contrários para balancear”, explica Gualano.

Uma consequência comum é o aparecimento de características de efeminação nos usuários de hormônios masculinos. Como ocorre uma “sobrecarga” — geralmente de testosterona –, o corpo, na tentativa de balancear, acaba produzindo mais estrogênio (hormônio feminino). “Os homens podem apresentam aumento das mamas (ginecomastia), impotência sexual, redução dos testículos e infertilidade. As mulheres ficam com a voz mais grossa, têm aumento do clitóris e da quantidade de pelos, queda de cabelo, desregulação da menstruação e, claro, ficam com o físico masculinizado”, explica Gualano.

Na época em que fazia uso de testosterona, o administrador William relata que sentiu leve aumento das mamas. “Depois de algumas semanas, percebi que o mamilo estava mais pontudo. Comigo aconteceu bem pouco, mas fiquei tranquilo porque é comum ocorrer ginecomastia durante o ciclo, por isso optei por fazer TPC”, relata. TPC é a “Terapia Pós Ciclo”, que engloba regime dietético e uso de medicamentos (geralmente também hormonais) para atenuar efeitos colaterais.

A nutricionista Vivian Ragasso acredita que essa terapia pode trazer graves consequências. “É muito comum, principalmente no meio da medicina esportiva, fazer uso de ciclos hormonais e, em seguida, prescrever a TPC. Porém, o método pode levar a disfunções hepáticas e renais”. Atualmente, William não recorre mais ao uso de hormônios para ganho de massa. “Não vejo mais a necessidade de fazer TPC, consigo manter só com Whey, creatina e massa de carboidratos”, afirma.

Suplementos alimentares

Os profissionais entrevistados para esta matéria advertem sobre o uso de psicoestimulantes e hormônios, mas defendem o uso dos suplementos feito à base de proteínas, carboidratos, aminoácidos e creatina, nutrientes essenciais para o bom funcionamento do corpo e que não apresentam risco à saúde.

Diferentemente dos psicoestimulantes, vasodilatadores e hormonais, essa classe de suplementos tem como princípio complementar a alimentação quando ela deixa de fornecer a quantidade suficiente desses nutrientes, o que pode acontecer quando se praticam atividades físicas regulares. Além de suprir possíveis carências da dieta, ainda apresentam bons resultados no ganho de massa muscular.

Mesmo apoiando o uso, os profissionais ressaltam que eles são mais indicados para grupos específicos, como atletas de alto nível, gestantes e pessoas desnutridas ou vegetarianas. “Qualquer pessoa precisa recorrer às proteínas para fortalecer os músculos. Porém, como é um componente de difícil absorção quando consumido in natura, atletas com dois períodos de treino por dia podem lançar mão de suplementos como a proteína isolada, que é absorvida mais rapidamente e, consequentemente, promove recuperação muscular acelerada”, explica Ragasso.

Guarita divide a mesma opinião de Ragasso e ressalta que o maior erro dos atletas de academia é adotar o uso de suplementos sem seguir uma alimentação adequada. “Se ele usa suplementos desse tipo, mas ingere muito carboidrato, terá acúmulo de componentes energéticos no corpo, o que acaba sendo revertido em gordura corporal. Tem de haver necessidade de suplementar, não somente a vontade de acelerar o processo de ganhar massa”, explica.

Outros tipos podem ter consequências específicas se houver uso desmedido, como inchaço devido a retenção de líquidos (aminoácido creatina), aumento da produção de gases intestinais (consequência do uso de quase todos os suplementos, mas principalmente da albumina, proteína existente no ovo) e aparecimento de acne (comum nos usuários de massa hipercalórica, rica em carboidratos).

Ainda assim, é importante frisar que esses suplementos não são prejudiciais à saúde por si só. Gualano afirma que é comum ouvir que tais produtos fazem mal ao fígado e aos rins, mas ressalta: “As complicações só costumam aparecer nas pessoas que já têm pré-disposição a doenças nesses órgãos, pois as substâncias essenciais desses suplementos já são sintetizadas naturalmente pelo organismo. Caso contrário, não há risco”.

Fácil acesso

Atualmente, é comum encontrar os enormes potes de suplementos à venda na internet, em farmácias, lojas especializadas e supermercados. Nada impede que o atleta, seguindo a recomendação do professor da academia, compre livremente os produtos. Para Ragasso, o problema não é a facilidade com que se encontram os suplementos, e sim a falta de controle na hora da venda. “Deveria ser necessário apresentar uma prescrição emitida por um profissional para garantir que o acesso só fosse permitido após uma consulta”, completa.

Muitos atletas defendem o livre acesso apoiando-se no fato de que a oferta desses produtos não sofre restrição nos EUA, onde a indústria de suplementos é enorme. Além disso, muitos criticam a decisão da Anvisa afirmando que nunca sentiram ou apresentaram os efeitos colaterais expostos pela vigilância sanitária brasileira. Entretanto o diretor de Monitoramento e Controle Sanitário da agência, José Agenor Álvares, defende a decisão: “no Brasil, a avaliação é feita com base nos riscos e consequências que o consumo das substâncias pode gerar à saúde das pessoas. Caso haja suspeita do malefício, ela fica proibida até serem estudadas as reais consequências”.

Suplementos mais comuns no mercado

PRÉ-TREINOS

O que é: em sua composição há vasodilatadores que facilitam a passagem de oxigênio e psicoestimulantes pelos vasos sanguíneos e faz com que eles cheguem às células musculares mais depressa. Dessa forma, oferecem ao usuário mais pique e força para fazer atividades físicas.

Quando tomar: de 30 a 45 minutos antes de começar a treinar.

Dosagem: varia de acordo com o fabricante.

Efeitos colaterais: dependência, aumento da resistência a estimulantes, ansiedade, arritmia, alteração da pressão arterial, tremores, insônia, agressividade, sonolência e desânimo após o efeito estimulante.

Excesso: São absorvidos pelo corpo, podendo agravar os efeitos colaterais

Avaliação do profissional: Guarita afirma que a primeira coisa a ser levada em conta na hora de optar por pré-treinos com componentes psicoestimulantes são os efeitos colaterais. Ragasso afirma que não confia no resultado dos pré-treinos e recomenda que, ao invés de optar por eles, o atleta deve escolher alimentos com a mesma funcionalidade. “Ingerir carboidratos de lenta absorção como pães e frutas antes de treinar é uma boa tática, já que eles vão liberando energia aos poucos. A cafeína também ajuda a dar ânimo e ainda tem ação termogênica, afirma.

TERMOGÊNICOS

O que é: são suplementos que ajudam a acelerar o metabolismo e o processo de termogênese, que aumenta a temperatura do corpo e auxilia na queima de gorduras.

Quando tomar: o recomendado pela maioria dos produtos é 1 cápsula de 15 a 60 minutos antes da prática de atividade física, mas alguns sugerem 1 cápsula especificamente no café da manhã e outra dali a 6h ou 8h.

Dosagem: de 1 a 3 cápsulas por dia. O produto só pode ser usado, no máximo, por dois meses, depois é preciso fazer intervalo de 1 a 2 meses.

Efeitos colaterais: pode causar desidratação, arritmia, agressividade, insônia, cefaleia, falta de concentração, enjoo, agitação.

Excesso: como são psicoestimulantes, não pode ser excedida a dosagem padrão dentro de 24h, sob risco de acentuar os efeitos colaterais.

Avaliação do profissional: para Heloísa Guarita, os termogênicos que promovem queima de gordura possuem componentes proibidos e altamente nocivos, como hormônios para controle da tireoide. Outros simplesmente não funcionam. Para ela, o ideal é utilizar alimentos e bebidas que auxiliam a termogênese, como vegetais fibrosos (brócolis, acelga, couve), laranja, kiwi, óleo de coco, peixe, café, ou até mesmo um copo de água. Além disso, a especialista lembra que, por serem estimulantes, levam o usuário a fazer mais exercícios, o que promove gasto energético maior, dá mais fome e, consequentemente, faze comer mais. Já alimentos e bebidas têm esse efeito suavizado, por isso são mais indicados. Assim como Guarita, Bruno Gualano e Vivian Ragasso são contrários ao uso de termogênicos sintéticos: ambos afirmam que o produto não tem efeito.

AMINOÁCIDOS

O que é: conjuntos de aminoácidos formam as proteínas, principais constituintes das fibras musculares. Apesar de o corpo produzi-los, é importante fazer suplementação caso sejam feitos exercícios aeróbicos intensos, uma vez que os níveis de glutamina (o aminoácido mais conhecido) caem durante o treinamento. A falta desse aminoácido pode causar perda de massa muscular (catabolismo) e enfraquecimento do sistema imunológico, pois se o organismo não dispuser de energia suficiente para realizar a atividade física, passa a usar aminoácidos dos músculos para suprir a demanda.

Quando tomar: 15 minutos antes do treino e o quanto antes depois do treino.

Dosagem: cada dose deve ter de 4g a 8g.

Efeitos colaterais: constipação e flatulências. Quem apresenta problemas renais e no fígado não pode fazer uso de glutamina, uma vez que ela pode agravar o quadro.

Avaliação do profissional: segundo Guarita, “os aminoácidos têm papel importante no metabolismo das proteínas e pode ajudar na reconstrução muscular”. A nutricionista Vivian Ragasso reforça que o BCAA, um dos mais conhecidos suplementos dessa categoria tem resultados excelentes na proteção muscular.

PROTEÍNAS

Se determinado músculo está sendo constantemente exercitado, o corpo naturalmente aumenta o aporte de proteínas para ele, deixando-o mais forte e torneado. O princípio dos suplementos proteicos é fornecer a matéria-prima desse processo e permitir a produção de fibras musculares.

a) Whey Protein:

O que é: Whey Protein é a proteína presente no leite e o suplemento mais usado nas academias. Como é de fácil absorção, promove rápida reconstrução muscular e é ideal para atletas de alto nível.

Quando tomar: o quanto antes depois do treino, período em que o efeito de reconstrução e fortalecimento muscular é mais intenso. Se for ingerido antes, o Whey não terá o mesmo efeito e ainda pode levar ao acúmulo de gordura.

Dosagem: para quem pratica exercícios moderados, o indicado é de 1,2g a 1,8g por quilo corporal. Já os atletas de alto nível devem consumir em torno de 2,4g por quilo corporal. Geralmente, o pó deve ser batido com 200ml a 300ml de água ou leite desnatado.

Excesso: é excretado nas fezes. Caso não se siga uma dieta balanceada, pode contribuir para o acúmulo de gordura.

Efeitos colaterais: pode engordar se não for ingerida a dosagem correta ou se o uso não for acompanhado de uma dieta equilibrada. Em algumas pessoas pode provocar gases.

Avaliação do profissional: nenhum dos profissionais entrevistados na matéria se opõe à suplementação à base de proteína, com a ressalva de que um nutricionista deve ser consultado antes. Guarita defende que o uso, mesmo por pessoas que não tenham deficiência proteica, pode trazer bons resultados, desde que se siga uma alimentação balanceada.

b) Albumina

O que é: é uma proteína de fácil absorção proveniente do ovo, com a mesma função das outras: promover ganho de massa muscular.

Quando tomar: o quanto antes após os treinos, período em que a absorção proteica é mais eficiente.

Dosagem: de 14g a 20g, misturados com 200ml a 300ml de água ou leite desnatado.

Excesso: como qualquer proteína, o excesso é excretado nas fezes ou acumulado como gordura.

Efeitos colaterais: desconforto gastrointestinal e flatulência.

Avaliação do profissional: para a nutricionista Vivian Ragasso, a albumina é uma boa saída para atletas que precisam de suplementação mas não têm recursos suficientes para usar regularmente o Whey Protein. “Apesar de barata, a albumina traz algumas consequências indesejadas, como o aumento de flatulências com odor forte. Fora isso, é tão boa quanto o Whey”, afirma.

CREATINA

O que é: é um ácido encontrado naturalmente no organismo e que ajuda a fornecer a forma de energia mais usada pelo corpo: o ATP. Quando há contração muscular, a molécula de ATP passa por um processo chamado hidrólise e libera fosfatos, que fornecem a energia necessária para o movimento. Ao final de aproximadamente dez segundos, essa energia é consumida e é necessário mais ATP para novas contrações. Suprir essa demanda é a função do fosfato presente na creatina.

Quando tomar: o melhor momento é depois do treino. Se for em pó, pode ser misturada com o Whey Protein.

Dosagem: de 2g a 5g por dia de treino.

Excesso: não há estudos que esclareçam os efeitos do excesso de creatina.

Efeitos colaterais:retenção de líquido.

Avaliação dos profissionais: Bruno Gualano defende o uso da creatina reforçando que o suplemento auxilia no fortalecimento dos músculos e não traz risco à saúde. Vivian Ragasso lembra que o produto promove ganho de massa magra, mas é importante ficar atento para não confundir o fortalecimento das fibras musculares com a retenção de líquido, que pode deixar o corpo inchado.

CARBOIDRATOS

São os combustíveis do organismo. Muitos atletas de alto nível precisam usar suplementos à base de carboidratos para suprir necessidades energéticas. São indicados também para que pessoas com massa muscular abaixo do normal alcancem o padrão para seu peso, altura e idade.

Maltodextrina e Dextrose

O que é: é um carboidrato de absorção lenta, extraído do amido de milho. Possui alto índice glicêmico, ou seja, promove elevação do nível de glicose no sangue, fornecendo energia. Para controlar a quantidade de açúcar, o organismo produz insulina, que auxilia na síntese de proteínas, o que acaba contribuindo para a reconstrução muscular. Além disso, atua no transporte de nutrientes para dentro das células, sejam proteínas, creatina ou glutaminas.

Quando tomar: deve ser tomado o quanto antes após a atividade física.

Dosagem: de 30g a 40g dissolvidos em 300ml de água. Pode-se misturar com o Whey Protein.

Excesso: se não for acompanhado de alimentação balanceada, pode engordar.

Efeitos colaterais: não existem estudos que descrevam os efeitos colaterais, mas há relatos de surgimento de acne.

Avaliação do profissional: segundo Ragasso, os suplementos à base de carboidratos são importantes para esportistas que precisam de muita energia e para auxiliar no ganho de massa muscular. Além disso, a nutricionista lembra que, apesar de o carboidrato ter função de combustível, o melhor momento para ingeri-lo é após os treinos. “Os carboidratos de alto índice glicêmico auxiliam na recuperação da energia consumida nos exercícios. Se essa energia não estiver disponível, o organismo vai buscá-la nas proteínas, que acabam tendo de dividir sua função de reconstrução muscular e têm sua eficiência reduzida”, afirma.

SUPLEMENTOS HORMONAIS

O que é: estimulam a produção de hormônios. Só devem ser usados mediante prescrição médica. Auxiliam no ganho acelerado de massa muscular, já que são altamente anabólicos (fase do metabolismo em que há síntese acelerada de moléculas complexas, como as que formam as proteínas). Entretanto, podem trazer inúmeras consequências.

Quando tomar: mediante prescrição.

Dosagem: varia de acordo com o tipo de hormônio, indo desde 25mg a 400mg por dia.

Excesso: são absorvidos pelo corpo e intensificam as reações adversas.

Efeitos colaterais: podem causar infertilidade, disfunção hepática e renal. Em mulheres pode haver aumento da quantidade de pelos e do clitóris, desregulação do ciclo menstrual, engrossamento das cordas vocais e calvície. Em homens, aumento das mamas, impotência sexual e hipogonadismo.

Avaliação do profissional: os profissionais entrevistados nesta matéria são contrários ao uso de hormônios, uma vez que a suplementação hormonal para pessoas saudáveis pode causar desregulação na fabricação natural e ocasionar problemas graves.
 
Fonte: Drauzio Varella, acesso em 13/05/2014.