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BENEFÍCIOS DA MASTIGAÇÃO PARA A SAÚDE.

quarta-feira, 24 de maio de 2017 0 comentários
Os cientistas mostraram que mastigar seus alimentos corretamente pode aumentar o sistema imunológico da boca, protegendo-o contra doenças. 

O estudo conduzido por equipes na Universidade de Manchester e Institutos Nacionais de Saúde nos EUA, revelou que um tipo específico de célula imunológica, a célula Th17, pode ser estimulada quando você mastiga. Esta célula imune é importante na proteção contra infecções bacterianas e fúngicas que são comumente encontradas na boca.

Embora ser de conhecimento geral que os nutrientes dos alimentos podem apoiar um sistema imunológico saudável, os resultados do estudo estabelecem que a ação de mastigar é também importante para tal.

Em outras partes do corpo, tais como o intestino e a pele, as células Th17 são estimuladas pela presença de bactérias amigáveis, o que era assumido como sendo o mesmo caso na boca. No entanto, a equipe descobriu que os danos causados pela abrasão da mastigação induziram fatores gengivais que poderiam ativar os mesmos caminhos que as bactérias e agir sobre as células Th17.

Mas, a estimulação de células Th17 para a proteção imunológica pode ser uma espada de dois gumes: muitas delas podem contribuir para a periodontite – uma doença comum na gengiva que está ligada a complicações em muitas doenças, incluindo diabetes, artrite reumatoide, nascimento prematuro.

A pesquisa foi financiada pelo BBSRC (Biotechnology and Biological Sciences Research Council), Reino Unido, e Instituto Nacional de Pesquisa de Odontologia e Craniofacial, Estados Unidos. A pesquisadora e bióloga Joanne Konkel, da Universidade de Manchester, explicou: "O sistema imunológico realiza um ato de equilíbrio notável em locais de barreira, como a pele, boca e intestino, combatendo agentes patogênicos nocivos, tolerando a presença de bactérias amigáveis normais. Nossa pesquisa mostra que, ao contrário de outras barreiras, a boca tem uma maneira diferente de estimular as células Th17: não através de bactérias, mas pela mastigação. Portanto a mastigação pode induzir uma resposta imunológica protetora em nossas gengivas".

Na revista Immunity, a equipe mostra que foi capaz de estimular o aumento de células Th17 em ratos, alterando apenas a dureza de seu alimento, e provando que a mastigação foi o fator crítico.

Mas essas células também apresentam um outro lado: "Também fomos capazes de mostrar que o aumento dos danos causados pela mastigação poderia exacerbar a perda óssea na periodontite. Mas, desde que a inflamação na boca está ligada ao desenvolvimento de doenças em todo o corpo, é importante compreendermos os fatores específicos do tecido que regulam a imunidade na barreira oral para eventualmente levar a novas formas de tratar várias condições inflamatórias".

Traduzido por Essential Nutrition

VOCÊ SE BOICOTA?

quinta-feira, 18 de maio de 2017 1 comentários
Se você tentar responder essa pergunta de verdade, vai já me dar algumas informações a respeito daquilo que você faz de “errado” dentro do seu mindset, ou seja, dentro do seu funcionamento mental relacionado ao emagrecimento – no geral, vai me dizer alguns comportamentos que você acredita que não se encaixa para o objetivo que você se propõe.

E pode ser que isso não seja nenhuma novidade para você, pois pode ser que já esteja há tempos tendo que lidar com esses comportamentos que insistem em te tirar “dos trilhos”. Mas o que talvez você não saiba é que, sustentando estes comportamentos existem sentimentos, emoções e até uma imagem mental (como se fosse uma fotografia na sua mente). Por trás de um comportamento de autoboicote existe, praticamente, outro universo!

Este outro universo pode estar ligado ou não às crenças que você tem em relação à si mesma – que provavelmente está te prendendo também neste ciclo vicioso. Ou seja: entender seus mecanismos de boicote pode ser crucial para que você saia definitivamente deste ciclo negativo. O processo de coaching emocional permite uma investigação nos campos da relação entre emoções e comida – e o primeiro passo para que a gente mude, de fato, é reconhecer aquilo que acontece com a gente.

Muitas das pessoas que me procuram, relatam que são fracas porque não conseguem resistir a um pedaço de doce. Mas, qual é a representatividade deste doce na sua vida? O que ele significa pra você? Não são raras as vezes que descobrimos, juntas, que o doce é a única fonte de prazer que lhe sobrou na vida. E um prazer ainda bem “meia boca” pois vem repleto de culpa junto – culpa e a sustentação de um peso que poderia ser dispensado!

Bom, se este for o seu caso – o que só é possível observar e dizer com certeza quando você passa por essa investigação proposta pelo Coaching Emocional – é preciso avaliarmos o que está faltando e o que você está precisando preencher em sua vida para que você sinta mais satisfação e, com isso, maior bem estar psicológico. Essa é a forma mais segura e duradoura de ter uma boa dieta, por exemplo. Essa é a maneira mais verdadeira de lidar com o alimento e seus prazeres. E deixar de ser controlada pelos desejos sem fim, passando finalmente à controlá-los – de uma forma indireta, sem muitos sacrifícios, já que você reavalia a sua relação emocional com o alimento.

E não vale dizer que “tudo na sua vida está uma b*%$#&“. Talvez seja a sua maneira de ver as coisas, talvez sua vida precise de pequenas mudanças de atitude que vão impactar positivamente as outras áreas, enfim. Esta forma de ver sua vida já pode ser um boicote que justifica todo o resto…

Este trabalho não envolve criar uma repulsa por comida ou pelas coisas que você tanto gosta de comer. Envolve, sim, uma relação sadia com o alimento. Não uma relação de aprisionamento e descontrole, mas de liberdade e leveza. Se demora pra alcançar este estágio? Bom, depende da predisposição de cada uma para “colocar as coisas no lugar” e permitir-se essa transformação. Algumas funcionam mais rápido, outras mais devagar, e ainda há aquelas que desistem no meio do caminho.

Mudar é sempre mais difícil do que qualquer outra opção, mas eu te pergunto: até quando você vaimanter isso? Até quando vai se contentar em procurar este pouco de conforto nesta situação que está tão desconfortável e te machucando? Mudar requer abrir mão de uma série de coisas que achamos importante agora, mas depois que temos nossos ganhos pós-mudanças, vemos que o que conseguimos conquistar é muito maior do que aquilo que nos segurava lá atrás. E é nessa hora que você diz: por que não comecei antes?

FOME EMOCIONAL: RECONHEÇA PARA EVITAR EXCESSOS.

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A dificuldade em identificar, reconhecer e descrever estados emocionais, um nível baixo de consciência acerca das variações internas do nosso corpo, a dificuldade em correlacionar sentimentos com sensações físicas, uma alimentação irregular, são fatores de risco que nos tornam mais suscetíveis a iniciar uma alimentação do estilo emocional. Por isso é preciso prestar atenção.

A comida é para a maioria de nós uma fonte de prazer e energia e, é natural e saudável que gostemos de comer. Não é o simples ato de procurar um chocolate ou comer uma comida mais calórica que configura um problema.

O principal problema advém da frequência deste tipo de episódios, da intensidade da culpa que pode surgir e do grau de consciência relativamente ao que está a acontecer. Por exemplo, acontece por vezes ficar ansioso e procurar um bolo para substituir a peça de fruta que consome todas as tardes? Ou vai tomar um café e ao ver a vitrina dos bolos e salgados pensa: apetecia-me qualquer coisinha!

Tem consciência de que isso lhe acontece? Consegue parar de o fazer por sua livre vontade?

Comer somente quando sente fome (a física e não a emocional) não é fácil mas é uma prática que ajuda a evitar excessos.

Um artigo publicado no International Journal of Obesity que explora o poder da escala de fome ajuda a perceber o quanto estamos vulneráveis à fome emocional. Existem inúmeras medidas disponíveis para avaliar quando comemos demasiado em resposta a estímulos sociais, ambientais, emocionais e alimentares. Contudo, nenhuma dessas medidas foca realmente os aspetos do apetite, além do consumo alimentar.
Sofre de fome emocional? Faça o teste e verifique

O Poder da Escala de Fome (PFS) foi desenvolvido para avaliar o impacto psicológico de viver em ambientes de abundância alimentar, incidindo sobretudo na sensação de ser controlado pela comida. Esta escala avalia a capacidade de resposta aos alimentos em três níveis: quando o alimento está disponível, mas não está fisicamente presente; quando o alimento está presente, mas ainda não foi provado; quando o alimento foi provado pela primeira vez, mas não foi consumido.

É uma escala de fácil utilização. É composta por 15 itens, descrevendo possíveis situações com as quais todos estamos expostos no dia-a-dia.

Experimente preenchê-la usando como opções de resposta. Dê um clique na tabela para visualizar corretamente o questionário.


Agora some as respostas e divida o total por 15. Analise a pontuação obtida da seguinte forma:
  1. De 1,0 a 2,3: é improvável que esteja preocupado com os alimentos ou que perca o controlo sobre o seu comportamento alimentar
  2. De 2,4 a 3,6: está um pouco preocupado com a comida, mas não está suscetível a ter um problema a menos que esteja muito acima do peso recomendado
  3. De 3,7 a 5,0: está frequentemente preocupado com os alimentos e em risco de perder o controlo sobre a sua alimentação. Isto é especialmente problemático se também estiver significativamente acima do peso recomendado

Reconhecer os sinais de fome ajuda a distinguir quando se deve comer e quando se deve parar de comer, aprende-se a confiar no organismo, no que ele precisa e quando precisa.

É bastante importante identificar a emoção que está a sentir, em vez de a alimentar com comida.

Para superar a vontade enorme de comer, pode fazer uma lista de coisas rápidas e fáceis de que gosta – além de comer, depois é coloca-las em prática. Vejamos alguns exemplos: praticar exercício físico, caminhar a ouvir música, estar com pessoas de quem gosta. Pense em mais algumas! Quando começar a vontade de comer, mas que já sabe não é fome, use a sua lista. E fuja da tentação!

Referências: Beck, M. (2010). Eating to Live or Living to Eat? Health Journal. Obtido de http://www.wsj.com/articles/SB10001424052748704288204575363072381955744, a 19 de março de 2015; Cappelleri, J. C., Bushmakin, A. G., Gerber, R. A., Leidy, N. K., Sexton, C. C., Karlson, J., & Lowe, M. R. (2009). Evaluating the Power of Food Scale in obese subjects and a general sample of individuals: development and measurement properties. International Journal of Obesity, 33, pp. 913-922; Lowe, M. L., Butryn, M. L., Didie, E. R., Annunziato, R. A., Thomas, J. G., Crerand,C. E., . . . Halford, J. (2009). The Power of Food Scale: a new measure of the psychological influence of the food environment. Appetite, 53, pp. 114-118; Lowe, M. R., & Butryn, M. L. (2007); Eating for pleasure or just wanting to eat? Reconsidering sensory hedonic responses as a driver of obesity. Appetite, 47, pp. 10-17; Zheng, H., & Berthoud, H. R. (2007). Eating for pleasure or calories. Current Opinion in Pharmacology, 7, pp. 607-612.

CONHECER, ENTENDER, USAR: A ESCALA DA FOME.

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Saber distinguir quando tem fome, a fisiológica, da outra, a emocional, pode ser muito útil para o dia-a-dia.

A fome fisiológica é definida como sendo gradual, paciente, recetiva a diversos alimentos e termina quando são supridas as necessidades do organismo.

Pode identificar, se a sua fome é, de facto, fisiológica recorrendo a uma escala da fome.

Há vários tipos de escalas para medir a fome, mas a maioria é como esta que apresentamos e que foi desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). É composta por 10 níveis, onde 0 corresponde a “sem nada no estômago” e 10 indica que está “demasiado cheio, como um balão”.

Experimente preenchê-la quando pensar em comer. A sua utilização, pode ajudá-lo a fazer uma escolha mais consciente do que vai comer e da quantidade que irá ingerir.

Para isso basta situar nesta escala a fome que sente.
  1. Faminto: provavelmente com dor de cabeça. Não se consegue concentrar e começa a sentir-se tonto. Pode ter problemas de coordenação. Está sem energia e necessita de se deitar. Isto pode ocorrer durante uma dieta muito restritiva.
  2. Não tolera nada. Sente-se irritado, mal-humorado, com muita fome e com pouca energia. Pode até sentir náuseas. Está esfomeado.
  3. O desejo de comer é forte. Sente um vazio no estômago e a sua coordenação começa a diminuir.
  4. Começa a pensar em comida. O seu organismo dá sinal de querer comer. Está com alguma fome.
  5. O seu corpo tem energia suficiente, tanto ao nível físico e psicológico e começa a sentir-se satisfeito.
  6. Sente-se satisfeito e confortável.
  7. Passou o ponto da satisfação, no entanto ainda consegue arranjar espaço para comer um pouco mais. O seu corpo diz “não” e a mente diz “sim” para mais algumas garfadas.
  8. Já se sente cheio. Talvez fosse melhor não comer mais, mas está tão saboroso. Comer, para si, é a coisa mais importante e a sua vida centra-se na comida?
  9. Está realmente desconfortável. Sente-se pesado, cansado e inchado. Já não socializa, prefere estar sozinho ou ir deitar-se. Será que perdeu a oportunidade de confraternizar para se centrar na comida?
  10. Excessivamente cheio. Sente-se fisicamente desconfortável, não tem vontade de se mexer e sente que não volta a olhar mais, para comida.
Analise o seu grau da seguinte forma:
  • De 1 a 2: sente um enorme desejo de comer e é capaz de comer tudo o que encontrar
  • Entre 3 e 6: há um maior prazer no ato de comer e é possível fazê-lo até se sentir confortável
  • Igual ou superior a 6: está na altura de parar de comer. A partir deste grau já não está a comer porque tem fome fisiológica, mas sim por uma razão emocional.

Portanto, coma quando estiver entre 3 e 6.

Utilizar, algumas vezes, esta escala pode melhorar a sua relação com a comida e ficar atento aos sinais que o corpo emite, permitindo que se torne mais fácil ter controlo sobre a sua alimentação.

5 ALIMENTOS IMPORTANTES PARA O SEU CARDÁPIO.

domingo, 14 de maio de 2017 0 comentários
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1. ABOBRINHA
De sabor agradável e fácil digestão, um prato de abobrinha é composto por 94% de água, além disso, possui apenas 19 calorias em 100g. “Ela é um dos alimentos que contém fósforo, cálcio, ferro, magnésio e vitaminas do complexo B, que participam do metabolismo dos macronutrientes, além de fibras que ajudam no bom funcionamento do intestino”, destaca a nutricionista Greice Caroline Baggio.


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2. ALECRIM
“Popularmente, o alecrim é um dos alimentos utilizados para má digestão, asma, bronquite, tosse, reumatismo e problemas cardíacos”, esclarece o especialista em medicina complementar e fitoterapia José Bassit. Além disso, o alecrim é bastante utilizado na culinária, pois estimula a digestão de gorduras, reduz a formação de gases, protege o fígado e alivia cólicas menstruais.

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3. ALHO
Este é um dos alimentos que combatem doenças cardiovasculares, diminuindo o colesterol ruim, além de ser um analgésico natural. “A alicina, presente no alho, age como um potente antioxidante, protegendo contra doenças inflamatórias e cardiovasculares. Quando é decomposta, libera o ácido sulfênico que reage com os radicais livres, inativando-os”, indica a nutricionista Greice.
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4. ARROZ INTEGRAL
Em comparação à versão refinada e branca, o integral é mais nutritivo, rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B, além de conter baixo teor de gordura. “Alguns estudos citam seu benefício nas dietas antidiabéticas devido à ação de biofatores, que induzem os órgãos à resgatarem sua estrutura original”, destaca a nutricionista Fátima Corradini Domingues.
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5. BRÓCOLIS
Uma xícara (chá) de brócolis corresponde a cerca de 40kcal a cada 100g, indicado para dietas. “Estudos comprovam a eficácia do brócolis na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de bexiga, mama e, especialmente, o de próstata”, ressalta a coordenadora do setor de Nutrição do Hospital Balbino, Teresa Labanca. Porém, para isso, a recomendação é consumi-lo pelo menos três vezes por semana.

Fonte: Alto Astral.

GASTRONOMIA FUNCIONAL: UM PRATO CHEIO PARA SAÚDE.

sexta-feira, 12 de maio de 2017 0 comentários

Logo no início da vida, ficamos satisfeitos com o consumo limitado de alimentos.

Porém, à medida que vamos descobrindo novos sabores e texturas, nós nos tornamos mais exigentes. Ao longo dos anos, quando adquirimos uma consciência alimentar maior, passamos a identificar os alimentos que nos fazem bem ou não, que mexem com nossas sensações e emoções, ampliando, assim, nossas escolhas.

Nessa deliciosa história da alimentação humana, o sabor foi um fator decisivo para o desenvolvimento da arte de comer e beber. Com a utilização de condimentos, aprendemos a harmonizar, descobrimos a arte da gastronomia e aliamos os prazeres à mesa com a sua função mais simples: manutenção da saúde do organismo.

Paralelo a isso, vieram as grandes transformações do século XX e os desafios de alimentar grandes populações urbanas, trazendo a comida enlatada, congelada e rápida. Mais opções, mas menos nutritivas. O que estamos novamente presenciando e uma revolução alimentar, porém, dessa vez no sentido espiral. Um resgate a tradição, ao sabor e a nutrição consciente.

Dentro deste contexto, muito se fala sobre a gastronomia funcional, que alia o sabor a saúde. O conceito define a técnica da escolha e do preparo dos alimentos com foco na melhoria da qualidade de vida.

A Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina como funcionais os alimentos ou ingredientes que, além das funções nutricionais básicas, quando consumidos na dieta usual, produzem efeitos benéficos a saúde, devendo serem seguro para consumo sem supervisão medica. Um termo novo para classificar algo que sempre existiu, mas que nunca esteve tão em alta.

As primeiras pesquisas sobre alimentos que evidenciavam algum benefício à saúde foram de caráter epidemiológico. No ínicio do século passado, Thomas Latimer (Peter) Cleave (1906-1983) pesquisou os efeitos negativos do consumo de carboidratos refinados para a saúde (principalmente açúcar e farinha branca), que não estariam disponíveis durante a evolução humana primitiva.

Em 1977, ele já dizia para a revista americana Time Magazine que “o homem é o que ele come”, parafraseando um antigo provérbio, que provou ser profético anos mais tarde.

Outro estudioso, Edward Giovannucci, professor de nutrição e epidemiologia de Harvard, apontava, em 1986, correlações entre o consumo cotidiano de produtos de tomate, que são ricos em licopeno, e a reduzida incidência de câncer de próstata. Segundo ele, em revisão lançada em 1999, no Journal of the National Cancer Institute, os benefícios trazidos pela ingestão do molho de tomate possivelmente se resultariam da interação entre vários carotenoides, o ácido ascórbico e outros compostos antioxidantes.

Como se vê, pesquisas nesse campo sempre existiram. Patologias como câncer, diabetes, hipertensão, mal de Alzheimer, doenças ósseas e cardiovasculares entraram para o rol de doenças que veem na nutrição uma forma complementar de combater seus males. Cardápios balanceados fortalecem o organismo no processo da cura e exploram componentes químicos vitais para a funcionalidade dos alimentos: carotenoides, flavonoides, ácidos graxos como ômega-3, probióticos, fibras, dentre outros.

No entanto, nunca a gastronomia associada à saúde foi tão reconhecida. Virou tendência, assim como o boom que estamos presenciando de cursos, programas de televisão, revistas e livros voltados para a culinária.

Quem se aventura pelos caminhos da gastronomia funcional precisa muito mais do que uma boa mão para a cozinha, deve dominar os conceitos de nutrição e conhecer os fundamentos da química, essencial para o momento do preparo.

O livro “Nutrição - Conceitos e Controvérsias” (Sizer, 2002) mostra algumas regras gerais sobre a obtenção e conservação dos princípios ativos (fotoquímicos) presentes nos alimentos funcionais. Eis aqui algumas dicas preciosas para quem deseja novas formas de se alimentar bem:
- escolher frutas e vegetais da estação colhidos na fase completamente madura;

- dar preferência para alimentos orgânicos, preparados crus, assados ou no vapor, evitando longos períodos de fervura;

- armazenar frutas e vegetais sob-refrigeração para reduzir a destruição enzimática ou oxidativa dos fotoquímicos.

O resultado dessa consciência alimentar está intimamente ligado ao bem-estar físico, social e mental e já atrai um publico crescente de adeptos, que divulga abertamente nas redes sociais os benefícios sentidos e começam a popularizar expressões como alimentos probióticos e sono anabólico, ajudando na propagação dos benefícios da gastronomia funcional.

Mas um ponto importante nos relatos dos resultados, e que muitas vezes fica esquecido, e a percepção individual. As necessidades pessoais são distintas e precisam ser avaliadas cuidadosamente para que os objetivos traçados com um cardápio funcional sejam alcançados, pois nossos organismos não digerem um alimento da mesma forma, assim como não reagem igualmente aos exercícios, medicamentos ou ao clima, por exemplo.

“A individualidade bioquímica e a alimentação funcional não podem ser dissociadas”, explica a chef Sabrina Faccio, que trocou a alta gastronomia pela funcional.

Acostumada a aguçar os sentidos em cozinhas sofisticadas, ela dedica-se agora a um Mestrado em Alimentação e Nutrição em Barcelona e incorpora o grupo de pesquisa e desenvolvimento da Essential Nutrition. Sua proposta e buscar novas soluções alimentares, apoiadas em estudos científicos.

Sabrina descreve duas tendências sobre o futuro da alimentação, vislumbrada em um passado recente. A primeira, tradicionalista, baseia-se no resgate das origens, do natural e da agricultura local. Já a segunda caminha para fórmulas nutricionais, alimentos sintéticos e proteína texturizada, apresentados em formas variadas.

No entanto, ela acredita ainda em uma terceira: na perfeita união da natureza com a ciência, pois alem de buscar usar os ingredientes normais da gastronomia funcional, ela esta usando suplementos funcionais em sua nova culinária.

Para pesquisar um pouco mais sobre o assunto, a chef fez da cozinha da sua casa um verdadeiro laboratório e utiliza como ingredientes whey protein, enzimas digestivas, probióticos e tantos outros suplementos, buscando a inclusão de nutrientes com ação funcional sobre o corpo, sempre no ponto certo para aproveitar o melhor dos nutrientes. Sua busca constante e para associar o sabor da alta gastronomia com os conceitos da funcional, dando um passo evolutivo nesta arte: usar como ingredientes o que existe de mais avançado em suplementos nutricionais. Sua comida e de verdade, e, preferencialmente, orgânica. Sal, somente do Himalaia. A manteiga e Ghee e para aquecer, apenas óleo de coco.

Ao pesquisar um pouco mais sobre as receitas da chef, percebemos claramente que existem técnicas, ingredientes e linhas condutoras na cozinha praticada por ela. Baixo índice glicemico, baixa frutose, baixa sacarose e carboidratos complexos são alguns exemplos.

Do lado gastronômico, Sabrina traz a capacidade criativa, o cuidado com o preparo, a preocupação com a escolha dos alimentos e a paixão por receber. “Quero que meus convidados desfrutem mais do que uma experiência gastronômica incrível, quero proporcionar bem-estar”, conta ela, lembrando-se da participação no stand da Essential Nutrition este ano, no Ironman, em Florianópolis. “Preparamos algo bem especifico a base de glutamina, d-ribose e whey protein, para recuperar as energias perdidas pelos atletas durante a prova. Tudo sem glúten, sem lactose e absolutamente saboroso”.

Basta olhar as fotos dos pratos prontos para identificar na gastronomia funcional com o uso de suplementos um esforço para resgatar o prazer por comer aliado a saúde e colocar no passado recente a teoria que se pregou de uma dieta saudável, restritiva e sem graça. Aqui a regra e o equilíbrio: não a restrição e sim a expansão.

Se você tem alguma dúvida se estamos falando de mais um daqueles modismos alimentares, prepare-se para as infinitas possibilidades que a gastronomia funcional com o uso de suplementos pode lhe proporcionar.

COMER PARA EMAGRECER.

quarta-feira, 10 de maio de 2017 0 comentários
Um dos primeiros passos de quem quer perder peso é "fechar a boca". Isso é um erro! A alimentação é de suma importância para o processo de emagrecimento. Entenda!

Perder peso de maneira equilibrada, mas, sem abrir mão de comer bem é um sonho cada vez mais real na vida de quem se dedica às dietas de emagrecimento. O segredo está na escolha certa do cardápio e na hora que devemos ingerir certos alimentos. Descubra quais são os ingredientes que não podem ficar fora da sua alimentação para ter uma perda de peso saudável, natural e sem muitas restrições!

Nada de dietas da moda ou produtos que prometem um "emagrecimento milagroso", perder peso se alimentando da maneira correta é investir em uma reeducação alimentar e adaptar o organismo a essa nova fase. Segundo a nutricionista Mariane Valpassos, alterar sua alimentação e incluir alimentos que agreguem nutrientes para o bem-estar do nosso corpo é de suma importância para um emagrecimento saudável:

"A melhor maneira de perder peso é saber fazer escolhas saudáveis sempre, para que se torne um estilo de vida saudável e não apenas uma dieta da moda. A reeducação alimentar consiste em mudar os hábitos, incluindo alimentos mais saudáveis e nas devidas quantidades. Isso varia de acordo com cada pessoa. É importante observar os gostos de cada um, para que a nova alimentação proporcione prazer em cada refeição", explica a profissional que destaca os alimentos que não podem ficar de fora do seu dia a dia:

5 Alimentos para um emagrecimento saudável
1 - Frutas: Banana, maçã, morango, pera ou qualquer outra fruta de sua preferência irá agregar vitaminas A, do complexo B, C e outros nutrientes que ajudam a manter o seu organismo saudável. Além disso, as frutas são ricas em fibras alimentares, que proporcionam saciedade, evitam a gula e favorecem um emagrecimento saudável. Experimente comer uma fruta 30 minutos antes da refeição principal (almoço ou jantar), assim também reduzirá a quantidade de comida ingerida.

2 - Verduras: As folhas (couve, espinafre, alface, por exemplo) devem sempre estar presente nas refeições ou lanches, além de fornecerem poderosos antioxidantes que protegem o nosso corpo e o mantém saudável, livre das enfermidades. Também são fontes de fibras que, não só proporcionam saciedade, mas beneficiam o trânsito intestinal, tornando-os saudáveis, funcionando de maneira correta e prevenindo a constipação.

3 - Linhaça: Um dos alimentos mais consumidos por quem deseja emagrecer ou seguir uma dieta saudável, a semente de linhaça é extremamente versátil e nutritiva. Rica em "gorduras boas", fibras e minerais como potássio, cálcio e ferro, o grão ajuda a manter o organismo em dia com a saúde, acelera o metabolismo e favorece o emagrecimento saudável. A linhaça pode ser acrescida em sucos, vitaminas, saladas e iogurtes.

4 - Chia: Com efeito desintoxicante, o pequeno grão é responsável por limpar o nosso organismo, eliminando as toxinas acumuladas durante o tempo. Além disso, durante o seu consumo, a chia proporciona saciedade, diminuindo o consumo de alimentos nas principais refeições. A semente é totalmente adaptável, seja em preparações doces ou salgadas, a chia acrescentará diversos benefícios à sua saúde.

5 - Aveia: A tradicional aveia não poderia estar fora da lista de alimentos que favorecem o emagrecimento, seja em forma de farinha ou em flocos, ela completará as suas refeições proporcionando saciedade, por ser altamente rica em fibras alimentares. A aveia também é responsável por fortalecer o sistema imunológico deixando o nosso corpo livre de doenças e bactérias e pode ser acrescida em frutas, vitaminas e saladas.
Evite alimentos industrializados para um emagrecimento saudável

Os alimentos industrializados não acrescentam nutrientes suficientes para uma reeducação alimentar, além de conterem diversos conservantes que podem prejudicar a saúde. Por isso, optar por produtos mais naturais possíveis só vai acrescentar substâncias que vão favorecer o emagrecimento.

NUTRIENTES IMPORTANTES À DEFESA DO ORGANISMO.

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Defensor do nosso organismo contra o ataque de todos os tipos de corpos estranhos, o sistema imunológico precisa estar devidamente "munido" contra esses invasores e, para isso acontecer, alguns nutrientes encontrados nos alimentos são indispensáveis para essa função protetora.

Vitaminas A, C e E: Esses complexos vitamínicos atuam como antioxidantes que protegem o sistema imunológico contra o ataque dos radicais livres. Os alimentos fontes desses nutrientes são essenciais, principalmente para pessoas da terceira idade.

Não é novidade que o corpo humano precisa seguir os mandamentos de uma alimentação balanceada para funcionar de forma saudável, mas, quando o assunto é imunidade, é ainda mais necessário dar um pouco mais de atenção às dietas mais eficazes. Defensor do nosso organismo contra todos os tipos de corpos estranhos, o sistema imunológico precisa estar devidamente "munido" contra esses invasores e, para isso acontecer, alguns nutrientes são indispensáveis para essa função protetora.

Segundo a nutricionista Adriana Ávila, a munição das nossas células de defesa passa, principalmente, por alimentos fontes em carboidratos, gorduras (ômega 3 e 6), proteínas (aminoácidos como a arginina e a glutamina), vitaminas A, C e E, além das bactérias benéficas, encontradas em probióticos. A especialista chama atenção para os exageros que também atrapalham o bom funcionamento do sistema imunológico:

"O que mais prejudica é que as pessoas fazem dietas muito rígidas para emagrecerem e o sistema imunológico fica vulnerável. Além disso, as pessoas em períodos mais frios, como o inverno, consomem fondue, vinho tinto e chocolate, que são mais calóricos e, nas refeições prévias ou imediatamente após o consumo desses produtos, pulam refeições importantes ou comem uma quantidade insuficiente, como uma única fruta, leite, iogurte ou salada 'para compensar' o exagero", destaca a nutricionista, enfatizando, também, a importância de manter o corpo sempre relaxado e descansado, para aproveitarmos melhor os benefícios de cada alimento.

"Além de comer da maneira certa, precisamos descansar, ter um sono reparador e gerenciar o estresse, pois o cansaço extremo e o psicológico podem afetar o sistema imunológico", encerra.

Nutrientes que blindam as defesas do corpo e onde achá-los:
Carboidratos: São as fonte de energia mais rápida e podem ser encontrados, de forma mais saudável, em batatas (doce, inglesa), mandioca, mandioquinha, inhame, cará, pães integrais, tapioca, entre outros.

Gorduras insaturadas: melhoram a resposta imune do organismo frente aos agressores - peixes com ômega 3 (sardinha, truta, linguado, atum, namorado, salmão), umas 2 a 3 vezes por semana; óleos vegetais como milho, soja, oliva, e oleaginosas (castanhas em geral, nozes, amêndoas).

Vitamina A: atua no desenvolvimento das células brancas do sangue (linfócitos) e como antioxidante, tendo efeito também protetor. Pode ser encontrada em frutas e vegetais de cores amareladas e alaranjadas, como abóbora, cenoura, manga, goiaba, em óleos de dendê e buriti, no fígado, gema de ovo, leite e seus derivados.

Vitamina C: é a vitamina da imunidade, suas fontes são as frutas ácidas como laranja, limão, maracujá, kiwi, acerola, morango, goiaba, entre outras.

Vitamina E: é um poderoso antioxidante, é encontrada em óleos vegetais como milho, soja, oliva e oleaginosas (castanhas em geral, nozes, amêndoas).

Probióticos: eles impedem a proliferação de organismos maléficos no organismo e aumentam os benéficos. São encontrados no leite fermentado, iogurtes ou suplementos em pó.

Arginina: aumenta a atividade dos linfócitos e macrófagos, e é facilmente encontrada nos queijos, iogurte, feijão, uva-passa, castanhas, nozes, avelãs, milho, cacau e aveia.

Glutamina: é quem fornece energia diretamente para as células do sistema imunológico. Está presente em alimentos como carnes, peixes, ovos, iogurte, leite, queijo, feijão, ervilha, repolho, beterraba, espinafre, couve, salsa.