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CHOCOLATE FUNCIONAL ALIA SABOR E BENEFÍCIOS.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015 0 comentários
Você já deve ter ouvido falar que o consumo de chocolate protege o coração e contribui para a melhora do humor. Mas, será que tudo isso é mesmo verdade? Como aproveitar, de fato, dos benefícios que este alimento pode oferecer?

A resposta para a última pergunta é: fazendo boas escolhas! Afinal, consumir aqueles chocolates mais populares (riscos em açúcares e gorduras) não oferece vantagens à saúde, mas, sim, riscos: ganho de peso; aumento do colesterol; diabetes; transtornos alimentares; entre outros.

É preciso saber, em primeiro lugar, que quando se fala em benefícios dos chocolates, eles se devem especialmente à presença de cacau. E é neste contexto que atualmente muito se fala sobre chocolate funcional.

Ana Luisa Vilela, médica nutróloga e especialista em emagrecimento de São Paulo, explica que a quantidade de cacau presente em um chocolate é o que ajuda a definir a funcionalidade deste alimento. “Quanto mais cacau no chocolate, mais saudável ele será”, diz.

Benefícios do cacau
A nutricionista funcional Helouse Odebrecht explica que os principais benefícios do cacau provêm de compostos chamados de polifenóis, que são produtos do metabolismo deste alimento que conferem benefícios à saúde. Dentre os quais podem ser citados:
Potente atividade antioxidante na prevenção de reações oxidavas ao corpo (como envelhecimento precoce, formação de placas de colesterol);
Proteção contra os danos ao DNA das células;
Propriedades anti-inflamatórias e anticancerígena;
Proteção cardíaca e vascular;
Propriedades antimicrobiana, antitrombótica, analgésica e vasodilatadora.

“Todas essas propriedades já comprovadas em estudos científicos”, ressalta a nutricionista.

Helouse comenta que o número de estudos sobre os polifenóis e benefícios presentes no cacau têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, principalmente com relação à saúde humana. “Alguns trabalhos mais recentes têm procurado prever o teor de polifenóis em produtos derivados do cacau, e como o seu processamento afeta a sua qualidade nutricional e valor de polifenóis. O chocolate é um desses produtos derivados do cacau. Estes estudos buscam apresentar os aspectos tecnológicos que influenciam o perfil dos compostos fenólicos, durante as etapas de processamento. Avaliam a destruição dos mesmos que estão naturalmente presentes nas sementes”, diz.

“As pesquisas apontam que o teor do composto nutricional do chocolate é destruído principalmente nas etapas realizadas para o desenvolvimento do sabor de chocolate, as quais favorecem a diminuição da adstrigência e do amargor”, acrescenta a nutricionista.

Dessa forma, explica Helouse, a produção de chocolate ao leite ou amargo, excluindo o chocolate branco, apresenta um enorme potencial para inovação tecnológica, visto a necessidade de manutenção destes compostos importantes para saúde, sem prejudicar o sabor. “As empresas que desejam fazer um chocolate de boa qualidade e que ainda preserve seus benefícios, devem estar antenadas nas pesquisas, estudos e inovações, para promover uma menor redução das propriedades funcionais do chocolate”, conclui.

9 GRAMAS DE CHOCOLATE AMARGO JÁ PROMOVE MUITOS BENEFÍCIOS À SAÚDE.

sábado, 28 de novembro de 2015 0 comentários
Por se tratar de um alimento apreciado no mundo todo, o chocolate vem sendo alvo de inúmeras pesquisas que comprovam benefícios a saúde quando se trata do chocolate amargo. Quanto mais cacau tem o chocolate, mais amargo é e menos açúcar e gordura ele tem. Benefícios cardiovasculares são os mais apontados pelos especialistas, porém, vantagens ligadas a memória, bem estar e prevenção a doenças também já foram relatados por estudos.

O coração é o órgão mais beneficiado pela ingestão do chocolate amargo. Seu consumo melhora o fluxo arterial e faz bem à saúde cardiovascular por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sanguíneos. Ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim). Cientistas da Universidade de Linkoping, na Suécia, descobriram que a versão amarga inibe uma enzima no organismo conhecida por elevar a pressão arterial. O resultado positivo é atribuído às catequinas e procianidinas, antioxidantes encontrados na iguaria.

O chocolate amargo também tem flavonoides, substância que protege o coração e diminui a inflamação dos vasos até mesmo no cérebro, além de dar mais energia e reduzir a ansiedade. Os especialistas afirmam que as pessoas devem consumir uma dose moderada de chocolate, cerca de 9 gramas por dia.

Os flavonoides também foram responsáveis pela melhora da capacidade cognitiva em pessoas mais idosas. Cientistas franceses acompanharam 1640 pessoas com média de idade de 77 anos durante uma década. Quem seguia uma dieta com alimentos ricos em flavonóides, caso do chocolate amargo, teve menor declínio das funções cognitivas.

Destacando a prevenção de doenças, um estudo da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, afirma que o chocolate pode ajudar a combater o câncer de intestino. Isso porque algumas moléculas presentes no cacau, chamadas de procianidinas, possuem propriedades antioxidantes, que serviriam para proteger as células das degenerações do tumor.

Quem não sente aquele prazer quando ingere chocolate? A sensação de bem-estar causada pelo chocolate encontra respaldo na ação da endorfina e da dopamina, relacionadas ao relaxamento. Cientistas afirmam que esse alimento aumenta a produção dessas substâncias tão importantes para o bem-estar nas pessoas.

Durante aquela fase da vida que a maioria das mulheres deseja que as coisas ocorram perfeitamente bem, o chocolate amargo também se mostrou importante e estudos apontam que o alimento ingerido durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão). Uma pesquisa da Universidade Yale, nos Estados Unidos, sugere que mulheres que saboreiam o chocolate ao menos cinco vezes por semana estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que a consomem menos de uma vez. O composto teobromina, encontrado principalmente nas variedades amargas e meio-amargas, pode ser o responsável pelo benefício.

CHÁ VERDE E CACAU PROTEGEM CONTRA COMPLICAÇÕES DO DIABETES.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 0 comentários
Os efeitos benéficos do chá verde e do cacau, como antioxidantes e anti-inflamatórios, têm sido bastante difundidos.

Pesquisadores brasileiros, coordenados pelo professor José Butori de Faria, nefrologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), estão descobrindo várias novidades nesta área.

Eles demonstraram que o cacau e o chá verde podem atuar também como coadjuvantes na prevenção ou no tratamento de complicações renais e de problemas da retina decorrentes do diabetes.

"Partimos da hipótese de que esses produtos poderiam ser benéficos por reduzir o estresse oxidativo e a inflamação e aumentar a taxa de óxido nítrico (NO), que é um vasodilatador cuja presença se encontra diminuída no quadro diabético. Então, estudamos separadamente os efeitos do chá verde, do cacau e de um doador de óxido nítrico. E constatamos benefícios reais tanto do chá verde quanto do cacau," explicou o professor José Butori.

A pesquisa já gerou 10 artigos científicos em revistas especializadas.

Nefropatia e retinopatia
A pesquisa utilizou modelos experimentais (camundongos e ratos) com diabetes induzido e culturas de células (de camundongos e humanas) expostas a alta concentração de glicose para mimetizar o diabetes.

Os estudos constataram que diversos mecanismos de lesão dos rins ou das retinas foram revertidos por meio do chá verde ou do cacau.

"Além de seu conhecido efeito antioxidante e anti-inflamatório, demonstramos, de forma rigorosa, que o chá verde faz diminuir a morte programada (apoptose) dos podócitos, as células que formam a barreira que restringe a passagem de proteínas do sangue para a urina. A passagem de albumina para a urina é a principal alteração renal do indivíduo diabético", informou o pesquisador.

Teobromina
Os efeitos benéficos tanto do chá verde quanto do cacau têm sido atribuídos à presença de polifenóis: no caso do chá verde, à epigalocatequina-galato, e, no caso do cacau, à epicatequina.

Mas os pesquisadores brasileiros demonstraram que essa hipótese estava incorreta, porque o cacau atuou de forma positiva mesmo quando eliminado o polifenol.

"Para investigar o efeito da epicatequina, utilizamos dois tipos de cacau. Um, rico na substância; outro, do qual a substância tinha sido retirada. E, a despeito do que supúnhamos, também este último apresentou efeito protetor contra as complicações associadas ao diabetes. Isso jamais havia sido descrito pela literatura especializada. Então, escrevemos um trabalho afirmando que a teobromina, que é uma metil-xantina, talvez fosse responsável pelo efeito. Posteriormente, foram publicados outros estudos corroborando nossa opinião", afirmou o professor José Butori.

ANTIOXIDANTES E NUTRIENTES DO CACAU.

segunda-feira, 21 de abril de 2014 0 comentários
Em 1753 o cientista sueco Carl Von Linnaeus – criador do sistema latino de categorização vegetal e animal - nomeou o gênero e espécie do cacaueiro de Theobroma cacao que, literalmente, significa: cacau, o alimento dos deuses. Justo como o chamavam os povos nativos da América Central pré-colombiana.

A amêndoa in natura do cacau é fonte dos seguintes nutrientes:

Magnésio: o cacau natural contém mais magnésio do que qualquer outro alimento. Magnésio é um dos grandes minerais alcalinos. Ele auxilia no funcionamento do coração, cérebro e sistema digestivo (combate a constipação digestiva). É também importante para o desenvolvimento da estrutura óssea. Provavelmente uma das primeiras razões para o desejo das mulheres durante o ciclo menstrual. O Magnésio contribui para o balanço químico do cérebro, construção óssea e é associado com o aumento da felicidade.

Mais de 80% dos povos americanos são cronicamente deficientes em magnésio! Cacau tem magnésio suficiente para reverter a ausência deste mineral.

Ferro: o cacau natural contém 314% da dosagem diária de ferro recomendada pelo governo americano (U.S RDA) em cada 28 gramas. O Ferro é criticamente necessário para alimentação., porque faz parte da molécula da proteína chamada hemoglobina, que complexa o oxigênio, mantendo nosso cérebro, organismo e sangue saudável.

Cromo: trata-se de um importante mineral que ajuda balancear o açúcar no sangue. Quase 80% dos americanos são deficientes neste oligoelemento. O cacau natural tem cromo suficiente para ajudar a reverter esta deficiência.

Anandamida (n-arachidonoylethanolamina): É uma endorfina que o corpo humano fabrica naturalmente após exercício físico. A Anandamida foi encontrada apenas em uma planta: no Cacau. Anandamida deriva da palavra “ananda” (estado de felicidade perfeita) e é conhecida como “the bliss chemical”, porque é liberada quando nos sentimos entusiasmados.

O Cacau contém enzimas inibidoras que diminuem a capacidade do organismo de quebrar a anandamida. Isso significa que, quando comemos cacau natural, a anandamida do cacau faz aumentar o tempo da sensação de felicidade.

Theobromina: o cacau natural contém cerca de 1% theobromina. Theobromina é uma substância bactericida, muito eficiente na eliminação do Streptococcus mutans, o principal organismo que provoca cáries dentárias. Theobromina é uma substância química parente da cafeína, mas que não é estimulante do sistema nervoso. A Theobromina dilata o sistema cardiovascular tornando o trabalho mais fácil para o coração. É uma das principais razões do porque o cacau é parte importante para dieta saudável do coração.

Antioxidantes: o cacau contém a maior concentração de antioxidantes que qualquer outro alimento natural do planeta terra. Estes incluem polifenóis antioxidantes, catequinas, e epicatequinas. Em peso, cacau tem mais antioxidantes do que o vinho tinto, mirtilos, açaí, romã, goji e combinados.

Pesquisadores da equipe do Dr. Chang Y. Lee (chairman of the Department of Food Science and Technology at Cornell University's New York State Agricultural Experiment Station in Geneva, N.Y.) concluíram que a amêndoa de cacau, entre todos os outros alimentos, é o líder em termos de compostos antioxidantes, com muitas vezes mais conteúdo que o vinho.
 
Cacau também contém os importantes micronutrientes
Manganês: o manganês ajuda o ferro na oxigenação do sangue e na formação da hemoglobina.
Zinco: o zinco desempenha um papel crítico no sistema imunológico, fígado, pâncreas e na pele. Adicionalmente, o zinco está envolvido em milhares de reações enzimáticas em todo o organismo.
Cobre: o cobre é encontrado naturalmente em plantas, associado com a vitamina C. No corpo humano, o cobre ajuda na formação saudável do sangue.
Vitamina C: Apenas o cacau natural, cru, contém vitamina C. Nem cozido ou processado o chocolate tem esta vitamina. Com 28 gramas de nibs de cacau se supre 21% da dosagem recomendada pela U.S. RDA de vitamina C.
Ácido graxo ômega 6: o cacau natural contém esse essencial ácido essencial. Todo o chocolate cozido e processado contém ômega 6 oxidado (gordura trans) que pode até causar reação inflamatória quando ingerido assiduamente.
Feniletilamina (PEA): é encontrado em abundância no cacau natural. É sensível ao calor, por isso se perde a Feniletilamina no cozimento e processamento industrial do chocolate. PEA é a substância que produzimos quando nos apaixonamos. Aparentemente, é uma das principais razões do porque o amor e o chocolate têm tão profunda conexão. A PEA também desempenha um papel importante no aumento da capacidade de atenção e concentração.
Serotonina: é o principal neurotransmissor do corpo humano. A Serotonina é similar na sua formula química ao triptofano e melatonina. A Serotonina nos ajuda a construir um “escudo de defesa contra estresse”.
Cacau contém cafeína?
Ao contrário da opinião popular, cacau é uma fonte pobre de cafeína. A amêndoa de cacau in natura contém algo em torno de vinte vezes menos cafeína do que o café.
Em fevereiro de 2008, o Dr. Gabriel Cousens descobriu, em testes clínicos com pessoas saudáveis, que o cacau natural não eleva o nível de açúcar no sangue, como ocorre com as bebidas contendo cafeína. Na verdade, o Dr. Cousens descobriu que o cacau natural interfere menos nos níveis de açúcar no sangue que qualquer outro alimento.
Cacau engorda?
Amêndoas de cacau natural contêm de 12% a 50% de gordura, dependendo da variedade e das condições de cultivo. Os nibs de cacau natural tem cerca de 40% de gordura. Não existem evidências de que o consumo de cacau natural propicia obesidade. Ao contrário, cacau natural é uma fonte de perda de peso devido ao seu extraordinário perfil nutricional, com minerais e moléculas que fazem modular o apetite.
Alergia?
Estudos recentes mostram que alergia a chocolate é muito raro. É mais comum encontrar pessoas com alergia a ingredientes derivados do leite, contidos no chocolate industrial. Algumas pessoas alérgicas ao chocolate cozido e processado com aditivos químicos não apresentam reação ao cacau natural.
 
Fonte: Doce Limão, Propriedades terapêuticas do Cacau Natural. Acesso em 21/04/2014.

CHOCOLATE RICO EM CACAU COMO PARTE DE UMA DIETA SAUDÁVEL.

quinta-feira, 17 de abril de 2014 1 comentários
Para quem não abre mão do tradicional chocolate, as opção mais recomendadas pelos nutricionistas são as que têm mais de 70% de cacau. “O que faz o chocolate ter a propriedade antioxidante, promover a liberação de endorfina e trazer a sensação de bem-estar é o cacau”, diz a nutricionista Mariele Marcato, do Hospital San Paolo. Por isso a maior porcentagem de cacau – e consequente menor porcentagem de açúcar e leite – é benéfica.
 
Uma orientação da nutricionista Cátia Medeiros, da Atual Nutrição, é optar por versões mais simples e não as trufadas ou recheadas. “Se a escolha não for pelo chocolate meio-amargo ou com 70% de cacau, que pelo menos seja um ao leite simples. Os recheios tendem a deixar o ovo ainda mais calórico.”
 
Entre os nutricionistas, o chocolate branco é visto como vilão. Isso porque em sua composição entra apenas a manteiga de cacau, um tipo de gordura saturada extraída do fruto. O cacau propriamente dito só aparece na composição dos chocolates escuros. “O chocolate branco é mais calórico, tem mais açúcar e mais gordura. Ele não apresenta os benefícios relacionados aos chocolates amargos ou meio-amargos”, explica Cátia.

Também existem no mercado ovos de Páscoa sem açúcar, sem glúten e sem lactose. Segundo os nutricionistas, essas opções são especialmente interessantes para pessoas que têm algum tipo de restrição alimentar, já que a presença desses ingredientes por si só não é considerada prejudicial. Produtos que anunciam conter mais fibras são bem-vindos, já que ajudam a reduzir a absorção da gordura pelo organismo.
 
Substitutos
O cacau também pode ser substituído por outro ingrediente de sabor semelhante e com propriedades nutricionais mais interessantes: a alfarroba. Trata-se de uma vagem cuja polpa é torrada e moída e serve como base para uma massa parecida com o chocolate. “A alfarroba tem mais fibras, boas quantidades de vitaminas e minerais e, quando comparado com o chocolate, tem menos açúcar e menos gordura”, diz Cátia. Atualmente, há opções de ovos de Páscoa feitos com esse material no mercado brasileiro.
 
De acordo com Eloisa Helena Orlandi, diretora de uma empresa que fabrica produtos com alfarroba, o açúcar natural dessa vagem é maior do que o açúcar presente no cacau, o que dispensa a inclusão de adoçantes na fabricação. O produto também não contém glúten, nem ingredientes de origem animal, como leite. O “chocolate” de alfarroba não tem os estimulantes presentes no chocolate tradicional, como a cafeína e a teobromina.

Segundo ela, a alfarroba não é um alimento de baixa caloria, mas é um pouco menos calórico do que o chocolate tradicional. Se uma barra de 25 gramas do chocolate ao leite tem de 125 a 130 kcal, o chocolate de alfarroba tem 116 kcal.
 
Para quem não se preocupa com as calorias extras, ovos de Páscoa de marzipã também são opções. Apesar de calórico, o marzipã traz os benefícios relacionados às amêndoas, seu principal ingrediente. As amêndoas têm propriedades capazes de reduzir o colesterol ruim e manter o colesterol bom, além de serem ricas em cálcio e ferro.

Limites
De acordo com os especialistas, um consumo saudável de chocolate não pode ultrapassar 30 gramas por dia, no caso dos adultos. É nessa quantidade que os benefícios do cacau são observados de forma mais intensa.

No caso das crianças, segundo a pediatra Denise Ramos de Andrade Bedoni, do Hospital Leforte, não é recomendado que menores de três anos consumam chocolate. A partir dessa idade, o consumo diário não deve ultrapassar o equivalente a um tablete pequeno. “Orientamos que os pais evitem o consumo precoce de chocolate, por ele ser potencialmente alergênico e calórico. Mas sabemos que, na Páscoa, tem criança que ganha até 10 ovos.”

Quanto ao melhor tipo de chocolate, vale para as crianças as mesmas orientações dadas para os adultos: a preferência deve ser pelos chocolates mais amargos e sem recheios. “As papilas da língua de uma criança pequena são puras, não têm nenhuma alteração viciosa de paladar que vão adquirir com a idade. Se estimula para alimentos muito doces, a criança vai tender a recusar alimentos que não são tão doces”, diz Denise.
 
Para evitar o exagero, uma dica é abrir um só ovo por vez e dividi-lo em pedaços pequenos, limitando o consumo diário. Não deixar todos os ovos à vista pode ser uma boa ideia para evitar a tentação de querer experimentar todos de uma vez.
 
Fonte: G1, Especialistas dão dicas para escolher ovos de Páscoa mais saudáveis. Dicas incluem chocolate com mais cacau e ingredientes como alfarroba. Em dieta saudável, limite diário de consumo de chocolate é de 30 gramas. Acesso em 17/04/2014.

CHOCOLATE: ANTIOXIDANTE E PROTETOR DO CORAÇÃO.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014 0 comentários
O chocolate pode proporcionar uma série de benefícios para o organismo. Porém, para que isso aconteça o alimento precisa contar com pelos menos 70% de pó de cacau em sua composição, ou seja, ser um chocolate amargo. Entre os pontos positivos do chocolate amargo destacam-se a diminuição de riscos de doenças cardiovasculares e de câncer. Além disso, o alimento protege o cérebro e pode contribuir para a diminuição do colesterol ruim e da pressão arterial. Todos esses benefícios ocorrem porque o chocolate amargo possui boas quantidades de pó de amêndoa de cacau que é rico em flavonoides.
 
Esta substância é um poderoso antioxidante e proporciona todos esses pontos positivos para a saúde. 
 
O cacau, fruto do qual é feito o chocolate, é originário das regiões tropicais da América do Sul e Central. O fruto era muito prestigiado entre os povos Maias e Astecas e foi levado para a Europa pelos espanhóis. Esses povos pré-colombianos utilizavam o cacau para produzir uma bebida que era grande fonte de energia. 
 
Para elaborar o chocolate é retirada a amêndoa que fica dentro do cacau. Ela é rica em flavonoides, ferro, zinco, entre outras substâncias nutritivas. Após alguns procedimentos, é extraída uma gordura dessa amêndoa, a manteiga de cacau, e o restante dela é moído. Antigamente, bastava pegar esse pó e misturá-lo a aromatizantes para fazer uma bebida, porém o resultado era muito amargo.
 
Então, o açúcar foi adicionado na receita, na época este adoçante ainda não era refinado e a manteiga de cacau, que é rica em gorduras poli-insaturadas, passou a ser retirada e depois recolada na preparação. Assim, o primeiro chocolate era composto basicamente por pó da amêndoa do cacau, manteiga de cacau e açúcar. 
Esta primeira combinação, apesar do açúcar, contém muitos pontos positivos. Isto porque o pó do cacau é rico em epicatequina, um tipo de flavonoide com forte ação antioxidante, e também contam com cromo, ferro, magnésio, fósforo, potássio e cafeína. Além disso, a manteiga de cacau conta com gorduras boas, as poli-insaturadas, que possuem um efeito protetor no organismo. 
Infelizmente, com o passar do tempo, muitos fabricantes de chocolate começaram a substituir a manteiga de cacau, que tem um preço elevado, por gorduras hidrogenadas, adicionaram mais açúcar, incluíram o leite e diminuíram o pó do cacau da receita. Assim, o alimento foi perdendo seus aspectos saudáveis.   
 
Atualmente há diversos tipos de chocolate, alguns que ainda mantém as características da produção original e outros que tiveram a receita modificada e por isso já não proporcionam benefícios. Conheça cada tipo de chocolate: 
Chocolate ao leite: Conta com pelo menos 25% de pó de cacau em sua composição, também possui leite, o que faz com que o alimento tenha colesterol e gordura saturada. Além disso, o doce possui muito açúcar e pode ter gorduras hidrogenadas. 
Chocolate meio amargo: Conta com pelo menos 40% de pó de cacau em sua composição. Possui menos leite e açúcar. As quantidade de pó de cacau ainda não são suficientes para proporcionar benefícios consideráveis à saúde. 
Chocolate amargo: Conta com pelo menos 70% de pó de cacau em sua composição. Este alimento não possui leite, e tem menos açúcar e gorduras. Quando consumido em quantidades moderadas, até 30 gramas por dia, pode proporcionar diversos benefícios para a saúde.  
Chocolate branco: Não possui pó de cacau em sua composição. É feito com a manteiga do cacau e o açúcar e, infelizmente, em muitos casos também leva boas quantidades de gorduras hidrogenadas. Trata-se da pior opção para a saúde. 

Nutrientes do chocolate amargo

Os flavonoides, especialmente a epicatequina, são as substâncias mais importantes do chocolate amargo. Elas estão presentes no pó da amêndoa do cacau e são um poderoso antioxidante, ou seja, agem combatendo os radicais livres presentes no organismo. 
 
Estes flavonoides irão diminuir os riscos de doenças cardiovasculares e de câncer, e podem baixar o colesterol ruim, LDL, e a pressão arterial. Eles também contribuem para diminuir as chances de derrames, melhoram a pele e protegem o cérebro. 
Este chocolate conta com cafeína que é um estimulante do sistema nervoso central, melhorando a concentração e energia. Ela também tem um efeito termogênico, contribuindo para a perda de peso. 
 
O alimento também possui boas quantidades de magnésio, importante para o bom funcionamento dos nervos e músculos e que ajuda a evitar a formação de pedra nos rins e vesícula. O ferro está presente no chocolate amargo e é importante para evitar a anemia. O alimento também conta com fibras, substância que contribui para melhorar o transito intestinal. 
 

NutrientesChocolate amargo - 30 gChocolate meio amargo - 30 gChocolate ao leite - 30 gChocolate branco - 30 g
Calorias179 calorias164 calorias160 calorias162 calorias
Proteínas2.34 g1.4 g2.3 g1.76 g
Gorduras totais 12.79 g 9.4 g8.9 g9.6 g
Carboidratos 13.77 g18.3517.8 g17.7 g
Açúcar total 7.2 g14.3 g 15.4 g17.7 g
Fibras 3.3 g2.1 g1 g 0.1 g
Cálcio 22 mg17 mg57 mg60 mg
Ferro 3.57 mg2.4 mg0.7 mg0.07 mg
Magnésio 68 mg44 mg19 mg4 mg
Fósforo 92 mg62 mg62 mg53 mg
Potássio 214 mg168 mg112 mg86 mg
Sódio 6 mg7 mg24 mg27 mg
Zinco 0.99 mg 0.6 mg0.69 mg0.22 mg
Vitamina K 2.2 mcg2.4 mcg1.7 mcg2.7 mcg
Cafeína 24 mg13 mg6 mg0
Gordura saturada 7.3 g5 g5.5 g5.8 g
Gorduras monoinsaturadas 3.8 g2.8 g2.1 g2.7 g
Gorduras poli-insaturadas 0.37 g0.3 g0.4 g 0.3 g
Gorduras trans 0.009 g0.034 g00
Colesterol 1 mg2 mg7 mg6 mg
Fonte: Tabela do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. 
 
Confira qual a porcentagem do Valor Diário* de alguns nutrientes que a porção recomendada de chocolate amargo, 30 gramas, carrega: 
  • 33% de gorduras saturadas
  • 26% de magnésio
  • 25,5% de ferro
  • 23,3% de gorduras totais
  • 13,2% de fibras
  • 13,2% fósforo
  • 4,7% de proteínas.
*Valores Diários de referência para adultos com base em uma dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seu valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas. 
 
Observe que apesar de possuir mais calorias, o chocolate amargo tem menos açúcar do que os demais. Quando comparados com o chocolate amargo, a versão meio amarga conta com o dobro de açúcar, 7 gramas a mais, o ao leite possui 8 gramas de açúcar a mais e o branco tem 10 gramas a mais. 
 
Benefícios comprovados do chocolate amargo
Protege o sistema cardiovascular: O flavonoide epicatequina do chocolate amargo, que também é encontrado no chá verde, estimula o aumento do bom colesterol, HDL, e a diminuição do ruim, LDL. O colesterol ruim pode oxidar, entupir o vaso sanguíneo e levar a problemas no coração. Além disso, os flavonoides ajudam a dilatar as artérias, permitindo melhor circulação do sangue.  
 
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Monash, em Melbourne, na Austrália, com duas mil pessoas, observou que o consumo de chocolate amargo com pelo menos 70% de cacau ajuda a prevenir infarto e a reduzir riscos de pacientes com problemas cardiovasculares. É importante ressaltar que este benefício só ocorre quando o chocolate é inserido em uma dieta balanceada. 

Controla o colesterol: O flavonoide epicatequina do chocolate amargo ajuda a aumentar o bom colesterol, HDL, e a diminuir o colesterol ruim, LDL.
Reduz a pressão arterial: Os flavonoides presentes no chocolate ajudam a promover a dilatação das artéria, diminuindo a resistência arterial, o que contribui para a melhora da pressão arterial. Uma análise de 20 estudos, pesquisas que reuniram no total mais de 850 participantes, feita pelo Cochrane (grupo internacional avaliador de pesquisas) observou que comer chocolate amargo ajuda a diminuir a pressão arterial.
 
Diminui o risco de câncer: O chocolate amargo possui boas quantidade de flavonoides que são poderosos antioxidantes. O câncer tem relação com a oxidação do DNA, a oxidação excessiva aumenta o risco da doença. Como os flavonoides agem impedindo uma parte dessa oxidação, eles acabam evitando o risco de câncer.
O chocolate amargo protege o coração.
 
Protege a pele: A radiação ultravioleta aumenta as oxidações das células da pele. Como os flavonoides do chocolate amargo possuem forte ação antioxidante, eles irão proteger um pouco a pele contra essa radiação.

Um estudo realizado pela Universidade de Laval em Quebec, no Canadá, feito com 60 mulheres, observou que o consumo de chocolate amargo ajuda a suportar altas doces de radiação solar na pele.  
Proporciona sensação de bem estar: O chocolate é fonte de triptofano, este aminoácido é precursor da serotonina, hormônio responsável pelo prazer. Além disso, o alimento possui neurotransmissores que estão relacionados com o relaxamento e redução da ansiedade. 
 
Protege o cérebro: Por conter os flavonoides que possuem ação antioxidante, o chocolate amargo diminui o excesso de oxidação no cérebro e pode prevenir doenças degenerativas como o Alzheimer.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Toronto no Canadá, mostrou que consumir chocolate amargo ajuda a diminuir os riscos de ter um acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa envolveu diversos estudos em conjunto e um deles foi feito com 45 mil voluntários.  
 
Ação antioxidante: A forte ação antioxidante dos flavonoides presentes no chocolate amargo agem combatendo os radicais livres e assim proporcionam benefícios para todo o organismo. Além de diminuir o risco de câncer e problemas cardiovasculares, eles também evitam o envelhecimento celular. 


Benefício polêmico do chocolate amargo
Ajuda a emagrecer: Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chung Hsing em Taiwan observou que os ácidos fenólicos presentes no cacau podem aumentar a produção do hormônio leptina que aumenta a sensação de saciedade.

Além disso, o chocolate conta com a cafeína que tem uma ação termogênica, ou seja, acelera o metabolismo e assim ajuda a queimar calorias. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, constatou que pessoas saudáveis que praticavam exercícios físicos e comiam chocolate cerca de duas vezes por semana tendiam a ter o índice de massa corpórea menor do que aqueles que se exercitavam e comiam chocolate com menos frequência.

É importante ressaltar que este benefício só pode ocorrer quando o alimento é inserido em uma dieta balanceada. Mesmo assim, alguns especialistas da saúde acreditam que o chocolate amargo não contribui com a
perda de peso porque apesar de conter essas substâncias benéficas, ele também possui altas quantidade de açúcar.
Quantidade recomendada de chocolate amargo

A quantidade recomendada de chocolate amargo é 30 gramas por dia, mais do que isso pode ser problemático já que o alimento é muito calórico.
Como consumir o chocolate amargo

O chocolate amargo pode ser consumido puro, mas também é interessante prepará-lo com frutas, especialmente as vermelhas e roxas. Isto porque elas possuem forte ação antioxidante e em conjunto com o chocolate, podem ajudar a potencializar os benefícios do doce.

Evite consumir o chocolate amargo com o leite ou outras fontes de cálcio, pois o oxalato presente no cacau inibe a absorção do cálcio.
Compare o chocolate com outros alimentos

Quando comparamos o principal elemento que compõe o chocolate amargo, o cacau, com outras frutas que também são utilizadas para elaborar doces saudáveis, o cacau leva algumas vantagens.

Com relação ao coco cru, o cacau possui 420 vezes menos gorduras do que o coco. Além disso, ele conta com os flavonoides que são poderosos antioxidantes e o coco não possui essa substância. Já o cupuaçu conta com uma proteína de maior valor biológico do que a do cacau. Porém, assim como o coco, ele não possui os flavonoides do cacau
 

Nutrientes Cacau cru - 100 gramas Coco cru - 100 gramas Cupuaçu cru - 100 gramas
Calorias 74 calorias 406 calorias 49 calorias
Proteínas 1 g3,7 g1,2 g
Lipídeos 0,1 g42 g 1 g
Carboidratos 19,4 g 10,4 g10,4 g
Fibra alimentar 2,2 g5,4 g3,1 g
Cálcio 12 mg6 mg13 mg
Magnésio 25 mg 51 mg18 mg
Manganês 0,04 mg1 mg0,07 mg
Fósforo 9 mg118 mg21 mg
Ferro 0,3 mg 1,8 mg 0,5 mg
Sódio 1 mg15 mg3 mg
Potássio 72 mg354 mg331 mg
Cobre 0,15 mg 0,45 mg 0,07 mg
Zinco 0,6 mg 0,9 mg 0,3 mg
Vitamina C 13,6 mg 2,5 mg24,5 mg
Fonte: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos - TACO, 2011. 

Combinando o chocolate amargo
Chocolate + outros antioxidantes: Incluir na sua dieta outros alimentos antioxidantes além do chocolate amargo é bom para a saúde. Isto porque o doce é muito calórico e por isso não pode ser a única fonte de antioxidantes, já que não pode ser consumido em grandes quantidades. Inclua frutas, especialmente as vermelhas e roxas, na dieta e chás também são boas opções, o chá verde possui o mesmo flavonoide que o cacau. Dessa forma é possível obter boas quantidades de antioxidantes e menos calorias.

Chocolate + banana: Ambos os alimentos são fontes de triptofano que é precursor da serotonina, hormônio responsável pelo prazer. Assim, essa combinação é certeira para proporcionar a sensação de bem-estar.
Contraindicações

O chocolate amargo não é recomendado para pessoas portadoras de diabetes. Apesar de ele conter flavonoides que devido à ação antioxidante melhoram a sensibilidade à insulina, o alimento também conta com boas quantidades de açúcar. Isto pode elevar os níveis de glicose e desencadear uma crise.

Pessoas com obesidade e alergia ao cacau também devem evitar o chocolate amargo. Quem tem alergia ou intolerância à lactose precisa checar se o alimento realmente não possui esta substância.

Não há uma relação comprovada entre o consumo de chocolate e a acne. Isto irá depender de cada pessoa, alguns indivíduos podem desenvolver acne após o consumo de um alimento mais oleoso, como o chocolate.
Riscos do consumo excessivo

O principal problema do consumo excessivo de chocolate amargo é o ganho de peso. Além disso, as grandes quantidade de açúcar podem também aumentar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue e aumentar o risco de diabetes.

O excesso do chocolate ainda pode causar dor de cabeça, pois possui aminas vasoativas que podem provocar a dilatação das veias cerebrais. O excesso de chocolate também pode aumentar a propensão a cálculos renais porque o alimento é rico em oxalato.


Fonte: Minha Vida, acesso em 24/02/2014.