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IMPORTÂNCIA DO SELÊNIO NO COMBATE A INFECÇÕES.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017 0 comentários
Estima-se que mundialmente mais de 2 bilhões de pessoas tenham alguma carência de vitaminas e/ou minerais (Johnston, Fanzo e Cogill, 2014). O selênio é um mineral importante para a produção do hormônio T3, para cognição, imunidade, fertilidade e prevenção do câncer (Fairweather-Tait et al., 2011). Disfunções imunes e câncer vem sendo associadas com deficiências modestas de selênio e alteração na experessão de enzimas antioxidantes dependentes de selênio como a glutationa peroxidase.

A quantidade de selênio nos alimentos depende da quantidade do solo e do acúmulo de selênio nos tecidos animais. A recomendação diária para adultos fica entre 25 e 100 mcg (Hurst et al., 2013), com uma média de 60 mcg/dia para homens e 53 mcg/dia para mulheres. Para crianças até os 6 meses de vida recomenda-se 15 mcg de selênio/dia; entre 7 meses a 3 anos a recomendação é de 20 mcg/dia; 30 mcg entre os 4 e 8 anos e 40 mcg entre 9 e 13 anos. A dose máxima recomendada a partir dos 14 anos é de 400 mcg/dia. Para bebês a dose máxima é de 45 mcg. Para crianças a dosagem máxima fica entre 60 e 150 mcg/dia dependendo da faixa etária.


Durante invecções virais há aumento na produção de radicais livres por fagócitos e síntese de oxido nítrico indutível (Molteni et al., 2014). O estresse oxidativo aumenta a severidade das infecções quando há carência de selênio pois há uma menor produção de antioxidantes (Huang, Rose e Hoffmann, 2012; (Steinbrenner et al., 2015). A suplementação de 200 mcg/dia vem sendo recomendada por alguns autores para a redução da virulência e aumento da imunidade, inclusive no tratamento do Ebola, da tuberculose e HIV (Joy et al, 2014). Apesar de nesta quantidade o consumo de selênio parecer seguro, o acompanhamento médico e nutricional durante a suplementação é fundamental já que doses aumentadas de selênio podem surtir efeitos proinflamatórios (Rosenberg, 2012).

Em pacientes críticos a suplementação de selênio via enteral ou parenteral não tem conseguido reduzir a mortalidade (Woth, 2014). Mesmo assim, como pode reduzir infecções a suplementação sozinha ou acompanhada de outros antioxidantes é recomendada por alguns pesquisadores (Andrews, 2011; Manzanares, 2011; Valenta, 2011; Heyland, 2013).

O alimento mais rico em selênio é a castanha do Brasi: 95 mcg de selênio por castanh. Seu consumo excessivo poder ocasionar selenose (toxicidade por selênio). Os sintomas da selenose incluem queda de cabelos, fadiga e fraqueza das unhas. O excesso de selênio também parece promover resistência à insulina aumentando o risco de diabetes tipo 2 (Steinbrenner et al., 2011). 

MICROONDAS E RISCOS DE ÓLEO VEGETAIS.

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GARANTA NÍVEIS ADEQUADOS DE VITAMINA D.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017 0 comentários
Quer garantir um bom nível de vitamina D no seu corpo e ter ossos sempre saudáveis, prontos para o ótimo desempenho em treinos e provas? A receita é bem simples: tome sol, alimente-se adequadamente e pratique exercícios físicos.

Sol, alimentação adequada e exercícios físicos garantem boa saúde dos ossos (Foto: Getty Images)

Sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo
Segundo a nutricionista Cristiane Perroni, especialista do EU ATLETA, a vitamina D ou colecalciferol é uma vitamina lipossolúvel, obtida principalmente através da luz solar (90% é sintetizada na pele humana pela radiação UV-B) e de fontes dietéticas (10%). Ao contrário do que muitos pensam, com medo do câncer de pele, o sol é fundamental para a saúde e o funcionamento do corpo. Através dele, o organismo obtém a vitamina D, que melhora a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos, junto com a atividade física.

- Na dieta, poucos alimentos são fontes de vitamina D: óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo, fígado, manteiga, peixes como arenque, salmão, cavala e, em menor quantidade, sardinha e atum - afirmou Cristiane.

FUNÇÕES IMPORTANTES
De acordo com a nutricionista, a ingestão diária recomendada de vitamina D para indivíduos de 1 a 70 anos é de 400 UI/dia, e acima de 70 anos é de 600 UI/dia.



- Promove a absorção de cálcio e fósforo pelo intestino;
- Regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos;
- Atua nas funções musculares, cardíacas e neurológicas;
- Importante para a secreção de insulina e para o sistema imunológico;
- Combate a enxaqueca, a tensão pré-menstrual e ajuda a emagrecer.

SINTOMAS DA CARÊNCIA
Estudos apontam que a vitamina D pode ajudar no tratamento de doenças reumáticas, autoimunes, diabetes e alguns tipos de câncer. A deficiência da vitamina pode precipitar ou aumentar a osteoporose e osteomalácea (defeito na mineralização do osso) em adultos, e provocar raquitismo em crianças. Não costumam se manifestar sintomas em adultos, exceto por uma eventual dor, cansaço ou falta de equilíbrio.

- Diminuição do cálcio e do fósforo no sangue;
- Fraqueza muscular;
- Tetania;
- Moleira aberta após o primeiro ano do bebê;
- Irritabilidade, inquietação, anorexia e suor excessivo nas crianças;
- Osteoporose nos idosos;
- Raquitismo;
- Osteomalácea;
- Pernas tortas.

RECOMENDAÇÕES
Os indivíduos com maior propensão a desenvolver doenças relacionadas à falta de vitamina D no organismo são os bebês pré-maturos, as crianças e os idosos que não têm uma boa alimentação e não pegam sol com frequência.

Para aumentar os níveis de vitamina D, é indicada a exposição ao sol de braços e pernas antes das 10 horas da manhã, durante 15 a 20 minutos, três vezes por semana, sem protetor solar, pois fatores de proteção acima de 8 já impedem a produção do nutriente pela pele, segundo Cristiane Perroni. Indivíduos com pele mais escura têm capacidade reduzida de sintetizar a vitamina D e por isso devem se expôr ao sol com mais frequência. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia defende que pessoas com pele muito clara, que têm maior risco de câncer de pele, sempre usem protetor solar e, apenas três vezes por semana, tomem sol, mas só nos braços. Segundo a entidade, essa exposição já é suficiente para um aporte adequado de vitamina D.

*Antes de qualquer mudança na sua alimentação, consulte um nutricionista. 

Fonte: Eu Atleta.


Dr. Barakat 4 PILARES DA VIDA SAUDÁVEL.

domingo, 26 de fevereiro de 2017 0 comentários

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO.

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O hormônio do crescimento é um hormônio formado por um peptídeo de cadeia simples e secretado por uma glândula, pequena como um grão de feijão localizada na parte inferior do cérebro, chamada hipófise.
Como o nome diz, esse hormônio é absolutamente essencial para proporcionar o crescimento físico e a deficiência em sua produção é responsável pelos casos de nanismo, isto é, pela estatura muito baixa de algumas pessoas

O hormônio do crescimento continua sendo secretado na idade adulta após a parada do crescimento, implicando em importantes funções metabólicas do GH nesta fase da vida. Entre os 18 e 25 anos há uma queda exponencial na média de secreção de GH, com queda nos níveis de IGF -1. Aos 60 anos, quase todas as pessoas tem taxa de secreção diária de GH baixíssimas.

Sua liberação no organismo ocorre principalmente à noite, em pulsos, nas primeiras horas de sono, desta forma não é difícil entender porque uma noite bem dormida liberaria uma descarga de GH no organismo. Outra situação que estimula a liberação deste hormônio é a prática de atividade física, principalmente a anaeróbica, na qual, a liberação de ácido láctico estimula a liberação deste hormônio, assim como de testosterona.

Uma situação que suprime o GH é a liberação de insulina, estes hormônios são contra – reguladores, isto quer dizer que quando um se eleva, o outro diminui tendo em vista que a insulina diminui o açúcar no sangue e o GH eleva. Assim, excesso de carboidratos principalmente na forma simples, despeja “rios’’ glicose em nossa corrente sanguínea, o que libera INSULINA e diminui a produção de GH.

Assim, estas três situações diminuem a liberação de GH:
Não dormir adequadamente
Não praticar atividades físicas
Comer carboidratos em excesso ao longo do dia com pouca proteína

SOMATOPAUSA: ocorre por um declínio exponencial na secreção de GH, o qual leva à deterioração da composição corporal ao longo do envelhecimento já que além de nos fazer crescer ao fim da adolescência, este hormônio tem a importante função de renovação, reparação de tecidos corpóreos e produção de colágeno

Consequências da deficiência de GH em adultos
Embora os sintomas sejam inespecíficos,os sinais são relevantes e podem levar a problemas que que resultem na redução do tempo de vida. Independente da época de início da deficiência os indivíduos sofrem uma gama de anormalidades metabólicas, de composição corporal e funcionais.

Sintomas:
Diminuição da vitalidade e energia
Diminuição da mobilidade física
Humor deprimido
Labilidade emocional
Ansiedade
Distúrbios da função sexual
Isolamento social

Sinais:
1- Alterações da composição corporal:
Redução da massa magra
Aumento da massa gorda
Aumento de gordura visceral
Redução da água corporal
Redução da densidade óssea

2- Diminuição da força

3- Aumento do IMC

4- Aumento da relação cintura quadril

5- Perfil lipídico anormal:
Aumento do colesterol total
Aumento do LDL
Redução do HDL

6- Aumento do fibrinogênio – fator de coagulação envolvido em eventos tromboembólicos
Nas pessoas adultas com deficiência de GH, a reposição desse hormônio induz :
Aumento da energia
Melhora do bem-estar físico
Aumento da massa muscular de forma gradual e sem exageros, caso se use doses fisiológicas
Reduz o peso corporal com redistribuição da gordura abdominal
Melhora o raciocínio, a concentração e a memória
Melhora a qualidade do sono
Melhora os parâmetros cardiovasculares
Melhora o perfil lipídico
Melhora a qualidade de vide
Aumenta a densidade mineral óssea

Fonte: Livro Fisiologia e Fisiopatologia do Hormônio do Crescimento

Indicações:
A administração de GH a adultos deve obedecer a uma indicação clínica precisa, somada ao déficit laboratorial e físico.
Além disto outros parâmetros laboratoriais e de imagem devem ser analisados para ser usado com segurança.
Somente sob orientação médica o uso terapêutico do GH pode ser benéfico e seguro.
Os riscos do tratamento são bastante raros quando o GH é prescrito em doses fisiológicas e se bem indicado.

Contra indicações:
Doença maligna ativa
Hipertensão intracraniana
Insuficiência cardíaca severa
Retinopatia diabética
Gravidez

Efeitos colaterais: em geral visto em doses supra fisiológicas.
Edema e dor articular
Intolerância a glicose e resistência a insulina
Síndrome do túnel do carpo
Crescimento de extremidades

Hormônio do Crescimento e Sistema Imune:
De maneira inversa, no mesmo tempo que recebíamos o alento quanto ao poderoso aliado, foi iniciada a especulação de que o GH deflagraria o aparecimento de cânceres, ou ainda favoreceria o aumento na velocidade daqueles pré-existentes, porém, em doses fisiológicas o que ocorre é provavelmente o contrário. Durante toda a nossa vida ocorre um constante embate entre o nosso sistema imunológico e células que perdem o senso proliferativo normal, assumindo postura cancerígena ou mais exatamente, iniciando um processo de replicação celular sem controle. Há algum tempo temos conhecimento da existência de células do sistema imunológico, matadoras naturais (Natural Killer-NK), as quais eliminam células iniciantes do processo tumoral e alguns trabalhos científicos demonstram que o GH tem relação com a boa performance das células NK como visto nos artigos abaixo:
Exogenous growth hormone treatment alters body composition and increases natural killer cell activity in women with impaired endogenous growth hormone secretion. Douglas M. Crist, Glenn T.
Lymphocyte subset distribution and natural killer activity in growth hormone deficiency before and during short-term treatment with growth hormone releasing hormone. W. Kiess, S. Malozowski, M. Gelato, O. Butenand, H. Doerr, B. Crisp, E. Eisl, A. Maluish, B.H Belohradsky.
Growth hormone, lymphocytes and macrophages. Keith W. Kelley.

GH e Colesterol
Três estudos relacionados abaixo indicam que o tratamento com o hormônio de crescimento melhora o perfil lipídico sérico, reduzindo o colesterol total e LDL, o mau colesterol. Dois dos estudos também indicam que o perfil do HDL melhora após alguns meses de tratamento. Um dos estudos, realizado pelos pesquisadores do Departamento de Endocrinologia da University Hospital, em Malmo, Suécia e publicado no Clinical Endocrinology (Oxford), concluiu que o perfil lipídico dos 31 pacientes tratados melhorou, com a redução do LDL-colesterol no soro acompanhado de uma melhoria significativa da razão LDL/HDL e do HDL-colesterol após 12 meses de tratamento.

Veja os estudos:
“Effects of recombinant human growth hormone on serum lipid in aged male patients with chronic heart failure.” De um grupo chinês que usou GH humano recombinante no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca crônica (ICC), e concluiu que o GH influencia o metabolismo dos lipídeos, reduz o nível de LDL-Colesterol, e Colesterol Total (TC). No entanto GH não tem efeitos sobre o HDL-Colesterol e nível de triglicerídeos (TG).

“The effects of GH replacement therapy on cardiac morphology and function, exercise capacity and serum lipids in elderly patients with GH deficiency”. Dos pesquisadores do Departamento de Endocrinologia da University Hospital, Malmo, Suécia.

“The effect of recombinant human GH replacement therapy on lipoprotein(a) and other lipid parameters in adults with acquired GH deficiency: results of a double-blind and placebo-controlled trial.” Este estudo publicado por pesquisadores alemães do Departmento de Gastroenterologia e Endocrinologia, da Georg-August-University, em Göttingen, Alemanha, mostra um efeito desfavorável da terapia de substituição com GH humano recombinante nos níveis séricos da Lp(a), que é, contrabalanceada por um efeito favorável do GH no colesterol total (CT), LDL-C e nas razões CT/LDL-C e LDL-C/HDL-C.


Um estudo indica a terapia com hormônio de crescimento (GH) para Doença de Crohn

A doença de Crohn é uma desordem inflamatória crônica do intestino. Em um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Pediatria do Hospital da North Shore University e da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, avaliou-se a administração do hormônio de crescimento (somatropina), bem como uma dieta rica em proteínas na melhora dos sintomas da doença.

Para isto, foram distribuídos aleatoriamente a 37 adultos com Doença de Crohn ativa moderada a grave, quatro meses de injeções de hormônio de crescimento auto-administráveis (dose de ataque de 5 mg por dia, por via subcutânea durante uma semana, seguido por uma dose de manutenção de 1,5 mg por dia) ou placebo. Todos os pacientes foram instruídos a aumentar a sua ingestão de proteínas em pelo menos 2 g por quilograma de peso do corpo por dia. Os pacientes continuaram a ser tratados pelos seus médicos habituais e receber outros medicamentos para a doença de Crohn. A meta primária dos cientistas foi a redução na pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn ao término dos quatro meses do experimento. Os escores podem variar de 0 a 600, com escores mais altos indicando maior atividade da doença.

No início do experimento, a média de pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn foi um pouco maior entre os 19 pacientes do grupo que tomou o hormônio de crescimento do que entre os 18 pacientes do grupo placebo. Ao final dos quatro meses, a pontuação do Índice de Atividade da Doença de Crohn havia diminuído em média de 143 pontos no grupo tratado com o hormônio de crescimento, em comparação com uma diminuição de apenas 19 pontos no grupo tratado com placebo. Este estudo sugere que o hormônio do crescimento pode ser um tratamento benéfico para pacientes com a Doença de Crohn.

Fonte: A PRELIMINARY STUDY OF GROWTH HORMONE THERAPY FOR CROHN’S DISEASE


GH e Cognição
Dados recentes indicam que a terapia com hormônio do crescimento pode ter um papel na melhoria da função cognitiva. Terapia de substituição de GH em animais experimentais e humanos neutraliza disfunções relacionadas com a aprendizagem e a memória. Esta hormônio poderia interagir com receptores específicos localizados em áreas do sistema nervoso central que são associados a memória e aprendizagem. Acredita-se que o GH esteja envolvido na plasticidade sináptica, o que altera a capacidade cognitiva. GH também tem um efeito protetor no sistema nervoso central, tal como visto em em doentes com lesão medular. Os dados coletados a partir de modelos animais demonstram que o GH pode também estimular a neurogênese.
Fonte: Nature Reviews Endocrinology 9, 357-365 (June 2013) | doi:10.1038/nrendo.2013.78 Growth hormone and cognitive function Fred Nyberg & Mathias Hallberg

Gh e Obesidade
A obesidade tornou-se um dos problemas médicos mais comuns em países desenvolvidos, e esta doença está associada a alta incidência de hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2 e câncer específicos. O GH estimula a produção do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IgF1) na maioria dos tecidos, e em conjunto GH e IgF1 exercem potentes ações coletivas em gorduras, proteínas e o metabolismo da glicose. Os ensaios clínicos para avaliar os efeitos de tratamento com GH em pacientes com obesidade mostraram reduções consistentes na massa total do tecido adiposo, em particular abdominal e viscerais . Além disso, os estudos em pacientes com obesidade abdominal demonstraram um efeito marcante da terapia GH sobre a composição corporal e em lipídios e glicemia. Portanto, a administração de GH humano recombinante ou a ativação da produção de GH endógeno tem um grande potencial para tratamento de obesidade e suas disfunções metabólicas No entanto, o uso clínico de GH tem controvérsias , por conta de dados conflitantes sobre os seus efeitos sobre a glicemia. Esta revisão fornece uma introdução ao papel do GH na obesidade e resume os dados clínicos e pré que descrevem como GH pode influenciar o estado obeso.

Nature Reviews Endocrinology 9, 346-356 (June 2013) | doi:10.1038/nrendo.2013.64 The GH/IGF-1 axis in obesity: pathophysiology and therapeutic considerations Darlene E. Berryman, Camilla A. M. Glad, Edward O. List & Gudmundur Johannsson

O GH causa câncer?
A capacidade do GH, através do seu peptídeo mediador IGF-1, para influenciar regulação do crescimento celular tem sido o foco de muito interesse nos últimos anos. Nesta revisão, vamos explorar a associação entre GH e câncer. Dados experimentais disponíveis apoiam a sugestão de que o status do GH/IGF-1 pode influenciar o crescimento de tecidos neoplásicos. Extensos dados epidemiológicos existentes também suportam uma ligação entre o status do GH/IGF-1 e risco de câncer. Estudos epidemiológicos de pacientes com acromegalia indicam um risco aumentado de câncer colorretal, embora o risco de outros cânceres não esteja provado e um estudo de longo prazo no acompanhamento de crianças deficientes em GH, tratadas com GH hipofisário indicou um risco aumentado de câncer colorretal. Por outro lado, estudos extensivos dos resultados da reposição de GH em sobreviventes de câncer infantil não mostram evidências de novos cânceres e estudos de vigilância mais recentes de crianças e adultos tratados com GH revelaram nenhum aumento observado no risco de câncer. No entanto, dada a evidência experimental que indica que o GH/IGF-1 fornece um ambiente anti-apoptótico que possam favorecer a sobrevivência de células geneticamente danificadas, em observação de longo prazo é necessária; ao longo de muitos anos, até mesmo uma sutil alteração no meio ambiente nessa direção, apesar de não induzir o câncer, pode resultar na aceleração da carcinogênese.

Finalmente, mesmo que a terapia GH/IGF-1 não resultar em um pequeno aumento no risco de câncer em comparação com pacientes não tratados com deficiência de GH, é provável que o risco eventual será o mesmo que a população em geral. Esta restauração à normalidade terá de ser equilibrado com a morbidade conhecido de deficiência de GH não tratada

Fonte: Does growth hormone cause cancer?


Gh e o Mito do Câncer
Quando se fala em hormônio de crescimento (GH) sempre o associamos, de forma quase automática, ao aparecimento de cânceres. Apesar de haver um certo respaldo neste medo, que culturalmente vem se propagando, a literatura atual nos tranquiliza sobre este risco. Sobre o polêmico tema, a revista Oncotarget, na sua edição de novembro, publicou um artigo. O trabalho compilou diversos estudos em que foi usado GH. Obviamente que a prescrição do hormônio obedeceu os critérios diagnósticos vigentes e apenas aqueles com deficiência comprovada receberam o hormônio, totalizando mais de 11 mil pessoas. Surpreendentemente (ou não) os resultados foram no sentido oposto ao senso comum e ao que é veiculado pela mídia leiga. O uso de GH em pessoas com deficiência, reduziu de forma significativa o surgimento de cânceres.
Conclusão: “Our study suggests that growth hormone replacement therapy could reduce risk of cancer in adult with growth hormone deficiency.”
TEXTO: Dr Sávio Cardoso
Referência:
Li Z, et al. Growth Hormone replacement therapy reduces risk of cancer in adult with growth hormone deficiency: A meta-analysis. Oncotarget. (2016)
Gh, produção de colágeno e cicatrização de feridas

Green e col. (1985) afirmaram que o hormônio de crescimento estimula a formação de tecido por 2 mecanismos: um direto que leva a diferenciação de células precursoras e um mecanismo indireto, mediado pelo aumento do IGF-I, que estimula a proliferação celular por mecanismos autócrinos e parácrinos. Segundo estes autores o GH é capaz de influenciar o metabolismo dos fibroblastos levando a aumento da síntese da matriz, incluíndo os colágenos tipo I e III. Hollander e col. (1984) e Skottner e col. (1990)concluíram que o GH atua na fase inflamatória do processo cicatricial, por aumentar a produção dos fatores de crescimento ou sinergicamente sobre os fatores que atuam nessa fase. Rasmussen e col. (1992) observaram que em pacientes portadores de úlcera venosa crônica de perna, o hormônio do crescimento estimulou a cicatrização, demonstrado pela elevação do propeptídeo do colágeno tipo I e do colágeno tipo III12. Segundo Haukipuro e col. (1990) os propeptídeos dos colágenos I e III refletem a produção local dos colágenos tipo I e III. Vance (1990) sugeriu que o GH atuaria no fígado e em outros tecidos estimulando a produção do fator de crescimento “like”insulina (IGF-I) o qual é responsável por promover os efeitos de crescimento do GH

REFERÊNCIA: O HORMÔNIO DE CRESCIMENTO E A CONCENTRAÇÃO DE COLÁGENO NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS DE RATOS Maria de Lourdes Pessole

Outras Referências:









Effects of human GH in men over 60 years old.


POR QUE GOSTAMOS TANTO DE CHOCOLATE?

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1905HKNImage captionPaixão por chocolate pode estar relacionada ao leite materno

Por que gostamos tanto de chocolate?
A resposta pode parecer simples - porque tem um "gosto bom". Mas vai além disso. Tem a ver com uma determinada relação entre gorduras e carboidratos, a que somos apresentados logo no início de nossas vidas.

Os amantes de chocolate dificilmente abrem um tablete e conseguem se contentar em comer apenas um quadradinho - acabam devorando a barra inteira. E isso também acontece com outros alimentos.

Mas o que faz com que a gente ache algumas comidas irresistíveis? E que características o chocolate compartilha com outros alimentos que simplesmente não conseguimos dizer "não"?

'Limonada e fruta do conde'
O chocolate é feito a partir de grãos de cacau, cultivados e consumidos nas Américas há milhares de anos.

Os Maias e Astecas criaram uma bebida de cacau chamada xocolatl, que significa "água amarga". Isso porque, in natura, os grãos de cacau são bastante amargos.

Para chegar ao grão, primeiro você precisa tirar a casca grossa do cacau, liberando uma polpa de sabor tropical intenso - com gosto entre a limonada e a fruta do conde. Conhecida como baba de cacau, é doce, ácida e muito pegajosa.

Os grãos e a polpa são colocados para fermentar durante vários dias, antes de serem secos e torrados.

Ao serem torrados, liberam uma variedade de compostos químicos, incluindo o ácido 3-metil-butanoico, que por si só tem um odor rançoso, e o dimetil trissulfeto, com cheiro de repolho cozido em excesso.

A combinação dessas e outras moléculas de aroma cria uma assinatura química única que os nossos cérebros adoram.ISTOCK Adição de açúcar e gordura levou o cacau a se tornar irresistível

Mas os cheiros e as memórias felizes da juventude que esses odores provocam são apenas parte da atração do chocolate.

O chocolate contém uma série de substâncias químicas psicoativas interessantes, que incluem a anandamida, um neurotransmissor cujo nome vem do sânscrito - "ananda", que significa "alegria, felicidade, prazer". As anandamidas estimulam o cérebro da mesma forma que a cannabis.

Ele também contém tiramina e feniletilamina, ambas com efeitos semelhantes às anfetaminas.

Além disso, você vai encontrar pequenos vestígios de teobromina e cafeína, conhecidos estimulantes.

Por algum tempo, alguns cientistas de alimentos ficaram entusiasmados com a descoberta. Mas, embora o chocolate contenha essas substâncias, sabemos agora que são apenas alguns traços.

Açúcares mais gorduras
Então, o que mais o chocolate tem?

Ele também tem uma viscosidade cremosa. Quando você tira da embalagem e coloca um pedaço na boca sem morder, você vai notar que ele rapidamente derrete na língua, deixando uma sensação prolongada de suavidade.

Receptores em nossas línguas detectam essa mudança de textura, que, então, estimula os sentimentos de prazer.

Mas o que realmente levou o cacau - uma bebida amarga e aquosa - a se transformar no doce que adoramos hoje, foi a adição de açúcar e gordura.

O acréscimo da quantidade certa de cada um desses elementos é crucial para a apreciação do chocolate. Observe uma embalagem de chocolate ao leite e você vai perceber que ele normalmente contém cerca de 20-25% de gordura e 40-50% de açúcar.THINKSTOCK Leite materno é composto por 4% de gorduras e 8% de açúcares

Na natureza, tais níveis elevados de açúcar e gordura são raramente encontrados - pelo menos juntos.

Você pode obter açúcares naturais de frutas e raízes, e há muita gordura em nozes ou no salmão, por exemplo. Mas um dos poucos lugares onde você vai encontrar ambos é no leite.

O leite materno humano é particularmente rico em açúcares naturais, principalmente lactose. É composto por cerca de 4% de gorduras e 8% de açúcares. O leite em pó, que também é usado na alimentação de bebês, contém uma proporção semelhante de gorduras em relação a açúcares.

Essa proporção, 1g de gordura para 2g de açúcar, é a mesma relação que você encontra no chocolate ao leite. E em biscoitos, donuts, no sorvete...Na verdade, essa proporção em particular está presente em muitos alimentos a que não resistimos.

Então, por que você ama chocolate?
Por uma série de razões. Mas também pode ser porque esteja tentando resgatar o gosto e a sensação de proximidade que temos em relação ao primeiro alimento que já experimentamos: o leite materno humano.

Fonte: BBC.

POR QUE 10 PORÇÕES DE FRUTAS, VERDURAS E LEGUMES PARA VIVER MAIS.

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ISTOCK Segundo pesquisadores, ingestão de frutas, verduras e legumes poderia evitar até 7,8 milhões de mortes prematuras

Comer 10 porções por dia de frutas, legumes e verduras pode nos fazer viver mais, revela uma nova pesquisa.

Segundo os cientistas da Universidade Imperial College London, no Reino Unido, o consumo diário desses alimentos evitaria até 7,8 milhões de mortes prematuras.

Eles também identificaram frutas, legumes e verduras específicos que reduzem o risco de câncer e doenças cardíacas.

O levantamento mostrou que até pequenas quantidades já garantem benefício para a saúde, mas quanto mais, melhor.

Uma porção equivale a 80 gramas de frutas, legumes ou verduras ─ uma banana pequena, uma pera ou três colheres de chá de espinafre ou ervilhas.

As conclusões foram obtidas a partir de dados de 95 estudos diferentes, que analisaram os hábitos alimentares de 2 milhões de pessoas no Reino Unido.

A pesquisa mostrou, por exemplo, que a incidência de câncer é menor em quem come verduras verdes (espinafre); amarelas (pimentões) e crucíferas (couve-flor e repolho).

Já quem se alimenta de maçãs, peras, frutas cítricas, saladas, folhas verdes (rúcula) ou verduras crucíferas tem menor chance de desenvolver doenças cardíacas ou derrames.

Os resultados, publicados na revista científica Journal of Epidemiology, também apontaram os riscos de uma morte antecipada.

Na comparação com um dieta sem frutas, verduras e legumes, o estudo mostrou que:
Comer 200 gramas de frutas, verduras e legumes reduz o risco de doenças cardiovasculares em 13% e 800 gramas, 28%
Comer 200 gramas de frutas, verduras e legumes reduz o risco de câncer em 4%, e 800 gramas, 13%
Comer 200 gramas de frutas, verduras e legumes reduz o risco de morte prematura em 15%, e 800 gramas, 31%THINKSTOCK Incidência de câncer e de outra doenças é menor em pessoas que comem mais frutas, verduras e legumes

No entanto, os pesquisadores ressalvam não saber se comer ainda mais porções de frutas, verduras e legumes pode trazer mais benefícios para a saúde já que não há dados suficientes para analisar essa hipótese.

Um dos cientistas envolvidos no estudo, Dagfinn Aune, destacou as vantagens da ingestão diária desses alimentos.THINKSTOCK 9 em cada 10 brasileiros consomem menos de 400 gramas de frutas, verduras e legumes por dia, quantidade recomendada pela OMS

"Frutas, verduras e legumes reduzem os níveis de colesterol e pressão arterial, além de incrementar a saúde dos nossos vasos sanguíneos e do nosso sistema imunológico".

"Talvez isso seja devido à complexa rede de nutrientes que esses alimentos têm".

"Por exemplo, eles contêm muitos antioxidantes, que podem reduzir o dano ao DNA e levar à redução do risco de câncer".

No entanto, muitas pessoas não comem nem cinco porções de frutas, verduras e legumes (400 gramas), quantidade recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

No Brasil, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nove em cada dez brasileiros consomem menos do que o indicado.THINKSTOCK Cientistas acreditam que benefícios de frutas, verduras e legumes estão associados à complexa rede de nutrientes

Aune diz que as descobertas não mudam a recomendação dos especialistas.

"Nossas descobertas mostram claramente que devemos comer cinco porções de frutas, verduras e legumes por dia. Na verdade, há inclusive mais benefícios se você consumir mais do que isso".

Alison Tedstone, nutricionista-chefe da Public Health England, departamento de saúde do Reino Unido, afirmou que "a meta de consumo de cinco porções por dia é a fundação para uma dieta balanceada e saudável e uma maneira realizável para ajudar a prevenir um número de doenças".

"Enquanto consumir mais de cinco porções de frutas, legumes e verduras por dia é desejável...aumentar a pressão para ingerir mais desses alimentos cria uma expectativa irrealista".THINKSTOCK Folhas verdes reduzem o risco de desenvolver câncer, diz estudo

Nem todos os 95 estudos que serviram de base para o levantamento foram analisados de modo a serem verificados outros aspectos do cotidiano dos participantes, como os níveis de atividade física, que pode ter um papel no prolongamento da vida.

No entanto, Aune diz que as conclusões são "muito robustas".

Fonte: BBC.

CÉLULAS DE GORDURA AFETAM ÓRGÃOS DISTANTES E AS FUNÇÕES.

sábado, 25 de fevereiro de 2017 0 comentários
Gordura abdominal euatleta (Foto: Istock getty images)Células do tecido adiposo afetam órgãos distantes de suas funções, diz estudo (Foto: Istock Getty Images)
Um estudo divulgado recentemente pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que as células do tecido adiposo possuem a propriedade de se comunicar com outros órgãos mais distantes no corpo. Isso é feito através do envio de pequenas moléculas que controlam a atividade dos genes em outras partes do corpo.

Essa nova via de comunicação indica que talvez as células de gordura desempenhem um papel muito maior na regulação do metabolismo do que se pensava anteriormente. Também pode significar avanços em tratamentos para doenças como diabetes e obesidade. Há muito tempo os cientistas sabem que a gordura está associada a diversos processos de doença, mas eles não compreendiam completamente como o tecido gorduroso é capaz de afetar órgãos distantes e suas funções. 

Agora já se começa a entender um pouco mais como isso ocorre. Durante o estudo, destacaram-se moléculas conhecidas como microRNAs. São pequenos RNAs (ácido ribonucleico), ou seja, pequenos fragmentos de material genético, que são capazes de regular a atividade de diversos genes no genoma humano.

Essas moléculas ajudam a controlar a expressão de genes e como consequência a produção de proteínas em todo o corpo. A grande novidade desse estudo foi demonstrar que eles são capazes de "viajar" através de vesículas transportadoras (exossomos) pela corrente sanguínea, influenciando outros locais mesmo distantes. Os altos níveis de alguns microRNAs parecem estar associados ao desenvolvimento de obesidade, câncer, diabetes e doenças cardiovasculares.

Este novo estudo vai fornecer esclarecimentos sobre novas vias de comunicação tecidual e indicar possíveis alvos de terapias para emagrecimento e combate à síndrome metabólica

Para entender como os microRNAs funcionam na gordura, uma equipe de pesquisadores liderada por Thomas Thomou, pesquisador de diabetes no Joslin Diabetes Center e Harvard Medical School, em Boston, estudou uma linhagem geneticamente modificada de camundongos em que as células de gordura não tinham uma enzima de processamento de microRNAs. 


Estes animais tinham menos tecido adiposo, e eles não processavam a glicose tão eficazmente quanto os animais sem a modificação. Identificaram também que a maioria dessas moléculas circulantes na corrente sanguínea eram originadas no tecido adiposo. Assim, os microRNAs parecem ser moléculas fundamentais para o controle do metabolismo. 

Fonte: Eu Atleta.

9 SUGESTÕES DE PROTEÍNAS PARA TODAS AS REFEIÇÕES.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017 0 comentários
Acrescentar um pouco de proteína a qualquer refeição pode ajudar a matar a sua fome e mantê-lo saciado, o que por sua vez pode ajudar a evitar a compulsão alimentar ou lanches inapropriados ao longo do dia.

Comer proteínas é também essencial para a saúde das células, assim como a síntese e recuperação muscular. No entanto, há um limite para a quantidade deste nutriente que seu corpo pode usar em determinado momento de uma vez só, e de quanto você precisa para se sentir completo, diz Douglas Paddon-Jones, professor de nutrição e metabolismo na University of Texas Medical Branch.

“A não ser que seus níveis de atividade física sejam realmente altos, você não vai ter muitos benefícios comendo mais de 30 gramas de proteína em uma refeição”, diz ele. Ao mesmo tempo, o seu corpo é um tanto ineficiente para guardar a proteína para uso posterior, explica o professor.

Estes fatos não se encaixam com os hábitos de consumo de proteína médio da população. “Se você for ver como a maioria das pessoas costumam comer proteínas, é muito pouca ou nenhuma durante o café da manhã, e em seguida, no jantar se consome a maior parte da proteína do seu dia em uma grande porção.”

Um plano melhor para comer proteínas é espalhe sua cota do nutriente mais uniformemente ao longo do dia. “O ideal seria as pessoas comerem mais durante a parte da manhã, e diminuir a porção à noite, quando se entupir com um monte de energia não vai te trazer muitos benefícios”, diz Paddon-Jones.

Abaixo, ele e outros especialistas em nutrição vão explicar algumas formas inteligentes para comer proteínas de forma equilibrada em cada refeição do seu dia.

Café da Manhã
Ovos (6 gramas de proteína por ovo): Eles podem não ser um alimento novo para o seu café da manhã, mas Paddon-Jones diz que os ovos são uma fonte completa de aminoácidos essenciais e uma forma saudável para comer proteínas em sua refeição matinal. Se você está preocupado com o colesterol, não deveria. As evidências científicas mais recentes sugerem que o colesterol nos ovos, incluindo a gema, não devem ser uma preocupação, mesmo se você está comendo um ovo por dia (ou dois, alguns dias por semana).
Iogurte grego (17 gramas por recipiente): “Eu sou um grande fã de iogurte grego”, diz Paddon-Jones. Outros especialistas concordam. Não há dúvidas de que iogurte grego é uma grande fonte de proteínas e aminoácidos essenciais. Todas as variedades são cheias de proteínas. Certas pesquisas sugerem que o iogurte grego normal pode ser melhor para a sua cintura do que os tipos de baixa ou nenhuma gordura, pois o de teor de gordura normal é melhor para a sensação de saciedade e tem tendência para conter menos açúcar e outros aditivos.
Leite de soja (8 gramas por copo): Se você pretende limitar ou eliminar o consumo de alimentos de origem animal, a soja é uma das poucas fontes vegetais do conjunto completo de aminoácidos essenciais, diz Toby Smithson, nutricionista e porta-voz da American Academy of Nutrition and Dietetics. Adicionar leite de soja em seu shake matinal, café ou chá é uma maneira fácil de injetar comer proteínas saudáveis em sua primeira refeição do dia.

Almoço
Quinoa (8 gramas por copo): A quinoa é uma fonte vegetal completa de aminoácidos essenciais. Especialmente em comparação com os grãos mais populares que a maioria das pessoas costumam consumir como o trigo, milho e arroz, a quinoa tem uma quantidade de proteínas esmagadoramente maior, concluiu um estudo publicado no Journal of the Science of Food and Agriculture. Adicione um pouco à sua salada ou misture um pouco na sopa para comer proteínas saudáveis em seu almoço.
Amêndoas e nozes (3,5 gramas por colher de sopa): Smithson afirma que nozes são fontes de proteína sólidas, e uma boa aposta para adicionar ao seu almoço. Pesquisas já ligaram o consumo de nozes à redução de taxas de doenças cardíacas, câncer e diabetes tipo 2. Polvilhe algumas amêndoas ou nozes em sua salada no almoço, elas podem trazer uma crocância delicioso além de fornecer proteínas e gorduras saudáveis.
Sementes (4,5 gramas por porção de 30 gramas): Cânhamo, chia e linhaça são fontes saudáveis de proteína, diz Smithson. Adicionadas a saladas, batidas ou polvilhadas em receitas, elas facilmente aumentam o teor de proteínas de sua refeição do meio do dia. As sementes também podem fazer parte do seu lanche da tarde, como uma salada de frutas ou um iogurte grego polvilhados com sementes.

Jantar
Feijão (40 gramas por copo): Do preto ao carioca, suas opções são muitas, e todas são boas fontes de proteína, diz Winston Craig, emérito professor de nutrição da Michigan’s Andrews University. Craig realizou uma pesquisa sobre dietas veganas, e afirma que combinar feijão com grãos integrais é uma maneira fácil de fornecer ao seu corpo os aminoácidos de proteínas essenciais de que necessita sem a necessidade de uma peça de carne ou produtos lácteos. Que tal um prato do nosso tradicional e delicioso feijão com arroz (integral, claro) agora, hein?
Tofu (20 gramas por copo): Pelas mesmas razões de que o leite de soja é uma das melhores formas de comer proteínas saudáveis na hora do café, o tofu, que é basicamente cubos de leite de soja coalhados, é uma adição valiosa do nutriente ao seu prato, diz Smithson. Há algumas questões remanescentes relativas a possíveis ligações de soja a tumores e câncer, mas a maioria dos especialistas acreditam que não há muito com o que se preocupar, e muito mais a desejar quando se trata de soja.
Peixe (34 gramas por porção de 170 gramas): Carne, aves e peixe são para a cozinha basicamente o sinônimo de “proteína” – principalmente para os não vegetarianso. Mas muitos de nós ainda optamos por carne ou frango, em vez dos diversos tipos de peixes que temos à disposição. Considerando-se as inúmeras pesquisas ligando a dieta mediterrânea a baixas taxas de muitas doenças crônicas, uma porção de peixe fornece ótima quantidade de proteína de forma saudável a qualquer cardápio de jantar.

Como você costuma comer proteínas durante o seu dia a dia e como as divide em suas refeições diárias? Quais são suas fontes preferidas deste nutriente? Comente abaixo!

ALIMENTAÇÃO ADEQUADA NA SÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 0 comentários
A Síndrome do Ovário Policístico, também conhecida pela sigla SOP, é um distúrbio endócrino que provoca a alteração dos níveis hormonais, levando à formação de cistos nos ovários fazendo-os aumentar de tamanho. Atinge cerca de 7 a 20% das mulheres, sendo a alteração hormonal mais comum durante a idade fértil.

É uma doença caracterizada por menstruação irregular, menor freqüência de ovulação e dificuldade para engravidar. O distúrbio ainda favorece o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e obesidade. Quando há excesso de hormônios masculinos, os sinais observados são: crescimento anormal de pelos (baixo ventre, seios, queixo e buço), aumento da oleosidade da pele e aparecimento de espinhas e cravos, queda de cabelos, aumento do peso, manchas na pele, principalmente nas axilas e atrás do pescoço.

Sua causa ainda não está totalmente esclarecida, mas parece que a interação de fatores genéticos e ambientais provocam o aparecimento dos sintomas clássicos. uma origem genética e estudos indicam uma possível ligação entre a doença e a resistência à ação da insulina.

O diagnóstico costuma ser feito pelo ginecologista após avaliação clínica, bioquímica e de imagem. Em geral, são solicitadas dosagens de hormônios como FSH, LH, estradiol, TSH, S-DHE, testosterona total, 17-OH progesterona (entre o 2º e 3º dias do ciclo menstrual), curva de insulina associada à curva de glicemia e ultrassom pélvico.

O tratamento depende do caso e pode envolver o uso de anticoncepcionais, implantes que protegem os ovários contra a formação dos microcistos e mudanças no estilo de vida para redução da insulina, do estresse oxidativo e da inflamação corporal.

Outra causa para o desenvolvimento da doença é o grande geração de agentes de glicação avançada (AGEs). Tais agentes constituem uma grande variedade de moléculas formadas a partir de interações aminocarbonilo, de natureza não enzimática, entre açúcares redutores ou lipídeos oxidados e proteínas, aminofosfolipídeos ou ácidos nucléicos (Barbosa et al., 2009). Uma dieta rica em frango grelhado é comumente adotada em regimes de emagrecimento. Contudo, alimentos de origem animal submetidos a altas temperaturas são grandes fontes de AGEs (Uribarri et al., 2015), aumentando o rico de inflamação, resistência à insulina, SOP e obesidade (Diamantini-Kandarakis et al., 2007). Por isto, evite frituras e não abuse de grelhados, churrascos e outras carnes preparadas em altas temperaturas. Prefira cozinhar em água ou no vapor. Aumente ainda o consumo de vegetais variados, coloridos e frescos, nozes, sementes e castanhas ricos em antioxidantes e substâncias antiinflamatórias (Scheijen et al., 2016; Uribarri & He, 2015).

Uma dieta com pouco AGE e a restrição de carnes a uma vez por semana e queijos a duas vezes por semana reduziu a inflamação em apenas 2 meses (Tantalaki et al., 2014). Vale a pena comer de forma mais saudável! Arroz branco, pão branco, doces e outros carboidratos de alto índice glicêmico devem ser substituídos por carboidratos de baixo índice glicêmico e gorduras boas, como as monoinsaturadas, do azeite, e as do tipo ômega-3, da linhaça e peixes de água fria (Muscogiuri & Palomba, 2015; Perelmen et al., 2016). Outro gerador importante de AGEs é o cigarro (Cerami et al., 1997). Se você fuma busque um tratamento para parar deixar de vez este hábito que traz tanto prejuízo à saúde. Por fim, ache um tempo em sua agenda para a atividade física. Assim, o tratamento fica mais rápido e eficiente (Sweatt et al., 2015).

ESTUDO REVELA QUE OBESIDADE E DEPRESSÃO EM JOVENS MULHERES PODEM ESTAR ASSOCIADAS.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017 0 comentários
Foto: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Um estudo coordenado pela nutricionista e pós-graduanda Natalia Altoé, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina (FM) da USP, analisou dados de jovens pertencentes a diferentes países para avaliar a prevalência de sintomas depressivos e excesso de peso em adolescentes. Os resultados, que foram apresentados em maio, sugerem que mulheres são mais propensas a desenvolver ambos quadros simultaneamente.

A investigação foi realizada a partir de informações da Global School-based Student Health Survey (GSHS), uma pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) entre 2003 e 2008 que coletou dados de 88.587 adolescentes de 18 países em desenvolvimento, todos com idades entre 11 e 17 anos.

Para identificar os jovens que apresentam sobrepeso ou obesidade, Natalia calculou o Índice de Massa Corporal (IMC) dos participantes. Depois, para reconhecer possíveis sintomas de depressão, cruzou os resultados obtidos com informações do questionário de Saúde Mental respondido pelos adolescentes.

Segundo ela, a primeira análise foi feita dividindo as informações de acordo com cada país estudado, sem estratificar os participantes por sexo. “Nesse primeiro momento, os resultados mostraram pouca associação entre os dois fatores”, diz. “Mas, quando a gente separou [por sexo], vimos que era nítido que o masculino não apresentava [essa associação] e que o feminino sim.” Ela conta que quando a mesma avaliação foi feita sem dividir os adolescentes por país, a relação entre peso e sintomas de depressão no sexo feminino também estava presente.

“A princípio, a gente esperava encontrar associação em alguns países e outros não”, afirma Natalia. “Existem lugares nos quais ser uma pessoa mais ‘cheinha’ é uma forma de proteção, e existem países nos quais a cultura da magreza é mais forte. A gente pensou nessa possibilidade, mas não foi assim.” De acordo com ela, como a maioria apresentou resultados semelhantes separadamente e a associação se mostrou presente quando foram avaliados juntos, o estudo sugere que, no caso das mulheres, a relação entre obesidade e depressão independe dos contextos socioculturais específicos de cada país.

Uma pesquisa divulgada em 2012 pela OMS estima que 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão e que, em 2030, ela será o mal mais prevalente do planeta, à frente do câncer e de algumas doenças infecciosas. O estudo ainda revela que mulheres são 50% mais propensas a desenvolver o transtorno.

Natalia diz que, com os resultados de sua investigação, ainda não é possível apontar uma causa específica para esse fato. Ela cita que algumas pesquisas comprovam a existência de distúrbios neurobiológicos que podem levar ao desenvolvimento de um quadro depressivo em pessoas obesas, especialmente no sexo feminino. No entanto, para ela, a existência dos dois fatores relacionados também está ligada a uma cultura global de pressão estética. “A gente percebe pelo nosso dia a dia que essa pressão é muito mais presente nas mulheres. [As pessoas] tentam estabelecer um padrão de beleza que deve ser seguido, sendo que cada um tem seu biotipo”, adiciona.

A pesquisadora ressalta também que a associação entre os dois quadros é uma via dupla: é possível que tanto a obesidade leve à depressão quanto o oposto aconteça. “A gente come também por questões emocionais”, diz. “A comida gera prazer, então às vezes, quando a gente está insatisfeito com alguma coisa, nós buscamos nela uma sensação boa. Não é errado nem anormal, todo mundo faz isso. O problema é se vira um hábito, como quando você está insatisfeito com várias coisas e desconta na comida sempre.”

Segundo Natalia, compreender a relação entre o emocional e o ganho de peso é importante no tratamento de ambas condições, e foi isso que motivou sua pesquisa. Ela acredita que, tendo uma mente mais saudável, o paciente pode conquistar um corpo mais equilibrado — assim como controlando o peso ele também pode beneficiar seu emocional.

Fonte: Usp.

RECEITAS DE SHAKE PROTEICO.

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Shake protéico de banana e whey protein
Ingredientes
2000 ml de leite de amêndoas
1 banana congelada
02 scoops (30g) de whey protein isolado 
1 col. (chá) de cacau em pó
1 col. (chá) de café
1 castanha  do Pará
gelo a gosto, stevia
Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Sirva gelado.

Shake protéico de morango e whey protein
Ingredientes
2000 ml de leite desnatado
8 morangos congelados 
1 col. (sopa) de whey protein hidrolisado
1 colher de sopa de linhaça
gelo a gosto, stevia
Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Sirva gelado.

Shake protéico de abacate e whey protein
Ingredientes
2000 ml de leite de coco
2 col. de sopa de abacate
02 scoops (30g) de whey protein isolado sabor chocolate
gelo a gosto
Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Sirva gelado.

Shake protéico de abacate e whey protein
Ingredientes
2000 ml de leite de amêndoas
1 manga pequena congelada
02 scoops (30g) de whey protein isolado
1 col. de sopa de coco ralado
1 col. de sopa de aveia
1 col. de chá de café solúvel
gelo a gosto, stevia
Modo de fazer: Bata todos os ingredientes no liquidificador. Sirva gelado.



Qual é seu shake preferido? Conte pra gente!!!


Fonte: Greice Caroline Baggio Simioni CRN 10107D.

DOENÇAS CAUSADAS PELA MÁ ALIMENTAÇÃO INFANTIL.

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Muitos problemas que prejudicam o desenvolvimento das crianças são decorrentes de doenças causadas pela má alimentação. Além de dificultar o progresso físico e mental, elas devem ser evitadas porque comprometem não apenas a infância, mas a adolescência e a fase adulta.

Alimentos processados e industrializados, como biscoitos recheados, salgadinhos e batata frita oferecem energia, mas não são ricos em vitaminas e minerais, necessários para a saúde humana. Os açúcares, conservantes artificiais e gorduras são grandes causadores de anemia, diabetes, obesidade e hipertensão.Complicações que surgem pela alimentação errada podem comprometer toda a vida. Foto: iStock, Getty Images

Dieta contra doenças causadas pela má alimentação
As doenças causadas pela má alimentação durante a infância podem ser evitadas através de uma dieta que inclua legumes e frutas, permitindo um crescimento com saúde.

Anemia
Crianças podem se tornar anêmicas principalmente por falta de ferro no organismo. A falta de outros minerais também pode ocasionar a doença, que se caracteriza pela redução da hemoglobina, uma substância presente nos glóbulos vermelhos do sangue. É ela que permite o transporte do oxigênio dos pulmões para o restante do organismo.

A anemia se apresenta através de tonturas, dor de cabeça, palidez, desânimo, cansaço, falta de ar, perda de apetite, sono excessivo, palpitações, tristeza e falta de concentração.

Diabetes
A diabetes é uma das doenças causadas pela má alimentação que compromete o futuro das crianças. Ela se caracteriza por uma alteração na produção de insulina, um hormônio do pâncreas. A doença cria uma resistência à ação desse hormônio pelo organismo. A insulina é o que transforma a glicose do açúcar em energia.

É através da alimentação que se torna possível combater a diabetes. O aleitamento materno é fundamental, já que os componentes do leite infantil artificial são recheados de suplementos e açúcares.

Além disso, evitar alimentos industrializados e com altos teores de açúcar e gordura, equilibrando a alimentação das crianças permite um desenvolvimento mais saudável.
Hipertensão é uma das doenças causadas pela má alimentação

Uma das doenças causadas pela má alimentação infantil é a hipertensão. Os hábitos saudáveis são a principal forma de prevenir esse problema. Através de uma dieta que esteja repleta de vegetais e frutas, associada à prática regular de exercícios físicos, é possível manter o peso ideal para a idade e evitar a obesidade infantil, principal causadora da doença.

Se não for tratada adequadamente, a hipertensão pode provocar infartos, aneurisma, problemas nos rins e acidente vascular cerebral (AVC). Estimular práticas de atividades ao ar livre, reduzir hábitos sedentários e preparar alimentos livres de muita gordura e açúcar são os principais meios de combate à doença.

Obesidade infantil
Entre as doenças causadas pela má alimentação da criança, a obesidade é a principal e mais perigosa. Capaz de causar de outros problemas como diabetes, hipertensão e colesterol alto, ela é identificada quando a criança está 15% acima do peso ideal para sua faixa etária.

O tratamento para essa doença é bastante lento e requer acompanhamento nutricional e familiar, incentivando hábitos saudáveis e o consumo de frutas e legumes. No Brasil, muitas crianças também são sedentárias, o que aumenta as chances de se tornar obesa e dificulta o tratamento posterior.

Fonte: Doutissima.