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COMPONENTES PRESENTES NOS VEGETAIS CRUCÍFEROS TÊM EFEITO ANTIOXIDANTE AÇÃO CONTRA O CÂNCER.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018 0 comentários
Couve-manteiga, mostarda, couve-flor, couve de Bruxelas, rúcula, acelga, agrião, rabanete e brócolis são alimentos bastante conhecidos e estão presentes na dieta da maioria dos brasileiros. Pertencentes à família Brassicaceae, esses vegetais recebem o nome de crucíferos por possuírem o formato de cruz na superfície das folhas, e chamam a atenção pelo alto valor nutricional, com destaque para a presença de teores significativos de vitamina C, magnésio, cálcio, ferro e carotenoides com efeito antioxidante, além de possuírem baixo teor calórico. Os crucíferos também possuem componentes que podem ajudar a prevenir alguns tipos de câncer, a exemplo de mama, pulmão, próstata e estômago.

O pesquisador Marc Riedl, da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, descobriu que o sulforafano, composto encontrado nos vegetais crucíferos, desencadeia o aumento de enzimas antioxidantes nas vias aéreas que protegem contra a ação dos radicais livres inalados, evitando doenças respiratórias inflamatórias como asma e rinite alérgica. Segundo a nutricionista Kettelin Arbos, professora doutora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tanto a vitamina C como carotenoides, flavonoides e glicosinolatos presentes nesses vegetais têm propriedades antioxidantes, e estudos recentes indicam que alguns glicosinolatos têm ação hipocolesterolêmica, reduzindo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. “Os glicosinolatos extraídos desses vegetais possuem, ainda, efeitos na redução do risco do desenvolvimento de câncer”, enfatiza.

Há uma grande variedade de glicosinolatos nos vegetais crucíferos e os teores dependem não apenas do vegetal, mas também da parte da planta (flor, folha, caule), clima do cultivo e solo, entre outros. Nos vegetais, os glicosinolatos estão relacionados à defesa contra insetos e aclimatação a temperaturas mais elevadas, mas, para que tenham ação anticarcinogênica e antioxidante no corpo humano e se tornem um composto biologicamente ativo – isotiocianato –, os glicosinolatos precisam ser hidrolisados pela enzima mirosinase, que só é liberada durante o processamento dos vegetais por meio do corte, cozimento, congelamento ou mastigação.

A enzima e os compostos são muito sensíveis às altas temperaturas e solúveis em água, por isso, o cozimento dos vegetais também tem grande importância para promover os efeitos benéficos. “O ideal é cozinhar no vapor ou deixar por apenas três minutos em água fervente, sendo recomendável reaproveitar a água do cozimento”, ensina a pesquisadora e farmacêutica Patricia Bachiega, professora substituta da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutoranda na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP).

Mesmo sendo o responsável pelo efeito protetor contra o câncer, o composto biologicamente ativo isotiocianato já foi considerado vilão, por interferir na síntese do hormônio da tireoide ou competir com a captação de iodo pela glândula. No entanto, a pesquisadora Patricia Bachiega ressalta que somente o consumo regular não causa nenhum efeito adverso, podendo apenas ocasionar gases. Entre todos os crucíferos, o brócolis tem destaque pelo maior teor de glicosinolatos e maior efeito biológico. Uma porção de cerca de 100g de brócolis contém mais de 10g de glicosinolato, mas apenas 20% é convertido no composto biologicamente ativo. Já os brotos de brócolis têm o teor de glicosinolatos 100 vezes maior.

Coquetel contra o câncer colorretal
Pesquisadores da Escola de Medicina Yong Loo Lin da Universidade Nacional de Cingapura, liderados pelo professor Matthew Chang, encontraram uma maneira de transformar um coquetel de bactérias e vegetais em um sistema direcionado que procura e mata as células cancerígenas colorretais. Usando técnicas genéticas, a equipe projetou o probiótico E. coli Nissle para que se ligasse à superfície das células cancerígenas colorretais e, assim, secretassem a enzima mirosinase para converter os glicosinolatos ingeridos pelo hospedeiro em sulforafano, uma pequena molécula orgânica com atividade anticancerígena conhecida.

A ideia era que as células cancerígenas nas proximidades interagissem com esse agente anticancerígeno e fossem mortas. As células normais não podem fazer essa conversão, nem são afetadas pela toxina, portanto, o sistema deve ser direcionado apenas para as células cancerígenas colorretais. Os microrganismos manipulados acoplados a glicosinolatos resultaram em mais de 95% de inibição da proliferação de células cancerígenas colorretais. A combinação de probióticos e vegetais reduziu o número de tumores em 75% em camundongos com câncer colorretal, e os tumores que foram detectados nesses animais foram três vezes menores do que nos controles que não foram alimentados com a mistura.

Fonte: Yakult.

MOTIVOS ESPECIAIS PARA COMER VEGETAIS.

quarta-feira, 18 de abril de 2018 0 comentários
Todos sabem que os vegetais são fundamentais em uma alimentação saudável e equilibrada, mas poucos sabem quais são suas funções no organismo – é por isso que tanta gente não entende de fato sua importância.

Por isso, muitas vezes, esses alimentos são deixados de lado da alimentação. Mas isso é um grande erro.

Eles são extremamente importantes não apenas para seus objetivos na musculação, mas para sua saúde, para a vida toda.

O que são vegetais?

A família de vegetais inclui as folhas, flores, frutos, caules, tubérculos e raízes.
Folhas/verduras: acelga, alface, agrião, couve, escarola, espinafre, repolho, rúcula, etc.
Flores: alcachofra, brócolis e couve-flor.
Legumes: abóbora, abobrinha, berinjela, chuchu, pepino, pimentão, tomate, entre outros
Caules: aipo, aspargo e palmito.
Raízes/tubérculos: batata, beterraba, cenoura, mandioca, nabo e rabanete, entre outras.

Além desses, há outros alimentos conhecidos como vegetais, pois são alimentos que não tem origem animal, como as frutas, os grãos, as leguminosas, etc.

Porém, neste artigo, os vegetais referidos são os citados acima. Agora saiba porque não dispensá-los.

Fitoquímicos

Os vegetais são alimentos são ricos em fitoquímicos, substâncias que protegem o crescimento do vegetal.

Eles dão coloração à ele e para a nossa saúde traz inúmeros benefícios, como ação antioxidante, melhora da imunidade, entre outros.

Há diversos fitoquímicos, que podem ser encontrados em diversos vegetais, mas alguns deles são característicos de alguns alimentos.

Por exemplo, o licopeno nos tomates e os carotenóides nas cenouras. O licopeno é responsável pela cor vermelha do tomate, bem como um potente efeito antioxidante no organismo.

Durante a prática de atividade física, há um aumento natural dos radicais livres. Os antioxidantes presentes nesses alimentos então ajudam a reduzir os efeitos negativos do excesso dos radicais livres.

Desta forma, ajuda a manter o bom desempenho físico, prevenindo a inflamação e ajudando na recuperação muscular.

Há também outro grupo de fitoquímicos chamados indoles que são menos conhecidos. Esses são encontrados em vegetais crucíferos, como repolho e brócolis.

Eles podem ajudar a tornar o estrogênio menos efetivo, dessa forma, pode ajudar no ganho de massa muscular. Além disso, atua como antioxidante, auxiliando no reparo muscular pós-treino.

Fibras

Já falamos sobre a importância do consumo de fibras alimentares e o bem que elas fazem para o seu treino e dieta, além da saúde, claro.

O consumo de fibras alimentares geralmente é menor que a recomendação (de 20 a 30 g/dia), pois o consumo dos alimentos fontes é baixo, sendo os vegetais e as frutas as principais fontes.

Por serem ricos em fibras, os vegetais ajudam a retardar a digestão, regulando os níveis de açúcar no sangue.

Os picos inadequados no açúcar no sangue promovem o armazenamento de gordura, bem como as quedas súbitas podem causar hipoglicemia e perda de rendimento físico.

Além disso, os vegetais ajudam a reduzir o apetite, pois as fibras que ocupam espaço no estômago liberam substâncias que mandam esta mensagem ao cérebro.

Geralmente, contém poucas calorias, sendo um aliado de quem deseja perder peso. Os vegetais crus e as folhas são os vegetais que contém menos calorias.

Já para quem quer ganhar massa muscular, os vegetais ajudam a prevenir a inflamação e ajudam na recuperação muscular. A

Além disso, são ricos em vitaminas e minerais que ajudam a reduzir o cansaço e fadiga e minerais fundamentais para a síntese de proteínas – essencial para o crescimento muscular.

Potencializa a queima de gordura

Mesmo quem deseja apenas crescer, não quer ganhar gordura junto, né? Por isso, a perda de gordura é sempre procurada por quem procura melhorar o físico.

Os vegetais ajudam essas pessoas, pois eles contêm poucas calorias, como mencionado acima, e podem ajudar a controlar a ingestão de outros alimentos mais calóricos e ricos em gordura.

Aliás, você até pode contar com alguns aliados se a sua missão for a queima de gordura.

Além disso, são alimentos ricos em nutrientes importantes para à saúde, logo seu consumo se torna indispensável para uma boa saúde.

As folhas, por exemplo, podem ser consumidas à vontade, sem peso na consciência, pois contém quantidade baixíssima de calorias e alta quantidade de nutrientes.

Elas ajudam a aumentar a ingestão de nutrientes importantes e além disso, ela faz com que o corpo trabalhe mais na digestão, podendo acelerar o metabolismo, que ajuda ainda mais na queima de gordura.

Os vegetais, por serem ricos em fibras, quando consumidos junto com as refeições, ajudam a reduzir a absorção de gordura, prevenindo o acúmulo de gordura corporal.

Por esses e outros motivos, o consumo dos vegetais pode potencializar a queima de gordura e é indicado para todos visto que traz diversos benefícios para à saúde.

É claro que para ter esses efeitos, você deve escolher os vegetais mais pobres em calorias, como as folhas, o rabanete, chuchu, o brócolis, a abobrinha, etc.

NUTRIENTES DO ESPINAFRE.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016 0 comentários
Conhecido no mundo dos desenhos como um poderoso alimento, o espinafre teve seu consumo impulsionado para valer na década de 30 com a criação do personagem Popeye. Nas histórias, o marinheiro protegia a namorada, Olivia, e lutava contra o seu arquirrival, Brutus, pois ficava mais forte e veloz quando comia a hortaliça.

A nutricionista Cristiane Perroni, especialista do Eu Atleta, explica que comer espinafre não traz superpoderes, mas tem inúmeras funções importantes para a saúde e o desempenho esportivo. Classificado como uma hortaliça A, uma verdura, o espinafre possui baixa densidade energética, 100g do alimento cru possui apenas 16 quilocalorias (kcal). É fonte de fibras, fitoquímicos, como carotenoides, ferro, ácido fólico, vitamina K e Vitamina C.

Espinafre é rico em vitaminas, fibras e ferro: ótima opção para a sua refeição (Foto: Getty Images)

O espinafre pode ser utilizado na forma crua, sendo cozido ou levemente refogado. Ele é mais consumido em acompanhamentos, saladas e enriquecendo preparações, como sopas, sucos, panquecas, tortas, empadões e suflês. Lembrando que é preciso reduzir o tempo de cozimento (colocar já em água fervente) para não haver perda de nutrientes, explica a nutricionista.

Propriedades Importantes:
Fibras
Ajudam na regularização do funcionamento intestinal, prevenção da constipação e na prevenção da obesidade, diabetes, câncer de cólon e doenças coronarianas. Devem ser consumidos de 25 a 30g de fibras por dia.

Ferro
É importante na formação das hemácias responsáveis pela oxigenação de todo organismo. A hemácia transporta o oxigênio. Na alimentação encontramos dois tipos de ferro:

Ferro heme: é encontrado em alimentos de origem animal (carne, gema de ovo, peixes, frango), possui alta biodisponibilidade e absorção direta na mucosa intestinal.



Ferro não heme: presente em alimentos de origem vegetal, tem biodisponibilidade menor e sofre maior interferência de fatores dietéticos para ser absorvido. Para potencializar a absorção do ferro não heme é preciso associar alimentos ricos em vitamina C nas grandes refeições (ex: limão, laranja, acerola, abacaxi, morango, tangerina, melancia)

Em atletas, a carência de ferro pode afetar negativamente o metabolismo aeróbico do organismo, pela diminuição na concentração sérica de hemoglobina e consequentemente reduzindo o transporte de oxigênio para os músculos e demais tecidos e órgãos. Pode gerar fadiga, riscos ao sistema imunológico e redução do desempenho esportivo.

Vitamina C
Atua na formação de colágeno, tem ação antioxidante prevenindo doenças crônico-degenerativas (exemplo: câncer e doenças cardiovasculares), potencializa a absorção do ferro não heme (inorgânico), fortalece o sistema imunológico e a manutenção da saúde da pele e gengiva.

Ácido Fólico (vitamina B 9)
Essencial para formação de células sanguíneas, atua no metabolismo de aminoácidos e na síntese dos ácidos nucleicos. Sua deficiência caracteriza anemia megaloblástica, deficiência no crescimento e risco aumentado de doenças cardíacas.

Carotenóides
- Betacaroteno: precursor da vitamina A, encontrado nas hortaliças verde-escuras e nas amarelo-alaranjadas. Protege contra doenças cardíacas e câncer. A deficiência pode ocasionar alterações e lesões na pele, cegueira noturna, distúrbios de crescimento e dificuldade de aprendizado na infância.

- Luteína e a zeaxantina: estão armazenados no nosso corpo na retina e na lente dos olhos. Relacionados à redução e prevenção do risco de catarata e de degeneração macular.

Vitamina K: lipossolúvel que atua na coagulação sanguínea.

Fonte: Eu atleta.

6 BENEFÍCIOS DO AGRIÃO PARA A SAÚDE.

sábado, 20 de agosto de 2016 0 comentários








Você já teve um membro da família que sempre parecia ofuscar todos os outros? Assim é o agrião. Não existe tal coisa como um "alimento perfeito", mas o agrião pode ser considerado um superalimento devido ao seu alto valor nutricional.

Baseado no índice de densidade de nutrientes agregados (sigla em inglês, ANDI), uma classificação de valor nutricional por caloria, o agrião tem uma pontuação nutricional excelente. Basicamente, isto significa quanto de nutrição que um alimento pode conter, sem que afete a sua cintura. O agrião recebeu a pontuação 100, estando a frente de alimentos como couve (49) e couve-flor (25).

Aqui estão os cinco principais benefícios do agrião para a saúde:

1. Potencial de combate ao câncer
Excelente fonte de impulsionadores do sistema imunológico, vitaminas A e C, e contendo altos níveis de antioxidantes, o agrião pode diminuir a inflamação e evitar que as células cancerosas se espalhem. Contém isotiocianatos, compostos que ajudam o corpo a desintoxicar-se de produtos químicos que causam câncer.

Um estudo de 60 fumantes e não-fumantes descobriu que a adição de 1 1/2 xícaras de agrião cru em suas dietas, por dois meses, reduziu o dano ao DNA e aumentou os níveis de antioxidantes no sangue, reduzindo potencialmente o risco de câncer. Em vários estudos, foi apontado que o consumo regular de vegetais crucíferos como o agrião está ligado a um menor risco de cânceres da bexiga, pulmão, próstata e mama. O agrião também pode ajudar a prevenir danos às células saudáveis durante o tratamento do câncer.

2. Saúde Óssea
Excelente fonte de vitamina K e cálcio, nutrientes necessários para ossos fortes.

3. Saúde do Coração
O agrião pode ajudar a prevenir doenças do coração, diminuindo os níveis de triglicerídeos. É também rico em nitratos, compostos que podem reduzir a pressão arterial.

4. Prevenção e Gestão de Diabetes
Rico em um antioxidante chamado ácido alfa-lipóico (ALA), que pode ajudar a melhorar a sensibilidade das células à insulina e reduzir os níveis de açúcar no sangue, como também ajudar a diminuir a neuropatia ou dano do nervo (uma complicação comum do diabetes).

5. Saúde dos Olhos
O agrião é rico em luteína e zeaxantina, fitoquímicos que impedem a catarata e degeneração macular.

Como comprar:
Procure agrião com folhas verdes escuras (não começando a amarelar). Mantenha-o na geladeira com as hastes em um copo de água e coberto para durar mais tempo.

O agrião tem um sabor leve, picante, tornando-se uma excelente alternativa para as pessoas que não gostam do sabor amargo da rúcula ou couve. Excelente em sanduíches, saladas, vitaminas, massas, sopas ou cozidos no vapor com limão.

Considere utilizar o agrião em marinadas: ele é rico em clorofila, que pode ajudar a prevenir a formação de substâncias cancerígenas ao grelhar a carne, peixe e aves a altas temperaturas.

Traduzido por Essential Nutrition.

BRÓCOLIS PROTEGE CONTRA CÂNCER DE FÍGADO.

terça-feira, 29 de março de 2016 0 comentários
O brócolis também protege contra a artrite, embora sejam melhor conhecidas as bases bioquímicas da ação do brócolis contra o câncer.

Fígado gorduroso 
Comer brócolis três a cinco vezes por semana pode reduzir o risco de muitos tipos de cânceres. 
O efeito anticâncer do brócolis é conhecido há bastante tempo e pode até ser ampliado, por exemplo, com a ingestão de brócolis picante.

Neste novo estudo, a equipe mostrou que a inclusão de brócolis na dieta pode proteger contra câncer do fígado, bem como ajudar na luta contra o desenvolvimento da chamada doença hepática gordurosa não-alcoólica.

Uma dieta com alto teor de gordura, rica em açúcar, além do excesso de gordura corporal, está relacionada com o desenvolvimento da doença hepática gordurosa não-alcoólica, que pode levar a doenças como a cirrose e o câncer do fígado.

Saúde do fígado
"A história normal acerca do brócolis e da saúde é que ele pode proteger contra uma variedade de diferentes tipos de câncer. Mas ninguém tinha olhado para o câncer de fígado," justificou a pesquisadora Elizabeth Jeffery, da Universidade de Illinois (EUA).

"Decidimos que o câncer de fígado precisava ser estudado especialmente por causa da epidemia de obesidade. Já está na literatura [médica] que a obesidade aumenta o risco de câncer de fígado e isto é particularmente verdadeiro para os homens. Eles têm um risco quase cinco vezes maior de ter câncer de fígado se forem obesos," completou.

Apesar do foco no impacto do brócolis sobre a formação e progressão de tumores cancerosos no órgão, a equipe também queria observar a saúde do fígado como um todo e como ele estava metabolizando os lípidos em decorrência da dieta rica em gordura.

Vegetais brássicos
Durante a doença hepática gordurosa não-alcoólica, formam-se glóbulos de gordura sobre o fígado.

Os experimentos em animais de laboratório revelaram que, no desenvolvimento da doença, tanto o número de nódulos de câncer quanto o tamanho dos nódulos aumenta no fígado.

Mas quando se adiciona brócolis à dieta o número de nódulos diminui. O tamanho dos nódulos que ainda ocorrem não foi afetado.

Embora os pesquisadores tenham usado apenas brócolis no estudo, Jeffery acrescenta que outros vegetais brássicos, como a couve-flor ou a couve-de-bruxelas, podem ter o mesmo efeito.

BRÓCOLIS PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS DEGENERATIVAS.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016 0 comentários
O brócolis está presente na mesa do brasileiro há muitos anos. Ele é um vegetal crucífero rico em diversos nutrientes como a vitamina C, vitaminas do complexo B, ácido fólico e cálcio. Além disso, o brócolis parece ser um dos melhores alimentos do mundo para a prevenção de doenças degenerativas. Ele tem sido alvo de diversos estudos devido à presença de uma substância chamada Indole-3-Carbinol (I3C).

O I3C presente no brócolis parece ter potencial para prevenir o câncer, pode ajudar notratamento da obesidade, é antioxidante,regulariza o metabolismo estrogênico e ajuda até no combate à fibrose hepática. De fato, diversos estudos sugerem essas associações, mas existem novas evidências de que o I3C possa atuar positivamente também na prevenção e no combate às doenças cardiovasculares.

Em 1989 surgia um dos primeiros estudos de Dashwood et al sugerindo a atividade anticarcinogênica do I3C. Os estudos mostraram que o I3C atuaria diretamente no processo de crescimento celular do câncer, controlando a fase G1 do ciclo de mitose celular, ou seja, impedindo que a célula cancerígena se multiplicasse. De fato, isto parece ocorrer como mostra o estudo de Hsu JC et al. (2006), onde houve uma suposta estabilização do câncer de próstata devido a ativação da proteína “P53” que modula o ciclo celular, levando a uma paralização na fase G1.

O I3C parece também ser muito útil no combate a obesidade. O estudo de Hsiao PC et al (2009) mostrou uma diminuição do peso corporal e percentual de gordura de 18 indivíduos estudados. Outro estudo de Youngshim et al (2012) evidenciou que a suplementação com I3C significativamente diminuiu a adipogênese (formação de adipócitos) e diminui a inflamação através da modulação de citocinas inflamatórias como IL-6, Interferon β e o fator de necrose tumoral.

Outro estudo muito interessante de Poornima J. et al. (2014) publicado no Journal of Physiology and Biochemistry mostrou que o I3C possui efeito hipoglicemiante semelhante a Metformina e pode ser futuramente uma ótima opção medicamentosa para o Diabetes II.

Será que existem estudos relacionados com melhora ou prevenção cardiovascular? Sim, o I3C parece estar associado com melhora da função endotelial dos vasos sanguíneos, ter efeito antitrombótico, diminuir hipertrofia e remodelamento cardíaco. O estudo de Hongjing G. et al (2001) mostrou que o consumo de I3C tem efeito benéfico sobre o endotélio dos vasos sanguíneos impedindo que haja hiperplasia da camada íntima após um evento de injúria do vaso. Esse mecanismo sugere que o I3C poderia ser benéfico no tratamento de doenças vasculares proliferativas.

Outro estudo de Deng W et al (2013), feito com ratos, mostrou que o I3C pode não só prevenir como também rever o remodelamento cardíaco mediado pelas enzimas AMPK e quinases sinalizadoras extracelulares. O mesmo grupo recentemente publicou um outro estudo (2015) mostrando que o I3C possui diversos efeitos biológicos benéficos como a eliminação de radicais livres e a atenuação in vitro da hipertrofia dos cardiomiócitos (células cardíacas) pela inibição da proteína mTOR.

Qual a dose diária de I3C recomendada? O consumo ideal é de três porções de brócolis ou couve-flor ao dia, o que equivaleria a uma quantidade de 200g a 400mg de I3C ao dia. A forma manipulada também existe e deve ser prescrita somente sob orientação médica.

Bibliografia:
1 - Effect of broccoli sprouts on insulin resistance in type 2 diabetic patients: a randomized double-blind clinical trial – Zahra Bahadoran, Maryam Tohidi, Pantea Nazeri, Mahya Mehran, Fereidoun Azizi, and Parvin Mirmiran (2012) International Journal of Food Sciences and Nutrition
2 - Indole-3-carbinol protects against pressure overload induced cardiac remodeling via activating AMPK-α. Wei Deng, Jing Zong, Zhouyan Bian, Heng Zhou. (2013) Molecular Nutrition
3 - Attenuation of cardiac remodeling by indole-3-carbinol in mice is associated with improved energy metabolismo – Wei Denga, Li Weia, Jing Zongc, Zhouyan Biana, Heng Zhoua. (2014) International Journal of Cardiology
4 - Indole-3-carbinol prevents diet-induced obesity through modulation of multiple genes related to adipogenesis, thermogenesis or inflammation in the visceral adipose tissue of mice – Youngshim Choia, Yunjung Kima, Soyoung Parka, Ki Won Leeb, Taesun Parka. (2011) The Journal of Nutritional Biochemistry
5 - Attenuation of hyperglycemia-mediated oxidative stress by indole-3-carbinol and its metabolite 3, 3′- diindolylmethane in C57BL/6J mice – Poornima Jayakumar, Kodukkur Vishwanath Pugalendi, Mirunalini Sankaran. (2014) Journal of Physiology and Biochemistry
6 - Encapsulation of indole-3-carbinol and 3,3′-diindolylmethane in zein/carboxymethyl chitosan nanoparticles with controlled release property and improved stability. Yangchao Luoa, Thomas T.Y. Wangb, Zi Tenga, Pei Chenc, Jianghao Sunc, Qin Wanga, (2012) Food Chemistry
7 - Indole-3-carbinol blocks platelet-derived growth factor-stimulated vascular smooth muscle cell function and reduces neointima formation in vivo – Hongjing Guan, Changgui Chen, Lihua Zhu, Changping Cui, Yuanyuan Guo, Mingyue Fu, Lang Wang, Qizhu Tang. (2013) The Journal of Nutritional Biochemistry
8 - Antiobesity activities of indole-3-carbinol in high-fat-diet–induced obese mice – Hsiao-Pei Chang, M.S., Mei-Lin Wang, M.S., Ming-Hsing Chan, M.D., Yen-Shuo Chiu, M.D., Yue-Hwa Chen, Ph.D. (2009) Nutrition
9 - Suppression of inflammation-associated factors by indole-3-carbinol in mice fed hig.

Fonte: Eu atleta.

FOLHAS VERDES SÃO RICAS EM FIBRAS, VITAMINAS E DÃO UM AUXILIO IMPORTANTE PARA QUEM QUER PERDER PESO.

terça-feira, 17 de novembro de 2015 0 comentários
A salada verde deveria fazer parte das refeições de todas as pessoas, pois as folhas, além de fornecerem vitaminas, minerais e outros componentes bioativos que trazem benefícios para o nosso organismo, possuem alto teor de água que hidratam o corpo e são ricas em fibras. Estas ajudam no funcionamento do intestino, aumentam a saciedade, diminuem a absorção da gordura dos alimentos e o índice glicêmico da refeição. Ou seja, alteram a velocidade de absorção dos carboidratos que por serem absorvidos lentamente prolongam a saciedade. Além disso, as folhas apresentam baixa caloria, contribuindo assim para a perda de peso. 

No entanto, uma boa porção de salada pode engordar mais do que uma refeição completa se for utilizado um molho cremoso muito gorduroso. Algumas sugestões saborosas e pouco gordurosas são: vinagre balsâmico misturado com um pouco de azeite, ervas e suco de limão, laranja com alecrim, molho de salsinha com vinagre, etc. 
A alface é sem sombra de dúvidas o ingrediente mais popular das saladas. Seu consumo vem aumentando a cada dia devido à preocupação das pessoas com a saúde e com o controle do peso. 

Benefícios do alface
A folha de alface, além das fibras, contém quantidades razoáveis de betacaroteno, vitamina B1, B2, folato, vitamina C e também dos minerais: cálcio, ferro e potássio. No entanto, as quantidades variam consideravelmente de um tipo para outro. Cada 100 gramas de alface (1 prato raso de folhas) contém cerca de 13 kcal e por isso pode ser consumida à vontade. A alface possui propriedades calmantes, apresenta funções laxantes e diuréticas e contribui para a saúde do coração. Além disso, a alface é uma boa fonte de potássio, que contribui na redução da pressão arterial, outro fator de risco para doenças cardíacas. 

No geral, os vegetais de coloração mais escura e intensa apresentam mais betacaroteno e vitamina C que as variedades mais claras. A vitamina C e o betacaroteno são antioxidantes que evitam a oxidação do colesterol. Quando o colesterol é oxidado se acumula nas paredes das artérias formando placas que bloqueiam o fluxo sanguíneo, causando um ataque cardíaco ou derrame. Além disso, as fibras fazem uma ligação com os sais biliares e remove-as do corpo. Isto obriga o organismo a produzir mais bile e consequentemente elimina mais colesterol do corpo. Assim, a alface e outras folhas ajudam a diminuir os níveis elevados de colesterol. 

Benefícios da rúcula
A rúcula, membro da mesma família do brócolis, repolho e outros vegetais crucíferos, também possui um perfil nutricional bastante atrativo. Ela é boa fonte de betacaroteno, vitamina C, vitamina K e minerais como o potássio, ferro, manganês, magnésio, zinco e cobre. Por conter pouquíssima caloria (17 kcal em cada 100 g) a rúcula também pode ser consumida à vontade. Além disto, suas folhas apresentam propriedades digestivas, diuréticas e são amplamente reconhecidas como um potente alimento anticâncer, pois apresentam diversos fitoquímicos, que desempenham um papel antioxidante vital no corpo. Eles ajudam a livrar o corpo de toxinas e substâncias cancerígenas. 

Benefícios do agrião
O agrião, outro vegetal crucífero, também está entre os mais nutritivos. É riquíssimo em antioxidantes, bioflavonóides e outras substâncias que protegem contra certos tipos de câncer, principalmente os do aparelho digestivo. Este vegetal é também uma boa fonte de betacaroteno (precursor da vitamina A) e vitamina C, antioxidantes que protegem contra danos nas células provocados por radicais livres, moléculas instáveis produzidas durante o uso do oxigênio pelo organismo. Além de vitaminas, contém boas quantidades dos minerais: ferro, magnésio, potássio e é uma excelente fonte natural de cálcio. 

Benefícios da acelga
A acelga é um alimento muito nutritivo de baixa caloria, com boa quantidade de vitamina K, magnésio e potássio, como também contém vitamina E, vitamina A, C, e ferro. Seu consumo está associado a um menor risco de doenças cardíacas e certos tipos de câncer. A vitamina K fornecida em alta quantidade na acelga é essencial para a coagulação sanguínea e manutenção da saúde óssea. 

O magnésio é um bloqueador natural de cálcio que evita o excesso deste nas células nervosas e, portanto, a ativação do nervo. A ativação dessas células leva à contração excessiva, resultando em condições como cãibras musculares, dor, fadiga, pressão arterial alta, enxaquecas e espasmos musculares. 

A vitamina A, vitamina C, cálcio e magnésio contribuem na manutenção de ossos fortes e saudáveis e ajudam a prevenir a osteoporose, doença causada pela inadequada ingestão de cálcio na dieta. A doença está associada a uma perda gradual da densidade óssea, o que aumenta o risco de fraturas. Desta forma, a acelga contribui na manutenção de ossos saudáveis, controle da frequência cardíaca e pressão arterial, relaxamento dos nervos e na coagulação sanguínea. 

Benefícios das endívias
As endívias, assim como as outras folhas, também são boas fontes de fibras, potássio, magnésio, betacaroteno, vitamina C, folatos e vitamina E. Contém apenas 17 calorias em cada 100 gramas, podendo ser consumidas a vontade. A vitamina E é importante na prevenção de câncer, ajuda a diminuir a gravidade e frequência dos calores em mulheres que atravessam a menopausa e desempenham um papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares. 

Como consumir
Por todos os benefícios que estas verduras têm para a nossa saúde e também porque contêm poucas calorias e muitas fibras, devemos incluir a alface, rúcula, agrião, acelga e endívia em nossa alimentação. As vantagens do consumo das folhas não são facilmente encontradas nos demais alimentos, por isso, é aconselhável a ingestão destas em sua forma crua, já que o cozimento elimina uma parte dos nutrientes. 

Não existe uma quantidade recomendada de cada tipo de folha, mas o consumo diário e rotativo das folhas é necessário. O ideal seria o consumo de metade de um prato de salada na hora do almoço e outro no jantar, totalizando 100 gramas de folhas variadas diariamente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o consumo mínimo de 400 gramas de vegetais entre verduras, legumes e frutas por dia. Tal recomendação visa reduzir o risco de desenvolvimento de doenças e também a prevenção e correção de várias deficiências de micronutrientes.

Fonte: Minha Vida.

7 VEGETAIS PARA VOCÊ INCLUIR NO CARDÁPIO.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014 0 comentários

A sugestão de consumo, para todas elas, é de 100 g diários: o equivalente a 1 pires. Veja o ranking com os sete vegetais folhosos mais nutritivos.

1º - Acelga
Ela tem folhas verde-claras, macias e grandes, talos largos e brancos. Apresenta sabor levemente adocicado, suave, com textura firme. Em sua composição, você encontra cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, as vitaminas A e C e fibras. A vitamina A está relacionada à saúde da visão e melhora do sistema imune; e o ferro, à prevenção de anemia. Um fio de azeite na hora de refogar pode contribuir para a maior absorção das vitaminas A e K. A dica vale para todas as verduras que apresentam esses nutrientes.

2º - Couve
Além das substâncias antioxidantes e fibras, a couve é rica em cálcio, importante para a formação dos ossos e a manutenção da massa óssea. Contribui com quem tem dificuldade de ingerir leite e seus derivados. É fonte das vitaminas C (excelente para o fortalecimento imunológico), A, K e B6. “Os principais nutrientes mantidos após o refogar da couve são as fibras insolúveis, indicadas no tratamento de doenças gastrointestinais”, explica a nutricionista Daísa Pinhal (Campinas-SP).

3º - Espinafre
Suas folhas pequenas e levemente carnudas contêm muita água. Pela aspereza das folhas cruas, muitas pessoas preferem o consumo após o cozimento. Fibras, cálcio, potássio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, folato, betacaroteno e vitaminas C, A, B2 e B6 também estão presentes. A vitamina K, um dos destaques, participa da coagulação sanguínea e sua deficiência pode levar a quadros de hemorragias. O espinafre possui flavonoides, que têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, ajudando na prevenção contra o câncer.

4º - Almeirão
Possui cálcio, fósforo, ferro e as vitaminas A, do complexo B (B2 e Niacina) e C (em menor quantidade). Assim como o cálcio, o fósforo também participa da formação dos ossos e dentes. Para auxiliar na absorção do ferro presente nas folhas verde-escuras em geral, uma sugestão é o consumo de frutas (e seus sucos) que fornecem vitamina C, como laranja, limão, abacaxi e maracujá. Gotas de limão como acabamento do preparo de um refogado ajudam a potencializar a absorção do mineral.

5º - Escarola
Suas folhas soltas, crespas ou lisas, podem ser consumidas cruas ou cozidas e têm sabor levemente amargo. Com muitas fibras, é ótima fonte das vitaminas antioxidantes C e E, de vitaminas do complexo B e de minerais como cálcio, potássio, fósforo e ferro. É boa fonte de carotenoides, relevantes para a formação dos glóbulos vermelhos do sangue e a prevenção da anemia. É excelente para a produção de energia pelo organismo e o bom funcionamento do sistema nervoso, para a produção do material genético e previne más formações fetais. É indicada para todas as mulheres em idade fértil.

6º - Mostarda
É um vegetal amargo, da mesma família do espinafre, da couve chinesa e da couve galega – os chamados crucíferos. Essas espécies são ricas em vitamina A, K e C. As folhas mais maduras da mostarda podem ser preparadas ao fogo, sendo o cozimento ao vapor o mais indicado para isso. “Quando cozida rapidamente, a mostarda preserva um ativo chamado glicosinolato, que ajuda na desintoxicação do organismo, com impacto no funcionamento hepático e na eliminação de toxinas”, diz Carolina Favaron (SP).

7º - Agrião
A maioria das folhas apresenta bastante água, o que já ajuda na hora de refogá-las. Assim, a inserção de líquidos poderá ser nula ou bem pouca. Tudo dependerá da forma como o alimento será consumido. Pique o agrião e refogue sem acrescentar nada. Dos talos às folhas, há várias propriedades, incluindo o suporte na prevenção anti-inflamatória das colites (inflamação no cólon), na retenção de ácido úrico, na tuberculose, no raquitismo e na formação de pedras nos rins. Apresenta fibras, carotenos, vitaminas A e C, folato, enxofre, cloro, potássio, fósforo e sódio.

Fonte: Revista Viva Saúde

SALADA: MANEIRAS DE INCLUIR NA ALIMENTAÇÃO.

segunda-feira, 14 de abril de 2014 0 comentários
O Bem Estar desta segunda-feira (14) mostrou que a salada pode ser consumida de diversas maneiras – além da tradicional, ela pode virar também um suco e pode ser considerada ainda uma refeição completa.
 
Como explicaram o endocrinologista Alfredo Halper e a nutricionista Rosana Raele, ingerir frutas, legumes e verduras é importante para proteger a saúde e evitar problemas cardiovasculares.
Para isso, é fundamental saber variar no preparo e nos ingredientes. Acrescentar frutas, como morango, maçã e figo, por exemplo, é uma maneira de diversificar a salada.
Em relação aos sucos, basta misturar todos os ingredientes e experimentar, como fizeram os especialistas. Para quem quer consumir na hora do almoço e jantar, é preciso ainda acrescentar uma fonte de proteína, como um peixe ou carne, e também uma fonte de carboidrato, como uma fatia de pão integral.
 
Confira abaixo sugestões de receitas.
Opções de salada que podem ser uma refeição completa
*Os carboidratos podem ser macarrão, croutons, pão ou aveia
1.
FOLHA: alface crespa
LEGUMES: tomate cereja, cenoura baby
PROTEÍNA: queijo branco em cubos
OUTROS INGREDIENTES: castanha do Pará e nozes picadas (fontes de gordura)
Salpicar com queijo ralado light.
2.
FOLHAS: rúcula e agrião
LEGUMES: salsão picado
PROTEÍNA: peito de peru
OUTROS INGREDIENTES: gergelim (fonte de gordura) e uva passa (fonte de carboidrato)
FRUTA: maçã verde em cubos
Essa salada combina com um molho a base de iogurte desnatado, azeite e dill.
3.
FOLHA: alface americana, alface roxa
LEGUMES: beterraba e cenoura ralada, palmito
PROTEINA: peito de frango desfiado
OUTROS INGREDIENTES: flocos de aveia
4.
FOLHA: rúcula
LEGUMES: seleta de legumes, aspargos, pimentão amarelo fatiado
PROTEINA: muçarela de búfala
OUTROS INGREDIENTES: croutons
5.
FOLHA: alface crespa
LEGUMES: tomate picadinho
PROTEINA: frango ou carne desfiada
OUTROS INGREDIENTES: alcaparras, queijo ralado light
Temperar com azeite e mostarda.
 
Atenção Ao acrescentar proteína ou outros ingredientes mais calóricos na salada, preste atenção na quantidade.
 
PROTEÍNA
A quantidade abaixo equivale a 1 porção.
Peito de peru = 3 fatias
Queijo branco = 1 fatia grossa
Mussarela de búfala ou muçarela light = 2 pedaços médios ou 3 fatias de muçarela
Ricota esfarelada = 2 fatias grossas
Salmão defumado = 3 fatias
Kani Kama = 2 unidades
Rosbife caseiro = 4 fatias finas
Ovo cozido = 1 unidade
Tiras de filé ou de frango = 1 filé médio
Atum desfiado = ½ lata
 
FONTES DE CARBOIDRATO OU GORDURA
Pode escolher no máximo 2 opções. A quantidade abaixo equivale a 1 porção.
Castanhas = 2 unidades
Nozes = 2 unidades
Gergelim torrado = 1 colher (chá)
Aveia = 1 colher (chá)
Croutons = 5 cubinhos
Queijo ralado light = 1 colher (chá)
Damasco = 2 damascos
Alcaparra =1 colher (café)
Uva passa = 1 colher (chá)
 
FRUTAS
A quantidade abaixo equivale a 1 porção.
Abacaxi = 1 fatia fina
Maçã vermelha / Maçã verde = ½ unidade
Figo = 1 unidade
Manga = ½ unidade em lâminas
 
SUCOS DE SALADA
1. Bata com suco de laranja uma salada de alface e couve, com hortelã e maçã
2. Bata com suco de laranja uma salada de cenoura e beterraba raladas e morangos picados
3. Bata com suco de limão uma salada de alface, erva-doce em lascas e raspas de limão siciliano
4. Bata com suco de abacaxi uma salada de agrião, couve em tirinhas e cubinhos de damasco
5. Bata com suco de laranja uma salada de repolho, aipo, agrião e lascas de pera

 
SEGUNDA-FEIRA
Salada de agrião com melancia e castanha do Brasil com vinagrete de balsâmico

Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
½ maço de agrião (somente folhas e talos finos)
¼ de cebola roxa
100 g de melancia
15 g de castanha do Brasil picadas
15 ml de azeite extra virgem
5 ml de vinagre balsâmico
Sal e pimenta do reino à gosto
Modo de preparo:
Higienize as folhas, seque bem e reserve. Fatie finamente a cebola roxa e deixe de molho em água gelada para que perca o ardor. Corte a melancia em cubos e retire as sementes. Para o molho, misture o azeite e o balsâmico e tempere com sal e pimenta.
Montando o pote:
Disponha o molho no fundo do pote. Coloque a cebola fatiada, a melancia em cubos e finalize com as folhas. Para manter as castanhas crocantes, coloque-as em um saquinho amarrado junto ao pote e misture somente na hora de comer.
 
TERÇA-FEIRA
Caesar salad light (molho de iogurte e croutons integrais)
Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
100 g de peito de frango
50 ml de iogurte desnatado
10 ml de azeite extra virgem
¼ de dente de alho
1 fatia de pão integral
10 g de lascas de parmesão
1/3 maço de alface romana
Modo de preparo:
Higienize as folhas, seque bem e reserve. Corte o peito de frango em tiras, tempere com sal e pimenta e doure em um frigideira. Reserve. Para o molho, triture o alho e o filé de anchova até formar uma pasta. Depois, misture ao iogurte e adicione o azeite. Ajuste o sal e pimenta. Para os croutons, retire a casca do pão e corte-o em cubos. Depois doure na frigideira ou no forno com um fio de azeite.
Montando o pote:
Disponha o molho no fundo do pote. Depois coloque o frango salteado, as folhas e finalize com o parmesão. Para manter os croutons crocantes, coloque-os em um saquinho amarrado junto ao pote e misture somente na hora de comer.
 
QUARTA-FEIRA
Salada de atum, jardineira de legumes e alface com vinagrete e orégano

Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
1/2 lata de atum sólido em água
Jardineira de legumes
½ maço folhas verdes (alface americana e roxa)
15 ml de azeite extra virgem
5 ml de vinagre de vinho tinto
Molho de vinagrete e orégano
Sal e pimenta à gosto
Modo de preparo:
Higienize as folhas, seque bem e reserve. Em uma frigideira quente, refogue os legumes com um fio de azeite, sal e pimenta. Deixe esfriar. Retire a água do atum. Prepare o molho, misturando o azeite, o vinagre e orégano

Montando o pote:
Disponha o molho no fundo do pote. Coloque o atum drenado, os legumes e finalize com as folhas.
 
QUINTA-FEIRA
Lentilha com peito de frango e folhas verdes com vinagrete e alecrim
Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
Lentilha
100 g de peito de frango
½ dente de alho
¼ de cebola em cubos
1 folha de louro
20 g de damasco seco
½ maço de alface frizeé
Molho de vinagrete com alecrim
Sal e pimenta à gosto
Modo de preparo:
Higienize as folhas, seque bem e reserve. Corte o peito de frango em tiras e doure em um frigideira. Adicione a cebola e o alho e refogue. Adicione água até cobrir a folha de louro e cozinhe por 5 minutos. Retire o frango e reserve a água do cozimento. Adicione o damasco em cubinhos. Para o molho, faça um vinagrete com alecrim.
Montando o pote:
Disponha o molho no fundo do pote. Coloque o frango cozido e temperado, a lentilha, e finalize com as folhas.
 
SEXTA-FEIRA
Salada de macarrão integral com muçarela de búfala, tomate cereja, molho de azeitonas pretas e rúcula

Rendimento: 1 porção
Ingredientes:
50 g de macarrão integral curto (penne, parafuso, etc)
50 g de muçarela de búfala
100 g de tomate cereja
30 g de azeitonas pretas sem caroço
10 ml azeite
5 ml de vinagre
½ maço de rúcula
Modo de preparo:
Higienize as folhas, seque bem e reserve. Cozinhe o macarrão e reserve. Fatie a muçarela e mantenha os tomate inteiros. Para o molho, triture as azeitonas com o azeite e o vinagre, e, se necessário, coloque sal.
Montando o pote:
Disponha o molho no fundo do pote, a massa cozida, a muçarela, os tomates e finalize com as folhas.
 
Fonte: G1, Saiba inovar no preparo da salada e veja como transformá-la em suco. Acesso em 14/04/2014.

14 VEGETAIS QUE ATUAM NA PREVENÇÃO.

terça-feira, 4 de março de 2014 0 comentários
Estudos descobriram que dietas ricas em vegetais verde-escuros, como espinafre são associadas ao menor risco de vários tipos de câncer.
Pesquisadores identificaram pelo menos 13 compostos flavonóides diferentes presentes no espinafre, que atuam como agentes anticancerígenos.
 
 
 
Fonte: A Health

NUTRIENTES DOS COGUMELOS.

sábado, 4 de janeiro de 2014 0 comentários
Existem diversas espécies de cogumelos comestíveis e cada uma delas é rica em substâncias importantes para a saúde e que podem até mesmo ajudar a prevenir doenças graves. Com a ajuda de especialistas, listamos os principais benefícios proporcionados por estes fungos e apontamos quais os tipos que podem oferecer este auxílio.

Não existe uma quantidade exata recomendada de cogumelo. "Acredito que em torno de 250 a 300 gramas por semana seja interessante para uma alimentação balanceada", estima Priscila Credendio. O excesso do alimento não acarreta problemas para a saúde, a única questão é que algumas pessoas podem ser alérgicas.

Conheça quais problemas o shitake, shimeji, champignon de Paris, portobello, cogumelo-do-sol, pleurotus salmon, hiratake, cogumelo rei e cogumelo salmão podem ajudar a prevenir e combater.

 
 
O cogumelo e o câncer
Estudos preliminares apontam a relação entre o cogumelo e o tratamento do câncer, isto porque o alimento é rico em beta-glucanas, especialmente a lentinana. "Essa substância estimula o sistema imunológico, especialmente células chamadas de natural killer que destroem as células cancerígenas", explica o oncologista e mastologista Jorge Laerte Gennari.

Jorge Genari utiliza comprimidos de cogumelo-do-sol como parte do tratamento do câncer de mama. "Tenho 400 pacientes em observação para saber se o cogumelo auxilia no tratamento deste câncer. Porém, isso não invalida a recuperação convencional, como cirurgia e quimioterapia, ele não é milagroso", alerta Genari.

A mesma substância também pode ser interessante para o tratamento de portadores do vírus HIV. "Afinal, como as beta-glucanas melhoram o sistema imunológico, elas também podem ser interessante para o tratamento desta doença, contudo, estudos mais detalhados ainda são necessários", diz Genari.

O cogumelo que possui maiores quantidades de beta-glucanas é o cogumelo-do-sol, Agaricus brasiliensis. Porém, o champignon de Paris e o shitake também contam com esta substância benéfica para o organismo.  

Ação antimicrobiana

Alguns cogumelos se destacam pela ação antimicrobiana e assim podem combater alguns micro-organismos prejudiciais para o organismo. Isto ocorre porque em seu ambiente natural os cogumelos necessitam de compostos antibacterianos e antivirais para sobreviver. Alguns estudos iniciais apontaram inclusive melhora de sintomas do HIV após o consumo do fungo.

Certas espécies se destacaram por sua ação antimicrobiana. "O pleurotus salmon possui esta atividade comprovada contra certas bactérias por conter a substância pleurotina", explica biotecnóloga Priscila Credendio, mestre em Ciência dos Alimentos. Segundo a bióloga Sascha Habu, o shitake, o funghi e o cogumelo dourado também possuem ação antimicrobiana.  

Ação antioxidante

Os cogumelos possuem forte ação antioxidante, ou seja, agem combatendo os radicais livres do organismo. "Isso implica positivamente em várias doenças humanas como o câncer, a artrite reumatoide, cirrose, arteriosclerose, bem como processos degenerativos associados com a idade", explica Habu.

A ação antioxidante ocorre porque os cogumelos são ricos em vitaminas A e C, betacaroteno, compostos fenólicos, terpenos, entre outras substâncias que possuem este efeito. Os principais tipos que se destacam por essa ação positiva são: champignon de Paris, portobello, cogumelo-do-sol, shitake, hiratake, cogumelo rei e cogumelo salmão.  

Diminui o colesterol

Estudos iniciais relacionam os cogumelos com a diminuição do colesterol. "Uma pesquisa que realizamos com ratos demonstrou que o nível do colesterol total foi reduzido em 27% com polissacarídeos do cogumelo-do-sol, Agaricus brasilensis, no entanto o mecanismo ainda é desconhecido", conta Habu.

Uma das questões que poderia contribuir para o benefício é o fato de alguns cogumelos, o shimeji e o oudemansiella canarii, serem ricos em vitamina B3, que ajuda na diminuição do colesterol ruim, LDL. Outra possibilidade é o fato do fungo ser rico em fibras o que também contribui para reduzir os níveis do LDL. Alguns cogumelos especialmente o shitake, possuem a eritadeina, esta substância também ajuda a reduzir os níveis de colesterol.  

Combate o diabetes

Outro ponto interessante dos cogumelos é que ajudam no controle do diabetes. "Vários tipos possuem propriedades hipoglicêmicas, que baixam o açúcar no sangue, devido à quantidade de fibras, polissacarídeos e outros compostos presentes no alimento", afirma Habu.

As beta-glucanas também teriam um efeito antidiabético. Diversos estudos preliminares realizados com ratos, entre eles um feito pela Universidade de Gimhae na Coreia do Sul, mostraram que após consumirem o cogumelo-do-sol, que é rico em beta-glucanas, houve redução na concentração de glicose dos animais.  

Bom para quem tem doenças na tireoide

Alguns estudos apontam que certos tipos de cogumelos possuem compostos que agem no metabolismo e podem auxiliar no controle de alguns hormônios. Alguns deles são os secretados pela tireoide, portanto o consumo do alimento é interessante para quem tem doenças na tireoide como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo. 

Rico em ácido fólico

O ácido fólico está presente nos cogumelos, especialmente no shitake. A carência desta substância pode levar a doença cardiovasculares, câncer e desordens mentais, como a doença de Alzheimer, além de resultar na má formação do feto e más formações congênitas.

O nutriente é essencial para as gestantes, pois contribui para evitar malformações neurológicas no feto, já que ele ajuda na construção do tubo neural do bebê. Além disso, um estudo publicado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, observou que tomar suplementos alimentares de ácido fólico durante a gravidez reduz as chances do bebê nascer com autismo.  
 
Fonte: Minha vida, Benefícios dos cogumelos para a sua saúde . Shitake, shimeji, champignon, cogumelo-do-sol, entenda como estes e outros tipos podem ajudar até mesmo no combate ao câncer. Acesso em 04/01/2014.

NUTRIÇÃO ADEQUADA PODE PREVENIR O CÂNCER.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013 0 comentários
Pesquisa mostra que os vegetais afastam a ameaça de vários tumores. Sem contar que, ao incrementar as porções de frutas e hortaliças no prato, sobra menos espaço para a gordura e ela tem tudo a ver com o surgimento da doença.
Não tire conclusões precipitadas: os alimentos destas páginas não são milagrosos. Mas a ciência da nutrição, que investiga sua ação anticancerígena, constata que eles de fato têm efeito preventivo. Vários levantamentos estatísticos apontam, e não é de hoje, que nas pessoas habituadas a devorar vegetais os casos de câncer são mais raros, garante o gastrenterologista Dan Linetzky Waitzberg, professor da Universidade de São Paulo. Mas, na hora do ver para crer, isso só era observado em tubos de ensaio, nos chamados testes in vitro. Só agora é que os pesquisadores passaram a enxergar o mecanismo antitumor de vários nutrientes dentro de organismos vivos no caso, cobaias. É um belo avanço.
 
Na Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, por exemplo, concluiu-se que o sulforafane, presente na família dos crucíferos couves, brócolis, repolhos , é capaz de brecar o avanço do câncer colorretal em animais de laboratório. Já em Taiwan, cientistas da Universidade Nacional Chung Hsing testaram o licopeno em animais, nos quais provocaram de propósito um câncer de fígado igual ao que acomete os seres humanos. O resultado? O pigmento que dá o tom vermelho ao tomate e a frutas como a goiaba simplesmente barrou a temida metástase, ou seja, impediu que as células malignas se espalhassem pelo corpo.
A essa altura, você deve estar se perguntando: por que certos nutrientes funcionam contra um tipo específico de tumor mas são praticamente inertes contra outros? Nem os cientistas têm respostas prontas, embora arrisquem algumas hipóteses. Uma delas é a facilidade de alguns tecidos para acumular determinadas substâncias, criando verdadeiras reservas. É o caso do licopeno, o tal pigmento vermelho dos vegetais. Os pesquisadores notam que ele tem uma afinidade especial com os tecidos da próstata e das mamas, ficando concentrado bem ali, enquanto passa depressa por outras partes do corpo talvez sem o tempo necessário para agir. O resveratrol da uva e do vinho, por sua vez, tende a ficar no plasma do sangue e nos tecidos do sistema urinário. Já compostos fenólicos, como o allium, que está na cebola, no alho e na cebolinha, fariam escala no estômago e no intestino, atuando em diferentes etapas do processo que leva ao câncer nesses órgãos. No entanto, não movem uma palha contra tumores em outras regiões.

Pode parecer confuso e é. Não tente decorar quanto deve comer disso ou daquilo, como se a travessa à mesa fosse um vidro de remédio. O grande mérito de tantas pesquisas é ensinar aos médicos, inclusive que um cardápio adequado (leia-se bem colorido também) pode prevenir 30% dos casos de câncer, incluídos aí tumores de boca, laringe, faringe, estômago e intestino, muito frequentes na população brasileira. Já é um feito e tanto se a gente pensar que, não faz muito tempo assim, ninguém achava que havia um caminho seguro para prevenir essa doença muito menos desconfiava que ele estaria no prato. Hoje se tem clareza da importância de comer frutas, verduras, legumes e peixes, limitando ao mesmo tempo as porções de carnes vermelhas, sal e embutidos, resume Dan Linetzky Waitzberg. Segundo Sueli Couto, nutricionista do Instituto Nacional de Câncer, o Inca, sediado no Rio de Janeiro, a questão não é quantidade de vegetais, mas regularidade. Tem de comer sempre, declara. No mínimo, cinco porções diárias, preferindo sempre grãos integrais aos refinados.
 
Do mesmo modo que sobram evidências de que vitaminas, minerais, fibras e outras substâncias presentes em frutas e hortaliças podem barrar o avanço de tantos tipos de tumor, há provas suficientes para incriminar o álcool, os embutidos e as gorduras, especialmente as das carnes vermelhas. Estas ressalve-se têm também seu lado bom, fornecendo proteínas de excelente qualidade, ferro, zinco e vitaminas B12. Não se trata, portanto, de baní-las do menu. A recomendação é reduzir a ingestão para duas porções semanais, diz Sueli Couto, do Inca. Ela, no entanto, insiste: pior do que comer carne sempre, é não comer salada nunca.
 
Além de repletas de substâncias protetoras, as saladas tornam a refeição mais light. E, embora não haja consenso em torno do assunto, a gordura corporal vem sendo examinada com desconfiança. O peso extra, dizem cientistas como os que observaram isso em ratos, na Universidade do Texas, nos Estados Unidos contribui para reações inflamatórias dentro do organismo. Até há pouco tempo, essas reações só eram associadas a doenças cardiovasculares. Hoje se sabe que elas podem aumentar em 30% as chances de um câncer aparecer, afirma Alfredo Halpern. Portanto, a melhor dieta anticâncer é aquela leve, bem leve.
Vai um suplemento aí?
Diga não se você adota uma dieta balanceada. A menos, claro, que um médico ou um nutricionista recomende, avaliando bem os seus hábitos à mesa. Sem esse olhar, você corre o risco de engolir, em cápsulas, altas doses de um nutriente em detrimento de outros. E isso, por sua vez, pode acabar com o balanceamento das substâncias protetoras no organismo. Ou seja, você fica sem escudo contra o câncer.

Sinal verde
Ele se acende principalmente para alimentos cheios de fibras e substâncias antioxidantes

Câncer de mama
As fibras, abundantes na melancia, por exemplo, são poderosas contra esse tipo de tumor. Uma das explicações é que elas passam mais lentamente pelo aparelho digestório, o que aumenta a saciedade e, por tabela, diminui a vontade de cair de boca em açúcares e gorduras. O risco de quilos a mais, assim, despenca. O excesso de peso tem ligação estreita com o aparecimento da doença nas glândulas mamárias, sobretudo em mulheres que já passaram pela menopausa, afirma o endocrinologista Alfredo Halpern, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre outros motivos porque, quando há muita gordura, o corpo tem matéria-prima à vontade para fabricar hormônios que alimentam o tumor. Bem, se as frutas da dieta têm muitas fibras e ainda por cima são vermelhas como a melancia do nosso exemplo , tanto melhor. O consumo regular de licopeno, o pigmento vegetal dessa cor, anda cada vez mais associado à baixa incidência desse câncer.
Também são fortes os sinais de que os polifenóis estão ligados à proteção das mamas. Daí a recomendação dos cientistas de que as mulheres consumam toda semana suas fontes uvas vermelhas, amora, morango, cereja, vinho tinto... Quanto às isoflavonas, célebres componentes da soja, elas também atuam pra valer contra esse tumor. Na última década, diversos estudos, feitos sobretudo com populações orientais, confirmaram o elo entre o alto consumo do grão e a baixa incidência de câncer de mama e atenção de próstata também!

Câncer de próstata
A abóbora, lado a lado com a cenoura, é famosa pela concentração de betacaroteno. Afirmar que essa substância protege contra os tão (mal)falados radicais livres não é chover no molhado. Ela ajuda mesmo a restaurar o DNA de células danificadas por agentes químicos, físicos ou biológicos. Quando o dano no material genético de nossas células acontece, abre-se o caminho para a reprodução desenfreada de exemplares defeituosos eis o câncer. É possível que o betacaroteno aja positivamente contra muitos tipos de tumor, mas um trabalho recente da respeitadíssima Universidade de São Paulo avalizou suas benesses especificamente para a glândula masculina. Outros estudos apontam que o tomate, o feijão, a lentilha, a ervilha, as uvas vermelhas, as amoras e a soja também reforçam as defesas dos homens contra esse câncer mas, aí, tudo o que a ciência conhece é a relação entre o hábito de comê-los e o aparecimento mais raro dessa doença, sem entender direito qual seria a relação direta.

Câncer colorretal
Cientistas da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, provaram que é possível reduzir um câncer colorretal já existente consumindo verduras crucíferas, como a couve-manteiga e sua prima couve-flor. Fazem ainda parte da família o repolho e os brócolis. Os pesquisadores viram essa redução com os próprios olhos ao menos em ratos. E atribuem o efeito a um componente desses vegetais chamado sulforafane. Outra pesquisa com 520 mil europeus apontou uma queda de 40% no risco dessa doença entre aqueles que não deixavam faltar no prato, uma vez ao dia, pelo menos uma dessas crucíferas, relata Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo. O efeito do sulforafane, aliás, parece potencializado à medida que aumentam os teores de fibras no cardápio, quando comemos outras folhas, como rúcula ou espinafre, e desfrutamos, por exemplo, de uma laranja como sobremesa.

Bebida Alcoólica
Diversos estudos associam álcool ao câncer de boca, esôfago, fígado, reto e, muito possivelmente, ao de mama também. As evidências tornaram-se mais fortes dos anos 1990 para cá. O Instituto Nacional para a Pesquisa do Câncer, nos Estados Unidos, recomenda que os homens ingiram, no máximo, dois drinques por dia. Já as mulheres, apenas um. Os cientistas ainda estão pesquisando como o álcool causa a doença. No caso do aparelho digestivo, fica mais claro: a agressão é por meio do contato direto com as mucosas. De um jeito ou de outro, o excesso de bebida alcoólica danifica o DNA, aumentando as chances de surgirem células malignas.

Sal em excesso
Ele já carrega má fama porque faz o organismo reter mais água do que deveria, contribuindo, assim, para o aumento da pressão arterial. Só que, ainda por cima, irrita a mucosa do aparelho digestivo de tal maneira que provoca lesões capazes de evoluir para um câncer, avisa Sueli Couto. Segundo ela, só afastar o saleiro da mesa não basta. Lembre-se de que a maior concentração do sal está nos alimentos industrializados. Então, evite ao máximo molhos, condimentos, macarrões instantâneos e comida pronta em geral. Prefira, de longe, as preparações caseiras.

Fuja dos embutidos
Salsicha, salame, presunto e mortadela outras armadilhas armadas no prato são, de longe, os maiores vilões. Não bastasse serem produzidos com carnes vermelhas geralmente muito gordas, ainda levam na fórmula aditivos químicos chamados nitratos, que, no estômago, podem se transformar em nitritos. Estes, por sua vez, se convertem em nitrosaminas, verdadeiros agentes cancerígenos, perigosos sobretudo para o estômago e o esôfago. E atenção: até as carnes brancas perdem suas vantagens nutricionais quando transformadas em embutido. Como recebem os tais nitritos e são defumadas, também se tornam nocivas, alerta Benedito Mauro Rossi, oncologista do Hospital do Câncer, em São Paulo.
 
Fonte: Revista Saúde, Vegetais ajudam a prevenir câncer. Acesso em 11/11/2013.