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ANTIOXIDANTES NOS ALIMENTOS.

sexta-feira, 30 de novembro de 2018 0 comentários
  
Você já ouviu falar de antioxidantes? São substâncias presentes nos alimentos, como as vitaminas e os minerais, que combatem a ação dos radicais livres, moléculas que são produzidas naturalmente pelo organismo. Em excesso, esses radicais desestabilizam as células do organismo e podem provocar envelhecimento e até a doenças como o câncer.

Essa categoria de nutrientes possui efeitos diferentes pelo corpo, mas todos estão ligados ao bem-estar e à saúde. Por isso, o ideal é apostar não apenas em uma fonte de antioxidantes, e sim variar o cardápio. O que, aliás, é uma dica preciosa para qualquer alimentação saudável!

Veja a seguir seis antioxidantes importantes e onde encontrá-los. A lista foi elaborada com o auxílio da nutricionista Clarissa Casale Duomo, especialista em nutrição funcional e graduada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp):

1) Betacaroteno: Onde encontrar: cenoura, abóbora, beterraba e damasco.
O que faz: Estudos mostram que ele pode proteger a pele contra os danos da exposição solar e ainda diminuir a oxidação do colesterol nos vasos sanguíneos. Essa oxidação abre espaço para a formação das placas de gordura que, mais tarde, estão associadas a doenças cardiovasculares.

2) Vitamina C: Onde encontrar: acerola, caju, brócolis, caju, couve, laranja, limão, manga, melão, morango e outros.
O que faz: um dos antioxidantes conhecidos há mais tempo e mais poderosos. É fundamental para a manutenção das nossas defesas e também atua na síntese do colágeno, nutriente que mantém a pele firme e que é necessário para as articulações.

3) Vitamina E: Onde encontrar: arroz integral, amêndoa, amendoim, castanha do Brasil, milho, semente de girassol.
O que faz: ela equilibra a presença dos radicais livres no organismo e tem propriedades anti-inflamatórias. Essa combinação faz com que o nutriente tenha ação comprovada pela ciência na prevenção de doenças cardiovasculares.

4) Ácido Elágico: Onde encontrar: frutas vermelhas, nozes e romã.
O que faz: menos conhecido, esse nutriente também combate inflamações pelo corpo. Faz parte da categoria dos polifenois, compostos presentes nos vegetais que estão ganhando fama pelas suas vantagens para a saúde.

5) Licopeno: Onde encontrar: tomate, melancia, goiaba.
O que faz: antioxidante que ganhou fama por prevenir alguns tipos de câncer. Uma das melhores fontes de licopeno é o extrato de tomate, pois ali ele está mais concentrado. Para aproveitar ainda mais suas vantagens, consuma com um pouco de azeite.

6) Zinco: Onde encontrar: feijão, nozes e cereais integrais.
O que faz: grande aliado da imunidade, o mineral está presente em suplementos multivitamínicos, mas dá para obtê-lo ao comer o bom e velho feijão, que também carrega a dupla de antioxidantes cisteína e glutationa. O zinco também protege o cérebro de doenças neurodegenerativas.

O AÇAÍ CABE EM DIETAS DE EMAGRECIMENTO?

quarta-feira, 19 de julho de 2017 0 comentários
O açaí cabe em dietas de emagrecimento?
Sim! A fruta é um importante alimento amazônico com propriedades antioxidantes (Barbosa et al., 2016) e antiiflamatórias, que contribuem para um melhor metabolismo celular. Tais substâncias também são capazes de prevenir o envelhecimento precoce e o câncer, além de fortalecer o sistema imune.

Mas vá com cautela. A polpa com 100g fornece aproximadamente 247 calorias. O açaí é rico em gorduras e se consumido com frutas, granola, mel, xarope de guaraná (e outras extravagâncias como leite condensado e suplementos proteicos) pode fornecer até 1.000 kcal em uma tijela média.

Mesmo assim, por ser uma fruta gordurosa, aumenta a saciedade, o que pode reduzir a compulsão alimentar e contribuir para a perda de peso. Você pode bater a polpa com morangos ou banana, de preferência bem maduros, já que o ideal é não adoçar (ou usar apenas estévia). Evite adicionar açúcar, mel ou xarope de guaraná para ter ainda os benefícios das antocianinas em termos de redução da glicemia, dos níveis de colesterol (Udani et al., 2011).

Açaí reduz acúmulo de proteína beta-amilóide no cérebro
O açaízeiro é uma árvore da região amazônica. Seu fruto (o açaí) é rico em antioxidantes (antocianinas e vitamina C), os quais são muito bem absorvidos assim que chegam ao intestino. Estudos em camundongos, mostram que o tais compostos, disponibilizados como extrato de açaí, podem contribuir para a prevenção de danos oxidativos e muitas doenças, inclusive o Alzheimer já que ajuda a reduzir o acúmulo de proteína beta-amilóide no cérebro. Contudo, a quantidade de antocianinas extraídas do açaí usadas nos estudos envolvendo o cérebro equivale a mais de 1.000 copos de açaí... É por isto que a indústria de nutracêuticos busca extrair os compostos ativos dos vegetais concentrando-os em cápsulas ou outros veículos.

Isto não quer dizer que o açaí não tenha benefício nenhum, mas sozinho não fará milagres. Além disso uma dieta ruim com açaí não surtirá os efeitos positivos esperados. Nem uma dieta ruim com cápsulas de açaí ou de seus compostos ativos.

Dietas inflamatórias (pobres em vegetais, ricas em açúcares, laticínios e carnes - principalmente processadas), inatividade física, estresse e diabetes tipo 2 são fatores de risco importantes para o desenvolvimento do Alzheimer. A modificação destes fatores de risco é mais importante do que uma estratégia isolada. Quanto à alimentação, uma dieta variada e baseada em vegetal ainda é a melhor forma de prevenir doenças, inclusive as neurodegenerativas.

CAROTENOIDES E AÇÃO NEUROPROTETORA.

terça-feira, 13 de junho de 2017 0 comentários
Um grande número de evidências sugere que uma maior ingestão de frutas e legumes é benéfica para a saúde, e esse maior consumo tem sido associado a uma menor incidência de doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer. Além de vitaminas, fibras e outros compostos relacionados, um grupo de pigmentos chamados carotenoides estão implicados nos benefícios de saúde decorrentes de uma boa dieta. Estes compostos solúveis em lipídios estão onipresentes em frutas e vegetais, principalmente os vegetais de cor alaranjada/amarela e verde escuro. A estrutura química dos carotenoides permite que atuem como eficientes varredores de formas deletérias, nomeadamente o oxigênio singlete e radical peroxil. Além de suas propriedades antioxidantes, tem-se sugerido que os carotenoides também podem reduzir a inflamação ao interagir com cascatas de sinalização celular inflamatórias.

Sólida evidência já estabeleceu que esses compostos, particularmente a luteína e zeaxantina, protegem a retina dos danos induzidos pela luz – devido à sua capacidade de filtrar a luz de onda curta – e atuar na estabilização de espécies reativas de oxigênio. Uma maior ingestão desses nutrientes, seja através de dieta ou suplementação, tem sido associada a um aumento do pigmento macular, e há evidências de que possam retardar a progressão da degeneração macular relacionada à idade.

Já no campo da saúde cerebral e função cognitiva, como outros antioxidantes, eles também vem mostrando aptidão, mas pequenos estudos e experimentos clínicos anteriores vinham mostrando inconsistências. Importante acrescentar que já foi demonstrada uma alta concentração dos carotenoides luteína e zeaxantina no cérebro humano.

Para examinar mais profundamente o papel da luteína e zeaxantina, e de maneira independente, para a função cognitiva em adultos mais velhos, um estudo de base populacional de grande porte, publicado em Journal of Gerontology, Series A, foi projetado levando em consideração medidas abrangentes e ajustes para fatores múltiplos de confusão.

Os pesquisadores analisaram dados de 4.076 irlandeses mais velhos (a partir de 50 anos). Os resultados mostram que concentrações mais altas de luteína e zeaxantina foram independentemente associadas com melhores pontuações compostas nos domínios da cognição global, memória e função executiva. Curiosamente, descobriram que a alta concentração plasmática de zeaxantina, e não luteína, foi associada a uma melhor velocidade de processamento.

“Embora seja prematuro extrair inferências desses resultados quanto à importância absoluta ou relativa dos carotenoides para a função cognitiva, há uma boa base biológica para a hipótese de que esses compostos podem ser neuroprotetores, devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias”, escreveram os pesquisadores.

Estudo: Feeney J, et al. Plasma Lutein and Zeaxanthin Are Associated With Better Cognitive Function Across Multiple Domains in a Large Population-Based Sample of Older Adults: Findings from The Irish Longitudinal Study on Aging. J Gerontol A Biol Sci Med sci, 2017. DOI: 10.1093/gerona/glw330

Fonte: Essentia.

FLAVONOIDES.

quinta-feira, 27 de abril de 2017 0 comentários
Os flavonoides são compostos encontrados, principalmente, em frutas e hortaliças. São considerados fitonutrientes, substâncias que protegem a vitalidade das plantas, preservando-as de agressões externas, como insetos, mudanças climáticas, entre outros.

O consumo de alimentos com alto teor de flavonoides apresenta efeitos benéficos ao organismo, por realizar ações importantes à saúde, principalmente devido sua ação antioxidante. Estão divididos em subclasses, sendo elas: flavonas, flavonóis, isoflavonas, flavononas, antocianinas, flavonols, flavonóis.

benefícios dos flavonoides
Antioxidante: pode ajudar no combate aos radicais livres, protegendo as células e prevenindo o envelhecimento precoce.
Anti-inflamatório: podem auxiliar na redução do processo inflamatório comum na obesidade.
Alívio dos sintomas da menopausa: pode ajudar a diminuir a quantidade de ondas de calor em mulheres durante e após a menopausa.
Prevenção do câncer: devido a potente ação antioxidante, pode ajudar a prevenir a formação de alguns tipos de câncer.
Diminuição do risco de aterosclerose (acúmulo de gordura em artérias): o efeito antioxidante pode ajudar a evitar o acúmulo e processo inflamatório das gorduras nas paredes das artérias, reduzindo o risco de enfarte ou AVC.

onde encontrar flavonoides?
Flavonoides podem ser encontrados em diversos alimentos de origem vegetal. Normalmente estão presentes em frutas avermelhadas, vegetais, cereais e sementes:
Uva e vinho tinto, presentes em grande quantidade
Morango
Maçã
Romã
Blueberry
Framboesa
Brócolis
Couve
Cebola
Chá verde
Chá preto
Café
Chocolate amargo
Mel

recomendação de consumo dos flavonoides
Não há recomendação diária exata de flavonoides e a quantidade ingerida varia de acordo com a ingestão de alimentos ricos em flavonoides. Lembrando que para oferecer todos os benefícios para saúde, devem estar associados com uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas.

Fonte: Natue.

O QUE É UM ANTIOXIDANTE?

domingo, 12 de março de 2017 0 comentários
Nossas células produzem radicais livres durante o processo de "queima" ou oxidação dos alimentos. O radical livre é qualquer espécie na qual há um ou mais elétrons não pareados em sua órbita externa. 

A produção em quantidades normais não é prejudicial ao organismo. Pelo contrário, é importante para o reparo celular, para o crescimento muscular e para a destruição de patógenos.

Por outro lado, a produção excessiva de radicais livres desestabiliza a membrana de células, danifica mitocôndrias e o próprio material genético (DNA), acelerando o envelhecimento e aumentando o risco de mais de 40 doenças, incluindo o câncer e a aterosclerose. A vida moderna contribui para a maior produção de radicais livres. Alguns fatores associados ao estresse oxidativo são a radiação ultravioleta, a poluição ambiental, o estresse fisico ou mental, o tabagismo e a dieta inadequada. 


Para miminizar o dano gerado pelos radicais livres nosso organismo conta com um complexo sistema antioxidante, para neutralização dos mesmos. Os antioxidantes são definidos cientificamente como:

Rodrigues et al. (2003): Substâncias capazes de prevenir os efeitos deletérios da oxidação, inibindo o início da lipoperoxidação, sequestando radicais livres e/ou quelando íons metálicos.

Shamil & Moreira (2004): Qualquer substância que, presente em baixas concentrações, quando comparada a um substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação desse substrato de maneira eficaz.
Os antioxidantes vão então reduzir danos celulares e o aparecimento de doenças. Nosso organismo conta com dois sistemas de defesa antioxidante: (1) enzimático; e (2) não-enzimático.

As enzimas Superoxido Dismutase (SOD), Glutationa peroxidase (GPx) e catalases (CAT) são produzidas no próprio corpo. A SOD é dependente de dos minerais manganês, zinco e cobre. Frutos do mar, feijões, nozes e germe de trigo são boas fontes de manganês. Ostras, carnes, leguminosas e linhaça são ricos em zinco. Já os ovos, o cacau, a semente de girassol e a aveia são fontes de cobre.

A GPx é dependente de selênio. O selênio está presente em castanhas. O consumo de 1 castanha do Brasil (Pará) a cada 3 dias já fornece todo o selênio que você precisa para seu corpo funcionar bem. Fácil, certo? Já a catalase é dependente de ferro. Carnes vermelhas e vegetais verde escuros são boas fontes deste mineral.

Os alimentos fornecem também compostos que participam das reações antioxidantes não-enzimáticas. As vitaminas A, E, C, o beta-caroteno e o licopeno, assim como o magnésio e inúmeros fitoquímicos possuem propriedades antioxidantes importantes. 

Portanto, dieta variada é fundamental para que estejamos sempre bem protegidos. Cuidado, entretanto, com a suplementação excessiva. Como vimos, radicais livres são importantes. Quando há um consumo excessivo de radicais livres reações importantes podem deixar de ocorrer. Com isto, o reparo muscular pode ser prejudicado, pode haver inibição da apoptose, a morte programada de células envelhecidas. A inibição da apoptose aumenta o risco de câncer. Também há redução da ação de várias medicações, inclusive drogas utilizadas no tratamento do câncer. Por isto, se for suplementar, consulte antes um nutricionista.

O QUE É UM ALIMENTO FUNCIONAL?
Várias são as definições para os alimentos que geram benefícios à saúde:
Alimento in natura ou processado, similar ao alimento convencional (Canadian Food & Drugs Act, 1999)
Qualquer alimento modificado ou ingrediente alimentar que pode fornecer benefícios à saúde, além dos nutrientes que normalmente contém (ADA, 1995).
Alimentos in natura, fortificados ou enriquecidos, potencialmente benéficos para a saúde quando consumidos regularmente, como parte de uma dieta variada e em níveis adequados (ADA, 1999)
Alimento ou ingrediente pode, além de funções nutricionais básicas, quando se tratar de nutrientes, produzir efeitos metabólicos ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica (ANVISA, 1999)

Os alimentos funcionais, além de fornecerem os nutrientes essenciais à saúde (aminoácidos, ácidos graxos, vitaminas, minerais, fibras, água) fornecem também outras substâncias com potencial benefício à saúde. Ervas e especiarias que utilizamos tanto na culinária são exemplos de alimentos com propriedades funcionais. São diferentes de fitoterápicos, que são medicamentos ou suplementos obtidos empregando-se, como princípio ativo, exclusivamente derivados de drogas vegetais. São caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, como também pela constância de sua qualidade. Os fitoterápicos são obtidos empregando-se exclusivamente derivados de droga vegetal (extrato, tintura, óleo, cera, exsudato, suco etc).

FISETINA PRESENTE EM ALIMENTOS COMO O MORANGO, PODE MELHORAR A MEMÓRIA.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016 0 comentários
A fisetina, uma substância que existe naturalmente em morangos e outros vegetais e frutas, estimula mecanismos do cérebro que melhoram a memória de longo prazo, informam pesquisadores do instituto Salk de Estudos Biológicos, em artigo divulgado no website do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo a principal autora do trabalho, Pamela Mahler, a busca por um composto que possa ser administrado oralmente e que ative a fixação de memória é uma das principais atividades da pesquisa neurológica e farmacêutica da atualidade, por conta do envelhecimento da população e das dificuldades de memória que vêm com a idade e com doenças associadas à idade, como o Alzheimer.

Maher chegou aos efeitos benéficos da fisetina ao fazer uma triagem de flavonóides, substâncias encontradas em muitas plantas, em busca da capacidade de proteger os neurônios. A pesquisadora descobriu que alguns desses flavonóides - incluindo a fisetina - induzem a diferenciação, ou amadurecimento, de células do sistema nervoso.

O processo de maturação desencadeado pela fisetina também é importante na formação da memória, um processo chamado de "potencialização de longo prazo", ou PLP. A PLP permite que memórias sejam armazenadas no cérebro, ao estabelecer conexões mais fortes entre os neurônios.

A equipe de cientistas testou os efeitos da fisetina em um teste com ratos. No teste, os ratos tiveram algum tempo para explorar dois objetos. No dia seguinte, um dos objetos foi trocado por um novo. Se o rato se lembrasse do objeto da véspera, ele passaria mais tempo explorando o novo, e apenas um pouco de tempo retomando a familiaridade com o "velho conhecido". Ratos tratados com fisetina mostraram uma memória melhor.

Além dos morangos, a fisetina também é encontrada em tomates, cebolas, maçãs, pêssegos, uvas e kiwi. Mahler adverte que para extrair algum efeito benéfico da fisetina com o consumo de frutas, seria preciso consumir cerca de cinco quilos de morangos ao dia.
Fonte: Proceedings of the National Academy of Sciences, de NEWS.MED.BR, 2006. Fisetina: de acordo com estudo, substância presente no morango melhora a memória. Disponível em: . Acesso em: 26 out. 2016.

TOMATE: UMA FONTE DE SAÚDE.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016 0 comentários
Licopeno é o nome da substância que faz do tomate uma fonte de saúde. “Possui ação antioxidante, reduzindo o efeito dos radicais livres e, consequentemente, afastando o risco de câncer de próstata e mama”, afirma a nutricionista Márcia Dal Médico. A substância dá a cor vermelha ao tomate. Além das propriedades anticancerígenas, evita a oxidação do colesterol ruim (LDL), reduzindo a formação de placas de gordura nas artérias.
Foto Shutterstock.com

Não o deixe de fora do prato!
O tomate oferece nutrientes como o potássio, que participa dos impulsos nervosos, das contrações musculares e dos batimentos cardíacos. Também contém vitamina C, outro nutriente que funciona como antioxidante. O ideal é ingerir o legume pelo menos três vezes por semana.

Dica de especialista
“Molho de tomate e tomates cozidos oferecem maior proteção contra o câncer, pois o calor libera o licopeno. Se o molho for feito com azeite, a absorção do licopeno aumenta, pois a substância é solúvel em gorduras”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio. Prefira fazer o molho de tomate em casa, pois os industrializados geralmente contêm muito sal. O azeite é rico em gorduras benéficas, que aumentam o bom colesterol e protegem os neurônios

Fonte: Alto Astral. 

GUARANÁ TEM POTENCIAL EFEITO ANTIOXIDANTE.

terça-feira, 26 de julho de 2016 0 comentários
Guaraná tem potencial antioxidante maior do que chá verde, constata estudoPesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública da USP revela potencial do guaraná na prevenção de doenças cardiovasculares, entre outras (Foto: Capa da revista Food & Function)Diego Freire | Agência FAPESP – O chá verde é amplamente consumido devido a uma série de benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação: as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras. Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) descobriram um concorrente à altura para a bebida, com pelo menos 10 vezes mais catequinas e velho conhecido dos brasileiros: o guaraná..
O chá verde é amplamente consumido devido a uma série de benefícios de uma classe de compostos químicos presente em sua formulação: as catequinas, com ação antioxidante e propriedades anti-inflamatórias, entre outras. Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) descobriram um concorrente à altura para a bebida, com pelo menos 10 vezes mais catequinas e velho conhecido dos brasileiros: o guaraná.

Ensaios clínicos com voluntários humanos saudáveis revelaram o guaraná como importante fonte de catequinas. Efetivamente absorvidas, elas reduzem o estresse oxidativo no organismo, relacionado ao surgimento de doenças neurodegenerativas e cardiovasculares, diabetes e câncer, inflamações e envelhecimento precoce em virtude da morte de células, entre outras condições prejudiciais à saúde e ao bem-estar. Os ensaios foram feitos no âmbito da pesquisa Bioacessibilidade, biodisponibilidade e atividade antioxidante de compostos fenólicos do Guaraná (Paullinia cupana) in vitro e in vivo, realizada com apoio da FAPESP e coordenada pela pesquisadora Lina Yonekura.

“Até então, o guaraná era visto apenas como estimulante devido ao seu alto teor de cafeína, principalmente pela comunidade científica internacional. No Brasil, também observamos que havia uma escassez de trabalhos enfocando outros efeitos biológicos do guaraná. A avaliação pioneira sobre a absorção e os efeitos biológicos de suas catequinas em voluntários humanos pode aumentar o interesse da comunidade científica, do mercado e da sociedade em geral pelo fruto como alimento funcional”, acredita Yonekura, atualmente professora assistente da Faculdade de Agricultura da Kagawa University, no Japão.

O paper com os resultados da pesquisa foi destaque de capa da revista Food & Function, da Royal Society of Chemistry, do Reino Unido. O artigo Bioavailability of catechins from guaraná (Paullinia cupana) and its effect on antioxidant enzymes and other oxidative stress markers in healthy human subjects foi publicado no periódico como um dos Hot Articles de 2016 e é assinado por Yonekura, Carolina Aguiar Martins, Geni Rodrigues Sampaio, Marcela Piedade Monteiro, Luiz Antônio Machado César, Bruno Mahler Mioto, Clara Satsuki Mori, Thaíse Maria Nogueira Mendes, Marcelo Lima Ribeiro, Demetrius Paiva Arçari e Elizabeth Aparecida Ferraz da Silva Torres.

Muito além da cafeína
Os testes duraram um mês e foram realizados em duas etapas. Para medir os parâmetros de referência dos efeitos do guaraná em voluntários saudáveis, mas com sobrepeso e risco cardiovascular ligeiramente elevado, os indivíduos foram submetidos a exames clínicos após 15 dias de dieta controlada. Nos 15 dias seguintes, passaram a consumir 3 g de guaraná em pó suspenso em 300 ml de água todas as manhãs, em jejum.

As comparações foram feitas entre os exames dos mesmos voluntários, evitando-se, assim, influências da variabilidade entre os indivíduos. O efeito agudo do guaraná foi medido uma hora após a ingestão da solução no primeiro e no último dia. Já o efeito prolongado foi avaliado quando os indivíduos estavam em jejum, também no primeiro e no último dia.

Os efeitos do consumo de guaraná ao longo dos 15 dias de intervenção foram observados por meio de marcadores do estresse oxidativo. Também foi feito um estudo detalhado da absorção e do metabolismo das catequinas, pois até o momento não havia informações na literatura científica sobre a biodisponibilidade desses compostos no guaraná.

Entre os marcadores utilizados estava a oxidação lipídica da LDL, a lipoproteína de baixa densidade – conhecida como colesterol ruim. Essencial para o bom funcionamento do organismo, a LDL é a principal partícula que carrega o colesterol para as células, função importante para a produção das membranas celulares e dos hormônios esteroides (estrógeno e testosterona). No entanto, quando oxidada, a LDL causa aterosclerose e aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Nos testes realizados por Yonekura, a LDL coletada dos voluntários após o consumo do guaraná se mostrou mais resistente à oxidação.

Outro marcador foi um ensaio cometa, técnica que mede quebras de DNA induzidas por diferentes fatores – entre eles, o estresse oxidativo. No estudo, o DNA dos linfócitos colhidos uma hora após o consumo de guaraná sofreu menos danos quando submetido a um ambiente oxidante, indicando a presença de substâncias antioxidantes ou um melhor desempenho do sistema antioxidante enzimático dessas células.

“Todos esses marcadores dependem da presença das catequinas em circulação. A melhora desses parâmetros foi geralmente observada junto com o aumento da concentração de catequinas no plasma após a ingestão do guaraná, indicando que o guaraná era de fato o responsável por esse efeito”, diz Yonekura.

Além disso, conta a pesquisadora, as catequinas do guaraná melhoraram o sistema de defesa antioxidante enzimático natural das células, composto principalmente pelas enzimas glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase. Juntas, elas transformam superóxido em peróxido e, finalmente, em água, protegendo assim as células de danos oxidativos causados pelo próprio metabolismo e por fatores externos. Nos testes foi observado um aumento na atividade da glutationa peroxidase e da catalase logo após a ingestão de guaraná, mantido até o dia seguinte.

“Os resultados são animadores e mostram que a biodisponibilidade das catequinas do guaraná é igual ou superior às do chá verde, cacau e chocolate, sendo suficiente para promover efeitos positivos sobre a atividade antioxidante no plasma, proteger o DNA dos eritrócitos e reduzir a oxidação dos lipídeos no plasma, além de promover um aumento da atividade de enzimas antioxidantes. Com a pesquisa, esperamos que haja um maior interesse científico pelo guaraná, já que essa é uma espécie nativa da Amazônia e o Brasil é praticamente o único país a produzi-lo em escala comercial”, afirma a pesquisadora. 

Fonte: Fapesp.

VITAMINA B3 AJUDA A AUMENTAR OS ANTIOXIDANTES NO ORGANISMO.

quinta-feira, 31 de março de 2016 0 comentários
Image copyrightThinkstockImage caption. Vitamina B3 ajuda a elevar níveis de antioxidantes no organismo, o que pode retardar o processo de envelhecimento da célula

Um experimento científico que está em fase de testes tem buscado entender como uma vitamina - a B3 - pode ajudar a conter o processo de envelhecimento do corpo humano.

Uma das causas do envelhecimento é a presença de radicais livres no organismo – eles oxidam nossas células e muitas vezes causam sua destruição. Para evitar esse processo, os antioxidantes que consumimos servem para acabar com os radicais livres e minimizar o dano deles às células.

O que esse grupo de cientistas está buscando é justamente uma forma de aumentar os níveis de antioxidantes das células. E os esforços se concentram na vitamina B3, encontrada em alimentos como frango, porco e atum.

"O que nós temos feito é aumentar o processo natural dos antioxidantes no corpo. Fizemos isso com ratos por meio de modificações genéticas, e esses ratos viveram mais e com mais saúde", explicou à BBC Manuel Serrano, do Centro Nacional de Pesquisa sobre o Câncer na Espanha, que é um dos líderes do estudo.

Segundo Serrano, não é possível replicar o experimento com modificações genéticas em seres humanos, mas o grupo tem feito testes para saber se dá para atingir o mesmo resultado de outra maneira. A ideia é aumentar a síntese de derivados da vitamina B3 para, consequentemente, melhorar os níveis de antioxidantes no organismo.

"Os derivados da vitamina B3 são a chave para a defesa dos antioxidantes do nosso corpo. Então uma possibilidade que estamos estudando é que, complementando a dieta com vitamina B3, poderíamos melhorar esse processo de defesa", afirmou.

"Ainda não temos a certeza de que isso daria certo. É algo que precisamos testar para ver se tem um impacto na defesa dos antioxidantes."

Caso isso se confirme, o consumo de alimentos que contenham vitamina B3 seria importante para o aumento dos antioxidantes no organismo – o que em tese poderia conter o envelhecimento. Essa vitamina pode ser encontrada em alimentos como atum e outros peixes, frango, carne de porco, fígado, ovos, leite, amendoim e arroz.

Mas Serrano alerta que nada consumido em excesso vai fazer bem.

"Acho que quando o assunto é comida, a melhor estratégia é ter uma dieta balanceada, porque com certeza frango e porco têm outras substâncias que não são tão boas. Então não quero dizer às pessoas para comerem o quanto quiserem de frango e porco. Acho que isso não seria racional", ressaltou.

Fonte: BBC.

5 OPÇÕES DE FRUTAS QUE AJUDAM NO EMAGRECIMENTO.

quinta-feira, 3 de março de 2016 0 comentários
A nutricionista Cristiane Perroni, especialista do Eu Atleta, destaca a importância de estimular o consumo de algumas frutas em dietas para emagrecimento por elas possuírem baixa densidade energética, grande quantidade de água na sua composição e serem ricas em fibras. Isso gera saciedade durante o processo de mastigação, digestão e absorção. Ou seja, ela "gastam mais calorias" para serem metabolizados pelo corpo. 

As frutas podem ser consumidas em maior quantidade e de forma livre, pois são verdadeiras fontes de carboidratos, fibras, vitaminas e minerais, além de terem potente ação antioxidante. Prefira a fruta in natura do que na forma de suco. O preparo de sucos reduz a quantidade de fibras. Utiliza-se também maior quantidade de frutas para fazer um copo de suco, tendo maior densidade energética, maior concentração de açúcares e maior estímulo à insulina do que se estivesse comendo a fruta inteira.



Confira as propriedades presentes nas frutas:

Vitamina C
Atua para a formação de colágeno, facilita a absorção de ferro reduzindo o ferro sérico (presente em folhosos verde escuro e leguminosas) ao estado de ferro ferroso que é mais facilmente absorvido. Tem ação antioxidante, o que contribui para defesa contra a ação dos radicais livres.

Beta caroteno
Mantém a saúde da pele e da visão, previne a cegueira noturna e melhora a imunidade. Também possui um efeito antioxidante.

Licopeno
É um potente antioxidante, atua na prevenção de inúmeras doenças (como as cardiovasculares, aterosclerose, câncer de próstata e hipertensão). Também ajuda a minimizar o processo de envelhecimento celular.

Antocianinas 
São flavonoides, possuem potente ação antioxidante, combate a ação de radicais livres e atua na prevenção de doenças cardiovasculares e alguns tipos de canceres e do envelhecimento 

Resveratrol 
Tem ação antioxidante, anti-inflamatória, antiplaquetária, antifúngica e cardio protetora.

Fonte: Eu Atleta.

9 GRAMAS DE CHOCOLATE AMARGO JÁ PROMOVE MUITOS BENEFÍCIOS À SAÚDE.

sábado, 28 de novembro de 2015 0 comentários
Por se tratar de um alimento apreciado no mundo todo, o chocolate vem sendo alvo de inúmeras pesquisas que comprovam benefícios a saúde quando se trata do chocolate amargo. Quanto mais cacau tem o chocolate, mais amargo é e menos açúcar e gordura ele tem. Benefícios cardiovasculares são os mais apontados pelos especialistas, porém, vantagens ligadas a memória, bem estar e prevenção a doenças também já foram relatados por estudos.

O coração é o órgão mais beneficiado pela ingestão do chocolate amargo. Seu consumo melhora o fluxo arterial e faz bem à saúde cardiovascular por diminuir a tendência de coagulação das plaquetas e de obstrução dos vasos sanguíneos. Ajuda a diminuir os níveis de LDL (colesterol ruim). Cientistas da Universidade de Linkoping, na Suécia, descobriram que a versão amarga inibe uma enzima no organismo conhecida por elevar a pressão arterial. O resultado positivo é atribuído às catequinas e procianidinas, antioxidantes encontrados na iguaria.

O chocolate amargo também tem flavonoides, substância que protege o coração e diminui a inflamação dos vasos até mesmo no cérebro, além de dar mais energia e reduzir a ansiedade. Os especialistas afirmam que as pessoas devem consumir uma dose moderada de chocolate, cerca de 9 gramas por dia.

Os flavonoides também foram responsáveis pela melhora da capacidade cognitiva em pessoas mais idosas. Cientistas franceses acompanharam 1640 pessoas com média de idade de 77 anos durante uma década. Quem seguia uma dieta com alimentos ricos em flavonóides, caso do chocolate amargo, teve menor declínio das funções cognitivas.

Destacando a prevenção de doenças, um estudo da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, afirma que o chocolate pode ajudar a combater o câncer de intestino. Isso porque algumas moléculas presentes no cacau, chamadas de procianidinas, possuem propriedades antioxidantes, que serviriam para proteger as células das degenerações do tumor.

Quem não sente aquele prazer quando ingere chocolate? A sensação de bem-estar causada pelo chocolate encontra respaldo na ação da endorfina e da dopamina, relacionadas ao relaxamento. Cientistas afirmam que esse alimento aumenta a produção dessas substâncias tão importantes para o bem-estar nas pessoas.

Durante aquela fase da vida que a maioria das mulheres deseja que as coisas ocorram perfeitamente bem, o chocolate amargo também se mostrou importante e estudos apontam que o alimento ingerido durante gravidez pode ajudar a prevenir a pré-eclâmpsia (hipertensão). Uma pesquisa da Universidade Yale, nos Estados Unidos, sugere que mulheres que saboreiam o chocolate ao menos cinco vezes por semana estão 40% menos propensas a desenvolver o problema do que aquelas que a consomem menos de uma vez. O composto teobromina, encontrado principalmente nas variedades amargas e meio-amargas, pode ser o responsável pelo benefício.

VITAMINAS ANTIOXIDANTES EM SUCOS.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015 0 comentários
VITAMINA E
Estudos afirmam que uma boa ingesta de vitamina E, dietética ou através de suplementos, pode estar relacionada com neuro-proteção, prevenindo alterações na função cognitiva (1). Os tocotrienóis são os mais importantes membros da família da vitamina E. Em um modelo animal de envelhecimento, tocotrienóis prolongaram a vida em 19%, reduzindo a carbonilação de proteínas, um processo de oxidação particularmente tóxico indicativo de envelhecimento. O poder exclusivo de ambos os tocoferóis e tocotrienóis é a sua capacidade de quebrar a reação em cadeia da peroxidação lipídica, neutralizando os radicais peroxil e evitando a propagação dos danos dos radicais livres nas membranas celulares, prolongando a meia vida das células (2).

VITAMINA C 
Vital para o funcionamento das células, o ácido ascórbico, possui atividade anti oxidante, despigmentante, fotorrejuvenecedora, reduz os sinais do fotoenvelhecimento, melhora a textura da epiderme, combate às rugas (3). Por este motivo, age através de diferentes mecanismos de ação proporcionando efeitos benéficos nos tratamentos estéticos destinados a combater os sinais do envelhecimento cutâneo. A vitamina C estimula a síntese de colágeno, que é a maior e mais importante proteína estrutural da pele; participa como cofator na hidroxiprolina, importante aminoácido do tecido conjuntivo e das fibras de colágeno, melhorando a elasticidade e firmeza cutânea, que é o maior alvo do foto envelhecimento crônico (4). 

SELÊNIO
Importante para a atividade biológica humana, o selênio contribui para o desenvolvimento de funções metabólicas essenciais, particularmente relacionadas ao efeito antioxidante e ao fortalecimento do sistema imune, além da prevenção de doenças. Este mineral faz parte de uma enzima anti oxidante (glutationa peroxidase) que atua no interior da célula convertendo compostos tóxicos em atóxicos (peróxido de hidrogênio) resultando na redução dos radicais livres(5). Assim, estudos demonstram que níveis reduzidos de selênio nas células e tecidos têm como consequências concentrações menores da enzima anti oxidante glutationa peroxidase, resultando em maior suscetibilidade das células e do organismo aos danos oxidativos induzidos pelos radicais livres 6;7). Na literatura há evidências de que a deficiência de selênio é um fator importante de predisposição no desenvolvimento de tumores (7).



POLIDEXTROSE Apresenta baixa digestibilidade, capaz de produzir efeitos fisiológicos similares aos de fibras alimentares solúveis pela sua capacidade de atingir o cólon intacto, não sofrendo digestão no trato gastrintestinal superior, tanto pela acidez do estômago quanto pelas enzimas digestivas. CRAIG et al. (1998)(8) descrevem a polidextrose como polissacarídeo ou oligossacarídeo resistente reconhecidos como fibras dietéti cas, na mesma categoria da inulina e galactooligossacarídeos de soja. 
A estrutura complexa e compacta da molécula impede sua completa digestão enzimática no organismo, justificando seu reduzido valor energéti co (1 kcal/g)3,4. JIE et al. (2000)(9), objetivaram estudar os efeitos fisiológicos em indivíduos submeti dos à ingestão de diferentes quantidades de polidextrose. Os indivíduos que receberam polidextrose apresentaram maior frequência e facilidade nas evacuações, devido ao aumento do peristaltismo intestinal ocasionado pela excelente capacidade de retenção hídrica da polidextrose, aumento do peso úmido das fezes, o que a torna pastosa e de fácil eliminação, redução no pH fecal devido à produção de ácidos graxos de cadeia curta, crescimento das células epiteliais cecais normais e nenhuma evidência de efeitos laxativos com ingestão de 90g por dia. O estudo pode verificar que o baixo pH intestinal e o aumento das evacuações podem impedir a produção de toxinas entéricas, tais como o indol e o pcresol (substâncias putrefativas e cancerígenas, produzidas pela fermentação bacteriana), prevenindo a constipação, diverticulose e risco de câncer de cólon.

BETACAROTENO 
Mais importante entre os carotenoides (10), o betacaroteno é essencial para o bom funcionamento do sistema visual, além de exercer funções na diferenciação e manutenção epitelial, na reprodução e desenvolvimento embrionário e na função imunológica (11;12;13). Têm-se demonstrado que o β-caroteno é um potente neutralizador de espécies reativas de oxigênio e sequestrador de radicais livres (14), reagindo com radicais livres, preferencialmente com radicais peroxila (ROO·) e com o oxigênio molecular singlet(1O2), inibindo a peroxidação lipídica no interior das membranas, mantendo assim a integridade e fluidez das mesmas (15). Também atua na formação de pigmentos visuais, no crescimento celular normal, no desenvolvimento, na manutenção da estrutura epitelial e das mucosas que revestem intestinos e vias respiratórias; além de proporciona brilho aos cabelos, fortalecer as unhas e acelerar o metabolismo de gorduras. O betacaroteno também favorece o bronzeamento, acelerando o processo e aumentando a defesa aos raios solares; pois age na recuperação da pele e auxilia na formação da melanina, pigmento responsável por proteger a pele dos raios solares e produzir o bronzeamento.

Referências:
(1) Morris MC, Evans DA, Tangney CC, Bienias JL, Tangney CC, Wil¬son RS. Vitamin E and cogniti ve decline in older persons. Arch Neurol 2002;59:1125-32. Morris MC, Evans DA, Tangney CC, Bienias JL, Wilson RS, Aggarwal NT et al. Relati on of the tocopherol forms to incident Alzheimer disease and to cogniti ve change. Am J Clin Nutr 2005;81:508-14 www.tocotrienol.org 
(2) GONZALES. F.G.; Vitamina E 
(3) Scotti ,L.;VELASCO, M.V.R..Envelhecimento cutâneo à luz da cosmetologia: estudo das alterações da pele no decorrer do tempo e da efi cácia das substancias ati vas empregadas na prevenção. São Paulo: Tecnopress, 2003. 
(4) MACEDO. Otavio R. Segredos da boa pele: preservação e correção. 2. ed. rev. E ampl. São Paulo: SENAC, 1998. 17. 
(5) SILVA, F,J. Selênio, ati vidade biológica e sua relação com o câncer: uma revisão de literatura, Nutrivisa – Revista de Nutrição e Vigilância em Saúde, Vol 2, Núm 1, 2014. 
(6) SCIESZKA, M., DANCH, A., MACHALSKI, M., DROZDZ, M. Plasma selenium concentrati on in pati ents with stomach and colon cancer in the Upper Silesia. Neoplasma, Brati slava, v.44, n.6, p.395-397, 1997. 
(7) BIANCHI, M.L.P., ANTUNES, L.M.G. Radicais livres e os principais anti oxidantes da dieta. Rev Nutr, v 12, n 2, pp 123-130, 1999. 
(8) Craig, S. A. S. et al. Polydextrose as Soluble fi ber: Physiological and Analyti cal Aspects. American Associa ti on of Cereal Chemists. Vol 43, n 05. NY, 1998. 
(9) Jie, Z. et al. Studies on the eff ects of polydextrose intake on physiologic functi ons of chinese peoples. Am J Clin Nutr, vol 72, p 1503 – 1509. 2000. 
(10) El Beitune P, Duarte G, Nunes de Morais E, Quintana SM, Vannucchi H. Defi ciência da vitamina a e associações clínicas.ALAN 2003; 53 (4): 355-63. 
(11) Campos FM, Rosado GP. Novos fatores de conversão de carotenóides provitamínicos A. Ciênc. Tecnol. Aliment 2005; 25 (3): 571-8. 
(12) Graebner IT, Saito CH, Souza EMT. Avaliação bioquímica de vitamina A em escolares de uma comunidade rural. J Pediatr 2007; 83 (3): 247-52. 
(13) Marti ns MC, Santos LMP, Santos SMC, Araújo MPN, Lima AMP, Santana LAA. Avaliação de políti cas públicas de segurança alimentar e combate à fome no período 1995-2002. 3 – O Programa Nacional de Controle da Defi ciência de Vitamina A. Cad. Saúde Pública 2007; 23(9):2081-2093. 
(14) BURTON, G.W. Anti oxidant acti on of carotenoids. Journal of Nutriti on, Philadelphia, v.119, n.1, p.109-111, 1989. 
(15) ROUSSEAU, E.J., DAVISON, A.J., DUNN, B. Protecti on by β-carotene and related compounds against oxygen-mediated cytotoxicity and genotoxicity: implicati ons for carcinogenesis and anti carcinogenesis. Free Radical Biology and Medicine, New York, v.13, n.4, p.407-433, 1992.


SUCO DE UVA INTEGRAL E BENEFÍCIOS À SAÚDE.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015 0 comentários
São inúmeras as evidências associando o consumo de vinho tinto a benefícios à saúde humana. No entanto, muitas pessoas apresentam restrições ao consumo de bebidas alcoólicas, e nestes casos o consumo de suco de uva integral vem sendo anunciado como uma substituição com valor nutricional equivalente. As sementes e a casca de uva contêm flavonóides, ácidos fenólicos e resveratrol, que mostraram ter atividades funcionais (Soares et al, 2008), e alguns estudos verificaram semelhanças entre a atividade antioxidante do suco e do vinho tinto (Frankel et al, 1998; Vinson et al,1999).

A atividade antioxidante do suco de uva integral se deve à presença de compostos fenólicos, que são substâncias amplamente distribuídas no reino vegetal, em particular nas frutas e em outros vegetais (Soares et al, 2008). Eles são conjuntos heterogêneos que apresentam em sua estrutura vários grupos benzênicos característicos, substituídos por grupamentos hidroxilas (Hernandez & Prieto Gonzáles, 1999) e agem como antioxidantes não somente pela sua habilidade em doar oxigênio ou elétrons, mas também por causa de seus radicais intermediários estáveis que impedem a oxidação de vários ingredientes do alimento, particularmente de ácidos graxos e de óleos (Cuvelier et al, 1992; Maillard et al, 1996).

Além de sua atividade antioxidante, os compostos fenólicos possuem, também, várias propriedades biológicas que podem contribuir para um efeito cardioprotetor, incluindo a habilidade de inibir as atividades de agregação plaquetária e formação de trombose (Demrow et al, 1995 ; Freedman et al, 2001), além de reduzir potencialmente os lipídios plasmáticos (Dávalos et al, 2006). Existem ainda alguns artigos que relacionam os compostos fenólicos à função renal, câncer e cognição (Huntley, 2007).

O suco de uva integral contém mais compostos fenólicos glicosilados do que o vinho, sendo que, segundo HOLLMAN et AL (1995), estes compostos são mais facilmente absorvidos pelo organismo e , ainda, a ausência de álcool permite que o suco seja consumido pela maioria das pessoas, inclusive crianças e aquelas portadoras de algumas doenças, por exemplo, a hepatite (Malacrida & Motta, 2005).

Apesar de todos os benefícios citados, não podemos exagerar na dose: o suco de uva integral apresenta alto valor calórico e, portanto, deve ser consumido com moderação. A pirâmide alimentar recomenda o consumo de 3 a 5 porções de frutas ao dia e 1 copo de 200ml de suco corresponde à duas porções deste grupo.

Bibliografia
SOARES, M. et al. Compostos fenólicos e atividade antioxidante da casca de uva Niágara e Isabel. Revista Brasileira de Fruticultura, Jaboticabal, v.30, n.1, p. 059-064, 2008.

FRANKEL, E. N. et al. Commercial grape juice inhibits the in vitro oxidation of human low-density lipoproteins. Journal of Agriculture and Food Chemistry, v.46, p. 834-838, 1998.

VINSON, J.A. et al. Vitamins and especially flavonoids in common beverages are powerful in vitro antioxidants which enrich lower density lipoproteins and increase their oxidative resistance after ex vivo spiking in human plasma. Journal of Agriculture and Food Chemistry, v. 47, p. 2502-2504, 1999.

KRAUSS, R.M. et al. AHA dietary guidelines Revision 2000: A statement for healthcare professionals from the nutrition committee of the American Hearth Association. Circulation, n. 102, p. 2284-2299.

HERNÁNDEZ, A.M.; PRIETO GONZÁLES, E.A. Plantas que contienen polifenoles. Revista Cubana de Investigaciones Biomedica, Ciudad de La Habana, v.18, n.1, p.12-14, 1999.

CUVELIER, M.E.; RICHARD, H.; BERSET, C. Comparison of the antioxidant activity of some acid phenols: structure-activity relationship. Bioscience Biotechnology and Biochemistry, Benkyoku, v.59, p.324-325, 1992.

MAILLARD, M.N. et al. Antioxidant activity of barley and malt: relationship with phenolic content.Lebensmittel-Wissenschaft & Technologie, London, v.3, p.238-244, 1996.

DEMROW, H.; SLANE, P.R.; FOLTS, J.D. Administration of wine and grape juice inhibits in vivo platelet activity and thrombosis in stenosed canine coronary arteries. Circulation, n.91, p. 1182-1188, 1995.

FREEDMAN, J.E. et al. Select flavonoids and whole juice from purple grapes inhibit platelet function and enhance nitric oxide release. Circulation, n. 103, p. 2792-2798, 2001.

DÁVALOS, A. et al. Red Grape juice polyphenols alter cholesterol homeostasis and increase LDL-Receptor activity in human cells in vitro. Journal of Nutrition, v. 136, p. 1766-1773, 2006.

HUNTLEY, A.L. Grape flavonoids and menopausal health. Menopause International, v.13, p. 165-169, 2007.

HOLLMAN, P.C.H. et al. Absorption of dietary quercetin glycosides and quercetin in healthy ileostomy volunteers. American Journal of Clinical Nutrition, v.62, p. 1276-1282, 1995.

MALACRIDA, C.R.; MOTTA, S. Compostos fenólicos totais e antocianinas em suco de uva. Ciência e Tecnologia de Alimentos, n.25, v.4, p.659-664, 2005.

Fonte: RG Nutri.

ORGÂNICOS APRESENTAM MAIS ANTIOXIDANTES?

sábado, 7 de novembro de 2015 0 comentários
Frutas, cereais e vegetais orgânicos têm mais antioxidantes e menos metais tóxicos e resíduos de pesticidas do que os seus equivalentes não-orgânicos, revelou o mais amplo estudo na área até o momento, um compilado de 343 pesquisas liderado pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

No que afetam a dieta nossa de cada dia, os antioxidantes adicionais significam que a simples troca para frutas, vegetais e cereais orgânicos equivaleria a acrescentar uma ou duas porções diárias desses alimentos. Os orgânicos apresentaram uma concentração entre 19% a 69% superior de antioxidantes, que vêm sendo ligados à redução dos riscos de doenças crônicas, como as cardiovasculares e as neurodegenerativas, além de alguns tipos de câncer. Os benefícios à saúde, entretanto, ainda não foram comprovados.

Em média, foi observada, nos orgânicos, uma concentração 48% menor de cádmio, metal pesado que produz efeitos tóxicos, e os vegetais convencionais apresentaram quatro vezes mais chances de conter resíduos de pesticidas.

Essa é a comparação mais extensa feita até hoje da composição de alimentos orgânicos em relação aos produzidos de maneira convencional. De acordo com o líder do estudo, Carlo Leifert, a descoberta "constitui uma importante contribuição às informações disponíveis atualmente para os consumidores, que até agora eram confusas e, em muitos casos, conflitantes".

Os resultados contradizem um estudo de 2009 da agência reguladora de alimentos britânica, a FSA, que não havia encontrado benefícios nutricionais significativos nos orgânicos. A pesquisa da FSA se baseou em 46 publicações sobre cereais, carnes e produtos lácteos, contra as 343 publicações do mundo inteiro, revisadas por pares e reunidas na análise da Universidade de Newcastle, que foi publicada no British Journal of Nutrition.

- A principal diferença dos dois estudos é o tempo. A pesquisa na área demorou a deslanchar, e agora temos muito mais dados do que tínhamos cinco anos atrás - disse Leifert, professor de Agricultura Ecológica na universidade.

- Nossos resultados são altamente relevantes e vão ajudar tanto cientistas quanto consumidores a se posicionarem frente a informações geralmente conflitantes sobre a densidade de nutrientes dos orgânicos e de alimentos vegetais convencionais - afirmou Charles Benbrook, professor da Universidade do Estado de Washington que participou do estudo. 

Embora silencie em relação aos benefícios à saúde, a pesquisa confirma a expectativa de que, sem agrotóxicos, os vegetais produziriam mais antioxidantes, já que muitos servem justamente como um mecanismo de defesa natural das plantas contra pragas e doenças. A agricultura orgânica, ao eliminar o uso de fertilizantes e pesticidas, apresenta, entre as vantagens, a menor degradação do solo e dos rios, embora produza colheitas menos fartas, o que pode implicar no preço.

Dados de 2013 do governo federal indicam que o número de produtores orgânicos individuais no Brasil ultrapassa os 6,7 mil, sendo que existem 10 mil unidades de produção com mais de um agricultor. A maior concentração de produtores está no Nordeste, com quase 3 mil deles e 3,1 mil unidades cadastradas, seguido pelo Sul, com 1,9 mil e 3,1 mil unidades.

Mas o volume de pesquisas sobre o assunto ainda é escasso. De acordo com José Pedro Santiago, engenheiro agrônomo que é diretor da IBD, uma das maiores certificadoras de orgânicos do país, essa é uma necessidade para que os produtos se tornem menos elitistas, fato que ocorre principalmente em função dos preços de mercado:

— Essas pesquisas são raras no mundo e, ainda mais, no Brasil. Ajudam a comprovar diferenças perceptíveis de forma empírica: uma planta que recebe cargas elevadas de adubos solúveis, entre outras coisas, tem de ser diferente de uma criada no ritmo da natureza.

A lei que regula a produção orgânica no Brasil abrange desde temas trabalhistas aos ambientais e sociais. Segundo o Projeto Organics Brasil, após crescimento de 22% em 2013, o mercado de produtos orgânicos deve crescer cerca de 35% neste ano.

Por que isso é importante?
Os antioxidantes são associados à redução dos riscos de doenças crônicas, como cardiovasculares e neurodegenerativas (controle dos níveis de colesterol e prevenção ao Alzheimer, por exemplo), além de diferentes tipos de câncer. Os benefícios à saúde, entretanto, ainda não foram comprovados em estudos conclusivos.

O estudo constatou que os orgânicos apresentaram uma concentração entre 19% e 69% superior de antioxidantes. Levando em conta uma dieta recomendada de cinco frutas e vegetais ao dia, substituí-los por produtos orgânicos equivale a comer uma ou duas porções a mais desses elementos no que se refere à presença de antioxidantes.

Os antioxidantes protegem as células dos efeitos danosos dos radicais livres. Alguns nutrientes, naturalmente presentes ou adicionados nos alimentos, possuem essa propriedade.

Eles agem inibindo a formação das moléculas, impedindo o ataque dos radicais livres e reparando as lesões causadas.

A forma de ação
As células do nosso corpo estão constantemente sujeitas à formação de radicais livres. Fatores externos como poluição e radiação solar e até nosso metabolismo, pela respiração, podem liberar essas moléculas instáveis (por terem perdido um elétron) no organismo. A missão deles é recuperar o elétron por meio das moléculas que estão ao seu redor. Os antioxidantes têm a missão de "devolver" esse elétron ao radical, para neutralizar sua ação nociva.

Onde eles têm atuação
Estudos indicam que a vitamina C protege contra danos pela exposição a radiações e medicamentos. Favorece a formação de dentes e ossos, ajuda na imunidade e na respiração celular. Eficaz contra doenças infecciosas e suplemento no tratamento de câncer. A vitamina E pode impedir danos associados a doenças específicas como Alzheimer e Parkinson. A vitamina A tem apresentado ação preventiva contra vários tipos de câncer como o de mama, estômago, bexiga e pele. Está relacionada ao desenvolvimento dos ossos e à ação protetora na pele e na mucosa. Os flavonoides previnem de doenças cardiovasculares. Tem ação anti-inflamatória, hormonal, anti-hemorrágica, antialérgica e anticâncer. As catequinas podem ser benéficas para algumas doenças como diabetes tipo 1, cardiopatias e infecções virais.

Como se fartar
Entre os nutrientes com ação antioxidante, estão beta-caroteno, vitaminas A, E e C, flavonoides, isoflavona, catequinas, carotenoides, licopeno. Veja em quais alimentos encontrá-los.

Beta-caroteno — presente em alimentos de cor amarela/laranja e vegetais verdes escuros, como mamão, cenoura, abóbora, manga, pêssego, espinafre, couve, chicória, agrião.

Vitamina E — grãos e sementes oleaginosas, como gérmen de trigo, semente de girasol, noz, amêndoa, avelã. Também encontrada em couve, abacate, alface, espinafre, carne magra, produto lácteo e óleo vegetal.

Vitamina C — frutas cítricas como laranja, limão, abacaxi, kiwi.

Flavonoides/isoflavona — suco de uva, vinho tinto, morango, noz, soja.

Carotenoides e vitamina A — legumes e frutas de cor laranja/vermelhas. Alguns carotenoides podem se converter em vitamina A, que também pode ser encontrada, além de em legumes e frutas, em alimentos de origem animal.

Licopeno — alimentos avermelhados, como tomate, melancia, goiaba.

Fonte: Zero Hora.