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MITOS E VERDADES SOBRE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016 0 comentários
Os alimentos industrializados estão ganhando cada vez mais espaço no mercado de alimentos. Isso está acontecendo por conta da praticidade destes produtos, afinal já são comprados prontos ou semi-prontos. As pessoas tem trocado a qualidade dos alimentos naturais, pela facilidade dos produtos industriais. Confira alguns mitos e verdade!

Foto Gisele Tesser/Colaborador

Biscoitos de aveia oferecem os mesmos benefícios da aveia in natura
Não. “O ideal é o consumo da aveia crua, em vitaminas, saladas de frutas ou iogurtes, pois a quantidade de betaglucanas é reduzida quando a aveia é aquecida, como no preparo de mingaus, bolos e biscoitos”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio. Betaglucanas são fibras que reduzem a absorção de gorduras e açúcares durante a digestão, controlando os níveis de colesterol e glicose no sangue.

Barrinhas de cereais são bons lanches e ricos em fibras
VERDADE. Combinando alguns tipos de cereais, as barrinhas oferecem boa quantidade de fibras, que melhoram o trânsito intestinal e aumentam a sensação de saciedade, por isso são boas opções para lanches durante a manhã e tarde. Verifique sempre o rótulo e opte por produtos sem muito açúcar ou sódio. Dispense também os que contêm atrativos como chocolate e camadas de doces.

Suco de uva concentrado e engarrafado também protege o coração
VERDADE. Apesar de industrializado, o suco de uva concentrado contém substâncias antioxidantes, que previnem doenças cardiovasculares e o desenvolvimento de câncer. Porém, sucos naturais sempre são vantajosos, pois oferecem também diversos outros nutrientes e, se preparados com a casca da fruta, ainda fornecem fibras.

Sucos industrializados são ricos em vitaminas
MITO. Cheios de corante e açúcar, os sucos de caixinha geralmente possuem somente uma parte composta de polpa natural da fruta, que já perdeu grande parte dos nutrientes. Sucos preparados com frutas frescas e bebidos logo após o preparo são mais saudáveis e nutritivos.
Foto Paula Casério

Milho e ervilha enlatados oferecem os mesmos nutrientes que os alimentos frescos
Não. “Os enlatados fornecem menos micronutrientes e maior teor de sódio, que em excesso é prejudicial”, afirma a nutricionista Greice Caroline Baggio. Isso sem contar os conservantes contidos nesses alimentos.

Fonte: Alto Astral.

5 ALIMENTOS QUE CONTRIBUEM A LONGEVIDADE.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016 0 comentários

EuAtleta 5+ Nutrição Longevidade_5 (Foto: Eu Atleta | Arte Info)

A boa alimentação pode fazer toda a diferença em vários aspectos da vida. E alguns tipos de alimentos podem nos ajudar a viver de forma mais saudável e até mesmo prolongar os anos de vida. A nutricionista Mirella Guida, especializada em doenças crônicas não transmissíveis pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em São Paulo, listou cinco deles, como amêndoas, batata doce, canela, guaraná e mirtilo. Que tal inclui-los esses alimentos na dieta?

- Seja melhorando a qualidade de vida ou ajudando o nosso corpo a funcionar melhor, alguns alimentos são riquíssimos em diversas substâncias benéficas - destacou a nutricionista.

Confira alimentos que vão trazer mais saúde:



Amêndoas
A principal característica é que ela é uma boa fonte de vitamina E, que tem importante ação antioxidante e atua na modulação do sistema imune. Por conta do seu perfil de gorduras monoinsaturadas, ela ajuda a diminuir o colesterol ruim (LDL), enquanto aumenta o colesterol bom (HDL), além de proteger o corpo da formação de radicais livres. O consumo de amêndoas, bem como de outras oleaginosas, consiste em uma ótima opção para compor os lanches intermediários. 

Batata doce
Famosa em dietas fitness, ela é fonte de carboidratos complexos. Ou seja, aqueles que não elevam muito o açúcar no sangue por conta de sua absorção mais lenta, o que promove uma maior saciedade, sendo uma boa alternativa para indivíduos diabéticos. Ela contém ainda betacaroteno, precursor da vitamina A, que por sua vez é um nutriente essencial no processo de visão, manutenção epitelial, reprodução e secreção das mucosas. Vale ressaltar que, por ser responsável pela coloração amarelo e alaranjada nos vegetais, o betacaroteno estará mais presente no tipo de batata doce mais próximo dessa coloração. 



Canela
Especiaria originária do Sri-Lanka, ela é utilizada em diversos pratos, sobremesas, massas de bolos e pães, também pode ajudar na sua saúde. Estudos mostram que a canela tem uma ação termogênica que pode ser um empurrãozinho a mais para aqueles que buscam emagrecer. Os polifenóis encontrados na canela podem levar a melhorias em fatores de risco para diabetes e doenças cardiovasculares, como níveis de triglicerídeos, glicose e pressão arterial aumentados.

Guaraná
O consumo pode estar relacionado à maior longevidade, uma vez que pesquisas sobre o tema tem trazido resultados positivos na cidade com a maior plantação e grande consumo de guaraná do país, Maués. Os hábitos da população desta pequena cidade do Amazonas têm sido estudados, já que apresentam uma das maiores expectativas de vida do Brasil. Além disso, o guaraná, possui ação antioxidante por possuir uma grande quantidade de catequinas, que ajudam no combate a doenças, como as neurodegenerativas e cardiovasculares, por exemplo. Por conta de seu efeito estimulante, o guaraná é bastante utilizado para melhora de performance de atletas e praticantes de atividade física. É considerado seguro quando não combinado com outros agentes estimulantes.

Mirtilo ou blueberry
Conhecido também por seu nome em inglês, blueberry, compõe o grupo das frutas vermelhas juntamente com framboesa, amora, cranberry, morango entre outros. Este fruto tem um conteúdo particularmente elevado de polifenóis tanto na casca quanto na polpa, os quais conferem funções de proteção sobre as paredes das células. Além disto contém antocianina, pigmento pertencente ao grupo dos flavonoides que age de maneira benéfica em nosso organismo através do combate contra radicais livres, da ação anti-inflamatório e do controle do LDL colesterol. 

Fonte: Eu atleta.

NUTRIÇÃO PARA A PELE.

terça-feira, 18 de outubro de 2016 0 comentários
A ciência tem procurado decifrar os mecanismos básicos do percurso de amadurecimento do corpo humano. No entanto, podemos abandonar o sonho de que um dia a poção mágica da juventude saia pronta de um laboratório de um gênio.

A pele como qualquer outro órgão do corpo, também não escapa ao envelhecimento, onde podemos notar de forma mais visível o aumento das marcas da idade e o seu percurso de perda de elasticidade. Um dos fatores associados à perda de firmeza da pele é a diminuição de produção de substâncias químicas e percursores nutricionais. Esta diminuição está diretamente associada à produção de radicais livres.

O envelhecimento da pele começa, sem que o possamos perceber visivelmente, entre os 25 e 30 anos de idade. A única coisa que diferencia uma pessoa da outra é que o tempo fisiológico é inerente a cada uma, e pode fazer com que as marcas do processo de envelhecimento apareçam em determinada idade e não em outra. Nesse aspeto, os hábitos de vida têm grande importância para a saúde e beleza da pele.

Alguns fatores podem acelerar o processo, como exposição ao sol, agressões ambientais, poluição, alimentação desequilibrada, fumo, consumo de álcool e alterações hormonais que acontecem na menopausa. Se adicionarmos a tudo isto, uma alimentação pobre em nutrientes, este envelhecimento torna-se precoce.

Na luta contra este envelhecimento precoce, especialistas não param de descobrir novas técnicas e substâncias para retardar o ritmo do relógio biológico. A cada dia encontram-se mais e mais fórmulas capazes de retardar o envelhecimento da pele.

Descobertas de verdadeiras "pílulas da beleza" têm-se tornado uma febre nos consultórios e clínicas de estética. Agora a coqueluche do momento é o DMAE (dimetilaminoetanol). Começam então a aparecer no mercado cosméticos que incluem o DMAE na sua formulação.

Misturado com outros nutrientes, combinado com uma base antioxidante e aplicado sobre a pele, o DMAE proporciona uma melhoria rápida e extrema na aparência da pele flácida", afirma o dermatologista americano Nicholas Perricone, no seu livro "O Fim das Rugas".

DMAE nos alimentos
O DMAE, agora utilizado na cosmética, está também presente em alguns alimentos. Para além da cosmética, a nutrição tem um papel muito importante para manter a juventude da pele. Assim aliar uma boa nutrição à cosmética, é meio caminho andado para uma pele saudável e bonita.

O DMAE, como vimos ajuda a pele a ganhar mais firmeza, este encontra-se naturalmente no nosso corpo (fígado, cérebro e coração) e em peixes como as anchovas, as sardinhas, o salmão e o atum, assim devemos incluir na nossa alimentação este tipo de peixes.

Esta substância também pode ser ingerida em suplementos. Ao ser administrado por via oral passa pelo trânsito gastrointestinal sem sofrer grandes alterações, penetra a barreira hematoencefálica e aumenta os níveis de colina, e consequentemente, aumenta a síntese de acetil-colina diretamente a nível cerebral (é portanto um precursor indireto da acetil-colina).

Este tem a sua ação aumentada com a suplementação concomitante de vitamina B5 (pantotenato de cálcio), colina, lecitina de soja, L-fenilalanina, L-tirosina, L-acetilcarnitina e Ginkgo biloba. No entanto, o DMAE não é indicado em pessoas que sofrem de epilepsia, grávidas, mulheres em fase de amamentação e em homens com problemas de próstata.

O uso de vitaminas, minerais ou outros suplementos pode trazer bons resultados, mas a automedicação não é recomendada. Consulte sempre um médico para a sua avaliação e acompanhamento, quando se tratar de assuntos relacionados com a saúde.

Nutrição para a pele
Como já vimos, a pele é uma das vozes de alarme do nosso organismo, que se expressa sob a forma de falta de luminosidade, elasticidade, rugas, etc. Quanto antes a pessoa se interessar pela elaboração de uma alimentação rica em nutrientes, melhor.

Procurar um nutricionista pode ajudar a garantir a beleza da pele no futuro. Frutas e legumes cor de laranja e verde escuro, são alguns ingredientes indispensáveis também para a saúde da pele. Alimentos como melão, laranja, cenoura, abóbora, brócolos, manga, alperces, tangerinas e melancia são excelentes pois contêm muitas vitaminas antioxidantes.

Outros bons amigos da beleza da pele, são os ácidos gordos, ômega 6 existente nas oleaginosas e seus óleos (açafrão ou cártamo, girassol, gérmen de trigo e milho), e o ômega 3 existente nos peixes gordos (onde também existe o nosso DMAE) e nos óleos de soja e colza.

A sardinha em lata é também um alimento rico em vitamina E. Esta vitamina trabalha em equipa com os ácidos gordos essenciais e tem grande poder antioxidante. A alimentação de quem deseja manter a pele em ordem deve incluir ainda muita água. Não se deve dispensar o consumo diário de dois litros de água.

Podemos concluir que é da máxima importância manter uma alimentação equilibrada, rica em vegetais, frutas ou sumos naturais, rica em gorduras polinsaturadas provenientes dos peixes gordos e oleoaginosas, e evitando o excesso de gorduras saturadas.

Fonte: lifestyle.

ALIMENTOS BIODINÂMICOS.

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Mas você já ouviu falar nos alimentos biodinâmicos? Eles prometem sabores que dão a sensação de uma experiência mais intensa e saudável, além de um modo de produção sustentável.

Fundador da Antroposofia, Rudolf Steiner é também responsável pela introdução do modelo agrícola de produção da biodinâmica. Na primeira metade do século XX, em 1924, Steiner proferiu oito palestras para agricultores falando sobre o tema da biodinâmica.

Segundo ele, “a única coisa que torna viável a vida física na Terra, é sem dúvida, a agricultura”. É a agricultura inclusive é “a atividade que mais foi afetada pela vida espiritual moderna”. Desta forma, a alimentação das pessoas foi prejudicada e os alimentos deixaram de ter elementos essenciais para o desenvolvimento humano pleno.

Assim como na agricultura orgânica, a biodinâmica não usa adubos químicos, venenos, herbicidas, sementes transgênicas, antibióticos ou hormônios. A diferença é que essa prática agrícola procura a integração entre as várias atividades de uma propriedade, como horta, pomar, pastos, mananciais, criação animal e florestas nativas. Ou seja, o agricultor visa transformar sua produção em um organismo concluso e diversificado. Simples conceitos como adubar, por exemplo, tornam-se mais complexos na biodinâmica. Adubar seria semelhante a vivificar e tonificar o solo e não apenar dar nutrientes para as plantas.

Para os agricultores dessa vertente, o reino vegetal está diretamente ligado às forças cósmicas e, por isso, é um reflexo do que se passa no Cosmo. Para intensificar as relações entre Terra e Cosmo, a biodinâmica usa preparados homeopáticos feitos de minerais, esterco bovino e plantas medicinais, com o objetivo de fortalecer os alimentos.

Entre os princípios que norteiam essa forma de produção estão a cura da terra, a produção de alimentos com vitalidade, o respeito ao meio ambiente, ao agricultor e suas tradições e ao consumidor.

Presente em mais de 50 países, esse tipo de agricultura visa cultivar o meio ambiente e proporcionar uma alimentação saudável ao ser humano. No mundo inteiro, os produtos biodinâmicos levam a marca da Demeter, que garante uma cultura agrícola baseada nos campos culturais, espirituais, políticos e legais, econômicos e ecológicos.

No Brasil, é possível encontrar produtos do selo Demeter à venda. Alguns tipos de alimentos não são vistos por todo o ano no mercado, porque a biodinâmica respeita o sistema de produção e o ciclo de vida natural das plantas. “Nossos produtos são sazonais, mas de alto valor biológico, nutricional e vital”.

Fonte: Vivo verde.

ALIMENTOS SEM AGROTÓXICOS.

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Lentamente o consumidor brasileiro começa a acordar para a qualidade do alimento orgânico e,neste momento, ele também se depara com diversos termos (aparentemente) sinônimos que,com certeza, o confundem. Afinal qual é o melhor alimento e o que significa cada termo?


Agricultura Biodinâmica
O filósofo e pesquisador austríaco Rudolf Steiner(1924) ampliou a visão da agricultura baseadona ciência espiritual da Antroposofia, chamando-a de Agricultura Biodinâmica. As idéias deSteiner foram difundidas por todo o mundo com a colaboração de E.E Pfeiffer.

Na prática, o diferencial da Agricultura Biodinâmica se faz com a utilização de preparados
biodinâmicos, compostos de alta diluição elaborados na perspectiva homeopática, a partir de substâncias minerais, vegetais e animais. Os compostos biodinâmicos, além de esterco e matéria orgânica, são adicionados de plantas medicinais. Além disso, as influências cósmicas e astronômicas também são consideradas e a Biodinâmica segue um calendário de influências da lua e de outros planetas no crescimento, plantio e colheita das plantas.
Uma estreita relação com os reinos da natureza e com a fenomenologia de Goethe também está presente na Agricultura Biodinâmica, relação que embasa conceitos como o de “fazenda como organismo vivo” e “força vital ou etérica” dos alimentos, do solo e da planta. As práticas da agricultura biodinâmica possuem seu próprio sistema de certificação, o selo Demeter de qualidade, fiscalização e credenciamento de agricultores.

Agricultura Biológica
No início dos anos 30, na Suíça, surgiu também outro movimento de agricultura a partir das idéias de um biologista e político, Hans Muller, que tinha objetivos socioeconômicos e políticos e buscava a autonomia do agricultor e a comercialização direta. O modelo foi difundido por volta dos anos 60 quando o médico Hans Peter Rusch difundiu esse método que também tinha por princípios a proteção do ambiente, a qualidade biológica dos alimentos e o desenvolvimento de fontes de energia renováveis.
Uma característica inicial dessa corrente era a de não priorizar a associação agricultura/pecuária. O uso da matéria orgânica podia vir de outras unidades de produção e o essencial era a integração das unidades de produção com as atividades socioeconômicas locais.

Na França, a Fundação Nature e Progrés e na Alemanha, a Associação Bioland são adeptas
desse movimento e nesses países, bem como em Portugal, o termo mais comum é “alimento biológico”.

Agricultura Orgânica
O pesquisador Albert Howard, considerado o pai da Agricultura Orgânica, trabalhou na Índia, a serviço da Inglaterra, na estação experimental de Pusa e começou a observar a maneira que os camponeses indianos reciclavam materiais orgânicos para fazer compostos e utilizar na agricultura, evitando o uso de fertilizantes químicos. Howard percebeu a melhor qualidade do solo e das plantas nele cultivadas e que os animais dos camponeses não adoeciam, enquanto os da estação experimental, apesar dos vários métodos sanitários empregados, eram mais suscetíveis as enfermidades.

Em 1940, Howard publicou o clássico da Agricultura Orgânica, “Um Testamento Agrícola”. Na Inglaterra, Lady E. Balfour publicou “The Living Soil” (1943) e fundou a Soil Association, fatos que ajudaram a divulgar as idéias de Howard. Jerome Irving Rodale popularizou as idéias de Howard nos EUA. No ano de 1979, a Agricultura Orgânica foi regulamentada nos estados de Oregan, Maine e Califórnia e a partir daí os alimentos orgânicos puderam ser rotulados como tal.
Em 1984 a AO foi reconhecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O Brasil assumiu esse termo como genérico, assim como a Inglaterra e os EUA. 

Fonte: Agan.

5 SINAIS DE QUE TALVEZ VOCÊ NÃO ESTEJA CONSUMINDO PROTEÍNAS SUFICIENTES.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016 0 comentários
GETTY IMAGESImage caption Dores musculares podem estar diretamente relacionadas à falta de ingestão de proteína

Você chega em casa depois do trabalho extremamente cansado, quase se arrastando? A dor nos músculos é constante e não vai embora? Você perde cabelo na mesma velocidade com a qual ganha rugas?

Se algum desses sinais lhe soa familiar, você vai se surpreender ao saber que pode estar relacionado à ingestão de proteína (pobre).

"O mais comum é que as pessoas consumam proteínas em excesso", disse Aisling Pigott, porta-voz da Associação de Nutricionistas do Reino Unido, à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC.

"Mas as dietas muito baixas em calorias ou mal equilibradas podem levar a um déficit proteico", acrescenta Pigott.

Proteínas desempenham um papel fundamental em nosso organismo.

Nossos músculos, cartilagens, ligamentos, pele, cabelo e unhas são compostos basicamente de proteína, constituída a partir de cadeias de aminoácidos.

Moléculas menores de proteína são talvez menos conhecidas, mas vitais para o funcionamento do corpo.

Entre as proteínas mais famosas, por exemplo, estão hemoglobina, anticorpos, certos hormônios (como a insulina) e enzimas.

Tudo isso faz com que o uso dessas cadeias de aminoácidos não apenas seja vital para o aporte de energia, mas também para a reparação de tecidos, a oxigenação do corpo e o sistema imunológico.

Se nosso corpo não recebe a quantidade de proteína de que precisa, começará a lançar sinais de alerta.

Confira alguns deles:GETTY IMAGESImage captionCarne, ovos e peixe são alimentos ricos em proteína

1. Fadiga
A fadiga excessiva ou crônica é o primeiro sinal de falta de proteína.

Dado que a deficiência desse composto é derivada diretamente de uma dieta pobre em calorias, o organismo não conta com energia suficiente para cumprir tarefas rotineiras.

"Há um mínimo necessário de proteínas que devemos consumir todos os dias para o corpo funcionar corretamente", afirmou a nutricionista Elizabeth González, porta-voz das Associação de Nutricionistas de Madri, na Espanha.

Recomenda-se comer entre 0,7 e 0,8 gramas de proteína por quilo de peso. Por isso, um homem de 80 quilos deveria consumir 64 gramas de proteína por dia.

Em média, homens devem consumir 55 gramas, e mulheres, 45 gramas, todos os dias.

"Mas depende da atividade física da pessoa ou se ela está em fase de crescimento. A quantidade necessária de proteína pode ser maior", afirma Aisling.

2. Fraqueza de cabelo e pele

Um segundo alerta sobre a falta de proteína no corpo é queda ou enfraquecimento do cabelo.

As proteínas mantêm o cabelo saudável e em fase de crescimento.

Isso porque o cabelo - e os folículos que os sustentam - são feitos de proteína e a falta dessas moléculas os enfraquece.GETTY IMAGESImage captionAnticorpos são estruturas formadas por proteínas; dietas com baixo teor proteico aumentam vulnerabilidade a doenças

Essa é uma das razões pelas quais os cabelos de pessoas que fazem dietas com baixo teor proteico tendem a crescer mais lentamente. E, em casos extremos, pode ocorrer queda dos fios.

Assim como o cabelo, as unhas e a pele também dependem das proteínas para se regenerar.

A pele é composta por três tipos de proteínas: colágeno, elastina e queratina.

"Níveis baixos dessas proteínas causam rugas e deixam a pele mais fina", explica em seu site a Clínica Cleveland, nos Estados Unidos.

3. Perda de massa muscular

Um terceiro sintoma está relacionado aos músculos.

A insuficiência de proteína reduz a massa muscular, impedindo-nos de realizar atividades físicas.

Estes distúrbios musculares, em um nível muito avançado, podem causar câimbras irritantes.

"Esse tipo de proteína que também comemos parece desempenhar um papel central em evitar a perda muscular", diz a nutricionista Jennifer K. Nelson, no site da Clínica Mayo.

Isto é importante, por exemplo, no caso de pessoas idosas, que tendem a perder massa muscular com o avanço da idade.ISCIENCE PHOTO LIBRARYImage captionCansaço extremo pode ser decorrente de falta de proteína

As proteínas que comemos têm vários tipos de aminoácidos.

"Estudos mostram que o aminoácido leucina preserva a massa muscular", afirma Jennifer K. Nelson.

A leucina é mais encontrada em alimentos de origem animal, como carne bovina, cordeiro, carne de porco, frango, peixe, ovos ou laticínios.

Também é encontrada na soja e, em menor grau, em outros grãos, nozes e sementes.

4. Doente com frequência

Um quarto alerta importante sobre a falta de proteína é a frequência com que ficamos doentes.

"É impossível para o sistema imunológico funcionar sem proteínas. Até porque os anticorpos são estruturas formadas por proteínas", diz González.

De fato, uma das principais funções das proteínas é apoiar o sistema imunológico.

Neste sentido, uma dieta pobre em proteínas nos expõe mais facilmente a infecções e resfriados.GETTY IMAGESImage captionQueda de cabelo também pode estar relacionada à baixa ingestão de proteína

5. Digestão problemática

E, finalmente, a falta de proteínas também está associada a problemas digestivos, como gás e constipação.

Para uma boa digestão, os aminoácidos são fundamentais e seus níveis são diretamente proporcionais à nossa ingestão de proteínas.GETTY IMAGESImage captionAlguns grãos são ricos em proteína

Barato e acessível
As proteínas são, em grande parte, associadas ao consumo de alimentos de origem animal, como carne, leite, queijo, ovos ou peixe.

No entanto, há várias alternativas aos adeptos da dieta vegetariana ou vegana.

Lentilhas, soja, grão de bico, amêndoas, amendoins ou ervilhas são apenas alguns dos alimentos fáceis de serem obtidos e cujos preços são quase sempre acessíveis.

Quinoa e soja são dois grãos, por exemplo, que contêm todos os aminoácidos essenciais.

Fonte: BBC.

GORDURA ABDOMINAL É FATOR DE RISCO PARA DOENÇAS.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016 0 comentários
Manter uma boa composição corporal é importante para a saúde e, também, para a secreção do hormônio do crescimento. É o que evidencia o estudo de Miller K. publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, onde mulheres com índice de massa corporal (IMC) normal, mas com um aumento da gordura abdominal localizada apresentaram uma secreção do hormônio do crescimento diminuída.

O hormônio do crescimento, do inglês growth hormone (GH), é produzido pela glândula hipófise, localizada na base do crânio, e desempenha um importante papel no corpo humano. Ele é fundamental para o crescimento desde os primeiros anos de vida até quando atingimos idades mais avançadas, onde ele ainda é produzido.

Durante a noite, enquanto dormimos, ocorre a maior liberação do GH, que após secretado estimula as células do nosso fígado para a produção do IGF-1 ou fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1. O IGF-1 é uma proteína com 70 aminoácidos que recebe esse nome por ter a sua estrutura muito semelhante à insulina. A produção de IGF-1 é essencial para a nossa saúde por estimular o crescimento celular, diminuir o percentual de gordura corporal, aumentar o anabolismo e a definição muscular, aumentar a síntese proteica, a reparação celular e a performance cardiovascular.

Sabidamente uma diminuição da secreção de GH tem sido implicado como um fator de risco para as doenças cardiovasculares e mulheres com sobrepeso ou obesas apresentam uma redução da secreção do GH. No entanto, em mulheres com IMC normal é a primeira vez que um estudo evidencia a importância da composição corporal para a secreção do GH.

O risco da gordura abdominal localizada
Pode conferir um risco três vezes maior para doença cardíaca nas mulheres, em comparação com o acúmulo de gordura corporal no glúteo, por exemplo. Os riscos para a saúde associados com a adiposidade abdominal subcutânea e visceral são inúmeros e incluem: aumento marcadores inflamatórios, dislipidemia, resistência à insulina e esteatose hepática.

De fato, esses dados sugerem que a adiposidade abdominal pode ser associada com uma reduzida secreção do GH em mulheres saudáveis, mesmo na ausência de sobrepeso ou obesidade, e que a diminuição da secreção de GH pode estar associada com o aumento dos marcadores de risco cardiovascular.

Mulheres devem manter percentual 
de gordura entre 18 e 28% (Foto: Matheus Frigols)

Como avaliar a minha composição corporal e o percentual de gordura? 
O acompanhamento da composição corporal é importante para a prevenção das doenças crônicas, cardiovasculares e das alterações endócrinas. A análise da composição corporal pode ser feita por um profissional da área da saúde através de vários métodos, como, por exemplo, a bioimpedância. Mulheres devem manter uma percentual de gordura fisiológico aproximado de 18 a 28% e nos homens de 10 a 20% (em ambos os sexos pode variar com a idade do indivíduo). Ressalto ainda a importância da análise da massa muscular esquelética que deve estar nos limites da normalidades, evitando assim um quadro de sarcopenia (perda da massa muscular) que normalmente acomete os indivíduos com mais de 50 anos.

Fonte: Eu atleta.

KEFIR: UM PROBIÓTICO COM VÁRIAS PROPRIEDADES FUNCIONAIS.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016 1 comentários
Ele é rico em nutrientes e probióticos, é extremamente benéfico para a digestão e saúde do intestino, e muitas pessoas consideram ser uma versão mais poderosa do iogurte:

1. Fantástica fonte de nutrientes
Kefir é uma bebida fermentada, tradicionalmente feita a partir de leite de vaca ou de cabra. Isso é feito através da adição de “sementes” de kefir ao leite, no que “sementes” significam aqui as culturas de leveduras e bactérias de ácido láctico que se assemelham a uma couve-flor na aparência. 

Durante um período de mais ou menos 24 horas, os micro-organismos nas sementes multiplicam-se e fermentam os açúcares no leite, transformando-o em kefir. Em seguida, as sementes são removidas do líquido podendo ser usadas novamente. Então, basicamente, o kefir é a bebida, mas as sementes de kefir são o "start kit" que você usa para produzir a bebida.

De origem de partes da Europa do Leste e Sudoeste da Ásia, o nome é derivado da palavra turca Keyif, que significa "sentir-se bem" depois de comer (1). As bactérias do ácido láctico transformam a lactose no leite em ácido láctico, assim o kefir possui gosto azedo como o iogurte, porém tem uma consistência mais fina.

Uma poção de 175ml de kefir de leite contém (2,3):
Proteína: 6 gramas.
Cálcio: 20% do VDR.
Fósforo: 20% do VDR.
Vitamina B12: 14% do VDR.
Riboflavina (B2): 19% do VDR.
Magnésio: 5% da VDR.
Uma boa quantidade de vitamina D.

Cerca de 100 calorias, 7 a 8 gramas de carboidratos e 3 a 6 gramas de gordura, dependendo do tipo de leite que é usado. O kefir também contém uma grande variedade de compostos bioativos, incluindo os ácidos orgânicos e peptídeos que contribuem para a saúde (1).

Versões sem leite de kefir podem ser feitas com água de coco, leite de coco e outros líquidos doces. Estes não têm o mesmo perfil de nutrientes como kefir à base de produtos lácteos.

Conclusão: Kefir é uma bebida de leite fermentada, rica em proteínas, cálcio e vitaminas do complexo B.

2. Kefir é um probiótico mais poderoso do que o iogurte
Alguns microrganismos podem ter efeitos benéficos para a saúde quando ingeridos (4). Conhecidos como probióticos, esses microrganismos podem influenciar a saúde de várias maneiras, incluindo a digestão, controle de peso e saúde mental (5, 6, 7). O iogurte é o alimento probiótico melhor conhecido na dieta ocidental, mas é, na verdade, o kefir uma fonte muito mais potente.

As sementes do kefir contêm cerca de 30 estirpes de bactérias e leveduras, tornando-se uma fonte de probióticos muito rica e diversificada. Outros produtos lácteos fermentados são feitos a partir de não tão numerosas estirpes, e não contêm quaisquer leveduras.

Conclusão: O kefir contém cerca de 30 microrganismos diferentes, tornando-se uma fonte de probióticos mais potente do que outros produtos lácteos fermentados.

3. Propriedades antibacterianas potentes
Alguns probióticos do kefir atuam contra infecções e isso inclui o probiótico Lactobacillus kefiri, que é exclusivo dele, e estudos mostram que este probiótico pode inibir o crescimento de várias bactérias, incluindo Salmonella, Helicobacter Pylori, e E. coli (8, 9).Kefiran, um tipo de carboidrato presente no kefir, também possui propriedades antibacterianas (10).

Conclusão: Kefir contém o probiótico Lactobacillus kefiri, e o kefiran, os quais podem proteger contra bactérias nocivas.

4. Proteção da saúde óssea e redução do risco de osteoporose
A osteoporose (ossos "porosos") é caracterizada pela deterioração do tecido ósseo e é um enorme problema nos países ocidentais, sendo especialmente comum entre as mulheres idosas, dramaticamente aumentando o risco de fraturas.

Garantir uma ingestão adequada de cálcio é uma das maneiras mais eficazes para melhorar a saúde óssea e retardar a progressão da osteoporose (11).

O kefir feito a partir de produtos lácteos integrais não é apenas uma grande fonte de cálcio, mas também de vitamina K2, a qual desempenha um papel central no metabolismo do cálcio; sua suplementação pode reduzir o risco de fraturas até 81% (12, 13).

Estudos recentes em animais mostraram que o kefir pode aumentar a absorção de cálcio pelas células ósseas. Isto leva a uma melhor densidade óssea, o que deve ajudar a prevenir fraturas (14).

Conclusão: O kefir feito a partir de laticínios é uma excelente fonte de cálcio. Se produzido a partir de produtos lácteos sem a retirada da gordura, ele contém vitamina K2 com benefícios importantes para a saúde óssea.

5. Proteção contra o câncer
O câncer é uma das causas principais de morte no mundo. Ele ocorre quando existe um crescimento descontrolado de células anormais no corpo, tal como um tumor.

Os probióticos em produtos lácteos fermentados são apontados como inibidores do crescimento tumoral, reduzindo a formação de compostos carcinogênicos, bem como estimulantes do sistema imunológico (15). Este papel protetor tem sido demonstrado em vários estudos em tubo de ensaio (16, 17).

Um estudo descobriu que o extrato de kefir reduziu o número de células de câncer de mama humano em 56%, em comparação com apenas 14% quando usado extrato de iogurte (18). No entanto, precisamos tomar esta informação com cautela desde que ela está longe de ser comprovada em seres vivos.

Conclusão: Alguns estudos em tubos de ensaio e em animais mostraram que o kefir pode inibir o crescimento de células cancerosas. Isto ainda não foi estudado em pessoas.

6. Os Probióticos podem ajudar em vários problemas digestivos
Os probióticos como o kefir podem ajudar a restaurar o equilíbrio de bactérias amigas no intestino e é por isso que eles são altamente eficazes para muitas formas de diarreia (19, 20).

Há também uma grande quantidade de provas que os probióticos e alimentos probióticos podem ajudar em todos os tipos de problemas digestivos (5), incluindo a síndrome do intestino irritável (IBS), úlceras causadas por infecção por H. pylori, e vários outros (21, 22, 23, 24). Por esta razão, o kefir pode ser útil se você tiver problemas de digestão.

Conclusão: Os probióticos como o kefir podem tratar várias formas de diarreia. Eles também podem levar a grandes melhorias em várias doenças do aparelho digestivo.

7. O kefir é geralmente bem tolerado por pessoas que são intolerantes à lactose
Laticínios regulares contêm um açúcar natural chamado lactose. Muitas pessoas, especialmente os adultos, são incapazes de quebrar e digerir a lactose corretamente. Esta condição é chamada de intolerância à lactose (25).

As bactérias lácticas em alimentos lácteos fermentados (como kefir e iogurte) tornam a lactose em ácido láctico, por isso, esses alimentos são muito mais baixos em lactose que o leite, e também contêm enzimas que podem ajudar a quebrar a lactose ainda mais.

Devido a isso, o kefir é geralmente bem tolerado por pessoas com intolerância à lactose, pelo menos, quando comparado ao leite normal (26).

Saiba também que é possível fazer kefir 100% livre de lactose, usando água de coco, suco de frutas ou qualquer outro fluido não lácteo.

Conclusão: As bactérias lácticas já pré-digerem a lactose no kefir. Pessoas com intolerância à lactose, muitas vezes podem ingerir o kefir sem problemas.

8. Melhora dos sintomas de alergia e asma
As reações alérgicas são causadas por uma reação inflamatória contra substâncias ambientais inofensivas.

Pessoas com um sistema imunológico mais sensível são mais propensas a alergias, o que pode causar doenças como a asma.

Em estudos em animais, o kefir foi mostrado para suprimir as respostas inflamatórias relacionadas à alergia e asma (27, 28). São necessários estudos em humanos para explorar melhor estes efeitos.

9. Fácil de fazer
Mesmo não sendo um benefício para a saúde, pode ser bem importante. Se você não tem certeza sobre a qualidade do kefir comprado no comércio, então você pode facilmente fazê-lo em casa. E quando combinado com algumas frutas frescas, torna-se uma deliciosa sobremesa. Você pode comprar semente de kefir em algumas lojas de produtos naturais e supermercados.

Há alguns bons posts e vídeos sobre como fazer kefir, mas o processo é muito simples:
Coloque 1 a 2 colheres (de sopa) de sementes de kefir em um pequeno frasco. Quanto mais usar, mais rápido o leite se transforma.

Adicione cerca de 2 xícaras de leite, de preferência orgânico ou mesmo cru e deixe um centímetro de espaço no topo do frasco.

Você pode adicionar um pouco de creme gordo se quiser que o kefir fique mais espesso.

Tampe e deixe por 12 a 36 horas, à temperatura ambiente.

Uma vez que começa a apresentar textura granulosa, está pronto. Então passe o líquido pela peneira, o que deixa para trás as sementes de kefir originais.

Agora, coloque as sementes em um novo frasco com um pouco de leite, e o processo começa novamente.

Delicioso, nutritivo e altamente sustentável.



Por Greice Caroline Baggio Simioni.