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PESQUISA SUGERE QUE A BEBIDA CONSUMIDA PODE INFLUENCIAR O QUE E O QUANTO VOCÊ IRÁ CONSUMIR DE ALIMENTOS.

terça-feira, 15 de maio de 2012 0 comentários
Aquilo que bebemos durante as refeições pode influenciar na escolha e na quantidade dos alimentos que comemos. De acordo com estudo realizado por pesquisadores das Universidades de Oregon e do estado de Michigan, nos Estados Unidos, enquanto quem bebe refrigerante escolhe mais alimentos calóricos, a água está associada a mais vegetais ingeridos.
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Contingent Choice: Exploring the Relationship Between Sweetened Beverages and Vegetable Consumption
Onde foi divulgada: periódico Appetite
Quem fez: Bettina Cornwella e Anna McAlisterb
Instituição: Universidades de Oregon e do Estado de Michigan, nos Estados Unidos
Dados de amostragem: 60 jovens de 19 a 23 anos e 75 crianças de 3 a 5 anos
Resultado: Adultos comem mais alimentos calóricos do que vegetais quando bebem refrigerante; e crianças comem mais vegetais quando bebem água do que quando bebem refrigerante.
A pesquisa se dividiu em duas partes. Em uma delas, foram avaliados os hábitos alimentares de 60 americanos de 19 a 23 anos. Na outra etapa do estudo, 75 crianças com idades entre três e cinco anos participaram de testes para que os especialistas avaliassem o papel das bebidas no consumo de vegetais. A equipe observou que, quando os adultos bebiam refrigerantes, eles comiam mais alimentos calóricos e ricos em sal do que vegetais. As crianças, por outro lado, se alimentavam mais de vegetais quando bebiam água, em comparação com quando consumiam refrigerantes ou outra bebida com açúcar.

Como explica Bettina Cornwell, uma das autoras do estudo, essa pesquisa sugere que, se as pessoas deixassem de beber refrigerante durante as refeições, talvez seus hábitos alimentares melhorassem, e muito, a longo prazo. Isso poderia ser conquistado, segundo a pesquisadora, com uma mudança na atitude dos pais, por exemplo. “A preferência de uma pessoa por determinado sabor ou tipo de comida é fortemente influenciada pela exposição repetida aos alimentos e pelos hábitos desenvolvidos em casa”, diz. "Se a bebida sobre a mesa define a probabilidade de um indivíduo comer vegetais, então talvez seja hora de fazer com que essa bebida seja a água".

Fonte: VEJA, O que bebemos durante as refeições determina opção por alimentos saudáveis. Segundo pesquisa, pessoas que bebem água comem mais vegetais, enquanto refrigerantes são mais associados a alimentos calóricos. Acesso em 15/05/2012.

O PONTO DE EQUILÍBRIO PARA A CRIATIVIDADE.

segunda-feira, 14 de maio de 2012 0 comentários
Ouço muita gente dizer que gosta de trabalhar sob pressão e que, inclusive, trabalha melhor quando o prazo está se esgotando. Sinceramente, duvido muitíssimo que isto seja verdade.
Um deadline muito próximo não deixa alguém mais feliz - e ninguém trabalha bem quando está infeliz. Já foi demonstrado experimentalmente que o bom humor afrouxa algumas restrições da mente, permitindo que Intuição e Criatividade aflorem ainda mais. Há, inclusive, uma recomendação para que você relaxe o máximo que puder quando precisar resolver um problema que dependa de algo original.

Por outro lado, pessoas muito relaxadas tendem a ser menos atentas e mais propensas a erros de Lógica*. Sua ambientação - sóbria ou descontraída - deve considerar, portanto, o tipo de atividade - mecânica ou criativa, respectivamente - que você está prestes a desenvolver.

A cognição, por sua vez, também é atrapalhada quando você precisa correr. Uma vez sobrecarregado, o cérebro tende a confiar mais em julgamentos e impressões anteriores. Isto significa - e foi experimentalmente comprovado - que nestas situações as pessoas tendem a ser mais preconceituosas e propensas a aceitar estereótipos.

Do ponto de vista biológico o prazo apertado tampouco faz sentido. O cansaço prejudica a memória, por exemplo, que é um dos principais combustíveis da Criatividade.

Concluo, então, que quem diz que gosta de trabalhar sob pressão o faz por absoluta falta de alternativa - ressalvando que a falta de alternativa é sobre o que dizer. Sabe quando você diz a uma criança que ela calçou os chinelos nos pés trocados e ela diz que gosta de andar assim? Pois é...

Via de regra, quem deixa os compromissos para a última hora é um
procrastinador recorrente e dizer que prefere este ritmo é sua defesa. De minha parte, a leitura é outra: você não sabe organizar o seu tempo e, se eu precisar de algo original e criativo, pedirei a outra pessoa.

* Não se incomode demais, portanto, se o seu colega da Contabilidade parecer carrancudo: é mais uma característica da sua função do que um traço da sua personalidade.

Fonte: O líder acidental, O prazo da criatividade. Acesso em 14/05/2012.

REJEIÇÃO A CARNE? O FATO PODE TER UMA EXPLICAÇÃO GENÉTICA..

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A rejeição de vegetarianos por carne pode estar implícita no DNA, segundo um estudo realizado por pesquisadores do Duke University Medical Center, nos Estados Unidos.
A
pesquisa, publicada na revista PLoS One, sugere que algumas pessoas são geneticamente predispostas a achar o cheiro de carne repugnante.

Cientistas da Duke University, trabalhando com colegas na Noruega, descobriram que cerca de 70% das pessoas têm duas cópias funcionais de um gene ligado a um receptor de odor que detecta um composto em mamíferos do sexo masculino chamado androstenona, comum na carne de porco.

Segundo os pesquisadores, pessoas com uma ou nenhuma cópia funcional desse gene podem tolerar o cheiro da androstenona muito melhor do que aquelas com duas cópias.

Estudos anteriores do professor Hiroaki Matsunami, já tinham revelado a genética do receptor de odor para androstenona (OR7D4). No entanto, o pesquisador só lançou um experimento para saber melhor como os seres humanos percebem o cheiro de carne a nível genético após o contato com cientistas da Noruega.

O nível de androstenona em suínos não castrados varia até 6,4 ppm. Na Noruega, o nível de androstenona em animais imunocastrados (utilizando hormônios) é de 0,1 a 0,2 ppm, e em porcos castrados cirurgicamente a taxa se aproxima de zero.

A equipe norueguesa propôs a pesquisa, pois estava preocupada com o que poderia acontecer na Europa se a castração de suínos fosse proibida. Atualmente, a carne de porco de fêmeas e machos castrados é vendida na Europa. A equipe queria saber a reação dos consumidores à carne de animais não castrados.

Para o trabalho, um total de 23 indivíduos foi recrutado: 13 consumidores e 10 profissionais sensoriais.

Quando todos os indivíduos foram divididos em grupos sensíveis e insensíveis de acordo com um teste de cheiro previamente concebido, todos aqueles sensíveis a androstenona tinham o genótipo de RT / RT, com duas cópias do gene RT funcional.

"Os resultados mostraram que as pessoas com duas cópias da variante funcional do gene para o receptor de odor acharam que a carne cheirava pior conforme níveis mais elevados de androstenona eram adicionados", observa Matsunami.

Segundo a equipe, a pesquisa pode ajudar a descobrir outros compostos que são seguros para serem ingeridos, mas que podem bloquear os receptores de androstenone e, assim, reduzir o cheiro da carne.
Fonte: I Saúde, Aversão de vegetarianos à carne pode ter explicação genética. Pesquisa sugere que pessoas com duas cópias de um gene que detecta odor consideram o cheiro do alimento repugnante. Acesso em 14/05/2012.

EXERCÍCIO FÍSICO CONTRIBUINDO À REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL.

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Washington - O exercício físico pode ajudar a diminuir o risco de hipertensão em pessoas que têm um histórico familiar de incidência desta doença, publicou nesta segunda-feira a revista "Hypertension", publicação da Associação Cardíaca dos Estados Unidos.

O estudo, realizado com seis mil voluntários, diz que as pessoas que têm familiares com pressão alta mas que realizam exercício físico têm um risco 34% menor de apresentar o problema em relação a quem não estava com bom condicionamento físico.
"É muito importante entendermos o papel do histórico familiar e da condição física", disse Robin P. Shook, da Escola Arnold de Saúde Pública da Universidade do Sul da Califórnia.

"Os resultados do estudo têm uma mensagem prática: mesmo níveis moderados de exercício, como por exemplo 150 minutos de caminhada rápida por semana, trazem benefícios para as pessoas com pré-disposição para desenvolver pressão alta em função de seu histórico familiar", explicou Shook.

Estudos anteriores mostraram que o histórico familiar é responsável por entre 35% e 65% das chances de uma pessoa apresentar a doença, número que depende de qual dos progenitores teve ou têm a doença e de quando começou o problema.

O estudo foi feito com 6.278 pessoas, a maioria entre 20 e 80 anos, ao longo de uma média de 4,7 anos. Trinta e três dos participantes disseram que seu pai ou mãe tinham hipertensão.

Quando o estudo começou, todos os voluntários eram saudáveis e marcavam pelo menos 85% do ritmo cardíaco máximo previsto para suas idades.

Os pesquisadores determinaram a aptidão cardiorrespiratória dos participantes usando uma prova de exercício na esteira que chegava ao máximo para cada participante.

Durante o estudo, 1.545 dos participantes desenvolveram hipertensão. A pesquisa descobriu que tomando em conjunto as pessoas com e sem histórico familiar de pressão alta, um alto condicionamento físico diminui em 42% as chances de surgimento da hipertensão. No caso de níveis moderados de aptidão física, esse risco caiu 26%.

As pessoas com baixo nível de aptidão física e um familiar com hipertensão mostraram risco 70% maior de desenvolver a hipertensão, em comparação com as pessoas com boa aptidão física e sem histórico familiar de pressão alta.

Fonte: Texto e imagem em Exame, Estudo: Exercício físico ajuda a diminuir pressão arterial. Estudos anteriores mostraram que o histórico familiar é responsável por entre 35% e 65% das chances de uma pessoa apresentar a doença. Acesso em 14/05/2012.

CRIATIVIDADE E AUTOAJUDA: À CONSTRUÇÃO DO SUCESSO.

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Muitos autores já mostraram que uma dose de fracasso é um componente necessário à construção do sucesso - desde que você consiga aprender com seus erros, é claro.
Em Adapt, Tim Harford lembra que o erro é parte integrante do processo de tentativa e erro. Já em
Mindset, Carol Dweck sugere que a forma como você lida com seus fracassos é fundamental para o crescimento pessoal e profissional.

Jonah Lehrer faz uma importante contribuição no recém-lançado Imagine: How Creativity Works (Houghton Mifflin Harcourt, 2012). Para ele, o processo criativo envolve um sofrido momento de bloqueio, no qual a pessoa chega a sentir o sabor amargo do fracasso1.

Os relatos sobre invenções e descobertas famosas, no entanto, teimam em omitir tais episódios, esquecendo-se de mencionar as inevitáveis angústias e frustrações que precedem o insight decisivo (viu a barbatana do
golfinho benevolente?).

Para Lehrer, somente quando você já esgotou todas as alternativas do seu repertório - e começa a pensar em desistir - é que você começa a buscar novas possibilidades, outras associações, analogias incomuns e, eureka!, acaba por encontrar a solução.

Segundo o autor, esta mudança de atitude mental representa a migração do seu pensamento do lado esquerdo do cérebro (mais racional e analítico) para o lado direito (mais livre e intuitivo).

Quando você está submerso no lodo da autoajuda, entretanto, a falácia da sua infinita inteligência e poderes sobre-humanos envolvem-no em uma excessiva confiança na capacidade do lado esquerdo do seu cérebro. Você fica preso, então, àquilo que já conhece, aos caminhos que já percorreu - e que não deram certo neste caso específico.

Sem dúvida que uma boa dose de otimismo é necessária para perseverar, mas ela não pode inflar artificialmente sua autoconfiança, a ponto de você cair na armadilha da sua própria racionalidade.
Continue sua busca, mas tenha consciência de que o caminho para a resposta está além daquilo que você sabe que sabe. A solução está escondida em algum lugar obscuro do seu cérebro, que você só conseguirá encontrar no momento em que entender que é incapaz de fazê-lo.

1. "Before we can find the answer - before we probably even know the question - we must be immersed in disappointment, convinced that a solution is beyond our reach. We need to have wrestled with the problem and lost" (p. 6).
 Fonte:
AutoAtrapalha, Criatividade e AutoAjuda. Acesso em 14/05/2012.

NOVO ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC)?

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Novo IMC?
A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam neste sábado (12) em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.





GORDURA ABDOMINAL
Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."

O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.

A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.

A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.

Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).

O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.

De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.

"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."

Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças -- a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.

Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.

"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.

Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

Fonte: Folha, 'Novo IMC' compara cintura com altura. Acesso em 14/05/2012.

CONVERSÃO DA CAFEICULTURA CONVENCIONAL PARA ORGÂNICA.

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Pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, aponta a conversão da cafeicultura convencional para o sistema orgânico de produção como alternativa para o cafeicultor gerar maior lucro, reduzir o impacto ambiental provocado pelo mau uso de agrotóxicos e adubos químicos. De acordo com o estudo, além do sistema priorizar a saúde do produtor, permite ofertar ao consumidor um produto orgânico certificado, isento de agroquímicos.

O autor da pesquisa, Renato Alves de Oliveira, realizou um planejamento de conversão parcial da cultura do café sob o sistema convencional para a técnica orgânica de produção em um sítio localizado em Espírito Santo do Pinhal (interior de São Paulo), por oito anos, respeitando a bienalidade do cafeeiro, passando por três fases de manejo: substituição de insumos, conversão e produção orgânica. Naquela propriedade, analisou cenários sem otimização e com otimização (maximização do lucro e minimização dos custos) com a adoção do sistema orgânico na cultura do café; comparou variáveis de custo e o lucro geral do planejamento entre os cenários com otimização e sem otimização; verificou a viabilidade econômica da produção orgânica de café em cenários com otimização e sem otimização, inclusive de maneira comparativa ao processo convencional. Foram analisados nove cenários para tratar o problema — três não otimizados, outros três com maximização de lucro, e mais três para minimização de custo.

Na primeira análise, nos cenários sem otimização, com maximização do lucro e com minimização de custo, ocorreram reduções na produtividade de 10% em manejo em substituição, de 20% (primeiro ano) e de 30% (segundo ano) em manejo em conversão; em manejo orgânico não houve aplicação de fator redutor. Após o respectivo talhão ter passado pelo manejo em conversão, o preço do café orgânico foi de 30% maior que o preço do café convencional.“Aqui o sistema de produção orgânica se mostrou economicamente viável se o produtor receber um incremento de 30% sobre o preço da saca de café e se a produtividade retornar aos mesmos níveis do sistema convencional”, explica Oliveira. “Os resultados ainda revelaram que o quarto ano é crítico, pois deteve menor nível de lucro no planejamento, em função da maior incidência do fator redutor de produção e do aumento de custo em toda área”, revela.

Fonte:
MundoOrgânico, parte do texto: Método planeja conversão da cafeicultura para modo orgânico. Acesso em 14/05/2012.

LIDAR COM NOVAS REALIDADES E SEUS BENEFÍCIOS À QUALIDADE DE VIDA.

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Metas inatingíveis
A maioria das pessoas organiza suas vidas estabelecendo objetivos para si mesmas.
Mas o que acontece quando uma experiência daquelas capazes de mudar a vida da gente faz com que essas metas tornem-se inalcançáveis?

Pesquisadores decidiram encontrar a resposta a esta pergunta junto a mulheres que enfrentaram e venceram o câncer de mama.
O trabalho foi realizado por Carsten Wrosch e Catherine Sabiston, da Universidade de Concórdia (Canadá).

Lidar com novas realidades
O estudo mostrou que a reconstrução dos próprios objetivos - ser capaz de definir novas metas - está associado com mais atividade física, aumento do bem-estar emocional e menos sintomas físicos.

Além disso, as sobreviventes que foram capazes de deixar pra lá velhas metas e encontrar novos objetivos eram menos sedentárias, o que contribuiu para uma melhoria do bem-estar.
"Ao envolver-se em novas metas, uma pessoa pode reduzir a angústia que surge do desejo de atingir o inatingível, ao mesmo tempo mantendo um senso de propósito na vida, encontrando outras atividades de valor," disse Wrosch.

"Abandonar velhas metas permite que alguém invista tempo e energia suficientes para lidar eficazmente com as suas novas realidades," concluem os pesquisadores.

Deixar pra lá
O estudo demonstrou que as mulheres que foram capazes de deixar de lado as velhas metas e definir novas, em conformidade com sua nova situação, apresentam um bem-estar geral significativamente melhor.
Assim que foi removida a pressão auto-imposta pelas próprias metas, agora tornadas irrealistas pela nova situação, a qualidade de vida das pacientes melhorou.

As estatísticas mostram que cerca de 48% das sobreviventes de câncer de mama ficam com sobrepeso ou obesas. Elas também tendem a ser mais sedentárias que mulheres não diagnosticadas com câncer de mama.

Ou seja, parece que a maioria delas tem dificuldades em "deixar pra lá" os velhos objetivos e estabelecer novos.

Fonte: Diário da Saúde, Capacidade de rever as próprias metas melhora qualidade de vida. Acesso em 14/05/2012.