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NUTRIÇÃO & SAÚDE

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13 ALIMENTOS RICOS EM PROBIÓTICOS.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE terça-feira, 12 de setembro de 2017 0 comentários Marcadores: Prebióticos e Probióticos
Você tem consumido comidas ricas em probióticos na sua dieta? Tem muitas chances que não. Probióticos são boas bactérias que principalmente alinha seu intestino e são responsáveis pela absorção de nutrientes e suportam seu sistema imunológico.

Probióticos são essenciais para sua saúde digestiva, mas você sabia que há inúmeros outros benefícios para a saúde se consumirmos comidas ricas em probióticos que você talvez não esteja ciente da existência delas.

E neste artigo, vamos mostrar 13 comidas que são riquíssimas fontes de probióticos e você deve considerar adicionar na sua dieta todos os dias e como eles podem beneficiar você.
Mas a final o que são Probióticos?
Se você não tem probióticos suficiente em seu organismo, os efeitos colaterais podem ser: desordem digestiva, problemas de pele, candida, doenças autoimune e frequentes gripes e resfriados.

Historicamente, nós tinhamos muitos probióticos em nossa dieta por nos alimentarmos de alimentos frescos de bons solos e consumindo alimentos fermentados que evitavam que eles estragassem.

Mas com o passar do tempo isso foi se perdendo e demos lugar a alimentos refrigerados, agriculturas perigosas como agrotóxicos etc, nossa comida passou a ter pouco ou nenhum probiótico natural por se tratar de alimentos que contém antibióticos que matam as boas bactérias do nosso corpo.

Mas adicionando alimentos ricos em probióticos em nossa dieta, nós podemos ver os benefícios na nossa saúde.
Sistema imune mais forte
Melhor digestão
Com a vitamina B12 aumento da nossa energia
Melhora da respiração
Pele mais saudável
Reduz resfriado e gripes
Melhora doenças inflamatórias intestinais
Ajuda na perda de peso

Parece bom?
Se você gostaria de ter todos esses benefícios, então chegou a hora de você consumir mais alimentos ricos em probióticos. Na verdade, você pode consumir uma variedade de tipos de probióticos que tem diferentes tipos de bactérias boas que vão ajudar seu corpo de diversas maneiras.
7 tipos de bactéricas amigas para nosso organismo
Lactobacillus acidophilus
Lactobacillus bulgarius
Lactobacillus reuteri
Streptococcus thermophilus
Saccharomyces boulardii
Bifidobacterium bifidum
Bacillus subtilis
Conheça os 13 alimentos ricos em probióticos:

1. Kefir – Semelhante ao iogurte, este produto lácteo fermentado é uma combinação única de leite e grãos fermentados de Kefir. Kefir foi consumido por bem mais de 3.000 anos; O termo kefir originou-se na Rússia e Turquia e significa “sentir-se bem”. Tem um sabor ligeiramente ácida e ácido e contém entre 10 a 34 cepas de probióticos. Kefir é semelhante ao iogurte, mas porque é fermentado com levedura e mais bactérias, o produto final é maior em probióticos.

2. Vegetais cultivados (chucrute e kimchi) – feito de repolho fermentado e outros vegetais, chucrute não é rica em probióticos, mas é rica em ácidos orgânicos, que dão comida seu gosto azedo e apoia o crescimento das boas bactérias. O chucrute é extremamente popular na Alemanha hoje. Kimchi é um primo de chucrute e muito consumido na Coréia. Ambas as fórmulas fermentadas são também altas em enzimas, que podem ajudar a digestão.

3. Kombucha – Esta é uma fermentação do chá preto usando uma SCOBY, também conhecida como colônia de bactérias e fermento. Kombucha tem sido consumido ao redor do mundo por mais de 2.000 anos, originário dos aredores do Japão. Muitas reivindicações foram feitas sobre kombucha, mas seus principais benefícios de saúde incluem suporte digestivo, aumento da energia e desintoxicação do fígado.

4. Kefir de Coco – Feito à partir da fermentação do suco de coco fresco e grãos de Kefir, esta opção livre de laticínios para tem alguns dos mesmos probióticos que o kefir tradicional de laticínios, mas normalmente não é tão alto em probióticos. Ainda assim, tem várias cepas que são benéficas para a sua saúde. Kefir de coco tem um ótimo sabor, e você pode adicionar um pouco de stevia, água e suco de limão e fazer um maravilhoso drinque.

5. Natto – Um prato popular no Japão, composto por soja fermentada. Natto contém o poderoso bacilo subtilis probiótico, Que foi comprovado que pode reforçar o seu sistema imunológico, ajuda à saúde cardiovascular e melhorar a digestão da vitamina K2. Além disso, Natto contém uma poderosa enzima anti-inflamatória chamada nattoquinase que ajuda a combater o câncer. (dados científicos)

6. Yogurt – Possivelmente o alimento probiótico o mais popular, iogurte cultivado vivo ou yogurt grego feito do leite das vacas, das cabras ou das ovelhas. Iogurte na maioria dos casos pode se classificar no topo de alimentos probióticos se ele vem de animais alimentados com capim e não foi pasteurizado. O problema é que há uma grande variação na qualidade dos iogurtes no mercado hoje. Recomenda-se ao comprar iogurte para procurar três coisas: primeiro, que vem de leite de cabra ou ovelha, segundo, que é alimentado com erva e em terceiro lugar, que é orgânico.

7. Kvass – Foi uma bebida fermentada comum na Europa Oriental desde os tempos antigos. Foi feito tradicional fermentando o centeio ou a cevada, mas nos anos mais recentes foi criado usando beterrabas, junto com outros vegetais de raiz como cenouras. Kvass usa probióticos lactobacilos e é conhecido por seu sangue e propriedades de limpeza do fígado e tem um sabor amargo suave.

8. Queijo artesanal – O leite de cabra, o leite de ovelha e os queijos macios de vaca A2 são particularmente ricos em probióticos, incluindo termófilos, bifudus, bulgaricus e acidophilus. Sempre comprar queijos cru e não pasteurizado se você quiser receber qualquer probióticos.

9. Vinagre de maçã – Ótimo para controlar a pressão arterial, colesterol, diabetes e até mesmo perda de peso, vinagre de maçã é uma grande adição diária que trará muitos benefícios – incluindo o fornecimento de probióticos. Beba um pouco por cada dia ou use em molho de salada.

10. Pepinos em conserva – Estas fermentações são fonte pouco reconhecida de probióticos. Escolha um fabricante de alimentos menores que usa produtos orgânicos. Você pode encontrar em um fabricante local, você estará recebendo alguns dos melhores probióticos para a sua saúde.

11. Azeitonas salgadas com salmoura – As azeitonas que são curadas com salmoura são uma excelente fonte de probióticos também. Como com salgados pickles pepino, certifique-se de selecionar um produto que é orgânico em primeiro lugar. Em seguida, ser certo que suas azeitonas não são feitas de um fabricante enorme. Escolha uma empresa menor que anuncia probióticos. Certifique-se também que suas azeitonas não contêm benzoato de sódio.

12. Tempeh – Proveniente da Indonésia, este alimentos de soja fermentado é outra fonte de probióticos. Tempeh é criado pela adição de um starter tempeh soja. O produto fica descansando por um dia ou dois. O resultado é um produto que lembra um bolo.

Você pode comer tempeh cru ou com miso. Também pode ser usado como um substituto para a carne em uma refeição com restrições. Tempeh é comumente frito antes de comer, isso pode reduzir muito o seu valor nutricional.

13. Miso – Miso é uma especiaria japonesa tradicional encontrada em muitos de seus alimentos tradicionais. Se você já foi a um restaurante japonês, você pode ter visto em sua sopa de miso. É criado fermentando soja, cevada ou arroz integral com koji. Koji é um fungo, e o processo de fermentação leva de alguns dias a alguns anos para ser concluído. Miso pode ser feito em uma sopa, preparação de biscoitos, no lugar de manteiga ou qualquer outra finalidade que você encontre pra ele, é com certeza um alimento super versátil.

E pra você qual é alimento rico em probiótico você consome? 

Fonte: Super Facile.
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DOENÇAS RELACIONADAS COM A ALIMENTAÇÃO DO SEU BEBÊ.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE 0 comentários Marcadores: Alimentação Infantil
Infelizmente estamos consumindo e oferecendo às nossas crianças produtos alimentícios no lugar de alimentos de verdade. O impacto em nossa saúde está sendo desastroso.

Vivemos uma Era de sobrepeso e obesidade infantil jamais vista.

E o que tudo isso tem em comum: os hábitos alimentares que mudaram drasticamente nas últimas décadas!

Cientistas do mundo tudo afirmam que as crianças de hoje serão a primeira geração a viver menos do que seus pais, e mais do que isso, já são a população que mais sofre com doenças relacionadas ao seu estilo de vida. Chocante, não?!

E nada melhor do que o início da vida para mudar isso, em que os responsáveis por 100% do que será ofertado aos bebês, são os pais e cuidadores!

Aqui vai a lista de algumas das principais patologias que bebês apresentam e que sabemos ter relação direta com a nutrição. E por esta mesma razão, caso o seu bebê se inclua em alguma delas, podem ser revertidas e tratadas sem nenhum tipo de medicação ou tratamento dispendioso. E os resultados disto repercutirão por toda a sua vida!
Doenças respiratórias: Rinites, sinusites, bronquites – as doenças e alergias respiratórias são um dos grandes indícios de um sistema imunológico enfraquecido e de exposição a alimentos inflamatórios. 
Alergias e alterações de pele: Erupções cutâneas, urticárias, opacidade da pele.
Alterações do Sistema Nervoso Central: Agressividade, picos de irritabilidade, hiperatividade, dificuldade de concentração, autismo, depressão, ansiedade, oscilações de humor, retardo de desenvolvimento, fadiga, convulsões, atraso de fala, dificuldade de processamento de informações e aprendizagem
Alterações gastrointestinais: Refluxo, diarreias, constipação, gases, vômitos, inapetência, cólicas, dor de barriga, mal hálito, compulsões alimentares
Outros: Baixa estatura, paladar seletivo, frequentemente doente, dificuldade em cicatrização de feridas e machucados, infecções genitais, mastigar objetos como roupas e outros, infecções de ouvido, voz rouca, alterações do sono e insônia.

Fonte: Dra Thaisa Albanesi.
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ÓLEO DE PEIXE PODE PRODUZIR BACTÉRIAS QUE 'PROTEGEM' CONTRA O GANHO DE PESO E A INFLAMAÇÃO.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE 0 comentários Marcadores: Emagrecimento, Ômega3
O óleo de peixe tem sido demonstrado como benéfico para o corpo humano, apresentando características como a melhora das habilidades cognitivas e até mesmo sendo eficiente no bombeamento do coração, mas a capacidade deste óleo na alteração das bactérias do intestino de um indivíduo pode fazer uma boa diferença no tratamento de perda de peso. Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, compararam o efeito do óleo de peixe no intestino com a banha de porco, um outro tipo de gordura de uma dieta. Seus resultados, publicados na revista Cell Metabolism, revelam os impactos, positivos ou negativos, que o óleo de peixe e a banha de porco têm, respectivamente, sobre as bactérias do intestino.

“Queríamos determinar se os micróbios do intestino contribuem diretamente para as diferenças metabólicas associadas com dietas ricas em gorduras saudáveis ​​e não saudáveis”, relatou o coautor do estudo, Dr. Robert Caesar, um pesquisador da Universidade de Gotemburgo. “O nosso objetivo é identificar intervenções para otimizar a saúde metabólica em seres humanos.” Para isso, Caesar e seus colegas alimentaram camundongos com uma dieta de banha ou óleo de peixe durante 11 semanas, enquanto monitoravam os sinais de alterações metabólicas.

Eles descobriram que a banha promoveu o crescimento de bactérias Bilophila, que estão ligadas à inflamação do intestino. O óleo de peixe, por outro lado, aumentou a quantidade de bactérias Akkermansia muciniphila, que reduzem o ganho de peso e melhoram o metabolismo do açúcar no sangue.

Em seguida, os investigadores transplantaram matéria fecal (conhecido como “transplante fecal”) de camundongos sob a dieta banha de porco em camundongos com a dieta de peixe e vice-versa. Depois da transferência, os pesquisadores foram capazes de ver o poder dos micróbios em ação. Aparentemente, os animais que estavam na dieta banha de porco, após receberem o transplante fecal do grupo óleo de peixe, ficaram mais protegidos contra o ganho de peso e inflamação. Mas os que estavam sob a dieta de óleo de peixe e receberam o transplante fecal do grupo banha de porco apresentaram inflamação e obesidade. Os transplantes fecais confirmaram que o microbioma intestinal pode causar certos problemas de saúde, mas também ajudar as pessoas a recuperarem-se, dependendo do tipo da dieta que alimenta o intestino.

Tanto o óleo de peixe como a banha de porco são considerados gordura, mas eles não são criados iguais. A banha é uma gordura que vem de porcos, comumente utilizados no cozimento e como um diferencial na panificação. De acordo com a American Heart Association, ela contém 40 por cento de gordura saturada, que pode ser prejudicial para o coração à medida que aumenta a pressão sanguínea, o “mau” colesterol LDL e a acumulação de ácidos graxos nas artérias.

O óleo de peixe é completamente o oposto. Pesquisadores da Harvard Medical School descobriram que suplementos de óleo de peixe são uma maneira fácil de proteger o coração, aliviar a inflamação, e até mesmo melhorar a saúde mental e prolongar a vida útil de uma pessoa. A deficiência do ácido graxo ômega-3, ingrediente principal do óleo de peixe, tem sido associada a doenças do coração, certos tipos de câncer, distúrbios de saúde mental e artrite. Apesar de todos os benefícios do óleo de peixe, os pesquisadores não esperavam que ele mudasse a comunidade microbioma intestinal para a perda de peso e tratamento anti-inflamatório.

“Ficamos surpresos que a dieta de banha de porco e a de óleo de peixe, apesar de terem o mesmo conteúdo de energia e a mesma quantidade de fibra dietética – que é a fonte primária de energia para as bactérias do intestino – resultaram em comunidades fundamentalmente diferentes na microbiota intestinal”, afirmou Caesar. “A microbiota por si tem grandes efeitos sobre a saúde.”

Descobrir que a bactéria A. muciniphila pode ser melhorada no corpo conduziu a equipe de pesquisa para estudar o seu potencial no controle do peso. O próximo passo será determinar se a bactéria pode ser transformada em um suplemento e combinada com uma dieta específica para “otimizar os resultados de saúde”.

Fonte: Medicaldaily.

Fonte: Essentia.
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BENEFÍCIOS E COMO FAZER O KEFIR.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE 0 comentários Marcadores: Kefir, Prebióticos e Probióticos
Kefir é um probiótico produzido pela fermentação do leite.

Ele possui um aspecto semelhante ao Iogurte, mas o seu valor nutricional e terapêutico é muito superior.
Ele tem origem nas montanhas do Cáucaso, onde foi descoberto e é feito há séculos.

A palavra kefir é derivada do turco keif que pode ser forçosamente traduzida como bom sentimento ou sentir-se bem.
O kefir contém leveduras benéficas como as Saccharomyces kefir e Torula kefir, que eliminam as leveduras patogênicas (prejudiciais) presentes no organismo.
O kefir pode ser feito a partir de qualquer tipo de leite (vaca, cabra ou ovelha, soja, coco ou arroz).

Também existe o kefir de água, cujos grãos são diferentes dos de leite.

A bebida pode ser preparada em casa, adicionando os grãos de kefir no leite.

O líquido fermenta em aproximadamente 24 horas, a uma temperatura de 18-30ºC.

Depois deste período, o leite deve ser coado e os grãos do kefir são adicionados a outro leite, fazendo assim de forma cíclica, por tempo indeterminado.

Os benefícios do consumo de kefir são inúmeros, mas os principais são:
- Incrementa o valor biológico das proteínas do leite

- Sintetiza o ácido láctico, o que diminui a intolerância à lactose e favorece a digestibilidade do leite mesmo para pessoas que sejam sensíveis ao leite de vaca

- Sintetiza vitaminas do complexo B

- Aumenta a resistência a infecções

- Fortalece o sistema imunológico (já foi usado, com sucesso, para ajudar pessoas que sofrem de aids, câncer e herpes)

- Acalma o sistema nervoso e, por isso, beneficia muitas pessoas que sofrem de depressão, distúrbios do sono, entre outros problemas

- Restabelece e equilibra a flora intestinal – elimina dos intestinos as bactérias e leveduras prejudiciais, e aumenta a população bacteriana benéfica e protetora

- Regula a flora intestinal, podendo ser usado tanto em casos de obstipação quanto em diarreia; reduz a flatulência e melhora de forma geral todo o sistema digestivo

- Diminui o colesterol ruim

O efeito de “limpeza” que o kefir exerce em todo o corpo ajuda a estabelecer o equilíbrio do ecossistema interno, permitindo uma ótima saúde e aumento da longevidade.

Como produzir kefir?
Antes de tudo, você tem de conseguir as sementes.
Ingredientes
1 a 2 colheres de grãos do kefir;
Vasilhame não metálico com tampa e capacidade para conter o leite e ainda sobrar espaço (cerca de 1/4);
1 recipiente não metálico com a boca larga para coar e armazenar o kefir;
1 a 2 copos de leite fresco (pode ser integral, desnatado, semidesnatado, pausterizado, homogeneizado ou recém-tirado da vaca ou cabra.

Modo de preparo
Coloque os grãos de kefir e o leite no vasilhame não metálico (certifique-se de não encher mais de 3/4 do vaselhame).

Tampe o vasilhame (pode ser tampa frouxa ou hermética) e deixe-o à temperatura ambiente por aproximadamente 24 horas ou até que o leite coalhe ou forme-se soro (kefiraride) ao seu gosto (determine um local para deixar seu kefir, por exemplo, um armário onde não bata luz solar direta e, se for possível, de vez em quando, pode ser uma vez a cada duas horas ou mais, dê uma chacoalhada no vasilhame, para certificar-se de que os grãos estarão sempre em contato com leite fresco);

Despeje o conteúdo numa peneira não metálica e coe o kefir em um recipiente também não metálico.

O que você coou é kefir pronto para o consumo, embora você possa preferir fazer uma fermentação secundária.

A bebida fermentada pode ser conservada na geladeira, mas os grãos não.

Por isso, lave o vasilhame onde os grãos estavam fermentando e repita o processo, adicionando mais leite fresco aos grãos (cuidado - se você utiliza água quente na lavagem do vasilhame, espere-o esfriar antes de depositar os grãos nele).

O kefir deve ser consumido de manhã e à noite diariamente.

Fonte: Cura pela natureza.

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PROBIÓTICOS E O CÉREBRO.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE segunda-feira, 11 de setembro de 2017 0 comentários Marcadores: Prebióticos e Probióticos
Um estudo dito como primeiro a mostrar que o consumo crônico de leite fermentado (iogurte) com probióticos pode alterar a atividade cerebral em humanos foi publicado em Gastroenterology, representando um grande avanço no entendimento do eixo de comunicação entre o intestino e o cérebro.

Os probióticos são definidos como sendo microrganismos vivos que quando administrados em quantidades adequadas conferem benéfica saúde ao hospedeiro. E, baseado em um crescente número de estudos, quando se trata da saúde dos microrganismos que vivem na flora intestinal, os benefícios vão muito além do intestino: desde o controle de peso ao suporte imune e resposta alérgica, ou mesmo desde a saúde bucal à redução de colesterol.

O novo estudo da autora Tillisch e colegas examinou o papel do iogurte contendo 5 cepas probióticas: Bifidobacterium animalis subsp Lactis, Streptococcus thermophiles, Lactobacillus bulgaricus, e Lactococcus lactis subsp Lactis.

Foram recrutadas 36 mulheres saudáveis sem sintomas gastrointestinais ou psiquiátricos e, aleatoriamente, as dividiram em 3 grupos: grupo 1 recebeu iogurte contendo probiótico; grupo 2 recebeu iogurte sem probiótico; grupo 3 não recebeu intervenção. Periodicidade: 2 vezes por dia durante 4 semanas.

Os resultados mostraram que o probiótico afetou a atividade de regiões do cérebro que controlam os processamentos centrais da emoção e sensação. Isto traz a conclusão que o conceito da comunicação entre o cérebro e o intestino é realmente existente e que tal interação pode ser modificada, mesmo em mulheres saudáveis.

Fonte: Essentia.
Fonte: Tillisch, K, et al. Consumption of Fermented Milk Product With Probiotic Modulates Brain Activity. Gastroenterology. 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.1053/j.gastro.2013.02.043
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8 BOBAGENS SOBRE NUTRIÇÃO QUE AS PESSOAS FALAM.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE domingo, 10 de setembro de 2017 0 comentários Marcadores: Alimentação Saudável
Assim como acontece com o treino, muita gente adora falar coisas que não sabe sobre alimentação. E, como quem treina em geral está atento também à dieta, a academia é um lugar propício para a proliferação de boatos e mentiras sobre o assunto.

A gente separou algumas das maiores bobagens que as pessoas falam sobre nutrição na academia. Alguns são meio que ignorados, mas outros fazem a cabeça de milhares de pessoas, que passam a se dedicar a uma premissa totalmente falsa.

Para evitar que você caia numa dessas besteiras que desinformados adoram espalhar, ou até para te fazer mudar de ideia caso você já tenha caído em alguma, dê uma olhada na lista aí embaixo. Se liga:

8 BOBAGENS SOBRE NUTRIÇÃO QUE AS PESSOAS FALAM NA ACADEMIA
1 – “Romã (ou qualquer outra fruta) é rica em antioxidantes”

A cada mês surge uma nova “super-fruta”, rica em anti-oxidantes, mais saudável do que qualquer outra, capaz até de combater o câncer. Vamos com calma.

Primeiro porque absolutamente todas as frutas possuem antioxidantes. Depois, porque alimentação não é remédio – é claro que, no longo prazo, uma alimentação saudável pode mesmo evitar uma série de doenças, mas isso não é exclusividade de um ou outro vegetal específico.

É comum acharmos na internet os benefícios e as novidades nutricionais de alguns alimentos. Há um tempo, a romã foi tida como um novo superalimento – por ser rica em antioxidante. É possível encontrar em diversos sites que, por ser fonte de antioxidantes, ela combate inflamações, previne doenças cardiovasculares e até o câncer.

É certo dizer que os alimentos ricos em antioxidantes, como a Romã, promovem benefícios à saúde e auxiliam na prevenção de inflamações, doenças cardiovasculares, entre outros.

Só que muitos alimentos são ricos em substâncias antioxidantes e outros fitonutrientes, e basicamente toda parte digerível de uma planta é cheia de antioxidantes. Portanto, não há um único superalimento que cumpra todo esse papel sozinho.

É claro que o consumo desta fruta (e de qualquer outra) é super benéfico à saúde, mas isso não significa que ela seja exista uma fruta indispensável e que vai resolver seus problemas de saúde do dia para a noite.

2 – “Beterraba é rica em Ferro”

Quando alguém fala que está com anemia ou que precisa consumir mais Ferro, você sempre vai ouvir alguém dizer: “come beterraba”.

A beterraba realmente contém Ferro em sua composição, porém há diversos outros alimentos que são ricos neste mineral.

Para se ter uma ideia, enquanto 100g de beterraba contém 0,3 mg de Ferro, 100g de coentro desidratado contém 81,4 mg e 100 g de salsa contém 3,2 mg do mineral.

Além disso, as carnes e os alimentos de origem animal possuem uma quantidade ainda maior do mineral.

Ou seja, se você precisa aumentar o consumo de Ferro você não precisa depositar todas as suas fichas na beterraba. Aliás, você nem deve fazer isso, porque não vai resolver o problema.

Existem outros alimentos ricos em Ferro, muito mais ricos, aliás, do que a Beterraba.

3 – “Sal marinho é muito melhor”

Você já deve estar careca de saber que o sódio é um mineral essencial à saúde, mas que seu consumo excessivo é bastante perigoso. É por isso que muitas pessoas condenam o consumo de sal, rico na substância.

Há alguns poucos anos, surgiu o sal marinho como alternativa ao sal refinado. Ele realmente é muito mais nutritivo, rico em oligoelementos que o sal refinado não contém, como cálcio, ferro, cobre, entre outros.

Mas isso não faz dele menos “perigoso”. Seu consumo em excesso é igualmente prejudicial quanto o sal refinado.

Então, você pode usar sal marinho por causa do sabor que ele dá à comida, por causa da sua textura, e até por ser mais nutritivo, mas o sal marinho não é muito melhor do que o sal refinado.

Até porque, ambos apresentam teor de sódio parecido (575 miligramas por colher de chá) e, se consumidos em excesso, podem desenvolver pressão arterial elevada na mesma proporção.

Então, não adianta substituir o sal refinado pelo marinho com a intenção de reduzir sódio. Você deve reduzir a quantidade consumida, seja qual for o tipo de sal que você utiliza. O mesmo vale para o Sal Rosa do Himalaia ou qualquer outra variação.

4 – “Não consuma leite, faz mal”

Apesar de ser relativamente comum encontrar pessoas com intolerância à lactose e/ou à proteína do leite, não se pode generalizar: o leite é uma ótima fonte de proteínas, vitaminas e minerais – principalmente de Cálcio.

Assim como o glúten, não são todas as pessoas que são intolerante a esses alimentos e que não devem consumi-los. Para quem não tem nenhum restrição, o leite é sim um alimento rico nutricionalmente e pode fazer parte da alimentação diária das pessoas.

Apenas é importante saber escolher o tipo de leite. Por exemplo, numa dieta para atletas, com baixo consumo de gordura, o leite integral não é a melhor opção, devendo ser substituído pelo desnatado ou semidesnatado.

5 – “Preciso de uma dieta Detox”

As dietas detox e alimentos tidos como desintoxicantes ganharam atenção de uns anos para cá. Isso porque dizia-se que eliminando algumas toxinas, o organismo trabalharia melhor e ajudaria até no processo de emagrecimento.

Os seres humanos já possuem um excelente sistema “detox”, cortesia de órgãos como fígado, rins, pulmões e outros. Eles fazem muito bem o papel de livrar seu corpo dos subprodutos do metabolismo.

Claro que evitar práticas que levam ao acúmulo de toxinas, como fumar e consumir alimentos industrializados, e dar preferência a legumes e verduras isentos de pesticidas, carnes orgânicas, etc., ajuda o organismo a se manter equilibrado e livre de toxinas.

Além disso, pela dieta detox basear-se no consumo de alimentos naturais, orgânicos e no baixo ou consumo zero de industrializados, é bem interessante e pode ser muito benéfica à saúde.

Porém, não adianta tomar suco ‘detox’ todos os dias de manhã e comer besteiras à tarde, ou se alimentar bem durante 2 dias da semana e nos outros 5 esquecer da dieta.

Você pode fazer uma dieta detox e isso pode até ser um hábito bom. Mas ninguém precisa disso obrigatoriamente. Tratar alguns alimentos isoladamente como milagrosos e desintoxicantes é um conceito totalmente errado.

6 – “Xarope de milho é pior que açúcar”

O xarope de milho é rico em frutose e está no topo da lista dos alimentos considerados “vilões” da saúde. Ele surgiu como uma ótima alternativa ao açúcar, mas, como apareceu em muitos alimentos industrializados, começou a “lenda” de que é até pior que o açúcar comum.

As substâncias que compõem o xarope de milho são semelhante ao do açúcar refinado. 

O açúcar é composto 50% de frutose e 50% de glicose, enquanto o xarope de milho contém 55% de frutose, 42% de glicose e 3% de sacarídeos, e o número de calorias é o mesmo.

Se consumidos em excesso, ambos podem levar ao ganho de peso, doença do fígado, resistência à insulina, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Então não tem essa de “pior que o açúcar”. Ambos devem ser consumidos com moderação, e ponto final. 

7 – “Gorduras devem ser eliminadas da dieta”

A ingestão de gorduras não é a causa isolada de doenças cardiovasculares ou do sobrepeso. Da mesma forma que ingerir alimentos fonte de colesterol não irão diretamente aumentar seus níveis de colesterol, comer gordura não fará obrigatoriamente você armazenar gordura.

A gordura é essencial para diversas funções no organismo, como absorção de algumas vitaminas, síntese de hormônios como a testosterona, etc – até por isso, ela é essencial para quem quer desenvolver os músculos.

O equilíbrio da ingestão de cada nutriente que pode alterar o perfil lipídico e o ganho de peso corporal.

É claro que o consumo das gorduras boas – insaturadas – deve ser maior em relação ao consumo das gorduras saturadas, mas o fato é que eliminar as gorduras da dieta é uma péssima ideia. 

8 – “Frango só se for sem a pele”

A maioria das pessoas acha que na pele do frango encontra-se uma quantidade imensa de gorduras que podem fazer mal. Mas não é bem assim.

Cerca de 55% da gordura presente na pele do frango é monoinsaturada – ou seja, mais da metade da gordura da pele do frango é de gordura boa. Além disso, a quantidade de gordura presente na pele do frango não é tão elevada a ponto de estragar sua dieta.

É claro que se você consumir frango no almoço e na janta quase todos os dias da semana, consumi-lo sem pele diminui a quantidade de gordura ingerida, pois a pele também contém gordura saturada. Mas, se uma vez ou outra você consumir um pedaço de frango com pele, não há nenhum problema.

Além disso, a pele do frango desempenha um papel importante no cozimento e garante uma carne sempre macia e suculenta. E, claro, evite comer o frango frito, que, por ser feita no óleo, contém muito mais gordura. Prefira sempre as versões assadas, grelhadas ou cozidas.

E aí, você já acreditou em alguma dessas bobagens?

Fonte: Feito de iridium.
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VOCÊ SABE O QUE É KOMBUCHA?

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE segunda-feira, 4 de setembro de 2017 0 comentários Marcadores: Alimentação Saudável, Kombucha
O kombucha é uma bebida milenar, produzida inicialmente na China e consumida em todo o mundo. É obtida a partir da fermentação em chá preto (mais utilizado), chá verde ou outros chás com açúcar branco, com uma associação de espécies de bactérias e leveduras (bactérias do bem). Bebida levemente gaseificada lembrando um “espumante” ou uma “cidra”.

Veja os microrganismos frequentemente presentes:
- bactérias: Acetobacterxylinum, A. pasteurianus, A. aceti e Gluconobacteroxydans.

- leveduras: Saccharomyces, Saccharomycodes, Schizosaccharomyces, Zygosaccharomyces, Brettanomyces/Dekkera, Candida, Torulospora, Koleckera, Pichia, Mycotorula e Mycoderma.
Kombucha tem várias funções benéficas à saúde (Foto: iStock Getty Images)

Composição:
Açúcares (sacarose, glicose e frutose), ácidos orgânicos (acético, glucónico, cítrico, málico, L-láctico, tartárico, oxálico, succínico, pirúvico), aminoácidos, etanol, minerais, vitaminas C e complexo B e polifenóis presentes no chá utilizado.

Alguns benefícios à saúde:
Combate aos radicais livres, estímulo ao sistema imunológico, função antioxidante, regularização intestinal, melhora da função digestiva e sistema urinário.

Como encontrar:
Encontrada na forma industrializada em lojas de “produtos naturais”, lojas especializadas e até em restaurantes.

Para o preparo na forma artesanal é preciso cultivar um scoby (cultura composta por bactérias e leveduras, de aspecto gelatinoso, parecido com um cogumelo ou panqueca). A fermentação pode durar de 7 a 14 dias a temperatura ambiente. Normalmente são doados em sites ou comunidades, mas é preciso cuidado com a procedência do scoby e no preparo para não haver risco de contaminação.

Riscos à saúde:
Mais estudos são necessários para determinar dose diária e propriedades benéficas à saúde, mas para tudo é fundamental moderação. O maior risco à saúde é para a forma artesanal em relação à contaminação microbiológica durante a manipulação, preparo, cultivo e armazenamento. Portanto, por prudência, a forma artesanal não deve ser consumida por grávidas, lactentes e crianças.

Bibliografia
CARVALHO, S.P.F. Desenvolvimento de vinagres a partir de chás e infusões. Dissertação de Mestrado, Universidade de Lisboa, 2016

FU, C. e colaboradores. Antioxidant activities of kombucha prepared from three different substrates and changes in content of probiotics during storage. Food Sci. Technol, v.34, n.1, Campinas Jan./Mar. 2014.

Fonte: Eu atleta.
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KEFIR: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ESSA BEBIDA.

Postado por ALIMENTO, NUTRIENTE E ANTIOXIDANTE 0 comentários Marcadores: Kefir, Prebióticos e Probióticos
O kefir tradicional é originário do Cáucaso, região montanhosa entre os mares Negro e Cáspio, na Euroásia. O conhecimento acerca das propriedades benéficas da bebida já existia antes de Cristo. Esse tipo de leite fermentado é caracterizado por uma microbiota simbiótica específica que reside em uma estrutura de exopolissacarídeos produzidos pelos próprios micro-organismos. A bebida é obtida pela inoculação dos “grãos de kefir” em leite fresco. Os grãos são uma composição complexa, uma mistura de várias bactérias lácteas e leveduras que pode variar de acordo com a temperatura, o clima, umidade, as características do leite...

“A estrutura dos grãos de kefir pode apresentar uma grande variação na população microbiana, normalmente associada à origem e até à idade dos grãos. Sabemos, por exemplo, que o kefir que se produz no Brasil não é o mesmo que se produz na Europa, em climas mais frios, porque o balanço e variedade entre as bactérias e leveduras aqui é diferente. Esse balanço é influenciado pela qualidade do leite, pelo clima, pelo processo de confecção da bebida.... Agora, não pode ser tão diferente a ponto de não garantir a obtenção do produto final que se espera. As combinações podem mudar, mas o produto final obtido mantém algumas características básicas”, diz o professor Svetoslav Todorov, pesquisador visitante da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP.

Segundo ele, apesar de variações observadas na população microbiana que compõe os grãos, todos os grãos de kefir produzem uma bebida caracterizada por pH entre 4.2 a 4.6, que contém 0,8% de ácido láctico, de 0,1% a 2,0% de álcool, fermentação refrescante, ligeiramente gaseificada e alcoólica, com um sabor amargo e azedo. Entre 89% e 90% do volume do kefir é água, 0.2% da massa é composta por lipídios, cerca de 3% por proteínas e 6% por açúcar. 

Na América Latina, os grãos de kefir e sua preparação foram introduzidos por imigrantes libaneses e sírios no final do século XIX. O Brasil produz kefir de maneira artesanal, caseira, como o mundo todo. Os grãos não podem ser adquiridos em lojas ou supermercados: eles são doados por quem já cultiva os micro-organismos. De acordo com o artigo "Brazilian Kefir: From Old to the New World", assinado por Cristina Stewart Bogsan e por Svetoslav Todorov, os grãos de kefir brasileiros apresentam uma variação relativa na distribuição dos micro-organismos. Em geral, as bactérias lácticas são observadas tanto no interior quanto no exterior do grão; as firmicutes ocorrem, principalmente, na porção exterior, enquanto as leveduras são mais frequentes na parte interna dos grãos. “Os micro-organismos na superfície dos grãos causam um impacto maior sobre o processo de fermentação do kefir”, afirma Todorov.

Benefícios e alegações – A essa bebida ancestral – rica em vitaminas, proteínas bioativas, minerais, carboidratos e ácidos orgânicos – são atribuídas propriedades antimicrobianas, impacto na ativação do sistema imunológico, efeito antitumoral e anti-hipertensivo, prevenção da diabetes, além de efeitos positivos no trato gastrointestinal e no controle do colesterol. O segredo é a simbiose entre os inúmeros micro-organismos que a compõem.

“De um lado, as bactérias lácteas fermentam o leite e produzem ácido lático, que é o que confere acidez ao produto final. De outro, as leveduras produzem gás e vitaminas. E ambas podem produzir antimicrobianos. Esse complexo resulta numa bebida um tanto ácida, viscosa, e com um pouco de gás carbônico. Tanto que um ‘apelido’ do kefir é champagne do leite”, diz o professor. Ele lembra que o paladar humano prefere sabores ácidos aos básicos. 

A complexidade do balanço entre bactérias e leveduras, segundo Todorov, é um desafio para a produção industrial de kefir com alegações de benefícios específicos. “Na Rússia, após a revolução de 1917, investiu-se na produção industrial de kefir para ser usado como probiótico. Só que o problema é que não se pode garantir a mesma qualidade do produto na maneira de fabricação industrial. Um produto probiótico é aquele dotado de determinadas bactérias vivas que influenciam positivamente a saúde. Mas como garantir que ali haverá a quantidade e qualidade necessária de bactérias, de acordo com os padrões estabelecidos, se o produto é tão complexo? Para ser comercializado com a alegação de produto probiótico é preciso que ele tenha estabilidade, padrão.”

Nos últimos anos, por conta do interesse dos consumidores em produtos alimentares que agregam benefícios à saúde, a bebida foi produzida por algumas companhias em escala industrial, por meio da adaptação do conhecimento tradicional e de approaches industriais. “Mas abandonaram a alegação de produto probiótico, porque não podem garantir esse atributo.” Além da Rússia, o produto é consumido na Hungria, Polônia, Suécia, Noruega, Finlândia, Alemanha, Grécia, Áustria, Canadá, Brasil e Israel. Alguns autores afirmam que sua popularidade vem crescendo nos Estados Unidos e no Japão.

Pelo método tradicional caseiro, a bebida pode ser preparada a partir do leite de vaca, de cabra, de ovelha, de búfala ou de camela. Basta colocar os grãos em leite fresco e deixar fermentar por 18 a 24 horas. Quanto mais tempo a bebida fermenta, mais ácida fica. Ao fim do processo, é só separar os grãos com uma peneira, lavá-los em água corrente e guardá-los. Segundo Todorov, é preciso guardar os grãos em bom estado e consumir a bebida em dois, três dias. “Se você demora muito para consumir, ela fica muito ácida.”

Não se consegue fazer kefir a partir de leite em pó, por exemplo, mas ele pode ser feito a partir de substitutos do leite, tais como leite de arroz e leite de coco. Entretanto, essa mudança resulta em uma composição diferente dos grãos e do produto final. 

Boas práticas – Os grãos de kefir são gelatinosos, amarelados, e variam em tamanho de 0,3 a 3,5 cm de diâmetro. Durante a fermentação, os grãos aumentam de peso entre 5% e 7%. Os grãos devem ser lavados com água limpa após cada uso e armazenados em baixa temperatura, dentro de um pote tampado, cobertos com leite. “Quando cuidadosamente preservados, sua atividade pode ser mantida por anos.” 

De acordo com Todorov, a confecção do kefir em casa é feita há séculos e requer apenas que se observem boas práticas de higiene e uso de matéria prima (leite) de boa qualidade e boa procedência. Entretanto, ele alerta: “Qualquer processo de fermentação caseiro é passível de risco.”

Se mal cuidado, o kefir também pode estragar. “Nos grãos há acetobactérias e também outros micro-organismos. Se elas se proliferam muito, em detrimento de outros micro-organismos, isso pode gerar um desequilíbrio e afetar o produto final, conferindo à bebida um acentuado sabor de vinagre.” Outro detalhe: a presença de antibióticos no leite é prejudicial ao processo de produção do kefir e aos grãos. “Por lei, não é permitida a comercialização de leite com antibióticos. As bactérias lácteas “não gostam” de antibióticos, pois eles as exterminam.” 

No caso dos grãos de kefir estragarem, sua aparência também pode mudar. Eles ficam mais quebradiços, menores e com aspecto de areia. “Se as bactérias lácteas são exterminadas, o equilíbrio do complexo fica comprometido: sobrarão mais leveduras e acetobactérias. No final, você vai obter um produto que não é mais kefir. E, uma vez que se destroem os complexos dos grãos de kefir, não se consegue mais voltar atrás.”

Água e açúcar – Além do kefir tradicional, de leite, há também uma bebida feita da fermentação de açúcar em água. A primeira referência desse tipo de kefir remonta à guerra da Crimeia, em 1855, quando soldados ingleses trouxeram de volta o produto da região do conflito. Os grãos de kefir cultivados em solução açucarada contêm microbiota simbiótica e matriz estruturante muito semelhante aos grãos de kefir de leite. Hoje em dia, a bebida é consumida em países da América Latina, como México e Brasil. “O gosto não é o mesmo. É outra coisa, embora o processo seja parecido. É muito popular no Peru e na Colômbia também.”

Fonte: Barretto Penna, A. L.; Nero, L. A. e Todorov, S. D. : Fermented Foods of Latin America: From Traditional Knowledge to Innovative Applications. Florida: CRC Press, 2016, 338 p.

Fonte: Alimentos sem mitos.
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