SAÚDE COM OS ALIMENTOS.
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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SE TRATANDO DE EMAGRECIMENTO, O CONSUMO DE PROTEÍNAS DEVE SER ADEQUADO.
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
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| Baixo consumo proteico na dieta altamente calórica reduz volume de massa magra geral do corpo – mesmo que a gordura esteja aumentando |
Quando se trata de emagrecer, a quantidade de proteínas consumida pode ser quase tão importante quanto a quantidade de calorias. Um estudo publicado no Journal of The American Medical Association (JAMA), nesta quarta-feira, fez o teste com pessoas que ingerem mais calorias do que queimam, ou seja, estão engordando. Todos na pesquisa aumentaram de peso, mas quem ingeriu poucas proteínas (presentes em alimentos como carne, ovos e alguns legumes, como o feijão), teve um problema a mais: ganhou gordura corporal e perdeu massa muscular. A pesquisa serve de alerta para os médicos que tratam pacientes com sobrepeso ou obesos: não adianta medir apenas o peso e o IMC (Índice de Massa Corporal - calcule aqui o seu), é preciso levar em contas outros fatores, como a gordura total (verificável por meio de exames de sangue).
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Effect of Dietary Protein Content on Weight Gain, Energy Expenditure, and Body Composition During Overeating
Onde foi divulgada: periódico médico Journal of The American Medical Association (JAMA)
Quem fez: George A. Bray e equipe
Instituição: Centro de Pesquisa Biomédica Pennington, nos Estados Unidos
Dados de amostragem: 25 voluntários, homens e mulheres saudáveis, com idade entre 18 e 35 anos e IMC de 19 a 30
Resultado: O consumo da mesma quantidade em excesso de calorias, com percentuais diferentes de proteínas, leva a resultados diferentes. Quem come pouca proteína ganha menos peso, a princípio, mas perde massa muscular, prejudicial à saúde e à manutenção do peso.Para a pesquisa, foram recrutados 25 voluntários, homens e mulheres saudáveis, com idade entre 18 e 35 anos e IMC de 19 a 30 (normal a quase obesos). No início, eles ingeriram uma 'dieta estabilizadora' por 13 a 25 dias. Em seguida, foram realocados aleatoriamente para três dietas distintas: com baixa proteína (5% da energia vinha de proteínas), consumo normal de proteínas (15% da energia) e altamente proteica (25% da energia).
Resultados - Ao fim da pesquisa, todos os voluntários ganharam peso, sem diferença entre homens e mulheres. Os participantes na dieta com baixa proteína foram os que engordaram menos – uma média de 3,16 kg, frente a 6,05 kg do grupo que consumiu quantidade normal de proteína e 6,51 kg no grupo de alto consumo proteico. Por que isso aconteceu? Quem ingere mais proteína aumenta principalmente a massa corporal magra (músculo), que pesa mais que a gordura.
A gordura corporal aumentou nos três grupos, representando entre 50% e mais de 90% do total de calorias estocadas. O grupo que teve baixo consumo proteico perdeu 0,70 kg de massa magra, em média, enquanto o de consumo normal ganhou 2,87 kg e o de alto consumo protéico ganhou 3,198 kg de massa magra.
"Em resumo, o ganho de peso na dieta de baixa proteína foi menor do que nas demais, com a mesma quantia de calorias. As calorias sozinhas contribuíram para o aumento da gordura corporal. Por outro lado, as proteínas contribuíram para mudanças no gasto energético e na massa magra, mas não no aumento da gordura corporal."
Segundo os pesquisadores, a principal descoberta do estudo é que, quando se olha para o que contribui no aumento da gordura corporal em dietas altamente calóricas, as calorias aparentam ser mais importantes do que as proteínas. Os resultados sugerem ainda que uma alimentação com baixas proteínas pode levar a um menor ganho de peso, mas aumenta a gordura corporal e reduz a massa magra, o que é prejudicial à saúde.
Fonte: VEJA, Consumo de proteínas deve ser avaliado ao lado do IMC e do peso. Baixo consumo proteico na dieta altamente calórica reduz volume de massa magra geral do corpo – mesmo que a gordura esteja aumentando. Acesso em 09/01/2012.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL BENEFICIANDO CRIANÇAS HIPERATIVAS.
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"A educação pública quanto a um modelo de dieta e um estilo de vida saudável para prevenir ou controlar o TDAH pode ter um êxito maior a longo prazo", afirmaram os cientistas, que mencionaram uma dieta rica em peixe, verduras, frutas, legumes e grãos inteiros.
No entanto, os cientistas, que revisaram os últimos estudos sobre o tema, encontraram evidências contraditórias sobre o impacto dos suplementos e as dietas com restrições, que em alguns casos não tiveram desempenho melhor do que um placebo.
De 3% a 5% dos estudantes de escolas nos Estados Unidos, ou cinco milhões de crianças, são diagnosticados com TDAH, que implica comportamento hiperativo, incapacidade de prestar atenção e impulsividade. Com frequência, este transtorno é tratado com medicamentos estimulantes, como a controversa Ritalina.
As causas exatas do TDAH são desconhecidas, embora estudos apontem para fatores hereditários, bem como influências sociais e ambientais. Comer alimentos ricos em açúcar e com alta concentração de gordura pode piorar os sintomas, demonstraram algumas pesquisas.
Embora medidas, como dar suplementos de ferro ou evitar os aditivos e corantes alimentíceos, tenham se tornado muito populares nos últimos anos, o estudo da revista Pediatrics alerta haver pouca base científica para apoiar estas afirmações.
Seguir uma dieta saudável pode melhorar o comportamento de crianças que sofrem de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), se fracassarem a terapia e a medicação, revelou um estudo publicado na edição desta segunda-feira da revista americana Pediatrics.
"Uma atenção maior à educação de pais e filhos para que sigam uma dieta saudável, que omita elementos que parecem predispor ao TDAH, talvez seja o tratamento complementar ou alternativo do TDAH mais promissor e prático", destacou o estudo, feito por médicos da Northwestern University Medical School, de Chicago.
"Uma atenção maior à educação de pais e filhos para que sigam uma dieta saudável, que omita elementos que parecem predispor ao TDAH, talvez seja o tratamento complementar ou alternativo do TDAH mais promissor e prático", destacou o estudo, feito por médicos da Northwestern University Medical School, de Chicago.
"A educação pública quanto a um modelo de dieta e um estilo de vida saudável para prevenir ou controlar o TDAH pode ter um êxito maior a longo prazo", afirmaram os cientistas, que mencionaram uma dieta rica em peixe, verduras, frutas, legumes e grãos inteiros.
No entanto, os cientistas, que revisaram os últimos estudos sobre o tema, encontraram evidências contraditórias sobre o impacto dos suplementos e as dietas com restrições, que em alguns casos não tiveram desempenho melhor do que um placebo.
Portanto, destacaram que as intenvenções nutricionais devem ser consideradas um método alternativo ou secundário para tratar o TDAH, e não uma primeira opção.
De 3% a 5% dos estudantes de escolas nos Estados Unidos, ou cinco milhões de crianças, são diagnosticados com TDAH, que implica comportamento hiperativo, incapacidade de prestar atenção e impulsividade. Com frequência, este transtorno é tratado com medicamentos estimulantes, como a controversa Ritalina.
As causas exatas do TDAH são desconhecidas, embora estudos apontem para fatores hereditários, bem como influências sociais e ambientais. Comer alimentos ricos em açúcar e com alta concentração de gordura pode piorar os sintomas, demonstraram algumas pesquisas.
Embora medidas, como dar suplementos de ferro ou evitar os aditivos e corantes alimentíceos, tenham se tornado muito populares nos últimos anos, o estudo da revista Pediatrics alerta haver pouca base científica para apoiar estas afirmações.
Por exemplo, a muito elogiada Dieta Feingold, que restringe o açúcar, e proíbe aditivos e corantes, bem como maçãs, uvas, embutidos e salsichas, não parece ser tão benéfica como se acredita.
"Os estudos revistos não confirmaram a eficácia da dieta, como afirmam seus promotores", alertou a revista Pediatrics, que também destacou que o regime era muito difícil de seguir para muitos pais.
"Os estudos revistos não confirmaram a eficácia da dieta, como afirmam seus promotores", alertou a revista Pediatrics, que também destacou que o regime era muito difícil de seguir para muitos pais.
Da mesma forma, informaram que o consumo de possíveis alérgenos na dieta, como trigo, ovos, chocolate, queijo e frutas secas, demonstraram um sucesso limitado em algumas crianças com TDAH, "mas o efeito placebo não pode ser descartado", disse o estudo.
Inclusive quando se trata de adoçantes e refrigerantes light, dois elementos que muitos pais pensam poder provocar hiperatividade nas crianças, os estudos científicos não puderam demonstrar um vínculo definitivo.
"A maioria dos estudos revistos não prova um efeito adverso importante da sacarose ou do aspartame", disse o estudo.
"A maioria dos estudos revistos não prova um efeito adverso importante da sacarose ou do aspartame", disse o estudo.
Os autores apontaram que evitar alimentos com alto conteúdo de açúcar em crianças pequenas "pode prevenir exacerbações do TDAH relacionadas com a dieta".
Mas quando os pais restringem o consumo de açúcar em uma criança a fim de evitar o mau comportamento, sua crença inerente de que isto vai funcionar provavelmente contamina qualquer avaliação positiva sobre se funciona ou não.
"Na prática, a relação entre o açúcar e o comportamento hiperativo é tão universal na opinião dos pais de filhos com TDAH que provavelmente nenhum estudo ou conselho médico mudará esta percepção", emendou.
Já o suposto papel do zinco e da deficiência de ferro merece mais pesquisas, enquanto não ficou demonstrado que a terapia com megadoses de vitamina funcione, podendo ser inclusive perigosa a longo prazo, informou o estudo.
Fonte: Notícias uol, Dieta equilibrada pode beneficiar crianças hiperativas, diz estudo. Acesso em 09/01/2012.
Já o suposto papel do zinco e da deficiência de ferro merece mais pesquisas, enquanto não ficou demonstrado que a terapia com megadoses de vitamina funcione, podendo ser inclusive perigosa a longo prazo, informou o estudo.
Fonte: Notícias uol, Dieta equilibrada pode beneficiar crianças hiperativas, diz estudo. Acesso em 09/01/2012.
POLUIÇÃO E AUMENTO DE PREVALÊNCIA DE DOENÇAS.
Cerca de 4 mil pessoas do sexo feminino e da cor negra que vivem em Los Angeles foram analisadas. Além disso, fatores que influenciam na existência da hipertensão e da diabetes medidos à exposição do NOx e partículas poluentes PM2,5.
O estudo aponta que de 1995 a 2005, 531 casos de hipertensão e 183 casos de diabetes ocorreram entre os participantes que moravam na cidade. A análise indicou ainda que o risco de diabetes aumentou 24%, enquanto o de hipertensão elevou 11% para cada aumento de 12 ppb (partícula por bilhão) de NOx.
A ligação entre a poluição do ar e os riscos de diabetes e hipertensão é de particular importância para as mulheres afro-americanas. "Segundo o estudo, o risco delas adquirirem tais doenças é quase o dobro se comparado às mulheres brancas, já que as negras viveriam em áreas mais poluídas", afirma Patricia Coogan, principal autora do estudo.
Fonte: G1, Poluição pode elevar risco de diabetes e hipertensão em negras, diz estudo. Quanto maior a emissão de gases, maior seria a incidência dessas doenças. Pesquisa foi realizada por especialistas nos Estados Unidos. Acesseo em 09/01/2012.
Novo estudo divulgado nesta semana na revista científica "Circulation" aponta que a incidência de diabetes e hipertensão em mulheres negras dos Estados Unidos pode estar ligado aos altos índices de poluição do ar.
A pesquisa afirma que resultados de testes laboratoriais e clínicos sugerem que a exposição a níveis cumulativos de óxido nítrico e dióxido de nitrogênio, emitidos por meio da combustão de motores automotivos e da queima de querosene, aumentaria a predisposição de mulheres a estas doenças.
Cerca de 4 mil pessoas do sexo feminino e da cor negra que vivem em Los Angeles foram analisadas. Além disso, fatores que influenciam na existência da hipertensão e da diabetes medidos à exposição do NOx e partículas poluentes PM2,5.
O estudo aponta que de 1995 a 2005, 531 casos de hipertensão e 183 casos de diabetes ocorreram entre os participantes que moravam na cidade. A análise indicou ainda que o risco de diabetes aumentou 24%, enquanto o de hipertensão elevou 11% para cada aumento de 12 ppb (partícula por bilhão) de NOx.
Segundo os pesquisadores, dois estudos anteriores sobre este tema sugerem que a grande movimentação de veículos, associada com a poluição, elevou a incidência dessas doenças, mas não incluiu pessoas da cor negra.
A ligação entre a poluição do ar e os riscos de diabetes e hipertensão é de particular importância para as mulheres afro-americanas. "Segundo o estudo, o risco delas adquirirem tais doenças é quase o dobro se comparado às mulheres brancas, já que as negras viveriam em áreas mais poluídas", afirma Patricia Coogan, principal autora do estudo.
Fonte: G1, Poluição pode elevar risco de diabetes e hipertensão em negras, diz estudo. Quanto maior a emissão de gases, maior seria a incidência dessas doenças. Pesquisa foi realizada por especialistas nos Estados Unidos. Acesseo em 09/01/2012.
EXERCÍCIOS FÍSICOS NO COMBATE À DEPRESSÃO.
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| Enquanto a depressão promove redução da prática de atividades físicas, exercícios podem ser coadjuvantes na prevenção e no tratamento da depressão |
São Paulo - A depressão é um dos grandes problemas da sociedade moderna, e atinge cerca de 17% da população mundial. O problema assume contornos de saúde pública se considerarmos que, apesar de contarmos com diversas opções de medicamentos para o trato farmacológico da depressão, somente 30 a 35% dos pacientes depressivos respondem ao tratamento com psicofármacos. Segundo a médica geriatra Janise Lana Leite, com especialização em fisiologia do exercício e treinamento resistido na saúde, doença e no envelhecimento, a solução pode estar na prática de atividade física, principalmente para os idosos.
"A Ciência ainda não esclareceu completamente os mecanismos que fazem da atividade física uma boa arma contra a depressão. Mas vários estudos comprovaram que a depressão pode prejudicar a capacidade funcional nas atividades de rotina dos idosos (tomar banho, comer, vestir-se) e na mobilidade (caminhar ou subir e descer degraus sem ajuda). A falta de independência no desempenho dessas atividades pode estar associada com dores físicas crônicas, inatividade física e medo de quedas. Rotinas de exercício que incluíram alongamento, equilíbrio, caminhada, musculação, força e coordenação mostraram ser eficientes na redução dos níveis de depressão para idosos com recente histórico de quedas", diz.
"A Ciência ainda não esclareceu completamente os mecanismos que fazem da atividade física uma boa arma contra a depressão. Mas vários estudos comprovaram que a depressão pode prejudicar a capacidade funcional nas atividades de rotina dos idosos (tomar banho, comer, vestir-se) e na mobilidade (caminhar ou subir e descer degraus sem ajuda). A falta de independência no desempenho dessas atividades pode estar associada com dores físicas crônicas, inatividade física e medo de quedas. Rotinas de exercício que incluíram alongamento, equilíbrio, caminhada, musculação, força e coordenação mostraram ser eficientes na redução dos níveis de depressão para idosos com recente histórico de quedas", diz.
Segundo a médica, por conta de resultados como estes, pode-se afirmar que a relação entre a atividade física e a depressão é inversamente proporcional: enquanto a depressão promove redução da prática de atividades físicas, a atividade física pode ser um coadjuvante na prevenção e no tratamento da depressão no idoso.
"Independente da faixa etária, todos podem se beneficiar do exercício físico no combate à depressão. Trata-se mesmo de uma questão de saúde pública, já que a atividade física se apresenta como uma forma de tratamento acessível, barata, não farmacológica e capaz de gerar benefícios que excedem os efeitos antidepressivos, promovendo o bem-estar biopsicossocial", revela.
De acordo com a especialista, sobre a população idosa, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos e preparados para identificar e conduzir de maneira correta o tratamento dos pacientes idosos com depressão. "Esses profissionais têm a função de modificar o modelo atual, cuja tendência consiste em adotar ações que visam primordialmente à medicalização das manifestações de desequilíbrio da saúde mental. Não existe um método melhor do que o outro: para cada caso, condutas terapêuticas distintas podem ser as mais recomendadas."
Fonte: Exame, Exercícios físicos no combate contra a depressão. Problema, que atinge 17% da população mundial, pode ter a solução na prática de atividade física, principalmente para os idosos. Acesso em 09/01/2012.
DEPRESSÃO E BAIXOS NÍVEIS DE VITAMINA D.
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Baixos níveis de vitamina D está associado à depressão. É o que apontam os psiquiatras do UT Southwestern Medical Center que trabalham junto com o Cooper Center Longitudinal Study, nos Estados Unidos.
Os baixos níveis de vitamina D já estão associados a uma sucessão de problemas de saúde desde doenças cardiovasculares até doenças neurológicas. A presente pesquisa - publicado na Mayo Clinic Proceedings - ajuda a esclarecer um debate que surgiu depois que estudos menores produziram resultados conflitantes sobre a relação entre a vitamina D e a depressão. O transtorno depressivo maior afeta cerca de um em cada dez adultos nos EUA.
"Nossas descobertas sugerem que a triagem para os níveis de vitamina D nos pacientes deprimidos - e talvez de triagem para depressão nas pessoas com níveis baixos de vitamina D - podem ser úteis. Mas ainda não temos informações suficientes para recomendar sair e tomar suplementos", disse Sherwood Brown, professor de psiquiatria e autor sênior do estudo, que foi feito em conjunto com o Cooper Institute, em Dallas.
Os pesquisadores da UT Southwestern examinaram os resultados de quase 12.600 participantes desde o final de 2006 até o final de 2010. Brown e seus colegas do Cooper Institute descobriram que os níveis mais altos de vitamina D estão associados a um risco significativamente reduzido de depressão atual, particularmente entre as pessoas com histórico prévio de depressão. Níveis baixos de vitamina D foram associados com sintomas depressivos, particularmente entre aqueles com um histórico de depressão, assim, deve ser importante avaliar os níveis de vitamina D dos pacientes de cuidados primários com um histórico de depressão. O estudo não relatou se aumentar os níveis de vitamina D reduziu os sintomas depressivos.
Os cientistas ainda não determinaram a relação exata - se o nível baixo de vitamina D contribui para os sintomas de depressão, se a depressão em si contribui para diminuir os níveis de vitamina D, ou quimicamente como isso acontece. Mas a vitamina D pode afetar os neurotransmissores, os marcadores inflamatórios e outros fatores, o que pode ajudar a explicar a relação com a depressão, disse Brown, que lidera o programa de pesquisa psiconeuroendócrina da UT Southwestern.
Os níveis de vitamina D agora são comumente testados durante a rotina de exames físicos, e eles já são aceitos como fatores de risco para uma série de outros problemas médicos: doenças auto-imunes; doenças cardíacas e vasculares, doenças infecciosas; osteoporose, obesidade, diabetes, determinados tipos de câncer e distúrbios neurológicos, como o Alzheimer, o mal de Parkinson, a esclerose múltipla, e o declínio cognitivo geral.
Os pesquisadores usaram informações coletadas pelo instituto, que tem 40 anos de dados sobre os corredores e outros voluntários em boa forma. A UT Southwestern tem uma parceria com o instituto, uma pesquisa de medicina preventiva e educativa sem fins lucrativos localizada no Cooper Aerobics Center para desenvolver um programa conjunto de pesquisa médico-científica com vista a melhorar a saúde e prevenir uma ampla gama de doenças crônicas. O instituto mantém um dos bancos de dados mais extensos do mundo - conhecido como Cooper Center Longitudinal Study- que inclui informação detalhada de mais de 250 mil visitas à clínica que vêm sendo recolhidas desde que Kenneth Cooper fundou o instituto e a clínica em 1970.
Fonte: I Saúde, Depressão possui relação com baixos níveis de vitamina D. Estudo ajuda a esclarecer resultados contraditórios produzidos sobre a relação entre a vitamina e a condição psicológica. Acesso em 09/01/2012.
DECLÍNIO COGNITIVO A PARTIR DOS 45 ANOS DE IDADE?
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sábado, 7 de janeiro de 2012
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| Como nos estudos anteriores, o declínio foi mais acentuado nas pessoas mais velhas, atingindo 9,6% dos homens e 7,4% das mulheres entre 65 e 70 anos. |
Declínio cognitivo
Um novo estudo realizado com 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres, entre 45 e 70 anos, contradiz as conclusões anteriores sobre o declínio cognitivo relacionado com a idade.
Os pesquisadores da Universidade College de Londres encontraram sinais de declínio nas funções do cérebro a partir dos 45 anos de idade, ainda que em níveis muito baixos.
Todos os estudos feitos até agora sugeriam que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60 anos de idade.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007.
Crítica
Uma das críticas à metodologia do novo estudo é que todos os participantes eram funcionários públicos, ou seja, todos estavam sujeitos a situações similares do ponto de vista do exercício de suas funções cerebrais.
Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas de percepção ou de compreensão.
Os resultados demonstraram uma piora na memória e na cognição visual e auditiva, mas não no vocabulário.
Como nos estudos anteriores, o declínio foi mais acentuado nas pessoas mais velhas, atingindo 9,6% dos homens e 7,4% das mulheres entre 65 e 70 anos.
Conclusões questionáveis
Embora os índices apresentados por pessoas na faixa dos 45 anos de idade seja muito menor (3,6% entre 45 e 50 anos) os cientistas afirmam que o dado é suficiente para concluir que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
Paradoxalmente, o estudo não identificou demência em nenhum dos participantes, o que torna questionável essa associação proposta.
Embora a demência seja caracterizada por um forte declínio cognitivo, o estudo não comprova que uma queda nas funções cerebrais no nível observado, ao longo dos anos, leve à demência.
E, dados os mínimos resultados observados nas pessoas de meia-idade, é necessário evitar mais uma medicalização, em que as pessoas são induzidas a procurarem por "doenças" que não possuem ou por situações que não podem ser consideradas doenças.
Fonte: Diário da Saúde, 06/01/2012. Estudo polêmico aponta declínio cerebral a partir dos 45 anos. Acesso em 07/01/2012.
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