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CARACTERÍSTICAS DA NUTRIÇÃO NO IDOSO. EXERCÍCIOS E SARCOPENIA.

quinta-feira, 21 de abril de 2011 2 comentários
Incluir alimentos "funcionais" na dieta do idoso,
 contribui à sua nutrição a nível celular.
A ingestão inadequada de alimentos contribui como fator de risco à saúde do idoso, nesta fase, o hábito alimentar é determinando pelas preferências, mudanças fisiológicas, como também pela condição financeira, acesso aos alimentos, integração social...

Condições que levam, muitas vezes, ao idoso não se preocupar consigo mesmo, alimentando-se de qualquer maneira, com uma dieta deficiente em qualidade e quantidade. O isolamento social e a pobreza são os fatores que mais contribuem para seu estado nutricional inadequado, além da demência e depressão. Alguns estudos mostram que idosos que moram sozinhos apresentam maior IMC, prevalência maior de obesidade, maior circunferência da cintura, baixa ingestão e baixas reservas de cálcio, maior ingestão de gorduras e dieta pobre em fibras.

Perguntas de relevância à nutrição do idoso:
- Apresenta dificuldades para mastigar e/ou engolir?
- Realiza sozinho as refeições? Consegue preparar e/ou comprar sozinho seus alimentos? Têm condições financeiras para comprar alimentos distintos?
- Teve alteração de peso significativa nos último 6 meses (cerca de 4 kg)?
- Fuma?
- Realiza exercícios físicos frequentemente?

Características distintas que ocorrem no processo de envelhecimento devem ser levadas em consideração para que o idoso possa dispor de uma nutrição suficiente e adequada:

- Em muitos dos casos, o padrão de dieta do idoso já está definido, sendo ele resistente há modificações, entretanto, com esclarecidos claros e precisos sobre alimentação, podemos ter resultados grandiosos, adequando pequenas mudanças, mas significativa em seu plano alimentar.

- No envelhecimento a dentição pode estar comprometida, o que dificulta a mastigação, limitando-os ao consumo de alimentos de consistência pastosa e branda. Incluir nutrientes entre as refeições que sejam de fácil mastigação e incentivar a procura de um especialista que cuide da dentição do idoso é o passo chave.

- O isolamento social e as baixas condições socio-econômicas deixam o idoso sem estímulos para o próprio preparo das refeições diárias, ou mesmo, a realizarem escolhas alimentares de baixo custo, mas errôneas, com energia e gordura extra e baixa em nutrientes essenciais. Como sabemos, o caminho para a vitalidade e disposição estão na escolha de alimentos adequados e podemos sim, encontrar alimentos de qualidade com custo mais acessível, esse é o ponto principal que deve ser enfocado ao idoso.

- Os processos fisiológicos, muitas vezes, estão modificados no organismo no momento em que vamos envelhecendo. A predisposição a problemas gástricos, intestinais, como diarréia, constipação e a redução da secreção salivar, podem contrapor a nutrição do idoso, neste caso, ajustes cautelosos na dieta alimentar são essenciais.

Incluir alimentos "funcionais" na dieta do idoso, contribui à sua nutrição a nível celular, aumentar sua proteção aos radicais livres, melhor o funcionamento e a composição da microbiota intestinal, melhor sua imunidade, são alguns dos aspectos de uma nutrição otimizada.

Acrescentando por Dr. Luiz Romariz. (REJUVENESCIMENTO MUSCULAR EM SÊNIOR)
Novos estudos mostram que nos idosos o treino de resistência de cerca de 20 minutos, três vezes por semana pode ser o melhor meio de prevenção da sarcopenia (perda muscular inexplicável). Isto é particularmente importante pois os músculos são os reservatórios de proteína e as nossas defesas (imunoglobulinas) são feitas de proteína.

A insulina transporta as calorias aos músculos para que eles se possam reparar e crescer. Isto significa que a insulina tem um saudável efeito anabólico ao nível muscular. Contudo, muitos idosos estão num estado de declínio muscular refletido por excesso de degradação muscular. Os cientistas descobriram que a diferença entre os músculos dos jovens e os dos seniores se devia ao fato da insulina não ter tanto efeito nos mais velhos, um problema corrigido pelo exercício de pesos que anula a insulino-resistência de forma a que o músculo possa rejuvenescer. Também descobriram que a circulação nos músculos das pernas podia ser aumentada por este tipo de exercício.

Claro que o problema da sarcopenia no idoso é devido mais à diminuição da síntese muscular (anabolismo) do que à sua degradação (catabolismo). É pois importantíssimo o aporte proteico para corrigir esta situação e ter um bom reservatório proteico em caso de infecção. Isto pode ser obtido pela sinergia entre o exercício e a ingestão de proteína de soro de leite ou de clara de ovo.

Fonte: Texto de Dr. Luíz Romariz. Tem desenvolvido a medicina preventiva nos últimos 25 anos e alcançou o International Certificate of Age Management Medicine no Cenegenics Medical Institute de Las Vegas, em 2005. Tem ainda pós-graduação pela Harvard Medical School e é membro da Americana A4M, da Life Extension Foundation e da Andropause Society, do Reino Unido. É o fundador do Instituto Médico NewAge, no Porto.


Por Greice Caroline Baggio.

QUE TIPO DE CARBOIDRATOS VOCÊ CONSOME?

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Carboidrato simples? Complexos?
índice Glicêmico alto? Baixo?
Alimentos ricos em fibras?
Que tipo de carboidrato você consome?

A digestão dos carboidratos inicia na boca, com o envolvimento do alimento com a saliva. Carboidratos são compostos contendo carbono, hidrogênio e oxigênio, sendo preferência ao organismo à produção de energia rápida, sendo indispensável aos músculos e cérebro.

Os carboidratos são fontes de energia essencial às células e ao cérebro e fornecem menos calorias por grama, do que gorduras por exemplo. Além das quantidades de carboidratos consumidas, é o tipo de carboidrato que está sendo consumido e o índice glicêmico dos alimentos que fazem significativamente diferença. Carboidrato simples? Complexo? índice Glicêmico alto? Baixo? Alimentos ricos em fibras? Que tipo de carboidrato você consome?

Carboidratos complexos ("bons" carboidratos) são aqueles que ainda estão em seu estado natural, ou em outras palavras, não tenham sido processados ​​ou alterados. Os hidratos de carbono complexos são ricos em fibras, minerais, vitaminas. Os carboidratos complexos são digeridos mais lentamente e, portanto, fornecendo níveis de constantes de açúcar no sangue. As boas fontes de hidratos de carbono incluem:
• Vegetais, hortaliças; Frutas;
• Cereais e grãos integrais, como quinoa, arroz integral;

Um estudo realizado em Harvard concluiu que mulheres que consumiam pelo menos 2 porções de cereais integrais ao dia estavam menos propensas ao aumento do peso que do aquelas que consumiam grãos refinados.

Outro estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition mostrou que mulheres que consumiam 3 a 4 porções de grãos integrais ao dia, apresentavam menor risco de doenças cardíacas comparadas as que incluiam grãos refinados, os que você encontra em pães, massas, biscoitos.
• Leguminosas, como feijões, lentilhas.

Carboidratos simples, são geralmente refinados, processados, que tiveram todos ou a maioria de seus nutrientes, como vitaminas, minerais e fibras removidos. Carboidratos simples são rapidamente convertidos em glicose no organismo que pode causar aumento de açúcar no sangue. Exemplos de carboidratos simples:
• Açúcar branco refinado, sucos de frutas e demais bebidas adoçadas, como refrigerantes;

O açúcar refinado é obtido por processo que extrai da cana ou beterraba, a sacarose, assim com a adição de aditivos químicos, retirando sais minerais, vitaminas, fibras, impurezas, transforma-se em um produto concentrado em sacarose, sem nutrientes, altamente calórico, que agrada muitos paladares, entretanto o consumo sem controle está sendo responsável pelo aumento da obesidade e de um maior consumo calórico no mundo.

• Grãos e cereais processados, como arroz branco, pão, massas.

O índice glicêmico
O índice glicêmico (IG) é o potencial que um determinado alimento tem de aumentar a glicose sanguínea ou carga de açúcar no sangue.
O consumo de alimentos ricos em carboidratos que são digeridos rapidamente fazem com que o açúcar, glicose, no sangue se eleve mais rapidamente, assim são alimentos de alto índice glicêmico, aumentando também a quantidade de insulina na corrente sanguínea, o que pode com o tempo sobrecarregar o pâncreas podendo levar a Diabetes Mellitus tipo 2.

Os alimentos que contêm carboidratos de digestão lenta, e portanto liberam glicose gradualmente na corrente sanguínea são os alimentos de baixo índice glicêmico. Os alimentos de baixo índice glicêmico devem fazer parte em maior quantidade na alimentação, pois dão maior saciedade, alguns contêm maior quantidade de fibras que outros, auxiliam no controle do peso. Porém, muitos alimentos com baixo IG, contêm grandes quantidades de gorduras, por isso a importância do acompanhamento nutricional, em especial aos diabéticos que necessitam de maior controle no consumo de carboidratos.

Como melhorar os carboidratos de sua dieta?

• Inlcua hortaliças em sua dieta, para quem gosta folhas verde escuras como rúcula, agrião, são boas opções; Dê preferência ao consumo de carboidratos que mais lentamente são absorvidos, como lentilha, feijões, ervilha, aveia, pêra, maçã, farelo de trigo. Saiba que o importante também é a combinação entre os alimentos.

Por Greice Caroline Baggio.

MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA PODEM REDUZIR SIGNIFICATIVAMENTE OS TRIGLICERÍDEOS.

quarta-feira, 20 de abril de 2011 0 comentários
A combinação de todas essas medidas de estilo de vida é
provável que tenha o efeito de pelo menos 50% ou mais
na redução dos níveis de triglicérides.

O triglicérides, uma gordura que fica armazenada no tecido adiposo, está lá como importante estoque de energia. Produzido pelo fígado e também proveniente tanto da gordura animal quanto da vegetal. Os alimentos quando consumidos em excesso são transformado em triglicérides no organismo.

O nível de triglicérides aumenta, principalmente, pela má alimentação e pelo excesso de peso corporal (gordura fica armazenado no tecido adiposo), podendo levar a pancreatite. Para reduzir altos índices de triglicérides são necessários o equilíbrio e educação alimentar.

Um novo estudo mostrou que mudanças como a substituição de gorduras insaturadas na dieta para os mais saturados, com uma atividade física e perder peso em excesso pode diminuir os triglicerídeos em 20 por cento a 50 por cento, segundo os autores do comunicado. The statement is published in Circulation: Journal of the American Heart Association . A declaração é publicada na circulação: Jornal da Associação Americana do Coração.

Recomendações dietéticas incluem a limitação:
• Adição de açúcar a menos de 5% a 10% das calorias consumidas - cerca de 100 calorias por dia para mulheres e 150 calorias por dia para homens.
• Frutose alimentos processados ​​e alimentos naturais, menos de 50 a 100 gramas por dia
• Gordura saturada para menos de 7% do total de calorias.
• Gordura trans a menos do que 1% do total de calorias e
• Limitação do álcool, especialmente se os níveis de triglicerídeos são mais elevados (superiores a 500 mg / dL).

Pessoas com triglicérides elevados também devem focalizar o consumo maior de vegetais, grãos e cereias ricos em fibras  e gorduras insaturadas, principalmente ácidos graxos ômega-3 encontrado principalmente em peixes como salmão, arenque, sardinha, truta e atum.

Todos os pacientes com níveis de triglicerídeos no limite (150-199 mg / dL) ou superior também são incentivados a prática de atividade física de moderada intensidade (como caminhada) em pelo menos 150 minutos por semana, porque estas atividades podem contribuir com um efeito adicional 20-30% de redução de triglicérides. 

A combinação de todas essas medidas de estilo de vida é provável que tenha o efeito de pelo menos 50% ou mais na redução dos níveis de triglicérides.

Fonte: Michael Miller, et al. Triglycerides and Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, 2011; DOI:
Por Greice Caroline Baggio.

ÓLEOS VEGETAIS, CANOLA E CÂNCER.

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A pesquisa sugere o uso de óleo de canola no
consumo pode proteger contra o
desenvolvimento do câncer de cólon.

Parte das gorduras são prejudiciais à saúde, em excesso, porém outras são essenciais ao organismo. Há dois ácidos graxos que são essenciais ao organismo, o corpo não consegue fabricar, assim devem ser fornecidos dos alimentos que você consome. Ácidos graxos que chamamos de poliinsatrados, ácido linolenico e ácido linoleico.

Ácidos graxos essenciais que são encontradas em óleos vegetais e peixes de água fria, entre eles o ácidos linoléico ou ômega 6 e o ácido linolênico ou ômega 3, assim são denominados por causa de sua estrutura química.

As gorduras monoinsaturadas também são necessárias ao organismo provindas além do azeite de oliva, de oleagenosas, como variedades de castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, abacates.

Óleos vegetais como o de girassol, milho, gergelim, canola, soja, linho, além de amêndoas, castanhas, nozes, avelãs. fornecem gorduras do tipo ômega 6, já o ômega 3 encontramos em peixes de água fria, incluindo atum, sardinha, truta, salmão, além de sementes e óleo de linhaça, ovos enriquecidos com o ômega, nozes, soja.

Muitas dietas com quantidades insuficientes de gorduras excluem oleaginosas e óleos vegetais ricos em propriedades funcionais, fitoquímicos, vitaminas, minerais, além de gorduras saudáveis que protegem o corpo contra problemas cardiovasculares.
 
Um novo estudo considerou que o óleo de canola pode reduir a incidência de tumores do cólon em animais de laboratório, South Dakota State University. O estudo mostrou que o óleo de canola inibiu o número médio de tumores por rato em 58% em relação a uma das outras 2 dietas de controle do experimento, e inibiu o tamanho dos tumores que ocorreram em 90%. Entretanto, ao compararmos o óleo de linhaça e canola, o óleo de linhaça tem um nível muito maior de ômega 3, que são responsáveis ​​pelos benefícios à saúde - mais de 50% em comparação com cerca de 10% no óleo de canola
A pesquisa sugere o uso de óleo de canola no consumo pode proteger contra o desenvolvimento do câncer de cólon.

As recomendações para o consumo de gorduras é que não ultrapasse 30% do valor calórico total diário, detalhadamente, o consumo de gordura saturada deve ficar inferior a 7%, a poliinsaturada até 10%, e gordura monoinsaturada, encontrada especialmente no azeite de oliva até 20% e menor do que 1% de gordura trans do valor calórico total.

A dieta de países industrializados tem aumentado de forma quantitativa as calorias ingeridas por meio de gorduras, cerca de 35 a 40%, com altos níveis de ácido linoléico (ômega 6) e baixos de ácido alfa linoléico (ômega 3). Segundo as referências, a quantidade de ômega 6 consumida durante os últimos quarenta anos disparou para 250%, enquanto que de ômega 3 caiu em 40%.

Enquanto recomenda-se a manutenção da proporção 5:1 entre ômega 6 e 3 na dieta, proporção essa que pode influenciar na formação de neurotransmissores e prostaglandinas, fatores vitais para manter a função cerebral em equilíbrio, o consumo atual pode estar em 15 de ômega 6 para 1 de ômega 3. Nos EUA, essa proporção pode chegar até 40 de ômega 6 para 1 de ômega 3.

Fonte: Ekta Bhatia, Chaitanya Doddivenaka, Xiaoying Zhang, Ajay Bommareddy, Padmanabhan Krishnan, Duane Matthees, Chandradhar Dwivedi. Chemopreventive Effects of Dietary Canola Oil on Colon Cancer Development. Nutrition and Cancer, 2011; 63 (2): 242 DOI:
Por Greice Caroline Baggio.

CURITIBANOS OS MAIORES CONSUMIDORES DE CHOCOLATE, LEIA OS BENEFÍCIOS DO CACAU.

terça-feira, 19 de abril de 2011 0 comentários
O chocolate contém alta concentração de compostos antioxidantes.
No mês de abril, somente o chocolate conseguiu dividir atenção com o casamento entre o príncipe William e Kate Middleton. Divulgada na véspera da Páscoa, uma pesquisa do Ibope sobre o produto indica que Curitiba (PR) é a capital brasileira que mais consome o doce.

O Ibope ouviu 18.844 pessoas entre agosto de 2009 e julho de 2010 nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza e Brasília, além do interior de São Paulo e das regiões sul e sudeste.

O levantamento mostra que 61% dos homens e 71% das mulheres consumiram chocolate nos últimos sete dias. Os adolescentes, entre 12 e 19 anos, estão entre os que mais comeram a guloseima na última semana (77%); seguidos pelos jovens de 20 a 24 anos (73%).

Ainda descobriu que os curitibanos são campeões no consumo do produto (73%); seguidos pelos paulistas da cidade de São Paulo e do interior (71%); e pelos recifenses (70%).

O Rio de Janeiro é a capital onde as pessoas menos comeram chocolate (63%).  De acordo com o Ibope, os brasileiros das classes A e B são os que mais consumiram o produto (69%); seguidos pela classe C (66%); e D e E (57%).

Do total das pessoas que comeram chocolate nos últimos sete dias, 82% consumiram o tablete puro. Em segundo lugar aparecem os bombons (72%), seguidos pelas barras recheadas (55%).

Fonte: Folha uol, Curitiba é capital brasileira que mais consome chocolate, 18/04/2011.

Já sabemos, os antioxidantes presentes no chocolate podem trazer benefícios à saúde. O chocolate contém alta concentração de compostos chamados flavonóides, que podem baixar a pressão sanguínea e proteger contra doenças cardíacas, mas este é o primeiro estudo que mostra seus benefícios a longo prazo relacionados especificamente à insuficiência cardíaca.

Este estudo realizado em Boston, publicado na American Heart Association, analisou quase 32 mil mulheres suecas com idades entre 48-83 anos durante 9 anos.

Resultados: uma ou duas (19-30 gramas) porções de chocolate por semana, levou a uma redução de 32% no risco de insuficiência cardíaca, entretanto para aquelas que comem todo dia, o benefício não foi similar. Caindo para 26% em 1-3 porções em um mês.

Maior teor de cacau, maiores os benefícios do coração. Embora o chocolate consumido pelas mulheres suecas foi de chocolate ao leite, que contém uma menor concentração de cacau, cerca de 25% ou menos. Os resultados foram positivos.

O chocolate é um produto elaborado a partir das sementes do fruto do cacau, misturado a ingredientes distintos, entre eles a pasta de cacau, cacau em pó, manteiga de cacau, leite, açúcar e demais ingredientes dependendo do produto, o chocolate torna-se um alimento densamente calórico, rico em carboidratos simples, gorduras saturadas. Cem gramas contribui com em torno de 500 calorias, então a orientação geral para consumo diário é não ultrapassar de 30 gramas, dando a preferência ao chocolate meio amargo (70% cacau) que é reduzido em açúcares, mais rico em massa de cacau.

O chocolate diet é isento de açúcar, mas contém gorduras tanto quanto as versões tradicionais. Então vale antes de consumir qualquer alimento, independende do seu sabor, saber que propriedades nutricionais ele possui e se trantando de chococolate, todos já estão recheados de informações de que o ideal é não pecar pelo excesso.

As sementes de cacau são ricas em flavonóides que podem inibir a oxidação do LDL, sendo importante na prevenção de doenças do coração, podendo também, segundo alguns estudos, aumentar o HDL.

Mas será que o chocolate que consumimos é rico em cacau? O chocolate ao leite, muito apreciado, possui uma quantidade baixa de cacau, são ricos em açúcares, aromatizantes e gorduras hidrogenadas, estando muito distinto em sua composição, quando comparamos com chocolates nos demais países.

Acrescentando por Dr. Luíz Romariz
Vários estudos sobre o chocolate publicitam os seus benefícios para a nossa saúde. Grama por grama parece que o chocolate com um processamento mínimo possui mais capacidade antioxidante do que a fruta. O chocolate ajuda a regular os genes envolvidos no metabolismo do colesterol e pode conduzir ao aumento da produção do colesterol HDL – o “bom” colesterol.

Comparando o cacau e o chocolate negro aos frutos descobriu-se que o chocolate tem uma maior atividade antioxidante bem como uma maior concentração de polifenóis, daí que os investigadores o tenham apelidado de “super fruta”. Mas cuidado porque a maioria do chocolate comercializado pouco mais é do que açúcar desprovido de polifenois e de qualquer actividade biológica. Os polifenóis do cacau protegem o colesterol LDL – o “mau” colesterol – da oxidação, impedindo-o assim de exercer a sua actividade “maléfica”. Ao ativar os genes que aumentam a produção do colesterol HDL podem-se tornar numa parte da solução para as alterações dos lípidos sanguíneos.

Leia também no blog chocolate, PORQUE O CHOCOLATE É BOM PARA O CORAÇÃO? A EVIDÊNCIA CIENTÍFICA.
Por Grece Caroline Baggio.

PESQUISA APONTA, 15% DOS BRASILEIROS SÃO OBESOS E INGESTÃO DE CARBOIDRATOS E GORDURA NO FÍGADO.

segunda-feira, 18 de abril de 2011 0 comentários
Os brasileiros acima do peso no País já são quase
metade da população (48,1%) e os obesos já somam 15%.
Pesquisa do Ministério da Saúde revela que os brasileiros acima do peso no País já são quase metade da população (48,1%) e os obesos já somam 15%. Conforme o estudo, essa proporção, há cinco anos, era de 42,7% e 11,4%, respectivamente. Para o ministério, o Brasil segue uma tendência mundial de aumento da obesidade por conta de uma alimentação inadequada aliada ao sedentarismo.

Os dados fazem parte da pesquisa anual Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que no ano passado entrevistou 54.339 adultos nas 27 capitais do País. A proporção de homens acima do peso passou de 47,2% em 2006 para 52,1% no ano passado. Já entre as mulheres, o crescimento foi de 38,5% para 44,3%.

De acordo com coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, Deborah Malta, a obesidade é "um reflexo do baixo consumo de alimentos saudáveis como frutas, legumes e verduras e do uso em excesso de produtos industrializados com elevado teor de calorias, como gorduras e açúcares, além de baixos níveis de atividade física".

Uma nova pesquisa desenvolvida na Universidade do Texas (EUA) leva médicos a afirmarem que reduzir a ingestão de carboidratos é mais eficiente para diminuir a gordura no fígado do que a redução de calorias.

Em um experimento, cientistas recrutaram 18 pessoas com gordura no fígado (não causada por álcool) e designaram a um grupo uma dieta com poucas caloria0s, enquanto o segundo grupo seguiu uma dieta com poucos carboidratos. Após 14 dias, os participantes da dieta de poucos carboidratos tinham perdido mais gordura do fígado do que o outro grupo.

Os pesquisadores ainda não sabem explicar a diferença de perda de gordura entre os dois grupos, mas eles acreditam que a descoberta pode ser significativa para tratamentos de diversas doenças, como a diabetes e a resistência à insulina. A pesquisa foi publicada no periódico American Journal of Clinical Nutrition.

Fonte: Pesquisa aponta que 15% dos brasileiros são obesos, noticias uol, 18/04/2011.
Dieta de poucos carboidratos ajuda na redução de gordura no fígado, blog boa saúde, 18/04/2011.

NUTRIENTES DA GOIABA.

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O valor de vitamina C é superior a frutas cítricas
como a laranja, ainda 100 gramas da fruta possui
 cerca de 54 calorias e 6 gramas de fibras.
Goiaba é o fruto da goiabeira, árvore da espécie Psidium guajava, da família Myrtaceae originária da América tropical. Sendo rica em fibras, vitamina A, vitamina C, ácido fólico, potássio, fosfóro, potássio, manganês, são muitas vezes incluídas entre as super frutas.

Com nutrientes importantes e de sabor muito agradável, a goiaba vermelha é rica em licopeno, fibras e vitamina C. O licopeno encontra-se como um dos principais antioxidantes, bloqueando os radicais livres que danificam as membranas celulares, este carotenóide que dá coloração às frutas, juntamente com as vitaminas, age como anticarcinogênico e fornece proteção contra a aterogênese.

O valor de vitamina C é superior a frutas cítricas como a laranja, ainda 100 gramas da fruta possui cerca de 54 calorias e 6 gramas de fibras.

Prevenção do Câncer: A goiaba é uma excelente fonte de antioxidantes no combate ao câncer, licopeno. O licopeno em goiaba é mais facilmente absorvido pelo nosso organismo do que o licopeno do tomate, devido à diferença na estrutura da célula que permite que o antioxidante que deve ser absorvida se a fruta está cru ou cozido. O consumo de licopeno está associado à taxas significativamente menor de câncer de próstata, e também foi encontrado para inibir o crescimento de células de câncer de mama.

Licopeno promove boa saúde, agindo contra a influência de "radicais livres", que podem danificar as células e podem contribuir para câncer e doenças coronárias. Todas as variedades de goiaba são carregadas com antioxidante, mas o único com o tipo de carne vermelha contém mais do que outras.

Pressão Alta: goiaba, sendo rica em minerais e fibras, ajuda a diminuir a pressão arterial e os níveis de colesterol. Isso faz com que as goiabas altamente benéfico para aqueles com risco de doença cardíaca e hipertensão.  Além disso, uma goiaba média (165 g) fornece 20% do valor diário recomendado (DV) para o potássio.  Estudos têm mostrado que pessoas que consomem mais potássio possuem maior controle da pressão arterial do que aquelas que consomem menos.

Constipação: com elevada quantidade de fibras presentes na goiaba, isso ajuda a prevenir a constipação.  Uma goiaba média fornece 36% do valor diário recomendado de fibras dietéticas. Além disso, as sementes de goiaba são laxantes eficazes. 

Fonte: Parte do texto traduzido em life mojo, 10 Health Benefits Of Guava, 16;12;2010.
Por Greice Caroline Baggio.

O PODER DAS FIBRAS E PROTEÍNAS & REMÉDIOS NATURAIS.

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A edição O poder das Fibras e Proteínas (editora alto astral) fornece conteúdo facilmente esclarecedor sobre o assunto, lá você confere minha contribuição.

Mas o que são PROTEÍNAS?
As proteínas são macromoléculas presentes em todas as células do nosso corpo, são utilizadas para formar os blocos de aminoácidos para síntese e estrutura tecidual (são formadas por combinações dos 20 aminoácidos). Os aminoácidos se unem para formar uma proteína por meio de ligação peptídica que une o grupo carboxílico de um aminoácido ao grupo amino do outro. Os aminoácidos das proteínas se unem um ao outro em uma sequência, sua estrutura pode ser primária, secundária, terciária e quartenária. As proteínas podem ser provenientes dos alimentos que ingerimos, o que chamamos de fonte exógena, ou de fonte endógena, que são derivadas da degradação das proteínas celulares pelo próprio organismo.

Alimentos de origem animal como carnes, ovos e leites fornecem proteínas de alto valor biológico, com maior biodisponibilidade ao organismo pela constituição de seus aminoácidos.

Proteínas de origem vegetal devem ser combinadas entre si, por serem de baixo valor biológico.

E quanto as FIBRAS?
Parte integrante e fundamental ao bom funcionamento intestinal, atuando na redução dos níveis de colesterol e de pressão arterial, melhorarnado o perfil de glicemia no sangue, promovendo a perda de peso, reduzindo a inflamação, estando relacionada a prevenção de doenças entre elas o câncer, novos estudos vêm sendo realizados mostrando os beneficios das fibras na dieta.

A fibra dietética esteve associada com um risco reduzido de morte por doenças infecciosas, respiratórias e cardiovasculares, bem como uma redução do risco de morte por qualquer causa, durante um período de 9 anos, de acordo com publicação no Archives of Internal Medicine.

O National Cancer Institute, Rockville, Maryland, analisaram dados de 219.123 homens e 168.999 mulheres participantes do National Institutes of Health-AARP Diet and Health Study. Os participantes preencheram um questionário de frequência alimentar no início do estudo, em 1995 e 1996, estando o consumo de fibras variando de 13 a 29 gramas por dia entre os homens e de 11 a 26 gramas por dia entre as mulheres. Destes em cerca de 9 anos, 20.126 homens e 11.330 mulheres morreram.


De forma geral, o consumo de fibras esteve associado com uma redução significativa do risco de morte entre homens e mulheres, cerca de 29,4 gramas de fibras por dia para homens e 25,8 gramas para as mulheres foram associadas com 22% menos probabilidade de morte do que aqueles que consumiram menos porções, cerca de 12,6 gramas por dia para homens e 10,8 gramas para as mulheres.

Já, o risco de morte por doenças cardiovasculares, infecciosas e respiratórias esteve reduzida em 24% a 56% nos homens; e 34% a 59% nas mulheres com a ingestão maior de fibras.


Frutas, vegetais, cereais e grãos integrais estão como parte na sua dieta? Confira também a edição Remédios Naturais!





Fonte: Yikyung Park, Amy F. Subar, Albert Hollenbeck, Arthur Schatzkin. Dietary Fiber Intake and Mortality in the NIH-AARP Diet and Health Study. Arch Intern Med, feb, 2011.
O poder das fibras e proteínas, Santo remédio especial, Ed. Alto Astral, ano 3, nº 4, 2011.
Remédios naturais especial, Ed. Alto Astral, ano 2, nº 2, 2011.

Por Greice Caroline Baggio.