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NÍVEIS ALTOS DE HOMOCISTEÍNA E DOENÇA CARDIOVASCULAR

quinta-feira, 11 de agosto de 2011 0 comentários
Determinação sanguínea da homocisteína (bem como
 lipoproteínas) que pode indicar alguma
 alteração das artérias,
são importantes, a fim de,
 prever risco cardíaco..
Além da herança genética, os fatores de risco mais comuns para doenças cardiovasculares estão ligados ao estilo de vida, como tabagismo, sedentarismo, obesidade, estresse, erros alimentares, hipertensão arterial. Estudos recentes mostram novas evidências que o aumento do colesterol, principalmente o LDL, dito como o de grande importância, não está sozinho como fator associado à arteriosclerose, existindo também o excesso de níveis no sangue de homocisteína, a hiperhomocisteinemia.

A homocisteína é um aminoácido não essencial sulfurado, identificada em 1962 conforme (), sendo formada pelo metabolismo de aminoácidos essenciais, podendo seguir duas rotas metabólicas: a remetilação, que dá lugar à regeneração de metionina; e a transulfuração, levando à formação de metionina.

Uma baixa ingestão protéica leva a homocisteína ser metabolizada primeiramente pela via de remetilação para conservar metionina, via que requer como cofator a enzima metionina sintetase que é dependente de vitamina B12, requerendo um aporte adequado da enzima metilenetetrahidrofolato redutase e ácido fólico.

Em condições de excesso de metionina ou quando suas reversas são adequadas, a via de transulfuração é ativada. A homocisteína juntamente com a serina forma a cistationina, requerendo vitamina B6 como cofator. A cistationina é hidrolisada pela enzima y-cistationase que também depende de vitamina B6 para formar cisteína e a-cetobutarato.

Cerca de 1% da homocisteína se encontra no plasma na sua forma livre, 70 a 80% está ligada às proteínas plasmáticas, em especial a albumina e o restante, está ligada à própria homocisteína ou a cisteína pelos grupos dissulfetos. Eliminada principalmente pelos rins, onde seus níveis plasmáticos variam conforme o sexo e a idade, aumentando durante toda a vida em ambos os sexos. Indiferente do sexo, as crianças apresentam níveis baixos de homocisteína, dentro de 5 mol/L. e durante a puberdade esses níveis aumentam, sendo que mais em meninos do que meninas.

No período gestacional, a homocisteína é reduzida cerca pela metade e retorna aos seus valores anteriores em poucos dias após o parto. Com a redução dos níveis de estrógenos, após a menopausa, aumentam os níveis de homocisteína, mas permanecem mesmo assim inferiores aos dos homens.

Em conseqüência da má absorção ou suprimento insuficiente de folato, vitamina B12 e B6, redução da função renal e mudanças no metabolismo, os idosos apresentam concentrações elevadas de homocisteína.

O baixo consumo de vitaminas, como a vitamina B6 e B12 e ácido fólico induz a elevação nos níveis de homocisteína, seu excesso no sangue, leva a formação de placas fibrogordurosas ou de ateromas e as artérias são lesadas, o que resulta em arterosclerose e doenças cardiovasculares.

Para evitar o excesso, na dieta:
- As refeições diárias devem incluir sementes, oleaginosas, grãos integrais, frutas e legumes. Consumir frutas e legumes frescos. Sucos de vegetais são bem-vindos.
- Manter o aporte adequado de gorduras boas, como o ômega3. Controlar saturadas e eliminar as gorduras hidrogenadas. 
- Incluir alho e cebola. Estudos têm demonstrado que estes ajudam na prevenção do desenvolvimento da arteriosclerose.
- Evitar o fumo.


Fonte das informações:
Homocisteína, Arteriosclerose e Trombose. NewsLab, n°41, p. 178-186, agosto, 2000.
Determinação da Homocisteína: Por que, Quando e Como. NewsLab, n°52, p. 114-118, junho, 2002.
OLIVEIRA, Ana Pula Rodrigues de; CASTRO, Sônia Maria Vieira de; SAMPAIO, Helena Alves de Carvalho. Homocisteína e Doença Cardiovascular: Uma revisão. Nutrição em Pauta, São Paulo, n° 76, p 18-22, janeiro/fevereiro 2006.
Por Greice Caroline Baggio.

PIRIDOXINA.

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PIRIDOXINA
 Foi descrita na década de 30.
 A piridoxina é um complexo de três compostos químicos ativos: piridoxamina (amina), piridoxal (aldeído), piridoxol (álcool), relacionados entre si e encontrados na natureza, podem ser supridos ao organismo através da alimentação.
 A piridoxina é encontrada nas células numa forma ativa chamada piridoxal fosfato (PLP).

METABOLISMO
As três formas de piridoxina são rapidamente absorvidas pelo intestino, no jejuno e no íleo por difusão passiva. Pequenas quantidades de piridoxina livre também são encontradas na circulação, mas a maior parte está como PLP ligada a albumina.
Cerca de 80% a 90% da vitamina B6 do organismo estão localizados no tecido muscular, conversão do glicogênio muscular em glicose.
Vitamina é excretada pelo organismo principalmente como ácido 4-piridóxico.

FUNÇÕES
 O PLP, coenzima que age no metabolismo de gorduras, proteínas e carboidratos.
 O PLP atua nas reações de degradação não-oxidativa de aminoácidos como transaminação, desaminação, descarboxilação.
 O piridoxal fosfato é necessário para a formação de compostos porfirínicos, partes essênciais da molécula de hemoglobina.
 Síntese de niacina (ácido nicotínico) a partir do triptofano.
 Conversão de glicogênio em glicose – músculos.
 Modulação dos receptores de hormônio esteróide.

NECESSIDADES NUTRICIONAIS
Proporcional à ingestão de proteínas na dieta.
 Homens: 2 mg diários
 Mulheres: 1,6 mg diários
 Gestação e a lactação: 2,5 mg diários

FONTES
A PIRIDOXINA é encontrada em maior proporção em alimentos de origem animal (carnes de porco, galinha), leite e ovos. Entre os vegetais a aveia, banana, gérmen de trigo, couve-flor.

MANIFESTAÇÕES DE CARÊNCIA
Os casos de deficiência são raros, devido a ampla distribuição da vitamina nos alimentos, mas a ingestão de uma dieta deficiente de piridoxina resulta produção insuficiente de PLP, pois ele é a coenzima de muitas enzimas, exercendo importante papel no metabolismo protéico.
 Os seres humanos exibem sinais de fraqueza, insônia,
 Deficiências severas - estomatite, glossite (inflamação da língua) , anemia, dermatites.
 Todas as três formas químicas da vitamina B6 apresentam baixa toxidade. Experiências feitas com animais (ratos, coelhos e cães) demonstram a tolerância a doses de 1g/Kg de peso, com mínimo efeito colateral.
 A vitamina B6 funciona em combinação com vitaminas do complexo B.
 A piridoxina sofre grandes perdas durante a cocção, por exposição à luz, ao calor, ao congelamento dos alimentos.

GENGIBRE.

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Nome cinetífico: zingiber officinalis
Origem: Asiática, originária da ilha de Java,
da Índia e da China

Uma planta que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas. No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Os indígenas chamavam-na de mangaratiá ou magarataia.

Os rizomas (raízes) da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa e pelo princípio ativo aromático.

O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos.

Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

O uso fitoterápico do gengibre é devido ao cineol, que é um estimulante digestivo que estimula a secreção gástrica. Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca.

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjôos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Utilização culinária: O gengibre possui sabor picante, doce e aroma intenso e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: escuro (ou com a casca), inteiro, moído, fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

Na culinária, a raiz picada fina ou ralda é usada em picles, molhos para presunto ou galinha, chucrute, molho de tomate e em preparações orientais. Moído é usado em doces, bolos, pães e bebidas quentes. Usado também em frutas enlatadas e cozidas, sopas de legumes e queijos. É o tempero básico do nosso quentão caipira. Na cozinha acrescenta frescor e aroma a peixes, carnes e molhos. Indispensável na composição do curry.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (com o gengibre espremido) para temperar frango e as conservas (beni shouga) feitas com os rizomas jovens são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

Fonte: Disponível em Wikipedia.
PHILIPPI, Sonia Tucunduva. Nutrição e Técnica Dietética, São Paulo, Ed Manole, 2003.

PROBIÓTICOS À SAÚDE.

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Lactobacillus rhamnosus.
Os consumidores modernos estão interessados em consumir alimentos que além de saudáveis também sejam capazes de prevenir doenças.

Os probióticos podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado como leites fermentados ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsula. São microorganismos vivos, que ingeridos em certa concentração, exercem benefícios à saúde, além dos relacionados aos efeitos nutricionais em geral. (Salminen et al, 1998; Guarner F & Schaafsma GJ, 1998).

O que devem ter os microorganismos para serem considerados probióticos: ser habitantes normais do trato gastrointestinal, sobreviver após a passagem pelo estômago (resistência ao suco gástrico e à bile), colonizar a mucosa intestinal e manter viabilidade e atividade no intestino.

Como benefício para a saúde, desempenham papel na redução do risco de várias doenças intestinais, cardiovasculares, câncer, diabetes tipo 2; aumentando o número de bifidobactérias  do cólon e fortalecendo o sistema imune. Dados científicos recentes têm ressaltado a contribuição da flora intestinal para a manutenção da saúde humana. Dentre os benefícios apontados, citam-se o antagonismo aos agentes patogênicos, o efeito de barreira microbiana e a modulação das funções imunes.
 
Dentre os efeitos fisiológicos dos probióticos sitam-se:

1. Competição bacteriana e inibição de bactérias intestinais indesejáveis por produção substâncias bacterecidas (lactobacilos) inibindo, por exemplo, a escherichia coli e salmonella; ou por adesão à mucosa e multiplicação, competindo e inibindo a fixação de patogênicos.

2. Ativação da imunidade humoral e celular, pois parecem aumentar a atividade fagocitária, à síntese de imunoglobulinas (IgA) e a ativação dos linfócitos T e B.

3. Ação antiinflamatória e reguladora do sistema SI por meio de redução das citoquinas, redução da reação de hipersensibilidade e por aumento da atividade fagocitária.

4. Ação na barreira intestinal.

5. Aumento da digestibilidade da lactose por aumento da enzima beta-galactosidade que facilita a ação da lactose.

Nos últimos anos, estudos sobre probióticos se expandiram de forma significativa, cada uma apresentando uma variedade de benefícios. As listas de características funcionais e de benefícios são comuns a diversos probióticos, porém as bactérias produtoras de ácido lático são probióticos melhor estudados, particularmente Lactobacillus, Bifidobacterium e Streptococus.

Existem vários tipos de microorganismos probióticos, divididos em duas categorias: Lactobacilos e Bifidobactérias, existem vários tipos de Lactobacilos e de Bifidobactéria.

Para citar espécies de Lactobacilos probióticos: Acidophilus, Johnsonii, Casei, Paracasei, Rhamnosus, Reuteri, Plantarum, Fermentum.

A colonização bacteriana (microbiota) começa a se formar durante o parto e, em breve, outros microorganismos serão introduzidos juntamente com os primeiros alimentos, adquirindo suas principais características em torno dos dois anos de vida e a partir daí, acompanha o homem pela vida toda. Em condições normais, a microflora intestinal materna funcionará como a principal fonte de bactérias que colonizarão efetivamente o trato gastrintestinal do recém nascido.

A alimentação exclusiva com leite materno é, reconhecidamente, a melhor forma de proteger o recém nascido das enfermidades infecciosas. Parte desta proteção, provavelmente, se deve à influência que o leite materno tem sobre a composição da microbiota intestinal do recém-nascido.

Por Greice Caroline Baggio.

Esteatose hepática.

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A esteatose hepatica é um acúmulo anormal de lipídios
no citoplasma de hepatócitos, levando a um fígado "gordo".


O acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos é um mecanismo natural, utilizado para estocar energia. O fígado mantém dois grandes estoques de energia, a gordura e o glicogênio, que é uma glicose alterada para ser estocada. A esteatose hepatica é um acúmulo anormal de lipídios no citoplasma de hepatócitos, levando a um fígado "gordo".

São distintas as causas de esteatose do fígado, as de causas dietéticas são relacionadas com doenças nutricionais, como dietas hipercalóricas, desnutrição, doenças consumptives, doenças policarenciais, diabetes, obesidade e as de causas tóxicas e tóxico-infecciosas, causadas por tóxicos, como a etionina, fósforo, álcool e drogas ou agentes produtores diretos ou indiretos de toxinas, e outras situações, mais raras, em que há depósito de gordura no fígado, como a Síndrome de Reye e a esteatose aguda da gravidez.

Uma agressão ao órgão e organismo, assim como a falta ou o excesso de alguns nutrientes, em casos de causas nutricionais, pode causar uma interferência no metabolismo lipídico, podendo levar ao acúmulo de gordura, principalmente triglicérides no interior dos hepatócitos, dependendo da quantidade que se depositam, se formam ou são eliminados da célula, com modificações no volume e coloração do fígado afetado.

As conseqüências da esteatose hepática variam dependendo da intensidade e da associação com outros fatores, na maioria dos casos a lesão é reversível, acabando a causa, a célula volta ao normal. Embora considerada inicialmente uma patologia relativamente benigna e assintomática em alguns casos, a doença pode progredir, quando grave, para cirrose e alterar a função do órgão em adultos.

A esteatose aguda na gravidez é evento raro, mas potencialmente fatal, e sua adequada condução inclui o rápido diagnóstico, interrupção da gravidez em casos graves. A esteatose pode ser denominada em indivíduos não alcoolistas de esteatose hepática não alcoólica e esteatose alcoólica em casos de uso excessivo de álcool.

Mantenha seu peso dentro do ideal, habitui-se a comer gorduras saudáveis, uma vez que o excesso de alimentos processados, como embutidos, gorduras saturadas e carboidratos simples como o açúcar refinado, sobrecarregam ainda mais o fígado, prejudicando a função hepática.

ELIMINE O ÁLCOOL; O álcool produz esteatose por vários mecanismos, por exemplo, com a ingestão excessiva de álcool no metabolismo hepático há formação de acetoaldeídos que são tóxicos, diminuindo a função das mitocôndrias de oxidação dos ácidos graxos e de produção de proteínas, ocorrendo um decréscimo na síntese protéica.

Devido ao aumento de glicerol plasmático, no alcoolismo, ocorre a esterificação de ácidos graxos para triglicérides por aumento dos alfa glicerofosfatos, causando acúmulo de maior quantidade de triglicérides na célula. O álcool também promove elevação dos triglicérides plasmáticos, determinando maiores chegada de gordura ao fígado e impede a união adequada dos lipídeos às proteínas para a formação de complexos lipoprotéicos, levando ao acúmulo intracelular dos triglicérides.

Mais sobre em:
MONTENEGRO, Mario R.. Patologia: processos gerais. 4. ed. São Paulo: Atheneu, 2003.
COTRAN, Ramzi S.; KUMAR, Vinay; COLLINS, Tucker; ROBBINS, Stanley L.. Patologia Estrutural e Funcional. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Disponível em: Gastro; Acesso em 2011.
Por Greice Caroline Baggio.


DIETÉTICA.

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A alimentação normal deve ser quantitativamente suficiente,
qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes
e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina.

Conceito de dietética? É a parte da ciência da nutrição que se ocupa da prescrição racional e científica da dieta ou regime, para todo e qualquer ser humano.
Existem condições básicas para ocorrer uma alimentação equilibrada, eis que são:

 O aspecto energético ou seja o VET.
 O valor protéico depende da quantidade de aminoácidos essenciais.
 O valor mineral.
 O valor vitamínico.
 A correlação dos valores citados.
 A finalidade principal da alimentação que diz respeito às reações nutritivas do organismo encarrado como um todo indivisível.

A alimentação tem por finalidade:
 Aporte de energia potencial; aporte de nutrientes para processos de crescimento, manutenção dos processos fisiológicos; aporte de antioxidantes, de fibras, de água e eletrólitos.

Uma dieta normal deve ser composta pelas quantidades dos diferentes alimentos tipos de macro e micro nutrientes, variando de acordo com sexo, clima, atividades e funções biológicas.

Leis da alimentação de Pedro Escudero:
O regime normal não consiste somente na enumeração de um conjunto de quantidades recomendadas de nutrientes. Deve também suprir um conjunto de quantidades recomendadas de nutrientes e certas exigências tais como:

Equilíbrio e adequação para tal Pedro Escudero criou as leis fundamentais da alimentação:
a) Lei da Quantidade
b) Lei da Qualidade
c) Lei da Harmonia
d) Lei da Adequação

Todas as leis enunciadas são de tal modo conexas e concordantes que podemos enunciá-las da seguinte forma:

A alimentação normal deve ser quantativamente suficiente, completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequadas à sua finalidade e ao organismo a que se destina.

Regimes complementares, existem dois tipos:
 Regime normal.
 Regime dietoterápico.

Quando Pedro Escudero criou a cátedra de Clínica em Nutrição, para orientar os estudantes do curso de Medicina, a observarem o assunto alimentação em bases clínicas e biológicas, estabeleceu normas fixas, as quais denominou: Leis da Alimentação.

1ª Lei da Quantidade: a quantidade de alimentos deve ser suficiente para cobrir as exigências energéticas do organismo e manter em equilíbrio o seu balanço.

As calorias que ingerimos devem ser suficientes para permitir o cumprimento das atividades de uma pessoa, bem como a temperatura constante do corpo. As diferentes atividades determinam exigências calóricas diferentes.

2ª Lei da Qualidade: o regime alimentar deve ser completo em sua composição, para oferecer ao organismo (que é uma unidade indivisível) todas as substâncias que o integram.

O regime completo inclui todos os nutrientes, que devem ser ingeridos diariamente.

3ª Lei da Harmonia: quantidades dos diversos nutrientes que integram a alimentação devem guardar uma relação de proporção entre si.

4ª Lei da Adequação: a finalidade da alimentação está subordinada à sua adequação ao organismo.

A adequação está subordinada ao momento biológico da vida e, além disso, deve adequar-se aos hábitos individuais, à situação econômico-social do indivíduo, e, em relação ao enfermo, ao seu sistema digestivo e ao órgão ou sistemas alterados pela enfermidade.

A alimentação normal deve ser quantitativamente suficiente, qualitativamente completa, além de harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade e ao organismo a que se destina.

Por Greice Caroline Baggio.

SHAKES: OPÇÕES SAUDÁVEIS?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011 0 comentários

Shakes são opções saudáveis?
Depende de seus ingredientes e finalidade. Os shakes devem ser consumidos com objetivos reais e positivos, que variam de pessoa para pessoa, substituir refeições por misturas ditas "milagrosas", visando o corpo perfeito, ou com desequilíbrio entre os macronutrientes, como excesso de açúcares, amidos, gorduras saturadas, certamente não é uma boa ideia.

O que deve ser dado maior atenção e cautela são às misturas que encontramos em supermercados que prometem resultados milagrosos e rápidos, por isso ter um acompanhamento nutricional adequado é essencial. Sabemos que este tipo de produto não estimula a busca por escolhas mais sensatas, muito menos a formação de hábitos saudáveis, aliando dieta adequada e atividade física, o importante é ficar atento ao rótulo e procedência do produto que irá consumir. Aí entram os shakes caseiros, interessantes quando complementam as refeições, preparados com ingredientes de boa qualidade e frescos são ótimas opções.

Hoje, as receitas com nutrientes e ingredientes que nutrem o organismo são várias, ainda temos misturas ricas em fibras, proteínas ou mesmo aquelas que substituem as refeições de forma equilibrada.

Aqui receitas que englobam alimentos com propriedades importantes ao organismo, ainda auxiliam no aporte adequado de macronutrientes (carboidratos, especialmente os complexos, as fibras, proteínas de alto valor biológico, gorduras poliinsaturadas) e micronutrientes (vitaminas e minerais), fornecem energia, nutrientes de construção, que aceleram o metabolismo e auxiliam no emagrecimento.

Preocupando-se em dar mais nutrição e saúde às refeições, com calorias controladas?
Ricos em fibra solúvel, como a goma guar, que auxilia na redução do colesterol, e controle do índice glicêmico, incluindo gorduras poliinsaturadas, presentes nas sementes de linhaça, acrescentando probióticos, lactobacilos à receita, que auxiliam a flora intestinal e previnem a constipação intestinal, ainda com baixo teor de açúcares simples, pode-se assim, os SHAKES serem incluídos entre as refeição do dia.

Por Greice Caroline Baggio.

VAI PREPARAR SUCOS?

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Qual a melhor forma de preparar os sucos: centrífuga ou liquidificador?
Preparando o suco no liquidificador, a concentração de fibras é maior, essenciais ao processo de eliminação, saciedade, sendo também necessário o acréscimo de líquidos, como a água filtrada para a preparação. Já, quando preparado na centrífuga a quantidade de fibras diminui, entretanto a concentração de nutrientes, como vitaminas e minerais aumenta. A utilização do liquidificar é importante para casos de constipação, auxiliando na função intestinal. Utilizar a centrifuga é útil em dietas específicas, como jejum ou dieta líquida restritiva, conforme seus ingredientes, o suco também é útil para aumentar as defesas imunológicas. Pelas vantagens dos processos de preparação ambos meios podem ser utilizados. Para o preparo no liquidificador, brotos, hortaliças, legumes e frutas e para a centrífuga, frutas inteiras, legumes crus, raízes.

Frutas utilizadas:
Abacate, açaí, manga, banana, caqui, são exemplos de frutos mais calóricos, seja por concentração de frutose ou lipídeos. As mais utilizadas em sucos são: limão, laranja, uva, melancia, melão, morango, pêssego, pêra, maçã. A frutose deve ser controlada aos diabéticos. Já os lipídeos do abacate e açaí fazem bem ao sistema cardiovascular. O ideal é não ultrapassar as porções diárias, consumindo uma porção por refeição. Sabemos que o consumo exagerado de frutose também pode influenciar no ganho de peso, pois:
- A frutose não estimula adequadamente a insulina, que por sua vez, não suprime a grelina (hormônio da fome) e não estimular a leptina (hormônio da saciedade), sendo metabolizada de forma diferente, ao longo contribui à resistência à insulina, predispondo ao Diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

Prefira sucos com HORTALIÇAS E LEGUMES; conforme estudo conduzido pelo Baylor College of Medicine (2009), ingerir todos os dias pelo menos um copo de suco de vegetais, pobre em sódio, pode auxiliar indivíduos com excesso de peso e síndrome metabólica a emagrecer. O que este estudo apenas comprova é que o consumo de sucos de vegetais, associados a dietas balanceadas é uma ferramenta para a redução do peso não só para a redução do peso e diminuição do risco de doenças cardiovasculares.

Requisitos ao preparo:
Sempre que possível escolha produtos orgânicos, com o cuidado para que estejam frescos, maduros, e bem lavados (higienizados), realizando combinações adequadas entre os alimentos, para não provocar problemas digestivos, lembrando da frutas monofágicas, por exemplo. As cascas de frutas específicas, com menores concentrações de agrotóxicos, por exemplo, se o alimentos não for orgânico, pode ser incluída, desde que após realizada a higienização correta.

O ideal é preparar os sucos em casa usando frutas, hortaliças, legumes, brotos, cereais, sementes, raízes (tubérculos). Ingerir logo após o seu preparo, pois a oxidação ocorre após a trituração do alimento, perdendo suas propriedades nutricionais iniciais.

Vantagens da SUCOTERAPIA:
- Proporciona hidratação, repondo os líquidos corporais; Promove purificação do sangue; Auxilia na eliminação de toxinas; Promove absorção de nutrientes mais rapidamente; Promove rejuvenescimento às células; Auxilia no trânsito intestinal; Promove aumento das defesas imunológicas; Auxilia no controle da pressão arterial, sendo útil para o sistema cardiovascular.

Por Greice Caroline Baggio.