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NUTRIENTES DO OVO.

segunda-feira, 16 de maio de 2016 0 comentários
Foto: Ricardo Wolffenbüttel / Agencia RBS

Um alimento que viveu altos e baixos ao longo dos anos, chegou a ser rotulado como o grande inimigo da alimentação e, há mais de 10 anos, foi absolvido. Hoje, o ovo alçou o status de superalimento e passou a ser considerado um "comprimido" de nutrientes em um invólucro 100% natural. Não é à toa: dentro da casca frágil estão guardados proteínas, ferro, zinco e vitaminas A, B12, B2, B5, D e E.

— Ele tem todos os nutrientes necessários para formar uma nova vida, por isso é realmente muito completo — garante o nutricionista Gabriel Carvalho.

Outros pontos positivos são o baixo índice glicêmico e a ausência de carboidratos. A combinação de proteínas e gorduras garante a saciedade.

— A proteína do ovo é a mais biodisponível para o nosso organismo, ou seja, é a que tem melhor perfil de absorção. A gema é rica em compostos bioativos e antioxidantes. Nela, está a colina, uma vitamina do complexo B muito importante para o sistema nervoso central — ressalta o professor Rafael Longhi, do Centro Universitário Metodista.

Uma das pesquisas cruciais em benefício do ovo foi publicada em 1999. O médico Frank Hu, professor de nutrição na Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que não havia correlação entre a ingestão de ovos e o aumento nos problemas de saúde. Na sua pesquisa, Hu acompanhou por 14 anos mais de 117 mil pessoas saudáveis, com idades entre 40 e 75 anos (homens) e 34 e 59 anos (mulheres) e concluiu que o consumo diário de um ovo não traria impacto sobre o risco de doença cardíaca coronária ou acidente vascular cerebral entre homens e mulheres saudáveis.

Com a ciência dando parecer mais favorável, a indústria avícola passou a investir em campanhas para chamar a atenção dos consumidores para os benefícios do alimento. No Rio Grande do Sul, um projeto da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) criado em 2013 impulsionou as vendas. Intitulado Ovos RS, o selo passou a disseminar informações para a população e também para os produtores, fazendo do Estado um dos maiores consumidores de ovos do Brasil, com 227 unidades per capita por ano.

Com mais procura, indústrias e produtores se mobilizaram para inovar. Buscaram trazer tendências de outros países para o mercado brasileiro. A partir daí, passaram a surgir nas prateleiras dos supermercados e lojas especializadas ovos enriquecidos, líquidos e até mesmo a proteína do ovo em pó.
Seguindo o mercado internacional, as próximas novidades que devem desembarcar por aqui são os ovos com casca colorida e os cozidos, afirma o diretor-executivo da Asgav e embaixador do International Egg Commission no Brasil, José Eduardo Santos.

FIQUE POR DENTRO DO QUE HÁ NO MERCADO
TRADICIONAIS
As aves são criadas em gaiolas ou aviários chamados de californiano, que não têm telamento.

CAIPIRAS
São produtos de aves criadas soltas, mas com cuidados com a água e a alimentação. Podem ser comparadas com as aves que eram criadas em casa.

ORGÂNICOS
Seguem a mesma lógica dos ovos caipiras, no entanto, há um cuidado maior com a alimentação. Essas aves só recebem alimentos com certificação orgânica.

GEMA DE OURO
Aves criadas em gaiolas que recebem alimentação balanceada. Sua dieta tem mais milho, que trabalha a parte da pigmentação da gema, e também um produto natural à base de pimentão.

LÍQUIDOS
Vendidos em embalagens de um litro, os ovos líquidos são encontrados nas versões gemas, claras ou ovos inteiros. Por passarem por um processo de industrialização, oferecem menos risco de contaminação. Contudo, podem acabar perdendo alguns nutrientes. 

— Quanto mais natural for a fonte, melhor é absorvida pelo organismo. Hoje, estão sendo usadas, principalmente as claras. A pergunta que temos de fazer é se as nossas necessidades proteicas são tão altas assim a ponto de justificar o uso do produto. Se isso não irá prejudicar a absorção de outros nutrientes. Temos de lembrar que a clara não possui vitaminas, é apenas uma fonte de proteínas — observa o professor Rafael Longhi, do Centro Universitário Metodista.

Mesmo assim, sua praticidade é uma das principais vantagens.
ENRIQUECIDOS COM ÔMEGA 3 E SELÊNIO
São ovos categorizados como especiais, pois trazem mais nutrientes. De acordo com o sócio-proprietário da AgroAvícola Filippsen Raul Filippsen, todo o processo de enriquecimento é feito por meio da alimentação das aves. No caso dos ovos ricos em ômega 3, as galinhas são alimentadas com rações formuladas com alto teor do ácido graxo. O óleo de linhaça é uma dessas fontes.

O mesmo ocorre com o selênio, mineral com alto poder antioxidante e encontrado em abundância na castanha do Pará. Apesar do complemento, é preciso cautela.

— É importante procurar um especialista para avaliar se esses produtos são indicados para si e qual deve ser a dose consumida. No caso do ômega 3, por exemplo, se for exposto a altas temperaturas, pode perder os nutrientes — diz o nutricionista Gabriel de Carvalho.

ALBUMINA
É a principal proteína presente na clara do ovo. Vendida como suplemento alimentar em pó, é indicada pra atletas, pessoas em processo de emagrecimento e crianças em fase de crescimento. Vale lembrar que seu consumo só deve ser feito mediante indicação de um nutricionista.

— É uma proteína de absorção de média a lenta, que pode fornecer todos os aminoácidos de que precisamos — diz Carvalho.
Assim como o suplemento à base de proteína do leite, a albumina pode ser misturada em shakes, preparações como bolos, panquecas, biscoitos etc.

EM PÓ
Assim como no processo de pasteurização, a exposição ao calor pode fazer com que haja perda de nutrientes. Seria mais indicado pela praticidade.

CUIDADO COM O EXAGERO
O consumo de até um ovo por dia pode trazer benefícios à saúde. Em situações específicas, como no caso de atletas ou pessoas com alguma patologia, quem deve orientar a quantidade correta é um nutricionista.

Para se obter os benefícios, é preciso que o ovo esteja cozido. Quando cru, pode ser prejudicial.

A gema não deve ser descartada, pois é fonte da maior parte dos nutrientes e metade das proteínas do alimento.

• Fonte: professor do Centro Universitário Metodista Rafael Longhi

Fonte: Zero Hora.

AUTOIMAGEM CORPORAL E FELICIDADE.

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Autoimagem corporal está fortemente ligada à felicidade

Autoimagem corporal
Para descobrir a relação entre a percepção que as pessoas têm de seus corpos e seu nível de felicidade, ou satisfação geral com a vida, pesquisadores entrevistaram mais de 12.000 adultos nos EUA.


As perguntas foram focadas na personalidade, nas crenças acerca dos relacionamentos românticos, na autoestima, nas características pessoais e no tempo que cada pessoa gasta vendo televisão, um indicador indireto do quanto as pessoas cuidam do próprio bem-estar físico.

"Nosso estudo mostra que a sensação que homens e mulheres têm acerca do seu peso e da sua aparência desempenha um papel importante na satisfação que eles demonstram com suas vidas em geral", disse David Frederick, professor de psicologia na Universidade Chapman e principal autor do estudo.

Autoimagem e relacionamentos
As pessoas insatisfeitas com o seu peso relataram uma satisfação substancialmente menor com suas vidas sexuais, além de uma baixa autoestima geral.

Os resultados também mostraram que as orientações das pessoas em relação aos seus relacionamentos - conhecidas como "estilos de apego" - estão associadas com a forma como elas se sentem acerca dos seus corpos.

Pessoas com um estilo de apego "ansioso" estão frequentemente preocupadas com seus relacionamentos românticos e têm medo de que seus parceiros irão deixá-las.As mulheres com estilos de apego "ansioso" e "medroso" se mostraram mais insatisfeitas com sua aparência e peso.

Importância da aparência para homens e mulheres
Para as mulheres, a satisfação com a aparência foi o terceiro indicador mais forte de satisfação com a vida em geral, atrás apenas da satisfação com a situação financeira e da satisfação com o parceiro romântico.

Para os homens, a satisfação com a própria aparência foi o segundo mais forte indicador de satisfação com a vida, atrás apenas da satisfação com a situação financeira.

"Poucos homens (24%) e mulheres (20%) se sentem muito ou extremamente satisfeitos com o seu peso," disse Frederick. "Estes resultados são consistentes com a ênfase colocada na importância de ser magra para as mulheres e de parecer atlético ou esbelto para os homens. Parece, portanto, que ainda temos um longo caminho a percorrer antes de atingir a meta de [as pessoas se] sentirem realmente felizes com seus corpos."


"Ame o seu corpo" para perder peso.

Auto-imagem corporal
A obesidade aumenta o risco de diabetes e doenças cardíacas e pode reduzir significativamente a expectativa de vida de uma pessoa.

Por isso, não deveria ser surpresa que as pessoas que gostam mais de si mesmas deveriam lutar com maior determinação contra essa condição.

Pesquisadores das universidades Técnica de Lisboa e Bangor fundamentaram essa constatação, em um estudo que mostra que melhorar a autoimagem pode aumentar a eficácia dos programas de emagrecimento com base em dietas e exercícios.

Plano de intervenção comportamental
Os pesquisadores reuniram mulheres com sobrepeso e obesidade em um programa de perda de peso com um ano de duração.

Metade das mulheres recebeu informações sobre saúde em geral, sobre a boa nutrição, gerenciamento do estresse, e a importância de cuidar de si mesmas.

A outra metade participou de 30 sessões semanais em grupo (o plano de intervenção comportamental), onde foram discutidas questões como exercícios físicos, o comer emocional, melhoria da autoimagem corporal, e como reconhecer e superar barreiras pessoais à perda de peso e lapsos da dieta, o chamado efeito sanfona.

Conscientização
As mulheres do plano de intervenção comportamental melhoraram a imagem que tinham do próprio corpo e reduziram suas preocupações com as dimensões e a forma corporal.

Ao contrário do que possa parecer, contudo, mesmo se sentido muito melhores consigo mesmas, elas não se resignaram com seu peso.

Em comparação com o grupo controle, elas foram mais capazes de auto-regular sua alimentação e perderam muito mais peso - em média 7% do seu peso inicial, em comparação com menos de 2% para o grupo controle.

Problemas de imagem corporal
"Problemas de imagem corporal são muito comuns entre as pessoas com sobrepeso e obesidade, muitas vezes levando a padrões mais rígidos de alimentação, que são obstáculos para perder peso," dizem os pesquisadores.

"Nossos resultados mostraram uma forte correlação entre melhorias na imagem corporal, especialmente na redução da ansiedade sobre as opiniões de outras pessoas, e mudanças positivas no comportamento alimentar.

"Com isto, acreditamos que aprender a se relacionar com o próprio corpo de forma mais saudável é um aspecto importante para a manutenção da perda de peso e [isto é algo que] deve ser abordado em todos os programa de controle de peso."

FIBRAS X ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA.

domingo, 15 de maio de 2016 0 comentários

E mais uma vez os estudos confirmam que a ALIMENTAÇÃO BASEADA EM PLANTAS tem efeitos benéficos à saúde humana. Sem dúvidas, se beneficiam mais os veganos e vegetarianos, mas os onívoros também podem começar a prestar mais atenção neste caminho... 

A ingesta de quantidades significativas de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras e legumes - típicos de uma dieta mediterrânea ou BASEADA EM PLANTAS - está ligada com um aumento da promoção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) benéficos para a saúde. Resultados encontrados em pesquisa publicada online pela revista Gut.

O estudo sugere que, apesar de recomendável, o indivíduo não precisa ser necessariamente vegetariano ou vegano para obter os benefícios.

Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), que incluem acetato, propionato e butirato, são produzidos pelas bactérias no intestino durante a fermentação de fibras insolúveis da matéria vegetal contida na dieta.

Os AGCC têm sido associados com a promoção da boa saúde, incluindo a redução do risco de doenças inflamatórias, diabetes e doença cardiovascular. 

Os pesquisadores reuniram informações por um período de uma semana da dieta diária típica de 153 adultos divididos da seguinte forma: 

- 51 onívoros (que comem de tudo, incluso carnes e outros alimentos de origem animal)

- 51 veganos (não consomem qualquer alimento ou derivados de origem animal)

- 51 vegetarianos (consumem derivados como o mel, ovos e laticínios)

Os participantes viviam em quatro cidades geograficamente distantes na Itália. Eles também avaliaram os níveis de bactérias nos intestinos e os marcadores bioquímicos de processos celulares (metabólitos) em amostras de fezes e de urina. 

A dieta mediterrânea caracteriza-se pela alta ingesta de frutas, verduras, legumes, nozes e cereais; consumo moderadamente alto de peixe; consumo diário porém moderado de álcool; e baixo consumo de gordura saturada, carne vermelha e produtos lácteos. 

A maioria, (88%) dos veganos, quase dois terços dos vegetarianos (65%), e cerca de um terço (30%) dos onívoros consistentemente consumiram uma dieta predominantemente mediterrânea. 

A pesquisa mostrou padrões distintos de colonização microbiana de acordo com o hábito alimentar. 

Bacteroidetes foram mais abundantes nas amostras de fezes daqueles que consumiram uma dieta predominante de plantas, enquanto Firmicutes foram mais abundantes em amostras daqueles que consumiram uma dieta de base animal. 

Ambas as categorias de organismos (filos) contêm espécies microbianas que podem quebrar os hidratos de carbono complexos, resultando na produção de AGCC. 

Especificamente as bactérias Prevotella e Lachnospira foram mais comuns entre os vegetarianos e veganos, enquanto a bacteria Streptococcus foi mais comum entre os onívoros. 

Os níveis mais elevados de AGCC foram encontrados em veganos, vegetarianos, 
e naqueles que consistentemente seguiram uma dieta mediterrânea. 

Níveis de AGCC também foram fortemente associados com a quantidade de frutas, verduras, legumes e fibra consumida habitualmente, independentemente do tipo de dieta normalmente consumida. 

Por outro lado, os níveis de óxido de trimetilamina (OTMA) - um composto que tem sido associada à doença cardiovascular - foram significativamente menores nas amostras de urina de vegetarianos e veganos em comparação com as amostras dos onívoros. 

Além disto, quanto mais os onívoros adotaram uma dieta mediterrânea e mais rigorosa no consumo de plantas, mais BAIXOS seus níveis de OTMA. 

Os níveis de OTMA foram associados com a prevalência de micro-organismos
relacionados com a ingesta de proteínas animais e gorduras, 
incluindo a L-Ruminococcus (da família Lachnospiraceae). 

Ovos, carne de vaca, porco e peixe são as fontes primárias de carnitina e colina - compostos que são convertidos por micróbios do intestino em trimetilamina, e que então são processados pelo fígado e liberados na circulação como OTMA. 

Os pesquisadores ressaltaram não obstante que os níveis de AGCC podem variar com a idade e o sexo, e que o estudo não se propôs a estabelecer quaisquer relações causais. 

Mas, no entanto, eles sugerem que a dieta mediterrânea parece sim estar relacionada com a produção de AGCC benéficos para saúde. 

Eles concluem: "Fornecemos aqui evidências tangíveis do impacto de uma dieta saudável e de um padrão de dieta mediterrânea (OU BASEADA EM PLANTAS), sobre a microbiota intestinal e a regulação do metabolismo microbiano, todos fatores benéficos para a manutenção da saúde do hospedeiro." 

E acrescentam: "as dietas onívoras ocidentais não são necessariamente prejudiciais quando um certo nível de consumo de plantas está incluído na alimentação."

(*) Fonte: BMJ. "High dietary fiber intake linked to health promoting short chain fatty acids: Beneficial effects not limited to vegetarian or vegan diets." ScienceDaily.

Journal Reference: Francesca De Filippis, Nicoletta Pellegrini, Lucia Vannini, Ian B Jeffery, Antonietta La Storia, Luca Laghi, Diana I Serrazanetti, Raffaella Di Cagno, Ilario Ferrocino, Camilla Lazzi, Silvia Turroni, Luca Cocolin, Patrizia Brigidi, Erasmo Neviani, Marco Gobbetti, Paul W O'Toole, Danilo Ercolini. High-level adherence to a Mediterranean diet beneficially impacts the gut microbiota and associated metabolome. Gut, 2015; gutjnl-2015-309957 DOI: 10.1136/gutjnl-2015-309957

Matéria publicada pela Revista Inglesa GUT - em 29.09.2015
Tradução Fernando Trucco
Comentários Conceição Trucom *

Fonte: Doce Limão.

PARA QUE SERVEM OS ÁCIDOS GRAXOS DE CADEIA CURTA?

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Para que servem os ácidos graxos de cadeia curta? 
Ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são ácidos graxos orgânicos, contendo de um a seis átomos de carbono. São produzidos por meio da fermentação de carboidratos e proteínas ingeridos pela dieta, como fibras, prebióticos e probióticos. Essa fermentação é realizada por bactérias anaeróbicas, principalmente dos gêneros Bifidobacterium e Lactobacillus, presentes no intestino grosso. O crescimento dessas bactérias é, portanto, benéfico para a saúde intestinal e, ao mesmo tempo, inibe o crescimento de bactérias patogênicas. Dessa maneira, a composição da dieta influencia diretamente a produção dos AGCC. Os AGCC produzidos em maior abundância são o acetato, o propionato e o butirato.

O aumento da concentração de AGCC também pode trazer efeitos benéficos para os sintomas da constipação. Isso porque esses ácidos graxos são capazes de aumentar o volume fecal e reduzir o tempo de trânsito intestinal. Além disso, os AGCC são rapidamente absorvidos e oxidados pelos colonócitos (células do cólon), suprindo em aproximadamente 60% a 70% das necessidades energéticas destas células. Assim, a disponibilidade de AGCC preserva, por exemplo, os estoques de glutamina, aminoácido considerado como principal combustível para os enterócito. Outra vantagem é o estímulo à proliferação celular do epitélio, do fluxo sanguíneo visceral e aumento da absorção de água e sódio.

Com estes benefícios, os AGCC estão associados com a redução do risco de desenvolver algumas doenças, como a síndrome do cólon irritável, doença inflamatória intestinal, doença cardiovascular e câncer.

Bibliografia (s)
Wong JM, de Souza R, Kendall CW, Emam A, Jenkins DJ. Colonic health: fermentation and short chain fatty acids. J Clin Gastroenterol. 2006;40(3):235-43.

Campos FG, Habr-Gama A, Plopper C, Terra RM, Waitzberg DL. Ácidos Graxos de Cadeia Curta e doenças colorretais. Rev. Bras Coloproct. 1999;19:11-16. Disponível em:http://www.sbcp.org.br/pdfs/19_1/02.pdf. Acessado em 9/11/06.

Fonte: Nutri total.

BENEFÍCIOS DA PROTEÍNA DE ARROZ E ERVILHA.

sábado, 14 de maio de 2016 1 comentários
euatleta proteina arroz ervilha este (Foto: eu atleta)
Aumenta o número de Brasileiros adeptos do vegetarianismo ou apenas diminuindo o consumo de alimentos de origem animal, devido procura por um estilo de vida saudável, grande preocupação com a origem e a qualidade dos alimentos que estão sendo ingeridos e cuidados com o meio ambiente e os animais. Mas quais são os tipos de vegetarianismo e suas diferenças:
Ovo-lactovegetariano: Não utiliza carne\ frango\ peixe, mas ingere leite e derivados e ovos.

Lactovegetariano: das proteínas de origem animal utiliza leite, iogurte e queijos.

Vegetariano estrito: Não come nenhum alimento de origem animal - carnes, leite, iogurte, queijo ou ovo.

Vegano: É um vegetariano estrito e não utiliza nenhum produto, roupas (seda, lã e couro) ou cosméticos que tenham na sua composição animal ou que foram testados em animais.

Com o objetivo em atender a este público, principalmente veganos, indivíduos com alergia a proteína do leite, intolerantes à lactose e alérgicos à proteína da soja, o mercado internacional e recentemente o mercado brasileiro estão produzindo novos suplementos proteicos à base deproteínas vegetais, como a de arroz e a de ervilha.

Os vegetarianos que querem melhorar sua performance esportiva nas atividades de força (como a musculação) e de endurance (corrida, natação, ciclismo, triatlo e etc) ou ainda para aqueles que têm dificuldades em combinar e equilibrar os alimentos ou ter adequada ingestão proteica, conseguiram opções de proteína vegetais de sabor agradável e de alta qualidade.

Novas alternativas de suplementos proteicos vegetais:

A proteína isolada da soja foi à primeira proteína vegetal a utilizada em substituição às proteínas do soro do leite e caseína. Suas propriedades já estão muito bem comprovadas em estudos científicos. Excelente qualidade de aminoácidos e velocidade de absorção, entretanto muitos questionam a procedência e por ser transgênica. As proteínas de arroz e ervilha são hipoalergênicas e não são transgênicas.

- Proteína isolada da ervilha ou pea protein: boa qualidade de aminoácidos essenciais e não essenciais, excelente fonte de BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada) e fonte de ferro (não heme) e zinco. Deficiente no aminoácido metionina, mas possui altas quantidades de aminoácidolisina.

- Proteína de arroz ou rice protein: boa qualidade de aminoácidos, altas quantidades metionina e deficiente em lisina. Estas proteínas podem ainda se apresentar na forma de “Blends”/ Mistura Hiperproteica. A associação de proteínas melhora o perfil de aminoácidos.

Foram produzidos também produtos hipercalóricos, que associam pequena quantidade de proteína vegetal a carboidratos como a maltodextrina, frutose, dextrose, D-ribose entre outros componentes. A indicação é para indivíduos que querem ganhar peso com qualidade, aumentar o aporte energético da dieta, podendo ser adicionados as proteínas vegetais.

A prática de exercício e o tipo determinam a necessidade de proteínas, o aumento do volume de exercícios aumenta a necessidade delas. A utilização de suplementos ricos em proteínas animais (whey protein, caseína, albumina) e vegetais (soja, arroz e ervilha) potencializa a performance esportiva em exercícios de força e endurance. Durante a prática esportiva a ingestão proteica é fundamental para construção, reparação e crescimento muscular e em pequena proporção para o metabolismo energético.

Em exercícios prolongados, como maratona e ultramaratona, ocorre grande degradação de proteína corporal e diminuição da síntese proteica, sendo benéfica a utilização destes suplementos.

O melhor momento para ocorrer à suplementação proteica é após a prática do exercício pelo surgimento da “janela da oportunidade”, momento em que há maior fluxo sanguíneo para o músculo, maior absorção de nutrientes e síntese proteica. Mas, as proteínas vegetais também podem ser adicionadas como ingredientes de receitas para aumentar a quantidade de proteína na dieta de vegetarianos estritos e veganos.

Fonte: Eu atleta.

OPÇÕES DE CARBOIDRATOS À ALIMENTAÇÃO.

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Pão de amêndoas, imagem ilsutrativa
Falso pão de queijo
Ingredientes:
- 500g de mandioquinha, amassada sem casca
- 500g polvilho azedo
- 2 colheres de chá de sal
- 3 colheres de sopa de chia
- 150ml azeite
- Água em temperatura ambiente quanto baste.

Modo de Preparo:
Misture o polvilho com o azeite, sal e chia e forme uma farofa. Adicione a mandioquinha e amassa bem. Adicione ao poucos a água até a massa ficar gostosa de trabalhar e desgrudar das mãos. . Faça bolinhas do tamanho de um pão de queijo pequeno e asse até ficar moreninho.

Pão sem glúten e sem lactose
Ingredientes:
- 3 colheres de sopa de polvilho doce
- 1/2 colher de chá de sal
- 3 colheres de sopa de semente de linhaça ou farinha de linhaça
- 2 colheres de sopa de azeite
- 1 e 1/2 xícara de água em temperatura 
- 1 colher de chá de açúcar mascavo ou de coco
- 1 colher de sopa de fermento químico
- 2 xícaras de farinha de arroz integral (pode usar de amêndoas também)
- 2 ovos

Modo de Preparo:
Bata os ovos e todos os líquidos , acrescente as farinhas e por último o fermento. Leve para assar em forno pré aquecido a 180 graus por 45min pu até passar no teste do palito.

Pão de amêndoas
Ingredientes:
- 1 e 1/2 xic de farinha de amêndoas
- 1/4 xic de farinha de linhaça dourada
- 3/4 xic de polvilho doce
- 1 colher de chá rasa de sal
- 1 colher de chá rasa de açúcar demerara ou de coco
- 1 colher de sopa de fermento biológico seco
- 4 ovos
- 3 colheres de sopa de leite de coco

Modo de preparo:
No liquidificador bata a quantidade necessária de amêndoas para dar a farinha (1 pouco mais de 1 xic rende 1 1/2 de farinha de amêndoas), faça o mesmo com a linhaça. Misture em um recipiente todos os secos. Bata no liquidificador os 4 ovos com o leite de coco. Despeje esta mistura sobre os secos com uma colher. Despeje na forma de pão untada e leve ai forno alto pré-aquecido por 5 minutos e depois abaixe para 180c por mais 30-40 min. Faça o teste do palito.

UMA OPÇÃO MUITO SAUDÁVEL.

quinta-feira, 12 de maio de 2016 0 comentários
Putchero vegetariano
Ingredientes: Grão de bico, cenoura, abóbora cabotiã, tomate, vagem, pimentão vermelho, proteína de soja, salsa, cebolinha, amido, alho, cebola, tomilho e sal.


Grão de Bico
Fonte de proteínas, carboidratos, vitaminas do complexo B, minerais como cálcio e ferro, além de compostos bioativos, o grão-de-bico é excelente para aumentar o valor nutritivo das refeições, combinado com outras leguminosas, torna-se boa opção para quem não come carne, já que contém triptofano, que participa da produção de serotonina, hormônio importante para a sensação de bem estar. O grão também possui teores significativos de ácidos graxos insaturados (oleico e linoleico), fibras e fitoesteróis, que são hormônios vegetais que previnem a osteoporose e contribuem para a redução do LDL no sangue.

Soja
Um dos grandes destaques da soja são as isoflavonas, compostos fenólicos com ação eficiente para diversas funções do organismo. “A genisteína é uma das duas mais importantes isoflavonas da soja e a única que possui efeito na inibição do crescimento de células cancerígenas”, explica a nutricionista Greice Caroline Baggio. Além disso, esses compostos ajudam a diminuir a absorção de glicose e até mesmo os níveis de colesterol ruim (LDL) na corrente sanguínea. Mas, o mais famoso beneficio das isoflavonas presentes na soja é para as mulheres. Pesquisas demonstraram que essas substâncias são capazes de aliviar sintomas da menopausa (período caracterizado por sensações como ondas de calor, nervosismo, insônia, dores de cabeça, entre outros), melhorando a qualidade de vida de muitas mulheres. Como as isoflavonas possuem estrutura química semelhante ao estrógeno (hormônio feminino), funcionam no tratamento da menopausa de modo semelhante á reposição com hormônios sintéticos, necessária para regular as funções do organismo feminino. Na menopausa também é comum que as mulheres sofram com a perda de massa óssea ocasionada pela disfunção hormonal, favorecendo o desenvolvimento de osteoporose. Os fitoestrógenos presentes na soja são capazes de amenizar também esses sintomas, protegendo os ossos contra fraturas.

Fácil preparo, uma delícia! O Alimente-se com Sabedoria indica Tui Alimentos!

Por Greice Caroline Baggio Simioni CRN 10107D

TECIDO ADIPOSO MARROM ELEVA O GASTO CALÓRICO.

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O excesso de peso é tema de diferentes pesquisas ao redor do mundo, que objetivam principalmente encontrar caminhos para acabar com a epidemia de obesidade que, além de prejudicar a saúde, desencadeia diversas doenças. Após inúmeras publicações envolvendo dietas e medicamentos, alguns estudos passaram a ter como foco uma possível arma que está dentro do corpo humano: a gordura marrom. Diferentemente da branca, que armazena lipídio, a gordura marrom tem como característica elevar o gasto calórico e, assim, colaborar com o emagrecimento. Embora as pesquisas para o desenvolvimento de métodos que estimulem ou simulem a gordura marrom ainda sejam embrionárias, já se sabe que é possível aumentá-la praticando atividades físicas de hipertrofia muscular.

O tecido adiposo marrom (TAM) é importante para a produção de calor (termogênese), gerando energia para animais que hibernam, aves migratórias e, no ser humano, para manutenção da temperatura nos recém-nascidos, que não conseguem tremer e se defender das alterações de temperatura. Segundo o médico endocrinologista Marcio Mancini, chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica da disciplina de Endocrinologia e Metabologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC­FMUSP), os adipócitos do TAM são ricos em mitocôndrias e não têm abundância de gordura como os do tecido adiposo branco (TAB). “A gordura marrom está presente na linha média, próximo à artéria aorta, no tórax e na região cervical, e recebe este nome devido à cor gerada pela riqueza de organelas citoplasmáticas. As mitocôndrias presentes no TAM desviam a energia da oxidação de gordura para gerar calor por meio de uma proteína chamada desacopladora (UCP-1), elevando o gasto calórico. Com o aumento do número de casos de obesidade, o TAM passou a ser pesquisado como um caminho para novos tratamentos contra o excesso de peso”, acentua.

Até recentemente, acreditava-se que a presença de tecido adiposo marrom era importante apenas em pequenos mamíferos e crianças, com relevância fisiológica insignificante em adultos. Além disso, como há a perda acentuada do TAM com o avanço da idade, eram esperadas porções insignificantes da gordura marrom em adultos. Entretanto, pesquisas publicadas em 2009 no The New England Journal of Medicine mostraram que o tecido marrom existe em adultos e pode ser ativado. Além de encontrarem gordura marrom ativa em humanos adultos, os cientistas identificaram diferenças importantes na quantidade, com base em uma variedade de fatores como idade, níveis de glicose e, mais importante, nível de obesidade. “Pacientes mais jovens são mais propensos a ter grandes quantidades de gordura marrom e a mesma é mais ativa quando expostos a uma temperatura mais fria, mantendo o papel de queimar energia para gerar calor”, acrescenta o endocrinologista Marcio Mancini. O tecido marrom também é mais comum em adultos magros e que tenham níveis normais de glicose no sangue, enquanto pacientes que fazem uso de medicamentos betabloqueadores e idosos são menos propensos a ter gordura marrom ativa. 

O médico endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), lembra que há uma grande ligação entre o tecido marrom e a massa muscular, porque a irisina, hormônio produzido pelos músculos com a prática de exercícios, estimula a gordura marrom. “Por isso, a prática em médio e longo prazo de atividades físicas de hipertrofia, como musculação e aeróbico em conjunto, é uma alternativa mais efetiva de aumentar o TAM. O exercício também eleva a frequência cardíaca, o que colabora para a queima da gordura branca. Existem estudos embrionários que visam transformar gordura branca em gordura bege (híbrida), que tem um gasto energético maior que a branca”, pontua. O especialista reforça que, enquanto os estudos estão em andamento, o melhor é continuar cuidando da alimentação e praticando atividades físicas regulares.

Gordura branca
Em maior quantidade no organismo, o tecido adiposo branco facilita a ação da insulina, tem poucas organelas citoplasmáticas e um grande espaço onde os lipídios são armazenados sob a forma de triglicerídeos. A gordura branca também está associada com as doenças relacionadas à resistência à insulina, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e enfermidades metabólicas, devido ao aumento de triglicerídeos e diminuição do HDL-colesterol. “Este tipo também pode ser classificado como gordura subcutânea e visceral”, afirma o médico João Eduardo Nunes Salles. Chamada de dura, a gordura visceral pode levar, algumas vezes, a um abdômen bastante rígido e endurecido. O problema acomete homens que costumam ter pouca gordura periférica no subcutâneo e, quando engordam, acumulam gordura internamente nas vísceras, como fígado, pâncreas, perivascular e coração.

Esses indivíduos, chamados de magros metabolicamente doentes, podem não ter o índice de massa corporal muito elevado (e até mesmo normal), mas possuem alto risco cardiovascular e de desenvolver diabetes tipo 2. Por outro lado há indivíduos, mais comumente mulheres, com maior capacidade de estocar gordura embaixo da pele, no subcutâneo, nas coxas, nos quadris e braços, que ganham muito peso antes de acumular gordura dentro do abdômen e podem chegar a mais de 100 quilos sem desenvolver doenças cardíacas ou aumentar a glicose no sangue. “Esses são chamados de obesos metabolicamente saudáveis. Entretanto, podem ter osteoartrose, risco de apneia do sono e outras doenças”, alerta o endocrinologista Marcio Mancini.

Estudos atestam benefícios
A publicação ‘Identification and Importance of Brown Adipose Tissue in Adult Humans’, do Joslin Diabetes Center, ligado à Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, encontrou a gordura marrom em 76 das 1.013 mulheres pesquisadas, e em 30 dos 959 homens que fizeram o exame de tomografia computadorizada de alta resolução (PET-CT) por emissão de pósitrons. Os cientistas concluíram que regiões de tecido adiposo marrom funcionalmente ativo estão presentes em seres humanos adultos, são mais frequentes em mulheres e a quantidade é inversamente correlacionada com o índice de massa corporal, especialmente em pessoas mais velhas, sugerindo um papel potencial do tecido adiposo marrom no metabolismo humano adulto.

A pesquisa ‘Cold Activated Brown Adipose Tissue in Healthy Men’, realizada na Maastricht University, na Holanda, fez uma análise sistemática da presença, distribuição e atividade do tecido adiposo marrom sob condições térmicas de 24 homens magros e obesos durante exposição à temperatura fria (entre 16°C e 22°C). O resultado mostrou que a gordura marrom pode ser ativada durante a exposição ao frio, mas a atividade foi significativamente mais baixa nos sujeitos com excesso de peso, em relação aos indivíduos magros.

No artigo ‘Functional Brown Adipose Tissue in Healthy Adults’, da University of Gothenburg, na Suécia, também com uso de PET-CT, os cientistas constataram que a gordura marrom passou a queimar calorias quando os voluntários permaneceram em uma sala com temperatura que variou de 17ºC a 19ºC por duas horas, utilizando roupas leves. Com base nos dados apresentados e nas descobertas anteriores em relação ao metabolismo do tecido marrom, o estudo especula que a ativação da gordura marrom por exposição ao frio pode ser importante em termos de gasto de energia em seres humanos.

As descobertas, particularmente aquelas relacionadas com o índice de massa corporal (IMC), sugerem um papel potencial para a gordura marrom na regulação do metabolismo de peso corporal, indicando que níveis mais elevados de tecido adiposo marrom podem proteger contra a obesidade relacionada com a idade. Os resultados criaram uma esperança para o desenvolvimento de novas terapias capazes de estimular o crescimento do tecido adiposo marrom, para controlar o peso e melhorar o metabolismo da glicose.

Fonte: Yakult.