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MOTIVOS PARA CONSUMIR A SEMENTE DE CHIA.

segunda-feira, 15 de julho de 2013 0 comentários
Novidade nas prateleiras brasileiras, a chia, uma semente encontrada no sul do México, está prometendo um caminhão de vantagens para a saúde. Riquíssima em uma série de nutrientes, o grão também pode ser um grande aliado da dieta.
 
Ela está disponível no mercado de três formas: óleo, farinha e grão inteiro. O óleo pode ser usado como temperos de saladas e pratos em geral, e a farinha ou o grão podem ser adicionados em iogurtes, vitaminas, tortas, bolos, saladas, sucos, entre outras receitas.

"A porção diária recomendada é de 25 gramas, o equivalente a uma colher de sobremesa", diz a nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional. Caso você passe um pouco dessa recomendação, não há grandes problemas, mas é importante não exagerar e manter sempre a dieta equilibrada, pois a chia é um tanto calórica - são 164 calorias por porção da semente. Confira tudo o que essa colherzinha diária pode fazer pela sua saúde!


Efeito tira-fome
A semente de chia é rica em fibras tanto solúveis quanto insolúveis. A nutricionista Roseli Rossi, da Clínica Equilíbrio Nutricional, conta que essas fibras ajudam a regular o trânsito intestinal, evitando ou tratando a prisão de ventre, por exemplo. Enquanto a aveia possui 9,1g de fibras a cada 100g do grão, a chia tem 13,6g de fibra. "Ela também proporciona mais saciedade, pois em contato com líquido no interior do estômago forma uma espécie de 'gel' que dilata o estômago, ajudando também no emagrecimento", explica.
Ômega-3, o amigo do coração
É, sem dúvida, o carro-chefe nutricional da chia. A porção de semente de chia tem nada menos que 400% da nossa necessidade diária de ômega-3. É claro que quando pensamos em ômega-3, logo nos lembramos de peixes, principalmente o salmão, que é muito rico desse nutriente. Porém, de acordo com as nutricionistas, 100 gramas da semente de chia têm oito vezes mais ômega-3 que um pedaço médio de salmão.

De acordo com a nutricionista Roseli Rossi, esta gordura do bem é responsável por afastar de perto as doenças cardiovasculares. Ela reduz a formação de coágulos sanguíneos e arritmias, diminui o colesterol circulante no sangue e também aumenta a sensibilidade à insulina. "Além disso, o ômega-3 ajuda na regulação da pressão dos vasos sanguíneos uma vez que aumenta a fluidez sanguínea, evitando assim, o aumento da pressão arterial", completa a nutricionista.

Além de todos esses benefícios, o ômega-3 é importante para fortalecer o sistema neurológico, além de evitar depressão e aumentar a absorção de nutrientes.

Mais cálcio que o leite
Essa é para os intolerantes à lactose e precisam de uma fonte de cálcio segura - segundo a nutricionista Vivian Goldberger, do Emagrecentro, 100 gramas da semente de chia (equivalente a sete colheres de sopa) tem seis vezes mais cálcio que meio copo de leite integral - que tem em média 246 mg do nutriente. "O cálcio presente na chia ajuda na formação da massa óssea, evitando a osteoporose", explica a nutricionista Roseli Rossi. Uma porção de semente de chia (25 gramas) tem cerca de 21% das nossas necessidade diárias de cálcio.
Mais ferro que o espinafre
Uma ótima notícia para quem torce o nariz para espinafre e outros vegetais ricos em ferro, ou mesmo sofre de anemia ferropriva - necessitando, portanto, ingerir boas fontes de ferro. De acordo com a nutricionista Vivian Goldberger, 100 gramas da semente de chia oferecem três vezes mais ferro que a mesma quantidade de espinafre, por exemplo. Para ilustrar melhor: uma porção da semente tem 67.8% das nossas necessidades diárias em ferro.
Proteínas para os músculos
Ótima para quem faz atividade física e precisa de uma boa fonte de proteínas para a reconstrução muscular, 100 gramas da semente de chia carregam 16g de proteína em sua composição. "Enquanto em 100 gramas de arroz integral cru há 8 gramas de proteína e no milho verde cozido há 3 gramas, por exemplo", conta a nutricionista Roseli Rossi. A vantagem da superdose é que a semente ajuda na manutenção de massa muscular, fornece mais energia para as células nervosas e ainda pode complementar as necessidades proteicas - uma porção da semente de chia tem 8.6% das nossas necessidades diárias nesse nutriente.
Carrega magnésio
Essencial para o pleno funcionamento do nosso cérebro e ligações cognitivas, o magnésio também está muito presente na semente de chia. "Em comparação com 100 gramas de brócolis, a semente de chia tem 15 vezes mais magnésio", conta a nutricionista Vivian Goldberger. A porção possui 27.9% das nossas necessidades diárias desse nutriente. 
Vitamina A para os olhos
A porção diária da semente de chia possui cerca de 20% das nossas necessidades dessa vitamina. "Ela melhora sistema imunológico e protege a pele e os olhos contra o processo de envelhecimento", conta a nutricionista Roseli Rossi.
Potássio contra câimbras
Esse nutriente tem grande participação na ação muscular, sendo essencial para quem pratica exercícios físicos todos os dias. De acordo com as nutricionistas, 100 gramas da semente de chia têm duas vezes mais potássio que duas bananas grandes. Nesse caso você pode até consumir a dupla junto, garantindo potássio de sobra para a atividade física. Uma porção de chia tem 6.4% das nossas necessidades diárias de potássio.
Vitaminas do Complexo B
A semente de chia também possui em sua composição a niacina, a tiamina e a riboflavina, todas vitaminas do complexo B. Elas são fundamentais para o pleno funcionamento do nosso sistema nervoso, além de auxiliar no metabolismo das nossas células, fazendo com que nosso organismo todo funcione melhor. A porção da semente tem 13% das necessidades diárias de niacina, 4.6% das de riboflavina e 30% das de tiamina.
Antioxidantes contra radicais livres
A semente de chia possui ácido cafeico e ácido clorogênico, ambos antioxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, combatendo o envelhecimento celular e prevenindo nosso organismo contra diversas doenças, inclusive o câncer.
Manganês extra
A porção da semente de chia tem 63.5% das necessidades diárias de manganês. "Esse nutriente participa na síntese de várias reações enzimáticas, além de estimular o crescimento dos ossos e do tecido conjuntivo", conta a nutricionista Roseli Rossi.
Cheia de zinco
Esse nutriente melhora nossa imunidade, paladar, olfato e visão. Também promove a liberação do hormônio do crescimento e ajuda na formação de colágeno. Na porção de chia você encontra 12.3% das necessidades diárias de zinco.
Rica em cobre
"Ele facilita a absorção do ferro, é catalisador na formação da hemoglobina, melhora imunidade e ajuda na formação de elastina e colágeno", conta a nutricionista Roseli Rossi. A porção da semente possui 30.5% das necessidades diárias de cobre.
 
Fonte: Minha Vida, 13 motivos para consumir chia, a semente da vez. Chia está lotada de ômega-3, cálcio, fibras, ferro e diversos outros nutrientes. Acesso em 15/07/2013.
 

JANTAR É O GRANDE VILÃO NO CONSUMO DE ALIMENTOS DE BAIXA QUALIDADE, CONFORME PESQUISA.

sexta-feira, 12 de julho de 2013 0 comentários
O grande problema no cardápio do paulistano é o que ele consome à noite, durante o jantar. Em geral, esta é a refeição onde os alimentos com maior teor de gordura e calorias, como alimentos congelados ou de preparo mais rápido, são consumidos.

Pesquisa realizada na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP mostra que as pessoas que utilizam restaurantes por quilo para realizar refeições fora de casa sabem quais alimentos são saudáveis e quais não são. A maioria escolhe o que coloca no prato segundo os critérios de saúde.
 
O estudo " Nutrir-se ou comer: diálogos e dilemas no cotidiano de clientes e de nutricionistas em restaurantes de refeição por peso" , da nutricionista Odete Santelle, entrevistou 60 clientes de dois restaurantes: um localizado dentro da Cidade Universitária, em São Paulo, e o outro na região do Campo Limpo, região sul da capital, com o objetivo de saber quais fatores influenciavam a escolha dos alimentos que os clientes colocavam no prato.
 
" Em ambos os restaurantes o fator saúde foi apontado por 43% dos clientes, o fator sabor por 26% e o equilíbrio entre sabor e saúde, por 31%. Quem come errado sabe o que está fazendo" , aponta a pesquisadora.
De acordo com Odete, os entrevistados apontaram como exemplos de alimentos ligados à saúde: as folhas verdes, os legumes, os grelhados e o arroz integral. Já um alimento associado com sabor foi a batata frita. Ao serem questionados sobre o que mudariam na alimentação, a maioria dos entrevistados disse que seria aquilo que comem durante o jantar, principalmente alimentos como fast-food, frituras, croissants, pizza, pão de queijo, etc.
Os entrevistados disseram que os fatores limitadores que levam à escolha desse tipo de alimento para o jantar são a falta de tempo para cozinhar, a falta de habilidade culinária, pelo fato de os congelados serem mais práticos e de rápida preparação, e pela dificuldade em guardar a comida fresca (não poder armazenar na geladeira por muito tempo). " As pessoas que moram em grandes cidades, como São Paulo, saem do trabalho e muitas vão para cursos e nem sempre conseguem chegar em casa em tempo hábil para prepararem uma refeição saudável" , diz.
 
A opinião dos profissionais
A pesquisadora também entrevistou as nutricionistas que atuavam nos dois restaurantes. Odete relata que essas profissionais vivenciam uma situação em que precisam equilibrar o compromisso ético profissional com as metas de vendas. Nestas condições, elas a saída é oferecer arroz branco e o integral, frutas e doces nas sobremesas, sucos naturais e refrigerantes como bebidas, deixando a decisão por conta do cliente.
 
" Oferecer apenas alimentos saudáveis não é possível. Mas as nutricionistas sabem que a demanda por arroz integral é menor, então fazem de um modo para que não haja desperdício de alimentos" , conta. Outra estratégia relatada pelas profissionais é diminuir a quantidade de sal e gordura utilizada na preparação dos alimentos.
 
Fonte: I Saúde, Jantar é o grande vilão no consumo de alimentos de baixa qualidade. É durante à noite que se consome alimentos com alto teor de gordura. No almoço, os critérios de saúde são mais utilizados. Acesso em 12/07/2013.

QUEIMADURAS SOLARES AFETAM AS CÉLULAS DA PELE POR MEIO DE DANOS AO RNA.

segunda-feira, 8 de julho de 2013 0 comentários
As queimaduras solares - a avermelhada e dolorosa resposta imunológica de proteção contra a radiação ultravioleta (UV) - afetam as células da pele por meio de danos ao RNA. Este mecanismo biológico foi descrito por pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Resultados do estudo foram publicados online na Nature Medicine.

Segundo os cientistas, os resultados abrem caminho para desenvolver abordagens capazes de bloquear o processo inflamatório, e têm implicações para uma variedade de condições médicas e tratamentos.

"Por exemplo, doenças como psoríase são tratados pela luz UV, mas estes tratamentos têm como efeito colateral o aumento do risco de câncer de pele", diz o principal líder do estudo Richard L. Gallo. "Nossa descoberta sugere uma maneira de obter os efeitos benéficos da terapia UV sem de fato expor nossos pacientes à luz UV prejudicial. Além disso, algumas pessoas têm sensibilidade excessiva à luz ultravioleta, os pacientes com lúpus, por exemplo. Estamos explorando se podemos ajudá-los através do bloqueio deste caminho que nós descobrimos."

Utilizando células da pele humana e um modelo de rato, os pesquisadores descobriram que a radiação UVB modifica elementos de micro-RNAs não-codificantes. As células irradiadas liberaram este RNA alterado, reunindo células vizinhas para iniciar um processo que resulta em uma resposta inflamatória destinada a remover as células danificadas pelo sol. Vemos e sentimos o processo como queimaduras solares.

"A resposta inflamatória é importante para iniciar o processo de cura após a morte celular", explica Gallo. "Também acreditamos que o processo inflamatório pode limpar as células com danos genéticos antes de se tornarem câncer. É claro que este processo é imperfeito e com maior exposição UV, há mais chance das células se tornarem cancerosas."

Gallo observa que ainda não se sabe como o gênero, a pigmentação da pele e a genética individual pode afetar o mecanismo de queimadura. "A genética está intimamente ligada à capacidade de se defender contra os danos UV e desenvolvimento de câncer de pele", diz. "Nós sabemos que em nossas cobaias genes específicos irão se alterar a medidas que elas forem expostas à queimaduras solares. Os seres humanos têm genes semelhantes, mas não se sabe se as pessoas têm mutações nesses genes que afetam a sua resposta ao sol."

Fonte: I Saúde, Queimaduras solares afetam as células da pele por meio de danos ao RNA. Estudo abre caminho para desenvolver abordagens capazes de bloquear o processo inflamatório causado pela exposição aos raios UV. Acesso em 08/07/2013.

EXERCÍCIO REORGANIZA O CÉREBRO PARA SER MAIS RESISTENTE AO ESTRESSE.

sexta-feira, 5 de julho de 2013 0 comentários
A atividade física reorganiza o cérebro diminuindo a interferência de condições como o estresse ou ansiedade nas funções normais.

A conclusão é de equipe de pesquisa da Universidade de Princeton (EUA). Os estudos mostraram que ratos que realizavam exercícios constantes, quando expostos à água fria (um elemento causador de estresse) tiveram um aumento na atividade dos neurônios diminuindo a excitação no hipocampo ventral, região do cérebro que regula ansiedade.

Estes resultados mostraram como o exercício é capaz de, ao mesmo tempo, reduzir a ansiedade e promover o crescimento de novos neurônios no hipocampo ventral. Seguindo os princípios científicos, os neurônios jovens são tipicamente mais empolgados que os mais maduros e, como o exercício cria novos neurônios, deveria trazer mais ansiedade, e não menos. Para responder a esta questão, os pesquisadores descobriram que o exercício também fortalece os mecanismos que impedem que essas células do cérebro disparem.

Do ponto de vista evolutivo, a pesquisa também mostra que o cérebro pode adaptar seus próprios processos de vida ao ambiente de um organismo. A maior probabilidade de comportamento ansioso pode ter uma vantagem adaptativa para criaturas mais fracas. A ansiedade muitas vezes se manifesta no comportamento de esquiva de situações potencialmente perigosas, o que aumentaria a probabilidade de sobrevivência, afirmou Elizabeth Gould, autora do estudo.

"Entender como o cérebro regula o comportamento ansioso nos dá melhores pistas sobre o potencial de ajudar as pessoas com transtornos de ansiedade. Estes estudos também nos dizem algo sobre como o cérebro se modifica para responder de forma otimizada para o seu próprio ambiente", disse Gould.

O estudo
Dois grupos de ratos participaram do estudo. Um dos grupos foi exposto a uma roda de exercícios, correndo até 4 quilômetros numa noite. Os animais do outro grupo, não tiveram acesso à roda. Após seis semanas, eles foram expostos a água fria, por um breve período de tempo.

Os cérebros dos ratos ativos e sedentários se comportou de maneira diferente logo que eles foram expostos à água. Nos neurônios dos camundongos sedentários a água fria estimulou um aumento dos genes de curta duração que foram rapidamente ativados. A falta desses genes nos neurônios de ratos ativos segurou este " salto" imediato das células do cérebro.
 
Fonte: I Saúde, Exercício reorganiza o cérebro para ser mais resistente ao estresse. O estudo mostrou, ainda, como o exercício é capaz de reduzir a ansiedade mesmo promovendo o crescimento de novos neurônios. Acesso em 05/07/2013.
 

TAXA DE DIABETES ENTRE JOVENS NA CHINA E QUATRO VEZES MAIOR DO QUE NOS EUA.

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Nos últimos anos, a população chinesa está enfrentado mudanças dramáticas na dieta o que está colaborando para o aumento dos casos de diabetes e obesidade
Nos últimos anos, a população chinesa está enfrentado mudanças dramáticas na dieta o que está colaborando para o aumento dos casos de diabetes e obesidade.
Adolescentes chineses têm taxa de diabetes cerca de quatro vezes maior do que jovens norte-americanos. É o que aponta estudo realizado em parceria pela University of North Carolina, nos Estados Unidos, e pela Chinese Center for Disease Control (CCDC), na China. Resultados ainda evidenciam que a população chinesa está cada vez mais acima do peso. Os pesquisadores alertam que o aumento na incidência de diabetes e obesidade faz crescer paralelamente o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, fatores que em conjunto podem sobrecarregar o sistema de saúde chinês em um futuro próximo.
 
Entre 1989 e 2011, o estudo acompanhou mais de 29 mil pessoas em 300 comunidades em toda a China, com pesquisas realizadas em 1989, 1991, 1993, 1997, 2000, 2004, 2006, 2009 e 2011. O país tem enfrentado um crescimento econômico sem precedentes nas últimas duas décadas, além de, ao mesmo tempo, mudanças dramáticas na dieta, no peso e na prática de exercícios físicos da população.
 
Em 2009, a investigação acompanhou uma amostra selecionada aleatoriamente representando 56% da população chinesa e encontrou um grande aumento nos fatores de risco de sobrepeso e de risco cardiometabólico. "O que é inédito é a mudança na dieta, peso e risco cardiovascular em crianças com 7 anos ou mais", diz o líder do estudo Barry Popkin. "Estas estimativas destacam o enorme fardo que o sistema de saúde chinês vai enfrentar se nada mudar
 
A equipe de pesquisa observou uma incidência de 1,9% de diabetes e de 14,9% de pré-diabetes em crianças chinesas de 7 a 17 anos. Os pesquisadores encontraram níveis elevados de hemoglobina glicosilada (HbA1c) no sangue das crianças.
 
"Os resultados sugerem uma carga muito alta de risco de doenças crônicas começando entre os jovens, com 1,7 milhões de crianças chinesas entre 7 e 18 anos e outras 27,7 milhões com pré-diabetes", alerta Popkin. "Além disso, mais de um terço das crianças menores de 18 anos tinham altos níveis de pelo menos um fator de risco cardiometabólico."
 
Comparando os dados dos chineses com os dos norte-americanos, os autores descobriram que as taxas de diabetes e inflamação foram mais elevadas na população jovem do país oriental do que entre crianças e adolescentes dos Estados Unidos ou de outros países asiáticos. Pesquisadores descobriram que 1,9% dos jovens entre 12 e 18 anos da China têm diabetes, contra 0,5% nos Estados Unidos. O estudo também encontrou uma grande disparidade no que diz respeito à inflamação, um fator importante de risco cardiovascular; 12,1% dos adolescentes chineses apresentaram alto risco de inflamação, contra 8,5% dos jovens norte-americanos.
 
"A maior preocupação é que identificamos estes altos níveis de risco em toda a China. Nas áreas rurais e urbanas, bem como entre famílias de alta e baixa renda. Desta forma, os custos iminentes para o sistema de saúde são enormes," conclui o pesquisador envolvido no estudo Penny Gordon-Larsen.
 
Fonte: I Saúde, Taxa de diabetes entre jovens na China é quatro vezes maior do que nos EUA. Estudo mostra que 1,9% dos adolescentes entre 12 e 18 anos da China têm diabetes, contra 0,5% dos jovens norte-americanos. Acesso em 04/07/2013.
 

ESTUDO MOSTRA COMO A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS AFETA AS CÉLULAS DE GORDURA.

quarta-feira, 3 de julho de 2013 0 comentários
Uma nova pesquisa da Universidade de Lund, na Suécia, descreveu, pela primeira vez, o que acontece à nível epigenético em células de gordura quando realizamos atividades física.

" Nosso estudo mostra os efeitos positivos do exercício na mudança do padrão epigenético de genes que afetam o armazenamento de gordura no corpo, diz Charlotte Ling, do Centro de Diabetes da Lund University (Suécia).

" Nós herdamos os nossos genes e eles não podem ser mudados. Os genes, contudo, tem os grupos metila, o que conhecemos como a expressão dos genes. Os grupos metila podem ser influenciados de várias formas, através de dieta, exercício e estilo de vida, num processo conhecido como a metilação do DNA. Esta é a epigenética, um campo relativamente novo de pesquisa que nos últimos anos tem atraído mais e mais atenção," afirma a pesquisadora.

No estudo, os pesquisadores investigaram o que aconteceu com os grupos metila nas células de gordura de 23 homens saudáveis, um pouco acima do peso, com idade em torno de 35 anos, que não tinham se envolvido anteriormente em qualquer atividade física. No estudo, eles participaram regularmente de aulas de spinning e de aeróbica por um período de seis meses.

Os integrantes da pesquisa foram incentivados a frequentar as aulas três vezes por semana, mas no final da pesquisa, a média da frequência ficou 1,8 aulas por semana, afirma diz Tina Rönn.

Usando a tecnologia que analisa 480 mil posições ao longo do genoma, eles podiam ver que as mudanças epigenéticas haviam ocorrido em 7 mil genes. O foco da analise passou a ser, então, a metilação em genes ligados à diabetes tipo 2 e obesidade.

Encontramos alterações nesses genes, o que sugere também que a alteração na metilação do DNA, como resultado da atividade física, pode ser um dos mecanismos pelos quais estes genes afetam o risco de doença, diz Tina Rönn, acrescentando que o estudo traçou, pela primeira vez, um mapa do processo de metilação do DNA de células de gordura.

No laboratório, os pesquisadores foram capazes de confirmar os resultados in vitro (estudar culturas de células em tubos de ensaio), desativando alguns genes, reduzindo assim a sua expressão. Este processo resultou em mudanças no armazenamento de gordura nas nestas células.
 
Fonte: I Saúde, Estudo mostra como a prática de exercícios afeta as células de gordura. A pesquisa descreveu, pela primeira vez, o que acontece à nível epigenético quando realizamos atividades físicas. Acesso em 03/07/2013.

PINHÃO, UM ALIMENTO RICO EM FIBRAS E POTÁSSIO.

segunda-feira, 1 de julho de 2013 3 comentários
Cheio de minerais O pinhão contém cobre, zinco, manganês,
ferro, magnésio, cálcio e fósforo, nutrientes essenciais para
manter o corpo funcionando e sabendo como se defender de doenças. 
Quando o outono ou o inverno chegam, muita gente no Sul e no Sudeste se deleita com essa delícia, seja nas refeições, seja no lanche da tarde. Há, porém, quem preste atenção nela durante o ano todo - mas com outros olhos. Estudiosos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, investigam a riqueza de nutrientes encontrada na semente da araucária, árvore típica da região meridional do Brasil, e seus benefícios à saúde. Ao que tudo indica, o alimento se destaca na prevenção de problemas cardiovasculares e intestinais, uma senhora credencial para convidá-lo às mesas do resto do país.

"As fibras do pinhão favorecem a eliminação de sais biliares, um reduto de colesterol, do intestino. E boa parte dessa molécula não é reabsorvida, o que diminui sua concentração no sangue caso ela esteja elevada", explica a nutricionista Cristina Martins, que analisa o alimento na Embrapa Florestas, em Colombo, no Paraná. Com menos colesterol circulante, despenca o risco de ataques cardíacos. O coração fica ainda mais protegido porque a semente cozida é uma fonte importante de potássio, mineral que faz os vasos relaxarem e, assim, ajuda a controlar a pressão arterial.

Resultados parciais de um estudo da Embrapa, aliás, mostram que há diferenças entre o pinhão cru e o cozido - diferenças com repercussão no aproveitamento dos seus nutrientes pelo organismo. Com a exposição ao fogo, o amido do alimento sofre reações que o tornam mais gelatinoso, estado que facilita o trânsito intestinal. Além disso, durante o cozimento, a semente absorve pigmentos da casca. Esses compostos que dão o tom acastanhado ou avermelhado são antioxidantes, isto é, minimizam os danos dos radicais livres às células, inclusive dentro dos vasos.

Apesar de calórico - são 160 calorias em uma porção de 100 gramas -, esse legítimo sulista é cheio de carboidratos complexos, sobretudo o amido resistente, que passa praticamente batido pelo processo de digestão. "Isso garante, entre outras coisas, a sensação de saciedade por mais tempo, o que evita abusos nas refeições seguintes", explica a nutricionista Geisa Liandra de Andrade, também da Embrapa Florestas. Com atuação semelhante à das fibras no intestino grosso, esses carboidratos estimulam o equilíbrio da flora intestinal, garantindo uma maior proteção contra doenças inflamatórias e tumores.

Quem precisa de uma energia extra também tem no pinhão um parceiro incondicional. "Isso porque a semente fornece uma boa quantidade de carboidratos com baixo índice glicêmico", diz a engenheira agrônoma Rossana Bueno de Godoy, da Embrapa. O petisco se revela, portanto, uma ótima fonte de combustível, mas não dispara rápido os níveis de açúcar no sangue - uma tremenda vantagem para quem está acima do peso ou tem diabete, já que diminui o risco de picos de glicose e insulina.

Em defesa do pinhão

Alimento dos índios há milhares de anos, o pinhão faz parte da história e da cultura no sul do Brasil. Hoje, além de fonte de pesquisa, é causa de militância em prol da conservação das araucárias, da coleta sustentável da semente e da sua inclusão na gastronomia.

Nos últimos meses, em Curitiba, um grupo de professores realizou oficinas a fim de desenvolver receitas para um livro de culinária focado no pinhão. Os testes foram feitos no Laboratório de Técnica Dietética do Colégio Estadual Júlia Wanderley com a participação de alunos no preparo dos pratos. "O pinhão é um alimento de alto valor nutricional, mas pouco conhecido e divulgado no restante do país", diz Maria de Fátima Negre, nutricionista envolvida no projeto.

Entre as receitas típicas, estão o entrevero, um cozido de carnes, verduras e pinhão, e a paçoca salgada, em que a semente é moída e misturada a carne-seca. Há também a possibilidade de bolar pratos mais tradicionais com um toque, digamos, sulista: basta acrescentar o pinhão ao yakissoba, à quiche de alho-poró ou a sobremesas como o cheesecake com calda de morango. Lembre-se apenas de que essa versatilidade não autoriza a gulodice. Aproveite a temporada para degustar o pinhão sozinho ou em meio a outros pratos e fique com a saúde reforçada até a primavera chegar.
Na cozinha O pinhão é um alimento neutro, que fixa o sabor de outros ingredientes mais intensos. Vai bem cozido em fogo lento ou assado na chapa do fogão a lenha. Em bolos e tortas, pode ser triturado para propiciar uma massa mais homogênea. Já em risotos, carnes, sopas e saladas, o conselho é servi-lo em lâminas ou em fatias.
 
Fonte: Saúde, Pinhão, um alimento rico em fibras e potássio. Basta a temperatura cair e ele dá o ar da graça. Só que, agora, há outros motivos para festejar a temporada da semente da araucária: suas fibras melhoram o funcionamento do intestino, e ao lado de altas cargas de potássio, ajudam a resguardar o coração. Acesso em 01/07/2013.

ADOLESCENTES QUE DORMEM BEM TENDEM A FAZER ESCOLHAS ALIMENTARES MAIS SAUDÁVEIS.

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Adolescentes que dormem bem tendem a fazer escolhas alimentares mais saudáveis do que aqueles privados de sono. É o que mostra estudo de pesquisadores da Stony Brook University School of Medicine, nos EUA.
 
A pesquisa afirma que não só os adolescentes sonolentos, em média, comem mais alimentos prejudiciais, mas eles também comem menos alimentos saudáveis. "Enquanto nós sabemos que a duração do sono está associada a uma série de consequências para a saúde, este estudo revela alguns dos mecanismos, por exemplo, nutrição e decisões, através das quais os resultados de saúde são afetados", afirma a líder da pesquisa Lauren Hale.
 
O estudo examinou a associação entre a duração do sono e escolhas alimentares em uma amostra nacional representativa de 13.284 adolescentes. Os dados foram coletados em 1996, quando os entrevistados tinham uma idade média de 16 anos.
Os autores descobriram que aqueles adolescentes que relataram dormir menos de sete horas por noite, 18% dos entrevistados, eram mais propensos a consumir fast food duas ou mais vezes por semana e menos propensos a comer alimentos saudáveis, como frutas e legumes.
 
Os entrevistados foram separados em três categorias: sono curto, menos de sete horas por noite; sono moderado, sete a oito horas por noite; e sono recomendado, mais de oito horas por noite.
"Estamos interessados na associação entre a duração do sono e escolhas alimentares em adolescentes, porque a adolescência é um período crítico do desenvolvimento entre a infância e a idade adulta. Os adolescentes têm uma boa quantidade de controle sobre sua alimentação e sono, e os hábitos que se formam na adolescência podem afetar fortemente os seus hábitos na idade adulta", afirma a primeira autora do estudo, Allison Kruger.
 
Segundo os pesquisadores, o estudo conclui que tratar a deficiência de sono pode ser uma forma inovadora e eficaz de melhorar a prevenção da obesidade e promover a saúde.
Um dos próximos passos da pesquisa será investigar se a associação entre a duração do sono e escolhas alimentares é causal.
 
Fonte: I Saúde, Crianças que dormem bem tendem a fazer escolhas alimentares mais saudáveis. Jovens que dormem menos de sete horas por noite são mais propensos a consumir fast food duas ou mais vezes por semana. Acesso em 01/07/2013.