
"Temos grandes desafios para revelar os impactos da exposição crônica, de longa duração e a baixas doses, que é o caso do consumidor urbano, que come todo dia um pouquinho de produtos contaminados" , alertou.
Ele é um dos responsáveis por um dossiê que reúne pesquisas de vários especialistas brasileiros sobre os riscos do uso de agrotóxicos no país. O documento foi lançado durante o congresso Mundial de Nutrição, no Rio de Janeiro, nesta semana. Além disso, o levantamento será apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio 20), marcado para junho, também no Rio.
A pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco Lia Giraldo lembrou que, apesar das lacunas na pesquisa científica nacional sobre o assunto, a literatura mundial comprova os efeitos tóxicos relacionados à exposição crônica a essas substâncias, por meio da ingestão de alimentos contaminados.
Um relatório da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgado no fim do ano passado, constatou que em 2010, 24,3% das 2.488 amostras de alimentos analisadas estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados e em 1,7% delas o nível de agrotóxico estava acima do permitido. O pimentão lidera a lista dos alimentos com grande número de amostras contaminadas por agrotóxico, seguido por morango e pepino.
Fonte: I Saúde, Pesquisador alerta para falta de estudos sobre impacto de agrotóxicos na saúde. Dossiê de vários especialistas sobre os impactos de agrotóxicos no país será apresentado durante a conferência Rio 20. Acesso em 28/04/2012.
0 comentários:
Postar um comentário