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TER UMA COMPANHIA ESTIMULA A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS.

segunda-feira, 21 de março de 2016 0 comentários
Pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP aponta que ter companhia de amigos e vizinhos, principalmente na caminhada, pode servir como estímulo na hora de praticar exercícios físicos, pois isso torna a atividade menos estressante. Mas, mesmo com companhia, a falta de locais apropriados, ou a distância somada à precariedade dos locais existentes podem desestimular àqueles que se propõem a aderir aos exercícios físicos. Essa situação pode ser um agravante para as pessoas com Diabetes mellitus, que têm no exercício físico um aliado para a melhoria da qualidade de vida, com efeitos significativos para a saúde mental e o controle glicêmico.

Segundo a educadora física Paula Parisi Hodniki, autora do estudo, existem poucos locais adequados para a prática de atividade física e caminhada na cidade de Ribeirão Preto e, quando existem, estão em situação precária. Além disso, os entrevistados contam que o trânsito também dificulta a prática de caminhada ou o uso de bicicleta. “Não existem faixas para atravessar e os motoristas não deixam nem pedestres atravessarem. Durante a noite não temos segurança para caminhar, andar de bicicleta ou praticar esportes”, resume a educadora.

Por meio dos exercícios, diz Paula, são encontrados diversos benefícios para os portadores da doença, como melhora da função miocárdica, da capacidade funcional, hipotensão arterial, melhora na condição física, perda de peso, melhora na autoestima, disposição para atividades diárias e melhora da qualidade de vida. “Isso traz efeitos significativos para a saúde mental e o controle glicêmico”.

A pesquisadora alerta que a prática de atividade física é considerada uma forma de tratamento sem o uso de medicamentos e de baixo custo, além de melhorar a qualidade de vida do praticante. “Amigos e familiares são vistos como o apoio social, que dão força para o portador não desistir das atividades físicas”, completa.
Melhoria

De acordo com a pesquisadora, deixar de praticar atividade física pode trazer complicações para o portador de diabetes, além de ser um dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis. “A prática de atividades de forma regular é recomendada para a melhora das aptidões físicas relacionadas à saúde, para melhorar o condicionamento cardiorrespiratório e muscular, a saúde óssea e, também, para reduzir o risco de doenças não transmissíveis e depressão.”

O estudo foi feito com portadores de Diabetes mellitus tipo 2, e teve como objetivo analisar qual era a impressão que eles tinham do ambiente para prática de atividades físicas. A pesquisa destacou a influência que isso causa na vida deles, como, por exemplo, deixar de praticar exatamente pelas condições que o ambiente proporciona.

Para o estudo, Paula diz que cada pessoa foi orientada a considerar o ambiente físico e social próximo da sua residência e de seu bairro. Ela afirma que “o ambiente propício para pessoas com diabetes praticarem atividade física são aqueles considerados entre bons e regulares e próximos de sua residência, como praças, calçadas, parques, academia, clube, campo de futebol”.

A dissertação Percepção do ambiente para a prática de atividade física de lazer e caminhada como forma de deslocamento pelas pessoas com Diabetes mellitus tipo 2 foi defendida na EERP em agosto de 2015, com orientação da professora Carla Regina de Souza Teixeira.

Fonte: USP.

ALIMENTOS QUE PACIENTES COM COMPROMETIMENTO IMUNOLÓGICO DEVEM EVITAR.

sexta-feira, 18 de março de 2016 0 comentários
Os alimentos podem conter microrganismos, o que aumenta o risco de infecção. Portanto, é indispensável seguir uma dieta que não ofereça microrganismos nos períodos de leucopenia - baixa contagem de leucócitos - e neutropenia - baixa contagem de neutrófilos - e para que isso seja possível são necessárias algumas orientações especiais, tais como:

- Higienizar corretamente as mãos antes de preparar as refeições

- Manter a higiene adequada da cozinha, da pia e do fogão onde são preparados os alimentos. E também dos utensílios utilizados na preparação da comida ex: panelas, talheres, tábuas, liquidificador, etc.

- Cuidado com esponjas de lavar louça e panos de cozinha. Deixá-los sempre bem limpos.

- Lavar as latas e garrafas de alimentos ou bebidas antes de abrir ou armazenar na geladeira.

- Manter o lixo tampado e longe da área de preparo dos alimentos.

- Os alimentos devem ser consumidos imediatamente após o preparo ou armazenadas sob refrigeração até o momento do consumo, devidamente tampados.

- Evitar alimentos provenientes de locais pouco seguros do ponto de vista sanitário como bares, barracas e alguns restaurantes.

Alimentos com maior risco de contaminação e orientações para o consumo
- Carnes, salsichas e linguiças mal passadas

- Frios fatiados em bar, padaria ou mercados

- Ovos crus ou mal passados

- Leites de saquinhos não fervidos

- Ervas e temperos secos comprados em barracas de rua ou da feira que não estejam em embalagens lacradas e industrializadas

- Consumir apenas chás industrializados

- Não consumir legumes e folhas cruas

- Frutas de casca fina e/ou difíceis de higienizar, como: amora, morangos, uva, cereja e jabuticaba

- Frutas com casca média a grossa precisam ser esterilizadas, higienizadas

- Conservas cruas podem ser consumidas após cozimentos

- Água de coco natural

- Caldo de cana

- Bebidas alcoólicas

Procedimento adequado para ingestão de frutas, legumes e verduras
- Lavar os alimentos em água corrente e potável para remover sujeiras e reduzir o número de bactéria

- Observar se a casca está inteira, sem furos, amassados ou escoriações

- Esterilização dos alimentos com soluções cloradas para a remoção de bactérias, como: hipoclorito de sódio a 1% pode ser utilizado com diluição de 20 gotas para 1 litro de água.

Fonte: Ameo.

PROBIÓTICOS PODEM AJUDAR NA PREVENÇÃO DA CANDIDÍASE ORAL.

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Eles podem manter saudável a microbiota da boca, agindo como um agente complementar na terapia contra a doença

Adicionados a alimentos ou vendidos em cápsulas, os probióticos podem ser uma alternativa para o controle da Candida em superfícies mucosas do intestino, da vagina e, principalmente, da boca; prevenindo o surgimento de infecções decorrentes da candidíase, segundo estudo publicado na revista Clinical Infectious Diseases por pesquisadores da Faculdade de Odontologia (FO) e do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), ambos da USP, e da Universidade de Queensland, na Austrália.

A Candida é um micro-organismo (fungo) residente no corpo humano que, em condições normais, não afeta a saúde. No entanto, em situações favoráveis para sua proliferação, “aCandida muda a sua forma de levedura para filamentos e consegue invadir os tecidos, causando infecções nas mucosas, essa infecção recebe o nome de candidíase”, explica Marcia Mayer, professora do Departamento de Microbiologia do ICB e uma das autoras do estudo.

As condições favoráveis para o surgimento da doença incluem desde bebês que ainda não possuem o sistema de defesa desenvolvido, doenças imunodepressoras, como a Aids, uso de antibióticos, terapia com radiação para tratamento do câncer, até idosos que utilizam prótese total (dentadura).

“Os idosos são um grupo particularmente suscetível à candidíase oral, devido às próteses e a higienização precária delas, associado a isso, o estado imunológico enfraquecido pode favorecer a recorrência de candidíase” afirma a professora. Por isso, os pesquisadores analisaram a ação dos probióticos especificamente contra a candidíase na boca.

De acordo com Marcia, a doença é ocasionada por uma desregulação da microbiota (conjunto de micro-organismos — como bactérias, fungos, protozoários, etc — que habitam uma região do corpo humano).

Mas existem micro-organismos capazes de equilibrar a microbiota e são considerados benéficos à saúde: as bactérias probióticas. A presença delas em determinados locais gera uma espécie de “competição” com outros micro-organismos, como a Candida, reduzido a atuação deles.

“Acreditamos que as bactérias probióticas, presentes em alguns produtos lácteos, possam ser usadas para prevenir o desenvolvimento da candidíase oral e até fortalecer o sistema imune”, diz o cirurgião-dentista Victor Matsubara, um dos autores da pesquisa e aluno de doutorado da FO.

Pesquisa Brasil-Austrália
O artigo Probiotics as Antifungals in Mucosal Candidiasis,publicado no dia 20 de janeiro, é decorrente de estudo realizado por Matsubara em sua pesquisa de doutorado que está sendo finalizada, sob orientação da professora Marcia Mayer e do professor Lakshman Samaranayake (Universidade de Queensland), um dos principais pesquisadores da candidíase oral no mundo.

Eles analisaram o mecanismo de ação das bactérias probióticas, especificamente os Lactobacillus, contra a Candida albicans, espécie mais comum de Candida na superfície mucosa e principal causadora de candidíase. Uma parte do estudo foi feita na USP e outra na Austrália.

“Realizamos uma cocultura com macrófagos, Candida albicans e bactérias probióticas para verificar como a Candida age sobre o macrófago, uma das principais células de defesa do organismo humano contra o fungo que tenta penetrar no tecido mucoso, e como o probiótico interfere na resposta do macrófago frente à Candida”, conta Matsubara.

Ele explica que o processo inflamatório é o primeiro mecanismo de defesa do organismo para combater o micro-organismo invasor — a Candida. Mas, ao mesmo tempo, se a inflamação for exacerbada e prolongada, o tecido fica mais suscetível à infiltração do fungo. “Verificamos que os probióticos podem estar interferindo no reconhecimento das células deCandida pelos macrófagos, diminuindo a ativação dessas células de defesa e, com isso, controlando a resposta inflamatória”.

Na Universidade de Queensland, os pesquisadores analisaram a ação direta do probiótico na formação do biofilme de Candida albicans. “O biofilme é uma comunidade de micro-organismos aderida a superfícies, tornando-se mais resistente às defesas do hospedeiro e a antimicrobianos. Essas camadas dificultam a ação de medicamentos, por isso, a importância de estudar a ação do probiótico também sobre o biofilme”, ressalta a professora Marcia.

Matsubara cultivou as células da bactéria probiótica (Lactobacillus) em um meio de cultura líquido. Esse líquido foi filtrado para remover as células bacterianas, obtendo-se as substâncias produzidas pela bactéria. A proposta foi verificar se a ação da bactéria contra o crescimento da Candida estava relacionada a essas substâncias ou à interação direta entre a bactéria e o fungo.

“O biofilme da Candida tem várias fases, primeiro as células aderem, depois se multiplicam e, por fim, o biofilme matura. Os resultados mostram que as substâncias produzidas pelos probióticos no meio de cultura tiveram ação no início da fase de formação do biofilme, mas se o biofilme estiver maduro, é preciso utilizar a bactéria probiótica diretamente para ter uma ação contra o fungo”, conta Matsubara que ressalta que esses resultados ainda precisam ser discutidos.
Tratamento candidíase oral

Atualmente, o tratamento da candidíase inclui o uso de antifúngico quando a doença já está estabelecida. Os pesquisadores argumentam que o probiótico não deve ser o único agente terapêutico contra a candidíase oral, mas um complemento, atuando também na prevenção da doença.

“A maioria dos pacientes que usa próteses dentárias são idosos e, se descuidar, eles vão desenvolver a candidíase oral. O problema do uso continuado de medicamentos é a seleção de cepas resistentes de Candida e a vantagem dos probióticos é que a profilaxia poderia ser feita em casa com o consumo dos alimentos específicos ou aplicação de produtos com probióticos”, avalia o cirurgião-dentista.

A professora Marcia lembra que os alimentos probióticos trazem grande benefício para a saúde por causa do equilibro da microbiota como um todo. Sobre a quantidade ideal de probióticos para combater à candidíase, os pesquisadores afirmaram que ainda não há valores estabelecidos.

Fonte: USP.

PROBLEMAS DE SAÚDE MAIS COMUNS EM CADA PROFISSÃO.

quinta-feira, 17 de março de 2016 0 comentários
Image copyrightThinkstockImage caption. Não tirar a hora do almoço e fazer refeições no trabalho sem sequer levantar da cadeira pode fazer mal à saúde

Ficar muito tempo sentado no trabalho pode ser estressante e fazer mal para a saúde. Ter uma jornada longa também faz com que você tenha pouco tempo para se exercitar ou mesmo para cozinhar coisas mais saudáveis quando estiver em casa.

Essas dicas parecem óbvias, mas recentemente, a Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês) foi além e utilizou essas informações para fazer um ranking dos empregos menos saudáveis.

Ela também identificou os problemas de saúde mais frequentes de diferentes setores da economia.

Para isso, a associação analisou os dados sobre pressão arterial, índice de massa corporal, colesterol, açúcar no sangue, atividade física, hábito de fumar e qualidade de dieta de 5.566 trabalhadores americanos, tanto homens, quanto mulheres.

Nenhum deles tinha problemas do coração no início do estudo.

Uma vez terminada a pesquisa, os investigadores viram que, apesar de 88% não fumarem e 78% terem nível de açúcar no sangue considerado bom, apenas 40 % "tinham uma saúde cardiovascular ótima".

Essas são as condições de saúde que a associação identificou por setores econômicos nos Estados Unidos.

Transporte: O principal problema que a AHA identificou entre motoristas de ônibus, trens e caminhões é o tabagismo. Quase um quarto dos entrevistados (22%) eram fumantes. Isso faz com que tenham um risco maior de sofrerem doenças cardíacas ou até um AVC.

Secretarias e cargos administrativos: são funções exercidas exclusivamente em escritórios, onde muitos sequer se levantam para comer. Isso faz com que 68% desses trabalhadores tenham hábitos alimentares pouco saudáveis. Além disso, 69% deles têm colesterol alto e só 82% realizam atividades físicas regularmente.

Indústria alimentícia: Apesar de trabalhar produzindo alimentos ou servindo refeições, as pessoas que atuam nesse setor são os que têm a pior dieta. Mais de três quartos dos que participaram do estudo (79%) têm maus hábitos alimentares.

Serviços de segurança: dos policiais, bombeiros e outros profissionais de segurança que fizeram parte da pesquisa, 90% são propensos a ter sobrepeso ou obesidade, 77% têm níveis ruins de colesterol e 35% sofrem de pressão alta.

Cargos de gerência e profissionais liberais: É o setor mais "saudável", levando em consideração que um terço dos entrevistados dessa área estão no peso ideal, 75% fazem exercícios físicos regularmente e só 6% fumam. Ainda assim, a associação ressalta que 72% deles têm maus hábitos alimentares.

Além dos cargos de gerência e dos profissionais liberais, estão entre os setores mais saudáveis também os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) e dos setores de arte, entretenimento, meios de comunicação e esportes.

Esses resultados combinam com o ranking dos "empregos mais saudáveis" publicado na revista especializada Health.

De acordo com a publicação, os instrutores de academia, personal trainers e coreógrafos são os profissionais mais saudáveis, seguidos dos engenheiros de computação, floristas, paisagistas e jardineiros, vendedores de seguros, e profissionais ligados ao setor médico.

Usando um método parecido, a lista da Health coincide a grosso modo com a realizada pela Associação Americana do Coração.

Com base em pressão arterial, índice de massa corporal, taxas de colesterol, de açúcar no sangue e outras variáveis, as profissões menos saudáveis são bombeiros e policiais, os que trabalham com a preparação de alimentos, os trabalhadores de construção e os empregados domésticos.

Saúde e falta de tempo
De acordo com Leslie McDonald, que liderou o estudo da AHA e também é pesquisadora do Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos Centros de Controle de Doenças do Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos, as longas jornadas de trabalho e o pouco controle sobre as atividades no dia a dia afetam o metabolismo e estão relacionadas com fatores de riscos cardiovasculares.

A falta de tempo para fazer exercícios físicos e para cozinhar algo mais saudável contribui para os mesmos problemas.

O que os pesquisadores recomendam é que se aproveite o tempo de almoço para se passear por algum lugar em vez de comer sem levantar da cadeira e sair do escritório. Além disso, estacionar o carro um pouco mais longe também força uma caminhada diária que pode fazer bem. E usar as escadas sempre que possível, evitando o elevador também é uma das sugestões.

Quanto à alimentação, segundo a associação, deve-se consumir quatro porções e meia de frutas e vegetais diariamente, 100 gramas de pescado ao menos duas vezes por semana, menos de 1,5 grama de sódio (sal) por dia e no máximo 450 calorias semanais provenientes de produtos com açúcar.

"É importante não desanimar, mas também não deixar de cumprir esses passos", alertou MacDonald ao apresentar o estudo.

Fonte: BBC.

EVITE DESLIZES DURANTE O PROCESSO DE EMAGRECIMENTO.

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Identifique os hábitos que contribuem para que
você sabote a sua dieta e fuja deles (Foto: Getty Images)
Quando decidimos começar um programa de perda de peso e reeducação alimentar devemos iniciar o tratamento motivados, com uma meta flexível e possível, prontos para negociar.

Passado os primeiros meses, a motivação vai diminuindo. Sentimos falta dos hábitos antigos, dos alimentos que nos davam muito prazer e acabamos sendo mais permissivos com as escapulidas. Com isso, a velocidade do emagrecimento é reduzida, podendo trazer desmotivação e até abandono do tratamento. 

Precisamos controlar pensamentos negativos que sabotam a mudança do estilo de vida. Modificar comportamentos antigos e adquirir novos. “Funcionamos” anos de uma forma que nos levou ao excesso de peso, mudar o padrão e as pessoas que estão ao nosso redor é um desafio. Mas é possível! É preciso priorizar a execução do tratamento e seu desejo de emagrecer, ter saúde e bem-estar. 

Estratégias para evitar as sabotagens no tratamento para perda de peso:
- Escolha junto ao nutricionista metas possíveis e importantes para manutenção da saúde e alcance de seus objetivos; 

- Faça o controle do ambiente: compre alimentos para abastecimento da casa/ local de trabalho/ gavetas/ bolsa/ mochila. Evite besteiras e alimentos que te levem ao descontrole. Reabasteça seus estoques; 

- Organize a alimentação de cada dia com alimentos que promovam saúde, saciedade e prazer. Para emagrecer e manter o peso perdido não importa só contar calorias, faça trocas inteligentes. Variedade alimentar sempre; 

Comprar só alimentos saudáveis para casa 
ajuda a evitar o consumo de besteiras (Foto: Getty Images)

- Saiba que irá encontrar obstáculos, terá tropeços, mas o importante é a rápida retomada. Escapulidas da dieta acontecem, diminua a frequência de escapulidas. Evite o pensamento do “tudo ou nada”. Não repita frases como: “já que eu comi demais/enfiei o pé na jaca/comi preparações muito calóricas, eu coloquei tudo a perder e não adianta retomar, perdi toda a dieta”; 

- Não utilize o alimento como recompensa, seja por um motivo bom ou ruim. Exemplo: "estou muito cansado/tive um dia difícil/fui promovida, então eu mereço comer"; 

- Identifique o que mais contribui para a sabotagem do seu tratamento e mudança do estilo de vida: doces, fast food, frituras, bebida alcoólica, comer em grande quantidade, beliscar, bebidas açucaradas, não praticar exercício físico, “descontar questões emocionais” comendo; 

- Evite a “postura negativa” apontando sempre o que não pode comer. Reforce as inúmeras opções de alimentos que podem fazer parte do seu programa alimentar. Promova outros prazeres além da comida. Equilibre os prazeres; 

- Resgate, descubra e experimente alimentos que deem prazer sem precisar abandonar o programa alimentar; 

- Evite preparações e alimentos com alta densidade calórica e reduza o tamanho das porções. Tenha moderação no consumo alimentar; 

- Esteja pronto para negociar, principalmente em eventos sociais e finais de semana, quando com frequência acontecem as escapulidas e as maiores tentações;

- Comeu, excedeu, errou... retome rapidamente! Escapuliu hoje, precisa fazer melhor amanhã! Continuidade no tratamento;

- Não fique muito tempo sem se alimentar. Faça lanches intermediários, as pequenas refeições permitem maior controle da fome até a próxima refeição e desta forma conseguimos ser mais seletivos na escolha dos alimentos; 

- Procure atividades e atitudes que ajudem a controlar o nível de ansiedade e estresse;

- Mexa-se. Não falte ao treino! Pratique exercício físico regularmente: promove saúde, reduz o nível de estresse e ansiedade, aumenta o gasto energético, estimula à liberação de hormônios que geram prazer, melhora a composição corporal;

Alimentação saudável e manutenção de peso saudável = variedade, equilíbrio, moderação, negociação e continuidade. 

Fonte: Eu Atleta.

MICROBIOTA DE VEGETARIANOS.

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Analisar a composição da microbiota intestinal de Adventistas do Sétimo Dia com diferentes hábitos alimentares (vegetarianos estritos, ovo-lacto-vegetarianos e onívoros) e associá-los a marcadores de inflamação subclínica e de resistência à insulina, foi o objetivo da tese de doutorado da nutricionista Ana Carolina Franco de Moraes, defendida no último dia 2 de março na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. O estudo mostra que a microbiota intestinal parece representar um elo relevante entre a alimentação humana e a predisposição a doenças cardiometabólicas.

O trato gastrointestinal humano, especialmente o cólon, é densamente povoado por bactérias, fungos, archaea e vírus. “A este ecossistema, dá-se o nome de microbiota intestinal, que se estima conter 100 trilhões de microrganismos, número dez vezes maior que a quantidade de células humanas”, explica a nutricionista. “A microbiota de cada pessoa é única, parte geneticamente definida, mas também por outros fatores como o modo de nascimento (cesariana ou parto normal), amamentação, idade, uso de antibióticos e dieta”.

As bactérias têm papel fundamental para a manutenção da saúde, estando envolvidas não apenas na digestão de alimentos, regulação energética, síntese de vitaminas e produção de ácidos graxos de cadeia curta, mas também na proteção contra patógenos e na modulação do sistema imune. “Há fortes evidências de que a composição da microbiota intestinal pode estar associada à ocorrência de doenças cardiometabólicas e doenças gastrointestinais”, diz Ana Carolina. “E ainda, alguns estudos relacionam este ecossistema com alergias e até mesmo alguns cânceres”.

A pesquisadora avaliou a microbiota intestinal de 300 pessoas participantes do estudo matriz, chamado ADVENTO, realizado com Adventistas do Sétimo Dia. Ambas as pesquisas foram realizadas no Hospital Universitário (HU) da USP. A microbiota intestinal foi obtida por uma análise genética das bactérias presentes nas fezes. Os resultados indicam que os vegetarianos apresentaram uma colonização bacteriana mais favorável, que por sua vez, influencia o perfil de risco cardiometabólico.

Tolerância à glicose
Entre todas as pessoas pesquisadas, quem apresentava tolerância à glicose normal tinha maior abundância de Akkermansia muciniphila do que aquelas com anormalidade na tolerância à glicose. Este achado, somado às evidências da literatura científica, sugere que quanto maior a quantidade desta bactéria, melhor é o metabolismo da glicose. Adicionalmente, foi identificado que agrupamentos comuns de bactérias — chamado enterótipos — previamente descritos em outras populações estão presentes na brasileira, o que propõe que o ecossistema intestinal não é “população-específico”.

Também foram encontradas associações desses enterótipos com hábitos alimentares e concentrações de lípides. Pessoas com o enterótipo 2, que têm predomínio de uma bactéria chamada Prevotella) apresentaram menores concentrações de LDL-colesterol, ou “colesterol ruim”, que os outros dois grupos, fato que pode estar associado a descoberta de que há mais vegetarianos estritos neste enterótipo. É coerente com a descoberta de que há mais vegetarianos estritos no enterótipo 2. “Os testes identificaram ainda, entre os possuidores do enterótipo 2, uma associação direta entre a abundância deFaecalibacterium, bactéria relacionada com benefícios à saúde, e o aumento das concentrações de HDL-colesterol, ou“colesterol bom”, que promove a retirada do excesso de colesterol das placas arteriais”, afirma a nutricionista.

Os dados do estudo são coerentes com o papel da alimentação saudável — rica em verduras, frutas e legumes — em preservar o metabolismo energético mantendo um adequado perfil cardiometabólico. E ainda, a pesquisadora sugere que a dieta dos onívoros — com exposição crescente a alimentos de origem animal — possa impactar negativamente nas proporções de comunidades bacterianas.

Os achados fortalecem a ideia de que a microbiota intestinal parece representar um elo relevante que explica as relações da alimentação humana com a predisposição a doenças cardiometabólicas. No entanto, a pesquisadora ressalta que o delineamento do estudo não permite assegurar relações causa-efeito. “Como os dados foram coletados em um único ponto no tempo, não é possível afirmar se a alteração da microbiota foi causa ou consequência de algum dos efeitos estudados”, conclui.

A tese Análise da microbiota intestinal em adultos com hábitos alimentares distintos e de associações com a inflamação e resistência à insulina foi orientada pela professora Sandra Roberta Gouvea Ferreira Vívolo, do Departamento de Epidemiologia da FSP, e coorientada pela professora Bianca de Almeida Pititto, do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) financiou o estudo e a bolsa de doutorado da pesquisadora.

Fonte: USP.

VOCÊ NÃO COME NADA PELA MANHÃ?

terça-feira, 15 de março de 2016 0 comentários
O mundo poderia se dividir entre aqueles que são incapazes de colocar algo na boca ao acordar e os que jamais saem de casa sem carregar as baterias com um bom café da manhã. De que lado você está? Seja de qual for, o certo é que se a sabedoria popular e as pesquisas científicas concordaram em algo ao longo do tempo é em dar à primeira refeição do dia a maior importância se queremos ficar fortes e saudáveis.

Podemos, entretanto, afirmar sem medo de errar que o café da manhã é a refeição mais importante do dia? E, se assim for, isso significa que uma vida mais saudável exige um café da manhã completo e equilibrado? O certo é que apesar da maioria dos especialistas em nutrição responderem afirmativamente a essa questão, também existem os que relativizam a resposta e até os que são contra.

Nesse sentido, a nutricionista e diretora técnica do Grupo NC Salud, Marta Gámez, acredita que as pessoas que tomam café da manhã habitualmente costumam preocupar-se mais com qualidade de sua dieta do que as que não o fazem. “Mas isso não determina a qualidade geral de sua alimentação, podendo ocorrer a situação do café da manhã ser feito de maneira saudável, mas o resto das refeições serem desequilibradas em termos nutritivos”, acrescenta.

Por outro lado, se você é dos que pertencem ao clube dos que não tomam café, segundo a nutricionista, seria conveniente fazer um esforço para dar oportunidade para essa refeição. Pulá-la pode acarretar mais possibilidades de sofrer ao longo do dia de enjoos, debilidade, boca seca, cansaço ou dor de cabeça. Além disso, segundo Gámez, ativa o modo economia de energia, mecanismo que entra em funcionamento quando ficamos mais de três horas sem comer e que provoca o armazenamento de gorduras por parte do metabolismo. “Pular o café da manhã favorece o aumento de peso”, diz a especialista.

Mas há controvérsias nesse aspecto. Recentemente, vários artigos publicados no The American Journal of Clinical Nutrition reproduziram os resultados obtidos pela Universidade do Alabama (Birmingham, Estados Unidos) e de Bath (Reino Unido) em estudos realizados sobre a influência do café da manhã na perda de peso. Em ambos os casos os pesquisadores são da mesma opinião ao afirmar que tomar café não engorda nem emagrece. Ou seja, a primeira refeição do dia não é determinante para aumentar ou baixar de peso. Emily Dhurandhar, responsável pelo estudo realizado na Universidade do Alabama, faz esta afirmação e acredita que, em relação ao controle de peso, “o café da manhã é somente uma refeição a mais”.

Marta Gámez, por sua vez, insiste que distribuir cinco refeições ao longo do dia evita cair em episódios de ingestão compulsiva: café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e jantar. “Não devem existir mais de 3 ou 4 horas entre elas, começando o mais tardar uma hora e meia depois de termos acordado”, aconselha.
Genes ou infância

Outra questão distinta é o caso daquelas pessoas que não tomam café da manhã porque se sentem incapazes de ingerir um pedaço que seja durante as primeiras horas do dia. Que razões existem por trás dessa falta de apetite matutino? É uma conduta que faz parte da herança genética ou não é mais do que um costume aprendido? Segundo Anabel Fernández, nutricionista da Clínica Alimmenta, existem duas razões principais: “Consumir muitas calorias no jantar do dia anterior costuma ser uma das razões mais comuns que justificam a falta de apetite. Mas o motivo mais generalizado é o costume de não comer ao despertar, aprendido desde a infância”.

Marta Gámez nos desafia a mudar de hábitos, e recomenda um café da manhã ideal: pão ou cereais, integrais de preferência; fruta, que nos aconselha a comer em pedaços, melhor do que na forma de suco; e leite, preferivelmente em sua versão desnatada.

Mas e se como ovos, salsichas e bacon? Melhor continuar então com o copo de água ou somente um cafezinho? O nutricionista Pablo Barcina é claro: “Se este tipo de café da manhã é acompanhado de uma atividade física elevada e hábitos de vida saudáveis, e incluímos um consumo adequado de frutas, verduras e hortaliças no resto das refeições do dia, não deveria haver nenhum problema. De fato, pode ser que não tomar café nos leve para um desequilíbrio nutricional maior”.

Anabel Fernández corrobora essa ideia e insiste. “Apesar de ser mais saudável tomar café, o verdadeiro problema não está no fato de não o fazer, mas em ter uma alimentação desordenada”.

Portanto, se você é dos que não tomam café da manhã, comece a pensar que talvez seja uma boa ideia incluir em sua lista de boas coisas a fazer de setembro uma primeira refeição equilibrada, suculenta e energética. “Para isso, pode começar com pequenas quantidades e depois comer um pouco mais. Muitas pessoas que começam a tomar café depois criam o hábito e não conseguem sair de casa sem fazê-lo”, assegura Fernández, que conclui: “Não se trata de tomar café de qualquer jeito, mas sentar e desfrutar da primeira refeição e começar o dia tranquilamente”.

Fonte: EL País.

5 BENEFÍCIOS DA CEBOLA.

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Não importa quantas lágrimas ela pode trazer: os benefícios da cebola valem a pena. Esse ingrediente é comum em muitos pratos, devido a seu poder de adicionar um sabor incrível, mas também faz bem à saúde. Suas propriedades terapêuticas e antibacterianas são capazes de ajudar na desintoxicação do organismo, prevenindo e tratando muitas doenças.

Refrigere a cebola antes de cortá-la para evitar lágrimas. Foto: iStock, Getty Images

Benefícios da cebola vão além do sabor
As cebolas são um alimento rico em nutrientes. Não bastassem suas baixas calorias, elas contêm elevado número de vitaminas e antioxidantes. Possuem ainda minerais como cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio e enxofre. Essa mistura pode ser bastante benéfica para sua saúde. Confira como:

1. Coração saudável
Comer cebola pode deixar o coração saudável de muitas maneiras, incluindo a redução da pressão arterial e do risco de ataque cardíaco. Um estudo na revista Thrombosis Research sugere que o enxofre atua como diluente normal do sangue, diminuindo o perigo também de acidente vascular cerebral.

2. Ação anti-inflamatória
Os sulfetos encontrados nas cebolas podem ser eficazes agentes anti-inflamatórios, de acordo com um estudo da revista Archives of Allergy and Applied Immunology. A quercetina encontrada no alimento ainda ajuda a relaxar os músculos das vias aéreas, fornecendo alívio de sintomas da asma, conforme pesquisa publicada no American Journal of Physiology.

3. Sistema imunológico
Os polifenóis das cebolas atuam como antioxidantes, protegendo o corpo contra os radicais livres. A eliminação desses elementos é capaz de ajudar a fortalecer o sistema imunológico. A quercetina da cebola também reduz as reações alérgicas.

4. Câncer
A quercetina também pode ser um agente anticâncer por inibir especialmente células cancerígenas na mama, no cólon, na próstata, no ovário e no endométrio, bem como tumoresdo pulmão.

5. Digestão
Outro dos benefícios da cebola é a boa digestão, graças às suas fibras. Esse alimento contém um tipo especial de fibra solúvel, chamada oligofrutose, que promove o crescimento de boas bactérias no intestino. Um estudo publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology descobriu que a oligofrutose pode ajudar a prevenir e tratar vários tipos de diarreia.
Dicas para preparar e cozinhar cebola

Embora as cebolas sejam mais frequentemente usadas como tempero, você pode utilizá-las de diversas formas, em várias combinações. Confira algumas dicas e truques:

- Não armazene as cebolas em um saco plástico; elas devem ser mantidas em local fresco, escuro e arejado

- Cebolas refrigeradas são menos propensas a causar lagrimas, por isso coloque-as na geladeira antes de cortá-las

- Na hora de refogar a cebola, cozinhe-a em fogo médio; isso é capaz de evitar que ela fique com um desagradável sabor amargo

- Quando usar cebola e alho para a mesma receita, cozinhe a cebola primeiro; em seguida, adicione o alho e cozinhe mais um minuto, pois esse tem cozimento mais rápido

- Ao servir cebola crua em uma salada, fatie e deixe de molho em água gelada entre 20 e 30 minutos para atenuar o sabor; escorra e seque antes de usar.