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ATRIBUIÇÕES DO VINHO À SAÚDE CARDIOVASCULAR.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012 0 comentários

Será que o álcool presente no vinho tinto também desempenha
um papel na saúde cardiovascular?O que mais incomoda é que isso iria contra todas as outras
 pesquisas que estudam especificamente o consumo de álcool.

Álcool ou vinho?
Os benefícios do vinho tinto sobre a saúde estão cada vez melhor documentados.
Mas ainda há uma questão que incomoda muitos cientistas.
Por que o suco de uva não produz os mesmos resultados?

Será que o álcool presente no vinho tinto também desempenha um papel na saúde cardiovascular?
O que mais incomoda é que isso iria contra todas as outras pesquisas que estudam especificamente o consumo de álcool.

Comparação do vinho e outras bebidas
Para acabar com a dúvida, pesquisadores espanhóis idealizaram um experimento inédito, totalmente feito em humanos.
Estudos epidemiológicos relacionados ao consumo de vinho e álcool geralmente usam como voluntários pessoas que gostam de vinho.

Mas o rigor dos cientistas era maior: eles queriam medir o eventual benefício à saúde quando as mesmas pessoas tomam vinho tinto e outros tipos de bebida alcoólica.
Só assim seria possível concluir de forma segura se é o vinho ou o álcool do vinho que faz bem à saúde cardiovascular.

Pacientes do mundo real
O estudo convocou voluntários considerados de alto risco de doenças cardiovasculares, com indicadores como elevado índice de massa corporal, fumantes, diabéticos, portadores de hipertensão e outros fatores.
Metade dos participantes estava tomando medicamentos, incluindo estatinas, aspirinas e medicamentos para controlar a hipertensão.

Segundo os pesquisadores, isso significa que os resultados do estudo são ainda mais relevantes "para pacientes do mundo real".

Dieta alcoólica
Inicialmente, os voluntários passaram um mês sem ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica.
A seguir, eles passaram três períodos de um mês cada um tomando vinho tinto, gin ou uma quantidade equivalente de fenólicos contidos em vinho tinto sem álcool.

Foi solicitado aos voluntários que eles não alterassem seu padrão normal de atividade física.

Os autores concluem que "o conteúdo fenólico do vinho tinto pode modular os leucócitos, enquanto tanto o etanol quanto os polifenóis do vinho tinto podem modular os mediadores inflamatórios solúveis".

Isso indica que os compostos não-alcoólicos do vinho tinto têm um efeito protetor, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares.

Mas o que surpreendeu é que o etanol também apresentou um efeito protetor, ainda que não exatamente igual.
Segundo um especialista ouvido pela revista onde foi publicado o estudo, isto se deve principalmente pela baixa dose de álcool ingerida pelos participantes - 30 gramas por dia - enquanto outros estudos já demonstraram que doses maiores pioram o quadro cardiovascular.

Mas ele acrescenta: "Nós precisamos de maiores informações isolando os efeitos da cerveja, do vinho e de vários tipos de bebidas destiladas. Algumas bebidas destiladas, como o uísque, podem ter efeitos antioxidantes úteis."

Fonte: Diário da Saúde, 20/01/2012. O que exatamente no vinho tinto melhora a saúde cardiovascular?

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA.

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"A prática regular de atividade física sempre esteve ligada à imagem de pessoas saudáveis. Antigamente, existiam duas idéias que tentavam explicar a associação entre o exercício e a saúde: a primeira defendia que alguns indivíduos apresentavam uma predisposição genética á prática de exercício físico, já que possuíam boa saúde, vigor físico e disposição mental; a outra proposta dizia que a atividade física, na verdade, representava um estímulo ambiental responsável pela ausência de doenças, saúde mental e boa aptidão física. Hoje em dia sabe-se que os dois conceitos são importantes e se relacionam."

Mas o que é atividade física? De acordo com Marcello Montti, atividade física é definida como um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica envolvendo gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, de modo que terá como resultados os benefícios à saúde.

No Brasil, o sedentarismo é um problema que vem assumindo grande importância. As pesquisas mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica porque o sedentarismo afetaria aproximadamente 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Assim, vemos como a atividade física é assunto de saúde pública.

Por que a preocupação com o sedentarismo?
Na grande maioria dos países em desenvolvimento, grupo do qual faz parte o Brasil, mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não praticam um nível adequado de exercício físico. Esse problema fica mais claro quando levamos em conta os dados do censo de 2000, que mostram que 80% da população brasileira vive nas cidades.

Os indivíduos mais sujeitos ao sedentarismo são: mulheres, idosos, pessoas de nível sócio-econômico mais baixo e os indivíduos incapacitados. Observou-se que as pessoas reduzem, gradativamente, o nível de atividade física, a partir da adolescência.

Em todo o mundo observa-se um aumento da obesidade, o que se relaciona pelo menos em parte à falta da prática de atividades físicas. É o famoso estilo de vida moderno, no qual a maior parte do tempo livre é passado assistindo televisão, usando computadores, jogando videogames, etc.

Quais são os benefícios da atividade física?A prática regular de exercícios físicos acompanha-se de benefícios que se manifestam sob todos os aspectos do organismo. Do ponto de vista músculo-esquelético, auxilia na melhora da força e do tônus muscular e da flexibilidade, fortalecimento dos ossos e das articulações. No caso de crianças, pode ajudar no desenvolvimento das habilidades psicomotoras.

Com relação à saúde física, observamos perda de peso e da porcentagem de gordura corporal, redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL-colesterol (o "colesterol bom"). Todos esses benefícios auxiliam na prevenção e no controle de doenças, sendo importantes para a redução da mortalidade associada a elas. Veja, a pessoa que deixa de ser sedentária e passa a ser um pouco mais ativa diminui o risco de morte por doenças do coração em 40%! Isso mostra que uma pequena mudança nos hábitos de vida é capaz de provocar uma grande melhora na saúde e na qualidade de vida.

Já no campo da saúde mental, a prática de exercícios ajuda na regulação das substâncias relacionadas ao sistema nervoso, melhora o fluxo de sangue para o cérebro, ajuda na capacidade de lidar com problemas e com o estresse. Além disso, auxilia também na manutenção da abstinência de drogas e na recuperação da auto-estima. Há redução da ansiedade e do estresse, ajudando no tratamento da depressão.
A atividade física pode também exercer efeitos no convívio social do indivíduo, tanto no ambiente de trabalho quanto no familiar.

Interessante notar que quanto maior o gasto de energia, em atividades físicas habituais, maiores serão os benefícios para a saúde. Porém, as maiores diferenças na incidência de doenças ocorrem entre os indivíduos sedentários e os pouco ativos. Entre os últimos e aqueles que se exercitam mais, a diferença não é tão grande. Assim, não é necessária a prática intensa de atividade física para que se garanta seus benefícios para a saúde. O mínimo de atividade física necessária para que se alcance esse objetivo é de mais ou menos 200Kcal/dia. Dessa forma, atividades que consomem mais energia podem ser realizadas por menos tempo e com menor freqüência, enquanto aquelas com menor gasto devem ser realizadas por mais tempo e/ou mais freqüentes.

Como é feita a escolha da atividade física adequada?
A escolha é feita individualmente, levando-se em conta os seguintes fatores:
• Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la. Assim, não adianta indicar uma atividade que a pessoa não se sinta bem praticando.

• Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.

• Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão, em determinados indivíduos que já são predispostos.

Atividade física em crianças e jovens
Nesses grupos, além de ser importante na aquisição de habilidades psicomotoras, a atividade física é importante para o desenvolvimento intelectual, favorecendo um melhor desempenho escolar e também melhor convívio social. A prática regular de exercícios pode funcionar como uma via de escape para a energia "extra normal" das crianças, ou seja, sua hiperatividade.

Atividade física em idosos
A falta de aptidão física e a capacidade funcional pobre são umas das principais causas de baixa qualidade de vida, nos idosos. Com o avanço da idade, há uma redução da capacidade cardiovascular, da massa muscular, da força e flexibilidade musculares, sendo que esses efeitos são exacerbados pela falta de exercício.
Está mais do que comprovado que os idosos obtém benefícios da prática de atividade física regular tanto quanto os jovens. Ela promove mudanças corporais, melhora a auto-estima, a autoconfiança e a afetividade, aumentando a socialização.

Antes do início da prática de exercícios, o idoso deve passar por uma avaliação médica cuidadosa e realização de exames. Isso permitirá ao médico indicar a melhor atividade, que pode incluir: caminhada, exercício em bicicleta ergométrica, natação, hidroginástica e musculação.

Considerações finais
Para finalizar devemos ressaltar que a prática de atividade física deve ser sempre indicada e acompanhada por profissional qualificado, incluindo médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Caso sinta algo diferente é mandatório informar ao responsável. Outro ponto importante, que não deve ser esquecido, é a adoção de uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e fibras. Prefira o consumo de carnes grelhadas ou preparadas com pouca gordura. Evite o consumo excessivo de doces, comidas congeladas e os famosos lanches de "fast-foods". E lembre-se: beba muito líquido (de preferência água e sucos naturais).

A atividade física consiste em exercícios bem planejados e bem estruturados, realizados repetitivamente. Eles conferem benefícios aos praticantes e têm seus riscos minimizados através de orientação e controle adequados. Esses exercícios regulares aumentam a longevidade, melhoram o nível de energia, a disposição e a saúde de um modo geral. Afetam de maneira positiva o desempenho intelectual, o raciocínio, a velocidade de reação, o convívio social. O que isso quer dizer? Há uma melhora significativa da sua qualidade de vida!

O que precisamos ressaltar é o investimento contínuo no futuro, a partir do qual as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas no seu dia-a-dia, como subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavagem do carro, passeios no parque. A palavra de ordem é MOVIMENTO.

Fonte: Parte do texto em Boa Saúde, Importância da atividade física. Acesso em 20/01/2012.

ESTILO DE VIDA SAUDÁVEL PARA VIVER MAIS E MELHOR.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 0 comentários


O estilo de vida é fundamental
para determinar
quanto cada um vai viver, dizem especialistas.
As descobertas da medicina fazem a outra parte
RIO — O sonho de unir longevidade e qualidade de vida está cada vez mais próximo. Pesquisadores garantem que o ser humano capaz de viver 150 anos já nasceu, e o IBGE diz que a expectativa de vida no Brasil deve chegar a 81 anos em 2050. Exames médicos sofisticados começam a adiar as ameaças à vida: em três ou quatro anos, por exemplo, deverá ser possível fazer o sequenciamento do genoma de cada pessoa e tratar a partir dele os problemas relacionados ao envelhecimento, das doenças vasculares ao Parkinson e o Alzheimer. A estimativa é do médico Alexandre Kalache, ex-diretor do Programa de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde e membro da Academia de Medicina de Nova York. Viveremos mais. A qualidade desta vida prolongada, porém, depende dos nossos hábitos.

A terapia celular, diz a bióloga Tatiana Coelho-Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, já é usada em doenças hematológicas e, experimentalmente, nas autoimunes, como a esclerose múltipla. Melhor que apostar nos avanços da medicina, porém, é se cuidar.

— Desde criança, a pessoa pode cultivar hábitos que terão impacto futuramente — diz o geriatra Márcio Niemeyer, afirmando que a hora de se preparar para envelhecer é agora. — Falo de fazer atividade física, ter dieta equilibrada, evitar fumo, álcool e drogas e reduzir o estresse. É preciso, ao menos, compensá-lo com entretenimento.

No Brasil, segundo o Censo de 2010, as pessoas com 60 anos ou mais já são cerca de 20,6 milhões, ou 10,79% da população. Na outra ponta, a expectativa de vida ao nascer aumenta, em média, quatro meses e 12 dias por ano. Niemeyer diz que o envelhecimento começa por volta dos 30 anos, com a redução da produção de hormônio do crescimento. Além do estilo de vida, para avaliar o processo há que se levar em conta o histórico familiar e informações genéticas.


— O geriatra faz uma anamnese, informa-se sobre o ambiente familiar e avalia psicológica, comportamental e fisicamente o paciente. Feito isso, pede os exames necessários e orienta-o no sentido do que fazer para chegar a uma idade avançada com qualidade.

Presidente da Academia Brasileira de Medicina Antienvelhecimento, o cirurgião plástico Kobe Horibe acrescenta um dado que considera essencial à fórmula da longevide: a espiritualidade.


— Já temos certeza de que a saúde é uma construção individual, e que a mente é tão importante quanto o corpo. Se buscarmos a espiritualidade, no sentido de estarmos em harmonia com a natureza, diminuiremos o estresse e condicionaremos nosso organismo a ter mais equilíbrio. A OMS reconhece que espiritualidade é um dos componentes da saúde.

Alexandre Kalache diz que cada um deve fazer a sua parte:


— Nunca é tarde. Quem começa a fazer exercícios, em qualquer idade, tem ganhos na capacidade ventilatória e melhoras osteomusculares e emocionais. E, quando a pessoa é ativa, consegue fazer sua higiene e comer sozinha, sai para fazer compras, entre outras atividades, se sente melhor, por continuar sendo atuante na sociedade.

O médico, porém, ressalta que fatores sociais, econômicos e ambientais também influenciam diretamente a saúde de cada indivíduo.


— Deve-se prestar atenção às determinantes sociais, e não só culpar as pessoas. Tem gente que envelhece mal porque tem um trabalho estressante, pega um transporte público ruim, ganha mal, mantém o filho em casa, diante da televisão, por morar numa comunidade violenta e temer que lhe aconteça algo. Não se pode esperar que alguém assim, no fim do dia, tenha capacidade para, por exemplo, praticar jogging. Da mesma forma, se a pessoa não é fumante, mas vive numa cidade como São Paulo, está exposta a uma atmosfera terrível.

Fonte: Texto e imagem em O Globo, Para atrasar o relógio biológico. Acesso em 19/01/2012.

POR UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL.

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APOSTE NA QUALIDADE DE VIDA!

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BENEFÍCIOS DE ALIMENTOS PROBIÓTICOS DEPENDEM DO MODO DE FABRICAÇÃO.

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Probiótico dissolvido em leite
comum diminui proteção
intestinal enquanto combinação com leite
fermentado ativa mecanismo protetor.
Um estudo que investiga os mecanismos da ação imunológica dos probióticos acaba de apresentar os primeiros resultados, na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Um alimento probiótico é aquele que é rico em microrganismos vivos e traz melhorias a seu consumidor, como o equilíbrio microbiano intestinal. A pesquisa, desenvolvida como parte do projeto de doutorado de Cristina Stewart Bogsan, mostrou que a fermentação altera o efeito probiótico na mucosa intestinal. Enquanto o probiótico apenas dissolvido em leite apresenta diminuição da proteção intestinal, o leite fermentado com probiótico teve ativação da mucosa e proteção. Esse efeito depende da bactéria em estudo.

O objetivo era investigar se o efeito benéfico do probiótico alterava-se de acordo com a tecnologia empregada. Ou seja, se o alimento com micro-organismos vivos apenas dissolvido no leite apresentaria o mesmo efeito do que sua versão fermentada, como a indústria alimentícia veicula. " O resultado mostra que é necessária muita prudência do fabricante, das autoridades regulatórias e dos consumidores com relação ao modo pelo qual o probiótico foi incluído no produto para atribuir seu efeito benéfico esperado" , afirma a orientadora da pesquisa, professora Maricê Nogueira de Oliveira, do Departamento de Tecnologia Bioquímico Farmacêutica da FCF.

A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), é intitulada Efeito do leite probiótico fermentado na resposta imune celular em cólon de camundongo BALB/c, e teve início em fevereiro de 2009. Foram utilizados 40 animais em dois experimentos realizados de maneira idêntica, em períodos diferentes, para assegurar a veracidade dos resultados.

Cada grupo experimental contava com cinco animais que consumiram leite fermentado e não fermentado por duas semanas. Após esse tempo, os animais foram examinados e comparados, avaliando se havia ou não diferença na mucosa intestinal promovida pela forma de se administrar o probiótico, adicionado ao leite ou fermentado no leite.

Funcionalidade
Cristina observou que " o leite não fermentado apresenta menor produção de muco e infiltrado celular que o leite fermentado. Mudar a funcionalidade desse probiótico exerceu um fator chave na interação alimento funcional hospedeiro e que a resposta imune a esses produtos é diferente" .

Segundo a professora Maricê, " houve aumento da produção de muco e do infiltrado celular e a alteração do padrão de células imunes presentes na mucosa intestinal revelam que não apenas a ingestão do probiótico, mas sim seus metabólitos e ou a modificação de funcionalidade pelo processo de fermentação são fundamentais para exercer o efeito imunomodulador almejado" .

A importância do estudo pode ser verificada pela falta de consenso na forma de administrar cepas probióticas no alimento, seja em cápsulas ou em sachês. " Hoje sabemos que a matriz alimentícia e a tecnologia empregada alteram o efeito que os probióticos têm e, no caso de doenças, diferentes tipos de alimentos podem ser recomendados para o alívio dos sintomas" , conclui a orientadora.

Fonte: I Saúde, Fermentação muda efeito de alimentos probióticos na mucosa intestinal. Probiótico dissolvido em leite comum diminui proteção intestinal enquanto combinação com leite fermentado ativa mecanismo protetor. Acesso em 19/01/2012.

BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA NA TERCEIRA IDADE.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 0 comentários
Exercício físico realizado de maneira regular
 ajuda no controle da hipertensão arterial
por redução da resistência
arterial periférica, aumenta
 o HDL-colesterol ("colesterol bom"),
 reduz obesidade, triglicerídios...
O envelhecimento associa-se à perda da massa muscular esquelética, com redução da força muscular, flexibilidade, débito cardíaco e função pulmonar, mudanças na regulação hormonal e sistema imunológico, redução na densidade óssea e maior prevalência e incidência de sedentarismo.

Sedentarismo em idosos pode ser caracterizado por atividades físicas com duração inferior a 150 minutos por semana. É importante fator de risco para doença arterial coronária (DAC) em idosos, ou seja, formações de placas de gordura (ateromas) nas artérias do coração (aterosclerose). A DAC é a principal causa do infarto do miocárdio (ataque cardíaco).

Alguns estudos demonstram que o risco relativo de DAC atribuível ao sedentarismo é comparável ao risco da hipertensão arterial (pressão alta), dislipidemia (anormalidades do colesterol e suas frações) e tabagismo. É considerado fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento de várias doenças, tais como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, ansiedade, depressão, dislipidemia, aterosclerose, doença pulmonar, osteoporose e câncer.

Exercício físico realizado de maneira regular ajuda no controle da hipertensão arterial por redução da resistência arterial periférica, aumenta o HDL-colesterol ("colesterol bom"), reduz obesidade, triglicerídios, propicia melhor controle dos níveis de açúcar no sangue, previne a DAC e diminui a mortalidade.

Além disso, melhora a qualidade do sono, função cognitiva e memória de curto prazo, diminui o grau de depressão, reduz ou atrasa o aparecimento de demência, reduz risco de câncer de cólon, mama, próstata e reto, aumenta densidade óssea e diminui o aparecimento de fraturas de fêmur e vértebras.

Fonte: Portal do coração. Atividade física na terceira idade acarreta inúmeros benefícios. Acesso em 18/01/2012.
Gravina CF, Rosa RF, Franken RA, Freitas EV, Liberman A, e colaboradores. Sociedade Brasileira de Cardiologia. II Diretrizes Brasileiras em Cardiogeriatria. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - 2010; 95(3 supl.2): 1-112.

FELICIDADE.

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