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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 0 comentários
Uma alimentação saudável é fundamental para manter a saúde em dia, evitar doenças e garantir a disposição para o dia a dia, garantem especialistas. Mas, além de tudo isso, ela é responsável por grandes impactos na economia mundial e no meio ambiente. Pensando nisso, o Portal EcoDesenvolvimento.org listou algumas dicas de como tornar a sua alimentação mais saudável para você e para o planeta.

Alimentos orgânicos
A primeira dica é optar, sempre que possível, por alimentos orgânicos, que são aqueles produzidos em sistemas que não utilizam agrotóxicos ou insumos artificiais em sua produção, como inseticidas, herbicidas, fungicidas, nematicidas ou adubos químicos, além de não serem organismos geneticamente modificados (OGM), como os transgênicos.

Procure aqueles que tenham selo de garantia e foram produzidos segundo as normas do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica. “Ao adquirir um produto com o selo orgânico o consumidor poderá confiar que está consumindo um alimento mais seguro, por não conter defensivos agrícolas e, portanto, isento de substâncias que possam causar algum mal à sua saúde, além de contribuir para preservação do meio ambiente”, explica Cristiane Sampaio, pesquisadora do Inmetro.

Uma pesquisa publicada em 2009 pelo American Journal of Clinical Nutrition apontou que os orgânicos não são superiores que os alimentos tradicionais do ponto de vista nutricional. Porém, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o pesquisador da Embrapa, Walter José Matrangolo, afirmou que mesmo sem vantagens nutricionais, os orgânicos se destacam por não possuírem agrotóxicos em sua composição. “Os agrotóxicos contidos nos alimentos têm consequências crônicas, que podem aparecer ao longo dos anos”, alertou.

Dados do “Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos”, publicados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no dia 7 de dezembro apontaram uma lista com as frutas, grãos, verduras e legumes com maior nível de contaminação por agrotóxicos no Brasil. Segundo o documento, 28% dos alimentos analisados apresentaram limites acima do recomendável ou substâncias não aprovadas para o produto. De 18 alimentos examinados, o pimentão, o morango e o pepino lideraram o ranking dos mais contaminados.

“São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirmou Agenor Álvares, diretor da Anvisa. Por isso, não deixe de procurar opções orgânicas quando for à feira ou ao supermercado.

Alimentos sazonais
A natureza não produz bananas ou melancias o ano inteiro. Então de que forma é possível encontrar sempre as mesmas hortaliças, legumes, verduras e frutas nos supermercados? Ora, cultivando de maneira a induzir a frutificação. Isso significa usar uma grande quantidade de água e agrotóxicos e lançar poluentes no solo.

Para evitar esse tipo de prática, fique atento à temporada e compre somente o que estiver dentro da estação. No verão, por exemplo, prefira frutas e legumes como figo, manga, maracujá, melancia, abobrinha e pepino. Já na primavera, opte por acerola, jabuticaba, mamão, alcachofra e espinafre. No outono, dê preferência ao abacate, caqui, maça nacional, banana maça, berinjela, brócolis e chuchu. No inverno, leve para casa morango, tangerina, laranja, mandioca, couve-flor e batata-doce. Você estará optando por alimentos mais saudáveis, que agrediram menos a natureza e que certamente terão um sabor bem melhor.

Alimentos locais
Atualmente, grande parte dos alimentos produzidos em um país é distribuída para muitas outras regiões e, até mesmo, para outros países. Por ser transportado por centenas de quilômetros, esses alimentos são responsáveis pela emissão de toneladas de gases nocivos no meio ambiente. Para impedir esse tipo de ação, uma opção é consumir alimentos produzidos localmente.

Para isso, basta comprar frutas, verduras, legumes, ovos, grãos, laticínios e carnes vindos de fazendas e sítios localizados em regiões não distantes do seu centro de vendas. Alimento “local” refere-se ao produzido em uma área próxima, que pode ser medida pelo tempo de transporte (menos de um dia) ou distância física (entre 160 e 240 quilômetros).

Essas comidas são geralmente produzidas por pequenos produtores e suas famílias. Seu cultivo é feito em pequena escala e, muitas vezes, sem o uso de pesticidas ou agrotóxicos. Eles mesmos produzem, distribuem e vendem seus produtos, o que aumenta a renda das famílias e melhora a qualidade de vida das pequenas comunidades.

Outras dicas
Outra maneira de economizar no supermercado e garantir frutas, verduras, legumes e hortaliças orgânicas e saudáveis é plantando você mesmo. Qualquer quintal ou área de serviço pode abrigar uma hortinha. Ao contrário do que muita gente pensa, ter uma horta não exige tanto trabalho nem tempo. Basta ficar atento a alguns aspectos e seguir uma rotina de cuidados com sua pequena plantação. Depois é só desfrutar dos alimentos colhidos na hora e livres de agrotóxicos e pesticidas.

Você ainda pode tornar a alimentação mais saudável ao utilizar o máximo de ingredientes naturais possível. Adoçar bebidas e docas com rapadura e mel, preparar seu próprio molho de tomate com frutos frescos ou fazer hamburger caseiros são alguns exemplos.

Fonte: Parte do texto em Eco desenvolvimento, Guia da alimentação saudável e sustentável. Aceso em 06/02/2012.

LUTE COM DETERMINAÇÃO.

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ÔMEGA 3 EVITANDO ARRITMIAS CARDÍACAS.

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De acordo com Alonso, mais estudos são necessários
para que se compreenda como o óleo de peixe, ingerido
até como um suplemento alimentar,
pode ser usado de maneira preventiva
contra a arritmia cardíaca.


Adultos com mais de 65 anos e com níveis elevados de ácidos graxos ômega-3 no sangue têm 30% menos chances de desenvolver arritmia cardíaca. De acordo com um estudo publicado no periódico médico Circulation, de cada 100 pessoas, 25 desenvolvem a condição – com o uso do óleo, esse número poderia cair para 17 casos em 100.

Nos Estados Unidos, país onde foi conduzido o estudo, 9% da população chega a desenvolver fibrilação atrial após os 80 anos. O ritmo cardíaco anormal, descompassado, pode causar insuficiência cardíaca ou mesmo levar ao derrame. Hoje, existem poucos tratamentos para esse quadro, e eles se concentram na prevenção de derrames com o uso de drogas que afinam o sangue e, assim, evitam a formação de coágulos. “Um risco 30% menor de desenvolver uma arritmia cardíaca crônica é um número considerável”, diz Dariush Mozaffarian, autor do estudo e professor na Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard. O ácido graxo ômega-3 é comumente encontrado em peixes, mas sua concentração pode variar em até 10 vezes de um tipo de peixe para outro.

Pesquisa – Para conseguir uma medida precisa da quantidade de óleo de peixe consumido pelos voluntários, os pesquisadores recolheram amostras de sangue de mais de 3.300 adultos com mais de 65 anos. Nos 14 anos seguintes, todos os participantes foram rastreados. Descobriu-se, então, que 789 haviam desenvolvido arritmia cardíaca.

Entre aqueles elencados como os 25% com níveis mais elevados de ômega-3 no sangue, havia uma redução de 30% nos riscos de desenvolver a condição. “Essa redução é significativa”, diz Alvaro Alonso, professor na Universidade de Minnesota e membro da equipe de pesquisadores. Segundo o pesquisador, uma redução de 30% nos riscos poderia significar que, em vez de 25, somente 17 a desenvolveriam a doença.

De acordo com Alonso, mais estudos são necessários para que se compreenda como o óleo de peixe, ingerido até como um suplemento alimentar, pode ser usado de maneira preventiva contra a arritmia cardíaca.

Fonte: Veja, Ingestão de ômega-3 ajuda a evitar riscos de arritmia cardíaca. Encontrado em peixes, o ácido graxo pode reduzir em 30% os riscos de arritmia. Acesso em 06/02/2012.

GORDURA ANIMAL.

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Este estudo mostra que a ingestão de gordura saturada – animal –
 está associada a um ligeiro aumento do colesterol total,
mas não está associado a doença cardiovascular.
Um novo estudo Holandês está a levantar grande expectativa, especialmente porque pouco antes a Dinamarca tinha imposto uma taxa sobre a gordura saturada. Este estudo mostra que a ingestão de gordura saturada – animal – está associada a um ligeiro aumento do colesterol total, mas não está associado a doença cardiovascular.

O que não me espanta pois estamos preparados desde há milhões de anos para ingerir gordura animal – a qual é bom que se diga é composta maioritariamente por ácidos gordos não saturados – ao contrário dos hidratos de carbono que cada vez mais substituem as gorduras nos alimentos processados. Vou repetir o que escrevo e digo há anos: substituir as gorduras animais da nossa alimentação tradicional, como carne de vaca biológica (pasto), manteiga, etc., por hidratos de carbono como o pão, baguetes, massa, arroz e donuts, é correr para a obesidade, doença cardiovascular e diabetes. De facto, as gorduras saturadas são boas para a nossa saúde, embora muita gente possa ficar surpresa ou chocada. Há uma informação errada sobre a gordura animal que é aproveitada pela industria alimentar dos óleos e margarinas vegetais, estes sim os grandes vilões da nossa alimentação dado que os óleos polinsaturados são necessários em pequenas quantidades e na sua forma original de frutos e sementes.

O seu excesso provoca desequilíbrios hormonais fatais que nos conduzem à doença, embora mais uma vez sejam os hidratos de carbono através da insulina a dar o golpe fatal. O processamento dos óleos vegetais – pressão extrema, valor, e solventes – causa a sua perda de qualidade para alimentação humana. Durante a nossa evolução ingerimos maioritariamente gordura animal, e ainda cá andamos … A gordura animal é fundamental para termos boas membranas celulares, boa imunidade, equilíbrios hormonais e saciedade. A PROVA VIVA RESIDE NA SAÚDE de tribos como os Esquimós, os Massai, e outros. A demonização da gordura saturada teve início em 1953 quando o epidemiologista americano Dr. Ancel keys elaborou o estudo Seven Countries. Neste, clamava o efeito nocivo da gordura na doença cardiovascular e na obesidade. Esqueceu-se de avaliar o outro braço do estudo – o dos hidratos de carbono. Erro fatal em estudos epidemiológicos, que por si só deveria ter inviabilizado as conclusões, mas …isso foi muito bem aproveitado pela industria alimentar dos óleos e margarinas vegetais – e como as pessoas acham que tudo o que é vegetal é bom …deu no que deu! Cada vez mais há doença cardiovascular e obesidade, apesar de cada vez menos os alimentos e a alimentação têm gordura substituída por HC. Até conseguiram convencer comunidades que ignoravam o que era um ataque cardíaco de que o óleo de coco era mau por ser saturado. Mudaram para os óleos alimentares Ocidentais … e passaram a estar na média … dos ataques cardíacos! Até o director do estudo de Framingham, sobre a saúde cardiovascular, constatou que quanta mais gordura animal comia as populações, mais colesterol total e menor doença cardíaca. Como não se encontra resposta, chamam paradoxo, Francês, Espanhol, Grego, etc. …! De todos os HC conhecidos na nossa alimentação o mais pernicioso é a frutose, a qual é quase inteiramente convertida em TG – gordura fatal. A reter:
• Novo estudo Holandês mostra que a ingestão de gordura animal é benéfica para a nossa saúde,
• A gordura animal é boa para os humanos; o nosso corpo não funciona devidamente sem ela. Os estudos contra a ingestão de gordura estão falseados.
• Para obviar devemos diminuir a ingestão de HC, nomeadamente a frutose, estes sim … aterogénicos.

Fonte: Texto de Dr. Luís Romariz. Pioneiro da medicina Anti-Aging em Portugal É o fundador do Instituto Médico NewAge, no Porto. Acesso em 06/02/2012.

ATÉ 2030 NECESSIDADES DE COMIDA E ENERGIA DUPLICARÃO.

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Em 2030 será necessário duplicar o abastecimento de alimentos para o total da população mundial.
"A Terra providencia o suficiente para satisfazer todas as necessidades dos homens mas não a sua ganância". Esta é a frase de Mahatma Gandhi que introduz o relatório da ONU onde se alerta para a necessidade urgente de avaliar e planear o futuro dos recursos naturais do planeta.

Segundo o relatório "Pessoas resilientes, planeta resiliente: um futuro que vale a pena escolher" , a população mundial atingirá os 9 mil milhões de pessoas em 2040, em comparação com os 7 mil milhões recentemente atingidos. Em 2030, tendo em conta os recursos atuais, prevê-se que sejam necessários mais 50% de comida, mais 45% de energia e mais 30% de água para abastecer o total da população mundial.

O estudo, realizado por um painel especializado da ONU, foi ontem entregue ao secretário-geral da organização em Addis Ababa, na Etiópia. "Precisamos de encontrar um caminho sustentável para o futuro, que fortaleça a equidade e o crescimento económico mas que também proteja o planeta", referiu Ban Ki-moon na ocasião.

56 propostas de ação
Na análise realizada pela ONU, são feitas 56 recomendações para atingir um modelo de ação mais eficaz, uma vez que "o atual modelo de desenvolvimento global é insustentável". Caso a comunidade internacional falhe na resolução destes problemas, cerca de 3 mil milhões de pessoas poderão estar condenadas à pobreza dentro de três décadas, alerta o relatório.

Uma melhor gestão dos ecossistemas marinhos, a eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis, o esforço dos Governos para dar prioridade a investimentos ecologicamente sustentáveis e uma regulação mais eficaz das emissões de carbono, possivelmente com sanções de incumprimento, são algumas das propostas do painel.

O aumento da informação sobre alternativas ecológicas na vida quotidiana das populações e o implemento de um comportamento mais responsável, tanto a nível coletivo como individual, bem como a criação, por parte dos Governos, de parâmetros de extração de recursos naturais, são outras das medidas que também integram a lista de recomendações a ter em conta.

Segundo o comunicado da ONU , este documento e os aspetos nele abordados constituem uma contribuição significativa para a base de discussão da conferência Rio+20 , a realizar no Rio de Janeiro em junho.

Fonte: Expresso, Necessidades de comida e energia duplicam até 2030. ONU alerta: recursos naturais serão insuficientes se não forem tomadas medidas para abastecer os 9 mil milhões de pessoas que vão habitar a Terra em 2040. Acesso em 06/02/2012.

EQUILÍBRIO NUTRICIONAL: VALE AS DICAS 2.

domingo, 5 de fevereiro de 2012 0 comentários

CAMPEÕES EM AGROTÓXICOS.

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Escolha alimentos da época
ou produzidos por métodos
de produção integrada
(que a princípio recebem carga
menor de agrotóxicos).
Alimentos orgânicos também
são uma boa opção,
pois não utilizam produtos químicos
 para serem produzidos.
São Paulo – O uso intensivo de defensivos agrícolas na produção de alimentos no Brasil tem gerado preocupações no âmbito da saúde pública. Pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária divulgada nesta quarta encontrou níveis elevados de resíduos agrotóxicos em quase um terço (28%) das frutas, vegetais e hortaliças analisadas.

O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas, durante o ano de 2010, segundo o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas apresentaram problemas. É o terceiro ano consecutivo que o vegetal ocupa o primeiro posto.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados foram teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de defensivos não autorizados para estas culturas.

Em 2010, o Para monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do programa em 2010.

Medidas simples ajudam a reduzir os vestígios do veneno
Comuns no prato de todo brasileiro, os alimentos campeões em agrotóxicos podem e devem receber uma atenção especial na hora do preparo. Algumas medidas simples ajudam a reduzir a presença de vestígios de pesticidas. Lavar e retirar a casca são opções para reduzir o agrotóxico que se acumula na superfície do alimento.

Mas é possível ir além. Segundo a Anvisa, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Confira abaixo, os 10 alimentos campeões em agrotóxicos:
Alimentos % amostras reprovadas
Pimentão 91,8% - Morango 63,4 %  - Pepino 57,4%  - Alface 54,2%  - Cenoura 49,6%  - Abacaxi 32,8%  - Beterraba 32,6%  - Couve 31,9%  - Mamão 34,4%  - Tomate 16,3%

Fonte: Exame, Os 10 alimentos campeões em agrotóxicos. Análise da Anvisa mostra que 28% dos hortifrutis possuem níveis elevados de resíduos agrotóxicos; pimentão e morango lideram o ranking. 07/12/2011. Acesso em 05/02/2012. 


DESCOBERTAS SOBRE O ENVELHECIMENTO CELULAR SÃO RELEVANTES À COMPREENSÃO DE DOENÇAS NEURODEGENERATIVAS.

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As descobertas podem ser relevantes para a compreensão
 das origens moleculares do envelhecimento e de
distúrbios neurodegenerativos como a doença de
 Alzheimer e a doença de Parkinson.

Um dos grandes mistérios da biologia é descobrir o motivo do envelhecimento das célular. Cientistas do Salk Institute for Biological Studies relatam ter descoberto uma fraqueza em um componente das células cerebrais que pode explicar como o processo de envelhecimento ocorre no cérebro. Os cientistas descobriram que determinadas proteínas encontradas sobre a superfície do núcleo dos neurônios, chamadas de proteínas de vida extremamente longa (ELLPs), têm uma vida útil notavelmente longa.

As descobertas podem ser relevantes para a compreensão das origens moleculares do envelhecimento e de distúrbios neurodegenerativos como a doença de Alzheimer e a doença de Parkinson.

Enquanto a vida útil da maioria das proteínas totaliza dois dias ou menos, os pesquisadores do Salk Institute identificaram ELLPs no cérebro de ratos que eram tão antigas quanto o organismo, uma descoberta que eles relataram na revista Science. Trata-se do primeiro relato sobre uma máquina intracelular essencial cujos componentes incluem proteínas desta idade, que duram uma vida inteira, sem serem substituidas.

As ELLPs compõem os canais de transporte na superfície do núcleo; os portões que controlam os materiais que entram e que saem. Sua longa vida poderia ser uma vantagem se não fosse o desgaste que estas proteínas sofrem ao longo do tempo. Segundo Martin Hetzer, professor no Laboratório de Biologia Celular e Molecular do Salk Institute e chefe da pesquisa, tal desgaste enfraquece a capacidade dos canais tridimensionais de transporte que protegem o núcleo da célula de toxinas que podem alterar o DNA da célula e, assim, a atividade dos genes, resultando em envelhecimento celular.

Financiado pela Ellison Medical Foundation e pela Glenn Foundation for Medical Research, o grupo de pesquisa de Hetzer é o único laboratório no mundo que está investigando o papel destes canais de transporte, o chamado complexo de poro nuclear (NPC), no processo de envelhecimento.

Estudos prévios revelaram que as alterações na expressão do gene estão na base do processo de envelhecimento. Mas, até que tenha sido feita a descoberta do laboratório de Hetzer de que os NPCs dos mamíferos podem permitir que toxinas que prejudicam o DNA entrem no núcleo, a comunidade científica teve poucas pistas sólidas sobre como estas alterações genéticas ocorrem. "A característica fundamental que define o envelhecimento é um declínio geral na capacidade funcional de vários órgãos como o coração e o cérebro. Esta queda resulta da deterioração da homeostase, ou estabilidade interna, dentro das células constituintes destes órgãos. Pesquisas recentes em vários laboratórios ligaram a quebra da homeostase das proteínas ao declínio da função celular", disse Hetzer.

Os resultados que Hetzer e sua equipe relatam hoje sugerem que o declínio da função dos neurônios pode originar-se nas ELLPs que se deterioram como resultado dos danos ao longo do tempo. "A maioria das células, a não ser os neurônios, combatem a deterioração de seus componentes proteicos por meio do processo da rotatividade da proteína, no qual as partes das proteínas possivelmente lesionadas são substituídas por novas cópias funcionais. Nossos resultados também sugerem que a deterioração do poro nuclear pode ser um mecanismo geral de envelhecimento que leva a defeitos relacionados à idade na função nuclear, como a perda dos programas de expressão de genes da juventude", disse Hetzer.

A equipe de Hetzer inclui seus colegas do Salk Institute, assim como John Yates III, professor no Departamento de Fisiologia Química do Scripps Research Institute.

Fonte: I Saúde, Descoberta sobre envelhecimento celular pode explicar doenças como o Alzheimer. Descoberta de proteínas de vida longa pode fornecer informações sobre o envelhecimento celular e doenças neurodegenerativas. Acesso em 05/02/2012.