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FONTES DE PROTEÍNAS VEGETAIS.

sexta-feira, 8 de abril de 2016 0 comentários
Precisa mesmo de carne?
Se você já foi vegetariano alguma vez na vida, muito provavelmente perguntavam-lhe "como consegues obter suficiente proteína?" Muita gente pensa que é necessário consumir produtos de origem animal para obter as proteínas necessárias. Na verdade, muitos vegetais estão cheios de proteína e se você incorporar 2- 3 fontes de proteína nas suas refeições provavelmente atinge os níveis proteicos adequado.

O exemplo dos culturistas
Precisa de provas de que os vegetarianos ou vegan não sofrem carências de proteína? Basta olhar para a crescente popularidade do veganismo entre os praticantes de culturismo! Quando se treina com pesos pesados, como os culturistas fazem, precisamos de muito mais proteínas do que as doses normalmente recomendadas. Se fosse difícil obter proteína a partir de uma dieta vegan, não veríamos tantos culturistas a falar sobre os seus benefícios.

Afinal que proteínas precisamos?
A quantidade de proteína que você precisa na sua alimentação depende muito do seu peso e atividade física. Os americanos, de um modo geral, comem muito mais proteína diariamente do que precisam. A dose recomendada de proteína é 0.8 gramas por quilograma de peso corporal. Assim, se pesar 60 kilos, precisa de mais ou menos de 48 gramas de proteína por dia.

Como já referimos, você apenas precisa de 2 fontes de proteína em cada refeição para ficar equilibrado, podendo até reduzir para uma única fonte se esta for suficientemente rica. O que é importante é não confundir esta ideia com a prática desnecessária de combinação de proteínas.
Combinação de proteínas

As proteínas contêm aminoácidos, que são necessários para uma boa saúde. Há nove aminoácidos que o nosso corpo precisa para funcionar, e a maioria dos produtos de origem animal contêm estes nove aminoácidos. Contudo, à maior parte das proteínas de origem vegetal falta-lhes um ou dois tipos de aminoácidos e vegetais diferentes faltam-lhes aminoácidos diferentes.

É verdade que é necessário comer uma certa variedade de proteínas para obter todos os aminoácidos que o organismo necessita mas não da forma que a maioria dos métodos de combinação de proteína sugere. Na verdade você não precisa de absorver todos os nove aminoácidos na mesma refeição, nem mesmo todos os dias. Se consumir a variedade das proteínas descritas a seguir, ficará fantástico. Talvez até se dedique à musculação!
25 fontes de proteínas vegetais

Existem imensas fontes de proteínas vegetais. Certifique-se que come fontes variadas ao longo da semana e não precisa mais de se preocupar em obter as proteínas suficientes.

Sabemos que nem toda a gente vai comer todos estes 25 alimentos. Esta lista é apenas para começar. Feijões, cereais integrais e até frutas contem proteínas. Se alguns dos seus alimentos preferidos não estiverem nesta lista, sugiro que consulte informação especializada (ex:USDA Nutrition Database) para verificar o valor proteico de cada alimento.
1. Tempeh(soja) 
2. Lentilhas 
3. Leite de soja 
4. Edamame 
5. Seitan 
6. Tofu 
7. Ervilhas 
8. Arroz integral
9. Arroz branco 
10. Bróculos cozidos 
11. Sementes de girassol 
12. Quinoa 
13. Espinafres cozidos 
14. Abacate 
15. Pão Integral 
16. Feijão preto 
17. Caju 
18. Semola cozida 
19. Sementes de linhaça 
20. Sementes de chia 
21. Bulgar (trigo)
22. Manteiga amendoim 
23. Manteiga de girassol 
24. Batata vermelha 
25. Cevada

CASOS DE DIABETES QUADRUPLICARAM, ALERTA OMS.

quinta-feira, 7 de abril de 2016 0 comentários
Casos de diabetes praticamente quadruplicaram

O mundo está enfrentando uma "marcha implacável" de diabetes, doença que já afeta quase 1 em cada 11 adultos, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Em um grande relatório, o órgão alertou que os casos praticamente quadruplicaram, passando de 108 milhões em 1980 para 422 milhões em 2014.

Níveis elevados de açúcar no sangue estão relacionados a 3,7 milhões de mortes por ano, de acordo com a OMS.

A OMS diz que os números continuarão a aumentar se "ações drásticas" não forem tomadas.

O relatório coloca os tipos 1 e 2 de diabetes juntos, mas o aumento de casos se deve principalmente ao tipo 2, que está ligado à alimentação pouco saudável.

Com o aumento do número de pessoas acima do peso no mundo - atualmente, 1 em cada 3 tem sobrepeso -, os casos de diabetes também aumentaram.

Raio-x da diabetes
422 milhões
de adultos tinham diabetes em 2014, ou

314 milhões
a mais do que em 1980

8,5% de adultos têm diabetes no mundo

1,5 milhão de pessoas morreram em consequência da diabetes em 2012

2,2 milhões de outras mortes foram causadas por níveis de açúcar altos no sangue

43% dessas 3,7 mi pessoas morreram antes dos 70 anos
Fonte: OMS

"A diabetes é uma doença silenciosa, mas está em uma marcha implacável que precisamos interromper", diz Etienne Krug, da OMS.

"Podemos interrompê-la, sabemos o que precisa ser feito - não podemos deixá-la evoluir como tem ocorrido, porque isso tem um impacto enorme na saúde das pessoas, famílias e sociedade."

O descontrole de níveis de açúcar no sangue tem consequências devastadoras. Ele triplica os riscos de ataque cardíaco e aumenta em 20 vezes as chances de a pessoa ter a perna amputada, além de aumentar os riscos de derrame, falência nos rins, cegueira e complicações na gravidez.

A diabetes é a oitava maior causa de morte no mundo - são 1,5 milhão de mortes por ano.

Mas outras 2,2 milhões de mortes são relacionadas a altos níveis de açúcar no sangue. E 43% dessas mortes ocorreram antes dos 70 anos.

Mudança
Nos anos 1980, as maiores taxas de diabetes estavam em países ricos.

Mas, em uma transformação marcante, são os países de baixa e média renda que estão lidando com o fardo mais pesado agora.

"Foi neles que vimos o maior aumento. Como sabemos que a maioria da população mora nessa parte do mundo, isso mostra que os números vão continuar a crescer se uma ação drástica não for tomada", diz Krug.

O Oriente Médio viu a diabetes aumentar percentualmente de 5,9% dos adultos em 1980 para 13,7% em 2014.

"Somos a região que experimentou o maior aumento em diabetes, indo de 6 milhões para 43 milhões (de pacientes) - é um aumento enorme", diz Slim Slama, especialista da OMS na região.

"No Catar ou Kuwait temos mais de 20% da população com diabetes e, quando você olha para subgrupos, pessoas com idades entre 45 e 60 anos, a taxa sobe para 30 ou 40%, o que é ainda mais preocupante."

Ele disse que populações que estão crescendo e envelhecendo estavam entre as razões do aumento, mas que o problema maior era dieta pobre e falta de atividade física.

Mais de três quartos dos adolescentes da região fazem menos exercícios do que o recomendado, diz.
Ação

O relatório da OMS diz que a solução para o problema passava pela ação da sociedade como um todo.

"A solução 'fácil' é que todos passem a fazer exercício, comam de forma saudável e não ganhem peso em excesso - mas claro que isso não é tão fácil", diz Krug.

Ele pediu que governos regulem quantidades de gordura e açúcar nos alimentos para garantir uma oferta saudável de alimentos.

Um planejamento urbano melhor, que encoraje as pessoas a andar de bicicleta e a pé, também é essencial, de acordo com o especialista.

Ele também pediu que a indústria alimentícia aja com responsabilidade e reduza as quantidades de gordura e açúcar nos alimentos - e que pare de fazer propaganda de alimentos pouco saudáveis para jovens.

Apenas por meio do controle dos níveis de açúcar no sangue é possível controlar as complicações potencialmente fatais da diabetes.

Mas o relatório mostra que dois terços dos países de baixa renda não conseguiam fornecer acompanhamento especializado ou drogas como insulina ou metformina para a maioria das pessoas.

"Duas coisas me preocuparam no relatório. Uma é que 1 em cada 11 pessoas, hoje, tem diabetes. Outra é a desigualdade. Hoje, nos países em desenvolvimento, a maioria das pessoas que têm diabetes e precisam de acesso a medicamentos e tecnologia não o consegue", afirma Krug.

Fonte: BBC.

COMECE AGORA MESMO.

quarta-feira, 6 de abril de 2016 0 comentários
O Diagnóstico Nacional do Esporte, pesquisa encomendada pelo Ministério do Esporte em 2015, revela dados preocupantes. Quase metade da população entre 14 e 75 anos, cerca de 67 milhões de pessoas (45,9%), não pratica nenhum tipo de atividade física.

Movimentar o corpo é fundamental para o corpo e para a mente. Além de prevenir doenças, principalmente ligadas ao excesso de peso, como a hipertensão e a diabetes, o exercício regular desencadeia uma série de adaptações fisiológicas, psíquicas e sociais que proporcionam efeitos benéficos a saúde.
Fonte: parte do texto em Saúde.gov.

CINCO CONSEQUÊNCIAS DA FALTA DE SONO.

terça-feira, 5 de abril de 2016 0 comentários
Dormir pouco não deve ser motivo para se gabar, alertam médicos

Especialistas confirmam: dormimos cada vez menos.

"Os problemas de sono constituem uma epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45 porcento da população mundial", diz a Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM, na sigla em inglês).

"Dormir bem é um dos três pilares fundamentais para ter uma boa saúde, ao lado de uma dieta equilibrada e exercício regular", completa a associação em nota informativa.

Para Shirley Cramer, diretora executiva da Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, muitos dizem dormir de quatro a cinco horas por dia, mas isso não é algo de que se gabar.

3 elementos necessários para dormir bem

1. Duração Suficiente para ficarmos descansados e alertas durante o dia (entre 7 e 9 horas por dia)

2. Continuidade Dormir sem interrupções para que o sono seja efetivo

3. Profundidade O sono deveria ser suficientemente profundo para que seja restaurativo
Fonte: WASM

Cramer diz que a falta de sono possui impactos altamente nocivos na saúde física e mental. "Sabemos, por várias pesquisas, que quem tem privação de sono possui risco muito mais alto de ter doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e depressão."

Estas são algumas formas pelas quais dormir pouco pode afetar sua saúde:
1. Dieta ruim

"A falta de sono faz com que nos alimentemos pior", diz Cramer.

De acordo com um estudo do órgão espanhol, mais de um terço das pessoas come mal quando dorme pouco.Quando dormimos pouco, a tendência é nos alimentarmos de maneira pior

O motivo, segundo a especialista, é que nessa situação costumamos comer alimentos pouco saudáveis, e por isso a falta de sono está vinculada ao aumento de peso.

A comunidade científica também associa a falta de sono à obesidade e ao diabetes.

Segundo estudo realizado em 2015 por pesquisadores no Catar, dormir pouco aumenta o apetite e a resistência à insulina.

Dormir bem, afirma a Sociedade Real de Saúde Pública da Espanha, é "essencial para a regulação do metabolismo, sobretudo em crianças, e há evidências da relação entre horas de sono e incidência de obesidade infantil".

Em resumo, a orientação é "se dormir bem comerá melhor".

2. Saúde mental afetada
Dormir pouco tem relação com uma variedade de transtornos físicos, mentais e de comportamento.

"A saúde mental é uma questão particular e, de certo modo, é um círculo vicioso: se tem problemas mentais, dorme pouco, e vice-versa. E se sente cada vez pior."I
A privação do sono eleva o risco de transtornos mentais

Para Cramer, buscar ajuda psicológica é "vital" nesses casos. O conselho dela para casos de insônia é buscar tratamentos com medicamentos específicos ou terapia comportamental, que demonstra, diz, ser "altamente eficaz".

Segundo a organização espanhola Instituto de Medicina do Sono, a falta de sono está associada a problemas psicológicos, depressão e ansiedade.

3. Risco de acidentes
A possibilidade de sofrer acidentes cresce com a ausência de sono.

"Um em cada cinco acidentes tem a ver com a falta de sono", afirma Cramer.Órgão de segurança das estradas nos EUA estima que 40 mil pessoas por ano sofram acidentes relacionados à privação de sono no país

Segundo o órgão de segurança de estradas dos EUA (NHTSA, na sigla em inglês), 40 mil pessoas se ferem por ano no país por problemas relacionados à falta de sono, e 1.550 pessoas morrem nesses tipos de acidentes.

Estudo da Harvard Medical School já apontou que 250 mil condutores dormem ao volante por dia nos EUA.

Mas o perigo não está somente nas ruas, diz Cramer, que cita o risco de acidentes domésticos. "Dormir pouco põe em risco nossa saúde em muitos aspectos."

4. Menor rendimento físico
Dormir bem é importante para ter energia durante o dia.

Trata-se, de fato, de um aspecto fundamental para o funcionamento de nosso cotidiano, apontam especialistas.

Atletas profissionais podem dormir pouco e ainda assim apresentar bom rendimento, mas é fundamental descansar por tempo suficiente após a prática de exercícios.
O sono tem impacto significativo no bem-estar físico e mental porque tem função regenerativa

O problema da falta de sono é o impacto no rendimento físico, pois o corpo precisa de um mínimo de horas de descanso.

"O processo de regeneração de tecidos cerebrais e físicos ocorre à noite. Se não há descanso não há recuperação correta, e isso afeta o rendimento físico e intelectual", diz Madrid Mateu, coordenador de educação física.

Além disso, praticar exercícios físicos estimula um sono melhor, daí a combinação perfeita entre as atividades.

5. Limitação cognitiva
"Sabemos que a falta de sono ou má qualidade do sono tem grande impacto negativo na saúde, em curto e longo prazo", afirmam especialistas da WASM.

Os efeitos impactam a capacidade de atenção, a recuperação da memória e a aprendizagem.

"Deveríamos entender o sono do mesmo modo que entendemos outras coisas que beneficiam nossa saúde, como boa dieta e atividade física", lembra Cramer.

Para a pesquisadora, o ato de dormir bem muitas vezes é subestimado, mas é algo que deveria preocupar a todos. "É uma questão de saúde pública."

Fonte: BBC.

ESCLEROSE MÚLTIPLA E SUA RELAÇÃO COM O INTESTINO.

segunda-feira, 4 de abril de 2016 0 comentários
Evidências crescentes sugerem que quando nossa biota residente está desequilibrada, seus microrganismos contribuem para muitas doenças, inclusive diabetes, artrite reumatoide, autismo e, aparentemente, esclerose múltipla. A esclerose múltipla (EM, em português; MS, em inglês) é uma disfunção elétrica, ou melhor, um problema de mielina danificada. Essa substância lipídica isolante, que cobre os nervos, facilita a transmissão de corrente elétrica através de nossos neurônios e a liberação de neurotransmissores que ajudam a operar nossos corpos e cérebros.

A esclerose múltipla (EM, em português; MS, em inglês) é uma disfunção elétrica, ou melhor, um problema de mielina danificada. Essa substância lipídica isolante, que cobre os nervos, facilita a transmissão de corrente elétrica através de nossos neurônios e a liberação de neurotransmissores que ajudam a operar nossos corpos e cérebros.

Pesquisadores vêm especulando há algum tempo que a deterioração de mielina observada em portadores de EM se deve, pelo menos em parte, a uma atividade autoimune contra o sistema nervoso. Trabalhos recentes, apresentados na conferência MS Boston 2014 Meeting, sugerem que essa resposta anormal de defesa começa no intestino.

A razão disso é que 80% do sistema imune humano residem no trato gastrointestinal. Em seu interior habitam os trilhões de bactérias simbióticas, fungos e outros organismos unicelulares que compõem os microbiomas de nossos intestinos. Normalmente todo mundo sai lucrando: os microrganismos se beneficiam de um “lar” e de um suprimento estável de alimentos, e nós desfrutamos do auxílio essencial que eles oferecem em várias funções metabólicas e digestivas.

Como nossos microbiomas também ajudam a calibrar o sistema imune, nossos corpos reconhecem quais coabitantes deveriam estar lá e quais não. Mas evidências crescentes sugerem que quando nossa biota [conjunto de microrganismos] residente está desequilibrada, os microrganismos contribuem para inúmeras doenças, inclusive diabetes, artrite reumatoide, autismo e, aparentemente EM, ao incitar uma atividade imune malévola que pode se espalhar por todo o corpo e pelo cérebro.

Um estudo realizado por especialistas do Brigham and Women Hospital (BWH) e apresentado na conferência de Boston, constatou que um organismo unicelular chamado metanobrevibacter, que ativa o sistema imune, é fortalecido no trato gastrointestinal de pacientes com EM, enquanto bactérias que suprimem a atividade imune são depauperadas, ou enfraquecidas.

Outro trabalho, fruto de uma colaboração entre 10 centros de pesquisa acadêmicos nos Estados Unidos e no Canadá, relatou uma flora intestinal significativamente alterada em pacientes pediátricos com esclerose múltipla, enquanto um grupo de pesquisadores japoneses descobriu que o consumo de levedura reduz as chances de camundongos desenvolverem uma doença semelhante à EM ao alterar sua flora intestinal.

Sushrut Jangi, um médico da equipe do Beth Israel Deaconess Medical Center, em Boston, que foi coautor do estudo BWH, acredita que até influências alimentares regionais podem estar em jogo. “Os biomas de pessoas que vivem em diferentes áreas e que consomem dietas ocidentais versus não-ocidentais são demonstrativamente diferentes”, observa. “Consequentemente, pessoas que emigram de países não-ocidentais, inclusive a Índia, onde as taxas de EM são baixas, desenvolvem um risco elevado de doença nos Estados Unidos. Uma possibilidade para explicar isso é que o ‘bioma indiano’ pode se transformar em um ‘bioma americano’”, embora ainda não existam dados para apoiar essa teoria, acrescenta.

A teoria do microbioma está ganhando tanta força no meio acadêmico que uma coalizão de quatro centros de pesquisa americanos, chamada MS Microbiome Consortium (Consórcio do Microbioma de EM), se formou recentemente para investigar o papel dos microrganismos intestinais na doença.

Em Boston, o grupo apresentou dados que mostram populações bacterianas gastrointestinais significativamente diferentes em portadores de EM tratados com a droga acetato de glatirâmer em comparação com pessoas não tratadas.

Não se sabe exatamente como o fármaco suprime a atividade da EM, mas os resultados sugerem que talvez ele funcione, em parte, ao alterar a flora intestinal e, como resultado, suprimir a atividade imune anormal.

“O intestino está bem posicionado para desempenhar um papel importante no desenvolvimento de doenças autoimunes, incluindo EM”, observa Ilana Katz Sand, uma professora assistente de neurologia no Mount Sinai Medical Center,em Nova York, e membro do MS Microbiome Consortium. “Mas persistem questões importantes; por exemplo, como os medicamentos para EM afetam o microbioma, como o microbioma de uma pessoa pode afetar as respostas ao tratamento, se espécies bacterianas específicas estão associadas a uma doença mais severa e, finalmente, se podemos manipular o microbioma para beneficiar nossos pacientes”, acrescenta.

De acordo com Katz Sand, vale à pena estudar abordagens dietéticas e probióticas para tratar de EM, assim como uma possibilidade menos palatável: o transplante fecal. Mas ela também lembrou que, em ciência e medicina, respostas raramente são simples.

Katz Sand argumentou que, com toda probabilidade, a EM resulta de uma complicada confluência de influências genéticas e ambientais que, em última instância, podem desencadear uma atividade autoimune.

Além de nossa flora intestinal, sabe-se que bem mais de 100 variantes genéticas, muitas delas associadas a funções imunes, contribuem para a doença; assim como fatores externos, inclusive a deficiência de vitamina D (EM é mais comum em latitudes mais altas), o tabagismo e a ingestão exagerada de sal.

Para confundir ainda mais nossa capacidade de identificar as causas básicas da doença está o fato de que nosso código genético influencia o modo como nossos corpos e cérebros respondem a esses fatores externos.

É possível que tanto genes como estímulos ambientais levem a microbiomas patológicos, ou que alguma combinação infeliz desses fatores conduza a um caminho autoimune comum que devasta a mielina. “Sabemos que o microbioma molda nosso sistema imune e que a EM é uma doença mediada por esse sistema de defesa. Também sabemos que genes influenciam nossos microbiomas e sistemas imunológicos”, salienta David Hafler, professor de neurologia e imunobiologia na Yale University School of Medicine, que participou da conferência, mas não esteve envolvido no trabalho sobre microbioma.

No entanto, em vista do fato de que as incidências de EM e outras disfunções autoimunes estão aumentando, também deve haver fatores não genéticos contribuindo para a doença.

“Talvez seja uma somatória de vários pequenos fatores, como baixa contagem de vitamina D, índice de massa corporal aumentado, e ingestão excessiva de sal”, pondera Hafler, acrescentando, “mas eu não ficaria surpreso se fosse apenas algo grande, como quando se descobriu que a bactéria Helicobacter pylori, mais conhecida como H. pylori, provoca úlceras. Até agora, ninguém descobriu um microrganismo específico que esteja por trás da EM, mas acho importante continuarmos procurando”.

Fonte: UOL. Por Bret Stetka

SUPLEMENTOS QUE PODEM MELHORAR A PERFORMANCE NA PRÁTICA ESPORTIVA.

domingo, 3 de abril de 2016 0 comentários
O fisiologista Turibio Barros e a nutricionista Cristiane Perroni, em artigos anteriores, afirmaram que a utilização de suplementos nutricionais é uma excelente estratégia na busca pela melhora da performance. Entretanto, cada suplemento tem uma indicação de acordo com a modalidade, fase de treino, dose e tempo de uso. Entenda os tipos e saiba mais sobre suas indicações:

01 WHEY PROTEIN
Whey protein: um dos suplementos mais consumidos por quem faz atividade física (Foto: Getty Images)

A proteína do soro do leite é um dos suplementos mais consumidos por praticantes de atividade física com objetivo de aumento de massa muscular, recuperação muscular e diminuir índice de lesões. Essa proteína é altamente digerível e rapidamente absorvida pelo organismo. Apresenta excelente quantidades de aminoácidos essenciais e elevadas concentrações dos aminoácidos triptofano, cisteína, leucina, isoleucina e lisina. Tem importante papel durante a recuperação pós-exercício. O consumo diário deve ser ajustado pelo peso corporal e de acordo com a quantidade de exercícios realizados. 

02 MALTODEXTRINA
Maltodextrina: é indicada para quem pratica a corrida consumir logo após o treinamento (Foto: Eu Atleta)
Carboidrato de fácil digestão e absorção. Costuma ser indicado como fonte de energia para ser consumido antes das atividades físicas. Neste caso é importante assegurar sua adequada diluição para possibilitar o rápido esvaziamento gástrico. Tem ampla indicação no ajuste do aporte calórico diário para ganho de massa muscular, além de ser nutriente fundamental para reposição de energia no pós-exercício imediato associado à proteína. Para os praticantes de corridas, a maltodextrina deve ser consumida imediatamente após um treino ou uma prova para repor o mais rápido possível o glicogênio muscular.

03 BCAA 
BCAA: o seu consumo deve ser sempre associado ao pós-exercício e de imediato (Foto: Editoria de Arte)
Aminoácidos de cadeia ramificada. Os BCAA são três aminoácidos: Leucina, Valina e Isoleucina. São nutrientes que podem ser utilizados como fonte de energia, porém seu papel comprovado pela ciência tem sido cada vez mais associado ao mecanismo de reparação do dano tecidual causado pelo exercício. Dos três aminoácidos, a Leucina parece ser o nutriente com maior importância no mecanismo de recuperação. Seu consumo deve ser sempre associado ao pós-exercício imediato.

04 GLUTAMINA
Glutamina: atua para melhora de doenças intestinais e diminui infecções respiratórias (Foto: Getty Images)
É um dos aminoácidos constituintes das proteínas e o mais abundante no plasma e tecidos, principalmente no muscular. Ela exerce funções como: diminuição do catabolismo (quebra de uma substância para obter energia) muscular proteico e melhora de doenças intestinais (ex: síndrome do cólon irritável) e desintoxicação da amônia. Estudos demonstraram que uma dose de 5g de glutamina em 330ml de água, fornecido para corredores de média e longa distâncias, logo após treino intenso, foi suficiente para diminuir a incidência de infecções respiratórias nos sete dias após o exercício. A forma mais encontrada é a L–Glutamina (glutamina livre).

05 CREATINA
Creatina: indicada para quem faz atividades de força, como musculação e corridas rápidas (Foto: Getty)
Nutriente sintetizado a partir de três aminoácidos: Glicina, Arginina e Metionina. É um composto que existe armazenado nas células musculares. Sua ligação com o radical fosfato armazena energia para ser utilizada na contração muscular. Quando se associa a creatina com o exercício de força, as células musculares tendem a desencadear um mecanismo de ativação enzimática, que resulta em maior síntese de proteínas e aumento da massa muscular. É Indicada para quem faz atividades de força como a musculação, lutas, levantamento de peso, modalidades coletivas, corridas de curta duração e atividades que durem até 150 segundos ou tenham “sprints”. 

Fonte: Eu Atleta.

UM QUINTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA ESTÁ OBESA, CONFORME ESTUDO.

sábado, 2 de abril de 2016 0 comentários
Brasil tem cerca de 30 milhões de obesos

Estudo publicado na revista científica Lancet mostra que um quinto da população brasileira adulta, ou quase 30 milhões de pessoas, é obesa.

O número é maior entre as mulheres: 23% delas, ou 18 milhões, eram obesas em 2014. Entre os homens, o índice é de 17% (11,9 milhões).

Os números colocam o Brasil entre os países mais obesos do mundo. Entre os homens, só fica atrás de China e EUA; entre as mulheres o Brasil fica em 5º, atrás também de Rússia e Índia.

A comparação é feita em números absolutos e todos os países listados estão entre os mais populosos do mundo.

No ranking masculino, o Brasil está à frente da Índia, que tem população maior que a do Brasil.

Em 1975, o Brasil estava em 10º no ranking de homens obesos e 9º no de mulheres.

Por outro lado, o estudo mostra que o país melhorou em relação a pessoas abaixo do peso: o Brasil aparecia em 9º nos dois rankings em 1975 e agora está em 18º entre os homens e 13º entre as mulheres. Cerca de 3% da população adulta brasileira (4 milhões) estão abaixo do peso.

São consideradas obesas, de acordo com a pesquisa, pessoas que tem o IMC (índice de massa corporal) acima de 30. Para se calcular o IMC deve-se elevar ao quadro a altura da pessoa e dividir pelo peso o resultado obtido.
MundoPesquisa pesquisou IMC de 20 milhões de pessoas

A pesquisa, coordenada por cientistas do Imperial College London, comparou o IMC de cerca de 20 milhões de homens e mulheres de 1975 a 2014. Os dados se referem a 186 países.

O estudo conclui que há mais adultos no mundo classificados como obesos do que como abaixo do peso.

Diz também que um quinto dos adultos do mundo será obeso em 2025 e que as chances de atingir as metas da ONU para frear a obesidade nos próximos dez anos são "virtualmente zero". O objetivo da OMS (Organização Mundial da Saúde) é que em 2025 os índices não sejam maiores que os de 2010.

Seguindo a pesquisa, desde 1975 a obesidade triplicou entre homens e dobrou entre mulheres. O número de obesos passou de 105 milhões em 1975 para 641 milhões em 2014.

Enquanto isso o número de pessoas abaixo do peso aumentou de 330 milhões para 462 milhões no mesmo período. Mas caiu em termos proporcionais: de 14% para 9% em homens e de 15% para 10% em mulheres.

O principal autor do estudo, Majid Ezzat, disse que há uma "epidemia de obesidade grave".

"Nossa pesquisa mostrou que em 40 anos nos fizemos a transição de um mundo em que o número de pessoas abaixo do peso era o dobro das obesas para um em que há mais obesos que pessoas abaixo do peso".

"Embora seja reconfortante saber que o número (proporcional) de pessoas abaixo do peso caiu nos últimos anos, a obesidade global chegou a um ponto de crise."

Fonte: BBC.

2 RECEITAS DE SANDUÍCHES SAUDÁVEIS COM ABACATE.

sexta-feira, 1 de abril de 2016 0 comentários
Procurando uma receita saudável, saborosa e fácil de fazer para o lanche da tarde? Sanduíches podem surpreender com os ingredientes certos e uma montagem caprichada. O abacate é rico em vitaminas e sais minerais e deu um toque especial no preparo das duas delícias a seguir criadas pelos nossos colunistas da S Simplesmente. Delicie-se! 

Sanduíche com pasta de feijão branco, beterraba, avocado, tomate e agrião

Ingredientes
100 g de feijão branco cozido
1 dente de alho
30 ml de azeite extra virgem
1 beterraba cozida
1 limão tahiti
Noz moscada a gosto
Sal rosa do himalaia a gosto
Pimenta do reino a gosto
50 g de tomate cereja
1 avocado
1/2 maço de agrião

Modo de preparo
Prepare um hommus, batendo em um liquidificador o feijão, o alho, o azeite, a beterraba e o limão até obter uma pasta homogênea. Ajuste o tempero com sal, pimenta do reino e noz moscada e reserve. Inicie a montagem tostando o pão de sua preferência. Em seguida, passe uma camada da pasta. Disponha as fatias de avocado, as metades dos tomates cereja e finalize com as folhas de agrião antes de servir.

Mini sanduíche de avocado, cebola roxa e pimenta dedo de moça

Ingredientes
2 avocados maduros
30 ml de azeite extra virgem
1 dente de alho
2 limões tahiti
1/2 pimentão amarelo picado finamente
4 talos de cebolinha picados finamente
Sal rosa do himalaia a gosto
Pimenta dedo de moça em rodelas
Cebola roxa cortada em meia lua

Modo de preparo
Para a pasta de avocado, processe todos ingredientes e acerte o temperos com sal rosa do himalaia. Toste as fatias do pão de sua preferência na frigideira com um fio de azeite. Passe uma camada da passa e, em seguida, disponha as lâminas de cebola roxa crua, as rodelas de pimenta dedo de moça e finalize com cebolinha. Agora é só servir!

Fonte: Casa Vogue.