Google Analytics Alternative

WHEY PROTEIN NA SAÚDE.

sábado, 12 de março de 2016 0 comentários
O suplemento alimentar mais “famoso” utilizado no esporte é o WHEY PROTEIN, suplemento proteico à base de soro de leite. Hoje, seu uso é difundido, principalmente, entre os praticantes de musculação, porém sua indicação, segundo pesquisas recentes, é muito mais ampla, pelos benefícios tanto para atletas quanto pessoas ativas ou não, de diversas idades, por ser uma fonte natural e segura de proteína de alto valor biológico. 

Garantir o aporte ideal de proteínas na dieta não é tarefa fácil, os alimentos proteicos são, em sua maioria, perecíveis e requerem refrigeração, dificultando a sua disponibilidade no dia a dia corrido das pessoas.

Uma dieta equilibrada, adequada no seu aporte proteico, garantirá um controle mais efetivo do apetite, contribuindo para o emagrecimento. Contrariando o que a maioria das pessoas tem como hábito e as dietas tradicionais preconizam, o consumo de proteína associado aos alimentos energéticos é importante em todas as refeições, inclusive nas intermediárias. Chega de lanchinhos à base de frutas ou barras de cereais somente! Isso se deve ao fato de que as proteínas em geral levam mais tempo para serem digeridas em comparação ao carboidrato. Quando consumimos alimentos proteicos associados aos energéticos (carboidrato), a digestão em geral se torna mais lenta e a absorção da glicose proveniente do carboidrato se faz de forma gradual, evitando os temidos picos glicêmicos e as consequentes quedas da glicemia, que normalmente acontecem quando se consome somente carboidratos em uma refeição. Queda glicêmica é sinal de fome e diminuição metabólica, o organismo se vê sem energia e passa a gastar muito menos, não consegue queimar gorduras e o pior, usa massa muscular como fonte de energia. 

O PROCESSO DE FILTRAÇÃO DETERMINA O TIPO DE WHEY PROTEIN 
A obtenção do whey é iniciada no processo de fabricação do queijo, no qual o soro do leite é filtrado e separado. Durante décadas, essa parte do leite era dispensada pela indústria e somente a partir do anos 70, os cientistas passaram a estudar as propriedades dessas proteínas. O resultado é uma proteína de altíssima qualidade, fonte de aminoácidos essenciais que cumprem várias funções no organismo, que chamamos de propriedades biológicas. Existem três tipos de whey protein no mercado:

1) WHEY PROTEIN CONCENTRADO (WPC): É uma proteína que passa por filtragens que não eliminam completamente a gordura e a lactose da fórmula e a estrutura da proteína se mantém intacta, passando normalmente pelo processo natural de digestão, que é relativamente lento. Algumas pessoas podem ter dificuldade em digerir este tipo de whey por conter a proteína íntegra e pela presença da lactose em sua composição, principalmente os alérgicos à proteína do leite e os intolerantes à lactose.

2) WHEY PROTEIN ISOLADO (WPI): Esse tipo de whey é praticamente livre de lactose (podendo ser utilizado por pessoas com intolerância a lactose), gordura e colesterol. O processo de filtração quebra a estrutura das proteínas. Esse tipo de Whey é indicado principalmente no pós-treino imediato devido à sua rápida absorção e garantia do aporte imediato de aminoácidos estimulando a regeneração muscular. 
Com o avanço dos processos tecnológicos, hoje temos dois tipos diferentes de wheys isolados com características e propriedades diferentes:

• ISOLADO ION-CHANGE: Em português, whey isolado por troca-iônica. O whey é aquecido e as proteínas passam por um processo químico para separá-las e quebrá-las. Este método é o mais antigo e tem desvantagens, pois o aquecimento desnatura as proteínas e o processo químico aumenta demasiadamente a quantidade de sódio do produto. 

• ISOLADO MICRO-FILTRADO A FRIO: É o processo mais moderno de filtração que garante a integridade e a pureza das proteínas. A filtragem das proteínas é mecânica, por vários tipos de filtros e ocorre em baixas temperaturas garantindo que as frações quebradas de proteína mantenham-se bioativas, ou seja, não sofram desnaturação garantindo a funcionalidade biológica das mesmas (imunológicas, moduladoras hormonais entre outras funções). Não passando por processamento químico, este whey é o que apresenta o mais baixo teor de sódio.

3) WHEY PROTEIN HIDROLISADO (WPH): O whey protein hidrolisado é aquele que passa por um processo em que as moléculas de proteína do soro do leite são quebradas em partículas menores através de hidrólise, processo similar ao digestivo, disponibilizando praticamente os aminoácidos livres, fazendo com que a digestão e a absorção se tornem ainda mais rápidas. É conhecido como whey protein pré-digerido. O whey 100% hidrolisado pode ser uma alternativa para as pessoas que tem intolerância a lactose e/ou alergia as proteínas de origem animal. 

4) BLENS PROTEICOS: Este tipo de suplemento proteico é o que mais cresce no mercado americano e está chegando com força no Brasil. constitui-se de um mix de tipos diferentes de proteínas com o objetivo de prolongar o tempo de absorção das mesmas garantindo o aporte gradual e constante de aminoácidos. Os blends são compostos a base de whey protein e suas diferentes filtrações e processamentos, caseína e outros tipos de proteína como a de soja e a albumina proveniente do ovo. A whey protein é rapidamente absorvida entre 30 e 60 minutos. A soja e a albumina são proteínas de absorção intermediária, entre 60 e 120 minutos. E a caseína é uma proteína de absorção lenta, requerendo entre três e cinco horas. Existem produtos que têm na sua composição os 3 tipos de whey protein (Whey Concentrado, Isolado e Hidrolisado), outros produtos que além dos 3 tipos de whey, tem também a albumina ( proteína do ovo), a caseína (outro tipo de proteína do leite) e alguns tem, além das proteínas de origem animal citadas acima, proteínas de origem vegetal, que é o caso da soja.

As indústrias de suplementos nutricionais têm pensado cada vez mais na praticidade e hoje o mercado apresenta varias versões de whey protein: em pó, líquidas em embalagens prontas para o consumo e fazendo parte da composição das barras proteicas.

WHEY PROTEIN NA SAÚDE, AMPLIANDO OS BENEFÍCIOS DO USO DE WHEY PROTEIN
Hoje o Whey Protein não está mais associado somente ao esporte e definição muscular. É visto como um suplemento alimentar extremamente versátil e a cada dia surgem novas aplicações e benefícios do seu uso. Os olhos da ciência recentemente estão se voltando para outros usos do whey protein que, de acordo com evidências científicas, pode atuar beneficamente em várias condições de saúde específicas, como câncer, hepatite, HIV, doenças cardiovasculares, obesidade, osteoporose, doenças gastrointestinais e também agindo como antimicrobiano além de sua atuação em outras condições de saúde.

A correlação do consumo de Whey Protein e a prevenção e tratamento do câncer tem sido pesquisada extensivamente e a estimulação de glutationa parece ser o principal mecanismo de modulação (aumento) da imunidade, whey protein é muito rico no aminoácido cisteína, precursor da glutationa. Whey protein é rico em lactoferrina, beta-lactoglobulina, albumina sérica entre outras estruturas proteicas com propriedades imunomoduladoras.

Além dos benefícios fisiológicos do uso de whey protein, é importante também levar-se em consideração a indisposição, a anorexia e os enjoos característicos causados pelos tratamentos quiminoterápticos e radioterápticos causando perda de peso e carências nutricionais severas.

Whey protein é versátil, tem sabor agradável e poderá, associado à alimentos complementares, compor refeições líquidas de fácil aceitação e digestão, o tipo de whey protein a ser utilizado dependerá sempre do objetivo e momento do uso bem como a tolerância individual à proteína e componentes do leite. O Whey protein isolado por exemplo, tem rápida digestão e absorção, é livre de lactose podendo ser usado por intolerantes à lactose e à proteína do leite, no esporte, é o tipo de whey protein mais indicado no pós-treino imediato. Os blends proteicos, por sua vez, devido à absorção gradual são uma ótima opção para os lanches intermediários, garantindo saciedade.

A praticidade e ótima digestibilidade do whey protein é uma alternativa eficiente para crianças e adolescentes inapetentes, com maus hábitos alimentares e para a população sênior que também por inapetência, agravados por problemas de mastigação e digestão característicos da idade, naturalmente deixam de consumir os alimentos proteicos convencionais. Garantir o aporte de proteína da dieta é imprescindível para o crescimento saudável e principalmente, a manutenção da saúde e vigor físico.

Porém nem todos os Wheys protein disponíveis no mercado hoje são iguais. Para que se possa beneficiar-se de suas propriedades fisiológicas é essencial que durante o seu beneficiamento as proteínas não sofram tratamento térmico ou químico e assim as estruturas proteicas não desnaturem, mantendo-se íntegras com suas propriedades fisiológicas preservadas, o único processo industrial que garante a integridade das proteínas é a micro-filtragem à frio.

É o suplementação alimentar ampliando seus horizontes e se tornando parceira das pessoas em busca de mais saúde, beleza e performance e seguramente, com o avanço da ciência na área da medicina preventiva, novos benefícios do seu uso estão por vir!

Referencias
1. Burke DG, Chilibeck PD, Davidson KS, et al. The effect of whey protein supplementation with and without creatine monohydrate combined with resistance training on lean tissue mass and muscle strength. Int J Sport Nutr Exerc Metab 2001;11:349-364.
2. Ha E, Zemel MB. Functional properties of whey, whey components, and essential amino acids: mechanisms underlying health benefits for active people (review). J Nutr Biochem 2003;14:251-258.
3. Bounous G, Gold P. The biological activity of undenatured dietary whey proteins: role of glutathione. Clin Invest Med 1991;14:296-309.
4. Bounous G. Whey protein concentrate (WPC) and glutathione modulation in cancer treatment. Anticancer Res 2000;20:4785-4792.

CHOCOLATE E MELHOR DESEMPENHO DO CÉREBRO.

0 comentários
Image copyrightGettyImage caption. Pesquisa analisou consumo de chocolate ao leite

Análises de uma pesquisa americana realizada na Austrália sugerem que há uma ligação entre o consumo de qualquer tipo de chocolate e melhorias no funcionamento do cérebro.

A pesquisadora especializada em nutrição Georgina Crichton, da Universidade do Sul da Austrália, analisou uma pesquisa que teve início na década de 1970 nos Estados Unidos e observou mais de mil pessoas durante 30 anos.

O objetivo da pesquisa, chamada Maine-Syracuse Longitudinal Study (MSLS) - pois envolvia a Universidade do Maine e o Instituto Luxemburgo de Saúde -, era observar a relação entre a pressão sanguínea das pessoas e o desempenho do cérebro.

Isto foi feito durante décadas até que os pesquisadores resolveram ampliar o estudo e observar outros fatores de risco cardiovascular, incluindo diabetes, obesidade e fumo. A pesquisa teve ao todo sete coletas de dados entre os participantes, feitas com cinco anos de intervalo.

O pesquisador que liderou o estudo, Merrill Elias, decidiu perguntar aos participantes o que eles comiam e incorporou um novo questionário já na sexta onda de coleta de dados, entre os anos de 2001 e 2006.

As respostas a esse questionário deram pistas sobre a dieta dos participantes que interessaram os pesquisadores.

"Descobrimos que as pessoas que comiam chocolate pelo menos uma vez por semana tendiam a ter um melhor desempenho cognitivo. É significativo, toca vários domínios cognitivos", afirmou Elias.

A pesquisadora australiana entrou em contato com Merrill Elias, que liderou o MSLS, para fazer uma nova análise da pesquisa.

"Examinamos se o consumo habitual de chocolate estava associado à função cognitiva (funcionamento do cérebro - memória, concentração, raciocínio, processamento da informação) em cerca de mil indivíduos no MSLS. Descobrimos que aqueles que comeram o chocolate pelo menos uma vez por semana tiveram um melhor desempenho em múltiplas tarefas cognitivas, se comparados àqueles que comiam chocolate menos de uma vez por semana", disse Georgina Crichton.

O que foi analisado
Entre os aspectos analisados estavam memória verbal, memória visual e espacial, organização e raciocínio abstrato, além da habilidade de recordar uma lista de palavras ou onde um objeto foi colocado.

"Com exceção da memória funcional, essas relações não foram atenuadas com o controle estatístico para fatores cardiovasculares, de dieta e estilo de vida. Isto significa que independentemente de fatores como idade, sexo, nível de educação, colesterol, glicose, pressão sanguínea, energia total e consumo de álcool, a relação entre consumo de chocolate e cognição continuava sendo importante", afirmou Crichton.

A pesquisadora afirma que existe uma crença histórica nos benefícios do chocolate, mas baseada apenas na experiência e observação. Agora a ciência está começando a identificar bases para estas crenças.
Image copyrightThinkstockImage captio. nPesquisadora australiana lembrou que maioria das pesquisas observou efeitos do chocolate amargo

"O chocolate e os flavonoides do cacau eram associados à melhoria em uma série de problemas de saúde que vinham desde tempos antigos e os benefícios cardiovasculares já tinham sido estabelecidos, mas sabíamos muito menos a respeito dos efeitos do chocolate na neurocognição e comportamento", disse Crichton.
Ao leite

Outra boa notícia é que se antes os pesquisadores davam mais ênfase ao chocolate amargo, desta vez não importa se o chocolate consumido é o mais escuro ou ao leite.

"A maioria das pesquisas se concentrou nos efeitos intensos do chocolate amargo ou das bebidas ricas em cacau. Isso acontecia porque o chocolate amargo tem mais flavonoides do que o chocolate ao leite. Os participantes recebiam chocolate ou cacau para consumir e seu desempenho cognitivo era testado horas depois", disse Crichton.

"Nossa pesquisa é inovadora porque pediu para as próprias pessoas registrarem seu consumo normal/habitual. Em segundo lugar, essas pessoas teriam consumido todos os tipos de chocolate, e os dados nacionais sobre a dieta americana mostram que chocolate ao leite era o tipo mais frequente consumido no momento da pesquisa. Em resumo: descobrimos essa associação positiva sem isolar apenas o chocolate amargo."

Apesar do entusiasmo da pesquisadora, Crichton e Merrill Elias ainda não sabem a causa exata da melhora no desempenho do cérebro. E Elias vai mais longe.

"Não é possível falar sobre causalidade, porque isso é quase impossível de se provar com nosso projeto. Mas podemos falar sobre direção. Nosso estudo definitivamente indica que a direção não é que a habilidade cognitiva afeta o consumo de chocolate, mas que o consumo de chocolate afeta a habilidade cognitiva", afirmou o pesquisador americano.

Fonte: BBC.

O PAPEL DO ÍNDICE GLICÊMICO NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA ACNE.

0 comentários
A acne vulgar é uma dermatose crônica, específica dos folículos pilossebáceos, que são unidades compostas por uma glândula sebácea bem desenvolvida e um pelo rudimentar. Entre os fatores envolvidos na fisiopatologia da acne, encontram-se a hiperatividade das glândulas sebáceas, hiperqueratinização e descamação anormal do epitélio folicular, acarretando na obstrução do canal pilossebáceo, com posterior infecção dos folículos pela bactéria denominada Propionibacterium acnes (P. acnes) e, muitas vezes, inflamação.

Do ponto de vista clínico, a acne pode se manifestar com lesões inflamadas ou não inflamadas. As lesões não inflamadas podem ser diferenciadas em comedão aberto (ponto negro) ou comedão fechado (ponto branco); enquanto que as lesões inflamadas se dividem em: pápula, pústula, nódulo e cisto. Frequentemente, de fácil diagnóstico, a acne pode ser classificada de acordo com o tipo de lesão predominante. O esquema de classificação do grau de severidade da acne preconizado pela Academia Americana de Dermatologia inclui três níveis: leve, moderado e severo, podendo também ser graduada em níveis de I a IV, conforme a gravidade do quadro.

Graças à influência androgênica, a acne acomete principalmente adolescentes do sexo masculino; entretanto, pode se estender até a idade adulta, acomentendo principalmente as mulheres nesta fase. A acne afeta principalmente a região da face, costas, peito e ombros, visto que tais áreas apresentam glândulas sebáceas maiores e mais numerosas, e sua etiologia compreende diversos fatores, incluindo os genéticos, hormonais, dietéticos e psicológicos, os quais podem atuar de forma isolada ou interligada.

A dieta habitual parece exercer papel fundamental na prevenção e no tratamento da acne vulgar, através da alteração de parâmetros bioquímicos e endócrinos relacionados ao desenvolvimento dessa dermatose. Deste modo, tendo em vista que a dieta pode auxiliar no tratamento da acne vulgar, o nutricionista pode atuar de forma a contribuir para o tratamento dessa afecção dermatológica.

Embora a acne não seja uma doença grave, acomete adolescentes e adultos e compromete a estética, assim, causando desconforto e até mesmo alterações emocionais, como baixa autoestima, depressão e ansiedade, que podem gerar dificuldades de socialização.

Ocasionalmente, alguns indivíduos portadores de acne vulgar referem piora das lesões após a ingestão de determinados alimentos, estando entre os alimentos mais incriminados: chocolates, nozes, produtos lácteos, alimentos gordurosos, preparações condimentadas e carboidratos com alto índice glicêmico, porém esta relação ainda não é clara.

Entre fatores dietéticos mais implicados com relação ao desenvolvimento da acne e/ou piora das lesões, ou seja, o aspecto de maior relevância na prevenção e no tratamento é o índice glicêmico da dieta, tendo em vista estudos que referem a melhora no quadro clínico desta dermatose quando dietas com baixo índice glicêmico são adotadas.

Por isso, mostra-se de suma importância evitar os quadros de hiperinsulinemia aguda repetidos, vislumbrando redução da biodisponibilidade de andrógenos livres na circulação e, consequente, diminuição da oleosidade da pele, além da melhora de outros parâmetros bioquímicos envolvidos na fisiopatologia desta dermatose.

Portanto, é importante que o nutricionista atue, colaborando na melhora da acne, com base em um maior conhecimento sobre a influência da alimentação no tratamento desta dermatose, a partir de uma prescrição dietoterápica adequada, para tanto, priorizando alimentos de baixo índice glicêmico para constituição do plano alimentar, como, por exemplo, frutas com casca (maçã, pera), leguminosas (grão-de-bico, feijões, lentilha), verduras, cereais integrais, entre outros.

“É importante que o nutricionista atue, colaborando na melhora da acne, com base em um maior conhecimento sobre a influência da alimentação no tratamento desta dermatose”

Bibliografia
ADEMAMOWO, C.A. et al. Milk consumption and acne in teenaged boys. Journal of American Academy of Dermatology, v.58, n.5, p.787-793, 2008.

BAUMANN, L. Cosmetic Dermatology: Principles and Practice. Hong Kong: The McGraw-Hill Companies, 2002.

CHEN, C.L. et al. A Community-Based Study of Acne-Related Health Preferences in Adolescents. Archives of Dermatology, v.144, n.8, p.988-994, ago. 2008.

COSTA, A.; ALCHORNE, M.M.L.; GOLDSCHMIDT, M.C.B. Fatores Etiopatogênicos da Acne Vulgar. Anais Brasileiros de Dermatologia, v.83, n.5, p.451-459, 2008.

FERRI, F.F. Ferri´s Clinical Advisor 2010: Instant Diagnosis and Treatment. Philadelphia: Mosby, 2009.

HAIDER, A.; SHAW, J.C. Treatment of acne vulgaris. Journal of American Medical Association, v.292, n.6, p.726-735, ago. 2004.

HASSUN, K.M. Acne: etiopatogenia. Anais Brasileiros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v.75, n.1, p.7-15, jan./fev. 2000.

SMITH, R.N. et al. The effect of a high-protein, low glycemic-load diet versus a conventional, high glycemic-load diet on biochemical parameters associated with acne vulgaris: a randomized, investigator-masked, controlled trial.Journal of the American Academy of Dermatology, v.57, p.247-56, abr. 2007a.

SMITH, R.N. et al. A low-glycemic-load diet improves symptoms in acne vulgaris patients: a randomized controlled trial. American Journal of Clinical Nutrition, v.86, p.107-115, 2007b.

SMITH, R.N. et al. The Effect of a Low Glycemic Load Diet on Acne Vulgaris and the Fatty Acid Composition of Skin Surface Triglycerides. Journal of Dermatological Science, v.50, p.41-52, 2008.

TEIXEIRA, M.A.G.; FRANÇA, E.R. Mulheres adultas com acne: aspectos comportamentais, perfil hormonal e ultrasonográfico ovariano. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v.7, n.1, p.39-44, 2007.

VAZ, A.L. Acne vulgar: bases para o seu tratamento. Revista Portuguesa de Clínica Geral, v.19, p.561-570, out. 2003.

VIVIER, A.; MCKEE, P. H. Atlas de Dermatologia Clínica. São Paulo: Manole, 1997.

DESPERDÍCIO DE COMIDA DESAFIA SOCIEDADE.

quarta-feira, 9 de março de 2016 0 comentários
De cada três quilos de alimentos produzidos no mundo, pelo menos um é jogado fora. Vai para o lixo todos os anos 1,3 bilhão de toneladas de comida que poderia ajudar a alimentar 795 milhões de pessoas que passam fome.

Números da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) também mostram que, além do drama social, o desperdício impõe à sociedade moderna um alto custo ambiental e econômico.

A produção da comida descartada consome 250 quilômetros cúbicos de água e ocupa 1,4 bilhão de hectares, quase um terço de toda a terra cultivada do planeta.

O desperdício joga anualmente na atmosfera 3,3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa, terceiro maior volume de emissões que provocam o aquecimento global, atrás apenas das emissões dos Estados Unidos e da China.

Os custos de tanto desperdício superam os US$ 750 bilhões a cada ano, estima a FAO. Inutilizar tamanho volume de investimentos e de recursos naturais é um contrassenso frente ao desafio mundial de alimentar uma população que deverá passar de 8 bilhões de habitantes nos próximos 15 anos.

— Não é justo nem razoável que, enquanto tem gente passando fome no Brasil e em todo o mundo, se tenha desperdício de comida. Acho um crime — diz a senadora Ana Amélia (PP-RS), presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).

Múltiplas causas
A magnitude dos números do desperdício indica a complexidade de um problema que começa quando o alimento é colhido no campo e depois processado, armazenado e transportado. 

Pelo menos metade do desperdício ocorre nessas etapas da cadeia de produção, mas são perdas classificadas como não intencionais, decorrentes da falta de tecnologia adequada nas propriedades rurais. Não são raros danos em frutas e verduras pelo manuseio incorreto na colheita ou por ficarem muito tempo expostas ao calor ou ao vento. 

Também são consideradas involuntárias as perdas por problemas na infraestrutura de transporte, desde estradas esburacadas até a precariedade de veículos utilizados para o escoamento da produção.

Descarte nas cidades
A outra metade do desperdício é mais visível, pois é quando a produção chega às cidades e o descarte acontece nos armazéns atacadistas ou no varejo em supermercados, verdurões e feiras.

Nessas etapas, o lixo é o destino de boa parte dos produtos que não foram vendidos. Estão nesse grupo produtos saudáveis que foram danificados pelo manuseio inadequado dentro dos locais de venda.

É o caso também dos produtos fora dos padrões de mercado, como frutas muito pequenas, que têm alguma mancha ou mesmo um pequeno amassado. Sem valor de compra, mas em perfeitas condições nutricionais, poderiam ser doadas, mas acabam no lixo.

— O desperdício pode chegar a 40% da produção. No Brasil, são centenas de toneladas desperdiçadas só na parte final, no varejo de alimentos — lamenta o senador Jorge Viana (PT-AC), autor de projeto de lei para incentivar a doação de produtos em condição de consumo.

Aumentar as doações é essencial para programas como bancos de alimentos criados para distribuição a populações carentes. Essas iniciativas hoje contam com uma pequena fração do volume não comercializado por atacadistas e varejistas. A maior parte acaba descartada.

Fonte: RedeNutri.

NUTRIÇÃO ADEQUADA PREVINE DOENÇAS E TRAZ LONGEVIDADE ÀS MULHERES.

terça-feira, 8 de março de 2016 0 comentários
Mulheres têm necessidades biológicas, fisiológicas, metabólicas e nutricionais diferentes dos homens. A nutrição adequada e individualizada pode contribuir para melhorar a qualidade de vida da mulher moderna, que é mais ativa. Através dos alimentos, é possível garantir longevidade, prevenir os sintomas desconfortáveis da TPM, menopausa e inúmeras doenças, como constipação, anemia, câncer de mama, entre outras.

Mulheres: necessidades biológicas, fisiológicas, metabólicas e nutricionais diferentes das masculinas (Foto: Getty Images)

- Cálcio x Osteoporose: 
Mulheres apresentam necessidades distintas de cálcio de acordo com a fase da vida. Há maior necessidade na adolescência e na menopausa. A osteoporose acomete muitas mulheres na menopausa. 

Fontes: leite, queijos, iogurte, semente de abóbora, castanha\ amêndoas, gergelim, aveia, folhosos verdes escuros (espinafre, agrião, couve).

A vitamina D é responsável por fixar o cálcio no osso, por isso também precisamos nos preocupar com a síntese e ingestão de vitamina D. Fontes: exposição à luz solar e menor participação da alimentação: óleo de fígado de bacalhau, peixes, gema de ovo, leite enriquecido.

- Necessidades aumentadas de ferro e prevenção da anemia:
A anemia está correlacionada com irregularidades no ciclo menstrual, deficiência no consumo alimentar, gravidez ou problemas na absorção deste nutriente. A necessidade nutricional de ferro é maior em mulheres em idade fértil (18mg) e grávidas (27mg) do que em homens (8mg) e mulheres na menopausa (8mg).

Frutas, verduras e legumes são aliados 
contra 'prisão de ventre', comum em mulheres (Foto: Getty Images)

O ferro é responsável pela formação da hemoglobina, transporte e armazenamento de oxigênio, participa de reações enzimáticas e metabólicas essenciais ao nosso corpo.


Fontes de origem animal (Ferro heme): carne de boi, frango, porco, peru, peixe e gema de ovo. Fontes de origem vegetal (Ferro não heme): folhosos verde escuros, folhas da beterraba, beterraba, quiabo, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, soja), inhame, aveia, açaí, melado/ melaço.

Associar aos alimentos de origem vegetal a alimentos fontes de vitamina C na mesma refeição para potencializar a absorção: limão, laranja, acerola, morango, manga, fruta do conde, mamão, goiaba, tangerina, caju, abacaxi.

- Constipação:
A constipação ou “prisão de ventre” é uma queixa frequente em mulheres. Esta condição se agrava no período da gestação pela elevação do hormônio progesterona, que torna mais lentos os funcionamentos gástrico e intestinal. A ingestão adequada de fibras, 25 gramas por dia, está relacionada ao menor risco de câncer, doenças intestinais, cardiopatias, níveis de colesterol e obesidade.

Fontes: frutas (mamão, ameixa, tangerina, laranja), verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico). Adicionar ao cardápio diariamente fibras como aveia, farinha de linhaça, chia, farelo de trigo. A ingestão de água também é fundamental para manter o funcionamento intestinal: 2,7litros\ dia. 

- Prevenção de Câncer de Mama: 
Estimular a ingestão de fitoestrogênios - presentes na soja, derivados como queijos e leite à base de soja e folhosos verdes escuros - e antioxidantes - substâncias com ação protetora celular contra efeitos dos radicais livres que atuam estimulando o sistema imunológico.

Nozes ajudam a amenizar os sintomas 
da TPM que tanto incomoda as mulheres (Foto: Getty Images)

*Vitamina A/ Betacaroteno: fígado, leite, manteiga, gema de ovo, alfafa, batata doce, vegetais verde escuros (bertalha, couve, brócolis, espinafre) e vegetais e frutas alaranjados (cenoura, mamão, manga e abóbora)

*Vitamina C: limão, acerola, tangerina caju, kiwi, morango, laranja, goiaba, tomate, brócolis, pimentão, repolho roxo, batata
*
Vitamina E: gérmen de trigo, vegetais de folhas verdes escuras, gema de ovo e castanhas. 

* Licopeno: tomate, goiaba, melancia, morango, ameixa e uva.

*Vitamina E: vegetais verde-escuros, oleaginosas (nozes, castanha do Pará, amendoim, pistache), óleos vegetais e no germe de trigo, gema de ovo e fígado.

*Selênio: castanha do pará, nozes, carne vermelha, frango, frutos do mar, peixes, ovos

*Fibras

*Ômega3: peixes como salmão, atum, arenque e sardinha, farinha de linhaça, castanha do Pará, chia.

- Prevenção de Sintomas da TPM:
Estimular a ingestão de:
*Vitamina B6 (Piridoxina): A vitamina B6 atua na formação de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, amenizando os sintomas de alterações de humor. Fontes: gérmen de trigo, nozes, banana, abacate, fígado, ovos, soja, aveia, batata, cenoura. 

*Vitamina E

*Ômega 3 

*Carboidratos: No período pré menstrual há uma elevação da temperatura corporal, aceleração metabólica e maior necessidade de comer carboidratos. Os carboidratos também auxiliam na absorção do triptofano, precursor da serotonina (maior sensação de bem-estar e melhora do humor). Dê preferência a integrais.

*Magnésio: também está envolvido na produção de neurotransmissores, entre eles a serotonina. Fontes: soja, figo, ostras, leite, leguminosas (feijões, grão de bico, ervilha), cereais integrais (aveia), vegetais e folhas verde escuras, cacau.

- Sintomas de Sintomas da Menopausa:
Na menopausa a queda do estrogênio acarreta alguns sintomas como fogacho (calores), secura na pele, insônia, mudança de humor e etc. A soja contém isoflavonas, que ajudam a reduzir os sintomas da menopausa.

Fontes: alimentos a base de soja que podem estar na forma de grãos, farinhas, leite e iogurtes, tofu\ queijo.

Fonte: Eu Atleta.

COMER AMENDOIM DESDE CEDO REDUZ O RISCO DE ALERGIA.

sábado, 5 de março de 2016 0 comentários
Image copyrightThinkstockImage caption. Nos EUA e Reino Unido, 20 mil bebês por ano recebem diagnóstico de alergia amendoim

Os efeitos benéficos de alimentar bebês com produtos à base de amendoim para diminuir o risco de alergia foram endossados por um novo estudo de pesquisadores de Estados Unidos e Reino Unido.

No ano passado, um outro estudo afirmou que o consumo de amendoim poderia reduzir em 80% as chances de reações alérgicas futuras. Mas os cientistas agora foram além: proteção a longo prazo contra alergias não apenas pode ser obtida, mas mantida mesmo se produtos à base de amendoim forem evitados pelas crianças por um ano.

O resultados da pesquisa foram publicados na revista científica New England Journal of Medicine. Os pesquisadores estudaram 550 crianças consideradas sob risco de desenvolver alergias - porque tinham sofrido de eczema quando bebês - e prosseguiram o trabalho feito no ano passado por cientistas americanos e britânicos, em que pela primeira vez cientistas perceberam que a exposição de crianças a pequenas quantidades de lanches à base de amendoim poderia evitar alergias.
Diagnósticos

O novo estudo argumenta que, se houver consumo nos primeiros 11 meses de vida, uma criança de cinco anos de idade pode parar de comer amendoim por um ano e, ainda assim, não desenvolver alergias.

"Acreditamos que o medo de alergias alimentares é o que chamamos de profecia auto-realizável: o alimento é excluído da dieta e, como resultado, a criança não desenvolve tolerância", disse à BBC Gideon Lack, um dos principais autores do novo estudo.Image copyrightThinkstockImage caption. Estudo anterior estimou redução de até 80% em reações alérgicas

Os pesquisadores usaram as mesmas crianças testadas no estudo original - metade delas tinham recebido alimentos à base de amendoim enquanto bebês e a outra apenas se alimentado de leite materno. Segundo os cientistas, aos seis anos de idade não havia crescimento estatístico significativo em alergia após 12 meses de interrupção no consumo nas crianças que tinham ingerido amendoim.

Para o professor Lack, novos estudos são necessários para estabelecer se a resistência pode durar mais que 12 meses. Segundo dados do estudo, 20 mil bebês por ano são diagnosticados com alergia a amendoim nos EUA e no Reino Unido. e, entre 1995 e 2005, o número de diagnósticos triplicou. Os pesquisadores afirmam que os métodos de deteçcão permaneceram os mesmos.

"Os resultados mostram uma nova maneira de analisar os mecanismos de tolerância para comidas alergênicas em crianças sob risco", diz Barry Kay, cientista do Imperial College, em Londres.

Fonte: BBC.

5 OPÇÕES DE FRUTAS QUE AJUDAM NO EMAGRECIMENTO.

quinta-feira, 3 de março de 2016 0 comentários
A nutricionista Cristiane Perroni, especialista do Eu Atleta, destaca a importância de estimular o consumo de algumas frutas em dietas para emagrecimento por elas possuírem baixa densidade energética, grande quantidade de água na sua composição e serem ricas em fibras. Isso gera saciedade durante o processo de mastigação, digestão e absorção. Ou seja, ela "gastam mais calorias" para serem metabolizados pelo corpo. 

As frutas podem ser consumidas em maior quantidade e de forma livre, pois são verdadeiras fontes de carboidratos, fibras, vitaminas e minerais, além de terem potente ação antioxidante. Prefira a fruta in natura do que na forma de suco. O preparo de sucos reduz a quantidade de fibras. Utiliza-se também maior quantidade de frutas para fazer um copo de suco, tendo maior densidade energética, maior concentração de açúcares e maior estímulo à insulina do que se estivesse comendo a fruta inteira.



Confira as propriedades presentes nas frutas:

Vitamina C
Atua para a formação de colágeno, facilita a absorção de ferro reduzindo o ferro sérico (presente em folhosos verde escuro e leguminosas) ao estado de ferro ferroso que é mais facilmente absorvido. Tem ação antioxidante, o que contribui para defesa contra a ação dos radicais livres.

Beta caroteno
Mantém a saúde da pele e da visão, previne a cegueira noturna e melhora a imunidade. Também possui um efeito antioxidante.

Licopeno
É um potente antioxidante, atua na prevenção de inúmeras doenças (como as cardiovasculares, aterosclerose, câncer de próstata e hipertensão). Também ajuda a minimizar o processo de envelhecimento celular.

Antocianinas 
São flavonoides, possuem potente ação antioxidante, combate a ação de radicais livres e atua na prevenção de doenças cardiovasculares e alguns tipos de canceres e do envelhecimento 

Resveratrol 
Tem ação antioxidante, anti-inflamatória, antiplaquetária, antifúngica e cardio protetora.

Fonte: Eu Atleta.

QUAL É A RELAÇÃO ENTRE INTESTINO, CÉREBRO E EMOÇÕES?

quarta-feira, 2 de março de 2016 0 comentários
O cérebro possui uma barreira com os vasos sanguíneos, denominada barreira hematoencefálica (BHE). Esta barreira é compostas por células unidas por proteínas (claudina, ocludina e moléculas de adesão). Moléculas solúveis em água e importantes para o cérebro passam pela BHE por meio de canais especializados em sua forma íntegra. É o caso da glicose, íons e aminoácidos. Já peptídios, proteínas passam lentamente pela BHE e de forma restrita. A mesma também tenta impedir a entrada de toxinas e substâncias deletérias ao sistema nervoso.

A disfunção da BHE, também chamada de "abertura da BHE" está relacionada à exposição do cérebro a substâncias nocivas ou inflamação, situações que compromentem as funções da barreira, causando morte celular e a disfunções na sinalização de neurônios (Lopez-Ramirez, 2014). 

Um dos fatores que contribuem para o aumento do número de toxinas circulantes e para a inflamação é a disbiose intestinal, situação em que bactérias nocivas começam a se multiplicar no intestino, causando um desequilíbrio da microbiota. Na figura abaixo você pode ver que muitos fatores podem desequilibrar a mucosa intestinal. Quando isso acontece a permeabilidade aumenta (as células se separam) permitindo que toxinas, bactérias e substâncias mal digeridas passem para a corrente sanguínea.

Isto causa um aumento da inflamação no organismo, contribuindo para a quebra da barreira hematoencefálica. A neuroinflamação e a toxicidade gerada no sistema nervoso pode levar à perda de neurônios, distúrbios do sono, alterações de humor e depressão.


Fonte: NutriYoga.